Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Secretaria de Transporte e o trânsito em Belém
O Secretário de Transporte Waldir Ganzer deve assumir postura pró-ativa em relação ao caótico trânsito da região metropolitana. Em breve o governo deve anunciar um pacote de medidas, de curto prazo, que devem tirar a população do sufoco. Se o governo fizer o prometido, já estará garantindo pelo menos 30% da reeleição de Ana.
Novas postagens
Volto a postar a partir das 17 hs. Estou fazendo check up de saúde. Ninguém é de ferro.
Congresso Mundial das Igrejas Ecumênicas
Foi ontem, em Mariápolis, o debate sobre a Amazônia e seus desafios e o papel da sociedade civil mundial, e em particular das igrejas ecumênicas.Este debate fez parte da programação do Enconcotro Mundial Anual das Igrejas Ecumênicas, que tem séde em Genebra.Partciparam como debatedores O prof. Dr. internacionalista Alberto Teixeira, discutindo o contexto internacional e a Amazônia, o Prof. cientista social Walgomiro apresentou as políticas do governo Lula para a Amazônia e eu apresentei o perfil econômico, social e político da sociedade civil municipal da amazônia brasileira.Estavam presentes 17 dirigentes internacionais das igrejas ecumênicas e mais seis estudantes, um de cada continente, que venceram o concurso, continental, de monografias sobre o papel do ecumenismo nas transformações sociais globais.
15-01: Festa de aniversário de Maneschy com adesão
Nesta quinta feira, dia 15 de janeiro, ocorrerá um jantar de adesão ao aniversário do professor Carlos Maneschy, reitor eleito e homologado da UFPA. O evento ocorrerá no La Pomme D'or, que fica na José Bonifácio. Os convites podem ser adquiridos com a Livi e com a Tutuca, ao custo de R$ 40,00( quarenta reais). São esperadas pelo menos quatrocentas pessoas da UFPA.
Reitor da UFPA: Maneschy aguarda ata
O reitor eleito e homologado pelo CONSUN da UFPA aguarda a ata para apressar em Brasília a sua nomeação. Os contatos todos já foram feitos. Inclusive contra-dossiês contra as queimações, em relação à questão TCU, já foi entregue aos principais atores administrativos e políticos de BSB. Esperamos que a ata a ser elaborada pelo CONSUN, obedeça todos os pressupostos legais para que o processo seja eficaz e rápido.
Combate aos homicídios: a receita que vem de S.Paulo
O governo de S.Paulo reduziu pela metade o número dos asassinatos naquela cidade. Qual a receita? prender mais e manter os bandidos na cadeia. O comando de segurança pública ampliou a presença de policiais nas ruas, mapeou os locais de maior índices de assassinatos e os dias de semana em que estes acontecem e ampliou o número de vagas nas prisões. Isto resolve o problema da violência? não. O combate às causas da violência demandam políticas públicas estruturantes e tem efeitos no médio a longo prazo. Mas a ação do governo diminuiu pela metade, o números de homicídios em S.Paulo, e cada vida que é salva, nesta ação coercitiva/preventiva, é muito importante para cada família, que não sentirá a dor de uma perda trágica. Porque não copiamos de S.Paulo esta metodologia? esta roda já foi inventada. Tudo o que acabei de relatar é reconhecido pelos cientistas sociais do sudeste. O BOM GOVERNO SALVA VIDAS.
Benassuly volta a comandar a Polícia Civil
O delegado Benassuly volta ao comando da Polícia Civil. Dono de uma história ímpar de postura ético-moral à frente dos órgãos públicos, Bena, como é conhecido dos amigos, é garantia de ação republicana à frente da PC. A forte solidariedade com seus irmãos de serviço levou Benassuly, no episódio de Abaeté, a cometer um ato falho, através de uma declaração no Senado Federal. Benassuly volta prestigiado ao cargo e representa unidade na PC e solidariedade interna do governo popular.
12 de Janeiro e Belém: procura-se um estadista
O aniversário de Belém é também um momento de reflexão sobre a cidade e seu crescimento desordenado. Uma coisa parece consensual, há muito nossa cidade não conhece um estadista à frente do executivo. Nossa cidade é pequena, se comparada com as megalópolis do Brasil. Só o bairro de Santo Amaro, em S.Paulo, é maior do que nossa cidade. Nossa "city" denuncia que nenhum gestor pensou a cidade para os 30 anos seguintes. Procura-se estadistas.
Argonautas promovem curso de formação política
A partir de hoje, 12 de janeiro, a ONG Argonautas da Amazônia inicia um curso de formação política dirigida à juventude. Esta programação faz parte da qualificação da juventude para a gestão dos pontos de culturas, que estão sendo implantados no estado. Dia 15 (quinta) farei uma palestra sobre o tema: Democracia Participativa.
Segurança multidimensional da Pan-Amazônia, por Alberto Teixeira da Silva
Meridiano 47Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais - ISSN 1518-1219
A Pan-Amazônia vai se transformar na arena dominante dos debates promovidos pelo Forum Social Mundial (FSM) que ocorrerá na cidade de Belém no período de 27 de janeiro à 1 de fevereiro de 2009. Será um momento de reflexões, diálogos e proposições para compreender e atualizar as agendas temáticas no contexto dessa imensa porção geográfica estratégica para o desenvolvimento local, nacional, continental e global. Com efeito, no cenário da sociedade pós-industrial, mudanças substantivas conformam novas percepções e paradigmas num mundo em franca ebulição de idéias, dilemas e projetos civilizatórios. Diante das complexas dimensões da globalização - econômica, política, social, tecnológica, cultural e ambiental - desafios inadiáveis e ameaças sistêmicas como a pobreza, desigualdade, estagnação econômica, corrupção, violência e catástrofes climáticas; cresce a importância de trocas de experiências, pesquisas e saberes sobre processos contemporâneos na formatação de padrões de estabilidade, desenvolvimento e paz, como condição do progresso e bem estar das sociedades humanas.
O paradigma da política internacional fundado no domínio exclusivo dos Estados está sendo tencionado por novas configurações de políticas de governança baseadas numa multiplicidade de agendas e atores. No contexto da globalização multidimensional e emergência de arenas multifacetadas como meio ambiente, migrações, direitos humanos, criminalidade; potencializada pela velocidade das inovações tecnológicas, formação de redes (networks), surgem novos desafios cognitivos e busca de referenciais que reorientem perspectivas interpretativas na apreensão dos fenômenos contemporâneos. O cenário atual das relações internacionais molda-se nos arranjos sistêmicos da política para além da clássica abordagem interestatal.
Agora se inicia uma era pós-política internacional, na qual os atores estatais são obrigados a partilhar o cenário e o poder global com organizações internacionais, companhias transnacionais, além de movimentos políticos e sociais de escopo transnacional/global. Isso não quer dizer que o Estado deixou de ser o ator mais importante e influente, mas agora não são os únicos no palco das decisões mundiais. A segurança ambiental adquire importância, pois implica na segurança vital da biosfera, na perspectiva de regulação sustentável dos recursos naturais, cooperação entre Estados e mobilização de populações em torno dos objetivos de proteção. Vai perdendo sentido a diferenciação entre high politics (agenda estratégico-militar) e low politics (agenda econômica, social e ecológica), considerando que a interdependência crescente no contexto da sociedade global vai minando as fronteiras nas agendas de governo, fazendo com que os objetivos de uma ampla segurança humana se entrelacem.
A agenda da segurança mundial com o término da guerra fria e derrocada do socialismo histórico tem se alargado de forma significativa para incorporar novos temas e distintas problemáticas. O fim da bipolaridade e as transformações no leste europeu resultaram numa ordem multipolar de interdependências globais e agendas multifacetadas que tencionam o conceito de segurança para além do enfoque tradicional de estudos estratégico-militares. A noção de defesa nacional centrada na visão estadocêntrica no marco da soberania territorial mostra-se insuficiente para garantir situações de estabilidade e desenvolvimento. A globalização está erodindo a soberania dos Estados, expondo vulnerabilidades num contexto da nova arquitetura da (in)insegurança mundial. As formas clássicas de resolução dos conflitos pela via armamentista e intimidação bélica já não respondem aos desafios e impasses contemporâneos.
A segurança militar continua relevante e decisiva, mas não é a única a ser garantida. Emergem ameaças e desafios que afetam a segurança internacional, mostrando que novas configurações planetárias - interdependência econômica, velocidade tecnológica e informacional e desequilíbrios ecológicos, irão conduzir políticas de segurança para outras esferas não exclusivamente militares. Riscos e efeitos devastadores derivados do aquecimento global, perda de diversidade biológica, desertificação, violência, marginalidade, exclusão social, lixo urbano, degradação dos recursos hídricos, enfim, um conjunto de situações caóticas expõe uma crise mundial sistêmica e projeta desequilíbrios perturbadores que já ameaçam a paz no contexto das relações internacionais. Conflitos ambientais transfronteiriços decorrentes do processo combinado de crise de escassez e crescente mercantilização da natureza estão hoje no centro das políticas de governança mundial, conformando incertezas no curso da nova geopolítica global tensa e turbulenta.
A Amazônia está no epicentro das grandes preocupações regionais, nacionais e transnacionais. Não por acaso, suscita questionamentos e disputas calorosas, reacendendo debates controversos sobre soberania, defesa, territórios, presença incontrolada de múltiplos atores e desafios crescentes de compatibilizar proteção dos recursos naturais, crescimento econômico, justiça social e gestão democrática, enfim, a quadradura do círculo do desenvolvimento sustentável. A ampla variedade de temas suscitados pelo problema da segurança numa região de fronteira do capitalismo global, marcada por profundas assimetrias e conflitos, projeta análises e configurações significativas sobre o subcontinente amazônico no cenário das transformações e políticas de integração forjadas pelos blocos e arranjos de governanças na América do Sul.
Na agenda da segurança global multidimensional (atores e processos), a Amazônia internacional (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Suriname, Guiana, Venezuela e o território da Guiana Francesa) tem papel de destaque pela importância crucial dos recursos naturais que abriga, conformando territórios de sociobiodiversidade, serviços ambientais e climáticos absolutamente decisivos no limiar do século XXI. As análises sobre segurança da Pan-Amazônia devem estabelecer inter-relações entre as dimensões militar, social, energética, alimentar, hídrica, climática, florestal, etc. Não é possível defender a região num ambiente hostil, adverso, sem infraestrutura, carente de saúde pública e políticas de inclusão social. Não se pode deixar de almejar um modelo de desenvolvimento centrado nos direitos básicos de cidadania e sustentabilidade dos recursos e bens coletivos.
No entanto, a fragilidade institucional dos países amazônicos e baixa integração de ações no âmbito da cooperação bilateral e multilateral enfraquecem as iniciativas de governança regional de sustentar uma política sul-americana de desenvolvimento endógeno. A perspectiva dos problemas e soluções que afetam as populações panamazônicas é de natureza sistêmica e dialética, realidades entrelaçadas pela história das civilizações que se cruzam no tempo e no espaço, transbordando em fronteiras físicas e vivas de culturas milenares e modernas. Os múltiplos movimentos, alianças e cidadãos planetários presentes no FSM, querem ser protagonistas da construção de outra globalização.
Alberto Teixeira da Silva é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará (alberts@superig.com.br).
A Pan-Amazônia vai se transformar na arena dominante dos debates promovidos pelo Forum Social Mundial (FSM) que ocorrerá na cidade de Belém no período de 27 de janeiro à 1 de fevereiro de 2009. Será um momento de reflexões, diálogos e proposições para compreender e atualizar as agendas temáticas no contexto dessa imensa porção geográfica estratégica para o desenvolvimento local, nacional, continental e global. Com efeito, no cenário da sociedade pós-industrial, mudanças substantivas conformam novas percepções e paradigmas num mundo em franca ebulição de idéias, dilemas e projetos civilizatórios. Diante das complexas dimensões da globalização - econômica, política, social, tecnológica, cultural e ambiental - desafios inadiáveis e ameaças sistêmicas como a pobreza, desigualdade, estagnação econômica, corrupção, violência e catástrofes climáticas; cresce a importância de trocas de experiências, pesquisas e saberes sobre processos contemporâneos na formatação de padrões de estabilidade, desenvolvimento e paz, como condição do progresso e bem estar das sociedades humanas.
O paradigma da política internacional fundado no domínio exclusivo dos Estados está sendo tencionado por novas configurações de políticas de governança baseadas numa multiplicidade de agendas e atores. No contexto da globalização multidimensional e emergência de arenas multifacetadas como meio ambiente, migrações, direitos humanos, criminalidade; potencializada pela velocidade das inovações tecnológicas, formação de redes (networks), surgem novos desafios cognitivos e busca de referenciais que reorientem perspectivas interpretativas na apreensão dos fenômenos contemporâneos. O cenário atual das relações internacionais molda-se nos arranjos sistêmicos da política para além da clássica abordagem interestatal.
Agora se inicia uma era pós-política internacional, na qual os atores estatais são obrigados a partilhar o cenário e o poder global com organizações internacionais, companhias transnacionais, além de movimentos políticos e sociais de escopo transnacional/global. Isso não quer dizer que o Estado deixou de ser o ator mais importante e influente, mas agora não são os únicos no palco das decisões mundiais. A segurança ambiental adquire importância, pois implica na segurança vital da biosfera, na perspectiva de regulação sustentável dos recursos naturais, cooperação entre Estados e mobilização de populações em torno dos objetivos de proteção. Vai perdendo sentido a diferenciação entre high politics (agenda estratégico-militar) e low politics (agenda econômica, social e ecológica), considerando que a interdependência crescente no contexto da sociedade global vai minando as fronteiras nas agendas de governo, fazendo com que os objetivos de uma ampla segurança humana se entrelacem.
A agenda da segurança mundial com o término da guerra fria e derrocada do socialismo histórico tem se alargado de forma significativa para incorporar novos temas e distintas problemáticas. O fim da bipolaridade e as transformações no leste europeu resultaram numa ordem multipolar de interdependências globais e agendas multifacetadas que tencionam o conceito de segurança para além do enfoque tradicional de estudos estratégico-militares. A noção de defesa nacional centrada na visão estadocêntrica no marco da soberania territorial mostra-se insuficiente para garantir situações de estabilidade e desenvolvimento. A globalização está erodindo a soberania dos Estados, expondo vulnerabilidades num contexto da nova arquitetura da (in)insegurança mundial. As formas clássicas de resolução dos conflitos pela via armamentista e intimidação bélica já não respondem aos desafios e impasses contemporâneos.
A segurança militar continua relevante e decisiva, mas não é a única a ser garantida. Emergem ameaças e desafios que afetam a segurança internacional, mostrando que novas configurações planetárias - interdependência econômica, velocidade tecnológica e informacional e desequilíbrios ecológicos, irão conduzir políticas de segurança para outras esferas não exclusivamente militares. Riscos e efeitos devastadores derivados do aquecimento global, perda de diversidade biológica, desertificação, violência, marginalidade, exclusão social, lixo urbano, degradação dos recursos hídricos, enfim, um conjunto de situações caóticas expõe uma crise mundial sistêmica e projeta desequilíbrios perturbadores que já ameaçam a paz no contexto das relações internacionais. Conflitos ambientais transfronteiriços decorrentes do processo combinado de crise de escassez e crescente mercantilização da natureza estão hoje no centro das políticas de governança mundial, conformando incertezas no curso da nova geopolítica global tensa e turbulenta.
A Amazônia está no epicentro das grandes preocupações regionais, nacionais e transnacionais. Não por acaso, suscita questionamentos e disputas calorosas, reacendendo debates controversos sobre soberania, defesa, territórios, presença incontrolada de múltiplos atores e desafios crescentes de compatibilizar proteção dos recursos naturais, crescimento econômico, justiça social e gestão democrática, enfim, a quadradura do círculo do desenvolvimento sustentável. A ampla variedade de temas suscitados pelo problema da segurança numa região de fronteira do capitalismo global, marcada por profundas assimetrias e conflitos, projeta análises e configurações significativas sobre o subcontinente amazônico no cenário das transformações e políticas de integração forjadas pelos blocos e arranjos de governanças na América do Sul.
Na agenda da segurança global multidimensional (atores e processos), a Amazônia internacional (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Suriname, Guiana, Venezuela e o território da Guiana Francesa) tem papel de destaque pela importância crucial dos recursos naturais que abriga, conformando territórios de sociobiodiversidade, serviços ambientais e climáticos absolutamente decisivos no limiar do século XXI. As análises sobre segurança da Pan-Amazônia devem estabelecer inter-relações entre as dimensões militar, social, energética, alimentar, hídrica, climática, florestal, etc. Não é possível defender a região num ambiente hostil, adverso, sem infraestrutura, carente de saúde pública e políticas de inclusão social. Não se pode deixar de almejar um modelo de desenvolvimento centrado nos direitos básicos de cidadania e sustentabilidade dos recursos e bens coletivos.
No entanto, a fragilidade institucional dos países amazônicos e baixa integração de ações no âmbito da cooperação bilateral e multilateral enfraquecem as iniciativas de governança regional de sustentar uma política sul-americana de desenvolvimento endógeno. A perspectiva dos problemas e soluções que afetam as populações panamazônicas é de natureza sistêmica e dialética, realidades entrelaçadas pela história das civilizações que se cruzam no tempo e no espaço, transbordando em fronteiras físicas e vivas de culturas milenares e modernas. Os múltiplos movimentos, alianças e cidadãos planetários presentes no FSM, querem ser protagonistas da construção de outra globalização.
Alberto Teixeira da Silva é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará (alberts@superig.com.br).
Mestrado em Ciência Política tem nova coordenação
Nesta quinta feira o Colegiado do Mestrado em Ciência Política elegeu sua nova direção, são os professores doutores Celso Coelho e Alberto Luis. Parabens para a dupla, que contarão com nosso integral apoio.
O Congresso mundial dos Pastores
Nos próximos dias, a partir de segunda feira está occorrendo em Benevides o Congresso Mundial de Pastores. Este é um evento que reune as igrejas que lutam pelo prática ecumênica em todo o Mundo. O encontro precede o Fórum Social Mundial. Na segunda feira estarei apresentando um painel sobre a Amazônia e o papel da sociedade civil mundial, incluindo a igreja, na defesa deste rico ecossistema.
PT pra valer reune quadros
Neste final de semana a tendência interna PT pra valer faz atividades de formação política. Hoje estarei apresentando uma palestra sobre a temática: a Hegemonia em Gramsci.
A morte pede carona
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Belém do Pará: a expiação suprema do cidadão!
Por um triz não perdemos nossos filhos que saíam de uma pizzaria na Boaventura da Silva, próximo à 9de Janeiro, às 20:30 horas de ontem.
As marcações na foto de satélite do Google (abaixo), feitas a partir das informações dadas por eles ao telefone, mostram o grau de perigo ao qual esses moços foram expostos — todos quatro (dois casais) completando o primeiro ano universitário.
Foram eles testemunhas oculares da parada do automóvel (JUM 0225) do jovem advogado e procurador municipal Marcelo Castelo Branco Iudice (28 anos) feita por um dos assaltantes a uma farmácia às proximidades. Não viram mais porque se abaixaram e rezaram até a sensação de mínima segurança ser “restabelecida” com a presença da ROTAM — Ronda Ostensiva Tática Metropolitana, uma reedição, esperamos que melhorada, do antigo e desatinado PATAM, sem nenhum arcabouço intelectual para combater o crime.
O facínora tentara parar outro carro, que não obedeceu a essa ordem; daí postou-se à frente de Iudice, que trafegava na 9 de Janeiro, depois do cruzamento com a Boaventura. Marcelo rendeu-se ao bandido e desceu do carro, todavia, com um revólver apontado ao peito, foi obrigado a retornar ao veículo, para, em instantes, ser morto — os meninos não viram em que circunstâncias, porque o Polo de Marcelo Iudice é tão peliculado quanto o deles.
O mapa mostra a situação de um veículo em manobra, exatamente onde estavam os garotos: partindo do estacionamento permitido no acostamento da 9 de Janeiro.
Eles escutaram dois tiros e viram um homem correndo passar pela lateral do automóvel (círculo e trajetória verdes), no meio da 9 de Janeiro, tentando parar o primeiro carro (retângulo azul) e, na seqüência, abordando Marcelo (retângulo e trajetória vermelhos). A prudência de aguardar o fechamento do sinal pode lhes ter salvado a vida — caso o vaivém estivesse concluído (retângulo amarelo), seriam eles os abordados pela besta em fuga.
A repetição de acontecimentos funestos em Belém assemelha-se aos bombardeios no Oriente Médio, com um detalhe: nós não possuímos abrigos anti-assalto. Somos todos vulneráveis em qualquer hora do dia, da noite, ou da madrugada.
Em pleno “estado de sítio” às vésperas do Fórum Social Mundial, nossas garantias individuais foram cassadas pela soberania da marginalidade truculenta. Estamos no inferno: vivos ou mortos.
Por um milagre — e sempre tal prodígio será atribuído à Nossa Senhora de Nazaré, por mais agnóstico que sejamos — não perdemos um dos nossos; contudo, há uma família em luto, que não foi beneficiada pela mesma sorte. ESTA É A GRANDE MERDA!
Pela semelhança do sobrenome completo o rapaz seria irmão mais novo de uma ex-aluna de 1988; mas, por cautela, não nos arriscamos citá-la. De todo modo transmitimos nossos pesares aos parentes e amigos do Marcelo — que nos é hoje muito íntimo porque por ele choramos, e muito. Este post foi redigido em incontinência lacrimal!
Providências emergenciais devem ser tomadas como proposições radicais básicas:
1. Se é uma guerra declarada, que todos possamos portar armas em coldres!
2. É crime inafiançável utilizar películas em veículos automotivos: que todos mostrem suas caras: feias ou bonitas!
3. Polícia tem que estar nas ruas 24 horas por dia em revezamento absoluto, dando garantias ao cidadão documentado!
4. A inteligência deve ser a alça de mira da polícia — e que ela esqueça a “merenda” preguiçosa no fechamento dos bares. Esses ficam abertos para que a Cidade tenha uma vida normal em tempo integral!
5. Policiamento efetivo nos cruzamentos das vias — ararinhas multam sorrateiramente, mas não possuem nenhuma autoridade policial! (Nem os agentes da CTBEL, porque caneta não intimida marginal!)
6. Privatização do sistema penitenciário: bandido tem que trabalhar duro para sobreviver, tal qual o cidadão comum!
Pedimos perdão aos leitores pelo ódio que transbordamos.
Mas esta deve “ser a gota d’água”!!!
PS.: Os quatro garotos são colegas de NPI do teu sobrinho e meu querido amigo Geovani Veiga, filho da Margarida.
Por Haroldo Baleixe.
Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal
A professora Doutora em História da UFPA e Diretora Geral da Escola de Governo, Edilza Fontes deve ser candidata a Deputada Federal pelo PT. Conheço Edilza desde 1980, da luta contra a Ditadura Militar. Jamais ví esta mulher fora da s lutas políticas travadas nestes últimos 28 anos. Como Edilza sempre foi um quadro político de destaque e claramente posicionada, na UFPA e na sociedade, sempre será uma pessoa polêmica.
Maneschy teve encontro com Tarso Genro e Luis Dulce
Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2008, o reitor eleito da UFPA teve um encontro, em S.Paulo, com os Ministros da Justiça Tarso Genro e da secretaria geral da Presidência da República, Luis Dulce.
FSM: Maneschy participa de debate com Tarso Genro e Marina Silva
Durante o o Fórum Social Mundial, o reitor eleito da UFPA Carlos Maneschy participa de um debate com a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro e com a senadora Marina Silva.
Ata da reunião do CONSUN sai na semana que vem
A ata com o resultado da reunião do CONSUN que homologou o resultado da consulta eleitoral para reitor da UFPA deve ficar pronta até a próxima quarts feira, da semana que vem.
Todos os ex-reitores apoiaram Maneschy
Para quem não sabe, todos os ex-reitores, vivos, apoiaram a candidatura Maneschy à reitoria.
Por que o PMDB não dá voo solo?
A resposta é estruturada com base na estrutura política nacional do PMDB, e que está relacionada com as regras do jogo do sistema eleitoral brasileiro:
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.
1- O PMDB é um partido federativo e não nacional.
2- Existe 27 PMDB's, um em cada estado da federação e com interesses próprios.
3- O PMDB se faz importante pela soma, mecânica, de suas partes no congresso nacional.
4- As regras eleitorais não permitem. mais, coalisões incogruentes em relação à candidatura presidencial. Ou seja, se o PMDB vier a ter um candidato presidencial, não poderá fazer coalisões pragmáticas com o PT ou com o PSDB/DEM nos estados. Nestes termos, este partido perderia muitas cadeiras federais, uma vez que o PMDB não possui força homogênea em todos os estados membros da federação brasileira.
5- O PMDB não abandonará o governo Lula, nem há 09 meses das eleições de 2010. Este partido não vive sem a máquina pública. Pela mesma razão, o PMDB não abandonaria o governo estadual, a não ser que venha a ser excluído da coalisão de governo, como aconteceu no governo Jatene entre 2002/2006, ou na hipótese, improvável, deste governo vir a ser tão ruim, em seus resultados, que o PMDB decida fazer um voo solo em direção ao executivo estadual.
5- O PMDB deve continuar a ser um partido de qualquer governo, seja petista, seja tucano. Para continuar com este capital político o PMDB certamente buscará se manter como o maior partido do congresso nacional.
Estas são análises com base em visão estrutural da organização institucional do PMDB. Mas a luta política poderá vir a queimar a minha língua. Afinal a ciência política não é exata.