Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Reforma política: Lei Tiririca começa a ser debatida na terça(23)
ALEPA: bomba política em gestação
Distritão na reforma política: quando o ruim piora
TV Record: mancha para o nome HUJBB
RBA, TV Record. A cada dia, mais lama vai caindo sobre o nosso HUJBB.
A direção do Barros Barreto é o problema?
Alepa: o engessamento de Pioneiro
Será que Pioneiro saberá como se posicionar neste complexo tabuleiro político? Num momento em que o executivo espera contenção de gastos, qualquer atitude particularista de Pioneiro produzirá uma guerra de todos ( os não beneficiados) contra a mesa diretora.
Salário mínimo: o poder do governo
400 anos de concentração de renda, a partir da captura do Estado, não se resolve em 10 ou 20 anos. Temos uma tarefa centenária, que pode sofrer solução de continuidade se o populismo não tomar de assalto os governos.
Escândalo da Alepa: quem apura?
HUJBB: não ser cara de pau
Salário mínimo: quanto vale a palavra das centrais sindicais?
Houve a aprovação de uma lei no Congresso Nacional, que foi resultado de amplas negociações entre o governo, o congresso e as centrais sindicais. Essa lei vigoraria até 2015. O salário mínimo seria o resultado de uma fórmula que envolveria o crecimento do PIB e a média da inflação dos últimos dois anos anteriores ao reajuste.
Pois bem, como o crecimento do PIB em 2009 foi zero, o reajuste seria algo em torno de 4,5%, que permitiria que o mínimo ficasse em torno de de 540 reais em 2011. Por outro lado, o reajuste de 2012 iria para 615 reais, devido ao forte crescimento do PIB em 2010, cerca de 10%.
Como o PIB variou de forma negativa em 2009 e o reajuste será menor em 2011, foi o suficiente para as centrais sindicais jogarem fora o acordo firmado em lei. Então, quem está errado? o governo ou as centrais sindicais? qual será o valor de um documento firmado pelos movimentos sociais? então só vale o acordo quando o país estiver bem de saúde? E quando o país passa por dificuldades? Chuta-se acordo e coloca a bomba nas mãos do governo?
As concertações que construiram o Welfare State Social Democrata europeu, produziram acordos que perduraram por mais de 30 anos. E assim construiu-se uma sociedade de classe média alta e nesse período, dificuldades e sanidades foram divididas solidariamente entre governo, congresso, empresariado e trabalhadores.
2012: quem ganhará pontos na metropolitana
Denúncias de corrupção: o que se espera do PT?
Jatene: a Fapespa e novos financiamentos?
Reitoria/UFPA: A luta por recursos em 2010
Recebí do vice reitor Horácio Schneider um breve relato da gestão Maneschy/Schneider em torno da luta para garantir os recursos orçados do REUNI para a UFPA. Como sabemos, não basta termos recursos no orçamento, para viabilizá-los é necessário a produção de projetos para se habilitar para acessá-los e finalmente produzir força política para trazer esse dinheiro.
Caro Edir.
Segue abaixo algumas informacoes sobre as atividades realizadas em
2010 no que se refere ao REUNI.
Os seis meses após a posse de Maneschy em 2009, foi de luta para não perder orçamento
deste ano.Quando iniciou o ano de 2010 tínha-se pela frente uma grande tarefa. O
orçamento previsto para custeio (material de consumo e serviços) e investimento
(obras e equipamentos) somava mais de 29 milhões de
reais. Além desses, havia ainda um volume de recursos para obras e
equipamentos referentes a 2009 que o MEC tinha contingenciado
(retido). Esses recursos retidos pelo MEC referentes ao ano de 2009
somavam mais de 13 milhões de reais, os quais acrescentados aos
recursos de 2010 atingiam o montante de mais de 42 milhões de reais.
A tarefa se tornou mais complexa ainda, porque o MEC passou a exigir
que elaborássemos projetos (termo de referência e planos de trabalho) para aquisição
de equipamentos e realização de obras. Estes projetos tinham que ser previamente
encaminhados ao MEC para análise e , caso fossem aprovados, os recursos seriam
liberados (descentralizados) e então poderíamos proceder a licitação.
Essa prática, que não era adotada anteriormente pelo MEC,
dificultou bastante o processo porque aumentou o número de passos burocráticos
necessários para por ex. construir um prédio ou comprar equipamentos para uma
determinada unidade acadêmica.
Durante o ano de 2010 a equipe responsável pela coordenação e execução
do REUNI elaborou e submeteu ao MEC vinte (20) projetos de obras beneficiando os
campi de Abaetetuba (1), Altamira (2), Belém (8), Bragança (2), Breves (1), Cametá
(2), Castanhal (2), Marabá (1), e Soure (1); e oito para aquisição de equipamentos
favorecendo praticamente todos os campi. Dos vinte projetos referentes a obras e oito
para aquisição de equipamentos, apenas cinco de obras e dois de equipamentos não
foram liberados.
· Desta vez é o MEC que está em débito com a UFPA e não o contrário.
Em resumo, no ano de 2010 todos os projetos foram elaborados e
encaminhados ao MEC e todos os projetos autorizados (obras e equipamentos) foram
licitados.
· A missão foi cumprida.
Para 2011 os recursos do REUNI chegam a mais de 52 milhões de reais para
obras, equipamentos e custeio. Mais um grande desafio, que se vencido representará
mais prédios e equipamentos e mais recursos para manutenção e reformas a serem
aplicados nos diversos Campi da capital e interior, inclusive nos novos campi de
Capanema e Tucuruí, que serão contemplados com obras de infraestrutura.
A ação articulada da administração superior com os dirigentes das unidades
certamente vai permitir que no final de 2011 possamos dizer
de novo missão cumprida.
Um grande abraço.
Horácio Schneider.
Corrupção na SEMA: o abafa de classe
Salário Mínimo: oposição irresponsável
ALEPA: os desafios de Pioneiro
Além de demonstrar capacidade de domínio dos regimentos da Casa, Pioneiro terá a grande chance de interagir com todos os poderes legislativos dos municípios paraenses, sem falarmos do CAC e sua relação com a sociedade.
Pioneiro corre o risco que todos os deputados em funções executiva estão correndo, qual seja: não permitir desmandos administrativos que os venham a colocar em xeque perante os tribunais de contas e a imprensa.
Pioneiro escreveria seu nome na política paraense se debatesse com seus pares uma agenda desenvolvimentista para todas as micro-regiões do estado e ganhasse o apoio do poder executivo estadual. Enfim, construisse diretrizes de políticas de estado para enfrentar problemas estruturais como: infra-estrutura para a economia, geração de emprego e renda e política tecnológica para fazer frente às demandas sócio-ambientais do Pará.
Leão atropela Papão: Vinicinho está insuportável
Corrupção: a via crucis do ex- todo poderoso
Alepa: Ítalo ficará na Secretaria Legislativa
2012: Duciomar quer influenciar...e muito
Yamada, Edmilson, Jordy e Priante se enquadram na galeria de supercompetidores e ainda falta o candidato do governador. Definitivamente, 2012 terá uma super-eleição.
Quem atingir 20% de intenções de votos já ameaçará chegar ao segundo turno. Deverá ocorrer uma super fragmentação nas preferências eleitorais.
Claro, Dudu será ator central se não for cassado pelo TRE/TSE.
Contas públicas: A tesoura de Dilma
ALEPA: Celso Sabino toma posse
HUJBB: MPF entra na história
A universidade funciona sistemicamente. O HUJBB é uma unidade autônoma da UFPA e como tal, seu diretor responde em primeira instância pela administração pública. Já o reitor é a autoridade máxima e deve se antecipar à catástrofe anunciada. Afinal, foi o reitor quem escolheu e nomeou este dirigente.
Não devemos esquecer do caso da menor de Abaetetuba. Ana nada tinha a ver diretamente, com aquele episódio. Como a governadora resolveu enfrentar de peito aberto aquele terremoto, herdou todo o desgaste, que em muito ajudou na evolução de sua rejeição.
Maneschy deve perceber o grande clamor que emana do HUJBB. Qualquer erro de avaliação e tomada de decisão será fatal, perante a comunidade do HUJBB. Este mega-hospital é uma panela fervente que está ganhando pressão a cada dia.
Dívidas herdadas: férias e horas extras no calote
Homofobia: desarquivado projeto contra discriminação
Mínimo de 545: presidente bate o martelo
UEPA: militantes petistas pedem c lemência tucana
A UFPA e o HUJBB
O supremo, a câmara dos deputados e os suplentes
A nova pernenga envolve a posse de suplentes na Câmara dos Deputados. Muitos suplentes de partidos recorreram ao STF pedindo a vaga de titulares ligados aos seus partidos em prejuizo dos suplentes das coligações.
Ora, todos sabemos que as coligações eleitorais no Brasil funcionam como um grande partido. Todos se juntam para produzir votos em escala e são eleitos os mais votados.
Dentro desta regra, os suplentes de uma coligação são os mais votados, independente da legenda partidária do deputado eleito. A vaga é da coligação e não de um partido isolado da coligação.
Neste momento o STF está destinando a vaga da suplência ao partido do deputado eleito, desrespeitando a ordem da votação no interior da coligação. Esta decisão altera as regras do jogo depois que o jogo terminou. A Câmara do Deputados está se negando a atender a decisão esdrúxula do STF e está dando posse aos suplentes da coligação.
Está na hora da Câmara se impor à interferência tresloucada do judiciário. Parece que os juizes gostaram de legislar e estão pagando mico.
A ALEPA, o MP, os DAS's e a tutela do Executivo
O desejável é o orçamento impositivo, como nos EUA, mas se o legislativo não depender orçamentariamente do executivo, não se repetirá o episódio da paralisia decisória ocorrida durante a vigência da consitituição de 1946? nesta constituição a agenda do congresso era compartilhada entre o executivo e o legislativo. A partir de 1988, o executivo tem prioridade sobre a determinação da agenda do legislativo brasileiro.
Num contexto institucional com mais de 20 legendas com 8 partidos relevantes, está revelada a pulverização do sistema partidário brasileiro, é correto defender o orçamento impositivo?
No Brasil é a engenharia constitucional que garante o funcionamento da governabilidade através da tutela do executivo sobre o legislativo.
Atualmente o Ministério Público vem exigindo o fim de mais de 1.500 cargo comissionados da ALEPA. Mas caso esta proposta se efetive, qual o poder de patronagem que se reservará ao legislativo? na medida que o orçamento é autorizativo?
Creio que este é um dilema que os legisladores devem enfrentar com pragmatismo e serenidade. Não deve-se fazer experimentalimo com instituições que precisam de décadas para se consolidar. Posso afirmar sem medo de errar: as instituições vem funcionando bem a partir deste novo desenho constitucional relacionado ao sistema político. Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, construiram sem problemas maiorias parlamentares.
Esta engenharia constitucional gerada pela constitucional de 1988 produziu a desradicalização ideológica do sistema partidário brasileiro quando colocou o legislativo sobre tutela do executivo. Isto é bom? creio que não é o desejável sob o ponto de vista prescricionista, mas foi o melhor que produzimos e que está dando certo para o funcionamento de nossa jovem democracia.
Portanto meus caros membros dos MP's, os parlamentares precisam de instrumentos de "patronagem", senão não terão como organizar "lealdades" em contexto institucional adverso ao legislativo. O legislativo é caro, mas assim são todas as grandes democracias. É o preço a ser pago. A democracia representativa não sobrevive sem o legislativo.
Debate: União Civil de pessoas do mesmo sexo
A questão é a seguinte: pessoas do mesmo sexo que viveram juntas e construiram patrimônio coletivamente estão ainda desprotegidas por uma legislação ordinária. Quando uma das partes falece, aparece a família reclamando os bens do morto. Aí começam conflitos entre o parceiro e a família enlutada.
Quem deve ficar com os bens do morto? o companheito, que é sócio do patrimônio? ou a família que não reconhece a união civil e reclama estes bens?
Pois bem: é este debate que está ocorrendo na Câmara do Deputados. Dentre os deputados eleitos do Pará que são contra a legalização da União Civil de pessoas do mesmo sexo, está o "socialista radical" Claúdio Puty. Parece que este moço transita entre o, oportunismo e a corrupção, denunciada pelo O Diário de hoje (07). Puty para fazer coro com as igrejas agora é coroinha, desde criancinha.
SEMA: Puty nas páginas policiais
Posse na ALEPA: Jatene bota pressão
A cada semana aquilo que era previsto vai se confirmando, parece que um terremoto passou sobre o governo do Pará. Despesas não pagas chegam a 700 milhões. Será que Jatene levará até o fim as apurações e apresentará denúncias ao Ministério Público? A sociedade paraense agradeceria. Quem responderá? a ex-governadora, o seu secretariado e os chefes da administração indireta.
Bettina: P.Amorim chegou em tempo
HUJBB: na boca dos blogs
UEPA: Militantes já se organizam para a disputa
Será que os militantes petistas imaginam que o governador tucano nomearia um reitor petista? lembram do que o governo Ana fez com o reitor eleito Sílvio Gusmão?
Bira não quer a Secretaria Legislativa
O efeito Ana, os prefeitos e as eleições de 2012
Neste momento, vários prefeitos estão contratando, com dois anos de antecedência, consultorias acadêmicas especializadas para realizar o diagnóstico da gestão municipal e da percepção popular em torno do seu mandato.
O objetivo principal destas iniciativas é corrigir os rumos da gestão e chegar em 2012 em condições de vencer o pleito.
De fato, a lição da catastrófica gestão Ana parece que está ajudando os prefeitos a pensarem em realizar boas gestões se quizerem manter-se na direção da política municipal.
Governo: quando a oposição perde votos
Normalmente faz-se oposição para apresentar projetos globais antagônicos e alternativos ao governo incumbente,em país, estado ou município, no caso de um Estado Federativo como o Brasil.
Mas quando disputa-se projetos. a oposição tende a ser propositiva, para cada projeto ou programa contestado, apresenta-se uma alternativa. Esta é a melhor forma de fazer oposição, pois assume ares de gabinete paralelo.
Mas esta é uma faca de dois gumes, pois se a proposta não for dotada de coerência e não dialogar com o eleitor mediano, a oposição caminhará para o isolamento político que redundará em isolamento eleitoral. Daí que propostas tresloucadas acabarão caindo no ridículo perante a sociedade.
Aqui no Brasil ainda não tive o prazer de assistir o embate entre governo e oposição propositiva. Normalmente a oposição é destrutiva, irresponsável e que aposta tudo na liquidação, pura e simples do governo de plantão. Daí acreditar que Edmilson tentará surfar no denuncismo e na contestação de projetos e propostas oriundas do governo. Vou esperar para ver se este tipo de tática política ainda tem apelo eleitoral...creio que não.
Quanto ao PT, agora mais maduro, creio que saberá fazer uma oposição mais responsável ao governo tucano e não se furtará em fazer acordos pontuais com o PSDB, e nem assim ficará com receio de perder sua identidade política.
Creio que com o amadurecimento do PT e com a vocação para o gueto da extrema esquerda, a democracia brasileira atingirá patamares mais altos de civilidade e formulação política. Estou torcendo para que surja uma direita assumida no Brasil e que, finalmente adira ao Estado de Direito Democrático.
Seduc: metamorfose Red
Estado Pará: PSDB hegemoniza executivo e legislativo
Neste sentido podemos concluir que a vacilação do PMDB em torno de um apoio explícito ao PSDB no segundo turno foi o responsável pela perda do controle do poder legislativo por este partido, poder este que controlou entre 2006-2010, sendo a mola propulsora do enorme desgaste conferido ao governo Ana Júlia no último ano de seu governo.
Podemos afirmar que foi o constrangimento de ordem extra-estadual que definiu esta posição vacilante do PMDB no Pará, no caso, pressão informal oriundas da candidatura Dilma.
Ao final, o PMDB percebeu a possível vitória de Jatene e acabou por ter uma ação dúbia, inclusive em relação à candidatura Dilma no estado, tanto no primeiro como no segundo turno. Esta postura tem rendido muitas especulações, inclusive a notícia que o PMDB estaria com baixo cacife para disputar os cargos federais no Pará.
Enfim, parece que o PMDB além de perder o controle sobre a ALEPA, poderá amargar perda de espaços federais no Pará. E fica a lição: quem tenta ganhar a partir de dois lados antagônicos pode amargar perdas de espaços.
ALEPA: Pioneiro é o presidente
Pioneiro tem tudo para mostrar a que veio. Eventual fracasso na condução da gestão seria o mesmo que perder para sí mesmo, como fez Ana Júlia à frente do executivo estadual.
ALEPA: Pioneiro deve ser eleito presidente
apaziguar os funcionários da Casa, apreensivos com entrada de corpo estranho para administrá-los, é a primeira tarefa do novo presidente.
Na presidência da Casa , Pioneiro terá a oportunidade de mostrar qualidades que o venha diferenciar na atividade política-gerencial à frente da ALEPA. Do seu desempenho poderá ter um destino que venha ampliar suas aspirações políticas no estado, ou retornar a vida ordinária de um simples legislador.
ALEPA: Protestos na eleição da mesa diretora
Esta pernenga deve terminar nos tribunais, é que os regimentos e estatutos da Casa garantiriam estes espaços para funcionários de carreira, e todos os ex-presidentes da ALEPA, com rara execeção, sempre privilegiaram funcionários de carreira para estes cargos.
ALEPA: Ítalo na Procuradoria
ALEPA: Bira Barbosa na Secretaria Legislativa
ALEPA: Bira e Ítalo querem secretaria legislativa
O secretário legislativo cuida mais da política interna da Casa e da gestão administrativa stricto sensu.
ALEPA: Em defesa da chapa única
Porque a Casa é dos Deputados, como legítimo representante da DEMOS e como tal, seria saudável que todos os partidos estivessem representados na mesa diretora e nas comissões temáticas, proporcionalmente ao seu peso parlamentar.
Mais do que uma mera representação baseada no peso parlamentar, mais desejável ainda seria esperar que os deputados chegassem a um acordo programático para a divisão de cargos com o objetivo de que a Casa saisse mais fortalecida, afinal, a Assembléia não deve ser lócus de intransigência político-ideológica. A batalha se trava na sociedade civil e a partir do resultado eleitoral deve-se obedecer as regras do jogo com base na hegemonia do bloco parlamentar obtido a partir do resultado eleitoral.
A CASA é um local de debates públicos em favor do melhor interesse da população, as alianças programáticas e pontuais nas Casas Legislativas são totalmente congruentes com relações civilizadas de disputa do poder parlamentar e como tal da disputa pela produção legislativa.
Não entendo posições demarcatórias na eleição de uma mesa diretora. A oposição deve saber que sempre emergirá das eleições um bloco parlamentar majoritário alinhado ao novo governo, assim é no presidencialismo de coalizão brasileiro e assim será até que mudemos o desenho do sistema eleitoral e partidário deste país.
Estamos assistindo neste momento, no plano federal, a eleição da mesa diretora da Câmara do Deputados. Marco Maia do PT, vem recebendo o apoio declarado do PSDB. Por que o PT do Pará não apoiaria um candidato que emerge do PSDB?
O PT está fragilizado com a perda da prefeitura da capital e do governo do estado. Por que não faz uma boa negociação e melhora sua posição na distribuição de recursos legislativos?
Tragédia: uma queda evitável?
Consultoria especializada: recado a deputados e prefeitos
Capanema: oposição midiática visceral
Mas quem ouve as rádios da cidade e as TV's, até parece que Capanema é a zona serrana do Rio de Janeiro. A mídia é toda oposicionista e todas as notícias são no sentido de hipertrofiar o que precisa ser feito e desconhecer o que está em execução na cidade.
Goebels, ministro de propaganda de Hitler tinha razão: uma mentira repetida mil vezes vira verdade.
Naquela cidade, todos assistem às barbaridades cometidas pela imprensa de oposição, muito ao modelo da disputa entre Barata e Paulo Martanhão, nas décadas de 30, 40 e 50 do século XX no Pará. A diferença é que o prefeito atual, não tem menhum jornal, rádio ou TV à sua disposição para se contrapor à oposição.
Assim, a versão dos fatos está prevalecendo muito mais do que os fatos, na opinião pública local.
PR: luzineide deve ser secretária
Reforma Política: a proposta do distritão
Essa proposta emerge no contexto da eleição do palhaço Tiririca, aonde no seu rastro entraram mais três deputados com votação modesta, que não seriam eleito se Tiririca não tivesse obtido mais de 1 milhão de votos nas eleições de 2010.
O distritão, seria uma proposta inovadora que transformaria todo o estado em um único distrito e os deputados mais votados, seriam os eleitos. Assim, os 17 mais votados iriam a Câmara dos Deputados e os 41 mais sufragados iriam para a ALEPA.
Em uma primeira análise simplista, este novo desenho evitaria que as caronas proporcionadas pela votação de Tiririca ou do Enéas voltassem a se repetir. Porém, sepultaria de vez a possibilidade de uma eleição calcada em projetos e legendas, como atalho informacional. Aumentaria as dificuldades do eleitorado em escolher um candidato e, depois do pleito, vir a acompanhar o seu desempenho parlamentar. Seria aprofundar o que já está aí, ou seja, o personal vote. E destruiria as organizações partidárias. As eleições seriam o momento de desconstrução das lealdades partidárias e de uma das principais instituições do sistema político: os partidos políticos.
Por que esse modelo destruiria as organizações partidárias?
Porque toda a competição político-eleitoral seria baseada nas disputas entre candidatos, individualmente, aí seria a guerra de todos contra todos, inclusive contra candidatos de um mesmo partido, como aliás, já é hoje, só que de forma aprofundada.
Os partidos políticos perderiam sua importância nas disputas eleitorais e no mandato legislativo, pois cada parlamentar seria proprietário de seu mandato. Aumentaria de forma descomunal, o custos da governabilidade parlamentar para o executivo. Seria a total irracionalidade do desenho institucional.
Por que os Partidos são importante nas democracias representativas?
Porque deveriam aglutinar as pessoas a partir de um projeto doutrinário e de um programa orientado para objetivos políticos alicerçados nesse projeto. Esta, é a utopía mínima para um sistema partidário, ou seja, que as legendas se tranformem em um atalho informacional para milhões de eleitores. Todo sistema partidário deveria a partir de suas legendas partidárias, informar ao eleitor, a partir de sua marca de ação, sua orientação político-ideológica. Assim o eleitorado identificaria rápidamente os ambientalistas, os trabalhistas, os liberais, os social-democratas, os socialistas revolucionários, os socialistas reformistas, e assim por diante.
Os riscos da representação parlamentar majoritária:
Um sistema distrital puro, ao modelo inglês ou americano, invariavelmente conduz ao bi- partidarismo e, os dois partidos que se agingantariam, num contexto de um país continental e desigual como o Brasil, seriam os detentores de imensos recursos econômicos. Seria a instalação da plutocracia em nosso país. Portanto, falar de voto distrital no Brasil é desconhecer demográfica e socialmente a nossa terra.
Pensar a reforma do sistema eleitoral, de forma pontual, é no mínimo não ter visão sistêmica do sistema eleitoral e partidário. É cair, de forma irresponsável, no experimentalismo institucional, como se as instituições do Estado que maturam por séculos, pudessem ser objeto de "curiosidades" de legisladores de plantão.
ALEPA: Celso sabino subirá?
Retorno às aulas: o absurdo dos preços dos livros
Parece que as escolas particulares estão exorbitando nos preços e estes preços parecem revelar uma associação nada legal e ética entre escolas e livreiros. Esperamos que o Ministério Público entre em campo em defesa da sociedade.
Mesa da Câmara dos Deputados: as disputas e os custos da governabilidade
A busca de 75% de deputados inscreve-se na estratégia de diminuir os custos da incerteza, devido a enorme fragmentação do sistema partidário parlamentar brasileiro. Teoricamente, o correto seria o governo buscar a maioria constitucional mais 1, ou seja 60% dos deputados mais 1. Mas esta decisão deixaria o governo a mercê dos humores de poucos deputados e partidos.
Portanto, a conquista de uma maioria parlamentar constitucional e sólida demanda altos custos para a governabilidade. Mais esta engenharia institucional tem-se mostrado altamente exitosa no Brasil, uma vez que todos os presidentes tem conseguido a maioria parlamentar necessária para o exercício do mandato executivo, inde pendente da opção ideológica do presidente.
Em que direção poderíamos ter uma reforma política que diminuisse os custos da governabilidade?
Tomando as seguintes medidas:
1- Voto proporcional com lista fechada flexível.
2- Financiamento público de campanha, ou opcional , como nos EUA, onde os partidos e ou candidatos optam ou pelo financiamento: ou público ou pelo financiamento privado.
3- Fidelidade partidária
4- Oçamento anual de caráter impositivo, ou seja, tudo que foi orçado é auto-aplicável, não depende de autorização do executivo para a sua liberação, como ocorre nos EUA.
A questão de a lista ser aberta ou fechada é pura opção institucional. Na lista aberta o poder eleitoral é dado aos eleitores e na lista fechada o poder é concedido aos partidos. A opção é a seguinte: ou os legisladores optam por um sistema que produza governabilidade a abaixo custo, ou optam pelos altos custos da governabilidade, através da lista aberta.
Ambos os modelos funcionam, a questão é: é importante que a população vote em partidos e projetos de sociedade ou que a população continue votando de forma despolitizada com base no voto personalizado. Em que modelo a crença na democracia se aprofunda mais?
Para aqueles que acham que o voto em lista fechada fortalece a oligarquia partidária, diríamos: existem mecanismos de empoderar os filiados dos partidos, bastaria que a legislação obrigasse a existência de eleições primárias nos partidos para a conformação desta lista partidária, claro, estas eleições seriam fiscalizadas pela justiça eleitoral.
O orçamento impositivo acabaria com a tutela orçamentária que o executivo exerce sobre o legislativo e com isso o deputado e ou partido adeririam ao executivo com objetivos programáticos e na partilha de poder e não para mendigar a liberação de emendas parlamentares.
Sinuca de bico: a previdência e o salário mínimo
O ideal é que para cada um aposentado exista três trabalhando. Esta correlação dá sustentabilidade para a previdência social pública. No mundo e no Brasil, a terceira revolução tecnológica em curso que fez a revolução produtiva, teve como consequência trágica o desemprego estrutural, ou seja, aumentou a produtividade do trabalho e diminuiu-se a mão de obra. Como consequência, aumentou o exército industrial de reserva para além de sua reserva funcional ao capitalismo, criou-se um exército de trabalhadores sem função, descartáveis e jogados à própria sorte. Hoje no Brasil, existe praticamente a correlação de 1,5 trabalhando para 1 aposentado. Esta situação é insustentável no tempo.
Paralelo ao desemprego estrutural, a revolução na medicina preventiva, na assistência médica pública e na melhoria do acesso aos alimentos e à vida urbana, mais ou menos saneada, ampliou-se as expectativas de vida do povo brasileiro, situação esta, que transversaliza todas as classes sociais. Este fato criou um grave desequilíbrio para as finanças públicas: aumento do desemprego estrutural, aumento da espectativa de vida e baixa capacidade da previdência se auto-financiar.
Quando a previdência brasileira foi totalmente criada, de forma centralizada e estatizada em 1966, a expectativa do brasileiro era de 60 anos de vida. A equação previdenciária estava correta: os trabalhadores se aposentavam, em média, aos 55 anos e viviam, em média, até os sessenta anos.
Porém, a previdência social sofreria as consequências da revolução produtiva que vem ocorrendo no mundo e no Brasil. Diminuiu o número de trabalho formal e proporcionalmente o número de contribuintes à previdência social, no entanto, o número de aposentados só fez aumentar. Paralelo a essa tendência, houve aumento da espectativa de vida do povo brasileiro, que passou de 60 anos, quando a previdência foi estatizada na década de 1960, para 70 anos no início do século XXI. Hoje o trabalhador se aposenta entre 55 e 60 anos e só morre, em média aos 70 anos. Houve um incremento entre 10 e 15 anos de pagamentos por parte da previdência aos aposentados.
Aquestão é: como rersolver o problema da baixa remuneração do salário mínimo se este indexa as pensões da previdência social?
A previdência social neste contexto internacional acima descrito, perdeu a capacidade de auto-financiamento. Caso esta discussão não seja levada a sério, nossos filhos não poderão se aposentar pela previdência social, porquê simplesmente a previdênica social já terá falido.
É muito fácil fazer o discurso fácil e populista pelo aumento do salário mínimo. A questão previdenciária não deve ser inserida em debate ideológico , mas obedece à uma lógica atuarial: o que se gasta com a aposentadoria é o que se arrecadou na vida produtiva, ou deveria ser.
Caso o Brasil consiga formalizar os 50% de mão de obra que estão na informalidade, este problema será enormemente minorado. Esperamos criatividade da classe política e de uma sociedade civil que não veja o mundo do trabalho e da previdência de forma simplista.
A estabilidade de governos e a Poliarquia
Uma das condições para a emergência de sociedades poliárquicas, é a presença do Estado Nacional em questões de múltiplos e variados centros de tomada de decisão e implementação de políticas públicas. Poliarquia, significa muitos centros decisórios dentro de um mesmo governo.
A síntese inicial desta formulação é a seguinte: quanto mais os conflitos forem mediados na sede de sua origem e, normalmente são conflitos corporativos, municipais e ou envolvendo reivindicações de identidade cultural, menos chance esta reivindicação tem de se alastrar e ganhar visibilidade estadual e nacional e como tal, menos instabilidade política.
A síntese geral que deveria ser apropriada pelos governos municipais, estaduais e federal é o seguinte: deve-se descentralizar os governos, sejam eles, federal, estadual e municipal, permitindo que cada conflito seja mediado na sua origem , impedindo que eles migrem para o centro do governo, vindo a engarrafar as agendas dos governos.
Normalmente as elites governantes federais e estaduais no Brasil, desde o segundo Império e depois, a partir da Revolução de 1930, firmaram o pressuposto de que todas as elites municipais são corruptas e predatórias, portanto, o governo deveria ser centralizado. No fundo, existe a idéia que o povo que vive nos municípios possui minoridade política e seria incapaz de punir os seus governantes corruptos. Daí, até hoje, o município brasileiro só receber 18% do bolo tributário nacional. Nos EUA em 1902, os municípios já dispunham de 52% do bolo tributário nacional.
Ou acredita-se no povo, ou entregue-se o destino do país nas mãos das elites políticas, que no plano federal e estadual tem construído uma trajetória predatória à frente dos governos estaduais e federal. E esta afirmação serve para todos os partidos, ou seja, tudo aquilo que acusam as eleites municipais, as elites estaduais e federal já vêm praticando. E digo mais, 95% das elites municipais do norte, nordeste e centro oeste vivem a utopia destrutiva de enriquecer, rapidamente com dinheiro público. Mas, a questão é: acredita-se ou não no potencial participativo de nosso povo?
Portanto, descentralizemos os governos e que o ministério público, os tribunais de contas, a imprensa livre, o poder judiciário e o controle social sejam definitivamente testados em nome da participação da sociedade municipal nos destinos de nosso país. Creio que o Brasil já merece ser testado neste nível. Um dia, essa mesma visão que se tem hoje dos municípios, o Estado Novo já teve das elites governantes estaduais.
A partir desses pressupostos, creio que caberia aos governos iniciarem uma série de experimentos na descentralização dos processos decisórios estatais em direção à periferia.
Segurança: Polícia está fechando bares irregulares na zona vermelha
Calote de 750 Milhões e o aperto de Jatene
Creio que Jatene deveria fazer uma auditoria em torno deste débito para esclarecer a sociedade. Será que o governo passado ultrpassou os gastos governamentais estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF? Sabemos que nos últimos dois meses, antes da posse do novo governo, haviam filas e mais filas no SIG, de fornecedores para receber pagamentos, muitas vezes de serviços ainda não executados. A Seduc era quem mais pagava.
Estamos no aguardo.
Ciência Política: Doutorado da Universidade Lusófona.
Estão abertas as inscrições para o Mestrado em Ciência Política da Lusófona. Em março começa as aulas para uma segunda turma do Doutorado. As inscrições irão até 10 de fevereiro.
Blogs: veja os mais lidos em Belém
PSDB: o grande conselho tucano
Eleições 2014: Mário não será candidato?
Belém cidade violenta: que fazer?
Todos sabemos que estas soluções são de natureza estruturais cuja resolução demanda políticas públicas de longo prazo. A Questão é: que fazer hoje para diminuir os riscos de morrer de forma violenta ao sair de casa?
Em São Paulo esta resposta já foi achada:
1- Pacto entre os poderes executivo e judiciário para que prisioneiros de alta periculosidade não sejam soltos.
2- Mais polícias nas ruas prendendo.
3- Criação de mais vagas nas penitenciárias
4- Mapa da criminalidade e seu georreferenciamento.
5-Fechamento de todos os "bares" irregulares, normalmente situados nas periferias, que não passavam de lócus para a mortandade violenta.
6- Super policiamento de baladas nas periferias entre sexta e domingo.
7- Vigoroso combate às gangues e às bocas de fumos e seus assemelhados.
Em São Paulo os homicídios cairam em 70% no curto espaço de tempo, sendo o responsável pela melhoria do Brasil no ranking internacional de homicídios.
Uma informação: somente 20% dos homicídios cometidos no Pará, em Belém e no Brasil, são consequências de latrocínio, os 80% demais, são consequência de outras modalidade de violência, com destaque para as consequências de álcool.
O maior assassino com armas brancas dos finais de semanas em bailes populares, é o auxiliar de pedreiro.
Região Metropolitana: Trânsito, stress e cansaço
Saúde: paraense no comando Amazônico
BB: Ana em diretoria nacional
Cassação: Puty no olho do furacão
DS: Puty rachou com Ana?
Ana Júlia: Gatekeeper contra o PT-Pará
Uma coisa parece certa: Ana tem embotado o caminho do PT rumo aos cargos federais no Pará, uma vez que a mesma sempre é a candidata ao cargo federal mais importante, e parece que o governo Dilma está sendo muito criterioso em suas nomeações.
PSB: Ademir adere a Jatene para prevenir traição
PT: PSB avança no extremo norte
Adeus à minha Mãe
Bíblia e Política
"PUBLICANOS"
Comprei um áudio CD na livraria Saraiva sobre o Evangelho segundo o Espiritismo. Nele descobrí um jargão político dos tempos em que Jesus passou pela terra, o termo é "Publicanos", este termo nomeava os coletores de impostos que enriqueciam ilicitamente, e hoje poderia nomear todos os criminosos do colarinho branco ou quem comete peculato, que é a corrupção cometida por funcionário público. Eis um novo jargão que passarei a usar a partir de hoje, neste espaço.
O Pará: quem pode mudá-lo?
Pará: quem pode mudá-lo?
Quem pode mudá-lo será aquele agrupamento que mais se aproximar dos seguintes pressupostos:
1- Ter uma elite política, ou no mínimo, um grupo de de políticos que combinem forte experiência de gestão, seja advinda do mundo público ou privado, que tenha inserção, moderada ou forte com uma elite intelectual acadêmica republicana ou minimamente não subserviente a projetos de conteúdo patrimonialista e, que desta articulação entre teoria e prática possa nascer a construção e implementação de um projeto infra-estrutural que venha inserir a economia do Pará no Brasil e no mundo.
2- Que tenha um governo no executivo que não permita que os recursos da saúde, educação, segurança e assistência social sejam desviados para os bolsos privados.
3- Que este governo, no executivo, seja capaz de produzir um plano bi-decenal e que venha a ter o apoio da ALEPA para aprová-lo como projeto estratégico do Pará, como política de Estado. Este projeto seria executado por 5 governos consecutivos e seria dirigido basicamente para: Infra-estrutura industral, infra-estrutura sócio-ambiental e infra-estrutura científica e tecnológica.
4- Um governo transparente na execução das políticas públicas.
5- Um governo que produziria um desenho institucional para que a sociedade viesse a controlar a implementação das políticas públicas, como método de prevenção das diversas modalidades de corrupção, inclusive a corrupção invisível, que é aquela cometida pelo segundo e terceiro escalões dos governos em conluio com as prestadoras de serviços públicos.
6- Um projeto, exclusivo, a partir de tecnologias de gestão, para enfrentar a questão de oferta de serviços públicos na "ponta", ou seja, na relação serviços-cidadão.
Definitivamente, uma certeza eu tenho...Os partidos e seus quadros, tão somente, da esquerda, estão aquém desta tarefa histórica para o Pará, principalmente o PT, que tem horror a interagir de forma não tutelar com as academias e com os intelectuais sem partido. E com isso deixa não só a gestão do partido, como a gestão de governos nas mãos de sindicalistas e de seus cabos eleitorais, antigamente agrupados como tendências. Diria sem medo de errar...No Pará o PT se transformou em instrumento de ascensão social de seus militantes oriundos das camadas mais pobres da sociedade, ou de funções públicas e privadas de baixa remuneração. Neste contexto, não há como fazer polítca republicana.
Não creio que 100% do PT seja assim, mas 90% assim o são. Creio que os 10 % poderiam interagir com partidos do centro democrático. O PT do Pará sempre teve horror de interagir organicamente com intelectuais sem partido e, esta é provavelmente a causa e a consequência de seu isolamento frente aos acadêmicos que não admitem tutela política.
Portanto, os melhores quadros acadêmicos e de gestão estão, hoje, menos sob influência do PT no Pará e mais sob influência do projeto que está em gestão nos ventres tucanos. E parece que Jatene tem muito claro estes objetivos. Isolará a esquerda a partir de um projeto de médio-longo alcance, pela aglutinação, sem medo dos intelectuais sem partido. Isto é fato não é tergiversação.
Em síntese, a esquerda comandada pelo PT no Pará, perdeu a capacidade de inciativa política, a partir de projetos estratégicos, como ensinadas pela teoria gramscista de luta pela conquista de hegemonía ético-moral e cultural. Pareço padre pregando em prostíbulo? Mas acreditar nessas possibilidades históricas, é a base da utopia política. E eu continuo vivendo o sonho da transformação equitativa da sociedade.
ALEPA: Jatene 32 -Oposição- 9
A teoria política segundo (Wiliam Riker) apregoa que a melhor coalizão possível para diminuir os custos de transação seria a coalizão mínima para a vitória (Minium winne coalition), ou seja, 50% mais 1 das cadeiras legislativas. No Brasil este pressuposto não pode ser aplicado, porque temos um sistema partidário parlamentar altamente fragmentário, então no Brasil o correto é a coalizão máxima para a vitória. Com esta estratégia diminui-se as incertezas do executivo frente à base parlamentar. Bom, a turma do governo passado, pelo visto nunca tinha ouvido falar desta teoria, porque implodiu de forma suicídica sua própria base parlamentar.
Garantido a coalizão de governo com a formação do secretariado, conquistado uma base parlamentar mais ou menos sólida. Neste momento o campo está "limpo" para começar articular programas de médio alcance parao Estado. Creio que Jatene inovaria se pensasse uma série de políticas de Estado para enfrentar problemas crônicos do Pará.
Estas política, por serem de Estado, deveriam se prolongar por vários governos, até que as metas estratégicas fossem atingidas, exemplo: Drenagem, saneamento e pavimentação asfáltica das microrregiões do estado. Criação de infraestrutura industrial (ferrovias, hidrovias, rodovias) ambientalmente sustentadas que viesseam articular as regiões, internas ao estado, diminuindo o custo-Pará. Criação de infraestrutura para o desenvolvimento do Turismo Ecológico. Investimento em ciência e tecnologia para a indução da indústria da biodiversidade. Qualificação de toda a máquina administrativa estadual e municipais e investimento em tecnologia de gestão com vistas a melhorar os serviços públicos na "ponta".... e assim por diante.
A alepa cumpriria uma missão estratégica ao aprovar um plano bi-decenal, com estes conteúdos, para o Pará. Jatene se transformaria no JK da política paraense. Finalmente, teria emergido no início do século XXI um estadista em terras parauaras. O povo do Pará precisa que nasça um estadista por estas bandas.
Tsunami carioca: quase 400 mortos
Porque o governo federal não assume a coordenação desta tarefa secundado pelos estados atingidos e prefeituras destas regiões?
Belém: 395 anos
12-01-2012: Maneschy de niver
PSDB/PA admitirá e conviverá com correntes internas?
Nos partidos tradicionais as correntes são notadas através de seus líderes, normalmente, deputados federais, estaduais ou senadores. Creio que o PSDB deveria admitir a existência, institucionalizada de esquerda, centro e direita no seu interior.: seria normal em um debate envolvendo a reforma política ou a reforma previdenciária vermos as diversas correntes partidárias defendendo teses e politizando os debates no interior dos partidos: hoje no Brasil e no Pará, os partidos não tem sido o lócus de debate político. Quando estas correntes não são oficializadas, as divergências políticas e doutrinárias aparecem como divergências pessoais e são despolitizadas.
Nestes partidos, as decisões ocorrem a partir dos chefes políticos, as bases não existem, ou seja, estes partidos são caracterizados como partidos eleitorais ou Catch all ou de notáveis: não passam de máquinas para disputas eleitorais. Este modo de fazer política partidária fragiliza a sociedade democrática, porque esta não se vertebra a partir de instituições políticas. Este contexto partidário abre espaços para aventuras individuais nas macro disputas eleitorais na sociedade, uma vez que os partidos tradicionais só tem cabeça mas não tem corpo e nem perna.
Gostaria muito de ver PSDB, PMDB, PTB, PR, PTB e outros partidos tradicionais fazendo política nas universidades, nas escolas secundaristas, nos locais de trabalho e moradias, nos movimentos culturais, nos movimentos de mulheres e de homossexuais e assim por diante. Claro, uma reforma política poderia induzir este comportamento, se tivéssemos voto em lista fechada, financiamento público de campanha e a obrigatoriedade dos partidos escolherem suas listas a partir de prévias eleitorais fiscalizadas pela justiça eleitoral. Seria a transformação dos partidos de notáveis em partidos de massas, a exemplo do PT.
Mas enquanto esta bendita reforma política não sai, por que os partidos não resolvem se voltar para a partidarização da sociedade?
Quando falo em partidarização da sociedade estou me referindo à implantação social dos partidos políticos, não espero que os partidos consigam responder à todas as complexas demandas sociais. Afinal, desde a déca de 70 de século XX que convivemos com a expansão do terceiro setor, que vieram para ficar, o problema é que estamos assistindo à uma contração sistêmica da ação partidária na sociedade e a emergência do controle oligárquico das organizações partidárias de forma aguda, muito mais deletéria do que previu Robert Michel.
Amapá: aliança conservadora leva PSOL ao senado
Basa, Eletronorte e Sudam: quem levará?
12-01-2012: Maneschy no berço
Terminal Hidroviário e a visão nada estratégica do núcleo duro de Ana
Então, não me contive e me perguntei, por quê não foi feito o asfalto, que seria um serviço de no máximo 10 dias? aí obtive as respostas mais surpreendentes e inacreditáveis que poderia ter recebido: o núcleo duro, após a derrota de Ana Júlia, retirou todas as empresas que executavam os asfaltos desta obra e as deslocou para que estas viessem a realizar o asfalto de vilas, ruelas e passagens pelo interior dos bairros da capital. O objetivo dos estrategistas de Ana Júlia, com este comportamento, foi acumular capital político na capital, visando as eleições municipais de 2012: o terminal hidroviário que se danasse: assim pensa globalmente o ex-núcleo duro e arrogante de Ana Júlia. Ah... Ainda falta executar o término da primeira, da segunda e da terceira fase desta obra estratégica, o que sem dúvida nenhuma Jatene saberá concluí-las e faturá-las, perante a opinião pública paraense.
Não precisa dizer que Ana "inaugurou" esta primeira fase, mesmo que esta fase, de fato, não tenha sido concluida.
Res Pública: o movimento por uma cultura política da Coisa Pública
Enfim existe um consenso entre os estudiosos da cultura cívica: no Brasil prevalece a cultura predatória. A idéia de res pública não habita a mente da grande maioria da população brasileira. Não existe democracia duradoura, sem cidadania participativa, consubstanciada no controle social sobre as políticas públicas.
Ser revolucionário hoje no Brasil é lutar pela construção de um padrão de cultura cívica que venha a povoar a mente da sociedade desde a tenra idade. Mas não basta a construção de uma cultura cívica, a partir dos currículos escolares, é preciso a construção de instituições públicas republicanas como: Ministério Público independente, duras leis penais anti crime do colarinho branco, descentralização orçamentária e o controle social sobre as políticas públicas, a partir dos municípios.
Sem cultura cívica e vida política participativa não existe república.
PSC em direção à SEDES
Governo Jatene e ofertas indesejadas
Governo Jatene: a Escola e sua gestão
Martha cumpriu seus últimos meses no estado na Escola Branca de Neve na PAAR, neste local assistiu a mais absurda das situações: uma diretora que é proprietária do prédio alugado à SEDUC e que administra a escola como se fosse uma feitora de sua própria casa: pais não podem adentrar a escola, nem para apanhar as crianças no final do expediente escolar. As professoras (temporárias) são distratadas na frente dos demais funcionários. O Conselho Escolar é fantasma, e a diretora administra todos os recursos de forma não transparente. A diretora sofria de crise de temperamento, o que em muito lembrava o transtorno bi-polar, aliás nunca existiu momentos de bom humor. Alta rotatividade de docentes na escola, porque ninguém aguenta a dita cuja. Esta diretora tem pelo menos três BO's nas delegacias de polícia do bairro. A SEDUC recebeu várias denúncias, de comissões docentes, mas nada foi feito. De dentro da SEDUC soubemos, que parte do aluguel da escola ficava em "mãos poderosas"do terceiro escalão da SEDUC, daí a inabalabilidade da diretora mal educada e grosseira.
Mas de uma forma geral, encontramos no estado, escolas que funcionam a contento. Muitos diretores vestem a camisa da escola e da educação. Os professores cumprem horário e o conteúdo programático é razoalmente ofertado.
Por outro lado, temos grande parte das escolas sem diretores comprometidos com a escola e com a educação. Existem professores que passam semestres inteiros enrolando os alunos, não cumprem horário e faltam quando querem, e o diretor sempre passa a mão na cabeça. É nestas escolas que o diretor vai na escola, passa meia hora e cai fora. O compadrio é o estilo da gestão contra os interesses dos alunos, da sociedade e da educação.
Em todas estas escolas, temos o mesmo professor, com a mesma remuneração, com a mesma formação, com a mesma carreira. Por quê a escola funciona bem em algumas escolas e não funciona em outras escolas?
Se o governo Jatene e o novo secretário da SEDUC, enfrentarem e resolverem este problema, o Pará terá resolvido o maior problema da educação: o funcionamento, a contento, das escolas no seu cotidiano. Parece simples? mais é isso mesmo...as escolas não funcionam, em grande parte porque não existe gestão, todos nós sabemos... se a porta está aberta...ela é logo ocupada. Então se existe compadrio como método de não gestão, só trabalham a contento meia dúzia de docentes que tem compromisso em primeiro lugar com sua consciência e em seguida com os alunos e com a sociedade.
O MPF, o TCU e o TCE e a postura frente as irregularidades no governo Ana Júlia
Governo Jatene: PSC secundarizado?
Governo Dilma, o PMDB e o segundo escalão
2012: O PT voltará aos 10 % em Belém?
Zenaldo na Casa Civil e o estilo Jatene na direção do PSDB
Este fato parece ter sido percebido pelo tucano mor do estado, Simão Jatene: o deslocamento de Zenaldo para a Casa Civil parece indicar que o PSDB, e em particular Jatene, deve ter seu candidato à prefeitura de Belém em 2012. Ou seja, independente de candidaturas aliadas fortes, como a de Jordy e a de Priante, o PSDB nunca mais deverá se diluir dentro de qualquer coligação eleitoral ou de governo. Este parece ser o principal aprendizado desta ave colorida a partir da derrota de 2006.
Aliás, a coligação União pelo Pará e o papel do PSDB, dentro dela, é objeto de pesquisa científica no Mestrado em Ciência Política da UFPA. O ex- Secretário Geral do PSDB, o advogado tucano Carlos França foi aprovado neste mestrado com este projeto de dissertação.
Secretariado de Jatene: os receios para 2012
Jatene: os primeiros 6 meses
Enquanto estas ações tomam corpo, o novo governo deve articular ações com vistas a fazer andar um projeto estruturante para o estado, aí entra a capacidade de coordenação política do governador e seu staff para que a sociedade anteveja os objetivos de médio e longo prazo a serem perseguidos.
Como o governo Lula apresentou o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) como exemplo das boas relações entre oposição e situação, creio que Jatene poderia ter uma estratégia sincera de boas relações políticas com o governo Dilma. Neste sentido, opiniões sectárias dentro do governo devem perder espaços para opiniões construtivas desta relação, claro, Jatene não deve aceitar provocações da oposição estadual.