Partidos, governantes e Res Pública

Creio que hoje dependemos, no Brasil e no Pará do potencial para ser estadistas dos governantes. Os partidos estão contaminados, sem exceção, por uma classe política oriunda de um sociedade civil, milenarmente contaminada pelo patrimonialismo.


Todos os partidos, da redemocratização, compactuaram com chefes políticos envolvidos em escândalos de corrupção. A impunidade dos chefes contaminou o segundo e o terceiro escalão dos filiados partidários. A população formou juizo de valor negativo dos partidos e da classe política. E isto é terrível para o futuro da democracia.


Hoje dependemos mais do que nunca do potencial democrático, republicano e de estadista dos governantes: governante que não rouba, normalmente não deixa roubar. Governante leniente com a corrupção de seus auxiliares, na prática, dá sinal verde para o saque do dinheiro público.


Enquanto dependemos de raros estadistas, seria fundamental aperfeiçoarmos as instituições de combate à corrupção, a partir das seguintes iniciativas: 1- Penalização dura aos crimes do colarinho branco, 2- Ministério Público destrelado de influências partidárias e governamentais, 3- Controle social sobre as políticas públicas, 4- Imprensa livre , 5- Polítca permanentes de distribuição de rendas, 6- Investimento prioritário em educação, ciência e tecnologia em todos os níveis.