Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
FSM: os temas são para todos os gostos
As inscrições do FSM continua no ginásio da UFRA e continuam até o dia 30 de janeiro. Existem os mais variados tipos de debates, sempre enfocando o eixo geral de que é possível construir um mundo mais justo. Mais tarde vou sugerir alguns debates que são imperdíveis.
FSM: passeata amanhã
Amanhã, 27 de janeiro, ocorre o primeira passeata do FSM. Sai da escadinha do início da avenida Presidente Vargas, a concentração popular é a partir das 15hs. Este ato marcará o início do FSM.
Estaria a gestão de profissionais públicos em questão?
Uma concepção republicana da gestão do Estado exige que a finalidade última das iniciativas de governo seja o cidadão. Será que teremos de pensar em terceirizar as gestões das secretarias de Estado? explico, o secretário é um cargo político, a assessoria imediata da secretaria é indicada pelo secretário, os funcionários do governo, são e devem ser concursados. Até aí temos acordo. Mas eu pergunto: se não há funcionamento eficaz dos diversos escalões burocráticos, que fazer? será preciso contratar uma empresa especializada para administrar tecnicamente, o segundo, terceiro e quarto escalões das diversas secretarias? Seria mais ou menos assim: a empresa especializada é que ocuparia os cargos de chefia do escalões inferiores. Seria uma maneira de enfrentar o compadrio e o corporativismo, presente nas secretarias e órgãos da administração indireta? Na Europa, a forma como diversos países, dentre eles a Inglaterra, utilizaram para melhorar o desempenho do Welfare State foi a introdução de técnicas de mercados dentro do aparelho de Estado.
Governo do Pará ainda demonstra impotência.
Entram governo, sai governo e os demandos deste tipo de burocracia anti-republicana continuam. Está na hora de colocar o dedo no suspiro. Seria importante contratar uma consultoria especializada e fazer um diagnóstico da situação da burocracia "profissional" concursada, e elaborar um plano de ação, capaz de transformar a realidade da burocracia pouco técnica da máquina (enferrujada) do governo do Pará. Os governos têm demonstrado impotência e falta de iniciativa frente a este gravíssimo problema.
Burocracia patrimonialista?
Já os prestadores de serviços ao Estado exclamam indignados " os processos só andam se agradarmos cada escalão da burocracia". Enfim, uma burocracia desenhada para a obtenção de propinas. Uma burocracia patrimonialista.
o Pará e a falta de uma burocracia Weberiana
Uma das revoluções silenciosas, que não está acontecendo no Pará, é a efetiva criação de uma burocracia de Estado, técnica e competente profissionalmente. Meus velhos amigos da esquerda, que estão no governo sempre me informam que muitos programas não tem agilidade porque a máquina burocrática não tem vida própria, não funciona automaticamente. Muitas vezes um processo dorme semanas ou meses nas gavetas, por falta de algum tipo de assinatura.
Governo do estado e os novos prefeitos e Presidentes de Câmaras Municipais
Creio que independente das dúvidas a respeito do posicionamento do PMDB em relação à sucessão estadual de 2010, o governo do estado deveria aprofundar as relações com os prefeitos, vice e presidente das Câmaras Municipais. E esta seria uma poderosa moeda de negociação. Que tal um fórum estadual de prefeitos e presidentes de câmaras, coordenado pela governadora? Que tal uma política arrochada de consórcios municipais, os mais variados possíveis?
UFPA: os novos Barões eleitorais
Está em processo de gestação um novo poder na UFPA. Este poder deve advir da direção das faculdades. Em breve, após a consolidação do novo modelo institucional de nossa universidade, os diretores de faculdade, com orçamento e caneta, devem se transformar nos principais atores eleitorais. Ou seja, a administração intermediária deverá perder político em relação aos diretores das faculdades. Quando estes dirigentes especializarem-se na captação de recursos, teremos um novo baronato político na nossa instituição.
UFPA: Eleições para a direção dos Institutos
Começam as articulações para as direções dos Institutos. Estas eleições devem ocorrer em outubro de 2009. Tem gente querendo antecipar estas competições para antes de julho. Seriam clássicos golpes de alguns acadêmicos. Aliás, teve gente que até já fez estas eleições.
Eleições para reitor: Ata do CONSUN
A comunidade universitária, em grande parte de férias, quer saber o motivo de tanta procrastinação na finalização da Ata do CONSUN que homologou a consulta para a reitoria da UFPA.
Diárias: prestação de contas políticas
A melhor forma do governo do estado enfrentar as denúncias dos excessos de diárias é demonstrar o retorno público dessas viagens. Ou seja, prestar contas políticas e econômicas destes eventos.
Mau público: o lixo dos canais
Novamente as enxentes a partir dos canais entupidos de lixo ameaçam a população do entorno. Este é o típico problema hipertrofiado pela própria vítima.
A Posse de Obama
Ontem inciou a era Obama nos EUA e no mundo. Na política interna americana o principal ponto de conflito será a política tributária e a proposta de universalização da saúde. Diminuir a carga de impostos sobre a classe média e ampliar os gastos do Estado com saúde, no atual contexto econômico americano, são barreiras respeitáveis à enfrentar. As elites americana não deixarão barato. No front externo são as questões das guerras e o mega problema do Oriente Médio que tirarão o sono do presidente. Porém no curto prazo é a insolvência financeira e econômica americana que tomarão maior parte do tempo de Obama.
Violência: precisamos da polícia nas ruas
A presença permanente da polícia nas ruas é uma necessidade premente. Esta permanência deve ser conduzida por pressupostos de inteligência policial. Nos bairros mais violentos, as biroscas (bares ilegais da periferia) devem ser legalizados e fechados, a partir das 22 horas. Entre sexta e domingo a vigilância preventiva da PM deve ser redobrada nos bairros mais perigosos. Constantemente deve ter arrastões para trancafiar os indivíduos com ordem de prisão decretada e estourar as bocas de fumo. Claro, nestas localidades o governo e a sociedade organizada deve atuar permanentemente com políticas de inclusão social, esporte, lazer, arte e educação. Os municípios devem buscar o governo do Estado e Federal, e vice-versa, para ações conjuntas e coordenadas.
Direitos Humanos e os presidiários
É impressionante como boa parte dos radialistas e do senso comum das polícias ainda relacionam Direitos Humanos com proteção de bandidos. Sistematicamente ouço afirmação do tipo "Quando morre um bandido aparece os direitos humanos, mas quando morre alguém de bem ninguém dos DH aparece". Creio que grande parte desta visão simplista do mundo não percebe que todos devem estar abaixo da lei. Um bandido que mata deve ser preso, julgado, condenado e cumprir pena, pagando seus débito com a sociedade. Quando prevalece a "justiça" pelas próprias mãos ocorre o estado de barbárie e grupos milicianos, "justiceiros e turbas infurecidas assumem o lugar do Estado de Direito. Muitos inocentes pagam com a própria vida.
Quando o indivíduo cumpre pena, ele está sob proteção do Estado. Ele não é mais bandido, mas um apenado, que tem seus direitos de cidadão suspenso provisoriamente. Na prisão o apenado deve ter qualidade de vida, educação continuada e formação profissional. Não é possível admitir que uma cela projetada para alojar 10 pessoas, abrigue 30 prisioneiros. As organizações de Direitos Humanos objetivam defender o ser humano, em todos os níveis, independente de sua condição social, política ou jurídica.
Mesmo em países onde existe Pena de Morte, onde o criminosso tem direito a um julgamento justo e imparcial, antes do advento do teste de DNA, muitos inocentes foram acusados, condenados e mortos pelo Estado. Somente anos depois, descobriu-se que os mesmos eram inocentes.
Quando o indivíduo cumpre pena, ele está sob proteção do Estado. Ele não é mais bandido, mas um apenado, que tem seus direitos de cidadão suspenso provisoriamente. Na prisão o apenado deve ter qualidade de vida, educação continuada e formação profissional. Não é possível admitir que uma cela projetada para alojar 10 pessoas, abrigue 30 prisioneiros. As organizações de Direitos Humanos objetivam defender o ser humano, em todos os níveis, independente de sua condição social, política ou jurídica.
Mesmo em países onde existe Pena de Morte, onde o criminosso tem direito a um julgamento justo e imparcial, antes do advento do teste de DNA, muitos inocentes foram acusados, condenados e mortos pelo Estado. Somente anos depois, descobriu-se que os mesmos eram inocentes.
A violência de farda: Direitos Civis
As populações excluidas, das baixadas e das favelas, jamais tiveram seus direitos civis respeitados. A justiça e o Direito ainda são classistas no Brasil.
Quem são os sionistas?
De:
">HSLiberal
Para: edirveiga@uol.com.br
Assunto:
Quem são os sionistas?
Data:
19/01/2009 15:27
Egoísmo coletivo (*)
O jornalista Mateus Soares de Azevedo é mestre em história das religiões pela USP e autor dos livros "Homens de Um Livro Só: O Fundamentalismo no Islã e no Pensamento Moderno" (Best Seller, 2008) e "A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã e Judaísmo" (Record, 2006).
Na Folha de S Paulo desta quarta-feira (14/1) ele reduz o sionismo à sua verdadeira dimensão de totalitarismo ultranacionalista. Quem são os sionistas? Filosoficamente, o sionismo constitui uma das faces modernas da busca sempre perseguida e jamais realizada de um "absoluto" terreno. Busca que é crescentemente explosiva e destrutiva, como se vê mais claro hoje, diz Azevedo.
Para ele, o sionismo representa, pelo lado religioso, um rompimento revolucionário com a tradição judaica. Uma renegação do judaísmo, um desvio profano do messianismo. Pelo lado político, trata-se de uma ruptura com a tradição judaica, uma perversão nacionalista e xenófoba do judaísmo. O sionismo é um tipo de "egoísmo coletivo": Para nós, tudo; para os outros, nada, explica.
Sderot, em Israel era, até 1948, um vilarejo palestino. Seus habitantes foram expulsos antes da criação de Israel e confinados numa estreita faixa de terra, a faixa de Gaza, com 35 km de comprimento por 10 km de largura, espremida entre o mar, Israel e o Egito.
Em Gaza, a maioria de seus 1,5 milhão de habitantes é de refugiados e seus descendentes. Eles foram expulsos de cerca de 350 cidades e vilarejos palestinos riscados do mapa por grupos terroristas judaicos, como o Irgun, o Haganá, a gangue Stern e, depois, pelo Exército israelense. Os instrumentos brutais de uma limpeza étnica levada ao extremo pelo sionismo judaico.
Punição coletiva (*)
Israel controla o espaço aéreo de Gaza e suas fronteiras terrestres e marítimas. Esse bloqueio ficou ainda mais rigoroso depois da vitória eleitoral do Hamas, há dois anos. Isso aumentou ainda mais as já terríveis adversidades de seus habitantes: saúde deteriorada, carestia, desemprego de mais de 50% da população masculina. Gaza sofre o que racistas não chamavam de "punição coletiva".
Quanto ao massacre militar, que a mídia teima em chamar eufemisticamente de "conflito", os números são eloquentes. Mais de 1000 seres humanos, a maior parte de civis, incluindo quase 300 crianças, já perderam a vida em Gaza. Mais de quatro mil feridos. A crer no ódio que corre nas veias de muitos israelenses e seus apoiadores no mundo, outras vidas mais estão para ser ceifadas.
Do lado israelense, 14 mortos, quase todos militares (a metade deles, por fogo amigo). Isso dá uma proporção de 1 para 100. Como escreveu Gideon Levy no jornal israelense "Haaretz", "é como se o seu sangue valesse cem vezes menos do que o nosso, reconhecendo nosso racismo.
Muitos questionam o que os brasileiros fariam caso o Hamas lançasse seus foguetes contra nós. Afinal, argumentam, "Israel tem o direito de se defender". Antes disso, devemos perguntar o que faríamos se tivéssemos sido expulsos de nossas terras e comprimidos num exíguo território.
O que os brasileiros fariam se tivessem confinados por mais de um ano, sem receber alimentos ou medicamentos, proibidos de ir e vir? Falando pelos americanos, Takis Theodoracopulos, editor do site Taki's magazine, respondeu: "O que faríamos nessa situação seria muito mais duro e eficaz do que os oprimidos, mas não vencidos, palestinos têm feito com seus (foguetes) Qassams".
(*) Textos baseados no artigo do jornalista Mateus Soares de Azevedo.
Bem-vindo à liberdade, caro Cesare Battisti!
Ela é concedida a ti pela generosidade do povo brasileiro que, por seus representantes, fez constar na Constituição essa possibilidade de se dar um basta na tua longa caminhada de perseguido político em tua terra. És ex-terrorista da década de 70? Então és dos bons. Pois conheço os ex-terroristas da mesma época em nosso país. Sei da legitimidade daquela luta. Os tempos eram assim...
Não tinhas a mesma ditadura terceiro-mundista que nós, mas tinhas um governo nazi-fascista disfarçado e opressor. Uma praga que vez por outra retorna à Itália, incorporada em figuras lastimáveis como a do atual mandatário Silvio Berlusconi, um dos poodles de Bush.
Vais encontrar aqui algumas vozes discordantes. Não te apoquentes. Elas são poucas e vêm de setores que sempre se beneficiaram material e socialmente do estado de exceção daqueles anos. Vozes que não se importam em deixar em liberdade os gerentes das usinas de torturas, assassinatos e desaparecimentos de patriotas brasileiros na mesma década de 70.
Essas vozes são entreguistas e vergonhosas, preferem a submissão dos colonizados que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-latas. Preferiam que o governo brasileiro tivesse atendido à convocação de Bush para mandar tropas aliadas ao Iraque. Ou que a economia brasileira fosse atrelada à sinistra ALCA, como queriam os Lampreia, os Malan.
As vozes amigas são muitas. As vozes dos acordos internacionais soberanos. As vozes da antiga tradição de País acolhedor, que dá abrigo e oportunidade, como lembra o eminente jurista Dalmo Dallari. Deves, entretanto, um favor ao mundo: de jamais abandonar a luta, nos limites do teu justo refúgio.
( * ) Em Boletim H S Liberal você terá acesso a todas as fontes
">HSLiberal
Para: edirveiga@uol.com.br
Assunto:
Quem são os sionistas?
Data:
19/01/2009 15:27
Egoísmo coletivo (*)
O jornalista Mateus Soares de Azevedo é mestre em história das religiões pela USP e autor dos livros "Homens de Um Livro Só: O Fundamentalismo no Islã e no Pensamento Moderno" (Best Seller, 2008) e "A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã e Judaísmo" (Record, 2006).
Na Folha de S Paulo desta quarta-feira (14/1) ele reduz o sionismo à sua verdadeira dimensão de totalitarismo ultranacionalista. Quem são os sionistas? Filosoficamente, o sionismo constitui uma das faces modernas da busca sempre perseguida e jamais realizada de um "absoluto" terreno. Busca que é crescentemente explosiva e destrutiva, como se vê mais claro hoje, diz Azevedo.
Para ele, o sionismo representa, pelo lado religioso, um rompimento revolucionário com a tradição judaica. Uma renegação do judaísmo, um desvio profano do messianismo. Pelo lado político, trata-se de uma ruptura com a tradição judaica, uma perversão nacionalista e xenófoba do judaísmo. O sionismo é um tipo de "egoísmo coletivo": Para nós, tudo; para os outros, nada, explica.
Sderot, em Israel era, até 1948, um vilarejo palestino. Seus habitantes foram expulsos antes da criação de Israel e confinados numa estreita faixa de terra, a faixa de Gaza, com 35 km de comprimento por 10 km de largura, espremida entre o mar, Israel e o Egito.
Em Gaza, a maioria de seus 1,5 milhão de habitantes é de refugiados e seus descendentes. Eles foram expulsos de cerca de 350 cidades e vilarejos palestinos riscados do mapa por grupos terroristas judaicos, como o Irgun, o Haganá, a gangue Stern e, depois, pelo Exército israelense. Os instrumentos brutais de uma limpeza étnica levada ao extremo pelo sionismo judaico.
Punição coletiva (*)
Israel controla o espaço aéreo de Gaza e suas fronteiras terrestres e marítimas. Esse bloqueio ficou ainda mais rigoroso depois da vitória eleitoral do Hamas, há dois anos. Isso aumentou ainda mais as já terríveis adversidades de seus habitantes: saúde deteriorada, carestia, desemprego de mais de 50% da população masculina. Gaza sofre o que racistas não chamavam de "punição coletiva".
Quanto ao massacre militar, que a mídia teima em chamar eufemisticamente de "conflito", os números são eloquentes. Mais de 1000 seres humanos, a maior parte de civis, incluindo quase 300 crianças, já perderam a vida em Gaza. Mais de quatro mil feridos. A crer no ódio que corre nas veias de muitos israelenses e seus apoiadores no mundo, outras vidas mais estão para ser ceifadas.
Do lado israelense, 14 mortos, quase todos militares (a metade deles, por fogo amigo). Isso dá uma proporção de 1 para 100. Como escreveu Gideon Levy no jornal israelense "Haaretz", "é como se o seu sangue valesse cem vezes menos do que o nosso, reconhecendo nosso racismo.
Muitos questionam o que os brasileiros fariam caso o Hamas lançasse seus foguetes contra nós. Afinal, argumentam, "Israel tem o direito de se defender". Antes disso, devemos perguntar o que faríamos se tivéssemos sido expulsos de nossas terras e comprimidos num exíguo território.
O que os brasileiros fariam se tivessem confinados por mais de um ano, sem receber alimentos ou medicamentos, proibidos de ir e vir? Falando pelos americanos, Takis Theodoracopulos, editor do site Taki's magazine, respondeu: "O que faríamos nessa situação seria muito mais duro e eficaz do que os oprimidos, mas não vencidos, palestinos têm feito com seus (foguetes) Qassams".
(*) Textos baseados no artigo do jornalista Mateus Soares de Azevedo.
Bem-vindo à liberdade, caro Cesare Battisti!
Ela é concedida a ti pela generosidade do povo brasileiro que, por seus representantes, fez constar na Constituição essa possibilidade de se dar um basta na tua longa caminhada de perseguido político em tua terra. És ex-terrorista da década de 70? Então és dos bons. Pois conheço os ex-terroristas da mesma época em nosso país. Sei da legitimidade daquela luta. Os tempos eram assim...
Não tinhas a mesma ditadura terceiro-mundista que nós, mas tinhas um governo nazi-fascista disfarçado e opressor. Uma praga que vez por outra retorna à Itália, incorporada em figuras lastimáveis como a do atual mandatário Silvio Berlusconi, um dos poodles de Bush.
Vais encontrar aqui algumas vozes discordantes. Não te apoquentes. Elas são poucas e vêm de setores que sempre se beneficiaram material e socialmente do estado de exceção daqueles anos. Vozes que não se importam em deixar em liberdade os gerentes das usinas de torturas, assassinatos e desaparecimentos de patriotas brasileiros na mesma década de 70.
Essas vozes são entreguistas e vergonhosas, preferem a submissão dos colonizados que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-latas. Preferiam que o governo brasileiro tivesse atendido à convocação de Bush para mandar tropas aliadas ao Iraque. Ou que a economia brasileira fosse atrelada à sinistra ALCA, como queriam os Lampreia, os Malan.
As vozes amigas são muitas. As vozes dos acordos internacionais soberanos. As vozes da antiga tradição de País acolhedor, que dá abrigo e oportunidade, como lembra o eminente jurista Dalmo Dallari. Deves, entretanto, um favor ao mundo: de jamais abandonar a luta, nos limites do teu justo refúgio.
( * ) Em Boletim H S Liberal você terá acesso a todas as fontes
O NPI e o FSM
Muitos pais me procuraram preocupados. Após o FSM, o NPI estará pronto para receber os alunos, no curto prazo? explico. Estes pais são testemunhos do números de vezes que o banheiro do vadião já foi reformado. Sistematicamente alguns estudantes da UFPA depredam este patrimônio público, principalmente em período de eventos. A grande preocupação dos pais é que o NPI será local de alojamento de milhares de pessoas, neste mega evento. Esperamos que o NPI saia inteiro, após esta hospedagem cidadã.
O FSM: a prefeitura estaria boicotando?
Para os observadores mais argutos estaria havendo completa ausência da ação da prefeitura na preparação do Fórum Social Mundial. Seria uma luta política às vésperas deste megaevento? parece que nossa elite política passa longe do que seria republicanismo.
Crise Financeira e Falência do liberalismo ideológico
Há muito que os Estados Nacionais, mesmo os centrais, protegem suas economias da competição global. É só lembrarmos das taxas americanas ao aço e suco de laranja brasileiro, não devemos esquecer do protecionismo Francês contra os produtos agrícolas tupiniquins. Portanto o neoliberalismo não passava de discurso ideológico para a elite colonizada dos países periféricos. O mito da auto-regulação do mercado acabou nos EUA, que é o país que mais propangadeava este método de organização econômica da sociedade. Foi a frouxidão do controle do Estado sobre o mercado financeiro que produziu o enorme calote do consumidor americano sobre a indústria imobiliária. As empresas faziam empréstimo de longo prazo sem checar a capacidade de endividamentos dos seus clientes. Um dos marqueteiros da mão invisível do mercado Alan Greespan, chorando, fez autocrítica, em entrevista coletiva. Greespan foi presidente do FED (Banco Central Americano) por duas décadas.
A Crise no Pará: os efeitos estão se apresentando
Queda nas vendas no comércio. Diminuição no uso de cartão de crédito. Queda nos empregos na construção civil. Segundo o DIEESE a tendência é de ampliação dos efeitos da crise neste primeiro trimestre de 2009.
Governo Ana: onde estão as medidas Anti-Crise?
Grande parte dos governadores do Brasil estão anunciando medidas domésticas para minimizar a crise econômica como consequência da crise fianceira internacional.. Estamos esperando as medidas do governo Ana neste sentido. Será que a turma do Palácio não está fazendo avaliação da conjuntura econômica e política nacional e internacional e suas consequências no Pará?
Eleição para reitor da UFPA.
Por que a Ata da reunião homologatória do CONSUN demora tanto? estariam ganhando tempo? tempo pra que?
A execução do Cabo PM
Segundo as informação da mídia o Cabo PM foi morto porque era PM. A guerra civil carioca estaria chegando a Belém?
Coalisão de governo no Pará: a chantagem de Jáder
Segundo analistas ligados ao governo do estado, a estratégia de Jáder para manter e avançar em espaços dentro do governo passa pela chantagem política permanente. O namoro com o PSDB, as notinhas nas colunas políticas, o ataque do jornal Diário ao governo, não passariam de uma estratégia terrorista para amedrontar a meninada do núcleo de governo. O diagnóstico destes analistas é objetivo, o PMDB não vive sem a máquina do Estado. O governo teria claro a seguinte premissa: para romper aqui, o PMDB tem de romper primeiro em Brasília, e esta decisão seria no mínimo suicida. Os prefeitos do PMDB migrariam imediatamente para os partidos da base do governo. Seria o fim do peso municpal do PMDB.
Sucessão de 2010: a janela da infidelidade partidária
Todas as articulações políticas apontam para a aprovação da janela da infidelidade partidária, onde os políticos detentores de mandatos, poderiam trocar de partido sem perder os mandatos. Esta lei ficaria conhecida como a lei Aécio, pois permitiria que este político se transferisse para o PMDB ou PR, para concorrer nas eleições presidenciais. Segundo analistas bem informados, para Aécio seria fundamental em 2010, disputar estas eleições, onde no mínimo ganharia densidade eleitoral nacional, e estaria, na pior das hipóteses, em condições de disputar, com chance de sucesso, as eleições de 2014. A data limite desta janela da infidelidade seria no dia 05 de outubro de 2009.
Racha no PSDB nacional?
Segundo as colunas políticas mais bem informada do País, a mini-reforma política e com ela o fim da reeleição, foi definitivamente, engavetada por Lula. Segundo esta fonte, o acordo entre Serra e Aécio, dentro do PSDB, passava pelo fim da reeleição e mandato presidencial de 5 anos. Agora, com o engavetamento desta proposta de reforma constitucional parece longe o acordo entre Serra e Aécio. Poderemos ter novidade no cenário sucessório para 2010, entre os tucanos de alta plumagem.
Fórum Social Mundial: um risco gigantesco para Ana
Três desafios se apresentam quando da realização do FSM para o governo Ana, que podem trazer desgastes nacional e internacional, com consequências imprevisíveis para a sucessão de 2010: A movimentação no trânsito dos visitantes, a segurança dos congressistas e as condições das vias para tráfego, no entorno da UFPA e da UFRA.
Caso eu fosse do governo, não estaria dormindo direito.
Caso eu fosse do governo, não estaria dormindo direito.
Obama: desafios gigantes.
O Presidente Obama terá de dar respostas objetivas e eficazes para enfrentar a crise financeira que varre o mundo, a partir dos EUA. O risco de sua popularidade esvair-se no curto prazo é enorme. A crise econômica, como reflexo da crise financeira, apenas começa a se fazer sentir. Obama terá as seguintes tarefas no curto prazo: acabar com a guerra no Iraque, recuperar a capacidade investimento dos consumidores, recuperar a confiança dos investidores, brecar a recessão que assola o território americano e europeu e criar novos empregos. Na crise de 1929, a variável econômica que retirou os EUA da recessão foi a segunda guerra mundial, aos tempos de Hoosevelt. De fato Obama tem uma batata quente nas mãos. O Presidente Americano fará um governo de união nacional, por cima dos partidos e das classes?
EUA: a Posse de Obama
Amanhã (20) toma posse o 44o. presidente dos EUA. A eleição de Obama, por si só, já é uma revolução silenciosa. Um negro, pobre e ex-militante dos movimentos sociais chega à presidência da maior potência do planeta. Obama encarnará o cidadão universal, buscará liderar todas as classes contra a crise. A novidade que é uma bomba: Obama propõe universalidade de acesso à saúde, educação e emprego. Este discurso é do Welfare State. O Estado Americano, desde sua fundação, é doutrinariamente ultra liberal. Mas só doutrinariamente.
Desde o New Deal, o governo americano jamais retomou políticas públicas de proteção social. O Estado americano é pré-moderno em relação à proteção social. Hoje existem dez milhões de desempregados e a dívida pública dos EUA corresponde a 100% do seu PIB. Só para termos uma idéia, a dívida interna pública brasileira corresponde a 30% do PIB.
Desde o New Deal, o governo americano jamais retomou políticas públicas de proteção social. O Estado americano é pré-moderno em relação à proteção social. Hoje existem dez milhões de desempregados e a dívida pública dos EUA corresponde a 100% do seu PIB. Só para termos uma idéia, a dívida interna pública brasileira corresponde a 30% do PIB.
Forum Social Mundial
Contribuição ao debate do internauta
A praticamente uma semana da abertura do Forum Social Mundial na Amazônia Brasileira ou sejá em Belém alguns questionamentos para nós que vivemos na região nós vem prontamente a titulo de fazermos algumas reflexões,como por exemplo:1)o que significará para nós realizar um evento deste porte2)Será que a Amazônia passará a ser a nova ordem planetaria no tocante a sobrevivência dos povos.3)E qual seria o papel dos povos que vivem na Amazônia brasileira referente a essa nova ordem mundial,se assim for entendido. É possivel professor que todos os cientistas,politicos,ong's,indios,os povos da floresta,os riberinhos,os religiosos...enfim todos aqueles que a décadas lutão nesta região para provar que é possivel sim praticar o desenvolvimento sustentavel mesmo na maioria das vezes convivendo com politicas públicas erradas ou melhor dizendo de caráter duvidosos no que se refere ao bom desempenho da região.Qual na verdade seria a melhor politica de desenvolvimento sustentavel para uma região que é vista hoje diante do mundo como a maior área de sustentabilidade do planeta terra. De que maneira o senhor acha que a America Latina como um todo deveria agir no que se refere a todos as Amazônias levando em consideração que nossos problemas orgânicos são praticamente os mesmos,seria como principal solução talvez o fomento de uma consciência latino americana unica no tocante ao desenvolvimento sustentavel....a que governo caberia o ponta pé inicial. Sabemos no entanto que muito proselitismo politico vem sendo feito a muito nesta região,para ser mais pratico vejamos o que os sucessivos governos tem investido em Ciência e tecnologia durante todas estas décadas,ao meu ver que nasci e me criei nesta região acho sinceramente que já esta na hora dos amazônidas de todos os estados que se localizam em seu territorio solicitar ao nobre presidente da republica do Brasil uma revisão no pacto federativo que responde por essa região afinal somos mais de 60% do territorio nacional. Espero assim está colaborando para enrriquecer este
debate.
Junior.
A praticamente uma semana da abertura do Forum Social Mundial na Amazônia Brasileira ou sejá em Belém alguns questionamentos para nós que vivemos na região nós vem prontamente a titulo de fazermos algumas reflexões,como por exemplo:1)o que significará para nós realizar um evento deste porte2)Será que a Amazônia passará a ser a nova ordem planetaria no tocante a sobrevivência dos povos.3)E qual seria o papel dos povos que vivem na Amazônia brasileira referente a essa nova ordem mundial,se assim for entendido. É possivel professor que todos os cientistas,politicos,ong's,indios,os povos da floresta,os riberinhos,os religiosos...enfim todos aqueles que a décadas lutão nesta região para provar que é possivel sim praticar o desenvolvimento sustentavel mesmo na maioria das vezes convivendo com politicas públicas erradas ou melhor dizendo de caráter duvidosos no que se refere ao bom desempenho da região.Qual na verdade seria a melhor politica de desenvolvimento sustentavel para uma região que é vista hoje diante do mundo como a maior área de sustentabilidade do planeta terra. De que maneira o senhor acha que a America Latina como um todo deveria agir no que se refere a todos as Amazônias levando em consideração que nossos problemas orgânicos são praticamente os mesmos,seria como principal solução talvez o fomento de uma consciência latino americana unica no tocante ao desenvolvimento sustentavel....a que governo caberia o ponta pé inicial. Sabemos no entanto que muito proselitismo politico vem sendo feito a muito nesta região,para ser mais pratico vejamos o que os sucessivos governos tem investido em Ciência e tecnologia durante todas estas décadas,ao meu ver que nasci e me criei nesta região acho sinceramente que já esta na hora dos amazônidas de todos os estados que se localizam em seu territorio solicitar ao nobre presidente da republica do Brasil uma revisão no pacto federativo que responde por essa região afinal somos mais de 60% do territorio nacional. Espero assim está colaborando para enrriquecer este
debate.
Junior.
Tiquin a mais de 1.000
No Tiquin
"Já são mais de 1000
Já foi ultrapassada a marca de 1.000 festas marcadas em todo o mundo para o Bush Bye Bye Party. Como você já sabe, aqui no Pará o pé na bunda do Bush vai rolar no Tiquin Boutique Bar Café, nesta segunda (19/01), a partir das 19h. O som será por conta dos Djs SeRasgum: Marcelo Damaso, Gustavo Rodrigues e Marcel Aredê. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin. Durante a programação os participantes poderão jogar sapatos no 'cão' do Bush, chutar seu trazeiro ou lançar dardos em sua 'cara de pau', além de assinar o manifesto 'do já vai tarde!' "
"Já são mais de 1000
Já foi ultrapassada a marca de 1.000 festas marcadas em todo o mundo para o Bush Bye Bye Party. Como você já sabe, aqui no Pará o pé na bunda do Bush vai rolar no Tiquin Boutique Bar Café, nesta segunda (19/01), a partir das 19h. O som será por conta dos Djs SeRasgum: Marcelo Damaso, Gustavo Rodrigues e Marcel Aredê. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin. Durante a programação os participantes poderão jogar sapatos no 'cão' do Bush, chutar seu trazeiro ou lançar dardos em sua 'cara de pau', além de assinar o manifesto 'do já vai tarde!' "
Israel aprova cessar fogo unilateral
Segundo o Primeiro Ministro de Israel Ehud Olmert, o gabinete de Segurança de Israel aprovou hoje um cessar fogo unilateral na Faixa de Gaza, a partir das 22hs de sábado, horário de Brasília.
19-01-2009: no Café TIQUIN é dia de Bye, Bye Bush
No dia 19 é dia de encontro no Café Tiquin. Todos vão ter um bom papo e festejar o fim da era bush Filho nos EUA. Haverá um boneco para ser objeto da ira dos presentes. Será a partir das 19hs.
Eleição de Maneschy: A rebeldia do coordenardor de Castanhal
O prof. Adriano coordenador do Campus da UFPA, foi o único dirigente de uma unidade acadêmica da UFPA a declarar apoio público à candidatura Maneschy. Adriano, junto com o prof. Schneider, foram peças fundamentais para que o Fórum dos Dirigentes, na reunião de Mosqueiro, não comprasse a tese dos 70%, no modelo de voto, para as disputas recentes na uFPA. De parabens Castanhal, que tem um coordenador intutelável.
Eleição de Maneschy: Um general de retaguarda
No recente pleito eleitoral na UFPA, um quadro político fez uma luta silenciosa, mas muito eficaz em apoio a Maneschy. Foi o prof. Dr. Roberto Ferraz. Ferraz fez uma peregrinação pelo interior refazendo velhos contatos do período em que ocupou a PROEG, na primeiro gestão do atual reitor. Ferraz além dos tradicionais contatos pessoais, ainda fez uma peregrinação pelas salas de aulas.
Itália: a luta armada dos anos de 1970
Parece-me que a Itália dos anos de 1970 possuia um governo democrático e eleições parlamentares regulares. Os atentados políticos, sequestros e assassinatos, não seriam atos terroristas? Parece-me que a guerra, assim como o terrorismo são negações radicais da política. Classificar terrorista como perseguido político é no mínimo questionável. Mas quem sabe, detenho pouca informação a respeito do assunto e posso estar equivocado. Espero contribuição dos experts no assunto.
Tarso Genro: Uma antinomia?
Não seria uma antinomia do Ministro Genro defender a punição dos torturadores brasileiros e dar asilo político ao terrorista italiano?
Agressão em Gaza: Quando os extremos se tocam
No conflito da Palestina todos têm argumentos razoáveis a seus favor, todos tem ação condenáveis contra sí. Enfim todos têm razão e todos estão sem razão. Assim são os conflitos étnicos, religiosos e ideológicos. Nos dois lados existem extremistas que radicalizam a luta política, buscando solução finalística em seu favor. Só uma força externa pode colocar os dois lados na mesa, para tentar trazer de volta a racionalidade. Este lado seria a ONU e seus capacetes azuis.
Adufpa: aviso aos docentes do ensino básico
Adufpa em Rede. 174ª Edição
08/01/2009 - Comunicado
Informamos que os docentes de 1º e 2º graus devem se dirigir à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (PROGEP) para darem prosseguimento aos pedidos de Progressão Funcional, pois de acordo com o parecer da Coordenadoria de Legislação e Instrução Normativa enquanto não for regulamentado o Desenvolvimento na nova carreira, deve-se utilizar as regras estabelecidas nos artigos 13 e 14 da Lei nº 11.344/2006, com exceção da nova classe instituída pela MP nº 431/08, convertida na Lei nº 11.784/2008.
A Diretoria.
Adufpa em Rede. 174ª Edição
08/01/2009 - Comunicado
Informamos que os docentes de 1º e 2º graus devem se dirigir à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (PROGEP) para darem prosseguimento aos pedidos de Progressão Funcional, pois de acordo com o parecer da Coordenadoria de Legislação e Instrução Normativa enquanto não for regulamentado o Desenvolvimento na nova carreira, deve-se utilizar as regras estabelecidas nos artigos 13 e 14 da Lei nº 11.344/2006, com exceção da nova classe instituída pela MP nº 431/08, convertida na Lei nº 11.784/2008.
A Diretoria.
Adufpa em Rede. 174ª Edição
Anista: de Terroristas, Guerrilheiros e Torturadores
A luta terrorista, não é luta, é covardia. Ataca-se sem avisar civis para pressionar governos. Na guerrilha, há uma declaração de guerra e os que se enfrentam são dois grupos armados. Seria uma guerra justa, apesar de muitas vezes desproporcional, como foi o caso da guerrilha urbana e rural brasileira. Mas a luta será sempre desproporcional entre o exército de um Estado e grupo guerrilheiros, que lutam contra usurpadores do poder político. John Locke, no sua clássica obra, o Segundo Tratado sobre o Governo Civil, defende claramente o uso da rebelião armada contra tiranos usurpadores. Portanto enfrentar ditadores com armas na mão, faz parte de uma tese liberal clássica, e não da esquerda marxista. É por isso que não se confunde a anistia para os guerrilheiros com a anistia para os torturadores da Ditadura Militar brasileira. Estes, covardes, produziam sofrimento humanos, em seus adversários, presos e imobilizados, em cadeias do Estado.
Tendência do PT: Mensagem reune em Belém
A corrente de opinião interna ao PT Mensagem reune em Belém neste final de mês. Aproveitando o Fórum Social Mundial, os mensageiros se reunirão em nossa capital. Estarão presentes, além dos dirigentes locais como a governadora Ana Júlia, Edilza Fontes e João Cláudio Arroyo, os ministros Tarso Genro, Fernando Hadad, Raul Pont e Marina Silva. Será um encontro de peso.
Prof. Bethânia recupera a Faculdade FAMA
A professora MSc Bethânia, ex-Diretora Acadêmica da FAP está comandando toda a reestruturação acadêmica da FAMA, que aliás trocou de dono. A FAMA é uma faculdade que atende grande parte do nordeste do Pará e possui preços muitos competitivos. Bethânia foi trazida a peso de ourto da FAP. É um quadro administrativo e acadêmico. Parabens à FAMA pela aquisição.
Faculdade do Colégio Universo
Em 2010 teremos instalado mais uma faculdade no Pará. Será a Faculdade do Colégio Universo. Os articuladores da idéia prometem que esta faculdade vai concorrer com o CESUPA, quando a temática for a "pedreira" que os alunos enfrentarão. A Faculdade Universo promete ser campeã de aprovação nos exames nacionais de cursos e na prova de Ordem.
Aniversário de Maneschy: Edilza Fontes recebe adesões
Fui testemunha de que durante a comemoração do aniversário do reitor eleito Carlos Maneschy, a prof. Dra. da UFPA, Edilza Fontes, recebeu muitos incentivos, de muitos membros importantes da comunidade universitária, para lançar sua candidatura a Deputada Federal. hoje a baixinha está em Ourém, em atividades profissionais e políticas. Edilza é diretora geral da Escola de Governo.
Saúde: Paulo Amorim quer voltar ao CCS, hoje ICS
O Prof. Dr. Paulo Amorim, um dos artífices da campanha vitoriosa de Maneschy no ICS, informa que tem recebido muitos incentivos de amigos para disputar a direção do ICS. Amorim já foi diretor desta unidade acadêmica e deixou muitas saudades, devido ao seu dinamismo à frente da área da saúde da UFPA.
Aniversário de Maneschy: Diretor do NPI ganha concurso
O Diretor do NPI Walter ganhou o concurso de dança na modalidade estilo dos anos 1980. Quando tocou Bee Gees, Walter deu um show, pareceia o John Travolta.
Aniversário de Maneschy: Personalidades marcaram presença
Personalidades do mundo acadêmico e político marcaram presença no aniversário de Maneschy, como lideranças estudantis, sindicais, administradores públicos, ex-reitores e muitos políticos. Segundo análise do prof. Juan Hoyos, o convidado mais elegante da noite foi o Apolinário, que desfilou com um super paletó vicunha beje e deve ganhar uma passagem aérea para Guiné Bissau.
Aniversário de Maneschy: Festa bombou
Todos os 600 acentos foram ocupados pelos amigos do reitor eleito da UFPA Carlos Maneschy. De fato o aniversário de Maneschy foi mais um ato de carinho pessoal a esta figura que aglutina em escala ampliada os diversos segmentos da universidade. Mais do que um ato comemorativo, este reencontro, no ano de 2009, foi um ato político. Os estudantes gritaram ...É magnífico, É magnífico, logo após ter encerrado o parabéns para Maneschy. Em breve publicaremos fotos deste evento.
ENTRE A CRUZ E A ESPADA
*Erick Pedreira
Desde que a revista Science em fevereiro de 2004 publicou o artigo escrito por Hwang e colaboradores, confirmando a possibilidade de se obter células tronco pluripotentes, isto é capazes de se diferenciar em vários tecidos, a comunidade científica tem sinalizado a possibilidade de cura para milhares de pacientes afetados por doenças neurodegenerativas, muitas delas letais antes mesmo da segunda década de vida.
Isto ficou ainda mais fortalecido com a aprovação do projeto de lei da Biossegurança, aprovado na câmara dos deputados em 2 de março de 2006, sob os holofotes dos mais variados setores da sociedade, constituindo-se em um dos projetos mais polêmicos já votados nos últimos anos. Mesmo merecedor de aplausos, o texto não foi capaz de equacionar uma confusão entre três conceitos que precisam ficar muito bem sedimentados por todos: Clonagem reprodutiva, clonagem terapêutica e terapia celular com células tronco.
É fundamental que fique claro que a clonagem reprodutiva humana, ou seja a tentativa de produzir uma cópia de um indivíduo genotipicamente igual é uma prática abominável, até mesmo entre as maiores autoridades científicas sobre o assunto. O que se defende é a instituição da clonagem terapêutica, o que alias já vem sendo há décadas realizada, apenas com outra terminologia; cultura de tecidos.
Já é sabido que as células tronco podem ser encontradas em vários tecidos, como medula óssea, sangue e fígado, no entanto ainda duas questões precisam ser respondidas: em que tecidos essas células são capazes de se diferenciar; e como gerar biocompatibilidade entre a célula tronco do doador e receptor. Ao responder essas questões abriremos perspectivas fantásticas para futuras terapias. Daí a necessidade imediata da criação dos bancos de cordões umbilicais públicos, pois quanto maior o número de cordões em um banco, maior a chance de se achar um compatível.
Não podemos esquecer que o embrião humano é material biológico, por conseguinte sua aplicação com finalidade terapêutica deve ser utilizada sempre respaldada nos preceitos de responsabilidade e coerência, que alias devem constar no check-list diário de todo cientista; no entanto renegar estas novas tecnologias significa corroborar com o retrocesso da ciência e com a piora da qualidade de vida humana.
As novas descobertas da ciência nos trazem novas tecnologias, que influem grandemente no estilo de vida da sociedade, é só nos reportarmos a descoberta da energia nuclear, que nos trouxe a tomografia computadorizada mas também a bomba atômica, por isso é fundamental que leis sejam criadas controlando a utilização destas novas ferramentas tecnológicas.
Ao invés de tanta discussão precisamos, sim, é de legislação e vigilância, semelhante àquelas que evitam o comércio de sangue, ou órgãos, permitindo que milhões de vida sejam salvas com os transplantes; da mesma forma poderia se limitar a pesquisa com embriões humanos, cadastrando-se grupos de pesquisadores com capacidade demonstrada na área; só assim se estaria realmente livre para pesquisar, e seguro de que seus resultados não seriam manipulados por charlatões; mesmo sendo claro para todos que até se chegar a aplicação clínica das descobertas ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Enquanto não formos capazes de responder quando começa a vida, estarão ciência de um lado, e religião, do outro, mergulhados em uma ampla discussão, contudo não devemos jamais esquecer que qualquer que seja o vencedor mais que os Severinos, Garibaldis; os doentes estarão ansiosamente aguardando a resposta.
_______________________________________
Prof. Dr. Erick Nelo Pedreira
Prof. Adjunto Doutor Faculdade de Odontologia da UFPA
Professor do Programa de Pós Graduação em Odontologia – Nível Mestrado da Faculdade de Odontologia da UFPA
Membro da Associação Brasileira de Ensino Odontológico – ABENO
erickpedreira@ufpa.br
Desde que a revista Science em fevereiro de 2004 publicou o artigo escrito por Hwang e colaboradores, confirmando a possibilidade de se obter células tronco pluripotentes, isto é capazes de se diferenciar em vários tecidos, a comunidade científica tem sinalizado a possibilidade de cura para milhares de pacientes afetados por doenças neurodegenerativas, muitas delas letais antes mesmo da segunda década de vida.
Isto ficou ainda mais fortalecido com a aprovação do projeto de lei da Biossegurança, aprovado na câmara dos deputados em 2 de março de 2006, sob os holofotes dos mais variados setores da sociedade, constituindo-se em um dos projetos mais polêmicos já votados nos últimos anos. Mesmo merecedor de aplausos, o texto não foi capaz de equacionar uma confusão entre três conceitos que precisam ficar muito bem sedimentados por todos: Clonagem reprodutiva, clonagem terapêutica e terapia celular com células tronco.
É fundamental que fique claro que a clonagem reprodutiva humana, ou seja a tentativa de produzir uma cópia de um indivíduo genotipicamente igual é uma prática abominável, até mesmo entre as maiores autoridades científicas sobre o assunto. O que se defende é a instituição da clonagem terapêutica, o que alias já vem sendo há décadas realizada, apenas com outra terminologia; cultura de tecidos.
Já é sabido que as células tronco podem ser encontradas em vários tecidos, como medula óssea, sangue e fígado, no entanto ainda duas questões precisam ser respondidas: em que tecidos essas células são capazes de se diferenciar; e como gerar biocompatibilidade entre a célula tronco do doador e receptor. Ao responder essas questões abriremos perspectivas fantásticas para futuras terapias. Daí a necessidade imediata da criação dos bancos de cordões umbilicais públicos, pois quanto maior o número de cordões em um banco, maior a chance de se achar um compatível.
Não podemos esquecer que o embrião humano é material biológico, por conseguinte sua aplicação com finalidade terapêutica deve ser utilizada sempre respaldada nos preceitos de responsabilidade e coerência, que alias devem constar no check-list diário de todo cientista; no entanto renegar estas novas tecnologias significa corroborar com o retrocesso da ciência e com a piora da qualidade de vida humana.
As novas descobertas da ciência nos trazem novas tecnologias, que influem grandemente no estilo de vida da sociedade, é só nos reportarmos a descoberta da energia nuclear, que nos trouxe a tomografia computadorizada mas também a bomba atômica, por isso é fundamental que leis sejam criadas controlando a utilização destas novas ferramentas tecnológicas.
Ao invés de tanta discussão precisamos, sim, é de legislação e vigilância, semelhante àquelas que evitam o comércio de sangue, ou órgãos, permitindo que milhões de vida sejam salvas com os transplantes; da mesma forma poderia se limitar a pesquisa com embriões humanos, cadastrando-se grupos de pesquisadores com capacidade demonstrada na área; só assim se estaria realmente livre para pesquisar, e seguro de que seus resultados não seriam manipulados por charlatões; mesmo sendo claro para todos que até se chegar a aplicação clínica das descobertas ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Enquanto não formos capazes de responder quando começa a vida, estarão ciência de um lado, e religião, do outro, mergulhados em uma ampla discussão, contudo não devemos jamais esquecer que qualquer que seja o vencedor mais que os Severinos, Garibaldis; os doentes estarão ansiosamente aguardando a resposta.
_______________________________________
Prof. Dr. Erick Nelo Pedreira
Prof. Adjunto Doutor Faculdade de Odontologia da UFPA
Professor do Programa de Pós Graduação em Odontologia – Nível Mestrado da Faculdade de Odontologia da UFPA
Membro da Associação Brasileira de Ensino Odontológico – ABENO
erickpedreira@ufpa.br
Bettina: Paulo de Tarso elogiado
Em uma consulta com uma cardiologista, ouví atentamente um rosário de elogio ao diretor do Bettina, Paulo de Tarso. Segundo esta médica, houve mudança e para melhor com a entrada de Paulo de Tarso para a direção deste hospital. O Hospital teria saido da água para o vinho. Segundo esta médica, quem critica Paulo são ex-dirigentes e seus comandados que foram defenestrados.
O governo do PT o namoro entre PMDB-PSDB
O que o PT fará para abortar o namoro PMDB-PSDB? Será que o PT entrará neste leilão? O PT para seduzir tem de ter dividendos políticos. Em outras palavras, o governo tem de decolar nas pesquisas de opinião, e rápido.
Ananin e o acordo que emerge.
Pioneiro vai a deputado Federal. Helder fica até o final do mandato para ajudar na disputa estadual. Garantida o retorno de Pioneiro, sem riscos, em 2012 à prefeitura. Esta seria a proposta pmdebista. Jatene quer que Pioneiro continue deputado estadual, para evitar confronto com os tucanos que já são deputados federais.
UFPA: Ave agourenta ronda o campus
São cada vez maiores a quantidade postagens que anunciam que o príncipe ainda tentará uma estocada para impedir a nomeação de Maneschy. Não creio que a irracionalidade chegue a este ponto.
Ananin: e PMDB e PT?
Helder teria negado a criação da Secretaria de Habitação à Sandra Batista. Qual o motivo? o medo da vice crescer e ameaçar o império Barbalho.
Ananindeua anuncia: PMDB e PSDB
O clima político de Ananin anuncia flerte pesado entre PMDB e PSDB. Os tucanos estão na mesa diretora da Câmara. Helder e Pioneiro trocam carinho pelo telefone. Eliel Faustino cativa a ave azul e amarela.
Café Tiquin festeja saida de Bush
No Tiquin
"O pé na bunda
Até o momento já são 767 festas marcadas em todo o mundo para o Bush Bye Bye Party. No Pará, o pé na bunda do Bush vai rolar no Tiquin Boutique Bar Café, dia 19 às 19h. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin. Durante a programação os participantes poderão jogar sapatos no "cão" do Bush, chutar seu trazeiro ou lançar dardos em sua "cara de pau", além de assinar o manifesto "do já vai tarde!"
"O pé na bunda
Até o momento já são 767 festas marcadas em todo o mundo para o Bush Bye Bye Party. No Pará, o pé na bunda do Bush vai rolar no Tiquin Boutique Bar Café, dia 19 às 19h. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin. Durante a programação os participantes poderão jogar sapatos no "cão" do Bush, chutar seu trazeiro ou lançar dardos em sua "cara de pau", além de assinar o manifesto "do já vai tarde!"
Novas Postagens e debate nos Argonautas
No dia 15 de Janeiro, quinta feira, só farei postagens a partir das 17 horas. Pela manhã deixarei o aparelho do Holter na clínica, e depois farei um debate no Sindicato dos Médicos, sobre Democracia Participativa. Este evento é uma iniciativa dos Argonautas, Ambientalistas da Amazônia, como parte da formação política da juventude, para a implantação de novos pontos de cultura do Pará. Os Argonautas trabalham em parceria, com a SECULT, para a implantação dos pontos de cultura e com a SEDECT, para implantação de infocentros pelo estado. Claro, tudo devidamente selecionado através de editais públicos. Podemos criticar o governo do estado a respeito de qualquer temática, menos de que este não trabalha em parceria com a sociedade civil. Esta ação chama-se em ciência política de GOVERNANÇA, e reflete uma concepção que visa fazer com que a sociedade civil seja parceira do Estado.
Amanhã: 15 de Janeiro tem Jantar para o Maneschy
Quinta Feira, 15 de janeiro de 2009, a partir das 20hs, no restaurante La Pomme D'or, da José Bonifácio, ocorrerá o jantar de adesão ao aniversário do reitor eleito da UFPA, Carlos Maneschy. A adesão custa R$ 40,00 (quarenta reais). Convites com a Livi e com a Tutuca.
Os ensinamentos do Crash de 1929 e o Queda do Neoliberalismo
Em 1929 o ultraliberalismo americano impediu que o Estado socorresse o sistema financeiro. Mais de 5 mil bancos quebraram, 10 milhões de trabalhadores perderam o emprego. O que retirou os EUA da crise foi a segunda guerra mundial. Neste momento todos os Estados Nacionais, que estão integrados à economia global, estão socorrendo o sistema fianceiro. Esta ação preventiva com o dinheiro público, faz parte dos ensinamentos de 1929. Uma coisa é certa: o modelo frouxo com que os Estados Centrais, fiscalizavam os agentes econômicos acabou. A era neoliberal foi sepultada, inclusive nos EUA. Foi a derrota global do neoliberalismo em nível internacional. Em 1989 foi o socialismo que sofreu este revés, com a queda da URSS.
Governo e Empresários: Punição questionável
O governo federal através do Ministro do Trabalho, determinou que as empresas que receberam incentivos do governo, neste momento de crise, e que venham a demitir trabalhadores, devem perder os incentivos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do FGTS. Ocorre que deve estar ocorrendo o seguinte na industrias de bens duráveis: após o incentivo do governo, as industrias podem até ter diminuido o preço dos produtos, mas o efeito psicológico da crise internacional, está afastando os consumidores do mercado. Sem vender, o comércio está parado, e as industrias sem novas encomendas. De fato a indústria está numa sinuca de bico. Não adianta truculência neste momento. Cabe novas medidas de estímulo ao consumo.
Ação anti-Crise: Governo Federal tira do pobre e dá ao rico.
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é uma das fontes que contribuem para a formação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O governo ao isentar os fabicantes de automóveis deste imposto, com a finalidade de garantir empregos no sudeste do País, está diminuindo os recurso do FPM, que garante o funcionamento de pelo menos 70% dos 5.600 municípios brasileiros. Seria a política de retirar dos pobres para dar ao ricos? ou o efeito Hobin Hood ao contrário?
Solidariedade Internacional: Cadê os atos em Belém em defesa da Paz?
A entidades, os partidos e as Igrejas que defendem os Direitos Humanos estão devendo uma ação política que demarque a posição do povo do Pará sobre o massacre da Palestina. Nestes momentos é fundamental reafirmar uma cultura de Paz. As soluções beligerantes, devem ser sempre rejeitadas. A Guerra é falência da Política. A política é a solução dos conflitos pelas vias pacíficas, diplomáticas, dialógicas. A guerra é a morte da política e a emergência da barbárie, onde os lados querem a eliminação física, um do outro.
Israel: um revide desproporcional
Não há dúvida, a resposta de Israel ao Hamás está sendo desproporcional, afinal é um Estado que está bombardeando uma Nação indefesa. O povo palestino ao não ter como frear os radicais do Hamás, sofre a ira do Estado Judeu. A ação de Israel tem como objetivo duas questões centrais: de um lado, dar uma resposta política às agressões advindas das fronteiras Sul e agora Norte, em vésperas de eleições nacionais e de outro creditar na conta do Hamás toda a destruição da infra-estrutura da sociedade palestina. Israel na prática está exigindo que a sociedade palestina abandone o Hamás política e eleitoralmente. Recentemente a organização palestina moderada Fatah foi derotada eleitoralmente pelo Hamás.
O Conflito na Faixa de Gaza
Quem tem razão? Os Palestinos que estão sendo vítimas do ataque militar defensivo de um Estado poderoso, ou Israel, que ao ser atacado por uma organização militar palestina, o Hamás, revida, matando inocentes?
Programação do Café Tiquin
Veja a programação do final de semana do Café Tiquin:
- Quarta (14/01): Tito Coutinho, a partir das 21h
- Quinta (15/01): Alexandre Souza, a partir das 21h
- Sexta (16/01): Adilson Alcântara, a partir das 22h
- Sábado (17/01): Creedence, das 19 às 21h
- Sábado (17/01): Bernardo Miranda, a partir das 21h
- 2ª-feira (19/01): Bush Bye Bye Party
O Bush filho sai de cena no dia 19 de janeiro. E, claro, não poderíamos deixar essa passar. Já são mais de 600 festas ao redor do mundo e aqui o 'bota fora' do mala do Bush - que só fez explodir bomba, incitar o consumismo e passar vexame - vai acontecer no Tiquin Boutique Bar Café, dia 19 às 19h. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin.
_______________________
Café Tiquin
Rua Municipalidade, 1757 - entre Soares Carneiro e Manoel Evaristo.
Fone: 3233-9009
- Quarta (14/01): Tito Coutinho, a partir das 21h
- Quinta (15/01): Alexandre Souza, a partir das 21h
- Sexta (16/01): Adilson Alcântara, a partir das 22h
- Sábado (17/01): Creedence, das 19 às 21h
- Sábado (17/01): Bernardo Miranda, a partir das 21h
- 2ª-feira (19/01): Bush Bye Bye Party
O Bush filho sai de cena no dia 19 de janeiro. E, claro, não poderíamos deixar essa passar. Já são mais de 600 festas ao redor do mundo e aqui o 'bota fora' do mala do Bush - que só fez explodir bomba, incitar o consumismo e passar vexame - vai acontecer no Tiquin Boutique Bar Café, dia 19 às 19h. O evento em Belém é uma iniciativa do Libra Design, com apoio do DançunSeRasgum!!Produciones, Cerveja Schin e Café Tiquin.
_______________________
Café Tiquin
Rua Municipalidade, 1757 - entre Soares Carneiro e Manoel Evaristo.
Fone: 3233-9009
CUT: Contra a crise, garantia de emprego
Escrito por CUT Nacional
12/01/2009
CUT não participará de reunião na Fiesp/Força marcada para esta terça
A Central Única dos Trabalhadores reafirma que a luta pelo emprego deve ter como princípio a garantia de manutenção das vagas sem flexibilização dos direitos nem redução de salários. A saída para a crise passa pela geração de novos empregos, com a necessária redução drástica das taxas de juros e o fim do superávit primário.
Portanto, a CUT não vai participar de uma reunião que tem como ponto de partida a redução de salários atrelada à redução da jornada, suspensão de contratos e flexibilização de direitos.
Para o Presidente Artur o processo de negociação não é apenas válido, como necessário. Mas a partir de outras premissas.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
extraido de www.cut.org.br
12/01/2009
CUT não participará de reunião na Fiesp/Força marcada para esta terça
A Central Única dos Trabalhadores reafirma que a luta pelo emprego deve ter como princípio a garantia de manutenção das vagas sem flexibilização dos direitos nem redução de salários. A saída para a crise passa pela geração de novos empregos, com a necessária redução drástica das taxas de juros e o fim do superávit primário.
Portanto, a CUT não vai participar de uma reunião que tem como ponto de partida a redução de salários atrelada à redução da jornada, suspensão de contratos e flexibilização de direitos.
Para o Presidente Artur o processo de negociação não é apenas válido, como necessário. Mas a partir de outras premissas.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
extraido de www.cut.org.br
"Palestino é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!"
Escrito por Ana Paula Carrion
10/01/2009
Protesto pede fim do massacre ao Estado de Israel
Ato no MaspNesta sexta-feira (9), o Masp em São Paulo, foi palco de nova manifestação contra o genocídio que vem ocorrendo na Palestina. Integrantes da comunidade árabe e movimentos sociais prestaram solidariedade e pediram o fim do massacre ao estado de Israel.
Ao som de palavras de ordem "Palestino é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!". "Estado de Israel, Estado assassino e, viva a luta do povo palestino!" os manifestantes arremessaram dezenas de sapatos e queimaram um boneco representando Bush.
O dirigente custista Júlio Turra, presente no ato, ressaltou sua indignação frente aos fatos. "Estamos mais uma vez denunciando o genocídio contra o povo palestino promovido por uma enorme máquina de guerra sob o patrocínio norte-americano. Em nome de um protesto de Israel que ocupa terras palestinas, há 61 anos, mais de 800 pessoas já morreram entre elas, mulheres, crianças e idosos. A CUT é solidaria ao povo palestino e quer o fim do massacre", enfatizou.
Várias manifestações vêm ocorrendo em todo Brasil: Rio de janeiro, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Foz do Iguaçu reuniram milhares de pessoas em solidariedade à causa palestina. No domingo (11) São Paulo voltará a ser palco de novos protestos. A Marcha Contra o Massacre de Israel sairá às 10 horas do Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista.
Extraido de www.cut.org.br
10/01/2009
Protesto pede fim do massacre ao Estado de Israel
Ato no MaspNesta sexta-feira (9), o Masp em São Paulo, foi palco de nova manifestação contra o genocídio que vem ocorrendo na Palestina. Integrantes da comunidade árabe e movimentos sociais prestaram solidariedade e pediram o fim do massacre ao estado de Israel.
Ao som de palavras de ordem "Palestino é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!". "Estado de Israel, Estado assassino e, viva a luta do povo palestino!" os manifestantes arremessaram dezenas de sapatos e queimaram um boneco representando Bush.
O dirigente custista Júlio Turra, presente no ato, ressaltou sua indignação frente aos fatos. "Estamos mais uma vez denunciando o genocídio contra o povo palestino promovido por uma enorme máquina de guerra sob o patrocínio norte-americano. Em nome de um protesto de Israel que ocupa terras palestinas, há 61 anos, mais de 800 pessoas já morreram entre elas, mulheres, crianças e idosos. A CUT é solidaria ao povo palestino e quer o fim do massacre", enfatizou.
Várias manifestações vêm ocorrendo em todo Brasil: Rio de janeiro, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Foz do Iguaçu reuniram milhares de pessoas em solidariedade à causa palestina. No domingo (11) São Paulo voltará a ser palco de novos protestos. A Marcha Contra o Massacre de Israel sairá às 10 horas do Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista.
Extraido de www.cut.org.br
Oficina: Rede Amazônia de Protagonismo Juvenil
A oficina será realizado nos dias 15, 16 e 17 de janeiro no auditório do Sindicato dos Médicos, em Belém, e reunirá representantes de Pontos de Cultura, Redes de Agenda 21 Locais e Fóruns de Economia Solidária. O objetivo é capacitar 50 agentes de desenvolvimento local com uma metodologia de desenvolvimento voltada à realidade amazônica. A iniciativa parte do projeto Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil, que articula atualmente 17 pontos de cultura de diversas regiões do Pará, articulados em quatro pólos: Metropolitano, Sul e Sudeste, Marajó, Transxingu-Tapajós.
A Oficina terá dois momentos: Formação na metodologia em Desenvolvimento Local Amazônico (DELA) e Formação Sócio-Política. O Desenvolvimento Local Amazônico surge como uma filosofia de promoção do desenvolvimento humano e social sustentável por meio do investimento em capital social – priorizando a articulação e animação de redes sociais distribuídas (pessoa a pessoa) e a democratização das relações na base da sociedade e no quotidiano do cidadão.
A oficina DELA será ministrada por Fidélis Júnior Martins Paixão, advogado, especialista em desenvolvimento local e agenda 21 e Carlos Eduardo, administrador, especialista em Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Regional; membro da Coordenação do Fórum Brasileiro de Ong’s e Movimentos Sociais e da Coordenação da Agenda 21 Brasileira.
O professor Edir Veiga, Doutor em Ciência Política, falará de democracia, políticas públicas e participação; as concepções de democracia e sua influência na constituição do Estado; instituições Políticas Brasileiras.
O projeto Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil é coordenado pela Ong Argonautas Ambientalistas da Amazônia e funciona como um agente articulador e dissiminador de tecnologias e métodos que favorecem a promoção da cultura, da economia e das relações sociais na região amazônica.
Contatos:
Carlos Eduardo Siqueira – 8215-1331
Lua Gabriel - 8215-
extraido em www.redejuvenil.com.br
A Oficina terá dois momentos: Formação na metodologia em Desenvolvimento Local Amazônico (DELA) e Formação Sócio-Política. O Desenvolvimento Local Amazônico surge como uma filosofia de promoção do desenvolvimento humano e social sustentável por meio do investimento em capital social – priorizando a articulação e animação de redes sociais distribuídas (pessoa a pessoa) e a democratização das relações na base da sociedade e no quotidiano do cidadão.
A oficina DELA será ministrada por Fidélis Júnior Martins Paixão, advogado, especialista em desenvolvimento local e agenda 21 e Carlos Eduardo, administrador, especialista em Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Regional; membro da Coordenação do Fórum Brasileiro de Ong’s e Movimentos Sociais e da Coordenação da Agenda 21 Brasileira.
O professor Edir Veiga, Doutor em Ciência Política, falará de democracia, políticas públicas e participação; as concepções de democracia e sua influência na constituição do Estado; instituições Políticas Brasileiras.
O projeto Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil é coordenado pela Ong Argonautas Ambientalistas da Amazônia e funciona como um agente articulador e dissiminador de tecnologias e métodos que favorecem a promoção da cultura, da economia e das relações sociais na região amazônica.
Contatos:
Carlos Eduardo Siqueira – 8215-1331
Lua Gabriel - 8215-
extraido em www.redejuvenil.com.br
TIQUIN é o Point da UFPA
Neste período em que grande parte da UFPA está de férias, inclusive eu, o melhor local para encontrar a cidadania da UFPA é na butique Tiquin, que fica na municipalidade, em frente do residencial Olimpus. Depois das 17 hs, a turma do chopp está toda por lá.
Eleição na UFRA
Em breve teremos eleições para reitor da UFRA. Novamente situação e oposição se enfrentam. O atual vice-reitor é forte candidato.
Ana Júlia e o Metrô Aquático
Todos sabem que Belém possui uma região litorânea e outra continental. Estudiosos apontam que uma integração intermodal entre o transporte rodoviário e o hidroviário, poderia, a baixo custo, e a curto prazo, resolver grande parte dos engarrafamentos da entrada e do centro da cidade. Caso o governo Ana Júlia opte por esta alternativa, faria um gol de placa. Seria o Metrô Aquático.
Secretaria de Transporte e o trânsito em Belém
O Secretário de Transporte Waldir Ganzer deve assumir postura pró-ativa em relação ao caótico trânsito da região metropolitana. Em breve o governo deve anunciar um pacote de medidas, de curto prazo, que devem tirar a população do sufoco. Se o governo fizer o prometido, já estará garantindo pelo menos 30% da reeleição de Ana.
Novas postagens
Volto a postar a partir das 17 hs. Estou fazendo check up de saúde. Ninguém é de ferro.
Congresso Mundial das Igrejas Ecumênicas
Foi ontem, em Mariápolis, o debate sobre a Amazônia e seus desafios e o papel da sociedade civil mundial, e em particular das igrejas ecumênicas.Este debate fez parte da programação do Enconcotro Mundial Anual das Igrejas Ecumênicas, que tem séde em Genebra.Partciparam como debatedores O prof. Dr. internacionalista Alberto Teixeira, discutindo o contexto internacional e a Amazônia, o Prof. cientista social Walgomiro apresentou as políticas do governo Lula para a Amazônia e eu apresentei o perfil econômico, social e político da sociedade civil municipal da amazônia brasileira.Estavam presentes 17 dirigentes internacionais das igrejas ecumênicas e mais seis estudantes, um de cada continente, que venceram o concurso, continental, de monografias sobre o papel do ecumenismo nas transformações sociais globais.
15-01: Festa de aniversário de Maneschy com adesão
Nesta quinta feira, dia 15 de janeiro, ocorrerá um jantar de adesão ao aniversário do professor Carlos Maneschy, reitor eleito e homologado da UFPA. O evento ocorrerá no La Pomme D'or, que fica na José Bonifácio. Os convites podem ser adquiridos com a Livi e com a Tutuca, ao custo de R$ 40,00( quarenta reais). São esperadas pelo menos quatrocentas pessoas da UFPA.
Reitor da UFPA: Maneschy aguarda ata
O reitor eleito e homologado pelo CONSUN da UFPA aguarda a ata para apressar em Brasília a sua nomeação. Os contatos todos já foram feitos. Inclusive contra-dossiês contra as queimações, em relação à questão TCU, já foi entregue aos principais atores administrativos e políticos de BSB. Esperamos que a ata a ser elaborada pelo CONSUN, obedeça todos os pressupostos legais para que o processo seja eficaz e rápido.
Combate aos homicídios: a receita que vem de S.Paulo
O governo de S.Paulo reduziu pela metade o número dos asassinatos naquela cidade. Qual a receita? prender mais e manter os bandidos na cadeia. O comando de segurança pública ampliou a presença de policiais nas ruas, mapeou os locais de maior índices de assassinatos e os dias de semana em que estes acontecem e ampliou o número de vagas nas prisões. Isto resolve o problema da violência? não. O combate às causas da violência demandam políticas públicas estruturantes e tem efeitos no médio a longo prazo. Mas a ação do governo diminuiu pela metade, o números de homicídios em S.Paulo, e cada vida que é salva, nesta ação coercitiva/preventiva, é muito importante para cada família, que não sentirá a dor de uma perda trágica. Porque não copiamos de S.Paulo esta metodologia? esta roda já foi inventada. Tudo o que acabei de relatar é reconhecido pelos cientistas sociais do sudeste. O BOM GOVERNO SALVA VIDAS.
Benassuly volta a comandar a Polícia Civil
O delegado Benassuly volta ao comando da Polícia Civil. Dono de uma história ímpar de postura ético-moral à frente dos órgãos públicos, Bena, como é conhecido dos amigos, é garantia de ação republicana à frente da PC. A forte solidariedade com seus irmãos de serviço levou Benassuly, no episódio de Abaeté, a cometer um ato falho, através de uma declaração no Senado Federal. Benassuly volta prestigiado ao cargo e representa unidade na PC e solidariedade interna do governo popular.
12 de Janeiro e Belém: procura-se um estadista
O aniversário de Belém é também um momento de reflexão sobre a cidade e seu crescimento desordenado. Uma coisa parece consensual, há muito nossa cidade não conhece um estadista à frente do executivo. Nossa cidade é pequena, se comparada com as megalópolis do Brasil. Só o bairro de Santo Amaro, em S.Paulo, é maior do que nossa cidade. Nossa "city" denuncia que nenhum gestor pensou a cidade para os 30 anos seguintes. Procura-se estadistas.
Argonautas promovem curso de formação política
A partir de hoje, 12 de janeiro, a ONG Argonautas da Amazônia inicia um curso de formação política dirigida à juventude. Esta programação faz parte da qualificação da juventude para a gestão dos pontos de culturas, que estão sendo implantados no estado. Dia 15 (quinta) farei uma palestra sobre o tema: Democracia Participativa.
Segurança multidimensional da Pan-Amazônia, por Alberto Teixeira da Silva
Meridiano 47Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais - ISSN 1518-1219
A Pan-Amazônia vai se transformar na arena dominante dos debates promovidos pelo Forum Social Mundial (FSM) que ocorrerá na cidade de Belém no período de 27 de janeiro à 1 de fevereiro de 2009. Será um momento de reflexões, diálogos e proposições para compreender e atualizar as agendas temáticas no contexto dessa imensa porção geográfica estratégica para o desenvolvimento local, nacional, continental e global. Com efeito, no cenário da sociedade pós-industrial, mudanças substantivas conformam novas percepções e paradigmas num mundo em franca ebulição de idéias, dilemas e projetos civilizatórios. Diante das complexas dimensões da globalização - econômica, política, social, tecnológica, cultural e ambiental - desafios inadiáveis e ameaças sistêmicas como a pobreza, desigualdade, estagnação econômica, corrupção, violência e catástrofes climáticas; cresce a importância de trocas de experiências, pesquisas e saberes sobre processos contemporâneos na formatação de padrões de estabilidade, desenvolvimento e paz, como condição do progresso e bem estar das sociedades humanas.
O paradigma da política internacional fundado no domínio exclusivo dos Estados está sendo tencionado por novas configurações de políticas de governança baseadas numa multiplicidade de agendas e atores. No contexto da globalização multidimensional e emergência de arenas multifacetadas como meio ambiente, migrações, direitos humanos, criminalidade; potencializada pela velocidade das inovações tecnológicas, formação de redes (networks), surgem novos desafios cognitivos e busca de referenciais que reorientem perspectivas interpretativas na apreensão dos fenômenos contemporâneos. O cenário atual das relações internacionais molda-se nos arranjos sistêmicos da política para além da clássica abordagem interestatal.
Agora se inicia uma era pós-política internacional, na qual os atores estatais são obrigados a partilhar o cenário e o poder global com organizações internacionais, companhias transnacionais, além de movimentos políticos e sociais de escopo transnacional/global. Isso não quer dizer que o Estado deixou de ser o ator mais importante e influente, mas agora não são os únicos no palco das decisões mundiais. A segurança ambiental adquire importância, pois implica na segurança vital da biosfera, na perspectiva de regulação sustentável dos recursos naturais, cooperação entre Estados e mobilização de populações em torno dos objetivos de proteção. Vai perdendo sentido a diferenciação entre high politics (agenda estratégico-militar) e low politics (agenda econômica, social e ecológica), considerando que a interdependência crescente no contexto da sociedade global vai minando as fronteiras nas agendas de governo, fazendo com que os objetivos de uma ampla segurança humana se entrelacem.
A agenda da segurança mundial com o término da guerra fria e derrocada do socialismo histórico tem se alargado de forma significativa para incorporar novos temas e distintas problemáticas. O fim da bipolaridade e as transformações no leste europeu resultaram numa ordem multipolar de interdependências globais e agendas multifacetadas que tencionam o conceito de segurança para além do enfoque tradicional de estudos estratégico-militares. A noção de defesa nacional centrada na visão estadocêntrica no marco da soberania territorial mostra-se insuficiente para garantir situações de estabilidade e desenvolvimento. A globalização está erodindo a soberania dos Estados, expondo vulnerabilidades num contexto da nova arquitetura da (in)insegurança mundial. As formas clássicas de resolução dos conflitos pela via armamentista e intimidação bélica já não respondem aos desafios e impasses contemporâneos.
A segurança militar continua relevante e decisiva, mas não é a única a ser garantida. Emergem ameaças e desafios que afetam a segurança internacional, mostrando que novas configurações planetárias - interdependência econômica, velocidade tecnológica e informacional e desequilíbrios ecológicos, irão conduzir políticas de segurança para outras esferas não exclusivamente militares. Riscos e efeitos devastadores derivados do aquecimento global, perda de diversidade biológica, desertificação, violência, marginalidade, exclusão social, lixo urbano, degradação dos recursos hídricos, enfim, um conjunto de situações caóticas expõe uma crise mundial sistêmica e projeta desequilíbrios perturbadores que já ameaçam a paz no contexto das relações internacionais. Conflitos ambientais transfronteiriços decorrentes do processo combinado de crise de escassez e crescente mercantilização da natureza estão hoje no centro das políticas de governança mundial, conformando incertezas no curso da nova geopolítica global tensa e turbulenta.
A Amazônia está no epicentro das grandes preocupações regionais, nacionais e transnacionais. Não por acaso, suscita questionamentos e disputas calorosas, reacendendo debates controversos sobre soberania, defesa, territórios, presença incontrolada de múltiplos atores e desafios crescentes de compatibilizar proteção dos recursos naturais, crescimento econômico, justiça social e gestão democrática, enfim, a quadradura do círculo do desenvolvimento sustentável. A ampla variedade de temas suscitados pelo problema da segurança numa região de fronteira do capitalismo global, marcada por profundas assimetrias e conflitos, projeta análises e configurações significativas sobre o subcontinente amazônico no cenário das transformações e políticas de integração forjadas pelos blocos e arranjos de governanças na América do Sul.
Na agenda da segurança global multidimensional (atores e processos), a Amazônia internacional (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Suriname, Guiana, Venezuela e o território da Guiana Francesa) tem papel de destaque pela importância crucial dos recursos naturais que abriga, conformando territórios de sociobiodiversidade, serviços ambientais e climáticos absolutamente decisivos no limiar do século XXI. As análises sobre segurança da Pan-Amazônia devem estabelecer inter-relações entre as dimensões militar, social, energética, alimentar, hídrica, climática, florestal, etc. Não é possível defender a região num ambiente hostil, adverso, sem infraestrutura, carente de saúde pública e políticas de inclusão social. Não se pode deixar de almejar um modelo de desenvolvimento centrado nos direitos básicos de cidadania e sustentabilidade dos recursos e bens coletivos.
No entanto, a fragilidade institucional dos países amazônicos e baixa integração de ações no âmbito da cooperação bilateral e multilateral enfraquecem as iniciativas de governança regional de sustentar uma política sul-americana de desenvolvimento endógeno. A perspectiva dos problemas e soluções que afetam as populações panamazônicas é de natureza sistêmica e dialética, realidades entrelaçadas pela história das civilizações que se cruzam no tempo e no espaço, transbordando em fronteiras físicas e vivas de culturas milenares e modernas. Os múltiplos movimentos, alianças e cidadãos planetários presentes no FSM, querem ser protagonistas da construção de outra globalização.
Alberto Teixeira da Silva é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará (alberts@superig.com.br).
A Pan-Amazônia vai se transformar na arena dominante dos debates promovidos pelo Forum Social Mundial (FSM) que ocorrerá na cidade de Belém no período de 27 de janeiro à 1 de fevereiro de 2009. Será um momento de reflexões, diálogos e proposições para compreender e atualizar as agendas temáticas no contexto dessa imensa porção geográfica estratégica para o desenvolvimento local, nacional, continental e global. Com efeito, no cenário da sociedade pós-industrial, mudanças substantivas conformam novas percepções e paradigmas num mundo em franca ebulição de idéias, dilemas e projetos civilizatórios. Diante das complexas dimensões da globalização - econômica, política, social, tecnológica, cultural e ambiental - desafios inadiáveis e ameaças sistêmicas como a pobreza, desigualdade, estagnação econômica, corrupção, violência e catástrofes climáticas; cresce a importância de trocas de experiências, pesquisas e saberes sobre processos contemporâneos na formatação de padrões de estabilidade, desenvolvimento e paz, como condição do progresso e bem estar das sociedades humanas.
O paradigma da política internacional fundado no domínio exclusivo dos Estados está sendo tencionado por novas configurações de políticas de governança baseadas numa multiplicidade de agendas e atores. No contexto da globalização multidimensional e emergência de arenas multifacetadas como meio ambiente, migrações, direitos humanos, criminalidade; potencializada pela velocidade das inovações tecnológicas, formação de redes (networks), surgem novos desafios cognitivos e busca de referenciais que reorientem perspectivas interpretativas na apreensão dos fenômenos contemporâneos. O cenário atual das relações internacionais molda-se nos arranjos sistêmicos da política para além da clássica abordagem interestatal.
Agora se inicia uma era pós-política internacional, na qual os atores estatais são obrigados a partilhar o cenário e o poder global com organizações internacionais, companhias transnacionais, além de movimentos políticos e sociais de escopo transnacional/global. Isso não quer dizer que o Estado deixou de ser o ator mais importante e influente, mas agora não são os únicos no palco das decisões mundiais. A segurança ambiental adquire importância, pois implica na segurança vital da biosfera, na perspectiva de regulação sustentável dos recursos naturais, cooperação entre Estados e mobilização de populações em torno dos objetivos de proteção. Vai perdendo sentido a diferenciação entre high politics (agenda estratégico-militar) e low politics (agenda econômica, social e ecológica), considerando que a interdependência crescente no contexto da sociedade global vai minando as fronteiras nas agendas de governo, fazendo com que os objetivos de uma ampla segurança humana se entrelacem.
A agenda da segurança mundial com o término da guerra fria e derrocada do socialismo histórico tem se alargado de forma significativa para incorporar novos temas e distintas problemáticas. O fim da bipolaridade e as transformações no leste europeu resultaram numa ordem multipolar de interdependências globais e agendas multifacetadas que tencionam o conceito de segurança para além do enfoque tradicional de estudos estratégico-militares. A noção de defesa nacional centrada na visão estadocêntrica no marco da soberania territorial mostra-se insuficiente para garantir situações de estabilidade e desenvolvimento. A globalização está erodindo a soberania dos Estados, expondo vulnerabilidades num contexto da nova arquitetura da (in)insegurança mundial. As formas clássicas de resolução dos conflitos pela via armamentista e intimidação bélica já não respondem aos desafios e impasses contemporâneos.
A segurança militar continua relevante e decisiva, mas não é a única a ser garantida. Emergem ameaças e desafios que afetam a segurança internacional, mostrando que novas configurações planetárias - interdependência econômica, velocidade tecnológica e informacional e desequilíbrios ecológicos, irão conduzir políticas de segurança para outras esferas não exclusivamente militares. Riscos e efeitos devastadores derivados do aquecimento global, perda de diversidade biológica, desertificação, violência, marginalidade, exclusão social, lixo urbano, degradação dos recursos hídricos, enfim, um conjunto de situações caóticas expõe uma crise mundial sistêmica e projeta desequilíbrios perturbadores que já ameaçam a paz no contexto das relações internacionais. Conflitos ambientais transfronteiriços decorrentes do processo combinado de crise de escassez e crescente mercantilização da natureza estão hoje no centro das políticas de governança mundial, conformando incertezas no curso da nova geopolítica global tensa e turbulenta.
A Amazônia está no epicentro das grandes preocupações regionais, nacionais e transnacionais. Não por acaso, suscita questionamentos e disputas calorosas, reacendendo debates controversos sobre soberania, defesa, territórios, presença incontrolada de múltiplos atores e desafios crescentes de compatibilizar proteção dos recursos naturais, crescimento econômico, justiça social e gestão democrática, enfim, a quadradura do círculo do desenvolvimento sustentável. A ampla variedade de temas suscitados pelo problema da segurança numa região de fronteira do capitalismo global, marcada por profundas assimetrias e conflitos, projeta análises e configurações significativas sobre o subcontinente amazônico no cenário das transformações e políticas de integração forjadas pelos blocos e arranjos de governanças na América do Sul.
Na agenda da segurança global multidimensional (atores e processos), a Amazônia internacional (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Suriname, Guiana, Venezuela e o território da Guiana Francesa) tem papel de destaque pela importância crucial dos recursos naturais que abriga, conformando territórios de sociobiodiversidade, serviços ambientais e climáticos absolutamente decisivos no limiar do século XXI. As análises sobre segurança da Pan-Amazônia devem estabelecer inter-relações entre as dimensões militar, social, energética, alimentar, hídrica, climática, florestal, etc. Não é possível defender a região num ambiente hostil, adverso, sem infraestrutura, carente de saúde pública e políticas de inclusão social. Não se pode deixar de almejar um modelo de desenvolvimento centrado nos direitos básicos de cidadania e sustentabilidade dos recursos e bens coletivos.
No entanto, a fragilidade institucional dos países amazônicos e baixa integração de ações no âmbito da cooperação bilateral e multilateral enfraquecem as iniciativas de governança regional de sustentar uma política sul-americana de desenvolvimento endógeno. A perspectiva dos problemas e soluções que afetam as populações panamazônicas é de natureza sistêmica e dialética, realidades entrelaçadas pela história das civilizações que se cruzam no tempo e no espaço, transbordando em fronteiras físicas e vivas de culturas milenares e modernas. Os múltiplos movimentos, alianças e cidadãos planetários presentes no FSM, querem ser protagonistas da construção de outra globalização.
Alberto Teixeira da Silva é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará (alberts@superig.com.br).
Mestrado em Ciência Política tem nova coordenação
Nesta quinta feira o Colegiado do Mestrado em Ciência Política elegeu sua nova direção, são os professores doutores Celso Coelho e Alberto Luis. Parabens para a dupla, que contarão com nosso integral apoio.
O Congresso mundial dos Pastores
Nos próximos dias, a partir de segunda feira está occorrendo em Benevides o Congresso Mundial de Pastores. Este é um evento que reune as igrejas que lutam pelo prática ecumênica em todo o Mundo. O encontro precede o Fórum Social Mundial. Na segunda feira estarei apresentando um painel sobre a Amazônia e o papel da sociedade civil mundial, incluindo a igreja, na defesa deste rico ecossistema.
PT pra valer reune quadros
Neste final de semana a tendência interna PT pra valer faz atividades de formação política. Hoje estarei apresentando uma palestra sobre a temática: a Hegemonia em Gramsci.
A morte pede carona
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal
A professora Doutora em História da UFPA e Diretora Geral da Escola de Governo, Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal pelo PT. Conheço Edilza desde 1980, da luta contra a Ditadura Militar. Jamais ví esta mulher fora da s lutas políticas travadas nestes últimos 28 anos. Como Edilza sempre foi um quadro político de destaque e claramente posicionada, na UFPA e na sociedade, sempre será uma pessoa polêmica.
Maneschy teve encontro com Tarso Genro e Luis Dulce
Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2008, o reitor eleito da UFPA teve um encontro, em S.Paulo, com os Ministros da Justiça Tarso Genro e da secretaria geral da Presidência da República, Luis Dulce.
FSM: Maneschy participa de debate com Tarso Genro e Marina Silva
Durante o o Fórum Social Mundial, o reitor eleito da UFPA Carlos Maneschy participa de um debate com a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro e com a senadora Marina Silva.
Ata da reunião do CONSUN sai na semana que vem
A ata com o resultado da reunião do CONSUN que homologou o resultado da consulta eleitoral para reitor da UFPA deve ficar pronta até a próxima quarts feira, da semana que vem.
Todos os ex-reitores apoiaram Maneschy
Para quem não sabe, todos os ex-reitores, vivos, apoiaram a candidatura Maneschy à reitoria.
Por que o PMDB não dá voo solo?
A resposta é estruturada com base na estrutura política nacional do PMDB, e que está relacionada com as regras do jogo do sistema eleitoral brasileiro:
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.
Cenários políticos para 2009
Não sou bruxo nem xamã, mas farei algumas previsões para serem conferidas nos próximos doze meses. As previsões na área política são sempre precárias, mas com base nas histórias dos atores políticos, nas regras do jogo e na estrutura subnacional e federativa da maioria dos partidos políticos brasileiros, especialmente o PMDB, podemos apresentar as seguintes tendências para o próximo processo sucessório.
Caso seja aprovada em 2009 o fim da reeleição, teremos os seguintes desdobramentos políticos:
1- Aécio apóia Serra, estando ou não na chapa presidencial.
2- PMDB não lança candidato presidencial
3- No estado do Pará a tendência é o PMDB fechar com a reeleição de ana Júlia. Claro, o governo deve estar com boa avaliação popular até o final do segundo semestre de 2009.
4- Jatene sai candidato para construir um palanque estadual para Serra. O PSDB no Pará, neste cenário, teria baixa capacidade de competição eleitoral. O PSDB paraense deve encolher ainda mais, nas eleições de 2010.
5- Neste cenário o governo popular só não se reelege, se tropeçar nas próprias pernas. O que aliás vem ocorrendo até o presente momento.
Caso seja aprovada em 2009 o fim da reeleição, teremos os seguintes desdobramentos políticos:
1- Aécio apóia Serra, estando ou não na chapa presidencial.
2- PMDB não lança candidato presidencial
3- No estado do Pará a tendência é o PMDB fechar com a reeleição de ana Júlia. Claro, o governo deve estar com boa avaliação popular até o final do segundo semestre de 2009.
4- Jatene sai candidato para construir um palanque estadual para Serra. O PSDB no Pará, neste cenário, teria baixa capacidade de competição eleitoral. O PSDB paraense deve encolher ainda mais, nas eleições de 2010.
5- Neste cenário o governo popular só não se reelege, se tropeçar nas próprias pernas. O que aliás vem ocorrendo até o presente momento.
Governo do Estado: É hora de dar visibilidade às realizações
Passaram-se 24 meses de instalação do governo Ana Júlia. O ano de 2009 é o momento de apresentar os resultados dos primeiros dois anos de gestação e 2010 seria o ano de explosão de opinião pública. Vejo com preocupação o eixo político que são produzidos quando das divulgações midiática dos primeiros resultados da ação deste governo. Querem um exemplo? Como foi apresentado e capitalizado a conquista da UFOPA? até pareceu algo secundário, devido ao pouco destaque que recebeu da estratégia ou falta de estratégia da assessoria de comunicação. O que o governo precisa entender é que a estratégia de divulgação dos resultados de governo não deve ficar para implementação na área técnica de comunicação, mas na área de comunicação estratégica a ser comandada por quadros políticos de alta envergadura. Não esqueçam amigos do governo: Marketing sem obras é estelionato e obras sem marketing é suicídio político. O governo deve atingir pelo menos 30% da população com obras diretas e ganhar outros 21% com opinião favorável em relação à obras realizadas. As classes médias são vitais dentro desta estratégia.
Estamos de volta
Após estes dias de final de ano precisamos voltar à vida como ela é. Muitos temas estão na agenda midiática como: invasão de Gaza, pressão pmedebista sobre o governo estadual, a disputa sub-reptícia no PSDB entre Serra e e Aécio, a possível substituição do Chefe da Casa Civil do governo do estado e outros temas que estão chegando como o FSM e o retorno do papão à série B.
Ortografia
Abaixo postamos tanto a capa da revista REALIDADE do mês de julho de 1968 da Editora Abril; quanto, na íntegra, a matéria "ESTE MOÇO COMANDA A AGITAÇÃO Luiz Travassos, presidente da UNE". As digitalizações têm ampliação suficiente às leituras. O texto em questão foi publicado antes da Lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971, que suprimiu o acento circunflexo na distinção dos homógrafos, responsável por 70% das divergências ortográficas com Portugal, e os acentos que marcavam a sílaba subtônica nos vocábulos derivados com o sufixo "mente" ou iniciados por "z". A ortografia da reportagem nos parece esquisita porque: ou aprendemos a escrever sob as regras estabelecidas em 1971, ou a elas nos acostumamos. Teremos quatro anos para nos adaptar ao Acordo Ortográfico que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009. É muito tempo para tão "poucas" mudanças: http://search.folha.com.br/search?site=online&q=reforma+ortogr%E1fica&src=redacao.
A cobertura dada por REALIDADE ao movimento estudantil precede os piores momentos da história recente brasileira — estávamos às vesperas do Ato Institucional nº5 (http://www.unificado.com.br/calendario/12/ai5.htm), com 40 anos completos no mês passado.
Aos seis anos de idade nao havia força física nem ideologia para um confronto com a Ditadura. Em 1978 perdemos um colega que, na "clandestinidade", tocava ao violão e cantarolava Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, do Geraldo Vandré. Em 1979 nos confrontamos com a Polícia Militar e as Forças Armadas provocando a interdição da avenida Almirante Barroso. No ano de 1986, em Brasília, nos deparamos com o torturador da colega pernambucana Rosa Medeiros; episódio em que o ex-exilado político na Alemanha Oriental, médico e artista plástico, Ypiranga Filho (também pernambucano) foi as vias de fato com o verdugo incógnito por detrás de um balcão de hotel público — demos uma forcinha ao nosso camarada trotskista. Currículo miúdo: sem formalité, só cachacé.
Postado por Haroldo Baleixe
5/1/09 4:59 PM
A cobertura dada por REALIDADE ao movimento estudantil precede os piores momentos da história recente brasileira — estávamos às vesperas do Ato Institucional nº5 (http://www.unificado.com.br/calendario/12/ai5.htm), com 40 anos completos no mês passado.
Aos seis anos de idade nao havia força física nem ideologia para um confronto com a Ditadura. Em 1978 perdemos um colega que, na "clandestinidade", tocava ao violão e cantarolava Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, do Geraldo Vandré. Em 1979 nos confrontamos com a Polícia Militar e as Forças Armadas provocando a interdição da avenida Almirante Barroso. No ano de 1986, em Brasília, nos deparamos com o torturador da colega pernambucana Rosa Medeiros; episódio em que o ex-exilado político na Alemanha Oriental, médico e artista plástico, Ypiranga Filho (também pernambucano) foi as vias de fato com o verdugo incógnito por detrás de um balcão de hotel público — demos uma forcinha ao nosso camarada trotskista. Currículo miúdo: sem formalité, só cachacé.
Postado por Haroldo Baleixe
5/1/09 4:59 PM