A agenda eleitoral no estado aponta para um desejo de mudança. O contexto da disputa nacional fatalmente incidirá sobre as decisões de Jáder em relação ao segundo turno no Pará. Creio que esta eleição será o mais poderoso teste em torno do potencial da opinião pública em relação ao desempenho objetivo do governo incumbente (atual) e o poder da máquina administrativa e orçamentária do governo de plantão.
A rejeição da governadora Ana, que era de 60% há seis meses atrás hoje está oscilando entre 53 e 55%, ou seja, está nas alturas, e consolida uma enorme probabilidade de derrota em segundo turno. A questão é: a opinião negativa da maioria do povo sobre o desempenho da atual governadora se imporá sobre a máquina clientelística num cenário onde 2/3 do eleitorado vive no interior e a metade do eleitorado ganha tão somente até dois salários mínimo? Creio, e fica no campo da intuição, que uma tsunami pode emergir no Pará no segundo turno e vir a derrubar o governo, como ocorreu em 2006 com a candidatura Almir Gabriel. Seria o fim de qualquer inferência sobre o controle clientelístico do voto em eleições majoritários no Pará, ou seja, uma bela descoberta da ciência política.
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Ana Júlia e Dudu: o pork superará a sinergia negativa?
Será que a política de porkbarrel que faz com que Ana Júlia caminhe junto com Dudu pelas ruas da capital, distribuindo asfaltos, superará a sinergia de somatórias de rejeições? é uma aposta de alto risco da direção política da candidatura oficial. A questão é simples: a rua asfaltada agradará centenas de pessoas porém a imagem na TV atingirá milhões e esta imagem juntará o desgastado com o odiado,segundo as rejeições que aparecem nas pesquisas, o resultado final desta exposição será positivo ou negativo para os objetivos eleitorais de Ana?
A gestão com pessoas no serviço público
O Pró-Reitor de Desenvolvimento e gestão de pessoal João Cauby, em artigo, analisa a política de pessoal em curso na UFPA. Quer ver a análise em questão? então clique aqui
Universidade Lusófona de Portugal com Mestrado e doutorado em Belém
Vai até o dia 25 de agosto as inscrições ao doutorado em ciência política da Universidade Lusófona de Lisboa. Também está em curso as inscrições para mestrado em Direito patrocinada pela mesma universidade. A instituição que organiza estes eventos no Pará chama-se Conhecimento e Ciência que é dirigida pelo Prof. Dr. Ricardo Pinto. Qualquer informação deve-se buscar no endereço da "Conhecimento e Ciência" que fica na avenida Apinagés entre tamóios e mundurucus, bem ao lado la séde do PPS. O celular do Dr. Ricardo Pinto é 8151-5444.
Postagens assistemáticas
Minha agenda acadêmica está hipertrofiada daí as postagens não estarem acontecendo diariamente. Tentarei aos poucos ir atualizando as informações.
Eleições 2010: o racha nas Assembléia de Deus e a ilusão de Puty
A cúpula estadual da igreja Assembléia de Deus negou apoio ao deputado federal Zequinha Marinho e fechou apoio ao candidato Puty da DS (PT). Segundo pastores de terceiro e quarto escalão existe dentre os membros da igreja em questão a tradição de só dar voto a um candidato evangélico. Portanto, segundo este pastor, o candidato Puty pode já ir colocando a barba de molho, mas dentro da Assembléia de Deus, dificilmente receberá todos aqueles votos negociados com a cúpula da igreja. Quem viver verá.
Campanha proporcional: os micos dos marqueteiros
É impressionante, mas todo dia vejo verdadeiras aberrações em campanhas proporcionais que agridem os mais elementares conhecimentos da teoria do voto em eleições proporcionais, senão vejamos:
1- candidatos a deputados pagando formiguinhas para massificar seus nomes entre o eleitorado. Quem disse que o eleitor lê os textos e decora nomes presentes em panfletos distribuidos por centenas de candidatos que diariamente circulam nas esquinas da cidade.
2- Número de candidato do tipo: 22222, ou 25666, ou 166666. Este é o mais primário dos erros, provavelmente 40% destes votos vão para a legenda do partido e não para o candidato.
3- A presença de carro som, agredindo a audição do eleitorado. Será que alguém acha que este candidato auferirá alguma vantagem perante a vítima de poluição sonora. Os marqueteiros pensam que estão massificando um determinado nome.
1- candidatos a deputados pagando formiguinhas para massificar seus nomes entre o eleitorado. Quem disse que o eleitor lê os textos e decora nomes presentes em panfletos distribuidos por centenas de candidatos que diariamente circulam nas esquinas da cidade.
2- Número de candidato do tipo: 22222, ou 25666, ou 166666. Este é o mais primário dos erros, provavelmente 40% destes votos vão para a legenda do partido e não para o candidato.
3- A presença de carro som, agredindo a audição do eleitorado. Será que alguém acha que este candidato auferirá alguma vantagem perante a vítima de poluição sonora. Os marqueteiros pensam que estão massificando um determinado nome.
Sucessão no Pará: o sigilo das informações
Finalmente o jornal Valor Econômico vazou a notícia de que a rejeição da governadora Ana Júlia chega a 53%. A rejeição é preditora do desempenho de um candidato em segundo turno. Portanto o grande desafio do sulistas que dirigem a campanha de Ana é diminuir urgentemente esta rejeição.
Por que não está sendo divulgando as pesquisas de intenções de votos no Pará? Nas informações extra oficiais a vantagem do candidato tucano sobre a petista é considerável. Em breve darei informações mais objetivas sobre este assunto.
Por que não está sendo divulgando as pesquisas de intenções de votos no Pará? Nas informações extra oficiais a vantagem do candidato tucano sobre a petista é considerável. Em breve darei informações mais objetivas sobre este assunto.
ABCP/2010: Cientistas políticos projetam vitória de Dilma no primeiro turno
Os cientistas políticos Marcus Figueiredi (IUPERJ) e Alberto Carlos Almeida do Instituto Análise, utilizando um conjunto de informações baseadas em pesquisas de opiniões públicas, no curso dos últimos 12 mêses prognosticaram a vitoria de Dilma Roussef já no primeiro turno. Só uma catástrofe poderia mudar as tendencias eleitorais hoje presente na disputa eleitoral. Para estes cientistas o povo brasileiro já decidiu em quem votar em 2010.
Estes cientistas são insuspeitos, ou seja, não são ligados a partidos políticos, inclusive o prof. Dr. Marcus Figueirede trabalhou profissionalmente na campanha de FHC em 1998.
Estes cientistas são insuspeitos, ou seja, não são ligados a partidos políticos, inclusive o prof. Dr. Marcus Figueirede trabalhou profissionalmente na campanha de FHC em 1998.
Associação Brasileira de Ciência Política- 06;07 de 08 em fotos
Primeira foto-Prof.Dra. Maria Regina (IUPERJ) na mesa redonda sobre as eleições e suas dimensões internacionais.
Segunda foto: Prof. Dr. Fabiano Santos Presidente da ABCP
Terceira Foto: Prof. Dr. Jairo Nicolau coordenando o debate sobre os prognósticos para as eleições presidenciais de 2010.
Quarta foto: Plenária da ABCP durante a conferência do prof. Dr. Fernando Limonge.
Quinta foto: Prof. Dr. Roberto Corrêa apresentando seu trabalho nos grupos temáticos da ABCP.




Segunda foto: Prof. Dr. Fabiano Santos Presidente da ABCP
Terceira Foto: Prof. Dr. Jairo Nicolau coordenando o debate sobre os prognósticos para as eleições presidenciais de 2010.
Quarta foto: Plenária da ABCP durante a conferência do prof. Dr. Fernando Limonge.
Quinta foto: Prof. Dr. Roberto Corrêa apresentando seu trabalho nos grupos temáticos da ABCP.




ABCP em fotos de 05-08-2010: Mesas redondas, participação com apresentação de trabalho
Primeira foto: Prof. Dr. Edir Veiga apresentando trabalho em grupo temático
Segunda foto: Profs. Drs. Roberto Corrêa e Edir Veiga durante mesa redonda na ABCP
Terceira foro: Profa. Dra. Mara Teles coordenando mesa redonda sobre mídia e eleições, neste debate vemos também os profs. Drs. Antônio Lavareda e Marcus Figueiredo.
Quarta foto: Faixa alusiva ao Sétimo Encontro da ABCP.



Segunda foto: Profs. Drs. Roberto Corrêa e Edir Veiga durante mesa redonda na ABCP
Terceira foro: Profa. Dra. Mara Teles coordenando mesa redonda sobre mídia e eleições, neste debate vemos também os profs. Drs. Antônio Lavareda e Marcus Figueiredo.
Quarta foto: Faixa alusiva ao Sétimo Encontro da ABCP.



Hoje (06-08) ABCP
No terceiro dia de ABCP, assisto as seguintes mesas redondas:
09 as 10:45 -(In) seguranças na guerra e na paz com: Elena Martinez Barahona (Universidade de Salamanca), Tatiana Moura (Universidade de Coimbra).
Debatedores: Elena Martinez e Sebastián Linares (Salamanca), Rita Santos (Universidade de Coimbra, Sílvia Roque (Coimbra)Gláucio Dilon ( IUPERJ).
11- 12:45- A dimensão internacional da questão eleitoral
Coordendores: Marcelo Medeiros (UFPE), Olivier Dabéne (Sciences Po Paris).
Debatedores: Christophe Jaffrelot e Olivier Dabéne, Maria Regina Soares (IUPERJ), Tulo Viganni (UNESP).
AS 14 hs, o prof. Roberto Corrêa apresenta um trabaho sobre: Dimensões e desafios do desenvolvimento regional sustentável na amazônia.
09 as 10:45 -(In) seguranças na guerra e na paz com: Elena Martinez Barahona (Universidade de Salamanca), Tatiana Moura (Universidade de Coimbra).
Debatedores: Elena Martinez e Sebastián Linares (Salamanca), Rita Santos (Universidade de Coimbra, Sílvia Roque (Coimbra)Gláucio Dilon ( IUPERJ).
11- 12:45- A dimensão internacional da questão eleitoral
Coordendores: Marcelo Medeiros (UFPE), Olivier Dabéne (Sciences Po Paris).
Debatedores: Christophe Jaffrelot e Olivier Dabéne, Maria Regina Soares (IUPERJ), Tulo Viganni (UNESP).
AS 14 hs, o prof. Roberto Corrêa apresenta um trabaho sobre: Dimensões e desafios do desenvolvimento regional sustentável na amazônia.
ABCP e os debates em 05-08-2010
Hoje pela manhã (9hs) assisto conferências sobre continuidades e descontinuidades métodos e temas do pensamento social brasileiro, na mesa Luis Carlos Bresser Pereira(FGV-SP, Marcelo Jasmin(IUPERJ) e Marco Aurélio Nogueira(UNESP).
As 11 hs assisto conferencia: Comportamento eleitoral e opinião pública: como o eleitor decide seu voto, na mesa- Antônio Lavareda(Ipespe), Marcus Figueiredo(IUPERJ).
A partir das 14 hs apresento meu paper sobre as disputas para o governo do Pará nos pós Ditadura de 1964.
As 11 hs assisto conferencia: Comportamento eleitoral e opinião pública: como o eleitor decide seu voto, na mesa- Antônio Lavareda(Ipespe), Marcus Figueiredo(IUPERJ).
A partir das 14 hs apresento meu paper sobre as disputas para o governo do Pará nos pós Ditadura de 1964.
DS e Dudu: bens clientelísticos e seus candidatos proporcionais "escolhidos"
O fogo da discórdia deve chegar rapidamente aos arraiais petistas e petebistas. Muito gente já sabe que Dudu e a DS estão com 40 milhões para o asfalto pré-eleitoral. Os candidatos privilegiados de Dudu e os da DS (Puty, Edilson Moura e Suely) já estão de posse das ruas que serão asfaltados pelo governo Ana. A tática é a seguinte: os privilegiados candidatos a deputados de Dudu e da DS, de posse da agenda das ruas a serem asfaltadas, passam dois dias antes nestas artérias públicas e prometem "lutar" pelo asfalto. Dois dias depois passam Ana e Dudu, cada um em seu território, previamente escolhidos, e anunciam o imediato asfalto daquelas ruas, como prometidas pelos candidatos proporcionais privilegiados, e no dia seguinte a rua é asfaltada. Todos os privilegiados ganham, Ana ganha, e quem perde é a competição eleitoral isonômica.
Dudu/Dilma/Ana e o asfalto eleitoral
Dudu promete 400 km de asfalto para fazer frente a enorme rejeição que enfrenta em Belém. Em matéria de rejeição Ana não fica atrás. Em assunto relacionado ao porkbarrel, Dudu é o maioral. David Mayhil aprenderia muito com o alcaide de Belém. Mayhil é um dos maiores especialistas em matéria de conexão eleitoral.
Luta pelo senado: a irritação de Yamada
Após o TRE ter indeferido a candidatura de F.Yamada ao senado ocorreu um áspero diálogo entre Yamada e Paulo Rocha. O candidato petista ao senado teria dito a Yamada: " a forma mais rápida para teres chegado ao senado seria na minha suplência, como eu te aconselhei. Fostes pegar corda do Duciomar e te destes mal". De resto, podemos inferir que diminuiu as posssibilidades de acesso petista ao financiamento de campanha no segmento supermercadista.
PUTY: Adeus à ideologia
Segundo as informações fresquinhas que chegam a respeito dos gastos de campanha indicam que o candidato a deputado federal Cláudio Puty mantem um equipe de 250 formiguinhas em Belém, cada um recebendo R$100,00 (cem reais) por semana. No total seriam R$ 100.000,00 (cem mil reais por mês). Podemos afirmar que Puty e a DS deram adeus à ideologia. Quem precisa de ideologia pra viver?...ahh, o Cazuza.
De fato Puty precisaria de uma consultoria eleitoral especializada. Alguém precisa dizer ao Puty que em eleições proporcionais não se ganha votos planfleteando.
De fato Puty precisaria de uma consultoria eleitoral especializada. Alguém precisa dizer ao Puty que em eleições proporcionais não se ganha votos planfleteando.
ABCP: Blog só voltará a partir do dia 10-08
Entre os dias 04 e 08 de agosto estarei participando e apresentando um trabalho no encontro bi-anual da Associação Brasileira de Ciência Política que se realizará em Recife-PE. Até lá o blog fica assistemático. As postagens deverão voltar sem interrupções a partir do dia 10 de agosto.
02/08/2010: o eleitor se volta para as eleições
Após a copa do mundo e as férias de julho o eleitorado deve voltar-se para o processo eleitoral. Naturalmente que a partir de 17 de agosto, quando começa a campanha na TV e rádio é que a grande massa do eleitorado começará, de fato, a decidir seu voto para governador e presidente.
As eleições proporcionais (deputados) continuará expressando um momento irresponsável do eleitor. Seguramente 70% deste voto é dado de qualquer jeito, para estes eleitores o voto é um momento de troca particularista: por emprego, por aterro, por asfalto ou por dinheiro ou dado para um conhecido ou para um membro da família, sem um "olhar" crítico em torno do candidato e do partido.
No fundo desta questão está o modelo institucional do sistema eleitoral e partidário brasileiro, baseado no multipartidarismo e no voto proporcional em lista aberta que induz o voto personalizado. É impossível a massa do eleitorado escolher coerentemente entre mais de 500 candidatos a deputados estaduais em cada estado, ou entre mais de 200 candidatos a deputado federal.
Não basta apelar para que cada eleitor estude a história anterior de cada candidato e ou de seu candidato e o programa de seu partido. Concomitantemente a este apelo "idealista" é necessário uma reforma política que dê mais racionalidade ao sistema eleitoral e partidário, onde seja combinado: financiamento público das campanhas eleitorais, voto em lista fechada e flexível, e formação das listas partidárias através de eleições primárias internas a cada partido para impedir a oligarquização destas listas.
As eleições proporcionais (deputados) continuará expressando um momento irresponsável do eleitor. Seguramente 70% deste voto é dado de qualquer jeito, para estes eleitores o voto é um momento de troca particularista: por emprego, por aterro, por asfalto ou por dinheiro ou dado para um conhecido ou para um membro da família, sem um "olhar" crítico em torno do candidato e do partido.
No fundo desta questão está o modelo institucional do sistema eleitoral e partidário brasileiro, baseado no multipartidarismo e no voto proporcional em lista aberta que induz o voto personalizado. É impossível a massa do eleitorado escolher coerentemente entre mais de 500 candidatos a deputados estaduais em cada estado, ou entre mais de 200 candidatos a deputado federal.
Não basta apelar para que cada eleitor estude a história anterior de cada candidato e ou de seu candidato e o programa de seu partido. Concomitantemente a este apelo "idealista" é necessário uma reforma política que dê mais racionalidade ao sistema eleitoral e partidário, onde seja combinado: financiamento público das campanhas eleitorais, voto em lista fechada e flexível, e formação das listas partidárias através de eleições primárias internas a cada partido para impedir a oligarquização destas listas.
Campanha na TV, rejeição de Ana e os 366
O primeiro grande objetivo da campanha de Ana Júlia na TV é diminuir a rejeição de 55% para 30% até o dia 3 de outubro. Não bastará esta "mexida de pedra", o governo precisará fazer os 51% dos 366 chegar aos prefeitos. Dizem que o BNDES não terá como fazer este dinheiro chegar até o dia 03/10. Caso esta previsão se confirme, a eleição ficará mais equilibrada entre Ana e Jatene.