Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Reunião do ataque à autonomia da Universidade Brasileira
É o Reitor contra a comunidade, o CONSUN é a linha de defesa da autonomia, ou se afirma a defesa da autonomia ou um novo 1848 acontecerá na UFPA. Não, não é Napoleão III o golpista.
IFCH contra o golpe
Uma assembléia de docentes do IFCH discutiu ontem (27) a reunião de segunda (30) do CONSUN. Nenhum docente defendeu o golpe. Até docentes que fizeram campanha para Regina, defenderam o respeito aos resultados da consulta democrática. É o velho IFCH demonstrando quem de fato é vanguarda da luta política na UFPA. Todos esperam para ver o voto da Diretora deste Instituto na segunda.
O vôo dos motivos
Os motivos já foram fotografados voando em direção de uma pró-reitoria politizada, os destinos finais deste vôo serão em breve revelados.
Baleixe analisa a manipulação política
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
UFPA: um factóide obsceno.
(FOTO)
É indecente o aumento do número de capítulos na novela SUCESSÃO À REITORIA da Universidade Federal do Pará.
Na próxima segunda-feira, dia 30 de março, o Conselho Universitário mais uma vez mexerá nessa panela azeda.
O Ministério da Educação "obriga expressamente"* que o resultado das urnas se ajuste à Lei 9192 de 1995 (http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l9192_95.htm.) que determina em um universo numérico entre 0 (zero) e 10 (dez) que o valor de um voto de professor seja 7 (sete) e os votos de alunos e funcionários valham 1,5 (um e meio) cada — é a famigerada e tortuosa Lei dos 70%.
Uma consulta a comunidade universitária que levou em consideração a organização e discernimento político das três categorias (docentes, discentes e técnico-administrativos) integrantes da Comunidade Universitária apontou os vencedores. O Conselho Universitário — que tem composição à semelhança da Lei — homologou essa escolha coletiva, entretanto, a amargura e o terror dos derrotados traz de volta o zumbi putrefato à mesa do necrotério do CONSUN.
Exumar um cadáver do que pereceu às vistas do mundo para uma necropsia é ridículo. O atestado de óbito foi assinado publicamente às 16 horas do dia 22 de dezembro de 2008. Causa mortis: INANIÇÃO.
Expor a carniça aos olfatos alheios foi uma segunda manobra da estratégia em desespero para alcançar o poder na UFPA. A primeira foi não formatar, à revelia do Conselho, a lista tríplice no modelo EXIGIDO pelo MEC. A derradeira manigância será tentar transformar o CONSUN em picadeiro.
Os derrotados no pleito e no CONSUN alimentam-se de uma única e soberba esperança em Brasília: a influência que Alex Bolonha Fiúza de Mello exerce no Ministério da Educação.
É de se esperar que o atual reitor da UFPA tenha orgulho de pertencer ao Conselho Nacional de Educação e de gozar de prestígio naquele Ministério — esse é o seu currículo, essa é a sua história pessoal.
Contudo, seria abominável imaginar que o magnífico venha a “mexer os pauzinhos” para catapultar os perdedores à reitoria da Universidade.
Atitude dessa natureza afogaria Alex Bolonha Fiúza de Mello na lama dos fósseis.
O Conselho Universitário é legislador e ao mesmo tempo o supremo tribunal da Universidade Federal do Pará, desse modo, à sua deliberação não cabem recursos; portanto, nada fará o CONSUN contra si.
Mudar o resultado do sufrágio seria um despautério inaceitável. Seria negar a AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA garantida pela Constituição Federal. Seria abrir mão da liberdade (intelectual) — bem tão inalienável quanto a vida.
Obriga expressamente*: termo usado em “Carta Aberta ao CONSUN” redigida por um dos componentes da chapa derrotada ainda insatisfeito. Se o "obriga expressamente" foi utilizado no documento do MEC, é um demonstrativo que o Ministério da Educação não se adaptou às mudanças de um país que execrou uma Ditadura Militar perseguidora e assassina de seus contraditores. Contudo, se essa foi a interpretação do autor da missiva, lamentamos que sua ideologia esteja atrelada aos Atos Institucionais, particularmente ao AI-5 de 13 de dezembro de 1968 — o ano que não terminou para Zuenir Ventura.
A Autonomia Universitária é uma garantia constitucional, portanto, uma lei que determina como uma universidade deve votar, desrespeita a Carta Magna do país (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm).
Ou seja: a Lei 9192/95 é tacitamente inconstitucional.
Haroldo Baleixe
27/3/09 8:54 PM
UFPA: um factóide obsceno.
(FOTO)
É indecente o aumento do número de capítulos na novela SUCESSÃO À REITORIA da Universidade Federal do Pará.
Na próxima segunda-feira, dia 30 de março, o Conselho Universitário mais uma vez mexerá nessa panela azeda.
O Ministério da Educação "obriga expressamente"* que o resultado das urnas se ajuste à Lei 9192 de 1995 (http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l9192_95.htm.) que determina em um universo numérico entre 0 (zero) e 10 (dez) que o valor de um voto de professor seja 7 (sete) e os votos de alunos e funcionários valham 1,5 (um e meio) cada — é a famigerada e tortuosa Lei dos 70%.
Uma consulta a comunidade universitária que levou em consideração a organização e discernimento político das três categorias (docentes, discentes e técnico-administrativos) integrantes da Comunidade Universitária apontou os vencedores. O Conselho Universitário — que tem composição à semelhança da Lei — homologou essa escolha coletiva, entretanto, a amargura e o terror dos derrotados traz de volta o zumbi putrefato à mesa do necrotério do CONSUN.
Exumar um cadáver do que pereceu às vistas do mundo para uma necropsia é ridículo. O atestado de óbito foi assinado publicamente às 16 horas do dia 22 de dezembro de 2008. Causa mortis: INANIÇÃO.
Expor a carniça aos olfatos alheios foi uma segunda manobra da estratégia em desespero para alcançar o poder na UFPA. A primeira foi não formatar, à revelia do Conselho, a lista tríplice no modelo EXIGIDO pelo MEC. A derradeira manigância será tentar transformar o CONSUN em picadeiro.
Os derrotados no pleito e no CONSUN alimentam-se de uma única e soberba esperança em Brasília: a influência que Alex Bolonha Fiúza de Mello exerce no Ministério da Educação.
É de se esperar que o atual reitor da UFPA tenha orgulho de pertencer ao Conselho Nacional de Educação e de gozar de prestígio naquele Ministério — esse é o seu currículo, essa é a sua história pessoal.
Contudo, seria abominável imaginar que o magnífico venha a “mexer os pauzinhos” para catapultar os perdedores à reitoria da Universidade.
Atitude dessa natureza afogaria Alex Bolonha Fiúza de Mello na lama dos fósseis.
O Conselho Universitário é legislador e ao mesmo tempo o supremo tribunal da Universidade Federal do Pará, desse modo, à sua deliberação não cabem recursos; portanto, nada fará o CONSUN contra si.
Mudar o resultado do sufrágio seria um despautério inaceitável. Seria negar a AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA garantida pela Constituição Federal. Seria abrir mão da liberdade (intelectual) — bem tão inalienável quanto a vida.
Obriga expressamente*: termo usado em “Carta Aberta ao CONSUN” redigida por um dos componentes da chapa derrotada ainda insatisfeito. Se o "obriga expressamente" foi utilizado no documento do MEC, é um demonstrativo que o Ministério da Educação não se adaptou às mudanças de um país que execrou uma Ditadura Militar perseguidora e assassina de seus contraditores. Contudo, se essa foi a interpretação do autor da missiva, lamentamos que sua ideologia esteja atrelada aos Atos Institucionais, particularmente ao AI-5 de 13 de dezembro de 1968 — o ano que não terminou para Zuenir Ventura.
A Autonomia Universitária é uma garantia constitucional, portanto, uma lei que determina como uma universidade deve votar, desrespeita a Carta Magna do país (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm).
Ou seja: a Lei 9192/95 é tacitamente inconstitucional.
Haroldo Baleixe
27/3/09 8:54 PM
Oração da manhã

Para ser rezada pelos golpistas na manhã de segunda feira.
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Castelo.
Para que meus inimigos
tendo pés não me alcancem, quando estiver indo ao NPADC
tendo mãos não me peguem, conspirando
tendo olhos não me enxerguem, votando contra a democracia.
Oh! Glorioso São Castelo eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, pois poderei perder meus privilégios e gratificações.
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fnasr
Princípios, melhor não tê-los
O General Medeiros, chefe do SNI de 1979 a 1985, eloquente, literato, performer, super sincero e francófilo cita Vitor Hugo, momentos antes de mandar baixar o pau na turma das Diretas Já:"Mude suas opiniões, sustente seus princípios; troque suas folhas, mantenha intacta suas raízes”.
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postado por fnasr
31 de março, dia de Golpe?
Flávio Sidrim Nassar *
Para toda uma geração de brasileiros o dia 31 de março é sinônimo de golpe, de mau agouro, é pior do que uma sexta feira 13 em mês de agosto.
Para outros nem tanto.
Depois voltarei ao assunto.
São muitas as versões, mas o fato é que o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior, solicitou à Universidade Federal do Pará "realização de complementação de dados ... em relação ao processo de escolha da lista tríplice para Reitor em observância a legislação pertinente". No ofício, o MEC recomenda à UFPA que revogue a Resolução que homologou o resultado do processo eleitoral para a escolha dos novos dirigentes "em razão de ilegalidade", pois a consulta em questão não respeitou a votação uninominal e o peso de 70% para a manifestação dos docentes em relação às demais categorias.
Da maneira como o reitor "fabricou" o processo e o encaminhou ao Mec era óbvio que a resposta só podia ser essa. Ou alguém imagina que o Coordenador Geral de Legislação e Normas e a Secretária de Ensino Superior do MEC pudesse, em pronunciamento oficial, aceitar uma documentação que comprovasse um procedimento à margem da Lei?
Pergunta-se: por que o documento foi encaminhado de maneira errada?
Será que o reitor não sabe como deveria ser encaminhado o documento?
Será que esta foi a primeira vez - na UFPA - que uma consulta desta natureza foi realizada?
Diversamente do que acontece nos sistemas acadêmicos mundo afora, a comunidade universitária no Brasil por insubordinação, por inconformismo, ou por não ter entendido o que é de fato uma Universidade, não chegou a um consenso sobre a modo de escolher seus reitores. Houve modificações na legislação, mas elas não conseguiram atender às demandas deste contencioso que já tem mais de 20 anos. O que tem prevalecido é o procedimento acordado internamente nos Conselhos Superiores de cada universidade.
O MEC, desde os tempos da ditadura, sabe que no interior das universidades os processos de escolha dos dirigentes acontecem à margem da lei e o mesmo MEC permite que esses processos continuem. O Ministério exige apenas que o processo formal seja encaminhado de acordo com o previsto na Lei. O MEC não quer saber se o voto foi paritário, universal, proporcional; se a lei dos 70% foi respeitada; se no conselho houve eleição uninominal em escrutínio único; ou se apenas a ata foi aprovada.
É uma atitude sábia a do MEC que se rende ao princípio da autonomia universitária.
Ainda temos que esperar uma legislação que respeite a tradição de participação da comunidade, que previna o abuso do poder econômico no processo eleitoral, principalmente agora que se permite a reeleição. Esperamos também, que essa nova legislação iniba os demagogos e os populistas.
A UFPA está entre as primeiras universidades brasileiras a adotar a prática de consulta à comunidade, foi em 1984, no governo do General Figueiredo. Tempo em que ainda funcionavam o SNI e a Lei de Segurança Nacional; quando o pré-requisito para ser Ministro da Educação era ter frequentado a Academia de Agulhas Negras. A primeira consulta foi feita na sucessão do reitor Daniel Coelho de Souza. Depois da consulta, com base no voto paritário, o Consun se reuniu para formalizar a elaboração da lista sêxtupla. Na abertura da sessão Daniel apresentou um esboço de ata redigida de acordo com o previsto na Lei e pediu que os que estivessem de acordo assinassem o documento. Todos assinaram e o processo foi enviado a Brasília. A lista foi acatada e o processo seguiu a tramitação normal.
A fórmula criada por Daniel Coelho de Souza que somava desobediência civil, criatividade e pragmatismo, foi repetida por todo o Brasil e tem sido usada na maioria das eleições dos reitores da UFPA.
Mudar esta tradição significa abdicar de importantes conquistas no frágil terreno da autonomia universitária e permitir que " o legalismo e a burocracia, como valores dominantes" tornem-se "os pilares de legitimação política no Brasil do século XXI, em detrimento da vontade geral." (Alex Fiuza de Mello, in Beira do Rio, fevereiro 2009)
Novamente um reitor da UFPA quer inovar, agora não mais na arquitetura de formas que façam valer a autonomia universitária como fez o democrata Daniel Coelho. O atual reitor continua engendrando um golpe. As manifestações do CONSUN de respeito à tradição autonomista são "delatadas" ao MEC na expectativa de uma intervenção.
Mesmo sabendo perfeitamente como deve ser elaborada a ata e como os documentos devem ser encaminhados ao MEC, ele contaminou o processo a ser enviado ao MEC. No jargão dos criminalistas: o processo foi "bichado". Isto é, coloca-se propositadamente falhas no procedimento e abre-se uma avenida para trafegarem os argumentos contrários.
Com a "resposta"do MEC reacenderam-se as esperanças golpistas no Guamá. O conselheiro Afonso Medeiros teve a desfaçatez de encaminhar um inacreditável apelo ao golpe, onde deixa claro sua intenção : "O MEC enviou à UFPA a Nota Técnica nº 97/2009-CGLNES/SESu/MEC e cujo teor OBRIGA EXPRESSAMENTE (grifei) o Conselho Universitário..." Na realidade o teor do documento do MEC, um voto padrão enviado a todas as universidades em situação semelhante, tanto que inadivertidamente aparece como interessada a Universidade de Mato Grosso do Sul, tem em sua ementa o seguinte: "SOLICITA(grifei) realização de complementação de dados pela UFPA em relação ao processo de escolha da lista tríplice para Reitor em observância a legislação vigente". E mais adiante: Considerando o decidido em Nota Técnica, visando o regular trâmite do processo de nomeação do Reitor, RECOMENDA-SE (grifei).
"Solicita" e "Recomenda" e muito diferente de "obriga expressamente". Como se vê "a própria hermenêutica do que seja “juridicamente correto” é dúbia e, regra geral, conservadora"" (ibidem).
Esta é só uma amostra do golpe em sua terceira reencarnação.
Voltando ao 31 de março. Dizem que generais são supersticiosos e que quando vão à guerra, além da matemática militar, número de divisões, armamentos, etc. se valem de outras numerologias. Foi depois de complexa metafísica, ouvidos astros, os búzios, cartas, que teria sido definido o dia primeiro de abril como a data mais propicia para a eclosão do golpe de 1964.
- Nao pode! Exclamou um dos conspiradores: - É o dia da mentira. E assim, acabaram por o antecipar para a noite do dia 31 de março.
Na perspectiva dos golpistas, o movimento foi um sucesso, durou 20 anos.
Os golpistas do Guamá também escolheram o 31 de março para, mais uma vez, atentarem contra a vontade da comunidade universitária. Talvez acreditem que como o 31 de março de 64, o de 2009 seja propício para estas falcatruas e que possam governar a UFPA por 20 anos.
Mas se até para nós mortais, tudo está sempre mudando e nunca tomamos banho duas vezes no mesmo rio, imagina como serão complexas as conjugações que dominam o vário destino dos dias.
Se em 1964, o 31 de março foi propício para o golpe, acho o 31 de março de 2009 será propício para a democracia e o CONSUN honrará sua tradição autonomista e recusará mais esta manobra.
Golpistas descansem em paz.
* Flávio Nassar é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e coordenador do Fórum Landi
Para toda uma geração de brasileiros o dia 31 de março é sinônimo de golpe, de mau agouro, é pior do que uma sexta feira 13 em mês de agosto.
Para outros nem tanto.
Depois voltarei ao assunto.
São muitas as versões, mas o fato é que o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior, solicitou à Universidade Federal do Pará "realização de complementação de dados ... em relação ao processo de escolha da lista tríplice para Reitor em observância a legislação pertinente". No ofício, o MEC recomenda à UFPA que revogue a Resolução que homologou o resultado do processo eleitoral para a escolha dos novos dirigentes "em razão de ilegalidade", pois a consulta em questão não respeitou a votação uninominal e o peso de 70% para a manifestação dos docentes em relação às demais categorias.
Da maneira como o reitor "fabricou" o processo e o encaminhou ao Mec era óbvio que a resposta só podia ser essa. Ou alguém imagina que o Coordenador Geral de Legislação e Normas e a Secretária de Ensino Superior do MEC pudesse, em pronunciamento oficial, aceitar uma documentação que comprovasse um procedimento à margem da Lei?
Pergunta-se: por que o documento foi encaminhado de maneira errada?
Será que o reitor não sabe como deveria ser encaminhado o documento?
Será que esta foi a primeira vez - na UFPA - que uma consulta desta natureza foi realizada?
Diversamente do que acontece nos sistemas acadêmicos mundo afora, a comunidade universitária no Brasil por insubordinação, por inconformismo, ou por não ter entendido o que é de fato uma Universidade, não chegou a um consenso sobre a modo de escolher seus reitores. Houve modificações na legislação, mas elas não conseguiram atender às demandas deste contencioso que já tem mais de 20 anos. O que tem prevalecido é o procedimento acordado internamente nos Conselhos Superiores de cada universidade.
O MEC, desde os tempos da ditadura, sabe que no interior das universidades os processos de escolha dos dirigentes acontecem à margem da lei e o mesmo MEC permite que esses processos continuem. O Ministério exige apenas que o processo formal seja encaminhado de acordo com o previsto na Lei. O MEC não quer saber se o voto foi paritário, universal, proporcional; se a lei dos 70% foi respeitada; se no conselho houve eleição uninominal em escrutínio único; ou se apenas a ata foi aprovada.
É uma atitude sábia a do MEC que se rende ao princípio da autonomia universitária.
Ainda temos que esperar uma legislação que respeite a tradição de participação da comunidade, que previna o abuso do poder econômico no processo eleitoral, principalmente agora que se permite a reeleição. Esperamos também, que essa nova legislação iniba os demagogos e os populistas.
A UFPA está entre as primeiras universidades brasileiras a adotar a prática de consulta à comunidade, foi em 1984, no governo do General Figueiredo. Tempo em que ainda funcionavam o SNI e a Lei de Segurança Nacional; quando o pré-requisito para ser Ministro da Educação era ter frequentado a Academia de Agulhas Negras. A primeira consulta foi feita na sucessão do reitor Daniel Coelho de Souza. Depois da consulta, com base no voto paritário, o Consun se reuniu para formalizar a elaboração da lista sêxtupla. Na abertura da sessão Daniel apresentou um esboço de ata redigida de acordo com o previsto na Lei e pediu que os que estivessem de acordo assinassem o documento. Todos assinaram e o processo foi enviado a Brasília. A lista foi acatada e o processo seguiu a tramitação normal.
A fórmula criada por Daniel Coelho de Souza que somava desobediência civil, criatividade e pragmatismo, foi repetida por todo o Brasil e tem sido usada na maioria das eleições dos reitores da UFPA.
Mudar esta tradição significa abdicar de importantes conquistas no frágil terreno da autonomia universitária e permitir que " o legalismo e a burocracia, como valores dominantes" tornem-se "os pilares de legitimação política no Brasil do século XXI, em detrimento da vontade geral." (Alex Fiuza de Mello, in Beira do Rio, fevereiro 2009)
Novamente um reitor da UFPA quer inovar, agora não mais na arquitetura de formas que façam valer a autonomia universitária como fez o democrata Daniel Coelho. O atual reitor continua engendrando um golpe. As manifestações do CONSUN de respeito à tradição autonomista são "delatadas" ao MEC na expectativa de uma intervenção.
Mesmo sabendo perfeitamente como deve ser elaborada a ata e como os documentos devem ser encaminhados ao MEC, ele contaminou o processo a ser enviado ao MEC. No jargão dos criminalistas: o processo foi "bichado". Isto é, coloca-se propositadamente falhas no procedimento e abre-se uma avenida para trafegarem os argumentos contrários.
Com a "resposta"do MEC reacenderam-se as esperanças golpistas no Guamá. O conselheiro Afonso Medeiros teve a desfaçatez de encaminhar um inacreditável apelo ao golpe, onde deixa claro sua intenção : "O MEC enviou à UFPA a Nota Técnica nº 97/2009-CGLNES/SESu/MEC e cujo teor OBRIGA EXPRESSAMENTE (grifei) o Conselho Universitário..." Na realidade o teor do documento do MEC, um voto padrão enviado a todas as universidades em situação semelhante, tanto que inadivertidamente aparece como interessada a Universidade de Mato Grosso do Sul, tem em sua ementa o seguinte: "SOLICITA(grifei) realização de complementação de dados pela UFPA em relação ao processo de escolha da lista tríplice para Reitor em observância a legislação vigente". E mais adiante: Considerando o decidido em Nota Técnica, visando o regular trâmite do processo de nomeação do Reitor, RECOMENDA-SE (grifei).
"Solicita" e "Recomenda" e muito diferente de "obriga expressamente". Como se vê "a própria hermenêutica do que seja “juridicamente correto” é dúbia e, regra geral, conservadora"" (ibidem).
Esta é só uma amostra do golpe em sua terceira reencarnação.
Voltando ao 31 de março. Dizem que generais são supersticiosos e que quando vão à guerra, além da matemática militar, número de divisões, armamentos, etc. se valem de outras numerologias. Foi depois de complexa metafísica, ouvidos astros, os búzios, cartas, que teria sido definido o dia primeiro de abril como a data mais propicia para a eclosão do golpe de 1964.
- Nao pode! Exclamou um dos conspiradores: - É o dia da mentira. E assim, acabaram por o antecipar para a noite do dia 31 de março.
Na perspectiva dos golpistas, o movimento foi um sucesso, durou 20 anos.
Os golpistas do Guamá também escolheram o 31 de março para, mais uma vez, atentarem contra a vontade da comunidade universitária. Talvez acreditem que como o 31 de março de 64, o de 2009 seja propício para estas falcatruas e que possam governar a UFPA por 20 anos.
Mas se até para nós mortais, tudo está sempre mudando e nunca tomamos banho duas vezes no mesmo rio, imagina como serão complexas as conjugações que dominam o vário destino dos dias.
Se em 1964, o 31 de março foi propício para o golpe, acho o 31 de março de 2009 será propício para a democracia e o CONSUN honrará sua tradição autonomista e recusará mais esta manobra.
Golpistas descansem em paz.
* Flávio Nassar é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e coordenador do Fórum Landi
Sonhar todos podem
O sonho de Napoleão era ser Napoleão.(Coronel Ludugero, humorista e psicanalista).
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postado por fnasr
Do Novo Príncipe
Do Novo Príncipe, segundo Mirabeau de Mello, in Dicionário de Bolso do Almanaque Filosófico pg. 35.Não se espere que um estadista seja um homem virtuoso. Os estadistas são homens de ação, basicamente inescrupulosos - no sentido de jamais permitirem que uma dúvida escrupulosa interrompa a ação.
Escrúpulo é coisa de intelectual.
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postado por fnasr
A tática central do status quo
Dizem que o objetivo central da estratégia palaciana é conduzir um confronto físico no CONSUN para levar o caso para o MEC. No território do MEC esta turma seria imbatível. Ou seja, não importa apanhar eleitoralmente na UFPA, o irmão mais velho ( O MEC) decidiria a questão no tapetão administrativo e político. .. Assim se caminha para destruir a autonomia, tão desejada pela comunidade, da universidade brasileira. A jursprudência começaria no Pará. Triste legado.
Bandeiras analisa Afonso
Senhor editor.
A compulsividade da eloquência dos atuais inquilinos do poder chega a ser comparado ao assoreamento de um belo rio caudaloso e imponente como tantos que conhecemos meu caro editor,tendo visto e revisto a postura ignomínia do atual reitor e sua escumalha deduzimos que os arrivistas do terceiro andar lutam desesperadamente pela perpetuação de sua linhagem de verdadeiros Éticos Cara de Pau que em novelos de lã nada mais são do que verdadeiros lobos à urra de fome pelo poder de mando.
Intubados como estão agora pela suas próprias incapacidades de liderar qualquer coisa em que sejam exigidas o minimo de dignidade e personalidade de suas altivez no que concerne á posturas democráticas que a atual situação exige, o que na verdade estamos assistindo é um verdadeiro halloween comandado por um diretor de teatro especialista em tragédias gregas que está afeito a um total estado de servidão da Ratoalha do poder de mando.
Os Psicólogos afirmam que esta situação pode na verdade ser um quadro real de "Dissonância Cognitiva" que nada mais é do que "Acreditar nas mentiras como se verdade fôssem". Que tipo de assodamento teria levado Alex Fiuza a impor a si mesmo este verdadeiro Holocausto Social? o que na verdade haveria nos subterrâneos desta administração e que o novo reitor e sua equipe não podem saber? na verdade o que realmente o ministro da educação teria dito ao Alex Fiúza e que estaria provocando esta verdadeira Kizomba?...Sabe professor Edir estas são perguntas que na verdade norteiam hoje as cabeças de alguns conselheiros com quem tenho trocado algumas idéias.
Ao entoar o canto das Sereias, Afonso Medeiros, que na verdade é o general da banda, e que somado ao seu conteúdo foi igualado ao nada na terra do nunca.
Ass:Bandeiras
A compulsividade da eloquência dos atuais inquilinos do poder chega a ser comparado ao assoreamento de um belo rio caudaloso e imponente como tantos que conhecemos meu caro editor,tendo visto e revisto a postura ignomínia do atual reitor e sua escumalha deduzimos que os arrivistas do terceiro andar lutam desesperadamente pela perpetuação de sua linhagem de verdadeiros Éticos Cara de Pau que em novelos de lã nada mais são do que verdadeiros lobos à urra de fome pelo poder de mando.
Intubados como estão agora pela suas próprias incapacidades de liderar qualquer coisa em que sejam exigidas o minimo de dignidade e personalidade de suas altivez no que concerne á posturas democráticas que a atual situação exige, o que na verdade estamos assistindo é um verdadeiro halloween comandado por um diretor de teatro especialista em tragédias gregas que está afeito a um total estado de servidão da Ratoalha do poder de mando.
Os Psicólogos afirmam que esta situação pode na verdade ser um quadro real de "Dissonância Cognitiva" que nada mais é do que "Acreditar nas mentiras como se verdade fôssem". Que tipo de assodamento teria levado Alex Fiuza a impor a si mesmo este verdadeiro Holocausto Social? o que na verdade haveria nos subterrâneos desta administração e que o novo reitor e sua equipe não podem saber? na verdade o que realmente o ministro da educação teria dito ao Alex Fiúza e que estaria provocando esta verdadeira Kizomba?...Sabe professor Edir estas são perguntas que na verdade norteiam hoje as cabeças de alguns conselheiros com quem tenho trocado algumas idéias.
Ao entoar o canto das Sereias, Afonso Medeiros, que na verdade é o general da banda, e que somado ao seu conteúdo foi igualado ao nada na terra do nunca.
Ass:Bandeiras
Dissonância cognitiva e o golpe na UFPA
Segundo os amigos da psicologia, Dissonância Cognitiva seria o ato de alguém acreditar na própria mentira, transforma-la em verdade e lutar por ela como se fôsse a coisa mais importante de sua vida. Assim é a justificativa daqueles que querem acreditar que o golpe é etico e politicamente justificável. Eles querem liquidar com a credibilidade das consultas democráticas na UFPA: seria o retorno do voto indireto, uma oligarquia se instalaria na UFPA. Um colegiado de iluminados decidiriam o destino de nossa universidade, como ocorria no passado.
UFPA: o tacho esquenta
A temperatura sobe à cada hora na UFPA. Quem é o incendiário que está deixando nossa instituição à beita de um ataque de nervos?
Premonições, palpites, pressentimentos - 03
O General Medeiros, chefe do SNI de 1979 a 1985, eloquente, literato, performer e super sincero, demonstra ao Consun: PAPAI NOEL É REAL!...
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Postado por fnasr
Premonições, palpites, pressentimentos - 02
O golpe esta em sua fase 3G (terceira geração), nosso blog também.Agora, além de fazer previsões dos movimentos dos golpistas, estamos também conseguindo visualizar suas imagens.
Vejam, da esquerda cada vez mais para a direita.
Coronel Ludugero: Mesmo não sendo um general de 5 estrelas manipula muito $$$$$$$$.
Mãe Delamare: General, pitonisa e ventríloca, na caserna é conhecida como Rainha Muda porque, não viu, não ouviu e calou.
Quadro na parede: Francisco Caldeira Castelo Branco, fundador de Belém, deu o golpe em 64.
General Sem-Lex: Faz tudo pelo golpe, chuta e cabeceia.
Marechal Nei: Marechal de Cavalaria, já foi a queridinha de Napoleão. Porta um currículo avantajado.
Papagaio de Pirata: Papagaio de Pirata.
General Likud: Foi líder do partido político de que leva seu nome e que congrega licurguistas radicais e licurgistas exaltados.
Nossa câmera do futuro não consegui visualizar o General Medeiros; Chefe do SNI de 1979 a 1985, eloqüente, literato e performer, porta-voz oficial dos golpistas.
No momento da foto, Geme-deiros dublava o cantor Paulo Diniz cantando: "E agora José".
Click na foto para ampliar
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Postado por: fnasr
Reitor eleito reitor empossado: plenária na sexta
Nesta sexta, às 15 h, no laboratório de mecânica teremos plenária do comitê reitor eleito reitor empossado na UFPA. Serão discutidas as estratégias para o enfrentamento da tentativa de golpe orquestrada pelo reitor.
Núcleo caixa 2: como comprar consciências?
Seriam cento e oitenta mil motivos para serem usados para convencer os recalcitrantes. O núcleo caixa 2 estaria no front desta politiqice. Estes motivos se transformariam em espécie a serem repassados diretamente, em forma de serviços e outras prebendas acadêmicas. Eu custo a acreditar neste tipo de ação. Mas é assim que os nossos anônimos contam ao Bilhetim. Tem documentação e tudo mais. Estão monitorando a viagem dos motivos. Eu creio que a quantidade de motivos é muito pequena. Quem ousar chegar com este tipo de indecência perante os conselheiros será denunciado. Disso eu não tenho dúvida. Caso esta versão se confirmasse seria um achincalhamento ao memnros do CONSUN.
Bilhetim chegou a mil acessos ontem(25)
Ontem o Bilhetim voltou aos velhos tempos e atingiu mil acessos. A comunidade está ligada no tema do Golpe e vive à beira de um ataque de nervos.
