Neste 24 anos de gestão de doutores na UFPa, podemos afirmar peremptoriamente que os funcionários técnicos-administrativos tiveram um papel decisivo, senão vejamos:
Lourenço emerge como reitor nomeado após vencer nas categorias estudantil e técnico-administrativa. A mesma situação aconteceu com Nilson Pinto em 1988.
Ximenes só foi vitorioso em 1993 porque teve o apoio de 90% dos técnico-administrativo. Alex só derrotou a situação em 2001 porque teve a adesão majoritária dos técnicos-administrativos.
Os professores só votam majoritariamente em lideranças acadêmicas reconhecidas e ou em situação em que a universidade está correndo o risco de ser capturada por candidaturas atreladas a projetos mais partidários do que acadêmico.
Reduzir o peso dos técnicos nestas eleições universitária é negar a participação responsável, com a universidade, que esta categoria vem demonstrando ao longo dos anos, seja para mudar a universidade para melhor, seja para frear projetos partidários no interior da academia.
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Eleições para a reitoria: Regras podem mudar
Corre a boca pequena pela UFPa que na proposta de regimento interno que organizará a consulta à comunidade universitária virá a proposta de que a consulta obedeça as regras do MEC, ou seja, 70% de peso aos docente, 15% aos técnicos e 15% aos estudantes.
Esta proposta seria um verdadeiro retrocesso nas regras que vem organizando as consultas na UFPa, desde 1988.
Se não vejamos: Na eleições de Nilson, a consulta foi proporcional, na eleição de Ximenes, foi universal, na consulta que elegeu Nazareno (não empossado) foi universal e nas consultas que elegeram Alex, duas vezes, a consulta foi paritária.
Podemos afirmar que já existe um pacto não escrito em torno de um acordo mínimo aceitável para as três categorias que é o voto paritário. Qualquer alteração que quebre esta tradição levará à conflagração as categorias estudantil e técnico-administrativo.
Creio que no interior do CONSUN, o DCE, SINTUFPA e ADUFPA, acrescido dos representantes técnico-administrativos farão voz uníssona contra as mudanças de regras a serem propostas.
Seguramente quem sustentar esta tese sairá muito desgastado do processo, além de criar todas as condições para a realização de um pleito marcado pelo confronto.
Seguramente os docentes que se destacaram historicamente pela defesa da paridade farão ecoar sua voz na reunião do CONSUN contra este possível casuismo.
Esta proposta seria um verdadeiro retrocesso nas regras que vem organizando as consultas na UFPa, desde 1988.
Se não vejamos: Na eleições de Nilson, a consulta foi proporcional, na eleição de Ximenes, foi universal, na consulta que elegeu Nazareno (não empossado) foi universal e nas consultas que elegeram Alex, duas vezes, a consulta foi paritária.
Podemos afirmar que já existe um pacto não escrito em torno de um acordo mínimo aceitável para as três categorias que é o voto paritário. Qualquer alteração que quebre esta tradição levará à conflagração as categorias estudantil e técnico-administrativo.
Creio que no interior do CONSUN, o DCE, SINTUFPA e ADUFPA, acrescido dos representantes técnico-administrativos farão voz uníssona contra as mudanças de regras a serem propostas.
Seguramente quem sustentar esta tese sairá muito desgastado do processo, além de criar todas as condições para a realização de um pleito marcado pelo confronto.
Seguramente os docentes que se destacaram historicamente pela defesa da paridade farão ecoar sua voz na reunião do CONSUN contra este possível casuismo.
O novo reitorável: Luiz Carlos Silveira
As colunas dos grandes jornais anunciaram e a comunidade comenta nos corredores a emergência de um novo nome na corrida para a reitoria da UFPa, seria o médico e prof. Dr. do núcleo de medicina tropical Luiz Carlos Silveira. Sem dúvida este professor tem um excelente currículo acadêmico e tem todo o direito de postular uma candidatura à reitoria. Eu me pergunto o que será que o professor e pró-reitor de pesquisa Roberto Dalagnoll estará pensando deste movimento pró Silveira? Será que Silveira tem algum tributo que diferencie em muito dos atributos do atual pró-reitor de pesquisa?
SINTUFPA: PSOL/PSTU devem ganhar...e bem
Dias dezoito e dezenove de junho tem eleição para o sintufpa. A atual diretoria afinada com a política do PSOL/PSTU deve ganhar bem. Afirmo esta tendência porque grande parte dos eleitores da tribo e cia. foram induzido a desfiliar-se do sindicato nos últimos doze meses. Esta política deu certo principalmente na reitoria e no meio físico. Podemos dizer que esta tática de combater os radicais do sindicato foi um verdadeiro tiro no pé.
Perguntei ao sindicalista José Miguel porque participar de um pleito onde 1/3 de sua potencial base estava desfiliada do sindicato. Zé Miguel respondeu que participar seria uma forma de não deixar totalmente dispersa uma base que sempre mostrou-se coerente e responsável com a universidade e com a categoria técnico administrativa.
Este é mais um sinal de alerta para as disputas que se avizinham para a reitoria.
Perguntei ao sindicalista José Miguel porque participar de um pleito onde 1/3 de sua potencial base estava desfiliada do sindicato. Zé Miguel respondeu que participar seria uma forma de não deixar totalmente dispersa uma base que sempre mostrou-se coerente e responsável com a universidade e com a categoria técnico administrativa.
Este é mais um sinal de alerta para as disputas que se avizinham para a reitoria.
Candidata do PSOL/PSTU pode ganhar reitoria na UFPA
O cálculo eleitoral é simples. Se o candidato apoiado pela administração rachar votos com Maneschy nas categorias docentes, ténico-administrativo e estudantil, estará aberta a possibilidade histórica da vitória da candidata a ser apoiada pelo PSOL/PSTU.
Explico: a candidata Ana Tancredi ou Olgaizes, terá apoio das diretorias do DCE, ADUFPA e SINTUFPA. Esta candidatura dificilmente perderá, em qualquer circustância, as eleições na categoria estudantil. Se as candidaturas acadêmicas dividirem votos nas categorias docentes e técnico-administrativa, estarão abertas todas as possibilidades para que a candidatura partidária ganhe as eleições para a reitoria da UFPA.
É chegado o momento dos maiores atores da Universidade ( reitor, diretores de centro e grupos de pesquisa) realizarem esta avaliação. Verificarem qual o melhor candidato, aquele que tem as maiores possibilidades eleitorais e acadêmicas frente à candidatura partidária e fecharem em torno deste nome.
É isto que a academia espera destes atores.
Explico: a candidata Ana Tancredi ou Olgaizes, terá apoio das diretorias do DCE, ADUFPA e SINTUFPA. Esta candidatura dificilmente perderá, em qualquer circustância, as eleições na categoria estudantil. Se as candidaturas acadêmicas dividirem votos nas categorias docentes e técnico-administrativa, estarão abertas todas as possibilidades para que a candidatura partidária ganhe as eleições para a reitoria da UFPA.
É chegado o momento dos maiores atores da Universidade ( reitor, diretores de centro e grupos de pesquisa) realizarem esta avaliação. Verificarem qual o melhor candidato, aquele que tem as maiores possibilidades eleitorais e acadêmicas frente à candidatura partidária e fecharem em torno deste nome.
É isto que a academia espera destes atores.
Maneschy conquistou parte do movimento social acadêmico da UFPa.
E o professor Maneschy conquistou o apoio dos grupos políticos ligados aos servidores que historicamente apoiaram Lourenço, Nilson, Ximenes e Alex. Neste momento é grande o avanço deste professor nas organizações da esquerda acadêmica no interior do movimento estudantil.
Só a candidatura apoiada pelo PSOL e PSTU está rivalizando com Maneschy na conquista de apoio perante os grupos organizados na UFPA.
Se Maneschy conquistar apoio de um bom número de grupos de pesquisadores e de professores representativos nos colegiados acadêmicos terá potencializado em muito sua candidatura.
Só a candidatura apoiada pelo PSOL e PSTU está rivalizando com Maneschy na conquista de apoio perante os grupos organizados na UFPA.
Se Maneschy conquistar apoio de um bom número de grupos de pesquisadores e de professores representativos nos colegiados acadêmicos terá potencializado em muito sua candidatura.
Eleições em Tome-açú.
Aqui Eudes do PSDB parece muito difícil de ser batido. Só uma ampla frente de centro esquerda poderia mudar a tendência destas eleições.
Eleições em Acará.
Parece que Francisca Martins (PP) é imbatível nestas eleições. Aqui caberia um frentão de centro esquerda.
A pesquisa de opinião influencia o eleitor?
A teoria política, fundada em pesquisas empíricas, afirma que sim. Claro estamos falando das eleições majoritárias. Como seria possível que o cidadão fizesse valer seu voto num eleitorado de um milhão de eleitores, como ocorre em Belém? Simples. Somente com base em informações contidas nas pesquisas de opinião o eleitor saberia como anda sua primeira escolha. No Brasil a massa de eleitores se liga no debate eleitoral, nos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita, principalmente via televisão. A equação, segundo a teoria política, seria a seguinte:
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
Paulo de Tarso e o Hospital Betina Ferro
Militante histórico do movimento sanitário brasileiro, o prof. Dr. Paulo de Tarso assumiu há quatro meses como diretor geral, o desafio de certificar o hospital Betina Ferro frente ao Ministério da Saúde, além logicamente de buscar contribuir com o aperfeiçoamento administrativo gerencial deste hospital.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
Mário é o melhor nome do PT.
Se tomarmos as últimas eleições estaduais para medirmos a densidade eleitoral dos prováveis candidatos do PT às eleições na capital em 2008, não teremos dúvida de afirmar que o prof. Mário é o nome com maior densidade eleitoral. A avaliação do desempenho deste professor na SEDUC está circunscrita a círculos de vanguarda e é controversa, pois o referido professor tem outra versão para a avaliação de seu desempenho frente à secretaria de educação.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
PSDB- Quando o partido é de notáveis.
O PSDB é o maior exemplo de quando o projeto individual pesa mais do que o projeto coletivo. Algum analista tem alguma dúvida de que qualquer partido deveria contar com seus quadros mais competitivo em uma eleição importante, como nas capitais? Alguém tem alguma dúvida de que Simão Jatene e Mário Couto são os nomes de maior visibilidade do PSDB hoje, tanto em Belém como no Pará?
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Cristovam Buarque, Mário Cardoso e Belém.
Nos primeiros meses de 1994 tive a honra de acompanhar o então professor Cristovam Buarque em um debate promovido pelo NUMA-UFPa em castanhal. Na ocasião Cristovam me falava que seria candidato em Brasília a governador em 1994. Afirmava também que só possuia 6% percentuais nas intenções de votos, porém o PT era o partido melhor avaliado de BSB, e complementava... se eu colar meu nome ao PT (que possuia 20% de aceitação) estarei entre os dois mais votados. Resultado, Cristovam elegeu-se governador.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Os bairros de classe média e o PT.
Entre 1985 e 1996 uma boa parte dos moradores dos bairros de classe média votavam no PT. A reforma do IPTU executado por Edmilson em seu primeiro mandato (1996/2000) deslocou renda deste segmento em direção aos bairros mais pobres, sem nenhum debate público em torno desta acertada opção, resultado: desde 2000 a maioria dos moradores destes bairros abandonaram o PT eleitoralmente.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Dudu Já está no segundo turno?.
Perguntas que não podem ser espondidas antecipadamente:
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
O caso UEPA.
A partir do parecer da procuradoria geral do estado o governo tentará anular as eleições para a reitoria da UEPA. Parece-me que estas eleições são inanuláveis por direito precluso. Ou seja, qualquer pedido de anulação só poderia ter sido protocolado no ato das eleições e constado em ata no momento das apurações.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Sinais de Crise.
A base não petista do governo na ALEPA, insatisfeita, começa a engavetar projetos importantes do executivo. Os governos anteriores sempre priorizaram políticos experientes e respeitados pelos legisladores para realizarem a mediação entre os interesses do executivo e a base parlamentar. Parece que os deputados continuam a ter baixa receptividade no cotidiano da agenda da maioria dos secretários de estado. Seria falta de coordenação política, preconceito com a ação parlamentar ou ato deliberado ingênuo a partir de uma visão facciosa?
Saúde e Educação- Os dilemas de Ana Júlia.
Historicamente a educação, saúde e participação popular têm sido os pontos altos das administrações petistas, a nível municipal, estadual e federal. Nos primeiros 18 meses apenas a participação popular, através do PTP, mostrou a sua bela cara. As melhorias esperadas nas áreas de saúde e educação ainda não se fazem visíveis no cotidiano dos usuários destes sistemas no estado.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A disputa municipal em marituba.
O prefeito Antônio Armando será um péssimo eleitor em marituba, pois conta com uma avaliação negativa em torno de 80%. A escolha de Mário Filho do PTB como seu candidato rachou sua base política e agora o seu vice ameaça apoiar o candidato do PPS Bertholdo. Enquanto isso o deputado Anaice do PMDB se cacifa a cada dia buscando ampliar sua intenção de votos para tentar a cabeça de chapa em uma desejável aliança com o PT em sua vice. O governo do estado (leia-se DS) inclina-se pelo apoio ao candidato do PPS Bertholdo. Neste momento o candidato do PPS lidera as intenções de voto neste município. As articulações políticas em marituba estão longe de estarem definidas.