Meridiano 47Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais - ISSN 1518-1219
A Pan-Amazônia vai se transformar na arena dominante dos debates promovidos pelo Forum Social Mundial (FSM) que ocorrerá na cidade de Belém no período de 27 de janeiro à 1 de fevereiro de 2009. Será um momento de reflexões, diálogos e proposições para compreender e atualizar as agendas temáticas no contexto dessa imensa porção geográfica estratégica para o desenvolvimento local, nacional, continental e global. Com efeito, no cenário da sociedade pós-industrial, mudanças substantivas conformam novas percepções e paradigmas num mundo em franca ebulição de idéias, dilemas e projetos civilizatórios. Diante das complexas dimensões da globalização - econômica, política, social, tecnológica, cultural e ambiental - desafios inadiáveis e ameaças sistêmicas como a pobreza, desigualdade, estagnação econômica, corrupção, violência e catástrofes climáticas; cresce a importância de trocas de experiências, pesquisas e saberes sobre processos contemporâneos na formatação de padrões de estabilidade, desenvolvimento e paz, como condição do progresso e bem estar das sociedades humanas.
O paradigma da política internacional fundado no domínio exclusivo dos Estados está sendo tencionado por novas configurações de políticas de governança baseadas numa multiplicidade de agendas e atores. No contexto da globalização multidimensional e emergência de arenas multifacetadas como meio ambiente, migrações, direitos humanos, criminalidade; potencializada pela velocidade das inovações tecnológicas, formação de redes (networks), surgem novos desafios cognitivos e busca de referenciais que reorientem perspectivas interpretativas na apreensão dos fenômenos contemporâneos. O cenário atual das relações internacionais molda-se nos arranjos sistêmicos da política para além da clássica abordagem interestatal.
Agora se inicia uma era pós-política internacional, na qual os atores estatais são obrigados a partilhar o cenário e o poder global com organizações internacionais, companhias transnacionais, além de movimentos políticos e sociais de escopo transnacional/global. Isso não quer dizer que o Estado deixou de ser o ator mais importante e influente, mas agora não são os únicos no palco das decisões mundiais. A segurança ambiental adquire importância, pois implica na segurança vital da biosfera, na perspectiva de regulação sustentável dos recursos naturais, cooperação entre Estados e mobilização de populações em torno dos objetivos de proteção. Vai perdendo sentido a diferenciação entre high politics (agenda estratégico-militar) e low politics (agenda econômica, social e ecológica), considerando que a interdependência crescente no contexto da sociedade global vai minando as fronteiras nas agendas de governo, fazendo com que os objetivos de uma ampla segurança humana se entrelacem.
A agenda da segurança mundial com o término da guerra fria e derrocada do socialismo histórico tem se alargado de forma significativa para incorporar novos temas e distintas problemáticas. O fim da bipolaridade e as transformações no leste europeu resultaram numa ordem multipolar de interdependências globais e agendas multifacetadas que tencionam o conceito de segurança para além do enfoque tradicional de estudos estratégico-militares. A noção de defesa nacional centrada na visão estadocêntrica no marco da soberania territorial mostra-se insuficiente para garantir situações de estabilidade e desenvolvimento. A globalização está erodindo a soberania dos Estados, expondo vulnerabilidades num contexto da nova arquitetura da (in)insegurança mundial. As formas clássicas de resolução dos conflitos pela via armamentista e intimidação bélica já não respondem aos desafios e impasses contemporâneos.
A segurança militar continua relevante e decisiva, mas não é a única a ser garantida. Emergem ameaças e desafios que afetam a segurança internacional, mostrando que novas configurações planetárias - interdependência econômica, velocidade tecnológica e informacional e desequilíbrios ecológicos, irão conduzir políticas de segurança para outras esferas não exclusivamente militares. Riscos e efeitos devastadores derivados do aquecimento global, perda de diversidade biológica, desertificação, violência, marginalidade, exclusão social, lixo urbano, degradação dos recursos hídricos, enfim, um conjunto de situações caóticas expõe uma crise mundial sistêmica e projeta desequilíbrios perturbadores que já ameaçam a paz no contexto das relações internacionais. Conflitos ambientais transfronteiriços decorrentes do processo combinado de crise de escassez e crescente mercantilização da natureza estão hoje no centro das políticas de governança mundial, conformando incertezas no curso da nova geopolítica global tensa e turbulenta.
A Amazônia está no epicentro das grandes preocupações regionais, nacionais e transnacionais. Não por acaso, suscita questionamentos e disputas calorosas, reacendendo debates controversos sobre soberania, defesa, territórios, presença incontrolada de múltiplos atores e desafios crescentes de compatibilizar proteção dos recursos naturais, crescimento econômico, justiça social e gestão democrática, enfim, a quadradura do círculo do desenvolvimento sustentável. A ampla variedade de temas suscitados pelo problema da segurança numa região de fronteira do capitalismo global, marcada por profundas assimetrias e conflitos, projeta análises e configurações significativas sobre o subcontinente amazônico no cenário das transformações e políticas de integração forjadas pelos blocos e arranjos de governanças na América do Sul.
Na agenda da segurança global multidimensional (atores e processos), a Amazônia internacional (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Suriname, Guiana, Venezuela e o território da Guiana Francesa) tem papel de destaque pela importância crucial dos recursos naturais que abriga, conformando territórios de sociobiodiversidade, serviços ambientais e climáticos absolutamente decisivos no limiar do século XXI. As análises sobre segurança da Pan-Amazônia devem estabelecer inter-relações entre as dimensões militar, social, energética, alimentar, hídrica, climática, florestal, etc. Não é possível defender a região num ambiente hostil, adverso, sem infraestrutura, carente de saúde pública e políticas de inclusão social. Não se pode deixar de almejar um modelo de desenvolvimento centrado nos direitos básicos de cidadania e sustentabilidade dos recursos e bens coletivos.
No entanto, a fragilidade institucional dos países amazônicos e baixa integração de ações no âmbito da cooperação bilateral e multilateral enfraquecem as iniciativas de governança regional de sustentar uma política sul-americana de desenvolvimento endógeno. A perspectiva dos problemas e soluções que afetam as populações panamazônicas é de natureza sistêmica e dialética, realidades entrelaçadas pela história das civilizações que se cruzam no tempo e no espaço, transbordando em fronteiras físicas e vivas de culturas milenares e modernas. Os múltiplos movimentos, alianças e cidadãos planetários presentes no FSM, querem ser protagonistas da construção de outra globalização.
Alberto Teixeira da Silva é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará (alberts@superig.com.br).
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Mestrado em Ciência Política tem nova coordenação
Nesta quinta feira o Colegiado do Mestrado em Ciência Política elegeu sua nova direção, são os professores doutores Celso Coelho e Alberto Luis. Parabens para a dupla, que contarão com nosso integral apoio.
O Congresso mundial dos Pastores
Nos próximos dias, a partir de segunda feira está occorrendo em Benevides o Congresso Mundial de Pastores. Este é um evento que reune as igrejas que lutam pelo prática ecumênica em todo o Mundo. O encontro precede o Fórum Social Mundial. Na segunda feira estarei apresentando um painel sobre a Amazônia e o papel da sociedade civil mundial, incluindo a igreja, na defesa deste rico ecossistema.
PT pra valer reune quadros
Neste final de semana a tendência interna PT pra valer faz atividades de formação política. Hoje estarei apresentando uma palestra sobre a temática: a Hegemonia em Gramsci.
A morte pede carona
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal
A professora Doutora em História da UFPA e Diretora Geral da Escola de Governo, Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal pelo PT. Conheço Edilza desde 1980, da luta contra a Ditadura Militar. Jamais ví esta mulher fora da s lutas políticas travadas nestes últimos 28 anos. Como Edilza sempre foi um quadro político de destaque e claramente posicionada, na UFPA e na sociedade, sempre será uma pessoa polêmica.
Maneschy teve encontro com Tarso Genro e Luis Dulce
Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2008, o reitor eleito da UFPA teve um encontro, em S.Paulo, com os Ministros da Justiça Tarso Genro e da secretaria geral da Presidência da República, Luis Dulce.
FSM: Maneschy participa de debate com Tarso Genro e Marina Silva
Durante o o Fórum Social Mundial, o reitor eleito da UFPA Carlos Maneschy participa de um debate com a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro e com a senadora Marina Silva.
Ata da reunião do CONSUN sai na semana que vem
A ata com o resultado da reunião do CONSUN que homologou o resultado da consulta eleitoral para reitor da UFPA deve ficar pronta até a próxima quarts feira, da semana que vem.
Todos os ex-reitores apoiaram Maneschy
Para quem não sabe, todos os ex-reitores, vivos, apoiaram a candidatura Maneschy à reitoria.
Por que o PMDB não dá voo solo?
A resposta é estruturada com base na estrutura política nacional do PMDB, e que está relacionada com as regras do jogo do sistema eleitoral brasileiro:
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.
Cenários políticos para 2009
Não sou bruxo nem xamã, mas farei algumas previsões para serem conferidas nos próximos doze meses. As previsões na área política são sempre precárias, mas com base nas histórias dos atores políticos, nas regras do jogo e na estrutura subnacional e federativa da maioria dos partidos políticos brasileiros, especialmente o PMDB, podemos apresentar as seguintes tendências para o próximo processo sucessório.
Caso seja aprovada em 2009 o fim da reeleição, teremos os seguintes desdobramentos políticos:
1- Aécio apóia Serra, estando ou não na chapa presidencial.
2- PMDB não lança candidato presidencial
3- No estado do Pará a tendência é o PMDB fechar com a reeleição de ana Júlia. Claro, o governo deve estar com boa avaliação popular até o final do segundo semestre de 2009.
4- Jatene sai candidato para construir um palanque estadual para Serra. O PSDB no Pará, neste cenário, teria baixa capacidade de competição eleitoral. O PSDB paraense deve encolher ainda mais, nas eleições de 2010.
5- Neste cenário o governo popular só não se reelege, se tropeçar nas próprias pernas. O que aliás vem ocorrendo até o presente momento.
Caso seja aprovada em 2009 o fim da reeleição, teremos os seguintes desdobramentos políticos:
1- Aécio apóia Serra, estando ou não na chapa presidencial.
2- PMDB não lança candidato presidencial
3- No estado do Pará a tendência é o PMDB fechar com a reeleição de ana Júlia. Claro, o governo deve estar com boa avaliação popular até o final do segundo semestre de 2009.
4- Jatene sai candidato para construir um palanque estadual para Serra. O PSDB no Pará, neste cenário, teria baixa capacidade de competição eleitoral. O PSDB paraense deve encolher ainda mais, nas eleições de 2010.
5- Neste cenário o governo popular só não se reelege, se tropeçar nas próprias pernas. O que aliás vem ocorrendo até o presente momento.
Governo do Estado: É hora de dar visibilidade às realizações
Passaram-se 24 meses de instalação do governo Ana Júlia. O ano de 2009 é o momento de apresentar os resultados dos primeiros dois anos de gestação e 2010 seria o ano de explosão de opinião pública. Vejo com preocupação o eixo político que são produzidos quando das divulgações midiática dos primeiros resultados da ação deste governo. Querem um exemplo? Como foi apresentado e capitalizado a conquista da UFOPA? até pareceu algo secundário, devido ao pouco destaque que recebeu da estratégia ou falta de estratégia da assessoria de comunicação. O que o governo precisa entender é que a estratégia de divulgação dos resultados de governo não deve ficar para implementação na área técnica de comunicação, mas na área de comunicação estratégica a ser comandada por quadros políticos de alta envergadura. Não esqueçam amigos do governo: Marketing sem obras é estelionato e obras sem marketing é suicídio político. O governo deve atingir pelo menos 30% da população com obras diretas e ganhar outros 21% com opinião favorável em relação à obras realizadas. As classes médias são vitais dentro desta estratégia.
Estamos de volta
Após estes dias de final de ano precisamos voltar à vida como ela é. Muitos temas estão na agenda midiática como: invasão de Gaza, pressão pmedebista sobre o governo estadual, a disputa sub-reptícia no PSDB entre Serra e e Aécio, a possível substituição do Chefe da Casa Civil do governo do estado e outros temas que estão chegando como o FSM e o retorno do papão à série B.
Ortografia
Abaixo postamos tanto a capa da revista REALIDADE do mês de julho de 1968 da Editora Abril; quanto, na íntegra, a matéria "ESTE MOÇO COMANDA A AGITAÇÃO Luiz Travassos, presidente da UNE". As digitalizações têm ampliação suficiente às leituras. O texto em questão foi publicado antes da Lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971, que suprimiu o acento circunflexo na distinção dos homógrafos, responsável por 70% das divergências ortográficas com Portugal, e os acentos que marcavam a sílaba subtônica nos vocábulos derivados com o sufixo "mente" ou iniciados por "z". A ortografia da reportagem nos parece esquisita porque: ou aprendemos a escrever sob as regras estabelecidas em 1971, ou a elas nos acostumamos. Teremos quatro anos para nos adaptar ao Acordo Ortográfico que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009. É muito tempo para tão "poucas" mudanças: http://search.folha.com.br/search?site=online&q=reforma+ortogr%E1fica&src=redacao.
A cobertura dada por REALIDADE ao movimento estudantil precede os piores momentos da história recente brasileira — estávamos às vesperas do Ato Institucional nº5 (http://www.unificado.com.br/calendario/12/ai5.htm), com 40 anos completos no mês passado.
Aos seis anos de idade nao havia força física nem ideologia para um confronto com a Ditadura. Em 1978 perdemos um colega que, na "clandestinidade", tocava ao violão e cantarolava Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, do Geraldo Vandré. Em 1979 nos confrontamos com a Polícia Militar e as Forças Armadas provocando a interdição da avenida Almirante Barroso. No ano de 1986, em Brasília, nos deparamos com o torturador da colega pernambucana Rosa Medeiros; episódio em que o ex-exilado político na Alemanha Oriental, médico e artista plástico, Ypiranga Filho (também pernambucano) foi as vias de fato com o verdugo incógnito por detrás de um balcão de hotel público — demos uma forcinha ao nosso camarada trotskista. Currículo miúdo: sem formalité, só cachacé.
Postado por Haroldo Baleixe
5/1/09 4:59 PM
A cobertura dada por REALIDADE ao movimento estudantil precede os piores momentos da história recente brasileira — estávamos às vesperas do Ato Institucional nº5 (http://www.unificado.com.br/calendario/12/ai5.htm), com 40 anos completos no mês passado.
Aos seis anos de idade nao havia força física nem ideologia para um confronto com a Ditadura. Em 1978 perdemos um colega que, na "clandestinidade", tocava ao violão e cantarolava Para Não Dizer Que Não Falei De Flores, do Geraldo Vandré. Em 1979 nos confrontamos com a Polícia Militar e as Forças Armadas provocando a interdição da avenida Almirante Barroso. No ano de 1986, em Brasília, nos deparamos com o torturador da colega pernambucana Rosa Medeiros; episódio em que o ex-exilado político na Alemanha Oriental, médico e artista plástico, Ypiranga Filho (também pernambucano) foi as vias de fato com o verdugo incógnito por detrás de um balcão de hotel público — demos uma forcinha ao nosso camarada trotskista. Currículo miúdo: sem formalité, só cachacé.
Postado por Haroldo Baleixe
5/1/09 4:59 PM
Bilhetim volta no dia 02-01-09
Caros amigos, ninguém é de ferro. Volto a postar junto com Nassar, Baleixe e outros colaboradores, a partir do dia 02 de Janeiro de 2009. Moderações poderão ser atualizadas, afinal, eu sempre estou na internet, ando com um ASUS e TIM WEB à tira-colo. Excelente entrada de ano. Que os Deuses acadêmicos nos reconduzam ao caminho da racionalidade.
Carta aberta ao prof. Alex Fiúza de Mello
*Prof. Edir Veiga
Professor Alex Fiúza.
Hoje, 23 de dezembro, li atentamente sua carta apresentada na reunião plenária do CONSUN e confesso, concluí que grande parte de suas “estocadas” estavam relacionadas à minha pessoa e ao grupo Tribo, que lhe apoiou por duas eleições consecutivas e, falando neste grupo, o senhor sabe que eu tenho o privilégio de ter um diálogo político especial com este, razão pelo qual me reportarei a este tema, de acordo com a evolução deste diálogo democrático. Metodologicamente procurarei discutir suas principais afirmações, para que fique gravado na história desta universidade, as minhas versões sobre os fatos.
1-Antes de iniciar o diálogo com o seu texto, cabe um tema introdutório. No curso de seus diversos aparteamentos e intervenções, nos debates do CONSUN, o senhor afirmou que não citaria o nome de seus “detratores” para não coloca-los na história da UFPA, devido a estas pessoas serem insignificantes politicamente. Portanto iniciarei meu debate relembrando ao senhor um pouco de minha história na UFPA.
Em 1982 eu já era presidente do Centro Acadêmico de Odontologia, diretor do DCE, e em 1984, eu mobilizei o campus de Santarém em apoio ao candidato José Seixas Lourenço. Neste período, também, apoiei um candidato funcionário à direção do Centro de Humanos, o sociólogo e sindicalista Epifânio Parente, nesta eleição o senhor elegeu-se Diretor de Centro de Humanas. Em 1988, eu e meu grupo político, apoiamos a chapa de Nilson Pinto à reitoria da UFPA, onde o senhor foi convidado e ocupou o cargo de Pró-Reitor de Extensão. Note professor Alex, eu não era apenas um apoiador, eu era um dos fundadores e um dos coordenadores de um gigantesco grupo político nas categorias discente e técnico-administrativo na UFPA. Nesta época eu já era diretor executivo da FASUBRA, Secretário Geral da Central Única dos Trabalhadores, seção Pará, e membro da direção nacional da CUT. Em 1990 conquistamos a ASUFPA e a transformamos em sindicato, a partir daí o grupo político ao qual eu era um dos principais coordenadores já exercia larga hegemonia nos movimentos sociais da UFPA, hegemonia esta que chegou até os anos 2000. Fui representante nos órgãos colegiados da UFPA por mais de dez anos, acompanhando todos os grandes debates travados neste conselho entre os anos de 1983 até o ano de 1994, quando então deixei de atuar no movimento sindical e me dediquei aos cursos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado, iniciando uma nova trajetória em minha vida universitária. Neste período fui laureado com medalhas comemorativas da UFPA. Portanto professor Alex, minha história está inscrita na vida da UFPA, na história da luta contra a Ditadura Militar, na luta pela democratização da UFPA e nas conquistas de melhores condições de vida para os trabalhadores desta universidade. Sou um daqueles que teve o privilégio de estar na direção de nosso movimento quando da conquista da isonomia salarial, Plano de Cargos, Carreira e Salários e outras conquistas sociais para os trabalhadores técnico-administrativos. Portanto professor Alex, mesmo que o senhor queira ofuscar, eu já faço parte da história da UFPA, existem mais de uma centena de páginas de jornais falando de minha atuação política na UFPA, não será a sua oportuna amnésia de minha história pessoal que apagará minha vida política na UFPA. O senhor sabe, ou deveria saber, que a mancha que paira sobre meu nome, deve-se aos confrontos nas eleições para reitor que travamos contra o aparelhamento partidário da UFPA. Estes fatos são mais de conteúdos políticos do que moral. Na UFPA não existe qualquer acusação contra mim, mas tão somente nos fóruns partidários, levados à frente, junto ao Ministério Público, por ex-adversários políticos do início da década de 1990, que haviam sido derrotados eleitoralmente no interior desta instituição. Aliás, desconheço derrota eleitoral em 24 anos de eleições para reitor da UFPA. Como vê senhor Alex Fiúza, não sou invisível na política universitária. Quanto à biografia acadêmica, sou um recém doutor e espero construí-la nos próximos anos, já tenho dois livros no forno, possuo mais de 80 artigos publicados em jornais, magazines e revistas, mas quero emplacar artigos internacionais, e este será meu objetivo nestes próximos anos. Neste momento não ambiciono cargos executivos. Sou um recém doutor em ciência política, mas sou um velho ativista política, eu poderia ter sido doutor aos 29 anos de idade, se minha opção não fosse a luta política por toda a década de 1980, até meados da década de 1990. O senhor sabe também, que em matéria de competição eleitoral, sou o único doutor em ciência política da região norte, que tem uma tese de doutorado em competição eleitoral, e nesta fonte o senhor bebeu nas eleições para a reitoria em 2001 e 2005.
Vamos ao seu texto e às suas afirmações.
2- “Ninguém, portanto, queira agora me ensinar a ser democrata e a conduzir o atual processo de forma transparente e honesta, pois quem duvida de minhas intenções, desconfia de minha integridade, me atira as pedras e me pré-julga não tem moral, nem ética, nem coerência, nem biografia para fazê-lo. Nenhum! Talvez me atribuam a priori a desconfiança com base no que justamente fariam – como já o fizeram – se estivessem em meu lugar. Tranqüilizem-se, senhores, porque não sou da vossa estirpe: não negocio consciência e coerência. O volume de calúnias plantadas em blogs, panfletos (como aquele do grupo intitulado de “Tribo”)”
Professor Alex.
Caso o senhor não entrasse nesta luta política sucessória, fatalmente o senhor nem seria notado no processo, mas o senhor entrou no ringue, bateu e levou sopapos políticos, marcou reuniões formais na SEGE, prestou contas de seus oito anos de gestão e solicitou que em troca de seu desempenho político à frente da reitoria, que os técnico-administrativos apoiassem a sua candidata à reitora, aliás, esta mesma tática o senhor usou com os docentes, e foi bem sucedido.
Onde está sua falta de ética administrativa e política?
No fato de o senhor ter chamado para si todas as conquistas dos últimos oito anos. O senhor há de convir de que sozinho jamais ganharia as eleições de 2001. Sabe que contou com muitas pessoas no seu apoio diuturno, lideranças estas, que caso o senhor não fosse o reitor nomeado, estariam correndo graves riscos de perseguições políticas e administrativas, como eu, por exemplo, que me expus de todas as formas possíveis, inclusive nos grandes jornais da cidade. O senhor professor Alex, esqueceu-se, ou fingiu esquecer, de que existem dezenas de lideranças sindicais que estavam apoiando o professor Maneschy nestas eleições. Estas lideranças são as mesmas que nas eleições de 2001 e 2005, marcharam lado a lado com a sua candidatura, e no mínimo merecem gratidão de sua parte.
Lembra das eleições de 2005 quando aquele seu ex-Pró-Reitor de Planejamento de 2001, soltou documentos questionando sua idoneidade moral, através daquela famosa lista do mensalinho da FADESP? Lembra quem lhe defendeu e finalizou com aquele debate? Foi o grupo TRIBO, inclusive o senhor participou ativamente das discussões acerca da linha política daquele jornal que liquidou politicamente com as investidas moralistas daquele ex Pró-Reitor. Portanto senhor Alex Fiúza, não seja injusto com este grupo que sempre lhe deu apoio e que o senhor quase liquidou na UFPA no ano de 2006, quando não cumpriu com as prometidas transformações administrativas no HUJBB assumidas na campanha de 2004. O senhor, ao contrário das promessas assumidas com as lideranças do HUJBB, manteve toda a velha casta administrativa, desmoralizando 54 lideranças sindicais do HUJBB e da TRIBO como um todo, levando à derrota deste grupo nas eleições do SINTUFPA. Só para relembrá-lo, em 2006 a chapa TRIBO obteve uma vantagem sobre a chapa de oposição ao SINTUFPA de 140 votos em toda a UFPA, e somente no HUJBB, esta chapa recebeu um chocolate da oposição com 200 votos de diferença. A TRIBO jamais tinha perdido uma única eleição neste hospital. Foi o senhor quem levou à derrota a TRIBO no HUJBB. Mas, apesar de tudo isso a Tribo estava calada. O senhor foi à vigilância e faltou com a verdade acusando-os de o terem abandonado porque o senhor não dera os cargos que eles pleitearam. Mal sabia o senhor que naquele grupo de servidores havia vários integrantes, simpatizantes e contumazes eleitores da Tribo. O senhor mexeu em onça com a vara curta. O jornal da Tribo, panfletário ou não, foi um ajuste de contas com o senhor, nada como um dia atrás do outro, nas disputas políticas.
Professor Alex Fiúza.
No Blog Tiquin, hoje denominado Bilhetim, travei uma luta política e ético-moral com sua conduta nestas recentes disputas eleitorais. O senhor deveria ter se licenciado do cargo, e feito sua peregrinação na condição de cabo eleitoral. Lembra do liberal Mário Covas? Ele se licenciou do cargo por seis meses para disputar sua reeleição ao cargo de governador de S.Paulo. Esta é a postura paradigmática para quem quer ser um ícone da postura ética na ação política. Não senhor Alex Fiúza, o senhor não agiu assim, o senhor convocou reuniões com funcionários na SEGE, usou a prerrogativa de reitor, no exercício do cargo para garantir a presença de todos os servidores de cada unidade para ouvi-lo. O senhor visitou todas as unidades administrativas pedindo voto em troca de suas realizações. O senhor foi um verdadeiro cavaleiro do apocalipse, quando dizia que se sua candidata não viesse a ser eleita, a UFPA viraria um caos. O senhor foi anti-ético quando fez questão de esquecer que o prof. Maneschy foi membro de sua equipe até há um mês antes das eleições. O senhor foi antiético com o professor Maneschy quando procurou pessoas que migraram para apoio a este candidato e desferiu-lhe, por trás, ataques morais pesadíssimos, acusando-o verbalmente, aos ouvidos de uma renomada professora e de outros interlocutores indecisos eleitoralmente, de corrupto e mau caráter, sem lhe dar qualquer possibilidade de defesa. Enfim senhor Alex Fiúza, você fez questão de ignorar que todo o movimento social organizado da UFPA, que lhe apoiou em 2001 e 2005, e que agora veio a apoiar o professor Maneschy, também são autores diretos e objetivos de todas as conquistas que a UFPA experimentou, sob o seu comando, entre os anos de 2001 até 2008.
Professor Alex, o senhor sabe, a história é feita pelos conglomerados sociais e não por uma única pessoa, como o senhor afirmou e reafirmou nesta sua enlouquecida e apaixonada corrida eleitoral. Não esqueça, esta campanha de Regina foi carregada pelo senhor e pelo exército de CD´s, e mesmo assim, a sua chapa foi derrotada. Ou seja, o fator decisivo de suas duas vitórias foram os movimentos sociais organizados. Foram estes aliados estratégicos que o senhor menosprezou nestes últimos 04 anos, estes mesmos que o senhor quase destruiu politicamente no episódio do HUJBB. Como um bumerangue, aconteceu aquilo que o poeta declama: "foi a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar".
“...quem, de fato, conspirou contra a tranqüilidade das eleições, contra o respeito mútuo entre colegas, atestando que, infelizmente, a universidade ainda possui, em seu meio, setores absolutamente despreparados para uma disputa política leal e de alto nível, pautada tão-somente no debate de idéias e de projetos e não em acusações infundadas e levianas. Acusações, aliás, de naipe semelhante àquelas que, durante a campanha, imputaram-me criminalizar os movimentos organizados nesta universidade, justamente aqueles que passam o cadeado em hospitais, invadem e depredam a reitoria, tentam impedir, pelo uso da violência, decisões democráticas dentro dos Conselhos e mantém servidores da Justiça Federal em cárcere privado...”
Senhor Alex Fiúza.
Como travar debates de idéia, se a CAESUN e a CEUP denunciavam que o prefeito do campus estava lhes oferecendo refeições, vale transporte, retelhamento das casas e comidas grátis no RU? Qual a diferença entre as disputas de baixo nível, utilizada pelas oligarquias políticas e econômicas e este tipo de prática política nas eleições para reitor? E as promessas em véspera de eleição de construção de prédios com gabinetes individuais para os docentes? Em oito anos nada disso foi feito, como faze-lo em seis meses, afinal, o atual reitor não tem como garantir a construção de prédios em uma outra gestão. Segundo engenheiros balizados, nenhum destes prédios, com estas características arquitetônicas, custaria menos de R$1.000.000,00 (hum milhão de reais). Ou seja, o senhor não pautou sua campanha política em cima de projetos e programas políticos, mas em cima de propostas que seduziam pelas trocas materiais imediatas, como fazem os velhos oligarcas, e o que é pior, são promessas de dificílima objetivação no curto e médio prazo, ou seja, estas propostas, poderiam entrar para a história como promessas demagógicas. Esta prática, ao cabo e ao fim das coisas, seria muito ruim para a fé na democracia, na política e nas instituições. No fundo, lá no fundinho, o pragmatismo eleitoreiro, em nome de uma avaliação apocalíptica, conduziu a sua ação política, professor Alex Fiúza.
Os princípios ético-morais passaram longe deste comportamento político. A razão instrumental, sem dúvida nenhuma, substituiu a razão dialógica neste tipo de conduta. Afinal, quem não está a altura de uma campanha de alto nível, não seria o próprio senhor, professor Alex?
E para finalizar professor Alex Fiúza.
O senhor fez questão de afirmar de que eu não tenho padrão intelectual para discutir qualquer tema com a sua ultra-superior inteligência, talvez a UFPA não saiba e eu preciso informá-la, nos últimos oito anos, o senhor seguidamente, em almoços em locais públicos, discutiu muitos temas acadêmicos e políticos comigo, sempre aos sábados e ou domingo, e nunca disse ou insinuou de que eu não tinha nível intelectual para dialogar com o senhor, inclusive publicamos artigos juntos, em uma revista de circulação nacional. Outra coisa, hoje as relações pessoais estão sectarizadas, induzidas pelas suas ações políticas dogmáticas, é tanto assim, que os apoiadores da candidata Regina, estão de “mauzinho” com velhos companheiros de outras jornadas. Sabe porque seus “apoiadores” hoje nos odeiam? Porque o senhor demonizou, exorcizou seus adversários políticos, no melhor estilo da inquisição. O senhor reduziu a política à concepção bi-dimensional do bem contra o mal. Este modelo reducionista em política reflete uma concepção pré-hieraclitiana e religiosa, no pior estilo, da vida e da política. Enfim o senhor foi absolutamente instrumental. Quanto a isso nada posso fazer. Espero sinceramente que o senhor continue com sucesso na sua vida, não desejo o seu mal, desejo-lhe sempre sucesso, afinal, passei oito anos ao seu lado, sem exigir barganha pessoal, em termos de bens materiais e sendo absolutamente companheiro e leal, dediquei o melhor de minha ação política em favor de um projeto acadêmico, encabeçado pelo senhor, professor Alex Fiuza. Não concordei com o nome indicado pelo senhor para a próxima reitoria, você tentou submeter a tudo e a todos ao seu chicote mandonista, como se fosse o dono das vontades. Senhor Alex Fiúza, sou intutelável.
Era o que eu tinha para externar, como testemunho que deve ficar registrado na história da UFPA, apesar de o senhor achar que eu sou um “nada” na história desta universidade. Sou um “nada” que lhe ajudou a emergir do auto-exílio para a vitória na UFPA em 2001, após oito anos, longe fisicamente da UFPA. E que agora, este mesmo “nada” foi um dos arquitetos da vitória eleitoral do prof. Maneschy.
* Edir Veiga é Dr. Em Ciência Política e professor adjunto da UFPA.
Professor Alex Fiúza.
Hoje, 23 de dezembro, li atentamente sua carta apresentada na reunião plenária do CONSUN e confesso, concluí que grande parte de suas “estocadas” estavam relacionadas à minha pessoa e ao grupo Tribo, que lhe apoiou por duas eleições consecutivas e, falando neste grupo, o senhor sabe que eu tenho o privilégio de ter um diálogo político especial com este, razão pelo qual me reportarei a este tema, de acordo com a evolução deste diálogo democrático. Metodologicamente procurarei discutir suas principais afirmações, para que fique gravado na história desta universidade, as minhas versões sobre os fatos.
1-Antes de iniciar o diálogo com o seu texto, cabe um tema introdutório. No curso de seus diversos aparteamentos e intervenções, nos debates do CONSUN, o senhor afirmou que não citaria o nome de seus “detratores” para não coloca-los na história da UFPA, devido a estas pessoas serem insignificantes politicamente. Portanto iniciarei meu debate relembrando ao senhor um pouco de minha história na UFPA.
Em 1982 eu já era presidente do Centro Acadêmico de Odontologia, diretor do DCE, e em 1984, eu mobilizei o campus de Santarém em apoio ao candidato José Seixas Lourenço. Neste período, também, apoiei um candidato funcionário à direção do Centro de Humanos, o sociólogo e sindicalista Epifânio Parente, nesta eleição o senhor elegeu-se Diretor de Centro de Humanas. Em 1988, eu e meu grupo político, apoiamos a chapa de Nilson Pinto à reitoria da UFPA, onde o senhor foi convidado e ocupou o cargo de Pró-Reitor de Extensão. Note professor Alex, eu não era apenas um apoiador, eu era um dos fundadores e um dos coordenadores de um gigantesco grupo político nas categorias discente e técnico-administrativo na UFPA. Nesta época eu já era diretor executivo da FASUBRA, Secretário Geral da Central Única dos Trabalhadores, seção Pará, e membro da direção nacional da CUT. Em 1990 conquistamos a ASUFPA e a transformamos em sindicato, a partir daí o grupo político ao qual eu era um dos principais coordenadores já exercia larga hegemonia nos movimentos sociais da UFPA, hegemonia esta que chegou até os anos 2000. Fui representante nos órgãos colegiados da UFPA por mais de dez anos, acompanhando todos os grandes debates travados neste conselho entre os anos de 1983 até o ano de 1994, quando então deixei de atuar no movimento sindical e me dediquei aos cursos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado, iniciando uma nova trajetória em minha vida universitária. Neste período fui laureado com medalhas comemorativas da UFPA. Portanto professor Alex, minha história está inscrita na vida da UFPA, na história da luta contra a Ditadura Militar, na luta pela democratização da UFPA e nas conquistas de melhores condições de vida para os trabalhadores desta universidade. Sou um daqueles que teve o privilégio de estar na direção de nosso movimento quando da conquista da isonomia salarial, Plano de Cargos, Carreira e Salários e outras conquistas sociais para os trabalhadores técnico-administrativos. Portanto professor Alex, mesmo que o senhor queira ofuscar, eu já faço parte da história da UFPA, existem mais de uma centena de páginas de jornais falando de minha atuação política na UFPA, não será a sua oportuna amnésia de minha história pessoal que apagará minha vida política na UFPA. O senhor sabe, ou deveria saber, que a mancha que paira sobre meu nome, deve-se aos confrontos nas eleições para reitor que travamos contra o aparelhamento partidário da UFPA. Estes fatos são mais de conteúdos políticos do que moral. Na UFPA não existe qualquer acusação contra mim, mas tão somente nos fóruns partidários, levados à frente, junto ao Ministério Público, por ex-adversários políticos do início da década de 1990, que haviam sido derrotados eleitoralmente no interior desta instituição. Aliás, desconheço derrota eleitoral em 24 anos de eleições para reitor da UFPA. Como vê senhor Alex Fiúza, não sou invisível na política universitária. Quanto à biografia acadêmica, sou um recém doutor e espero construí-la nos próximos anos, já tenho dois livros no forno, possuo mais de 80 artigos publicados em jornais, magazines e revistas, mas quero emplacar artigos internacionais, e este será meu objetivo nestes próximos anos. Neste momento não ambiciono cargos executivos. Sou um recém doutor em ciência política, mas sou um velho ativista política, eu poderia ter sido doutor aos 29 anos de idade, se minha opção não fosse a luta política por toda a década de 1980, até meados da década de 1990. O senhor sabe também, que em matéria de competição eleitoral, sou o único doutor em ciência política da região norte, que tem uma tese de doutorado em competição eleitoral, e nesta fonte o senhor bebeu nas eleições para a reitoria em 2001 e 2005.
Vamos ao seu texto e às suas afirmações.
2- “Ninguém, portanto, queira agora me ensinar a ser democrata e a conduzir o atual processo de forma transparente e honesta, pois quem duvida de minhas intenções, desconfia de minha integridade, me atira as pedras e me pré-julga não tem moral, nem ética, nem coerência, nem biografia para fazê-lo. Nenhum! Talvez me atribuam a priori a desconfiança com base no que justamente fariam – como já o fizeram – se estivessem em meu lugar. Tranqüilizem-se, senhores, porque não sou da vossa estirpe: não negocio consciência e coerência. O volume de calúnias plantadas em blogs, panfletos (como aquele do grupo intitulado de “Tribo”)”
Professor Alex.
Caso o senhor não entrasse nesta luta política sucessória, fatalmente o senhor nem seria notado no processo, mas o senhor entrou no ringue, bateu e levou sopapos políticos, marcou reuniões formais na SEGE, prestou contas de seus oito anos de gestão e solicitou que em troca de seu desempenho político à frente da reitoria, que os técnico-administrativos apoiassem a sua candidata à reitora, aliás, esta mesma tática o senhor usou com os docentes, e foi bem sucedido.
Onde está sua falta de ética administrativa e política?
No fato de o senhor ter chamado para si todas as conquistas dos últimos oito anos. O senhor há de convir de que sozinho jamais ganharia as eleições de 2001. Sabe que contou com muitas pessoas no seu apoio diuturno, lideranças estas, que caso o senhor não fosse o reitor nomeado, estariam correndo graves riscos de perseguições políticas e administrativas, como eu, por exemplo, que me expus de todas as formas possíveis, inclusive nos grandes jornais da cidade. O senhor professor Alex, esqueceu-se, ou fingiu esquecer, de que existem dezenas de lideranças sindicais que estavam apoiando o professor Maneschy nestas eleições. Estas lideranças são as mesmas que nas eleições de 2001 e 2005, marcharam lado a lado com a sua candidatura, e no mínimo merecem gratidão de sua parte.
Lembra das eleições de 2005 quando aquele seu ex-Pró-Reitor de Planejamento de 2001, soltou documentos questionando sua idoneidade moral, através daquela famosa lista do mensalinho da FADESP? Lembra quem lhe defendeu e finalizou com aquele debate? Foi o grupo TRIBO, inclusive o senhor participou ativamente das discussões acerca da linha política daquele jornal que liquidou politicamente com as investidas moralistas daquele ex Pró-Reitor. Portanto senhor Alex Fiúza, não seja injusto com este grupo que sempre lhe deu apoio e que o senhor quase liquidou na UFPA no ano de 2006, quando não cumpriu com as prometidas transformações administrativas no HUJBB assumidas na campanha de 2004. O senhor, ao contrário das promessas assumidas com as lideranças do HUJBB, manteve toda a velha casta administrativa, desmoralizando 54 lideranças sindicais do HUJBB e da TRIBO como um todo, levando à derrota deste grupo nas eleições do SINTUFPA. Só para relembrá-lo, em 2006 a chapa TRIBO obteve uma vantagem sobre a chapa de oposição ao SINTUFPA de 140 votos em toda a UFPA, e somente no HUJBB, esta chapa recebeu um chocolate da oposição com 200 votos de diferença. A TRIBO jamais tinha perdido uma única eleição neste hospital. Foi o senhor quem levou à derrota a TRIBO no HUJBB. Mas, apesar de tudo isso a Tribo estava calada. O senhor foi à vigilância e faltou com a verdade acusando-os de o terem abandonado porque o senhor não dera os cargos que eles pleitearam. Mal sabia o senhor que naquele grupo de servidores havia vários integrantes, simpatizantes e contumazes eleitores da Tribo. O senhor mexeu em onça com a vara curta. O jornal da Tribo, panfletário ou não, foi um ajuste de contas com o senhor, nada como um dia atrás do outro, nas disputas políticas.
Professor Alex Fiúza.
No Blog Tiquin, hoje denominado Bilhetim, travei uma luta política e ético-moral com sua conduta nestas recentes disputas eleitorais. O senhor deveria ter se licenciado do cargo, e feito sua peregrinação na condição de cabo eleitoral. Lembra do liberal Mário Covas? Ele se licenciou do cargo por seis meses para disputar sua reeleição ao cargo de governador de S.Paulo. Esta é a postura paradigmática para quem quer ser um ícone da postura ética na ação política. Não senhor Alex Fiúza, o senhor não agiu assim, o senhor convocou reuniões com funcionários na SEGE, usou a prerrogativa de reitor, no exercício do cargo para garantir a presença de todos os servidores de cada unidade para ouvi-lo. O senhor visitou todas as unidades administrativas pedindo voto em troca de suas realizações. O senhor foi um verdadeiro cavaleiro do apocalipse, quando dizia que se sua candidata não viesse a ser eleita, a UFPA viraria um caos. O senhor foi anti-ético quando fez questão de esquecer que o prof. Maneschy foi membro de sua equipe até há um mês antes das eleições. O senhor foi antiético com o professor Maneschy quando procurou pessoas que migraram para apoio a este candidato e desferiu-lhe, por trás, ataques morais pesadíssimos, acusando-o verbalmente, aos ouvidos de uma renomada professora e de outros interlocutores indecisos eleitoralmente, de corrupto e mau caráter, sem lhe dar qualquer possibilidade de defesa. Enfim senhor Alex Fiúza, você fez questão de ignorar que todo o movimento social organizado da UFPA, que lhe apoiou em 2001 e 2005, e que agora veio a apoiar o professor Maneschy, também são autores diretos e objetivos de todas as conquistas que a UFPA experimentou, sob o seu comando, entre os anos de 2001 até 2008.
Professor Alex, o senhor sabe, a história é feita pelos conglomerados sociais e não por uma única pessoa, como o senhor afirmou e reafirmou nesta sua enlouquecida e apaixonada corrida eleitoral. Não esqueça, esta campanha de Regina foi carregada pelo senhor e pelo exército de CD´s, e mesmo assim, a sua chapa foi derrotada. Ou seja, o fator decisivo de suas duas vitórias foram os movimentos sociais organizados. Foram estes aliados estratégicos que o senhor menosprezou nestes últimos 04 anos, estes mesmos que o senhor quase destruiu politicamente no episódio do HUJBB. Como um bumerangue, aconteceu aquilo que o poeta declama: "foi a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar".
“...quem, de fato, conspirou contra a tranqüilidade das eleições, contra o respeito mútuo entre colegas, atestando que, infelizmente, a universidade ainda possui, em seu meio, setores absolutamente despreparados para uma disputa política leal e de alto nível, pautada tão-somente no debate de idéias e de projetos e não em acusações infundadas e levianas. Acusações, aliás, de naipe semelhante àquelas que, durante a campanha, imputaram-me criminalizar os movimentos organizados nesta universidade, justamente aqueles que passam o cadeado em hospitais, invadem e depredam a reitoria, tentam impedir, pelo uso da violência, decisões democráticas dentro dos Conselhos e mantém servidores da Justiça Federal em cárcere privado...”
Senhor Alex Fiúza.
Como travar debates de idéia, se a CAESUN e a CEUP denunciavam que o prefeito do campus estava lhes oferecendo refeições, vale transporte, retelhamento das casas e comidas grátis no RU? Qual a diferença entre as disputas de baixo nível, utilizada pelas oligarquias políticas e econômicas e este tipo de prática política nas eleições para reitor? E as promessas em véspera de eleição de construção de prédios com gabinetes individuais para os docentes? Em oito anos nada disso foi feito, como faze-lo em seis meses, afinal, o atual reitor não tem como garantir a construção de prédios em uma outra gestão. Segundo engenheiros balizados, nenhum destes prédios, com estas características arquitetônicas, custaria menos de R$1.000.000,00 (hum milhão de reais). Ou seja, o senhor não pautou sua campanha política em cima de projetos e programas políticos, mas em cima de propostas que seduziam pelas trocas materiais imediatas, como fazem os velhos oligarcas, e o que é pior, são promessas de dificílima objetivação no curto e médio prazo, ou seja, estas propostas, poderiam entrar para a história como promessas demagógicas. Esta prática, ao cabo e ao fim das coisas, seria muito ruim para a fé na democracia, na política e nas instituições. No fundo, lá no fundinho, o pragmatismo eleitoreiro, em nome de uma avaliação apocalíptica, conduziu a sua ação política, professor Alex Fiúza.
Os princípios ético-morais passaram longe deste comportamento político. A razão instrumental, sem dúvida nenhuma, substituiu a razão dialógica neste tipo de conduta. Afinal, quem não está a altura de uma campanha de alto nível, não seria o próprio senhor, professor Alex?
E para finalizar professor Alex Fiúza.
O senhor fez questão de afirmar de que eu não tenho padrão intelectual para discutir qualquer tema com a sua ultra-superior inteligência, talvez a UFPA não saiba e eu preciso informá-la, nos últimos oito anos, o senhor seguidamente, em almoços em locais públicos, discutiu muitos temas acadêmicos e políticos comigo, sempre aos sábados e ou domingo, e nunca disse ou insinuou de que eu não tinha nível intelectual para dialogar com o senhor, inclusive publicamos artigos juntos, em uma revista de circulação nacional. Outra coisa, hoje as relações pessoais estão sectarizadas, induzidas pelas suas ações políticas dogmáticas, é tanto assim, que os apoiadores da candidata Regina, estão de “mauzinho” com velhos companheiros de outras jornadas. Sabe porque seus “apoiadores” hoje nos odeiam? Porque o senhor demonizou, exorcizou seus adversários políticos, no melhor estilo da inquisição. O senhor reduziu a política à concepção bi-dimensional do bem contra o mal. Este modelo reducionista em política reflete uma concepção pré-hieraclitiana e religiosa, no pior estilo, da vida e da política. Enfim o senhor foi absolutamente instrumental. Quanto a isso nada posso fazer. Espero sinceramente que o senhor continue com sucesso na sua vida, não desejo o seu mal, desejo-lhe sempre sucesso, afinal, passei oito anos ao seu lado, sem exigir barganha pessoal, em termos de bens materiais e sendo absolutamente companheiro e leal, dediquei o melhor de minha ação política em favor de um projeto acadêmico, encabeçado pelo senhor, professor Alex Fiuza. Não concordei com o nome indicado pelo senhor para a próxima reitoria, você tentou submeter a tudo e a todos ao seu chicote mandonista, como se fosse o dono das vontades. Senhor Alex Fiúza, sou intutelável.
Era o que eu tinha para externar, como testemunho que deve ficar registrado na história da UFPA, apesar de o senhor achar que eu sou um “nada” na história desta universidade. Sou um “nada” que lhe ajudou a emergir do auto-exílio para a vitória na UFPA em 2001, após oito anos, longe fisicamente da UFPA. E que agora, este mesmo “nada” foi um dos arquitetos da vitória eleitoral do prof. Maneschy.
* Edir Veiga é Dr. Em Ciência Política e professor adjunto da UFPA.
CONSUN homologa resultado da eleição para reitor e vice-reitor da UFPA
Em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira, dia 22, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Pará (CONSUN/UFPA) homologou o resultado da eleição para reitor e vice-reitor da instituição realizada no último dia 3 de dezembro. Foram sete horas de reunião, das 9h às 16h, sem interrupções. Apresentadas as questões pertinentes à deliberação, a saber, a apuração contemplada no relatório da Comissão Eleitoral e a validade ou não de recurso interposto pela chapa “Compromisso de fazer ainda mais”, os conselheiros manifestaram-se em debate e votaram a respeito.
De 81 membros presentes no Conselho, 47 votaram a favor da homologação do relatório da Comissão Eleitoral, 30 se posicionaram em defesa do recurso que pediu a recontagem de votos e 4 se abstiveram. Como instância máxima para apreciação dos resultados eleitorais, o CONSUN segue, agora, ao próximo e último passo do processo eleitoral que é a elaboração da lista tríplice com o nome dos três candidatos mais votados, organizada em ordem decrescente de número de votos obtidos, a ser encaminhada ao Ministério da Educação para que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeie o novo Reitor.
A reunião ganhou o máximo de transparência e publicidade, contando com a participação da imprensa, além de ter sido transmitida ao vivo por meio de link disponibilizado no portal da instituição (www.portal.ufpa.br) e telões dispostos nos auditórios da Reitoria e Setorial Básico do Campus Guamá. O Ministério Público e a Consultoria Pública do Estado do Pará não enviaram representantes embora tenham sido convidados formalmente.
Apresentados os dados de apuração da Comissão Eleitoral (consulte as tabelas abaixo), houve abertura para que a chapa “Compromisso de fazer ainda mais”, liderada pela professora Regina Feio, justificasse o recurso que interpôs com relação ao resultado prestado pela Comissão Eleitoral, solicitando a recontagem dos votos. Em primeira instância, tal recurso, que alegou fundamento na falibilidade humana, possibilidade de ocorrência de erro matemático e respeito ao direito de contradição, foi indeferido pela Comissão Eleitoral, porém apreciado em instância máxima pelo CONSUN.
Em resposta aos argumentos apresentados, a Comissão Eleitoral defendeu seu posicionamento declarando que não havendo comprovação real de fraude, não haveria necessidade de recontagem dos votos, expondo também esclarecimentos de dúvidas surgidas sobre os procedimentos tomados que conduziram à conclusão do resultado anteriormente divulgado.
Após réplicas e tréplicas por parte da representação da chapa recorrente e da própria Comissão Eleitoral, bem como da manifestação de conselheiros a respeito do assunto debatido, colocou-se em votação a proposta número 1 pela homologação do relatório da Comissão Eleitoral e a proposta número 2, que deliberou sobre a validade do recurso apresentado. A maioria de votos (47) veio, então, a favor da homologação do nome do Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy como o candidato que obteve o maior número de votos na consulta à comunidade acadêmica. O novo Reitor, após ser nomeado pelo Presidente Lula, tomará posse em julho do ano que vem.
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação Institucional UFPA
De 81 membros presentes no Conselho, 47 votaram a favor da homologação do relatório da Comissão Eleitoral, 30 se posicionaram em defesa do recurso que pediu a recontagem de votos e 4 se abstiveram. Como instância máxima para apreciação dos resultados eleitorais, o CONSUN segue, agora, ao próximo e último passo do processo eleitoral que é a elaboração da lista tríplice com o nome dos três candidatos mais votados, organizada em ordem decrescente de número de votos obtidos, a ser encaminhada ao Ministério da Educação para que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeie o novo Reitor.
A reunião ganhou o máximo de transparência e publicidade, contando com a participação da imprensa, além de ter sido transmitida ao vivo por meio de link disponibilizado no portal da instituição (www.portal.ufpa.br) e telões dispostos nos auditórios da Reitoria e Setorial Básico do Campus Guamá. O Ministério Público e a Consultoria Pública do Estado do Pará não enviaram representantes embora tenham sido convidados formalmente.
Apresentados os dados de apuração da Comissão Eleitoral (consulte as tabelas abaixo), houve abertura para que a chapa “Compromisso de fazer ainda mais”, liderada pela professora Regina Feio, justificasse o recurso que interpôs com relação ao resultado prestado pela Comissão Eleitoral, solicitando a recontagem dos votos. Em primeira instância, tal recurso, que alegou fundamento na falibilidade humana, possibilidade de ocorrência de erro matemático e respeito ao direito de contradição, foi indeferido pela Comissão Eleitoral, porém apreciado em instância máxima pelo CONSUN.
Em resposta aos argumentos apresentados, a Comissão Eleitoral defendeu seu posicionamento declarando que não havendo comprovação real de fraude, não haveria necessidade de recontagem dos votos, expondo também esclarecimentos de dúvidas surgidas sobre os procedimentos tomados que conduziram à conclusão do resultado anteriormente divulgado.
Após réplicas e tréplicas por parte da representação da chapa recorrente e da própria Comissão Eleitoral, bem como da manifestação de conselheiros a respeito do assunto debatido, colocou-se em votação a proposta número 1 pela homologação do relatório da Comissão Eleitoral e a proposta número 2, que deliberou sobre a validade do recurso apresentado. A maioria de votos (47) veio, então, a favor da homologação do nome do Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy como o candidato que obteve o maior número de votos na consulta à comunidade acadêmica. O novo Reitor, após ser nomeado pelo Presidente Lula, tomará posse em julho do ano que vem.
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação Institucional UFPA
