terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Governo tenta segurar Dirceu

o ex Ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu vem ajudando as negociações petistas por todo o Brasil. Quando passou pelo Pará, ajudou ao governo estadual a limpar as lentes embassadas da miopia política. Agora o presidente nacional do PT tenta desautorizar as andanças de Dirceu pelo Brasil. Não adianta. Dirceu ainda é o maior líder das organizações internas ao ex campo majoritário e também é membro da direção nacional petista. Dirceu é o líder de fato da estrutura organizacional petistas...aliás sempre manteve este status.

PT, PSDB e DEM: uma aliança contra a transparência

Quem diria: PT, PSDB e DEM juntos contra a transparência na prestação de contas dos gastos de campanha. O TSE está finalizando uma regulamentação que deixa mais claro quem doa e quem recebe as doações de campanha. Atualmente as empresas repassam dinheiro, carimbado, aos partidos em direção aos candidatos. Ou seja, quando os candidatos prestam contas de campanha, a origem dos recursos vem especificada como doação partidária. Não aparece o nome do candidato que foi beneficiado pela empresa doadora de recursos.

Agora o TSE está normatizando estas situações visando deixar claro as relações entre candidatos e empresas, e com isso tornar absolutamente transparente as relações entre doadores e candidatos receptores.

Claro, as empresas são contra, pois poderemos conectar as empresas doadoras e candidatos eleitos e como isso fica mais difícil, depois, esta mesma empresa "ganhar" todas as licitações nos governos onde, anteriormente, financiou a campanha. Os políticos e os partidos, claro, estão apavorados. Caso esta ação do TSE prospere as empresas se recusarão a "doar" recursos às campanhas eleitorais.

Esta situação deixa claro que quem na verdade vem financiando as campanhas é o dinheiro público, pois cada centavo que uma empresa doa a um candidato, retorna em dobro via a execução de obras públicas, através de licitações manipuladas.

Está na hora de tirar as mácaras da hipocrisia e aprovar o fianciamento público de campanha, que além de ser mais barato para o erário público, tornar a competição eleitoral mais isonômica. Hoje só recebem as grandes doações os candidatos mais bem cotados nas pesquisas de opinião pública, e no Brasil, é o PMDB, PSDB, PT, PTB, PR e DEM, quem monopolizam 90% destes recursos.

Governo corta Bolsa Família de recalcitrantes

Quem não cumpre sua parte no Bolsa Família perde o benefício. O beneficiário precisa manter os filhos na escola, estar em dias com a vacinação e fazer a atualização cadastral. Os jornais de hoje noticiam que 31.283 mil famílias foram desligadas do programa no Pará por ausência de atualização cadastral, mesmo após serem advertidas e terem suspensas temporariamente estes recursos. Estas características institucionais do Bolsa Família deixam claro que este programa é mais do que assistencialista.

Jogo pesado: Edilza contra Puty

Edilza e seu blog, que vem crecendo em acessos não dá descanso ao seu algoz político Puty. A última da baixinha foi expor a ação de Puty no clássico Re X Pa no mangueirão, ridicularizando-o.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cremação: o drama da falta de segurança

Neste final de semana o Carlos Siqueira foi assaltado na porta de casa na cremação. Carlos logo descobriu a casa dos assaltantes. Não encontrou na seccional da área ninguém disposto a fazer diligência. Com certeza se Carlos tiver amizades na hierarquia da Polícia Civil ou da PM poderá ver presos os malfeitores. É assim que está nossa cidade em relação à segurança.

Clube de amigos da UFPA: almoço foi um sucesso

Neste domingo no TIQUIN tivemos açai com jabá. Foi a primeira iniciativa de um conjunto de amigos que fazem a política universitária juntos. O próximo almoço será no primeiro sábado, ápós o pagamento, do mês de março. O único prblema que quase que eu tive uma indigestão, tomei três tigelas de açaí.

Dudu casado com a estratégia do PMDB?

circulou neste final de semana pelos bares "políticos" da cidade o "aprisionamento" de Dudu à estratégia do PMDB. Tudo passaria pela entrega da prefeitura ao PR em troca da diminuição da pilha em torno da cassação de dudu. O prefeito seria candidato a federal. Naturalmente que PTB e PR estariam dentro da articulação majoritária do PMDB, que poderia apoiar Ana, desde o primeiro turno.Quem comandaria o jogo regional seria o planalto e quem negociaria com Jáder seria o PT e não o governo da DS.

PMDB: governistas levam a melhor

a estratégia dos governistas do PMDB foi vitoriosa na convenção nacional deste final de semana. A ala pró-Serra comandada por Quércia foi amplamente derrotada. Agora Temer tem tudo para impor seu nome como companheiro de Dilma na coligação chapa branca.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carlos Augusto Montenegro, do Ibope: PT não vence

Depois do PMDB, ele voltou à carga em um encontro com o DEM, ontem, sustentando que o eleitor sabe que Dilma é o PT no poder mais quatro anos, só que dessa vez, sem Lula.
“Não é a mesma coisa e faz toda a diferença”, explica. Pelo seu raciocínio, o PT deixou o governo no mensalão e Lula deixou o PT antes disso. Esse quadro ficará claro quando Dilma trocar o governo pela campanha.
Ele minimiza a vantagem de Dilma no Nordeste, que representa 28% do eleitorado nacional: a vitória do PT lá não será de 100%, ao contrário, passa apertada, e não compensará a derrota no resto do País, diz convicto.
Ele também afirma que Dilma começará a perder a corrida na medida em que a campanha chegar à fase dos palanques, programas gratuitos e debates.
Seus ouvintes acham cedo para tantas certezas, mas ficam impressionados com a decisão de Montenegro em expô-las. Afinal, para um dirigente do mais tradicional instituto de pesquisas soa, no mínimo, temerário.

Lula já transferiu o que podia a Dilma, diz Montenegro

Por João Bosco Rabello - ESTADÃO

Para o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, os 30% da ministra Dilma Rousseff registrados na recente pesquisa Sensus/CNT, esgotam o poder de transferência de votos do Presidente Lula para sua candidata.
Montenegro tem repetido a platéias de políticos de Brasília, como um mantra, que o PT não vence a eleição presidencial.

O Filme sobre Lula e a sucessão presidencial

Querem acompanhar um debate acirrado acerca desta questão? então acesse a revista eletrônica de ciência política da UFMG, em www.opiniaopublica.ufmg.br/emdebate.php

Esta revista vem trazendo artigos de diversos cientistas políticos, inclusive de três paraenses, eu, Bob Corrêa e Carlos Augusto.


Em Debate / Janeiro 2010

Por Mara Teles (UFMG)

O impacto do filme “Lu la, o filho do Brasil” na eleição presidencial de 2010 é o tema da sessão temática do EM DEBATE de janeiro. A cinebiografia do presidente da República, dirigida por Fábio Barreto, é analisada em seis ensaios, incluindo o texto do ling�?ista Bruno Dallari, que ganha nova edição no Opinião deste mês.



Dallari apresenta os possíveis efeitos colaterais que a mitificação do presidente Lula pode trazer para a candidatura da ministra Dilma Rousseff. O autor também analisa a influência do filme “Lula, o filho do Brasil” em diferentes clivagens do eleitorado.



Já o cientista político Edir Veiga inicia sua argumentação tratando da transferência de votos: segundo o autor, o histórico eleitoral brasileiro não é positivo para Lula, afinal, nunca um presidente brasileiro conseguiu eleger seu sucessor. Ele aponta ainda que as chances de êxito da pré-candidata governista, Dilma Rousseff, dependem mais da percepção popular acerca de

suas estratégias eleitorais e de seu desempenho no Horário Eleitoral do que da mitificação do presidente.



Ao contrário de Edir Veiga, que defende a insignificância da obra de Fábio Barreto para a sucessão presidencial deste ano, Roberto Corrêa destaca o impacto do filme na decisão do voto, principalmente entre os mais pobres e com menor grau de instrução, ou seja, entre aqueles que têm uma história de vida semelhante à do presidente.



É também a proximidade entre a narrativa retratada na película e o cotidiano de uma parcela de seus espectadores que vai garantir o impacto emocional da obra, segundo o sociólogo Rudá Ricci. Por sua vez, o autor associa diretamente o efeito das políticas públicas desenvolvidas pelo governo Lula com a leitura que os espectadores fazem do filme. Em seu artigo, ele defende que a superação da pobreza pela nova classe média, durante a atual gestão, representa o ponto de encontro dessa parcela do povo brasileiro com a história do retirante que vence as adversidades e chega à presidência.



Já o cientista político Carlos Augusto Souza afirma que a identificação dos pobres com a trajetória do presidente Lula não seria capaz de determinar o comportamento do eleitor, enquadrando a aceitação de tal possibilidade à adesão ao modelo sociológico de decisão do voto. O autor faz, dessa forma, um breve apanhado das principais vertentes teóricas que tratam do comportamento eleitoral e traz outras eleições para ajudar na análise da conjuntura política de 2010. Souza cita especificamente a situação do Chile,onde a presidente Michele Bachelet, mesmo contando com cerca de 80% de aprovação popular, não conseguiu transferir votos suficientes para eleger o candidato de sua coalizão, Eduardo Frei.



Na seção Opinião, a narrativa cinematográfica da vida de Lula divide espaço com artigo do sociólogo Claudio Penteado et al , que trata da importância de outro mídia nos processos eleitorais: a internet. Os autores analisam os sites dos principais candidatos a prefeito de São Paulo em 2008 para pensar o papel das novas tecnologias na ação política contemporânea.



Em Debate, Belo Horizonte, v.1, n.5, pp. 4-5, jan. 2010.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

IFCH: Geografia, mesmo sob escândalo, quer ter o diretor

No IFCH continuam as articulações do curso de geografia, com a apoio da atual direção, para a construção de uma coalizão eleitoral rumo à direção do Instituto. Quem se habilita a desafiar o status quo? A eleição deve ser em maio.

Ana Júlia e a imagem negativa

Não há dúvida, de acordo com a teoria política, está constituido um consenso contigente negativo em torno da imagem da governadora. Como reverter este quadro? só uma junta altamente especializada e experimentada poderá dar um veredicto abrangente para esta pergunta.

Uma série de acontecimentos negativos, a nível nacional e estadual, concatenados entre sí, atingiram a imagem pessoal da governadora. Ninguém no núcleo de governo soube dimensionar a repercussão estratégica destes acontecimentos. Agora, só uma superintervenção, quem será o cirurgião?

ITEC: Civil pode ir para Barreiros

A postura altamente arrogante da elétrica poderá levar Civil a compor com Barreiros. A turma de Civil foi apoiadora, desde a primeira hora, da candidatura vitoriosa de Maneschy no ITEC, na batalha de 2008. Não devemos esquecer que a disputa para a reitoria de 2001 foi decidida por 0,2% e a de 2008 por 0,26%, ou apenas 01 docente.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sucessão estadual: Parsifal está cotado no PMDB

O líder do PMDB na ALEPA Parsifal Pontes é apontado por informantes bem credenciados como um dos nomes mais fortes do PMDB ao governo do estado, em caso de disputa solo ao governo do estado. O PMDB parece que conta, desde já, com o DEM, para esta empreitada.

Sucessão no ITEC: o capital eleitoral próprio da Civil

O curso de Engenharia Civil da UFPA controla de saída 40 votos docentes que se reproduzem nas salas de aulas e no corpo ténico-administrativo. Alguém duvida da força do maior curso do ITEC?

A obras de Lula e o governo Ana Júlia.

"Marketing sem obras e obras sem marketing tem o mesmo resultado: derrota eleitoral"


Vamos fazer um paralelo entre a propaganda tucana no primeiro governo Almir Gabriel (1994/98) e a proganda petista no governo Ana Júlia, sob o aspecto das obras federais.

1- O governo tucano sabia capitalizar cada obra federal no estado. Eram as visitas de ministros e presidente no estado, ciceroneadas pelos governadores tucanos e seus secretários.

2- Era a construção de um plano de mídia para a capitalização de cada ação federal no estado.

3- Cada inauguração de obras federais de grande repercussão eram plenamente apreendidas pela equipe de marketing. Ao final do primeiro governo (1998), Almir Gabriel ainda não tinha inaugurado nenhuma obra de grande visibilidade pública, mas Almir estava montada numa excelente avaliação da opinião pública. O capital eleitoral de Almir, na reeleição de 1998 ,foi totalmente extraído das obras federais inauguradas no estado pelo governo FHC.

Agora vejamos a situação do governo Ana Júlia em relação às obras federais:

4-O governo federal tem muitas obras executadas ou em execução o estado. Mas Ana Júlia, até o presente momento tem avaliação negativa do povo do Pará, abaixo de 40% de aceitação.

5-O governo federal tem obras relevante no Pará como: Eclusas de Tucurui, reínicio do asfaltamento da BR 163 e Transamazônica, garantia, a partir de cobrança pública de Lula, para que a Vale verticalize sua produção, a exemplo da siderúrgica de Marabá. A criação da UFOPA. Mas a população dá o crédito exclusivo destes resultados objetivos ao governo Lula. Ou seja, o governo do Pará não planejou uma ação de marketing, para capitalizar as obras federais no estado. Ninguém percebe a importância de Ana Júlia, para que Lula decidisse investir no Pará.

6-A propaganda recente do governo estadual melhorou, todos percebem que os técnicos do governo estadual estão copíando o modelo de propaganda do governo federal. Mas a propaganda estadual ainda peca em traduzir o conteúdo das obras e suas consequências para a vida atual e futura do povo do Pará, ou seja, falta conteúdo nas mensagens.

7-, quantitativamente, o governo Ana Júlia tem mais obras próprias a mostrar, do que o primeiro governo Almir (1994/98), porém todos sabemos, que Ana recebeu um Estado "enxuto" dos tucanos, ao contrário de Almir Gabriel em 1994, que recebu um Estado devendo três meses de salários ao funcionalismo, e com a folha de pagamento chegando a 95% da receita corrente.
Nota 0 para a estratégia do marketing do governo estadual.

8-Quem entrega a estratégia de divulgação e propaganda a marqueteiro está fadado ao fracasso. O marketing deve ser uma aplicação objetiva de uma estratégia política pensada e formulada por politicólogos especialistas em competição eleitoral juntamente com o comando político do governo. Não cabe ao marketing pensar a estratégia política. A teoria do comportamento político e eleitoral é fundamental nestas horas. O marketing econômico é fundamentalmente diferente do marketing político. Na economia existe o jogo de soma positiva(mais de um jogador pode ganhar) e na política, mas propriamente na disputa para o executivo, normalmente é um jogo de soma zero (um ganha e outro perde).

A Igreja e o PNDH: bloco em defesa da cristianização do espaço público

Os jornais de hoje noticiam a posição firme da igreja católica contra dois pontos do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH): a descriminação do aborto e a proibição de emoldurar o bens públicos com símbolos religiosos. A igreja está cumprindo o seu papel em garantir o espaço conquistado ao longo dos séculos no Brasil.

Porém o debate é outro: é democrático e plural utilizar símbolos de uma determinada relião nos bens públicos? Por certo onde tivermos relíqueas religioss históricas, tombadas pelo patrimônio histórico, estas serão "imexíveis". Porém não é esta questão que está em debate, mas: o direito de que o Estado seja, de fato, laico, e que não deva privilegiar esta ou aquela religião. O Estado brasileiro, constitucionalmente propugna pela liberdade religiosa.

Na verdade a constituição brasileira protege o direito de livre consciência religiosa. Todos têm o direito de praticar a sua religião, inclusive protege os brasileiros que não querem praticar nenhuma religião, que são os ateus. Portanto, o princípio do não aparelhamento religioso dos bens públicos está de acordo com o princípio da separação entre Estado e religião. Apesar da igreja estar certa em lutar para preservar a sua hegemonia nos espaços públicos brasileiros, a sociedade democrática e o Estado devem lutar para que o fenômeno religioso se dê no âmbito da esfera privada da consciência indivídual e que o Estado seja mantido longe das manifestações religiosas, ou alguém já esqueceu da noite de São Bartolomeu?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Clube de amigos prá fazer melhor: almoço todo primeiro domingo no TIQUIN

Após o shopinho de ontem (01-02) no Tiquin, toda a turma de amigos sentiu a necessidade de periodicamente bater um papinho regado a shopinho. Pensou-se até em um nome: clube de amigos prá fazer melhor, que congregaria aqueles amigos que apostam no sucesso da gestão Maneschy na UFPA.Então ficou combinado o seguinte:

1- Todo o primeiro domingo após o pagamento de cada mês vamos almoçar no TIQUIN, o shop será R$ 1,00( hum real) e o almoço a R$ 10,00 (dez reais), no próximo domingo (07-02) começaríamos com açaí com jabá.

2- Este é mecanismo para nos encontrarmos periodicamente, senão a roda da modernidade nos engole. A roda se caracteriza pela luta individual e familiar pela sobrevivência e o tempo livre é dedicado à família. Em síntese, não sobra mais tempo para conversar com os amigos e nem para discutir política, cultura e artes.

3- Para enfrentarmos a roda naturalista da modernidade ocidental, só planejando, também, um tempo para papearmos mensalmente. Todos que se identificarem com nossa turma "prá fazer melhor, estão convidados, inclusive quem não esteve com a gente na batalha de 2008, não vemos as relaçoes políticas e institucionais com retrovisor.Queremos ampliar. Não à secessão e nem ao sectarismo na UFPA.

01-02: recebí amigos para um shopinho I

Ontem, 01-02, recebí alguns amigos da UFPA para tomar um shopinho a R$1,00 (hum real) no TIQUIN, do nosso amigo Jef Galvão. Jef de forma ousada, passou alguns e.mails avisando de meu aniversário, e acabei encontrando muitos amigos e ficamos até as duas horas colocando os papos em dias. O encontro parecia mais uma conferência estadual do PRC, do que um encontro para saudar um amigo. Foi muito bacana. A máquina fotográfica não ajudou muito mas repasso alguns momentos da confraternização.







01-02- amigos no shopinho IV







01-02 : amigos no shopinho III





01-02- Amigos no shopinho II










ITEC sob ordem unida?

A ordem é: sai Barreiros, que todos marchem sob um mesmo estandarte. Quem se meter na frente será atropelado. Agora só falta combinar com a Civil, senão vai dar m...

Lula, o governo e a auto-estima do povo nas alturas

Lula e seu governo continuam "arrebentando" na avaliação popular. Lula ultrapassa os 80% de aprovação. O povo está muito otimista em relação ao nosso Brasil. Parece que o governo da união, viverá um boom em 2010. Uma tissunami eleitoral ameaça se apossar do Brasil em favor da onda Lula/Dilma.

O desejo pela pena de morte e pelo aborto cresce no Brasil

Nos últimos dez anos creceu o desejo da população em ver transformado em lei no Brasil a pena de morte e o aborto. Estes dados estão presentes na pesquisa CNT/SENSUS, realizada no final de janeiro de 2010.

De um lado o desejo da mulher pela auto-tutela e de outro, o desejo da população em se vingar dos autores de crimes bárbaros.

E afinal, o Estado deve assumir, constitucionalmente a vingança como um método de produzir ordem?

Pesquisa expontânea: Dilma passa Serra

A pesquisa expontânea (CNT/SENSUS) realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010, mostra Dilma pela primeira vez na frente de Serra, 9,5% a 9,3%. Já na pesquisa estimulada, há um empate técnico, na margem de erro entre Serra e Dilma, mas com uma tendência, ainda, pró-Serra.

A presença do nome de Ciro Gomes na pesquisa vem sendo fundamental para a aproximação entre Dilma e Serra. O nome de Ciro retira intenções de votos em Serra.

Ciro e o temor do planato: ora se é verdade que a presença de Ciro na pesquisa, retira intenções de votos de Serra, é verdade também, que num eventual segundo turno, a maioria de votos de Ciro deslizaria em direção a Serra. A questão é: como enfrentar esta antinomia?

Eu não gostaria de estar na pele do Serra caso a tendência de crescimento de Dilma se mantenha. Serra tem uma reeleição garantida ao governo de São Paulo e, Aécio não tem mais direito à reeleição em Minas Gerais. Aliás Aécio, provavelmente, desistiu precocemente da candidatura ao planalto, para forçar Serra a enfrentar este dilema.

Aécio quer demonstrar que não se move por projetos pessoais, enquanto Serra...agora terá de demonstrar o mesmo. O problema é que Serra ainda não se declarou candidato. Espera os meses de março e abril, e quem sabe até junho. A pressão está insustentável para Serra assumir a candidatura já. Foi um golpe de mestre de Aécio... é a velha sutileza mineira.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Remo 2 X 0 Santa Rosa: a máquina azul voltou?

Após o Remo obeter três vitórias consecutivas no Parazão, Vinicinho está super arrogante. Vive dizendo que 2010 é o ano da redenção remista. Eu confesso, ando meio cabrero com o rugido do leão e os tropeços do papão. Não posso ainda peitar o Vinicinho, que aliás não perde nenhum jogo do azulão.

PT “assume” governo em estado desesperador

Há nove meses das eleições de 2010, a governadora Ana Júlia amplia o núcleo duro do governo para as tendências majoritárias do PT (Unidade na Luta, PT pra Valer e Articulação Socialista). A Casa Civil deverá ser coordenada pela Unidade na Luta ( Everaldo Martins).

O PT vai assumir ônus pelo sucesso ou insucesso eleitoral da reeleição da governadora Ana Júlia. O núcleo duro, formado durante 37 meses pelos amigos pessoais da governadora ( Maurílio, Marcílio, Botelho e Puty), deixará um governo em situação desesperadora, perante a opinião pública.

Com apenas 35% de aceitação na opinião pública paraense, diríamos que se dependesse apenas da avaliação das políticas de governo, Ana Júlia já estaria derrotada. Porém Ana contará com a máquina de patronagem dos governos federal e estadual, além de toda a grande mídia paraense, e possivelmente com o apoio de Jáder, ainda no primeiro turno. Após o salto de Dilma na última pesquisa de opinião nacional, esta tendência começa a se estabelecer.

Será que o povo do Pará não promoverá, a partir dos grandes centros urbanos, uma rebelião eleitoral contra os acordos das elites governantes estadual? Esta reeleição será um excelente laboratório para ver se o fenômeno Dudu, ocorrido em 2008, se repetirá em 2010? O fenômeno Dudu diz respeito à reeleição de um governante, apesar de estar pessimamente avaliado perante o eleitorado: neste caso, a máquina falou mais alto do que a opinião dos setores esclarecidos da sociedade.

Governo Ana: percepção do povo do Pará

Hoje finalizo as apresentações de informações a respeito da avaliação que o povo do Pará está fazendo a respeito de Ana Júlia e seu governo. A função do Bilhetim, também é de socializar informações com os formadores de opinião, este blog não está a serviço de nenhum partido, seguramente está a serviço da boa informação política. Em breve passarei informações sobre as chances da oposição.

Navegando pela percepção da população do Estado do Pará, pode-se detectar que:

• Existem profundas decepções, arrependimentos, frustrações com o governo que se instalou a três anos no Estado, um governo que, até então, não mostrou identidade, não tem uma cara em que a população possa se mirar e espelhar-se;

• Pelo quadro clínico apresentado e diagnosticado , Ana Júlia e seu governo passam à margem dos conceitos positivos no imaginário da população, proliferando aspectos negativos;

• A imagem pessoal à Ana Júlia é negativa, altíssima, 65%; a reprovação ao seu governo também é alta, 59%; a rejeição ao seu nome como candidata não é diferente, 62%. Diante desse quadro percebe-se a fragilidade no governo e no gestor;

• O ex-governador Simão Jatene ficaria com 29% dos que conhecem bem a Governadora.

• O ex-governador Simão Jatene pegaria, hoje, 18% dos votos dados a Ana Júlia na eleição passada;

• Simão Jatene pegaria 55% dos votos do ex-governador Almir Gabriel; Jader levaria 21%; Edmilson Rodrigues pegaria 6%;

O mercado do voto a apenas noves meses das próximas eleições é favorável às oposições, tendo em vista o diagnóstico apresentado pelos dados da pesquisa em todo o Estado do Pará.

ITEC: quem derrotará Barreiros

Quem deve derrota Barreiros( Elétrica) nas eleições do ITEC é Dênio Raman( CIVIL). Por que faço esta afirmação? Porque Dênio está sendo lançado pelo grupo da Civil, que é o maior curso do ITEC. O candidato Adalberto (Civil) é candidato de sí mesmo. Este candidato perdeu a indicação dentro da Civil e resolveu se auto-lançar, Adalberto é muito ligado ao prof. Licurdo e "não gosta dos xerimbabos do Maneschy", como ele mesmo disse. A prof. Emília, provavelmente dividirá votos em Elétrica com Barreiros. e morrerão ambos abraçados. O espectro de articulação de Dênio (Civil) se introjecta pelos demais curso do ITEC e está chegando aos alunos e funcionários.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ana Júlia: troca e ampliação do Núcleo duro?

Parece que finalmente Ana foi convencida pelos números das pesquisas. Reformará e ampliará o núcleo duro, incluindo as poderosas tendências petistas (Unidade na Luta, PT pra Valer e Articulação Socialista). Com esta medida Ana quer ter um Chefe da Casa Civil mais acreditado pela base aliada, principalmente o PMDB. Será que ainda dá tempo para colher os efeitos desejados?

A mágica mesmo é reverter o quadro da propaganda governamental, que vem se mostrando ineficaz e ineficiente.

Lembro da reeleição de Alex para a reitoria em 2005. Alex vinha de um reitorado com grandes resultados objetivos. Fizemos as pesquisas e descobrimos que 50% do alunado rejeitava Alex. Perguntamos o Por quê? resposta... Alex não fez nada. Ou seja, os estudantes não tinham conhecimento das realizações alexianas no campo do ensino, pesquisa, extensão e infra-estrutura física na UFPA.

A partir daquela constatação, compreendemos que a comunicação à comunidade interna não tinha funcionado nos últimos 4 anos. Então elaboramos uma estratégia agressiva e em 90 dias a rejeição, entre os estudantes tinha caído para 25%, e no dia da eleição Alex obteria 70% dos votos estudantil. Derrotamos todos os comandantes do movimento estudantil, formado por PSOL e PSTU.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Poder Legislativo: a tentativa de extorsão em Curuçá.

Os jornais de hoje noticiam a vergonhosa tentativa de extorsão ocorrida em Curuçá contra o vereador Antônio Kzan. A DIOE armou o flagra e prendeu o presidente e o primeiro secretário da Câmara Municipal, que agora estão em presídio.

Esta prática, criminosa, radicaliza um comportamento predatório, que grande parte de vereadores das pequenas cidades vem cometendo contra as instituições democráticas . E que a cada escândalo conduzem a opinião pública local a duvidar do comportamento nada republicano da classe política municipal.

A população local há muito dá pouco crédito aos parlamentares municipais, este fato se comprova pela forma como é tomada a decisão de voto para os vereadores, e por que não dizer para o parlamento como um todo. O voto é decidido com base nas relações de amizade, familiares e ou de troca objetiva, como por exemplo, a obtenção de bens clientelístico para atender necessidades individuais ou familiares, como: telha, madeira e ou emprego nas empresas terceirizadas, que prestam serviços públicos municipais.

Enquanto nas eleições majoritárias, mas propriamente para prefeito, a população vem decapitando o mau prefeito, nas eleições legislativas, a população vê-se diante de centenas de candidatos a pedir, ou a paquerar indecentemente o seu voto. O prefeito é visto como alguém que tem o poder de tomar decisões e implementá-la, enquanto os vereadores são vistos como indivíduos sem poder político objetivo.

Em síntese: A Câmara Municipal das pequenas cidades, a partir do comportamento pragmático dos vereadores, há muito deixou de ser um espaço para a defesa dos interesses da sociedade local, e se transformou em uma arena para patrocinar os interesses particulares dos vereadores. Hoje estas Câmaras representam o braço avançado do chefe do executivo.

O caso da tentativa de extorsão do vereador de Curuçá, patrocinado pelo presidente e o primeiro secretário da Casa e mais quatro vereadores, sintetiza o nível de pragmatismo em que chegaram os vereadores em busca de se aproveitar de qualquer situação política, considerada “embaraçosa”, de um colega de legislativo, para visualizarem, imediatamente, a possibilidade ganhar um dinheiro extra.

Nestas pequenas cidades, inexiste uma clara separação entre o executivo e o legislativo. O prefeito controla completamente os vereadores, pela via da compra da “fidelidade”. Estes vereadores, na ausência de uma imprensa livre a nível local e na presença de uma sociedade civil completamente fragilizada perante o Estado, se transformam em “lobos tomando conta de ovelhas”. Ou seja, são estes senhores encarregados de fiscalizarem o prefeito e a aplicação dos recursos orçamentários em bases municipais.

Que fazer? Que a sociedade local seja mais responsável na tomada de decisão do voto nas eleições para vereadores, que a sociedade civil municipal crie observatórios do comportamento legislativo e que democratizemos os meios de comunicação, como as rádios e a TV, para que os políticos deixem de monopolizar os meio de comunicação a nível local. E que aprovemos a reforma política, aonde venhamos a acabar com o “personal vote” nas eleições proporcionais.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

2010- Jáder governador?

A prof. Edilza, em seu blog (http://edilzafontes.blogspot.com), discute a distribuição do tempo entre os partidos no rádio e TV, a partir de prováveis coligações partidários ao governo do estado.

Coligação 1: PT, PC do B, PP, PR, PSC e PV- Ana Júlia encabeçaria
Coligação 2: PSDB, PPS - Jatene encabeçaria
Coligação 3: PSOL, PCB, PCO e PSTU- Araceli Lemos encabeçaria
coligação 4: PMDB, DEM, PTB, PR, PDT - Jáder ou Dudu encabeçariam

Com estes cenários para a conformação das coligações, a partir das informações privilegiadas de que dispõe, a prof. Edilza Fontes, nos faz exercitar um pouco futurologia eleitoral, bem consistente.

Caso se confirme a coligação número 4, esta seguramente chegará ao segundo turno, montada na máquina midiática do PMDB e em 80 prefeituras (incluindo Ananindeua e Marabá)e passará mais facilmente e com grande chance de vitória, se for encabeçada por Jáder.

Já Ana júlia e Jatene travarão uma luta entre sí, para ver quem passará em segundo lugar. Em qualquer dos cenários, passe Ana ou passe Jatene, Jáder teria maiores probabilidades de se tornar governador, pois Jatene jamais apoiaria o PT no segundo embate eleitoral de 2010 e vice versa.

Como não acredito que Dudu abra mão da cabeça de chapa. Esta coligação poderá ser destroçada pela campanha eletrônica (TV/rádio), a partir do bombardeio sofrido pela administração de Dudu, nos últimos dois anos, a partir do grupo RBA.

Dudu está muito frágil perante a opinião pública da região metropolitana. E Jáder e o PMDB poderão ser atingido pelo próprio veneno destilado contra Dudu. Ahh, Jáder seria eleito senador, ou governador por esta grande coligação.

Caso saia Dudu, creio que passaria ao segundo turno Ana e Jatene, e nestas circustâncias, Ana poderia ser reeleita, se contasse com o apoio de jáder e Dudu.

Ahhh, para aqueles que acham que Jáder terá uma rejeição ampliada a partir de seu histórico de denúncias de corrupção, quem estará livre deste tipo de ataque nestas eleições? Jáder, a exemplo do que aconteceu com Dudu em 2004, está blindado contra este tipo de acusação. Quanto mais baterem em Jáder, mais ele tufará...é o chamado efeito fermento.

Vivemos nos Pará a seguinte situação: numa noite escura...todos os gatos são pardos. E dentre os grandes competidores parece que ninguém se diferencia do ponto de vista ético-moral na condução da vida política...vivemos no tempo de vale tudo. Maquiavel, quando expôs o realismo na política, estava completamente certo. De fato a ética vem sendo tratada como um artigo de marketing para otário acreditar.

Seguramente Jatene é o menos exposto, na temática da corrupção. Mas todos têm rabo de palha. Quem terá a coragem de atirar a primeira pedra? O PSOL, mas Araceli não contará no jogo político, terá poucos votos e não deverá atingir o quociente eleitoral para eleger deputados, e ao final da disputa para o executivo, o PSOL deverá se abster no segundo turno.

Ana Júlia: Uma avaliação individual desastrosa

Continuando a socialização de informação com os internautas, a partir de uma pesquisa realizada em dezembro, passo agora a expor a imagem que a população tem (hoje) da pessoa da governadora do estado.

E o que as pessoas falam negativamente quando se pronuncia o nome Ana Júlia? Como o índice é alto, 65%, os adjetivos atribuídos a governadora são dos piores possíveis. Existe um sentimento forte de revolta/decepção/arrependimento no seio da população que a percebe negativamente. Dos 65% de imagem negativa, 32% vêem Ana Júlia como “péssima/ruim/negativa/não presta/piorou/fracasso”. Há uma parcela de 7% desse universo que estão “decepcionados/frustrados/arrependidos” com Ana Júlia. Outros 5% quando falam em Ana Júlia, não vêem “nada/indiferente/um político comum”.
Para 5% a governadora “deixou a desejar/não fez muita coisa/esperava mais”. A “tristeza/o desgosto/a insatisfação” domina 4% dos que detém imagem negativa da governadora. O sentimento de “raiva/revolta” permeia, também, 5% desse universo negativo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ten Caten em pé de guerra contra Puty

Puty continua com suas travessuras. Ignorando que é o Chefe da Casa Civil, Puty estaria acintosamente assediando Raimundo Oliveira, dirigente do INCRA-Marabá para uma dobradinha eleitoral via candidatura à deputança estadual. Oliveira teria sido indicação da deputada Bernadete Ten caten para o cargo e agora vê seu apadrinhado estar sendo assediado pelo candidato Puty, em suas barbas, ou melhor, no seu distrito eleitoral preferencial.

Ana Júlia: hoje, uma carente de intenção de votos

Continuando com a exposição de pesquisa realizada em dezembro de 2009, repasso dados atinentes à avaliação do desempenho da governado Ana Júlia. Após 36 meses de governo, venhamos e convenhamos, a turma que cuida da direção política do governo está sendo muito mal avaliada. Caso pudéssemos emitir uma nota para o núcleo duro, daríamos 1,0.


Para análise da composição do voto em Ana Júlia, procura-se identificar o nível de conhecimento da governadora. De acordo com os dados pesquisados, 57% Conhecem Bem; 22% a Conhecem Mais ou Menos; 19% a Conhecem só de nome.
Quando cruza-se estes dados com a intenção de voto, hoje, em Ana Júlia, verifica-se que dos 57% que conhecem Bem a governadora, apenas 25% votariam nela, o que significa dizer que ela teria, na verdade, 14% dos votos dos que a conhecem Bem. Simão Jatene pegaria o maior percentual de votos dos que conhecem Bem Ana Júlia, 29%. Em seguida Edmilson pegaria 16% desse segmento. Dos que conhecem Ana Mais ou Menos, apenas 13% votariam nela; dos que conhecem só de nome, 8% votariam nela.
Em se tratando de potencial e rejeição de votos, Ana Júlia tem um potencial de 31%, isto é, a somatória dos que votariam nela com certeza e aqueles que poderiam votar na governadora novamente. Agora, quando procura-se aferir o índice dos que não votariam nela de jeito nenhum, chega-se ao patamar de 62%. E o maior índice de rejeição à governadora é na região do Marajó que atinge 95% dos que não votariam nela. A segunda região que a rejeita mais é a Metropolitana com 68%; seguida do Nordeste com 62%; Sudoeste, 60%; Sudeste 55%. E a que menos rejeita Ana Júlia é a região do Baixo Amazonas, 40%.
Detalhando um pouco mais esta análise, cruzando-se o nível de conhecimento à governadora com o potencial e rejeição de votos. Chegamos a seguinte conclusão: dos que conhecem Bem a governadora (57%), apenas 22% votariam nela com certeza; 14% poderiam votar e 60% Não Votariam em Ana Júlia. A partir daí a rejeição vai aumentando vertiginosamente: dos que conhecem Mais ou Menos, 63% Não votaria nela; dos Conhecem Só de Nome, 71% não votariam na governadora; e aqueles que não a conhecem, 100% não votaria em Ana Júlia para governadora.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ana Júlia: um governo sem marca, sem identidade

Continuando a publicação de uma série de avaliações sobre o governo Ana. Hoje apresentamos a avaliação que a população faz dos resultados de governo há nove meses das eleições estaduais.

A população do Estado do Pará desconhece em grande parte o que o governo de Ana Júlia vem fazendo de obras e serviços no Estado. É o que indica pesquisa realizada no Estado quando 72% dos entrevistados afirmam que Ana Júlia não fez nada ou nenhuma obra/serviço ou, ainda, não sabem informar. É um índice bastante elevado tendo em vista os três anos de administração. Significa que não existe nenhuma marca forte que possa identificar o governo Ana. É um governo sem identidade.
Das obras e serviços que são percebidos pela população destacam-se com índices acima de 3%: Bolsa Trabalho (4%), Pro Jovem (3,6%), Escola técnica/colégios/reformas (3,3%), Delegacia/PM Box/viaturas (3%).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

2006: Ana Júlia e Almir Gabriel- a migração de votos hoje

Continuando a explanação de recente pesquisa de opinião pública, apresento a migração de votos, dados em 2006 a Ana Júlia e Almir Gabriel. Vejam que a situação de Ana é muito dificil.

E como está a migração de votos dados a governadora na última eleição para as intenções de voto, hoje? Qual o percentual dos que repetiriam o voto em Ana Júlia? E qual o percentual dos que não votariam mais nela, hoje?
Para respondermos a essas perguntas cruza-se a variável Voto no Segundo Turno da última eleição com a intenção de voto, hoje.

Quem disse que votou em Ana Júlia na última eleição, apenas 28% votariam nela novamente. E para onde iria o restante desses votos? O ex-governador Simão Jatene levaria 18% dos votos de Ana; o deputado federal Jader Barbalho pegaria 23%; o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues levaria 16% dos votos dados a Ana na última eleição.
E o votos de Almir Gabriel da última eleição como seriam distribuídos, hoje?
Ana Júlia pegaria 5%; Simão Jatene pegaria 55%; Jader Barbalho levaria 21% e Edmilson Rodrigues, 6%.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sucessão de 2010: um balanço inicial do governo Ana Júlia

Para introduzir minha análise apresento alguns dados recentes acerca da imagem da governadora do Pará perante o eleitorado estadual.
Dêem uma olhada a quantas andam a imagem da governadora do Pará:as fontes são confiáveis e retrata uma pesquisa de dezembro de 2009.

2.Percepção da imagem da Governadora Ana Júlia

E como a Governadora Ana Júlia Carepa é vista pela população do Pará? O que vem a mente deste povo quando se fala o nome de Ana Júlia?

O tamanho da imagem Positiva é de apenas 23%. Agora, quando se trata de imagem Negativa o índice vai para 65%. Em relação às mesorregiões do Estado, a que se destaca com melhor percentual de imagem positiva é a mesorregião do Baixo Amazonas, 49%. As de piores desempenhos de imagem da governadora são: Marajó (93%), seguida da Metropolitana (75%), Sudoeste (71%) e Nordeste 60%).

A ANÁLISE:
1- Dediquei 17 anos de minha vida ao PT. Desfiliei-me politicamente no ano de 2002. Entre os anos de 1981 e 1984 fiquei transitando entre a convergência, DS, e a dissidência esquerda do PC do B , para finalmente ingressar com toda força no PRC até 1988. No PT, o PRC adentrou a partir de 1985 e lançou Humberto Cunha prefeito de Belém, alcançando o percentual histórico, para aquela época, de 10% do eleitorado.
Fui da direção municipal e estadual do PT e da direção estadual e nacional da CUT.

2- Saí do PT por motivos profissionais, já era mestre em Ciência Política e estava cursando o doutorado, aí eu teria dois caminhos, ou seria cientista do PT, ou um acadêmico da UFPA para discutir, sem o constrangimento de enfrentar a disciplina partidária, temas polêmicos como o mensalão, ou a avaliação de governo quando o PT fosse o partido incumbente. Optei pela segunda alternativa.

3- Hoje assisto com alegria o grande desempenho de um governo de centro esquerda no Brasil, o governo Lula, sem dúvida será lembrado como aquele que alçou vôo, levando consigo grande parte do povo brasileiro. Até recentemente o crescimento econômico não era acompanhado da distribuição de rendas, controle inflacionário e geração de novos empregos formais. Lula, pelos números ostentados em relação a: investimento em educação, nas universidades federais e no ensino técnico e tecnológico. Investimento no ensino fundamental e nos salários dos professores. Investimento na agricultura familiar, que gerará nos próximos 15 anos uma classe média rural. A política de cotas nas universidades que gerará uma nova classe média, baseada nos sem universidades de ontem. Enfim Lula tem indicadores em todas as áreas das políticas de Estado, incluindo a diminuição da dependência comercial com os EUA e ampliando o acesso ao comércio com a China, África do Sul, Rússia e Oriente médio. Então podemos afirmar com convicção, o governo Lula têm muito mais méritos do que deméritos, daí ser o presidente brasileiro campeão em popularidade.

E o governo Ana Júlia como vai?
4- Como ponto de partida posso afirmar que quando penso em Ana Júlia me sobressai, de início, imagens negativas: DAS para manicure, privilégio ao piloto namorado, a menor encarcerada de Abaetetuba, o escândalo do kit escolar, mortes de bebês na Santa Casa, o sucateamento do Ophir Loyola, e agora mais recentemente, denúncias em torno de propinas a partir de obras públicas.

5- Do ponto de vista político outras imagens negativas se sobressaem: concentração do núcleo de governos nas mãos de pouquíssimas pessoas de seu relacionamento pessoal, em detrimento do partido e da base de apoio partidário e parlamentar. Reclamações de toda a base aliada de que os acordos firmados com a Casa Civil nunca são cumpridos. Reclamações da bancada federal quanto às emendas orçamentárias para o estado, onde a governadora, prometeu e não cumpriu de que acrescentaria às emendas individuais o mesmo valor alocado pelo deputado federal ou senador, independente de partido. Incapacidade em gastar os recursos orçamentários alocados pelos deputados e senadores, através de emendas de bancada. Neste ano o governo do estado não teria tido a capacidade gastar em torno de 500 milhões, das verbas destinadas ao estado e esta teria sido devolvida.

6- Estes erros, que são crassos nas relações políticas, poderiam e deveriam ser superados a qualquer momento, principalmente relacionado à base aliada, bastando para isso que a chefe do executivo bata o martelo e altere as relações políticas e institucionais que vem estabelecendo com a base aliada.
Há nove meses das próximas eleições esta decisão ainda não foi tomada, e hoje tenho muitas dúvidas se as relações de parcerias e confiança ainda podem ser reestabelecidas com a base de centro direita no parlamento e nas prefeituras. Quanto ao PT, este não tem outro caminho de que não seja tentar viabilizar a candidatura Ana para que tenha reflexos eleitorais positivos, através do desempenho da legenda e na conquista de um quociente eleitoral favorável às bancadas federais, estaduais, e na disputa senatorial.

7- Mas neste mar de imagens negativas, o governo tem o que mostrar, mas passou 36 meses sem conseguir mostrá-los, ou quando o fez, o executou sem criatividade e com baixa capacidade convencimento, senão vejamos: O governo não capitalizou ostensivamente as iniciativas federais no estado como a criação da UFOPA, as eclusas de Tucurui, a retomada do asfaltamento da Transamazônica e da BR 163, a siderúrgica de Marabá, a extensão da ferrovia norte-sul à Barcarena.

8- O governo também tem boas iniciativas estaduais, e só agora começa a mostrar uma propaganda mais agressiva e consistente como: a bolsa trabalho, os parques Tecnológicos em construções, a ação metrópole, o navega Pará, pequenas obras de infra-estrutura municipal, como as construções de trapiches, estradas vicinais e construções de escolas, postos de saúde e equipamentos hospitalares.

9- A grande decepção do governo Ana Júlia foi sem dúvida a perda da marca registrada do PT nas áreas da saúde e educação. Têm sido paradigmática as revoluções silenciosas patrocinadas nas administrações municipais e estaduais comandas pelo PT nestas duas áreas. A partir de uma visão aparelhista do controle de áreas essenciais do Estado para fins de reeleição, deixou-se em segundo plano a questão de Saúde e Educação.

10- Não foi experimentada nenhuma ação articulada visando o estabelecimento de novos métodos de aprendizado e gestão escolar. Uma minoria de escolas funciona exemplarmente em detrimento da maioria atolada pelo compadrio entre diretores e professores. Não houve ações coordenadas que envolvessem tanto órgãos e dirigentes estaduais com as secretarias municipais, para superar problemas relacionados à gestão e às novas metodologias de aprendizado. Não houve o empoderamento orçamentário e político do espaço escolar. Além de se ter privilegiado a confiança política para a ocupação de cargos técnicos em detrimento da prioridade da competência específica aliada à confiança.

11- Em relação ao setor saúde, nem se fale. A saúde foi rifada para cumprir acordos eleitorais. Sem dúvida existiriam outras maneiras e cumprir acordos, mas a saúde e educação não deveriam ter sido secundarizadas pelo governo. Para os pragmáticos direi com toda a convicção: Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança não podem ser locais de barganha e onde não deve nem ser pensado a possibilidade de aparelhamento, porque são essenciais para armar a sociedade pobre para a competição na sociedade, patrimonializar estes setores de governo trará reflexos devastadores para toda àquelas pobres vidas, e por um longo tempo .

12- A gestão da saúde é um dos principais problemas a serem enfrentados pelos governos. Apesar dos recursos fluírem fundo a fundo, as coisas não acontecem na ponta. Os pacientes não são bem recebidos, as filas são intermináveis, a falta de médicos é uma constante, a Estratégia Saúde da Família está desvirtuada por causa do aparelhamento e apadrinhamento político municipal.

13- Mas Ana Júlia têm grandes chances de estar no segundo turno. A melhoria da comunicação política, as obras federais e estaduais bem capitalizadas, a aliança eleitoral com partidos e prefeituras e o grande poder da máquina estadual, dos recursos organizativos e financeiros, a fazem uma grande atriz política ao próximo processo sucessório.

14- A quebradeira estadual do PSDB, a partir das eleições municipais de 2008. O fato de Jáder Barbalho não querer arriscar perder mandato em 2010, numa disputa para o executivo. O desmonte moral que o Diário do Pará executou contra a gestão Dudu em Belém, nos últimos 3 anos, são fatores que deixam a possibilidade do governo Ana e o PT sonharem ainda em conseguir uma reeleição, num contexto de péssima gestão política, administrativa e orçamentária no estado do Pará nestes últimos 37 mêses. Imaginem, apesar desta análise, afirmo e reafirmo, Ana ainda tem chances de se reeleger. É... são coisas da política.

Pesquisa relaciona o desaparecimento de civilizações antigas aos danos causados à natureza

Interferências ambientais podem ter causado um aquecimento localizado que contribuiu para a extinção desses povos


Publicação: 22/01/2010 07:01

Os efeitos nocivos do aquecimento global não são novidade para ninguém. O que poucos sabem, porém, é que o problema pode ser muito mais antigo do que se acredita, tendo início séculos antes da Revolução Industrial. Estudo do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP), indica que muito antes da construção da primeira fábrica alimentada por combustíveis fósseis, problemas climáticos já faziam vítimas.


A pesquisa, resultado da dissertação de mestrado da advogada Aretha Sanchez e intitulada Atividades humanas e mudanças climático-ambientais: uma relação inevitável, indica que algumas civilizações — como os maias, das Américas do Norte e Central; os mochicas, do Peru; e os acádios, do Oriente Médio — tiveram sua decadência e extinção relacionadas a mudanças climáticas nos ambientes em que viviam. “O homem, para se desenvolver, teve de remanejar e interferir no meio ambiente. Essa interferência ocorreu por meio do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do desflorestamento, o que liberou gases poluentes na atmosfera”, afirma Aretha.

Embora em escala bem menor, essas civilizações utilizaram práticas comuns e difundidas nos dias de hoje, como o desmatamento e a alteração dos cursos de água. A superpopulação de certas áreas também contribuiu decisivamente para as alterações ambientais, que trouxeram consequências negativas no clima de suas regiões (veja quadro). Além disso, nos locais onde as três civilizações viveram, o solo é considerado pobre, o que estimulou a busca por novas áreas agricultáveis. “Na época das primeiras interferências, as populações não tinham consciência de que essas ações pudessem levá-las à extinção”, explica a estudiosa.

Estima-se que, devido à ação dessas e de outras civilizações, a temperatura média na Europa e na América do Norte tenha sofrido elevação de 4ºC. “Apesar de o aumento de temperatura ter sido regional, podemos falar que foi causado pela interferência do homem no meio ambiente. Evidentemente, trata-se de um ‘aquecimento global’ em escala menor, se comparado aos problemas climáticos atuais”, argumenta Aretha.

Cautela
A professora do departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Navarro-Swain ressalta que é preciso cautela ao analisar as causas do desaparecimento dessas culturas. “Sobre os maias, por exemplo, ainda sabemos muito pouco. Começamos agora a desvendar sua escrita, assim não é possível ter certeza de que as teorias que ligam o seu desaparecimento às questões ambientais estejam corretas”, pondera.

A historiadora lembra ainda que a maneira como eles se relacionavam com a natureza pode ser muito diferente da nossa. “Eles não tinham a agressividade no uso dos recursos naturais como hoje. Ainda há muito por estudar e descobrir antes de se chegar a alguma conclusão mais consistente”, afirma.

Mesmo que as teorias da pesquisadora do Ipen estejam corretas, isso não significa que a civilização atual esteja certamente condenada ao mesmo fim. “A grande vantagem da população atual é o conhecimento que existe sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima”, avalia Aretha. “Assim, mudanças de hábitos de consumo e a alteração da legislação ambiental são pontos que devem ser postos em prática, visando a um futuro sustentável”, completa.

Leia a íntegra do estudo de Aretha Sanchez

» Três perguntas para Aretha Sanchez, pesquisadora

Algumas civilizações (Maias, Acádios, Mochicas) teriam entrado em colapso por causa de mudanças climáticas. Como isso teria acontecido?
As civilizações, para se desenvolverem, remanejaram o meio ambiente localmente. Na época, ocorreram mudanças climáticas regionais, que se acreditava terem sido ocasionadas por fatores naturais. No entanto, determinadas mudanças ocorreram em momentos específicos de desenvolvimento do homem. Os maias, os mochicas e os acádios, entre outros, desapareceram exatamente quando o clima local foi alterado. Como os problemas enfrentados eram regionais, essas alterações não foram levadas, até o momento, em consideração.

A senhora acredita que, diferentemente dessas civilizações, podemos nos desenvolver e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente?
A civilização atual tem o conhecimento de que nossas atitudes podem contribuir com alterações climáticas catastróficas. Então, acredito que mudanças de hábitos buscando um futuro melhor, como a redução do consumo e do uso de água e energia elétrica, poderemos continuar nos desenvolvendo. Os governantes têm de tomar consciência de que, se não houver mudanças na forma como vivemos, a Terra pode entrar em colapso.

Na opinião da senhora, o conhecimento que temos atualmente pode influenciar positivamente para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas?
A grande vantagem da população atual é o conhecimento que temos sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima. Assim, mudanças de hábitos de consumo individual, alteração da legislação ambiental, controle dos abusos contra o meio ambiente, educação ambiental, política ambiental, entre outros, são pontos que devem ser pensados e desenvolvidos visando a um futuro sustentável.

Fonte: Correio Braziliense

Especial 40 anos do AI-5: Entrevista - Jarbas Passarinho

Ex-ministro do Trabalho revela os bastidores, nos dias que antecederam a promulgação do ato, das decisões tomadas pelo governo militar


Publicação: 13/12/2008 07:02 Atualização: 13/12/2008 09:18

Ministro do Trabalho no governo do general Costa e Silva, o coronel reformado Jarbas Passarinho, 88 anos, ainda hoje é o principal defensor da edição do Ato Institucional nº 5, que completa 40 anos neste sábado, 13 de dezembro. Segundo ele, o ato de força da cúpula do regime militar foi uma decorrência inevitável de dois fatores: o ambiente de guerra fria, na qual se defrontavam os Estados Unidos e a União Soviética, e a necessidade de combater com mais eficiência a oposição ao regime, principalmente as organizações clandestinas que haviam aderido à luta armada. “Antes de votar, houve uma conversa entre nós. E o Rondon Pacheco teve um pensamento a que eu aderi. Ele disse que o Pedro Aleixo iria votar pelo estado de sítio. Mas, no estado de sítio, permanece o habeas corpus. E o Lyra Tavares disse: prendemos, por exemplo, o Marighella, que passou 21 dias preso e saiu com habeas corpus. Assim, não poderíamos garantir a ordem interna. O Partido Comunista tem uma grande experiência de clandestinidade. Para encontrar um já é difícil. E encontrar um líder e depois sai? Precisamos de um ato forte”, relata Passarinho.

Respeitado por muitos de seus adversários por sua combatividade e capacidade intelectual, ainda hoje Passarinho defende em artigos e palestras a intervenção dos militares na vida política do país, da qual foi um dos expoentes ao abandonar a caserna e se dedicar exclusivamente à política, seja como governador do Pará, seja como ministro de Estado ou senador da República. É célebre a frase que proferiu na reunião que decidiu baixar o ato: “Às favas os escrúpulos de consciência, presidente”, declarou. Segundo ele, a proposta do Gama e Silva era ainda mais radical, pois pretendia fechar o Supremo Tribunal Federal. A opção foi caçar os ministros que mais resistiam aos militares utilizando o AI-5. Passarinho conta que o presidente Costa e Silva ficou num dilema: ou aprovava, ou acabaria deposto pelos colegas do Alto Comando.

Pretextos
O Márcio Moreira Alves fez o discurso em setembro e os militares ficaram tão indignados que queriam uma punição ao Márcio. O Gama e Silva (ministro da Justiça), para mim o mais radical de todos, decidiu entrar com uma representação ao STF. E o presidente aceitou. E a mim, dizia Costa e Silva: posso perder no STF, não posso perder na Câmara, onde tenho dois terços do plenário. No momento em que termina a votação na Câmara, ele foi encontrado pelos chefes militares na Base Aérea no Rio. Quando chegou em Botafogo, viu o final da votação. O que fez o Costa e Silva? Entrou para o Palácio. Aí o Alto Comando já disse que era preciso uma reação imediata. E lá chegando, ele chama o Jayme Portella e pede para chamar o ministro Lyra Tavares (Exército). Quando desceu o Tavares, ele chamou de novo o Portella e disse: “Estou sabendo que há rumores de pressão”. Ele disse: “Você vai receber os que vão chegar”. “Não diga que estou dormindo, diga que não recebo. Já falei com quem precisava”, respondeu Costa e Silva.

Pressões
Ele (Costa e Silva) quase foi deposto na noite de 12 para 13. E um homem por quem tinha e tenho grande admiração, general Muniz Aragão, diz: “Já que o chefe vacila, ultrapassamos o chefe”. O que foi isso? O Portella me disse que naquela noite, sem ordem do Costa e Silva, o grupo mais exaltado censurou jornais, rádios, etc. e tal. Eu estava em Brasília e um avião da FAB veio buscar a mim e a Pedro Aleixo (vice-presidente). E o Portella me disse que o Médici avisou ao presidente que ele só não caiu porque era o senhor. Na manhã do dia 13, vocês já sabem. Houve uma reunião em que poucos participaram. Eu não participei. O Costa e Silva já havia preparado um esboço do que ele queria para o AI-5, que acho que foi feito por um companheiro da Aeronáutica. E o Gama e Silva chegou com outro. E o presidente disse que já tinha um texto, mas pediu para o ministro ler. O Rondon Pacheco disse a mim que parecia o Código de Constantino, pegava até a quinta geração. O Costa e Silva botou em votação. E a proposta do Gama e Silva foi rejeitada.

Ditadura
Quando começou a reunião, o presidente mandou um texto a todos nós para votar na ordem republicana de criação dos ministérios. Começamos a votação. E o presidente deu a palavra ao Pedro Aleixo. Quando chegou no Magalhães Pinto, ele disse que receava que se aproximasse de uma ditadura. E começam as outras votações. Me lembro da do Delfim, que achava pouco, porque achava que deveria ter regras para a economia. Depois veio o Tarso Dutra, que fez uma ressalva. E chega a minha vez. Numa determinada passagem, eu disse que a mim repugna enveredar pelo caminho da ditadura, mas se eu não tenho alternativas, as favas meus escrúpulos de consciência, porque eu tinha entrado no 31 de março para garantir a democracia e agora eu assinava a ditadura. Havia uma divergência sobre ser ou não ser ditadura. Surge aí uma história que ouvi dizer, que foi tão falada que acredito ser verdade. O Gama e Silva teve um bate-boca com o Pedro Aleixo, acho que na sala ainda: ‘Vossa Excelência não respeita a posição do Presidente, não acredita na Justiça com que ele vai conduzir isso?’ E a resposta dele é antológica: “Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”. No dia primeiro de agosto de 69, menos de um ano depois, o Costa e Silva me chamou no Palácio da Alvorada e me disse que iria outorgar uma Constituição em setembro daquele ano e afirmou claramente: eu marcho sob as baionetas, mas o farei. Basta de cassações.

Linha dura
Sim, tenho impressão de que seria pior para o Costa e Silva. Eu, por exemplo, fui vencido em 73. O Costa Cavalcanti entra lá para sondar a candidatura do Geisel. Eu disse que não tinha nada contra, mas disse que era a favor de outra solução. Ninguém tinha mais popularidade em Medici, então ele deveria indicar uma pessoa dele e vai se fazer o “seteanato francês”. Sete anos para o presidente e quatro para o parlamento. E eu prefiro isso. E ele disse: “E o AI-5?” Eu disse que para mim era o primeiro que acabou, mas eu estava falando isoladamente. Era o momento de entregar.

Guerrilha
As guerrilhas começam antes do AI-5. Tenho livros deles, contando suas histórias. Nas cronologias, está que em 1967 começam as ações armadas contra a ditadura. Não se pode dizer que o AI-5 alimentou as guerrilhas. As guerrilhas foram parte do que se levou em consideração para fazer o AI-5. Eu repito sempre isso: se as circunstâncias fossem as mesmas, eu assinaria (novamente). Acho que ele foi inevitável a partir da agressão à hierarquia e a disciplina das Forças Armadas. No momento do AI-5, pesam as duas coisas: a linha dura e a guerrilha. A linha dura achava que não poderia entregar o poder depois de elevar o país ao patamar de primeiro mundo. Estávamos com o mundo dividido em dois hemisférios.

Tortura
Por que o Prestes disse que a luta armada só trouxe um efeito: prorrogar o tempo do regime autoritário? Por que houve, como primeira reação ao poder autoritário, a bomba explodida no aeroporto de Guararapes no Recife? Era um ato que o Marighella defendia por escrito, o terrorismo como arma desejável para o êxito da guerrilha. Isso se você confronta com Che Guevara, ele condena, porque dizia que a opinião pública ficaria contra. Depois, com esse mesmo tipo de terrorismo, mataram um major a mão por engano pensando que era aluno da Escola de Estado Maior. Tudo isso era considerado um conceito de terrorismo, como seqüestro. Isso foi levado em consideração do lado de cá. O Castelo dizia: não se pode fazer uma revolução sem os radicais, e não se pode governar com eles. E aí começava: mataram lá, vamos matar aqui também. Você conhece alguma guerra em que não tenha havido tortura? Eu era ministro da Educação, e o presidente da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito) chega para mim e diz que uma colega deles foi presa e torturada. E eu disse: não sou mais ministro do Trabalho. E ele disse que ela era estudante da UnB. Eu fui vê-la e ela estava em coma. A enfermeira era irmã. E me contaram a história de que pensaram que era seqüestradora, e a levaram. Mas ela não tinha nada com isso, estava pichando, a primeira fase do revolucionário. Cada vez que ela diz que não sabia de nada, aumentava a violência, dava um choque magnético, ela tinha uma arritmia cerebral, não sabiam e ela entrou em coma. Pedi e o Médici me recebeu imediatamente e disse: “Presidente, trouxe agora um caso real”. E o Falcão guardou muito essa frase: nem o senhor merece passar como presidente torturador nem seu ministro da Educação. E o presidente mandou punir. Disse “apure e quero punição”. Se esse homem tomou essa posição, a partir daí não acreditava que a tortura fosse senão o resultado de exacerbação dessa área que o Castelo dizia que não se pode governar com eles.

Adaptação para a internet: Abelardo Mendes Jr


Autor: otavio guimaraes
"Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros". (Orwell)

Autor: jarbas lima
Naquela época,tínhamos GENERAIS, hoje, temos "generais". Concedemos a anistia(perdão), para pessoas velhacas e sem caráter. Foi o nosso maior erro. Como consequencia, hoje, as FFAA, são tratadas com desprezo e humilhação. Os bandidos, venceram os moçinhos !!!!! Querem o fim das FFAA. É a derrocada.

Autor: Paulo Silva
Quem sabe bem desta história de bomba no aeroporto de recife, É DILMA

Autor: Paulo Silva
Este Sr, nunca fez nada pelo exército no qual, é coronel, sempre esteve no governo.

Fonte: Correio Braziliense.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E no blog do Parsifal...mais peia no governo

Veja no blog do líder do PMDB na ALEPA mais peia no governo: http://pjpntes.blogspot.com

ITEC:4 candidatos na luta pela direção

No Instituto de Tecnologia da UFPA temos já 4 candidatos declarados à direção deste Instituto: 1- O atual Diretor Barreiros (Civil), opositor declarado de Maneschy. Maria Emília Tostes (Elétrica) afinada com o reitor, Adalberto Silva (Civil) afinado com Licurgo, e Dênio Raman ( Civil) que é produto de um grande grupo docente de Civil, possuindo ramificações por outros cursos, é totalmente Maneschy.

O PNDH, o aborto, o direito de propriedade, os torturadores e a censura.

Em o jornal O Liberal de hoje, o editorial e o articulista Benedito Wilson Sá discutem o Programa Nacional dos Direitos Humanos. Sá condena praticamente todo o conteúdo do PNDH, acusando-o de autoritário, anti-humano, revanchista contra a Ditadura e cassador da liberdade de imprensa, o editorial de O Liberal defende os direitos humanos dos proprietários.
Por certo não dá para debater em profundidade estes temas no Blog, que não venha torná-lo enfadonho e cansativo, mas mesmo assim gostaria de pontuar, brevemente meus pontos de vista sobre esta importante temática:

1-O PNDH e a descriminação do aborto: Em nome do conceito de vida e dos valores católicos Wilson Sá faz veemente condenação a esta lei, presente no interior do PNDH. Creio que ninguém em sã consciência tem na defesa do aborto uma causa digna de defesa. Acontece que mais de 300 mil brasileiras pobres morrem anualmente em conseqüência de aborto mal feito. As classes A e B fazem esta prática em clínicas clandestinas aparelhadas e correm pouquíssimos riscos, enquanto as pobres morrem como num açougue, em mãos de leigos, sendo a agulha de tricô e abortivos os instrumentos mais presentes neste ginecídio.
Ora quando se fala em descriminação do aborto, não está se defendendo sua prática, está, isso sim, permitindo que deixe de ser um crime e que o SUS possa ser aparelhado para vir a socorrer as mulheres pobres, em síntese, transformar o aborto em problema de saúde pública. Em contraposição, o Estado deve aprofundar políticas públicas para prevenir a gravidez indesejada. Por certo com o tempo, esta prática diminuirá no Brasil, num contexto do fim da hipocrisia moral, com debate aberto com as famílias e a juventude. Até na Itália, que acolhe o micro estado do Vaticano o aborto já foi descriminado.

2- O PNDH e o direito de propriedade.
O editorial de O Liberal critica o PNDH pela exigência de audiência pública entre as partes antes da reintegração de posse. Na opinião deste jornal, as audiências respeitariam mais os Direitos Humanos dos Invasores do que o Direito Humano dos produtores rurais. Este é o argumento central do editor e romperia com princípio basilar do direito de propriedade.
O PNDH é uma produção da sociedade brasileira produzido em conferência nacional, não é uma iniciativa de governo, e pretende ser uma política de Estado. No cerne desta questão está os 13 milhões de brasileiros deserdados historicamente que vivem a vagar, como fantasmas pelo interior do Brasil, que são os brancos, livres e pobres, cunhado pela historiografia como a “ralé dos 400 anos”.

Ora, creio que a proposta de audiência prévia entre as partes, é um mecanismo para evitar invasões continuadas e repetitivas de uma mesma propriedade. Pois numa audiência pública todos teriam direito à palavra: o fazendeiro, seus proletários, a sociedade civil do entorno e os ocupantes ou sem terra. Uma sentença judicial fundada em uma audiência pública, por si só já vem eivada de legitimidade e por certo tirará qualquer discurso em torno da legitimidade da parte que resolver partir para o confronto físico após a sentença ser prolatada.
Não tenhamos dúvida, o caminho para a construção da paz nos campos brasileiros será longa, e mais ou menos dolorosa, dependendo de iniciativas como esta, presente no PNDH. Será através de desapropriações progressivas que se fará a redistribuição de terras no Brasil e na Amazônia, que é marcada pela grilagem e pelo latifúndio. Qualquer defesa do dogma do direito à propriedade não passará de discriminação contra a “ralé dos 400 anos”. A própria constituição garante o predomínio da função social da propriedade em detrimento da individual. Por certo existe uma cambada de oportunista neste processo, mas não passam de uma ínfima minoria.
Ou a “ralé” fica no campo, onde pode se instalar, produzir e criar sua família, ou estará a assombrar as grandes cidades, fundando diuturnamente novas favelas e servindo de cultura pra o recrutamento pelo banditismo e pelo narcotráfico.

3- O PNDH e o revanchismo contra a Ditadura.
Wilson Sá também acusa o PNDH de praticar revanchismo contra os autores maiores da Ditadura militar brasileira de 1964. Wilson Sá crê que os acordos que os liberais da redemocratização fizeram, via Lei da Anistia de 1979, apaziguou o Brasil e não pode ser mais “remexida”.
No acordo de final da Ditadura, os militares ainda eram a força política e administrativa do governo central e igualaram conceitualmente os torturadores com os guerrilheiros como se estes fossem a mesma coisa que terroristas. Os liberais condutores da redemocratização, pela via da conciliação, não tinham, naquele momento outro caminho a seguir, e aceitaram aquele acordo.
Ora, os estudiosos da teoria do Estado sabem que foi John Locke, o principal teórico do liberalismo inglês que afirmou peremptoriamente em sua obra seminal, o Segundo tratado sobre o Governo Civil: a sociedade na luta contra os usurpadores do poder política tem o direito legítimo e deve recorrer às armas contra os golpistas. Foi o que ocorreu no Brasil após a imposição do AI 5 em 1968, onde ficou impossível fazer a oposição pacífica aos governos militares de Costa e Silva, Médice e Geisel, dando origem às guerrilhas urbanas e rural.
Uma luta guerrilheira é considera uma guerra justa, porque as partes em conflitos sabem que estão em guerra e normalmente se trava um combate entre exércitos militar e civil. A luta guerrilheira em nada se parece com o terrorismo que tem suas baterias voltadas indiscriminadamente e de forma planejada para alvos militares e civis, é portanto covarde, porque faz chantagem com os governos matando civis inocentes.
Diferentemente dos torturadores, que são verdadeiros animais, que massacram através do castigo físico, prisioneiros à disposição do Estado, sem nenhuma possibilidade de autodefesa. A prática da tortura deve ser considerada um crime inafiançável, hediondo e imprescritível e que a sociedade brasileira, a exemplo da sociedade argentina, deveria tirar a limpo, para que nunca mais se repeta no Brasil. O acordo de 1979 (anistia) deveria ser superado e os torturadores e comandantes, mesmos mortos, deveriam ser execrados pela sociedade brasileira, para todo o sempre.

4- O PNDH e a censura à imprensa .
Creio que neste ponto o PNDH é indefensável, aqui não dá para controlar a produção editorial e fazer um julgamento sumário do que agride ou não os Direitos Humanos, através de um órgão, qualquer que seja ele. Creio que neste caso, aqueles órgãos de imprensa, por exemplo, que vivem a ganhar audiência expondo cadáveres à mídia ou promovendo o discurso da barbárie no combate ao crime deveriam sofrer um acompanhamento de organismo auto-regulares, como ocorre com a prática médica, por exemplo, e estando todos à disposição do enquadramento criminal presente nas leis do país que trata deste assunto.

Por outro lado os movimentos dos Direitos Humanos e os governos, a exemplo do que acontece no combate ao vício do fumo ou das drogas, deveriam fazer uma campanha, perante à sociedade, contra àquelas práticas jornalísticas que ganham audiência às custas da construção de uma cultura da barbárie e anti-humana.Portanto o tema do controle às práticas anti-humanas, presentes no cotidiano da imprensa estadual e nacional, deveria sair do PNDH, devido aos riscos que representaria para a liberdade de expressão no contexto de governos futuros que não sejam afeitos aos valores do Estado democrático de Direito.

UFPA: Cadê o certificado latu senso?

Estão chegando postagens de internautas que concluiram a especialização em história há três anos na UFPA e até agora NADA de certificado. Parece que este fenômeno negativo vem atingindo grande parte da UFPA. Com a palavra os órgãos responsáveis.

Pedofilia: Magno Malta em Belém

Dia 28-01-2010 o Senador Magno Malta estará em Belém, em pauta o aprofundamento das investigações sobre pedofilia.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Conheça o perfil dos candidatos do PSS 2010 da UFPA

Eles são solteiros, têm entre 18 e 25 anos, moram com os pais, integram grandes famílias, estudaram em escola pública, já concluíram o ensino médio e fazem cursinho. Dados do Questionário Socioeconômico, preenchido pelos candidatos ao se inscreverem no Processo Seletivo Seriado 2010 da UFPA (PSS), mostram o perfil dos estudantes que sonham em entrar na Instituição este ano. Aproximadamente, 17% dos candidatos a calouro 2010 têm mais de 26 anos e outros 17%, menos de 18.

Entre os 50.444 candidatos que se inscreveram para o certame, 84,10% deles são solteiros; 59,53% moram com os pais e têm casa própria. 65,44% dos estudantes têm entre 18 e 25 anos de idade; outros 17,26% estão com menos de 18 anos e 17,30% têm a partir de 26 anos de idade. “Este grupo de candidatos mais velhos que vemos nos dias de prova também é um reflexo da transição de Processo Seletivo na UFPA. No PSS 2010, todos os candidatos inscritos, a priori, concorrem a vagas”, explica Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS).

Entre os cursos mais procurados por candidatos acima dos 25 anos, estão “Biblioteconomia”, “Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagem” e “Pedagogia”. Respectivamente, 62%, 57% e 49% dos candidatos estão nessa faixa etária. Logo abaixo, estão Ciências Sociais (47%); Pedagogia, ofertado em Altamira, e Serviço Social (ambos com 44%) e Física (43%).

Já os alunos com menos de 18 anos têm preferência pelos cursos de Comunicação Social, com habilitação em publicidade e propaganda, e Engenharia de Materiais, sediado em Marabá, nos quais, 33% dos candidatos ainda não atingiram a maioridade. A seguir, há Engenharia Civil e Direito, em que 31% das pessoas inscritas ainda não completaram 18 anos. A lista segue com os cursos de Sistema de Informação (30%) e Engenharia de Minas e Meio Ambiente (29%), que funcionam em Marabá.

“Tivemos, ainda, 115 alunos do 1º e 197, do 2º ano do ensino médio (0,23 e 0,39% do total, respectivamente) inscritos no concurso. Por não terem concluído o ensino médio, mesmo que venham a ser aprovados, esses candidatos não poderão assumir as vagas na Universidade e farão a seleção apenas por experiência”, pondera Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS). Outros 1.309 alunos, atualmente, já estão cursando uma graduação e 981 pessoas já possuem um diploma universitário.

No que diz respeito à renda dos candidatos, 66,15% dos estudantes não trabalham e entre os que desenvolvem alguma atividade profissional, 20,31% recebem, no máximo, dois salários mínimos. A renda familiar de 37,97% dos candidatos fica entre um e dois salários mínimos mensais e 10,53% das famílias que possuem candidatos inscritos no PSS 2010 ganham menos que R$ 510 reais por mês, o que as qualificaria para pedir a isenção das taxas de inscrição no concurso. Em 42,33% dos casos, apenas uma pessoa é a responsável pela renda total de famílias formadas por quatro (27,92%), cinco (21,75%), seis ou mais pessoas (19,02%).

GÊNERO: As informações sobre gênero, por sua vez, revelam quais os cursos que atraem mais mulheres e quais os que são preteridos pelos homens. Elas são 59,54% do total de candidatos e são 95,28% dos candidatos ao curso de Serviço Social diurno; 93,1% ao curso de Pedagogia ofertado em Marabá e 92,53% dos candidatos ao curso de Pedagogia sediado em Belém. Nutrição (92,37%), Pedagogia, em Castanhal (91,11%), e Serviço Social noturno (90,86%) completam a lista das graduações, cujas vagas são disputadas majoritariamente por pessoas do sexo feminino.

Os 40,46% dos candidatos do sexo masculino são unânimes em optar por cursos da área de exatas e de Engenharia. Cem por cento dos candidatos ao curso de Física, sediado em Marabá, são homens. O segundo curso cuja demanda é mais masculina é o de Engenharia Mecânica vespertino (91,28%). O terceiro lugar fica com Engenharia Mecânica matutino (87,05%). A lista segue com o curso de Física (86%), Engenharia Elétrica (85,76%), Engenharia da Computação (82,08%) e com a Licenciatura em Matemática, localizada em Breves (80,18%).

FORMAÇÃO: Sobre a formação educacional dos candidatos, 57,82% deles cursaram todo o ensino médio em escolas da rede pública de ensino, portanto, estavam aptos para concorrer pelo sistema de cotas da Universidade. Apesar disso, 3,56% preferiram se inscrever como não-cotistas, daí o motivo por que apenas 54,26% dos candidatos no concurso disputam a reserva de 50% das vagas. A grande maioria dos candidatos (57% deles) já concluiu o ensino médio e 27,65% concluíram o terceiro ano em 2009.

PREPARAÇÃO: Como eles se preparam para o concurso? 37,31% deles dizem que nunca estudaram em cursinhos; 22,38% estudaram em cursos preparatórios por um semestre; 22,40%, por um ano; 8,26%, por mais tempo que isso e outros 9,65% preferiram não responder à questão.

UNIVERSIDADE: Quando indagados sobre o que esperam do curso universitário, 68,56% dos concorrentes informaram que buscam “formação voltada para o mercado de trabalho” e 12,05%, queriam “melhorar sua condição financeira atual”. E por que eles gostariam de estudar na UFPA? 30,23% deles escolheram esta opção porque “a Universidade oferta o curso de sua preferência”; 27,22% escolhem a Instituição “por ser gratuita” e 20,64%, porque a UFPA “desfruta de um bom conceito”.


Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Mácio Ferreira

Controle de acesso ao campus: Boa idéia vem da USP

ADAPTAÇÃO - para coordenador do câmpus, medida vai diminuir conflitos entre ciclista e motorista


A Universidade de São Paulo (USP) pretende delimitar, a partir do próximo mês, dia, hora e local reservados para corredores e ciclistas utilizarem a Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Todos deverão se cadastrar e ganharão uma carteirinha com foto, nome e número de RG para poder circular no câmpus. Com a medida, a prefeitura do câmpus pretende pôr fim às brigas entre esportistas, alunos, docentes e motoristas.

"Se eu cadastrar as pessoas, fico sabendo quem está aqui", justificou o coordenador do câmpus, professor Antonio Marcos Massola. A mudança, segundo ele, passou a ser discutida no mês passado, após um ciclista atropelar outro. "O ciclista foi embora e deixou o outro caído no chão. E não sabíamos quem era o atropelador."

O cadastro terá início depois do carnaval e será gratuito. O espaço e os horários reservados aos esportistas ainda estão sendo estudados. As pistas de corrida deverão ocupar canteiros. E a ciclovia, de cerca de 6 km de extensão, deve ser construída numa das avenidas do câmpus. O desrespeito às regras implicará penalidades, ainda não divulgadas.

ASSALTO NO CÂMPUS

Seis homens, dois deles armados com metralhadoras, invadiram o câmpus da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) em Sorocaba, renderam os quatro vigilantes e assaltaram um caixa eletrônico, na madrugada de ontem.

O câmpus fica na rodovia que liga Sorocaba a Salto de Pirapora, na zona rural, e dois dos ladrões se dirigiram à portaria com o pretexto de pedir uma informação. Logo em seguida, saíram do carro os homens que empunhavam as metralhadoras e renderam os dois vigilantes que estavam no local. Eles foram levados para o interior do prédio, onde outros dois vigias também foram tomados como reféns.
Os bandidos usaram maçaricos para arrombar o cofre do caixa automático de um banco. Eles permaneceram cerca de duas horas no prédio. O valor roubado não foi informado. A Polícia Civil fez perícia no local. Até a tarde de ontem não havia pista dos ladrões.

Estadão: COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

Democratas perdem vantagem no Senado

A vitória do azarão republicano Scott Brown na eleição para o Senado de Massachusetts foi um balde de água fria nos planos do presidente Barack Obama.

A eleição de Brown, para a vaga deixada por Ted Kennedy, que morreu em agosto, faz os democratas perderem a maioria de 60 senadores - eles passam a ter 59 cadeiras, diante das 41 que têm agora os republicanos. Os democratas precisam da maioria de 60 para derrotar manobras legislativas dos republicanos para bloquear a aprovação de legislações. A vitória de Brown ameaça a aprovação da reforma do sistema de saúde, por exemplo.

Além disso, perder a vaga que Kennedy ocupou por 46 anos é simbolicamente horrível. Massachusetts é um Estado muito democrata, o único que votou em George McGovern quando Richard Nixon se elegeu, em 1972. Para os republicanos, a vitória de Brown sobre a democrata Martha Coakley representa um repúdio às políticas do governo Obama, principalmente à reforma da saúde. Também seria uma manifestação da insatisfação profunda com a crise econômica. Brown teve 52% dos votos e a candidata democrata, 47%.

"Esse pode ser um sinal do que está por vir; a eleição legislativa (em novembro) não será boa para os democratas", diz Julian Zelizer, professor de história na Universidade Princeton. Segundo ele, os independentes que ajudaram a eleger Obama desencantaram-se com o presidente. Os conservadores ganharam mais ânimo com os protestos contra a reforma da saúde, e os mais à esquerda estão frustrados com a decisão de Obama de escalar a guerra do Afeganistão.

Brown teve uma candidatura anti-establishment, contestando o direito natural dos democratas à vaga ocupada por 46 anos por Kennedy. E fez campanha contra as mudanças no sistema de saúde. "A reforma de saúde vai elevar os impostos, prejudicar o Medicare, destruir empregos e aumentar a dívida do país", disse Brown em seu discurso da vitória.

Os democratas retratam a derrota de outra maneira. Para eles, Martha Coakley se acomodou, achando que ia ganhar, e fez uma campanha pouco eficiente. Além disso, Massachusetts não pode ser visto como um voto dos eleitores contra a reforma de saúde porque o Estado é um dos únicos que já aprovou uma reforma estadual que dá aos cidadãos acesso universal ao setor.

De qualquer maneira, a perda da maioria ameaça a aprovação de várias prioridades da agenda de Obama. O presidente terá de ficar mais centrista e fazer mais concessões para aprovar suas legislações - no caso da reforma de saúde, abandonando de vez a polêmica opção pública, o plano de saúde estatal.

E alguns democratas começam a repensar seu apoio à agenda do presidente. "Se perdemos Massachusetts e isso não é um alerta, não vai ter como acordarmos para a realidade", disse o senador democrata Evan Baih.

Estadão: Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington

Obama limitará tamanho e complexidade dos bancos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará nesta quinta-feira, 21, medidas para limitar o tamanho e a complexidade das instituições financeiras, com o objetivo de reduzir os riscos. A proposta precisará ser aprovada pelo Congresso. As informações estão publicadas nos principais jornais financeiros, como o norte-americano Wall Street Journal e o britânico Financial Times.

O diário nova-iorquino lembra que, nos últimos dez anos, o sistema financeiro passou por uma consolidação, com a formação de “imensos titãs bancários”. Segundo o WSJ, o plano, se aprovado, deve afetar principalmente o Bank of America, o Wells Fargo e o JP Morgan Chase, “por controlarem grande quantidade de depósitos nos EUA”, e também o Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, “que têm uma ampla presença em Wall Street”.

Uma autoridade disse ao FT que Obama já vinha discutindo nos últimos meses a necessidade de fazer provisões “mais fortes e específicas” para “limitar o tamanho e a abrangência das instituições financeiras e cortar riscos excessivos”.

Trata-se do segundo anúncio neste mês de medidas de aperto ao sistema financeiro. Na semana passada, Obama anunciou uma taxa sobre operações bancárias para recuperar parte do dinheiro usado para socorrer a economia. A previsão é arrecadar em torno de US$ 90 bilhões.

Estadão- Por Sílvio Guedes Crespo

O Papa, A Irlanda e a proteção de abusadores

O Papa convocou o episcopado da Irlanda para discutir no Vaticano a proteção do alto clero aos padres abusadores, veja mais detalhes aqui- http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100121/not_imp499040,0.php

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A fumaça invade a reitoria

Os internautas pedem que os fumantes do prédio da reitoria parem de fumar em lugares proibidos. Até os banheiros são diariamente infestados, principalmente no terceiro andar.

UFPA: Nova Convocação para Técnico-Administrativo

CONVOCAÇÃO

O Pró-Reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal da Universidade Federal do Pará CONVOCA os candidatos abaixo relacionados a comparecerem a esta Pró-Reitoria, no período de 05 a 08/01/2010, no horário das 8 h às 12 h, no Prédio da Reitoria - 1º andar, para tratarem de assunto referente as suas nomeações.



– CAMPUS DE ABAETETUBA:

•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: JOÃO BATISTA RISUENHO DE OLIVEIRA, GLAILSON AUGUSTO ROCHA DOS SANTOS.

Técnico de Laboratório/ Área Física: FABRÍCIO AUGUSTO DOS SANTOS RODRIGUES

Técnico de Laboratório/ Área Informática: JONNE CLEY DE CARVALHO SILVA

•Cargos da Classe E (nível superior)
Analista de Tecnologia de Informação: TACIO VINICIUS BERNARDES RIBEIRO.

Contador: ADRIANO SILVA MONTEIRO.

Técnico em Assuntos Educacionais: MARCOS FERREIRA BARBOSA, LADYANA DOS SANTOS LOBATO.

Secretário Executivo: ANDREA SIMONE BRITO DE MIRANDA.



– CAMPUS DE ALTAMIRA:

•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: NÁDIA GRINGS BATISTA, PETRINI GIRARDELI.

Técnico de Laboratório/ Área Biologia: DILAILSON ARAUJO DE SOUZA.

Técnico de Laboratório/ Área Floresta: LUIZ CARLOS BASTOS SANTOS

Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MACIEL FERREIRA.

Técnico de Tecnologia da Informação: JACKSON ALMEIDA DE QUEIROZ


• Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: VERÔNICA PEREIRA MIRANDA.

Técnico em Assuntos Educacionais: RHOBERTA SANTANA DE ARAÚJO.

Engenheiro Agrônomo: AILTON ARAÚJO.

Secretário Executivo: CLAUDIA SOARES BELO DE BARROS.



– CAMPUS DE BELÉM:

•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico em Tecnologia da Informação: MÁRCIO RODRIGUES DE SOUZA

•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: ROSEANE SOUZA OLIVEIRA, ROSEMBERG BATISTA DE ARAÚJO, TÂNIA CLAUDINE MENEZES DO VALE, WALZENE CARDOSO COSTA, JAQUELINE FERREIRA DA MOTA.

Secretário Executivo: VANESSA DE FÁTIMA SANTANA TAVARES, DIELLY DEBORA FARIAS FONSECA.

Contador: RAIMUNDO RODRIGUES ROSA NETO

Redator: ANSELMO DE SOUSA GOMES



– CAMPUS DE BRAGANÇA:

•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: MARCELO DO VALE OLIVEIRA.


– CAMPUS DE BREVES:

•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico de Tecnologia da Informação: CARLOS ALBERTO MIRANDA DOS REIS.

Assistente em Administração: MICHELL COSTA BAIA, CARLOS MAGNO DE LIMA LOPES.

Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MARQUES DE OLIVEIRA.

•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: MATHUSALEM MACEDO BEZERRA.

Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO MARCELINO PANTOJA RODRIGUES.

Secretário Executivo: DENISE ALVES RAMOS.



– CAMPUS DE CAMETÁ:

•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: ROMULO EVERTON DE CARVALHO MOIA, LUIS ALBERTO RIBEIRO CORDEIRO, JODILSON ROCHA MONTEIRO.

Técnico de Tecnologia da Informação: EDILSON PRAZERES RODRIGUES.

Técnico de Laboratório/ Área Biologia: JAZON PANTOJA QUARESMA

Técnico de Laboratório/ Área Química: LILIANE VIEIRA DO ESPÍRITO SANTO.

•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO BATISTA DO CARMO SILVA.

Secretário Executivo: FERNANDA NILVEA POMPEU VARELA.



– CAMPUS DE MARABÁ:

•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: SCHIRLEI STOCK RAMOS.



Belém, 30 de dezembro de 2009.



João Cauby de Almeida Junior

Pró-Reitor

UFPA recebe primeiros candidatos indígenas em 2010

No próximo domingo, dia 24 de janeiro, a Universidade Federal do Pará aplicará uma prova diferente. Paralelamente à realização da 2ª fase do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade (PSS), 194 candidatos indígenas farão uma redação. A primeira avaliação para ingresso na Instituição, por meio dessas ações afirmativas, acontece das 8h às 13h, horário de Belém.



54 pessoas de oito etnias farão a prova no Bloco A do Campus Básico da Universidade, localizado na capital; 44 candidatos de seis etnias prestarão o exame em Altamira; 34 estudantes indígenas pertencentes a sete etnias diferentes deverão se dirigir ao Campus II da Universidade, em Marabá, no próximo domingo, e 62 pessoas de 16 etnias distintas farão a prova no Campus da UFPA, em Santarém.



Este ano, os indígenas disputam 112 vagas criadas, especificamente, para eles nos cursos em que houve inscrições. Ou seja, além dos 6.082 calouros que a UFPA receberá em 2010 pelo PSS, a Universidade terá, ainda, um número a mais de novos alunos que serão aprovados por meio de um Processo Seletivo Diferenciado, criado para se ajustar às especificidades dos povos indígenas, composto por uma redação e uma entrevista.



A antropóloga Jane Beltrão, coordenadora da Comissão de Avaliação do Processo de Seleção Diferenciada da UFPA (CAPSDU), aponta, nas diferenças existentes entre o sistema de ingresso e o tradicional, a atenção para a diversidade educacional e cultural deste grupo de candidatos. “Entendemos que esses estudantes possuem especificidades em relação aos outros porque são melhores oradores que escritores. E tanto a oralidade, quanto a expressividade são características culturais de que a Universidade tentará se apropriar para criar mecanismos de seleção mais acessíveis para o ingresso dessas populações na Instituição. Não podemos esquecer, também, as limitações e os desafios que a educação indígena, mesmo assegurada por lei, enfrenta”.



A pesquisadora lembra que ainda são poucas as aldeias que possuem escola e, em todo o sul e o sudeste do Pará, por exemplo, apenas duas acompanham os alunos da 1ª série ao fim do ensino médio, o que obriga os estudantes a se deslocarem para os povoados e núcleos urbanos para concluir seus estudos.



“A educação não pode estar separada da ‘cosmovisão’ indígena da realidade e não pode ameaçar a língua indígena, nos casos em que eles ainda falam o idioma materno. Porém, por uma série de limitações, eles acabam tendo de frequentar uma escola não-indígena e de enfrentar os vários impasses e dificuldades que isso representa. A criação dessas vagas é uma tentativa de corrigir e adaptar regras que não estão adequadas para uma parcela dos nossos candidatos”, defende a presidente da Comissão.



UMA AVALIAÇÃO DIFERENCIADA


A prova de Redação a ser realizada no dia 24 não terá um número mínimo ou máximo de linhas. “Partimos da perspectiva de que o português apropriado pelos indígenas é produzido sob a interferência de um idioma e uma cultura materna diferente da nossa. Por isso temos uma comissão de correção formada por especialistas em analisar esses marcadores que interferem na língua”, revela Jane Beltrão.



A correção da prova de Redação deve durar, no máximo, três dias. “Temos uma equipe experiente na parte de antropologia e de linguagem indígena, a qual conhece bem os marcadores linguísticos e os critérios criados para avaliar esses candidatos de forma diferente”, assegura a presidente da Comissão. Se todos os 194 candidatos inscritos passarem para a próxima fase do concurso, as entrevistas individuais deverão ser feitas em dois dias e, aproximadamente, no mesmo período da realização da última fase do PSS 2010, na segunda semana de fevereiro. O resultado final com a lista de calouros 2010 da UFPA está previsto para o dia 27 de fevereiro e já incorporará os candidatos indígenas aprovados.



“Durante a entrevista, vamos ver a capacidade de expressão associada ao que eles conheceram no ensino médio. Não vamos avaliar conteúdos porque eles têm outra percepção das disciplinas. Vamos, na verdade, discutir a possibilidade de, estando na UFPA, que tipo de transição eles vão fazer em relação ao conhecimento obtido na escola, seus conhecimentos tradicionais e culturais e ainda a perspectiva política deles em estar na Universidade. Indígenas com formação acadêmica são uma via para que esses povos tenham mais acesso aos seus direitos”, defende a antropóloga.



Para Jane Beltrão, “após o ingresso no ensino superior, a questão seguinte é como nós, a Universidade, vamos favorecer a possibilidade deles permanecerem nos cursos preteridos. O projeto financiado pela Fundação Ford e pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UFPA (PROEG) deverá se estender para a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) com a criação de uma política de assistência estudantil específica, com bolsas e outros auxílios para os candidatos indígenas. Por isso a Comissão também será responsável por acompanhar esses futuros universitários em sua vida acadêmica”.



VAGAS PARA INDÍGENAS: Qualquer indígena brasileiro pode disputar as duas vagas ofertadas, especificamente para eles, em cada curso de graduação da UFPA. O Processo Seletivo Diferenciado acontece sempre paralelo ao PSS com inscrições abertas, geralmente, no segundo semestre.



SERVIÇO:


Clique aqui e veja o Edital do Concurso

Veja a lista de candidatos indígenas que farão a redação neste domingo


Descubra a concorrência entre os candidatos indígenas.


Candidato indígena, imprima aqui seu cartão de inscrição.


Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA

UFPA preza pela saúde psicossocial de seus servidores

Contribuir com o bem-estar físico, mental e social do servidor no âmbito profissional e familiar. Esse é objetivo do serviço de atendimento psicossocial ofertado pela Coordenadoria de Assistência Psicossocial (CAPS), da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida, pertencente à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoal da UFPA (PROGEP). O serviço existe há cerca de 11 anos e, em 2010, está disponibilizando-se para contatos e parcerias a fim de articular a realização de oficinas e palestras. O objetivo é tornar mais conhecidas as ações do projeto e, este, mais procurado pela comunidade universitária.


O Programa de Atendimento Psicossocial do Servidor (PAPS) é resultado de um convênio entre a UFPA e o Hospital de Clínicas do Pará (HC). Os servidores podem procurar o atendimento espontaneamente ou ser indicados por seus gestores. Quem procura pelo serviço encontra, no Programa, um espaço de escuta para compartilhar e buscar soluções para problemas de cunho emocional. A meta da CAPS para 2010 é, inclusive, criar um cronograma de visita para dar assistência, também, aos servidores dos campi da UFPA no interior.


De acordo com Josefa Quadros, diretora de Qualidade de Vida da PROGEP, somente em 2009, foram realizados 2.286 atendimentos psicossociais, considerando um universo de cerca de 5 mil servidores em exercício na UFPA. Os atendimentos envolvem situações de conflitos familiares, conflitos conjugais, depressão, ansiedade, dentre outras. Os servidores indicados ou interessados no serviço podem entrar em contato com a CAPS, na UFPA, ou com o PAPS, no HC, onde serão acolhidos, passarão por uma triagem e, em seguida, orientados ou encaminhados para tratamento.


Além de consultas terapêuticas individuais, de casal, de grupo ou familiar, atendimento psicológico e/ou psiquiátrico, os participantes do projeto e familiares podem participar de oficinas de relações interpessoais, capacitações e rodas de conversa. A maioria dos servidores atendidos tem entre 40 e 60 anos e é do sexo feminino. Em 2009, 622 servidores que procuraram o atendimento receberam alta em tratamentos diversos e foram reabilitados. “O retorno que temos de tudo isso é a melhoria do desempenho do servidor e o mais importante, a melhoria na sua qualidade de vida”, conclui Josefa Quadros.


Serviço:


Para mais informações, os contatos da Coordenadoria de Assistência Psicossocial – CAPS são: (91) 3201-7208 / 7531 / 7846.



Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação Institucional

Proex oferece vagas gratuitas para Cursos de Língua Estrangeira

Até as 23h59 do dia 24 de janeiro, os estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) que ingressaram por cotas, moram em casas de estudante ou possuem renda familiar de até três salários mínimos têm uma excelente oportunidade para aprender uma língua estrangeira: o Programa de Acesso a Cursos de Língua Estrangeira da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da UFPA.



O Programa é organizado pela Diretoria de Assistência e Integração Estudantil (DAIE) da PROEX, em parceria com a Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM) e os Cursos Livres de Língua Estrangeira do Instituto de Letras e Comunicação (ILC). Serão ofertadas 200 bolsas para o primeiro nível dos cursos de Inglês, Francês e Espanhol. As vagas estão abertas desde o dia 12 deste mês.



Segundo o Edital, só poderão participar estudantes que não estejam cursando ou que ainda não tenham concluído um Curso de Língua Estrangeira na UFPA ou em outra instituição de ensino, sendo respeitado o limite de um curso por aluno e por semestre. Aqueles que forem selecionados receberão, gratuitamente, o material didático. No caso de ser classificado, mas não selecionado, o nome do estudante fará parte do Cadastro de Reserva.



Os interessados deverão enviar um e-mail para daie_proex@ufpa.br contendo o nome completo do aluno e o número de matrícula na UFPA, com o assunto: CLL/PROEX. É necessário que estejam anexos a Ficha de Solicitação de Cadastro para o Programa de Acesso a Cursos de Línguas Estrangeiras e o Questionário Socioeconômico, ambos devidamente preenchidos. O resultado da seleção será divulgado no dia 1° de fevereiro, no site da PROEX (http://proex.ufpa.br/).

23 mil perdem Bolsa Família

Os jornais de hoje noticiam que 23 mil famílias perderam a bolsa família. O motivo foi que as famílias deixaram de cumprir com sua parte no acordo de concessão deste benefício. Para as famílias acessarem este programa as crianças são obrigadas a terem frequência escolar e esta ação depende dos responsáveis. O programa visa retirar as crianças da situação de risco, nas ruas, e induz a presença em sala de aula. Para quem acha que este programa é assistencialista, esta decisão de governo cala a boca dos críticos. No Pará 221 famílias foram penalizadas.

O Brasil e a repetência escolar

A UNESCO informa hoje que o Brasil ostenta o primeiro lugar em repetência e abandono escolar na América Latina. Por certo existem causas estruturais deste fenômeno como: concentração de renda, desagregação familiar e desempprego. Porém existem soluções de curto e médio prazo a serem enfrentados por ações intersetoriais e pelos próprios profissionais de educação.

Como enfrentar de maneira criativa a repetência e o abandono escolar? onde estão as pesquisas em educação em torno de novas metodologias de ensino? existia um mito de que aluno desnutrido não teria cpacidade de aprendizado. Uma invenção experimentada em terras gaúcha demonstrou que alunos desnutridos podem aprender com a mesma qualidade dos nutridos, basta que sejam submetidos à metodologias diferenciadas.

Esta é uma dívida que o governo popular deixará, não tenho conhecimento de nenhuma inovação metodológica que vem sendo implementada nas salas de aulas das escolas públicas.

Veja o ranking da região em repetência e abandono escolar:

Cuba 1,9%, Bolívia 2.4%, Chile 2.4%, Nicarágua 4.7%, Colômbia 5.2%, Argentina 5.9%, México 6.6%, Venezuela 7.0%, Uruguai 7.9%, Peru 10.2%, Guatemala 14.9% e BRASIL 24.0%
Fonte: Agência Estado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Remo 6 X 0: Vinicinho de sapato alto

Com a chinelada do Remo sobre o Ananindeua (6x0), Vinicinho está de sapato alto.

Juan de volta à UFPA

O professor MSc Juan Hoyos acaba de deixar a Assessoria de Relações Internacionais da UNAMA. Esta saída deixará bastante fragilizada a arquitetura das articulações internacionais da Universidade da Amazônia.

A SEDUC, os Doutores e as Bolsas

Segundo fontes bem informadas, no ano orçamentário de 2009 a Secretaria de Estado de Educação -SEDUC- ampliou o número de bolsas de doutorado, sem ter recursos garantidos em orçamento. O resultado desta ação é que hoje temos doutores em São Paulo e em outros estados que estariam sem receber estas bolsas durante todo o ano de 2009.A turma acadêmica estaria matando cachorro a grito e indignada com a Seduc.

Aproveito para pedir desculpa à FAPESPA, pelo erro na informação. Na verdade a informação veio como sendo a SEDUC que cometeu este erro orçamentário em relação as bolsas de doutorado. Foi meu "piloto automático" que na hora de digitar, escreveu FAPESPA.

Governo Ana: Missão impossível

Uma missão que é central para que o governo Ana sonhe em ter uma reeleição menos difícil seria reunificar internamente o PT e reatrair a sociedade civil petista histórica, que hoje se encontra esgarçada e reaproximar a base parlamentar e de prefeitos.

Esta missão se torna muito difícil hoje devido à falta de credibilidade do núcleo duro que transita em torno da governadora. O trio Puty, Maurílio e Marcílio consagraram-se como inseguros e ciumentos do entorno da governadora e como tal trucidaram e excluiram politicamente velhos companheiros e as tendências majoritárias que poderiam ter ajudado na condução da nau governista.

Ana teria de tomar medidas, que não tomará, ou seja, a governadora teria de recriar um conselho político pessoal, formado a partir do próprio PT e de seus grupos majoritários, claro, sem excluir a DS. Este núcleo teria que mudar toda a dinâmica de tomada de decisão, conformando um núcleo duro partidário, com legitimidade interna, superando o núcleo duro particularista, que hoje é comandado pela clã dos Monteiro, tendo como operadores Puty e Botelho.

O segundo momento seria formular uma política de curtíssimo prazo para reaglutinar internamente o PT e sua vasta sociedade civil petista/socialista. O terceiro momento, seria nomear um secretário com a missão e poder político para articular a ALEPA e os prefeitos. O perfil deste secretário teria de ser de centro, capaz de ostentar uma maciça aceitação da base parlamentar e de prefeitos.

Estas medidas tirariam Ana do isolamento com sua base de sustentação, recolocaria as tendências em campanha para o executivo e remotivaria a sociedade civil petista/socialista. Mas Ana não tomará estas medidas, pois tem dependência psicológica e emocional do PMM do B.

Financiamento de campanha e o sigilo dos beneficiários

A queda de braço da hora entre o TSE e o o congresso gira em torno do sigilo para quem é beneficiado pelas doações de campanha. Atualmente as empresas doam ao partido de forma transparente e este ( o partido) redistribui aos candidatos, sem ser obrigado a tornar público o nome dos beneficiários.

O TSE está tornando obrigatória a identificação do candidato beneficiado pela redistribuição partidária. Caso prevaleça a decisão do TSE, as doações de empresas ficarão mais difíceis. A lógica é a seguinte: a empresa tem receio de "doar" e depois vir a ser flagrada sendo beneficiada, seja por emenda parlamentar, seja prestando serviço a um governo que teve o impulso desta empresa, quando das disputas eleitorais.

As empresas estão corretas em seu temor, afinal ninguém doa nada, tudo é uma troca. As empresas financiam os candidatos melhores posicionados nas pesquisas e depois tem o retorno em forma de execução de obras e serviços, através de licitações dirigidas.

A primeira medida que o TSE deveria tomar seria proibir doações por parte de pessoa jurídica nas campanhas eleitorais. Caso o TSE tomasse esta medida, haveria grande probabilidade do congresso aprovar o financiamento público de campanha, até porque o financiamento individual, jamais cobriria as despesas eleitorais.

Caso o TSE mantenha a medida isolada de obrigar os partidos a revelar o nome dos candidatos beneficiados pela doação das empresas, estas doações deixarão de ser formalizadas e então serão feitas doações clandestinas. Ou seja o TSE induzirá, definitivamente o caixa 2 de campanha.

O TSE, ao judicializar a reforma política, em conta gotas, está forçando o congresso a enfrentar a questão da reforma política. A história recente tem demonstrado que o status quo presente no congresso não vai alterar as regras pelas quais os deputados e senadores foram eleitos. E ponto final.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Revista Época e corrupção no Pará

A revista Época desta semana traz denúncias de propinoduto envolvendo as relações promíscuas entre setores do governo estadual,PT e PMDB. Mais detalhes veja em: http://blogdoespacoaberto.blogspot.com

Parsifal: mais sopapos no governo

Quer ver mais sopapos do Líder do PMDB na ALEPA, Parsifal Pontes no governo Ana Júlia? então veja em http://pjpontes.blogspot.com

Dudu e o governo: sonho pouco provável

Quem acreditar que Dudu juntando PTB, PR e PDT, a partir do indicador de controle de máquina administrativa (38 prefeituras), controlará, apriori, 1/3 do voto estadual, está redondamente enganado. Caso esta matemática fôsse verdade, Ulisses Guimarães teria sido eleito presidente em 1989. Naquela eleição o PMDB controlava 26 governadores de estado e a maioria das prefeituras municipais do Brasil. Ulisses obteve 3% de votos naquela disputa presidencial.

Todos sabemos que a maioria dos prefeitos das pequenas cidades do Pará, com baixo poder orçamentário, passam por enormes desgastes após o primeiro ano de mandato. Pensar que estas pequenas prefeituras poderiam alavancar, por si só, uma candidatura ao governo, não passa de ilusão política. Por certo estes prefeitos têm o controle de 20 a 25 % dos votos municipais, numa eleição estadual, não mais do que isso. Não creio que Anivaldo Vale ou Tião Miranda (PTB,PR, PDT) sejam páreo para Ana ou Jatene no primeiro turno das eleições no Pará. No segundo turno pesará muito na redefinição das alianças no Pará o desempenho no primeiro turno de Dilma e Serra nas eleições presidenciais.

Não se municipaliza uma eleição estadual, muito menos presidencial. Uma eleição estadual possui dinâmica própria, sendo fundamental o capital político e eleitoral do candidato, a coalizão eleitoral e os recursos financeiros e organizacionais.

Portanto, o cenário das possibilidades de cada candidato e das coalizões começa a clarificar e com boas perspectivas para o governo de plantão, se continuar a melhorar a comunicação política, por outro lado e começa a se materializar uma boa dose de dificuldade para Jatene e Jáder. O potencial de Jatene em atrair aliados no segundo turno será diretamente proporcional ao seu desempenho eleitoral no primeiro turno, e as expectativas quanto às possibilidades de vitória de Serra no plano nacional.

Novamente: o dilema de Jáder!

Com as análises de Raul (16-01) No Jornal O Liberal, o cenário vai ficando menos nublado. Jáder dificilmente se coligará com os tucanos no primeiro turno, a partir dos indicadores de controle de máquina administrativa, Jatene, a priori, só contaria com treze máquinas municipais. Com Dudu, seria um suicídio político. Portanto Jáder só tem dois caminhos: O PMDB lança Juvenil ou Luis Otávio ao governo, atrás dos clássicos 12% de votos e se reelege deputado federal, e negocia pesado o segundo turno. Ou Jáder fecha com Ana e garante sua eleição ao senado. Neste último cenário, Jáder entraria na aliança com o PT em situação bem desfavorável, pois quanto mais se aproxima o mês de junho, mais Jáder vai revelando suas dificuldades em viabilizar seu projeto para o senado, sem o PT. Ana deverá ter Jáder no colo. Ou Jáder será deputado federal novamente.

Aliança Dudu e Jáder: quando 3 + 3 é = a 2

Não podemos ver a política como uma equação matemática, caso contrário a Ciência Política seria exata. Senão vejamos: O PMDB e o seu jornal O Diário do Pará vêm estampando manchetes há um ano chamando o prefeito de Belém e sua administração de corruptos. São licitações, acusações de abuso de poder econômico nas eleições de 2008 e agora a cassação. Ora, alguém acha que sobreviveria perante ao eleitorado uma aliança Jáder e Dudu? só se outras candidaturas não lembrassem ao eleitorado, através de reprodução destas acusações, nos programas eleitorais de rádio e TV. Portanto uma aliança Jáder e Dudu, não somará, mais subtrairá votos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dudu e Jáder juntos para o governo?

Segundo análise de Raul Meireles (hoje em O Liberal), o prefeito de Belém Duciomar Costa pode vir a emergir como a terceira via para o governo do Estado. Neste intricado cenário imaginado por Raul, o PMDB e Jáder poderiam estar nesta coalizão. Segundo Raul, é praticamente descartada a aliança, no primeiro turno, de Jáder tanto com Ana Júlia como com Jatene. Caso o PMDB saia com uma candidatura solo, de 12% de votos, Jáder só teria chance à Câmara dos Deputados, arremata Raul.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

14-01-2010: Jarbas na OAB

Hoje Jarbas Vasconcelos toma posse como presidente da OAB/Pará. Conheço Jarbas há 30anos. Jarbinha formou-se em Direito com 20 anos, era um menino prodígio, muito inteligente e da esquerda revolucionária, aos tempos da Ditadura de 1964. Fomos camaradas de militância.Em 1990 convidamos Jarbas e Geraldo para assessorar a ASUFPA/SINTUFPA e neste período conquistamos o pagamento dos planos econômicos do FGTS e os juros da isonomía. Tenho certeza que Jarbas saberá honrar o nome da OAB nos próximos anos. Parabéns Jarbas.

12-01-2010: Aniversário de Maneschy- Mais fotos

Edir, Marquinho e Paulo Ribeiro





Leal e Maneschy


F.Arthur, Jordy e Maneschy




Deputado Nilson, Lena (esposa) e amigos da UFPA.

12-01-2010: Aniversário de Maneschy- Mais fotos




12-01-2010: Aniversário do Maneschy-Mais Fotos




12-01-2010: Aniversário Maneschy-Mais fotos




12-01-2010: Aniversário de Maneschy- Mais Fotos




12-01-2010: Aniversário de Maneschy- mais fotos





12-01-2010: Aniversário de Maneschy- 2

Maneschy e a Filhota



Maneschy e Schnneider




Maneschy e a turma do Tecnológico

12-01-2010: Aniversário de Maneschy- I

Maneschy, Marcos e Tereza Ximenes



Maneschy e seus Pais

E o Papão já trouxe 40 jogadores

Será que o paysandu pretende imitar o Remo e vai vender seu estádio nos próximos 24 meses? pelo andar da carruagem, sim.

Haiti: de miserável passa a indigente

A partir desta terrível catástrofe que ora atinge o Haiti os economistas terão dificuldade em qualificar a situação de probreza naquele infeliz país. Até o presidente revelou, ontem à noite, que estava desabrigado.O Haiti já era classificado como um Estado falido , e agora como será qualificado?

Os presos, as algemas e o delegado

Caso prevaleça a versão oficial da polícia civil, o delegado que chamou a imprensa para mostrar os presos algemados nas grades e cadeiras está frito. Segundo a delegacia do interior nenhuma ordem superior foi expedida no sentido de algemar presos em condições sub-humanas. Ou seja, o delegado espetaculoso teria cometido o crime contra os direitos humanos e feito a denúncia com a finalidade incriminar o governo perante a opinião pública e ao poder judiciário. Neste escabroso episódio parece que finalmente a governo começa a aprender a lidar em condições adversas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Líder do PMDB defende rompimento com o governo Ana

Parsifal Pontes líder do PMDB na ALEPA defende explicitamente o lançamento de candidatura própria ao Palácio dos Despachos. Mais detalhes  leia em: http://pjpontes.blogspot.com/

12-01-2010: A Festa para Maneschy bombou

Em uma festa patrocinada pela contribuição individual dos homenageadores em homenagem ao aniversário de Maneschy, vimos a UFPA em peso. Foi uma festa em que a comunidade se congraçou, estavam lá autoridades acadêmicas, administrativas, deputados e pessoas simples, que fazem o cotidiano da vida da UFPA, inclusive uma bancada de alunos. Sem dúvida uma festa de reaglutinação da UFPA, até ex opositores estavam presente. Sem dúvida uma homenagem da comunidade para um professor reitor, simples como a maioria de nossa comunidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Encontre o amor no teatro

Fernando Arthur de Freitas neves

Shakeaspere é inesgotável como fonte de inspiração e conflito, mas sobretudo como divertimento com as muitas mazelas morais de nossa condição humana tantas vezes propalado em suas peças como “Sonho de uma noite de verão, Megera indomada,.Tudo Bem Quando Termina Bem, A Comédia dos Erros, Medida por Medida, O Mercador de Veneza, Muito Barulho por Nada, A Tempestade, Noite de Reis, Os Dois Cavalheiros de Verona, Os Dois Nobres Parentes”. Sem dúvida quando este adentra a comédia somos deliciados com o prazer da declamação sobre os tipos humanos forjados por uma argúcia da observação de nossas fraquezas transformadas em vilanias ainda piores quando assobradas pelo gigantismo da rotina ou dos desafios.

O teatro fica mais rico quando encenado e não apenas lido, sem duvida a imprecação do autor tem sua anima pulsada no instante da apresentação na ribalta. Ali, a relação votiva vai aos píncaros devido ao encontro das gorduras e ossos dos atores com o alinho do autor, mediado pela integração da cenografia, marcação, iluminação cujo fim último é o espetáculo. Esta experiência é vivenciada com mais fervor quando na escolha do texto há uma simbiose com o grupo que o escolheu. O Teatro Universitário Claudio Barradas tem uma temporada feliz até o dia 22/12, com a execução de “Trabalhos de Amores Perdidos” da lavra de Sheakespeare em suas primeiras comédias, porém sofrendo uma inflexão muito feliz ao incorporar intertextualidade com o “rapp” e as inflexões locais sem cair no regionalismo barato, às vezes responsável por tantos desastres na montagem dos espetáculos.

Composto por jovens atores do curso de teatro da UFPA, a peça foi magistralmente apresentada, pena que a platéia assistente fosse pequena. Ninguém chega a farfalhar, há equilíbrio com os pontos de maior riso sem alterar o ritmo do conjunto da obra. Alguns poucos traços picantes não irão criar rubor ao expectador conservador, pois o próprio Shakespeare era dado as pandegas e deboches com os pequenos membros masculinos. O improviso também foi um ponto vigoroso dos jovens atores, eles não se perderam por um instante sequer; a fala coloquial não atravessou a cadencia do britânico, antes teve uma feliz solução com a explicitação da emoção em cada palavra do texto, sem tender a verborragia.

Aprender a fazer teatro é um ofício dos mais nobres, ao vê-las e vê-los tão vigorosos e ciosos de sua arte pudemos testemunhar uma realização de vida. Enquanto esperávamos do lado de fora, ouvíamos os últimos ensaios, até que fomos surpreendidos com o brado coletivo - meeeeerda, logo em seguida, os portais foram abertos e iniciou-se o espetáculo. Esta é uma saudação comum no teatro, não advêm de uma inspiração presidencial como tentam sugerir os jornais burgueses. Os americanos gostam de expressão “quebre a perna”, tem o mesmo sentido de saudação embora mais contido. Em Trabalhos de Amores Perdidos vemos como um decreto insano encontra felicidade na insanidade. Explico - o personagem o Rei de Navarra decreta a reclusão da pessoa do rei e sua corte masculina aos prazeres banais como o refestelo nos banquetes e na luxuria e cedam vez ao estudo, introspecção e espiritualidade. Um tanto a contragosto seus nobres afiançam o valor do rei jurando lhe seguir na empreitada quando são informados da visita das damas de França em companhia da princesa. Obviamente as tentações não demoram a postasse no primeiro plano ensejando muitos ardis para obliterar o decreto sem tornar-se perjure. Esses arranjos são exercitados nesta poética. Shakespeare é ótimo no cinema, no teatro então..., só quem for ver poderá dizer.

Um bservador no teatro

Projeto UFPA 2.0

O Projeto UFPA 2.0 é primeiro desse gênero a ser implantado em uma universidade pública brasileira. Inovador, estabelece novos conceitos e paradigmas.
O UFPA 2.0 é uma das principais metas da atual gestão da Universidade Federal do Pará, tendo a frente o reitor Carlos Maneschy.
Nosso objetivo é desenvolver uma estratégia completa de ações, que envolve comunicação, tecnologias, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade.
Na sua opinião, quais pontos devem ser prioritários nesse projeto.
Mande sua opinião e colaboração.
Já estamos no
Twitter: twitter.com/ufpa20 ;
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home ;
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?ref=name&id=100000584851533 ;
MSN: ufpa2.0@ufpa.br
Atenciosamente,
UFPA 2.0

Curso de capacitação para os servidores dos Campi

PROGEP OFERECE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO,

POR MEIO DA METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, PARA ATENDER DEMANDA

DOS SERVIDORES LOTADOS NOS CAMPI DA UFPA.
Objetivos: Fornecer subsídios ao servidor público para que ele seja

ético, perspicaz, autoconfiante e com habilidade no trato com o público.
Número de Vagas: 40 vagas
Período de inscrição: 21 de dezembro de 2009 a 08 de janeiro de 2010.
Período de realização: 18 de janeiro a 16 de abril de 2010.

Local: Ambiente Virtual da Rede de Colaboração e Aprendizagem das IFE

– RCI *
* A Rede é composta por seis universidades federais signatárias, dentre

as quais a UFPA, e tem por objetivo implementar ações de capacitação e

qualificação, especialmente na execução da política de desenvolvimento

de servidores técnico-administrativos, utilizando os recursos de

Educação à Distancia;

PSS 2010: geografia de novo?

A UFPA retificou  o gabarito em duas questões de geografia do PSS 2010. A turma de geografia precisa tomar um banho de água salgada, urgente, para expiar os maus olhados.

O Bilhetim, a UFPA e critérios de postagens

Neste Blog é proibido proibir.  Como diria Karl Marx, nada que é humano me é estranho. As pessoas têm que ser por trás o que aparentam ser pela frente.

Pensamentos do coordenador geral do CAL

De: Fábio Carneiro

Para:edirveiga@uol.com.br

Assunto:Pensamentos do coordenado geral do CAL
 Data:11/01/2010 1


Caro Edir,



Mediante fatos ocorridos ultimamente, como denuncias de agressão e plágio infundadas envio-lhe o pensamento altamente "politizado e culto" do Coodenador Geral do CAL veja que o e-mail é o original enviado pelo mesmo comentando o resultado das eleições para o CAL.



Desde já agradeço pela publicação
Fábio Carneiro

De: Rafael Saldanha phaellmarreiros@hotmail.com

Para: Romper Primavera

Enviadas: Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009 23:50:31

Assunto: RE: [romperodia_pa] Eleições CAL UFPA 2009

Gente,
Esse foi o resultado. Dá um certo aperto ver que apenas 4 votos nos distanciaram do grupo Maneschysta que compôs a chapa 1 "Pra Fazer Melhor em Letras". Os fatores que levaram a esses números são vários: iniciamos a campanha depois deles, em um período de provas e apresentação de trabalhos finais, deixando de passar em salas importantes, curto espaço para campanha (1 semana), o discurso apelativo, oportunista e despolitizado de que dariam carteirinha de graça e comprariam lixeiras, além de telefone para o CAL, denúncias infundadas de que desviamos dinheiro pelo C.A. e não prestávamos contas, apoio aberto e declarado de professores do Mestrado e das Línguas Estrangeiras(privatistas, pelegos filhos da puta!) etc. (...)
LETRAS SEGUE NAS LUTAS! O CAL A DISPOSIÇÃO DOS ESTUDANTES E NÃO DO REITOR!
Saudações Estudantis e Ensolaradas!


Rafael Saldanha

"Salsa"

12-01-2010: Parabéns Belém

Viva Belém e seu povo que sobrevive apesar de não ter conhecido estadistas na prefeitura nos últimos 30 anos. Quem vive a realidade econômica da cidade, seu espaço urbano, suas vias públicas e o sistema de saúde básica, sabe do que eu estou falando. Não temos vias alternativas de saída e acesso à cidade, não temos metrô de superfície e muito menos o metrô aquático, mesmo Belém sendo semi-insular e sendo ladeada por caudalosos rios. Nossa Belém de cada dia, que o século XXI te dê governantes que não conhecestes nos últimos 30 aos do século XX.

12-01-10: Parabéns Maneschy

Passados seis meses do início do reitorado Maneschy demonstra que é trabalhador e dedicado às causas da UFPA, conseguiu acessar todo o orçamento de 2009, não foi uma tarefa fácil. Parabéns por não ser sectário e vingativo e continuar simples e aberto às sugestões. Parabéns por estar sendo reitor de toda a comunidade universitária. Espero em 2011 renovar este tipo de constatação.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eleições na UFPA: ITEC esquenta as baterias

Pelo menos três candidaturas animarão as eleições no ITEC. O atual Diretor pretende demonstrar ao novo reitor quem controla as bases do ITEC.

E o Líder do PMDB continua batendo no governo Ana

O Líder do PMDB na ALEPA Parsifal Pontes continua a tirar casquinha cotidiana do governo Ana Júlia, para mais detalhes leia: http://pjpontes.blogspot.com.

Governo, DS, Puty e o Zum Zum Zum

Blogs e até as colunas dos grandes jornais do estado divulgaram que é iminente a substituição de Puty por Marcílio Monteiro na disputa por uma cadeira de deputado federal pela DS. Onde há fumaça há fogo. Puty pode até não ser substituido, mas que os partidos da base aliada não o querem usando a Casa Civil para articular a sua candidatura, é um fato. Há muito que a relação do executivo com a base aliada na ALEPA não tem, na credibilidade e confiança, a base de sua relação.

Os Direitos Humanos, Tortura e Censura

Foi a maior bola fora do governo juntar no mesmo decreto a tortura e a censura. O controle da imprensa é indefensável. Esta bola fora permitiu que a extrema direita civil e militar equiparasse a tortura à luta guerrilheira contra a Ditadura Militar.

John Locke no Segundo Tratado sobre o Governo Civil é claro: é legítimo que a sociedade recorra às armas contra aqueles que se apossam de governo de forma ilegítima e ilegal. Não, não estamos falando de nenhum teórico de esquerda. Locke é o principal teórico do liberalismo e suas teses consagraram-se na Revolução Inglesa de 1688.

A Guerrilha é considerada uma guerra justa, porque as partes (ditadura e opositores) estão em guerra declarada. A guerrilha em nada se parece com o terrorismo, que é covarde e mata inocentes sem aviso prévio. Já a tortura é inominável, é covarde e agride o opositor manietado. É o pior dos crimes e é imprescritível e imperdoável, perante à justiça dos homens.

Ouço o deputado direitista Jair Bolsonaro, quase todo dia, igualando torturadores e guerrilheiros. Este foi o desserviço promovido por este decreto que juntou alhos com bugalhos.

Novo vestibular: O plágio que custou 1 milhão

A sociedade paraense espera que a UFPA demonstre transparência no episódio do plágio nas questões de geografia. Este triste fato custou 1 milhão aos cofres públicos.. Nunca nas histórias dos vestibulares na UFPA havia ocorrido episódio semelhante. É preciso apuração e punição exemplar. A credibilidade e a transparência precisam ser recuperadas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lourenço leva experiência à UFOPA

O prof. Dr. Seixas Lourenço, o mesmo que iniciou o trabalho de interiorização da UFPA em 1984, é visto trabalhando duro para a implantação da UFOPA. Lourenço é reitor nomeado por Lula para esta importante tarefa. A UFOPA não poderia estar em melhores mãos.

João Dergan é professor concursado da UFPA

João Dergan, campeão brasileiro e sul americano de dança acaba de ser nomeado professor de dança da UFPA. Parabens ao Dergan pela conquista.

12/01/10: Maneschy no berço

No dia 12 de jaeiro o reitor Carlos Maneschy completa mais um ano de idade. Muitas homenagens estão sendo preparadas.

Oficina de Pesquisa eleitoral e Opinião Pública

O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPA estará oferecendo aos seus alunos uma oficina de pesquisa eleitoral e opinião pública. A oficina se inicia em março e vai até o segundo turno das eleições de 2010. Ou seja, o povo do Pará terá informações confiáveis para acompanhar o desempenho dos candidatos ao palácio dos despachos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Relação executivo-legislativo em 2009

Segundo informes do Presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, 2009 registrou um ano em que a maioria dos projetos aprovados foram de iniciativa dos deputados. Historicamente são os projetos de inciativa do executivo que dominam a aprovação na Casa. Agora precisamos ver a qualidade dos projetos aprovados pelos deputados. Temer atribui este desempenho dos deputados à sua interpretação em relação as MP que podem trancar a pauta.

Dilma e a Síndrome do rabo de cavalo

Os estrategistas do planalto devem estar torcendo para que o PMDB arranje um palanque mais palatável para Dilma no Pará. A alta rejeição de Ana está deixando todo mundo de cabelo em pé. Daqui a pouco Lula pede para Jáder ser candidato ao governo. Jáder apresenta a metade da rejeição da governadora.

2010: o abraço da morte

Depois que Mário Cardoso teve um desempenho nas eleições de 2008 para prefeito de Belém inferior ao seu desempenho eleitoral nas eleições de 2006, na capital, na disputa para o senado, muita gente aposta que Mário foi vítima do abraço da morte realizado pela imagem negativa da governadora. Agora muitos observadores acreditam que se persistir alta a rejeição de Ana, quem se juntar a esta sofrerá a síndrome do rabo de cavalo: só crescerá para baixo.

Semestre de eleições na UFPA

Neste semestre serão renovados as direções de diversos Institutos na UFPA, como: ITEC, ICA, IFCH, ILC, ICSA, ICJ, ICG. Está em jogo o colégio eleitoral que comandará a sucessão para 2013 na nossa universidade. A esquerda leninista/trotskista pode ainda levar o IFCH, o ICL e o ICSA.

Santa Casa e os neonatologistas

Faltam médicos neonatologistas na Santa Casa, este percentual chegaria a 40%. O valor do pantão extra está aquém do exigido pelos médicos. Não existe cadastro de reserva construido em concursos públicos anteriores. Já começam a se renovar as notícias negativas no setor saúde, relacionadas ao governo estadual em 2010.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vou processar o Secretario de Urbanismo de Ananin

a 100 metros de minha casa, uma vizinha resolveu se apropriar de uma passagem e murou as entradas desta. Fiz Boletim de Ocorrência, o delegado se recusou a mandar paralisar as obras. Notificamos a Secretaria de Serviços Urbanos, e nada. Agora vou entrar no Ministério Público contra o Secretário de Serviços Urbanos de Ananin, por prevaricação na função pública. E por último, caso o MP não seja eficaz...entrarei na justiça.

Arrombamento e ação da polícia

Esta madrugada uma residência no quarteirão de minha residência quase foi arrombada. As 4 da manhã a polícia foi acionada. Até as 8 hs ninguém apareceu no endereço. Ahh, a delegacia fica a 3 km do endereço.

Pobreza e Direitos Civis

Os Direitos Civis continuam sendo uma utopia nas periferias das grandes cidades. As invasões de domicílios sem ordem judicial ainda é praticada pelos agentes do Estado. Ontem encapuçados invadiram uma residência na periferia para vingar um cabo. A mídia minimizou a invasão de domicílio.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lula o filho do Brasil e Dilma.

Qual o grau de influência deste filme nas eleições presidenciais de 2010?

Álcool, publicidade e cinismo público

10% da população é dependente do álcool. 85 por cento das internações por dependência nas casas especializadas do governo é em consequência do uso do álcool. E venho assistindo um comercial cínico da Brahma, com um discurso que lembra muito as campanhas publicitárias do cigarro nas décadas de 50,60 e 70 do século XX. É um apelo nojento, correlacionando luta, conquista e sucesso ao uso de cerveja. Papão e Leão agora são instrumentos de propaganda da cerpa. Quantas famílias não são destruidas pela dependência do álcool.

366: o número da besta

Este número promete fazer a festa do PMDB nos primeiros dias do ano legislativo de 2010.

sábado, 2 de janeiro de 2010

IFPA: Edson Ary dá show de bola

É grande o prestígio do atual reitor do IFPA junto ao MEC. Novos campi estão sendo implantados pelo interior, com a garantia antecipada de vagas para docentes e técnico-administrativos.

ITEC-UFPA: Barreira versus Maneschy

O atual Diretor Barreira do ITEC desafiará o poderio da administração central da UFPA.

Junho: o mês fatídico na política

Até o mês de junho saberemos como se desenharão as alianças para 2010. É do desempenho nas pesquisas de opinião pública que o governo estadual demonstrará ou não fôlego para agregar alianças. Uma coisa é certa, com o grau de rejeição, que hoje chega a 55% Ana Júlia dificilmente atrairá o PMDB no primeiro turno. Luis Otávio já aquece as turbinas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010 na política

O que eu gostaria de ver em 2010:

1- Uma mídia série e comprometida com as informações
2- Que a classe média baixa e a classe trabalhadora pobre não trocasse seu voto por boca de urna, em eleições proporcionais
3- Que o governo não monopolizasse todas as mídias em ano eleitoral
4- Que fosse aprovada uma lei que endurecesse contra o crime de colarinho branco
5- Que os Ministérios Públicos fossem independentes
6- Que fosse expropriado todos os bens públicos apropriados pelos corruptos.
7- Que cargos técnicos não fosse ocupado por despreparados
8- Que o financiamento de campanha eleitoral fosse público
9- Lista fechada em eleições proporcionais
10- Que os candidatos majoritários à reeleição saissem dos cargos 6 meses antes do pleito
11- Que houvesse controle de obras e serviços in loco com a participação da oposição.
12- Que fosse aprovado o recall para remover governantes e parlamentares corruptos ou irresponsáveis, a qualquer momento.
13- Que fosse aprovado o orçamento impositivo, acabando com a tutela orçamentária do executivo sobre o legislativo.

O congresso jamais aprovaria muitas destas medidas. A incerteza dos detentores de cargos eletivos proporcionais os conduzem ao conservadorismo institucional. Só uma constituinte exclusiva poderia alçar estes vôos.