Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Eleições em Acará.
Parece que Francisca Martins (PP) é imbatível nestas eleições. Aqui caberia um frentão de centro esquerda.
A pesquisa de opinião influencia o eleitor?
A teoria política, fundada em pesquisas empíricas, afirma que sim. Claro estamos falando das eleições majoritárias. Como seria possível que o cidadão fizesse valer seu voto num eleitorado de um milhão de eleitores, como ocorre em Belém? Simples. Somente com base em informações contidas nas pesquisas de opinião o eleitor saberia como anda sua primeira escolha. No Brasil a massa de eleitores se liga no debate eleitoral, nos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita, principalmente via televisão. A equação, segundo a teoria política, seria a seguinte:
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
Paulo de Tarso e o Hospital Betina Ferro
Militante histórico do movimento sanitário brasileiro, o prof. Dr. Paulo de Tarso assumiu há quatro meses como diretor geral, o desafio de certificar o hospital Betina Ferro frente ao Ministério da Saúde, além logicamente de buscar contribuir com o aperfeiçoamento administrativo gerencial deste hospital.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
Mário é o melhor nome do PT.
Se tomarmos as últimas eleições estaduais para medirmos a densidade eleitoral dos prováveis candidatos do PT às eleições na capital em 2008, não teremos dúvida de afirmar que o prof. Mário é o nome com maior densidade eleitoral. A avaliação do desempenho deste professor na SEDUC está circunscrita a círculos de vanguarda e é controversa, pois o referido professor tem outra versão para a avaliação de seu desempenho frente à secretaria de educação.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
PSDB- Quando o partido é de notáveis.
O PSDB é o maior exemplo de quando o projeto individual pesa mais do que o projeto coletivo. Algum analista tem alguma dúvida de que qualquer partido deveria contar com seus quadros mais competitivo em uma eleição importante, como nas capitais? Alguém tem alguma dúvida de que Simão Jatene e Mário Couto são os nomes de maior visibilidade do PSDB hoje, tanto em Belém como no Pará?
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Cristovam Buarque, Mário Cardoso e Belém.
Nos primeiros meses de 1994 tive a honra de acompanhar o então professor Cristovam Buarque em um debate promovido pelo NUMA-UFPa em castanhal. Na ocasião Cristovam me falava que seria candidato em Brasília a governador em 1994. Afirmava também que só possuia 6% percentuais nas intenções de votos, porém o PT era o partido melhor avaliado de BSB, e complementava... se eu colar meu nome ao PT (que possuia 20% de aceitação) estarei entre os dois mais votados. Resultado, Cristovam elegeu-se governador.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Os bairros de classe média e o PT.
Entre 1985 e 1996 uma boa parte dos moradores dos bairros de classe média votavam no PT. A reforma do IPTU executado por Edmilson em seu primeiro mandato (1996/2000) deslocou renda deste segmento em direção aos bairros mais pobres, sem nenhum debate público em torno desta acertada opção, resultado: desde 2000 a maioria dos moradores destes bairros abandonaram o PT eleitoralmente.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Dudu Já está no segundo turno?.
Perguntas que não podem ser espondidas antecipadamente:
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
O caso UEPA.
A partir do parecer da procuradoria geral do estado o governo tentará anular as eleições para a reitoria da UEPA. Parece-me que estas eleições são inanuláveis por direito precluso. Ou seja, qualquer pedido de anulação só poderia ter sido protocolado no ato das eleições e constado em ata no momento das apurações.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Sinais de Crise.
A base não petista do governo na ALEPA, insatisfeita, começa a engavetar projetos importantes do executivo. Os governos anteriores sempre priorizaram políticos experientes e respeitados pelos legisladores para realizarem a mediação entre os interesses do executivo e a base parlamentar. Parece que os deputados continuam a ter baixa receptividade no cotidiano da agenda da maioria dos secretários de estado. Seria falta de coordenação política, preconceito com a ação parlamentar ou ato deliberado ingênuo a partir de uma visão facciosa?
Saúde e Educação- Os dilemas de Ana Júlia.
Historicamente a educação, saúde e participação popular têm sido os pontos altos das administrações petistas, a nível municipal, estadual e federal. Nos primeiros 18 meses apenas a participação popular, através do PTP, mostrou a sua bela cara. As melhorias esperadas nas áreas de saúde e educação ainda não se fazem visíveis no cotidiano dos usuários destes sistemas no estado.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A disputa municipal em marituba.
O prefeito Antônio Armando será um péssimo eleitor em marituba, pois conta com uma avaliação negativa em torno de 80%. A escolha de Mário Filho do PTB como seu candidato rachou sua base política e agora o seu vice ameaça apoiar o candidato do PPS Bertholdo. Enquanto isso o deputado Anaice do PMDB se cacifa a cada dia buscando ampliar sua intenção de votos para tentar a cabeça de chapa em uma desejável aliança com o PT em sua vice. O governo do estado (leia-se DS) inclina-se pelo apoio ao candidato do PPS Bertholdo. Neste momento o candidato do PPS lidera as intenções de voto neste município. As articulações políticas em marituba estão longe de estarem definidas.
O novo editor do blog
Como nossos leitores puderam perceber, o blog ganhou novo editor. Para quem não o conhece, segue um breve resumo:
Edir Veiga iniciou sua militância política na esquerda no início da década de 1980. Foi dirigente estadual do Partido Revolucionário Comunista e do Partido dos Trabalhadores, Secretário Geral da CUT Pará e da direção nacional da CUT. Na universidade foi do Centro Acadêmico Livre de Odontologia-CALO e do Centro Acadêmico de História-CAHIS e do Diretório Central dos Estudantes. Pós-graduado em Saúde Coletiva, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro-IUPERJ, com especialização em instituições políticas, sistema eleitoral e partidário e competição eleitoral. É professor concursado da UFPA, exercendo a docência no curso de graduação da Faculdade de Ciências Sociais, na especialização e no mestrado do Programa de pós-graduação em Ciência Política.
Edir Veiga iniciou sua militância política na esquerda no início da década de 1980. Foi dirigente estadual do Partido Revolucionário Comunista e do Partido dos Trabalhadores, Secretário Geral da CUT Pará e da direção nacional da CUT. Na universidade foi do Centro Acadêmico Livre de Odontologia-CALO e do Centro Acadêmico de História-CAHIS e do Diretório Central dos Estudantes. Pós-graduado em Saúde Coletiva, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro-IUPERJ, com especialização em instituições políticas, sistema eleitoral e partidário e competição eleitoral. É professor concursado da UFPA, exercendo a docência no curso de graduação da Faculdade de Ciências Sociais, na especialização e no mestrado do Programa de pós-graduação em Ciência Política.
Waldolí pode se reeleger em cametá.
Notícias de cametá indicam que Waldoli Valente já fechou uma gigantesca coligação eleitoral com oito partidos. Até o candidato do PMDB Pompeu está ameaçando aceitar a vice do PFL(DEM) de Waldolí. O PT de Quaresma não aceita abrir mão da cabeça de chapa. Já a novidade fantástica de cametá é que até o PSOL teria aceitado entrar na coligação do DEM, inclusive participando de coligação proporcional. O professor Fortunato seria o grande coordenador desta política pragmática dos psolistas neste município. Eu tenho me recusado a acreditar que o PSOL comece a trair seu discurso em torno da independência de classe e de só se aliar com partidos operários. Não me parece que o DEM seja um partido operário.
Sucessão em ananindeua
As pesquisas de opinião colocam a questão do asfalto na sétima colocação dentre as preocupações da população. Mas seguramente esta não é a realidade dos bairros mais periféricos da cidade. Enquanto isso o prefieto Helder inventou o a revitalização micro-asfáltica na cidade nova, que significa: capear com uma fina camada de asfalto as ruas já pavimentada deste bairro. Enquanto isso o atual prefeito patina nas intenções de votos e não consegue superar o ex-prefeito Manoel Pioneiro. Parece que teremos as eleições mais disputadas do estado em Ananin. Corre a língua solta que já estão preparando 70.000 bocas de urnas a R$50,00(cinquenta reais). Parece que o TRE e o ministério público terão muito trabalho em Ananindeua.
Os corruptos e as eleições
Como evitar que políticos condenados em primeiras instâncias sejam impedidos de competir em eleições? Seguramente o caminho não será pela justiça eleitoral, nem pelo supremo tribunal federal.Ninguém em sã consciência defenderia que o princípio da inocência presumida seja esquecida pela ordem jurídica nacional. Ou seja, enquanto alguém estiver recorrendo de alguma decisão judicial não poder ser condenado a priori, senão passaríamos a exercitar o princípio de todos são culpados até que se prove o contrário.
Mas também sabemos que o código do processo brasileiro privilegia o direito de recurso e como tal, os processos tendem a ser tortuosos e longos, enquanto isso os políticos corruptos demoram mais de uma década para que seu processo chegue a uma decisão definitiva.
Qual seria o caminho mais rápido para enfrentarmos este câncer da política eleitoral e partidária brasileira? Bastaria que os partidos negassem legenda aos políticos com este tipo de histórico. Mas alguém poderia retrucar: os partidos, em sua maioria não passam de legenda de aluguel. Eu responderia- então que façamos uma mini-reforma política, que estabeleçamos critérios mais rígidos para a fundação, funcionamento e sobrevivência dos partidos, abrindo caminho para a eliminação das legendas de aluguéis. Enfim, no curto prazo só os partidos podem eliminar os corruptos da vida política brasileira.
Neste modelo de sistema eleitoral de lista aberta, onde em cada eleição apresentam-se milhares de candidatos disputando cargos proporcionais, dificilmente a grande massa terá condições de eliminar eleitoralmente os candidatos envolvidos em corrupção. Afinal, os custos de informação são muito altos, e o acesso aos jornais escritos são muito restrito, e como a atividade política é abominada pela grande maioria do eleitorado ninguém perde tempo buscando informações sobre as atividades políticas de vereadores e deputados.Fiscalizar os detentores dos cargos majoritários como prefeitos, senadores, governadores e presidente torna-se menos custoso devido ao baixo numero de detentores deste tipo de cargo.
Mas também sabemos que o código do processo brasileiro privilegia o direito de recurso e como tal, os processos tendem a ser tortuosos e longos, enquanto isso os políticos corruptos demoram mais de uma década para que seu processo chegue a uma decisão definitiva.
Qual seria o caminho mais rápido para enfrentarmos este câncer da política eleitoral e partidária brasileira? Bastaria que os partidos negassem legenda aos políticos com este tipo de histórico. Mas alguém poderia retrucar: os partidos, em sua maioria não passam de legenda de aluguel. Eu responderia- então que façamos uma mini-reforma política, que estabeleçamos critérios mais rígidos para a fundação, funcionamento e sobrevivência dos partidos, abrindo caminho para a eliminação das legendas de aluguéis. Enfim, no curto prazo só os partidos podem eliminar os corruptos da vida política brasileira.
Neste modelo de sistema eleitoral de lista aberta, onde em cada eleição apresentam-se milhares de candidatos disputando cargos proporcionais, dificilmente a grande massa terá condições de eliminar eleitoralmente os candidatos envolvidos em corrupção. Afinal, os custos de informação são muito altos, e o acesso aos jornais escritos são muito restrito, e como a atividade política é abominada pela grande maioria do eleitorado ninguém perde tempo buscando informações sobre as atividades políticas de vereadores e deputados.Fiscalizar os detentores dos cargos majoritários como prefeitos, senadores, governadores e presidente torna-se menos custoso devido ao baixo numero de detentores deste tipo de cargo.
A crise da educação básica no Pará.
Hoje a agenda da grande mídia local trata da problemática dos baixos níveis atingidos pelo Pará no que tange aos indicadores de desempenho educacional em relação ao ensino infantil, fundamental e médio.
Os especialistas no assunto aparecem apresentando seus diagnósticos e as possíveis soluções a médio e longo prazo. Não há dúvida que os métodos de ensino e aprendizagem devem ser sempre revitalizados e ou mesmo transformados. Esta roda já foi inventada e nossas autoridades precisam realizar experimentos a partir das boas experiências tanto local, nacional como internacional.
Uma coisa salta aos olhos, existem escolas de nível médio e fundamental premiadas convivendo no mesmo bairro com outras escolas de qualidade sofrível. Nestas escolas habitam o mesmo professor e o mesmo funcionário com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho. Quais seriam as variáveis explicativas para estabelecer as diferenciações qualitativas entre estas escolas? Será que esta não seria uma questão central para o diagnóstico da educação infantil, fundamental e média em nosso estado? Com a palavra nossas autoridades educacionais.
Os especialistas no assunto aparecem apresentando seus diagnósticos e as possíveis soluções a médio e longo prazo. Não há dúvida que os métodos de ensino e aprendizagem devem ser sempre revitalizados e ou mesmo transformados. Esta roda já foi inventada e nossas autoridades precisam realizar experimentos a partir das boas experiências tanto local, nacional como internacional.
Uma coisa salta aos olhos, existem escolas de nível médio e fundamental premiadas convivendo no mesmo bairro com outras escolas de qualidade sofrível. Nestas escolas habitam o mesmo professor e o mesmo funcionário com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho. Quais seriam as variáveis explicativas para estabelecer as diferenciações qualitativas entre estas escolas? Será que esta não seria uma questão central para o diagnóstico da educação infantil, fundamental e média em nosso estado? Com a palavra nossas autoridades educacionais.
Quem serão os candidatos a reitor?
De acordo com informações de bastidores teremos os seguintes candidatos a reitor:
1- Do corpo da administração superior o mais cotado é o pró-reitor de ensino Licurgo.
2- Correndo por fora e contra o tempo temos a ex-vice reitora Marlene Freitas, que será candidata caso conclua o doutorado em tempo hábil que não a fragilize politicamente para as disputas.
3- Temos ainda o ex- candidato a reitor de 2001 e que perdeu a eleição para o prof. Alex por apenas um voto docente, temos o prof. Maneschy.
4- Representando a oposição à reitoria e impulsionada pela oposição de extrema esquerda temos a possível candidatura da prof. Ana Tancredi.
São grandes atores nesta disputa: O reitor da ufpa, os diretores de centro, os sindicatos e os movimentos organizados, além dos candidatos.
1- Do corpo da administração superior o mais cotado é o pró-reitor de ensino Licurgo.
2- Correndo por fora e contra o tempo temos a ex-vice reitora Marlene Freitas, que será candidata caso conclua o doutorado em tempo hábil que não a fragilize politicamente para as disputas.
3- Temos ainda o ex- candidato a reitor de 2001 e que perdeu a eleição para o prof. Alex por apenas um voto docente, temos o prof. Maneschy.
4- Representando a oposição à reitoria e impulsionada pela oposição de extrema esquerda temos a possível candidatura da prof. Ana Tancredi.
São grandes atores nesta disputa: O reitor da ufpa, os diretores de centro, os sindicatos e os movimentos organizados, além dos candidatos.
Quem deve ser o novo reitor da UFPa? - I
1- Deve ser um(a) doutor(a)
2- Deve já ter administrado alguma instituição pública.
3- Ter trânsito acadêmico, administrativo e político nas esferas municipal, estadual e federal.
4- Ter perfil pluralista, ou seja, saber se relacionar institucionalmente com todas as esferas de governo e da iniciativa privada, independente das opções políticas, partidárias e ideológicas destes gestores.
5- Ter independência e autonomia política para poder gerir a equipe, sem ser capturado por grupos, ideologias e ou partidos.
6- Apresentar uma visão estratégica da universidade inserida no mundo, na amazônia e no Pará.
7- Escolher sua equipe baseada na excelência acadêmica e administrativa, respeitando os acordos com os grupos e correntes acadêmicas. Ou seja, não deve possuir preconceito em relação aos grupos organizados, porém só admitirá membros na equipe que tenham os pré-requesitos acadêmicos e administrativos, de acordo com critérios visíveis e verificáveis.
8- Ter sensibilidade política. A era dos técnicos deixou rastros de intolerância e cisão no interior da comunidade universitária.
9- Apresentar critérios republicanos para a avaliação anual do desempenho de sua equipe de trabalho. O assessor que apresentar desempenho abaixo do mínimo desejado deverá ser substituido por outro quadro administrativo/acadêmico, obedecendo os acordos institucionais e políticos previamente estabelecidos.
10- Ter relacionamento respeitoso com os segmentos corporativos da instituição.
2- Deve já ter administrado alguma instituição pública.
3- Ter trânsito acadêmico, administrativo e político nas esferas municipal, estadual e federal.
4- Ter perfil pluralista, ou seja, saber se relacionar institucionalmente com todas as esferas de governo e da iniciativa privada, independente das opções políticas, partidárias e ideológicas destes gestores.
5- Ter independência e autonomia política para poder gerir a equipe, sem ser capturado por grupos, ideologias e ou partidos.
6- Apresentar uma visão estratégica da universidade inserida no mundo, na amazônia e no Pará.
7- Escolher sua equipe baseada na excelência acadêmica e administrativa, respeitando os acordos com os grupos e correntes acadêmicas. Ou seja, não deve possuir preconceito em relação aos grupos organizados, porém só admitirá membros na equipe que tenham os pré-requesitos acadêmicos e administrativos, de acordo com critérios visíveis e verificáveis.
8- Ter sensibilidade política. A era dos técnicos deixou rastros de intolerância e cisão no interior da comunidade universitária.
9- Apresentar critérios republicanos para a avaliação anual do desempenho de sua equipe de trabalho. O assessor que apresentar desempenho abaixo do mínimo desejado deverá ser substituido por outro quadro administrativo/acadêmico, obedecendo os acordos institucionais e políticos previamente estabelecidos.
10- Ter relacionamento respeitoso com os segmentos corporativos da instituição.