Vejam os 10 candidatos mais lembrados estadualmente:
1- Edmilson Rodrigues
2- Josefina
3- Antônio Rocha
4- Júnior Ferrari
5- Pioneiro
6- Tião Miranda
7- Luiz Rebelo
8- Alexandre Von
9- Titan
10- Márcio Miranda
Sem candidato: 43%
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Eleições 2010: 40% no interior e 70% na capital ainda não tem candidato a deputado
Porque apenas 30% da população da capital já declara ter optado por um candidato a deputado (federal e estadual)? e porque os eleitores do interior (60%) já se posicionam nas eleições para deputado?
Só uma pesquisa qualitativa poderia rersponder estas perguntas, neste momento da campanha eleitoral.
Podemos arriscar duas hipóteses centrais:
os eleitores da capital estão buscando mais informação sobre os candidatos. Belém se firma como um oásis para os bons candidatos a deputado (federal e estadual). Belém parece que está mais criteriosa na hora da decisão do voto nas eleições proporcionais (deputados).
Por outro lado, não significa que os eleitores do interior estejam menos informados em relação aos eleitores da capital, pelo contrário, significa que os deputados incumbentes (aqueles que já tem mandatos) estão estabelecendo uma conexão eleitoral mais permanente e duradoura com seus eleitores (ou seja, estão distritalizando sua ação parlamentar). Em síntese, como os deputados do mundo desenvolvido, os parlamentares paraense estariam virando verdadeiros síndicos das cidades e micro regiões do estado do Pará? está prática cria legitimidade e produz reeleições consecutivas.
Não podemos esquecer: os eleitores exigem que os deputados tenham três dimensões simultâneas em suas ações parlamentares: sejam síndicos de cidades e regiões ( é a dimensão representativa mais direta), fiscalizem o executivo e formulem e aprovem projetos de leis relevantes para a sociedade.
Só uma pesquisa qualitativa poderia rersponder estas perguntas, neste momento da campanha eleitoral.
Podemos arriscar duas hipóteses centrais:
os eleitores da capital estão buscando mais informação sobre os candidatos. Belém se firma como um oásis para os bons candidatos a deputado (federal e estadual). Belém parece que está mais criteriosa na hora da decisão do voto nas eleições proporcionais (deputados).
Por outro lado, não significa que os eleitores do interior estejam menos informados em relação aos eleitores da capital, pelo contrário, significa que os deputados incumbentes (aqueles que já tem mandatos) estão estabelecendo uma conexão eleitoral mais permanente e duradoura com seus eleitores (ou seja, estão distritalizando sua ação parlamentar). Em síntese, como os deputados do mundo desenvolvido, os parlamentares paraense estariam virando verdadeiros síndicos das cidades e micro regiões do estado do Pará? está prática cria legitimidade e produz reeleições consecutivas.
Não podemos esquecer: os eleitores exigem que os deputados tenham três dimensões simultâneas em suas ações parlamentares: sejam síndicos de cidades e regiões ( é a dimensão representativa mais direta), fiscalizem o executivo e formulem e aprovem projetos de leis relevantes para a sociedade.
PPGCP: palestra sobre Maquiavel
A Coordenação do PPGCP convida a todos(as) os(as) professores(as) e
alunos(as) para participarem da palestra "MAQUIAVEL E O CONTEXTO DA ITÁLIA
EM SEU SÉCULO" do PROF. DR. PAOLO SPEDICATO. O local da palestra será na
sala de aula do Mestrado em Ciência Polítíca, nesta quinta-feira (09 de
setembro) a partir das 14 horas. Será expedido certificado aos
participantes. Grato,
alunos(as) para participarem da palestra "MAQUIAVEL E O CONTEXTO DA ITÁLIA
EM SEU SÉCULO" do PROF. DR. PAOLO SPEDICATO. O local da palestra será na
sala de aula do Mestrado em Ciência Polítíca, nesta quinta-feira (09 de
setembro) a partir das 14 horas. Será expedido certificado aos
participantes. Grato,
Corrida ao governo: aumenta rejeição de Ana em Belém
aumentou a rejeição de Ana em Belém, em cinco pontos. É natural este aumento de rejeição no contexto do porradal que ora invade a telinha.
Senado: Flexa já lidera em Belém
Hoje, Flexa Ribeiro já lidera as intenções de votos em Belém pela segunda vaga ao senado.
Pesquisas: Vox no final de semana...LCP-UFPA dia 15
O Instituto Vox Populi, contratado pelo Diário do Pará, libera nova rodada de pesquisa neste final de Semana. O Laboratório de Pós graduação em Ciência Política protocola hoje sua pesquisa no TRE e libera resultados até o dia 15 de setembro. O Laboratório terceirizou a coleta de dados, pois entende que a pesquisa de campo deve ser realizada por trabalhadores profissionais e não por amadores. Tudo em nome de uma pesquisa imparcial e republicana.
O Laboratório de Pós graduação da UFPA, sob coordenação do professor Edir Veiga e orientação teórica-metodológica do prof. Roberto Corrêa, realizou Oficina eleitoral com os estudantes, tudo filmado, onde discutiu a base amostral, o método de coleta de dados e construiu o questionário.
O Laboratório de Pós graduação da UFPA, sob coordenação do professor Edir Veiga e orientação teórica-metodológica do prof. Roberto Corrêa, realizou Oficina eleitoral com os estudantes, tudo filmado, onde discutiu a base amostral, o método de coleta de dados e construiu o questionário.
Senado: Jáder vem caindo
Eita chora chora. Vou esquentar o debate com um novo dado. O Jáder esta caindo muito rápido. Continua bem à frente, mas cai com pressa. Mesmo assim tem condições de ser o primeiríssimo colocado.
Vladimir Araujo
Vladimir Araujo
PT X PSDB: um embate que esclarece
O embate em curso entre Ana Júlia e Jatene é muito importante para o eleitorado, pois apresenta os dois lados da moeda. O eleitor não tem minoridade política.
Uma campanha é feita de propostas, programas e projetos e também do contraditório entre os candidatos. Uma pena é que os projetos estão ficando em segundo plano. Sinto falta de propostas de longo curso para o Pará e a amazônia. Gostaria de ver linhas estratégicas para os próximos 50 anos, em setores como planejamento urbano e infraestrutura industrial, ambiental e social.
Uma campanha é feita de propostas, programas e projetos e também do contraditório entre os candidatos. Uma pena é que os projetos estão ficando em segundo plano. Sinto falta de propostas de longo curso para o Pará e a amazônia. Gostaria de ver linhas estratégicas para os próximos 50 anos, em setores como planejamento urbano e infraestrutura industrial, ambiental e social.
Eleições 2010: sigilo fiscal e a mídia pró Serra
O sigilo da filha de Serra foi obtido através de uma procuração fraudada. Em vez do fraudador estar sendo entrevistado pela Veja, deveria já estar preso, enquadrado no 171. Estive conversando com uma funcionário do Fisco federal e ela me dizia: o acesso ao sigilo da filha de Serra não foi imotivado, pelo contrário, foi apresentado uma procuração, e a receita recebe centenas de procuração/dia e me deu um exemplo: 90% dos candidatos receberam suas comprovações de rendas através de procuração.
Em novembro de 2009, Serra disputava a indicação com Aécio e Dilma ainda não era a candidata do PT, ainda havia controvérsias.
É impressionante como a grande mídia está dando um destaque exagerado ao tema. O objetivo é óbvio: segurar o crescimento da candidata Dilma.
E o PSDB desceu dos saltos e faz uma verdadeira baixaria contra a candidatura Dilma: esta história de tentar apresentar Zé Dirceu como inimigo público número 1 é ridículo.
Em novembro de 2009, Serra disputava a indicação com Aécio e Dilma ainda não era a candidata do PT, ainda havia controvérsias.
É impressionante como a grande mídia está dando um destaque exagerado ao tema. O objetivo é óbvio: segurar o crescimento da candidata Dilma.
E o PSDB desceu dos saltos e faz uma verdadeira baixaria contra a candidatura Dilma: esta história de tentar apresentar Zé Dirceu como inimigo público número 1 é ridículo.
Eleições 2010: corrida atualizada nos estados
Quer acompanhar as disputas estaduais atualizadas ? então clique aqui
Corrida ao governo: Vox Populi nas ruas
O Instituto de Opinião Pública Vox Populi está nas ruas. Em breve teremos novo números oficiais. O grande mediador entre os Institutos será o Laboratório de Ciência Política da UFPA. Dia 15 teremos os números oficiais.
Corrida ao senado: onde Flexa já virou o jogo contra Rocha
O cenário é o seguinte: Paulo Rocha vinha dominando a corrida à segunda vaga do senado até há seis dias atrás. Hoje já se registra um rigoroso empate, com tendências ao atropelamento de Flexa. Passo a informar os municípios onde Flexa já ultrapassou P. Rocha:
Cametá, Barcarena, Castanhal, Santa Isabel (empate), Benevides, Vigia, Capanema, Tucurui, Novo Repartimento (empate), Breves, Muaná, Paragominas, Tomé-Açú, Itaituba, Uruará, Altamira, Santarém, Monte Alegre, Oriximiná, Redenção, Parauapebas, Belém (empate), Ananindeua, Salinópolis.
Cametá, Barcarena, Castanhal, Santa Isabel (empate), Benevides, Vigia, Capanema, Tucurui, Novo Repartimento (empate), Breves, Muaná, Paragominas, Tomé-Açú, Itaituba, Uruará, Altamira, Santarém, Monte Alegre, Oriximiná, Redenção, Parauapebas, Belém (empate), Ananindeua, Salinópolis.
Eleições senado/Pará 2010: rigoroso empate
Segundo fontes seríssimas, pesquisa realizado nos últimos 6 dias, já registrou um rigoroso empate global entre Rocha e Flexa.
Corrida ao senado: Flexa na frente de Rocha em Marapanim e Curuçá
É notório para todos que Jáder e P.Rocha eram os candidatos favoritos ao senado, antes do começo oficial da campanha eleitoral . Jáder vem confirmando o favoritismo, porém temos novidades na corrida senatorial, a onda oposicionista estadual que ora varre o Pará, vem trazendo Flexa a tira colo, Flexa, que tinha traços nas pesquisas começa a assombrar a candidatura P.Rocha.
A pesquisa do IBOPE já registra emparelhamento entre estas candidaturas: 28 versus 23 com margem de erro de 3.5%, já significa um empate técnico, num contexto de crescimento da candidatura Flexa.
Na medida do possível tentaremos registrar, nos municípios, esta corrida entre Rocha e Flexa que está "cabeça a cabeça".
A pesquisa do IBOPE já registra emparelhamento entre estas candidaturas: 28 versus 23 com margem de erro de 3.5%, já significa um empate técnico, num contexto de crescimento da candidatura Flexa.
Na medida do possível tentaremos registrar, nos municípios, esta corrida entre Rocha e Flexa que está "cabeça a cabeça".
Eleições de 2010: Jatene e o segundo turno
Jatene faria de tudo para evitar o segundo turno: existe o receio que a descida de Lula e Dilma no estado pudesse colocar em risco a vitória em segundo turno. Então é de se esperar que neste momento da competição eleitoral no estado, Jatene tenta realizar o segundo turno no primeiro.
Como?
Fazendo engenharias políticas informais. O PMDB seria o alvo dos acordos.
Como?
Fazendo engenharias políticas informais. O PMDB seria o alvo dos acordos.
Pesquisa para o senado: Jáder poderia definir o segundo nome
De acordo com os números do IBOPE sobre as eleições para o senado, assim expressos: Jáder 50%, Paulo Rocha 28% e Flexa 23%, podemos fazer algumas suposições baseadas na lógica e na distribuição espacial das preferências eleitorais.
Nesta pesquisa, 25% dos entrevistados só estão votando em um único nome para o senado. Então podemos concluir de que pelo menos 12.5% destes 25%, são eleitores fiéis à candidatura Jáder.
Afirmo esta tendência probabilística devido ao percentual de intenção de voto de que dispõe Jáder. Caso este meu exercício se aproxime da realidade, Jáder, se quizer, tem grande poder de definição da segunda vaga ao senado do Pará. Será que Jáder estará disposto a se expor neste momento alvissareiro de sua performance eleitoral?
Uma decisão de Jáder deste tipo teria consequências inevitáveis, uma delas é que ele entraria em confronto, ou com Flexa, ou com Rocha, e muitas das dobradas que hoje estão funcionando seriam quebradas.
Nesta pesquisa, 25% dos entrevistados só estão votando em um único nome para o senado. Então podemos concluir de que pelo menos 12.5% destes 25%, são eleitores fiéis à candidatura Jáder.
Afirmo esta tendência probabilística devido ao percentual de intenção de voto de que dispõe Jáder. Caso este meu exercício se aproxime da realidade, Jáder, se quizer, tem grande poder de definição da segunda vaga ao senado do Pará. Será que Jáder estará disposto a se expor neste momento alvissareiro de sua performance eleitoral?
Uma decisão de Jáder deste tipo teria consequências inevitáveis, uma delas é que ele entraria em confronto, ou com Flexa, ou com Rocha, e muitas das dobradas que hoje estão funcionando seriam quebradas.
Eleições: O IBOPE e suas histórias
Vejam o texto do marqueteiro Dornélio Silva sobre histórias recentes do IBOPE, a história você encontra aqui
Corrida pelo Senado 2010: Flexa passa P.Rocha em Bragança
Parece que Flexa começa a superar Rocha a partir do interior.
Cinema: filme Nosso Lar
Hoje vou assistir o filme Nosso Lar. Depois que a gente vira o cabo da boa esperança (aos 40) a gente busca desesperadamente a imortalidade da alma sob pena de depressão crônica.
Weber e as éticas do político e do cientista
Segundo Max Weber, o teórico das interações sociais e autor da moderna teoria do conhecimento em sociologia, o político deve ser portador da ética da responsabilidade (é a dimensão realista e pragmática em política) e o cientista deve sustentar a ética da convicção, ou seja, o que vale é um comportamento isento frente aos fatos políticos e sociais. Neste momento assumo integralmente a ética da convicção, opero de acordo com minhas convicções, fundadas em conhecimento científico adquirido a partir da observação empírica. Não esperem mediações fundadas na ética da responsabilidade...não sou político...eu estudo os políticos, os partidos e as instituições que organizam o sistema político.
RBA: Entrevista no MAIS
Neste domingo concedo entrevista no programa MAIS da RBA. Este programa é ancorado pelo jornalista Guilherme Augusto. Faço uma análise da última pesquisa do IBOPE, tanto para o governo como para o senado e discuto a retroatividade da Lei do Ficha Limpo. E por fim, aponto as tendências eleitorais, neste momento, na disputa para o governo do estado. A entrevista vai ao ar no domingo (05) as 7.30 da manhã.
Eleições 2010: como andam as pesquisas?
Quer ver como estão as últimas pesquisas para as disputas estaduais e presidencial? então clique aqui
IBOPE: pesquisa para o senado
Quer ver o resultado da pesquisa do IBOPE para o senado? o blog do deputado parsifal a publica, veja aqui
Eleições 2010: Jatene a galope
Jatene está 17 pontos na frente. Juvenil está em ascenção. Hoje a eleição terminaria no primeiro turno.
A disputa proporcional e a irracionalidade de partidos e coligações
Tenho ouvido queixas de candidatos proporcionais de baixo clero de que não estão recebendo as atenções devidas das direções das coligações, especialmente dentro da coligação Acelera Pará. As coligações elegem prioridades na distribuição de recursos materiais e financeiros para os candidatos mais competitivos e vem deixando à míngua os candidatos menos competitivos.
Sem dúvida nenhuma as coligações devem investir mais nos candidatos "puxadores" de votos, porém não deve exclusivisá-los na distribuições de recursos, porquê?
Por causa da equação eleitoral visando amplificar a conquista de votos para os partidos e coligações, senão vejamos: Um candidato fictício que passo a denominar de "moranguinho" é um líder estudantil da meia passagem. Este candidato não tem potencial de eleição, tudo bem. Porém este candidato sem estrutura teria dois mil votos e com estrutura poderia chegar a 8 mil votos.
Agora imaginem este cenário acontecendo com mais 30 mini-candidatos? quantos votos de legenda esta turminha não terá amealhado para o partido ou coligação? Na verdade estes candidatos, não competitivos, nestas eleições estão jogando tudo em conquistar votos em nível de se projetar para a disputa de vereador nas eleições seguintes. Daí seu enorme potencial de campanha.
Na verdade, todos os candidatos favoritos deveriam saber que uma estratégia como esta pode vir a gerar mais uma ou duas vaga suplementares ao partido ou coligação e estes candidatos mais estruturados em vez de invadirem a base do candidato "moranguinho" e vir a conquistar mais 500 votos, deveriam potencializar o moranguinho para ele ter 5 mil votos e com esta tática poderia aumentar suas chances (do competitivo) em entrar nas últimas vagas (suplementares) da coligação.
Portanto, esquecer os candidatos não competitivos, significa dar um tiro no próprio pé.
Sem dúvida nenhuma as coligações devem investir mais nos candidatos "puxadores" de votos, porém não deve exclusivisá-los na distribuições de recursos, porquê?
Por causa da equação eleitoral visando amplificar a conquista de votos para os partidos e coligações, senão vejamos: Um candidato fictício que passo a denominar de "moranguinho" é um líder estudantil da meia passagem. Este candidato não tem potencial de eleição, tudo bem. Porém este candidato sem estrutura teria dois mil votos e com estrutura poderia chegar a 8 mil votos.
Agora imaginem este cenário acontecendo com mais 30 mini-candidatos? quantos votos de legenda esta turminha não terá amealhado para o partido ou coligação? Na verdade estes candidatos, não competitivos, nestas eleições estão jogando tudo em conquistar votos em nível de se projetar para a disputa de vereador nas eleições seguintes. Daí seu enorme potencial de campanha.
Na verdade, todos os candidatos favoritos deveriam saber que uma estratégia como esta pode vir a gerar mais uma ou duas vaga suplementares ao partido ou coligação e estes candidatos mais estruturados em vez de invadirem a base do candidato "moranguinho" e vir a conquistar mais 500 votos, deveriam potencializar o moranguinho para ele ter 5 mil votos e com esta tática poderia aumentar suas chances (do competitivo) em entrar nas últimas vagas (suplementares) da coligação.
Portanto, esquecer os candidatos não competitivos, significa dar um tiro no próprio pé.
Ficha limpa: a fissura por justiça e o risco de quebrar um dogma jurídico
Não há dúvida, o código do processo penal e civil brasileiro foi feito mais para garantir a defesa do réu do que proteger a vítima. Este desenho institucional, sem dúvida nenhuma, é um dos responsáveis pela longa procrastinação da tramitação dos processos civis e penais. O grau de impunidade assombra a sociedade brasileira projetando a sensação de impunidade em escala estratosférica.
A corrupção é marca histórica da vida política brasileira, em todas as fases de sua história, o desejo da sociedade para mudar esta realidade foi expresso na aprovação do lei do Ficha Limpa, como uma iniciativa da sociedade civil.
Como analista tenho aconselhado a quem me consulta sobre o início da validade desta lei a ter paciência. Sempre transmitia seguinte idéia: " se a lei do Ficha Limpa começar a operar a partir de sua publicação já será um enorme avanço para a sociedade brasileira. E assim eu esperei que fosse acontecer. Jamais ví uma lei retroagir para prejudicar.
Este embate que se ora se desenrola nos tribunais brasileiros em torno do início da validade da lei do Ficha Limpa coloca em cheque a credibilidade da própria lei. Caso o Supremo Tribunal Federal venha a desautorizar as decisões consecutivas do Tribunal Superior Eleitoral ocorrerá uma grave desmoralização do TSE e da lei do ficha limpa.
Na verdade o TSE está sob pressão da opinião pública e vem construindo argumentações que visam superar o dogma jurídico de que uma lei jamais deve retroagir para prejudicar. Vejam o caso do Jáder: ele renunciou em 2001, já concorreu em 2002 e 2006 e agora é punido com retroatividade a 2001.
Quem, como eu, que tem no dogma do Estado de Direito e na inaplicabilidade de nenhuma lei com efeitos retroativos para prejudicar, não pode, em nome de responder ao desejo imediato de combater a impunidade, vir a abrir mão de um dogma jurídico de maior importância para toda a sociedade brasileira.
Produzir argumentos jurídicos conjunturais, com base em pressões da opinião pública, para ampliar a legitimidade do Tribunal Superior Eleitoral, pode conduzir a justiça brasileira a cometer um grave ato contra o dogma jurídico de que nenhuma lei retroage para prejudicar.
A sociedade brasileira, em nome da garantia estratégica e estrutural de um dogma jurídico desta natureza, pode muito bem, conviver com a lei do Ficha limpa a partir de sua publicação. Não tenhamos dúvida, caso a lei do Ficha Limpa venha a ter poder de retroatividade, estaremos criando a jursprudência do casuísmo, ou seja, se uma lei tiver enorme apelo popular, esta mesma lei pode atropelar os dogmas jurídicos e o Estado de Direito, em nome de ...fazermos justiça imediatamente.
Por isso sou contra a retroatividade prejudicial da lei do Ficha Limpa. Entendo que a lei do Ficha Limpa deveria operar a partir de sua publicação.
A corrupção é marca histórica da vida política brasileira, em todas as fases de sua história, o desejo da sociedade para mudar esta realidade foi expresso na aprovação do lei do Ficha Limpa, como uma iniciativa da sociedade civil.
Como analista tenho aconselhado a quem me consulta sobre o início da validade desta lei a ter paciência. Sempre transmitia seguinte idéia: " se a lei do Ficha Limpa começar a operar a partir de sua publicação já será um enorme avanço para a sociedade brasileira. E assim eu esperei que fosse acontecer. Jamais ví uma lei retroagir para prejudicar.
Este embate que se ora se desenrola nos tribunais brasileiros em torno do início da validade da lei do Ficha Limpa coloca em cheque a credibilidade da própria lei. Caso o Supremo Tribunal Federal venha a desautorizar as decisões consecutivas do Tribunal Superior Eleitoral ocorrerá uma grave desmoralização do TSE e da lei do ficha limpa.
Na verdade o TSE está sob pressão da opinião pública e vem construindo argumentações que visam superar o dogma jurídico de que uma lei jamais deve retroagir para prejudicar. Vejam o caso do Jáder: ele renunciou em 2001, já concorreu em 2002 e 2006 e agora é punido com retroatividade a 2001.
Quem, como eu, que tem no dogma do Estado de Direito e na inaplicabilidade de nenhuma lei com efeitos retroativos para prejudicar, não pode, em nome de responder ao desejo imediato de combater a impunidade, vir a abrir mão de um dogma jurídico de maior importância para toda a sociedade brasileira.
Produzir argumentos jurídicos conjunturais, com base em pressões da opinião pública, para ampliar a legitimidade do Tribunal Superior Eleitoral, pode conduzir a justiça brasileira a cometer um grave ato contra o dogma jurídico de que nenhuma lei retroage para prejudicar.
A sociedade brasileira, em nome da garantia estratégica e estrutural de um dogma jurídico desta natureza, pode muito bem, conviver com a lei do Ficha limpa a partir de sua publicação. Não tenhamos dúvida, caso a lei do Ficha Limpa venha a ter poder de retroatividade, estaremos criando a jursprudência do casuísmo, ou seja, se uma lei tiver enorme apelo popular, esta mesma lei pode atropelar os dogmas jurídicos e o Estado de Direito, em nome de ...fazermos justiça imediatamente.
Por isso sou contra a retroatividade prejudicial da lei do Ficha Limpa. Entendo que a lei do Ficha Limpa deveria operar a partir de sua publicação.
TSE indefere registro de Jáder
Por 5 x 2 o TSE indeferiu a candidatura de Jáder ao senado. O mesmo deve ocorrer com a candidatura de Paulo Rocha. Jáder foi enquadrado na lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao mandato para evitar um processo que poderia redundar em cassação.
Assédio eleitoral e falta de apoio faz o deputado Zequinha romper com Ana Júlia
Em carta á direção da frente Acelera Pará o deputado federal do PSC Zequinha Marinho rompe com a coligação Acelera Pará. Dentre os motivos para esta radicalização está enumerado o assédio financeiro de alguns candidatos petistas aos pastores de sua base eleitoral e a total falta de apoio estrutural à sua candidatura.
Assembléia de Deus: Belém fecha com Zequinha Marinho
38 pastores de Belém atendendo às "pressões das bases" reverteram a posição da cúpula da igreja de apoiar Puty e acabam de sacramentar o apoio ao deputado Zequinha Marinho.
Flexa e Paulo Rocha: Erros de tática eleitoral
Pelos dados das pesquisas eleitorais disponíveis, Ana Júlia e Serra puxam para baixo os apoiadores e Dilma e Jatene puxam para cima. No contexto atual das intenções de votos Flexa deveria esquecer Serra e colar em Jatene. Não está fazendo isso...está fazendo uma campanha solo. Já Paulo Rocha deveria esquecer Ana e colar em Dilma. Está fazendo a tática pela metade. Os dois estão errando. Paulo erra parcialmente e Flexa erra totalmente, quem vencerá? quem corrigir a tática o mais rápido possível.
Hospital da PM é fechado
Hoje os noticiários do estado estampam: Hospital da PM é fechado. O comandante da PM informou que o hospital será transformado em hotel de passagem da tropa. Parece piada, mas é verdade. E tudo isso em vésperas das eleições...definitivamente existe veto player por todos os lados...neste jogo de poder.
IBOPE desmascarado no Pará
O grupo Doxa pesquisa e comunicação demonstra cabalmente as distorções na pesquisa do IBOPE recentemente divulgada no Pará. Veja aqui
Pesquisas estaduais: governos bem avaliados deverão se reeleger mas o contrário parece verdade
Governos bem avaliados deverão se reeleger com facilidade a exemplo de Jaques Wagner na Bahia, Déda no Sergipe e Cabral no Rio. O contrário parece verdade, até o momento, Yeda Cruzios no RS e Ana Júlia no Pará correm sério riscos de perderem as eleições. Veja este cenário aqui
Seduc: prestígio de Cavalcante em alta
Pelo visto o prestígio do secretário estadual de educação Luis Cavalcante está em alta pelo palácio dos despachos, ontem o secretário foi visto embarcando no avião do governo do estado rumo ao interlan paraense. Parece que finalmente o governo encontrou alguém com capacidade para destravar e fazer andar o elefante branco que se chama Seduc.
Candidatos na TV: a campanha começou a esquentar
A partir de ontem (30) os confrontos políticos começaram a se estabelecer no palanque eletrônico. Agora a desconstrução do adversário está na agenda dos principais contendores. Esperamos que venhamos a assistir o confronto de projetos alternativos e não apenas mera prestação de contas de governos passados e presentes. As prestações de contas fazem parte do ingrediente, mas não devem se constituir na parte essencial dos confrontos eleitorais.
Pesquisa IBOPE: uma rejeição estratosférica
ter 41% de rejeição no estado e 47% em Belém fala por sí mesmo. Esta rejeição revelada há 30 dias das eleições demonstra por sí só as tendências de segundo turno. Quem tem este nível de rejeição dificlmente ganha um segundo turno.
Pesquisa IBOPE/Pará: erro metodológico
Foram ouvidos 812 eleitores e é apresentado uma margem de erro de 3% para mais ou para menos. Nem aqui e nem na lua este número de entrevistados significa no Pará uma margem de erro de 3%. Para termos uma margem de erro de 3% seria necessário ouvir 1.200 pessoas.
R7: Ana Júlia tende a perder
Segundo o R7. com da TV Record, a governadora Ana Júlia do Pará deve ser derrotada nas eleições de 2010. Quer saber mais, então veja a postagem no blog do deputado Parsifal Pontes, aqui
IBOPE/Pará: Jatene ganha no primeiro turno
Finalmente os números do IBOPE/Pará foram publicados, Jatene teria 43% de intenção de votos e Ana Júlia 33%. Pelos números apresentados, excluindo os votos brancos e nulos, Jatene teria hoje 51% dos votos válidos e Ana Júlia 38%, ou seja, ganharia no primeiro turno. Ana júlia seria rejeitada por 41% dos eleitores e Jatene por 21%. Estranhamente não foi divulgado simulações de segundo turno.
Ana Júlia tem rejeição recorde em Belém, chegando a 47% dos entrevistados, enquanto Jatene tem 26% de rejeição na capital paraense. Foram ouvidos 812 eleitores. Nunca em eleições estaduais e nacionais, candidato que tem rejeição de 40% pra cima ganha segundo turno.
A missão dos marqueteiros de Ana, é reduzir esta rejeição para, pelo menos 30%, até o dia 03 de outubro.
Ana Júlia tem rejeição recorde em Belém, chegando a 47% dos entrevistados, enquanto Jatene tem 26% de rejeição na capital paraense. Foram ouvidos 812 eleitores. Nunca em eleições estaduais e nacionais, candidato que tem rejeição de 40% pra cima ganha segundo turno.
A missão dos marqueteiros de Ana, é reduzir esta rejeição para, pelo menos 30%, até o dia 03 de outubro.
Eleições 2010: as tendências do eleitorado nos estados
Quer acompanhar um panorama geral das pesquisas de opinião para governador e senador? então clique aqui.
Dilma: IBOPE e Datafolha convergem
Quer ver a convergência de dados entre o Datafolha e o IBOPE nas eleições presidenciais? veja o blog do prof. Jairo Nicolau, aqui
Pesquisa no Pará: IBOPE bloqueado
A suspensão da divulgação da pesquisa do IBOPE no Pará ampliam as especulações de o porquê de não termos informações oficiais sobre as intenções de voto no Pará. Aviso à turma das liminares que o Programa de pós graduação em ciência política estará iniciando o trabalho de campo da pesquisa estadual de intenções de votos para o governo do Pará e correlatos. Nesta sexta realizamos uma oficina bastante concorrida no mestrado em torno da metodologia da pesquisa e do survey a ser aplicado.
Imagem de candidato: Jatene na berlinda
Continuando com a série: imagem dos candidatos, agora chegou a vez de Jatene. Quer ver a imagem do tucano com base em pesquisas empírica? então clique aqui
Debate RBA: Jetene ganhou de Ana e juvenil
Na minha opinião foi Jatene quem dominou o debate, se o compararmos com Ana e Juvenil. Juvenil se apresentou vacilante na articulação do discurso e demonstrou pouca capacidade de enfrentamento perante aos ataques recebidos. Já Ana Júlia, apresentou-se defensiva frente ao ataque tucano. A petista demonstrou fraqueza tanto na afirmação de propostas e projetos como na hora de fazer frente à investida de Jatene. Enfim, globalmente, Ana foi chacinada politicamente , pelo PMDB, PSOL e PSDB, no debate da RBA.
Debate da RBA: F.Carneiro melhor desempenho individual, mas não disputa
Fernando Carneiro-PSOL foi sem dúvida nenhuma quem obteve 0 melhor desempenho individual no contraditório. Mas F.Carneiro não tem voto e não apresentou propostas, apenas desconstruiu os discursos de juvenil, Ana e Jatene. Carneiro, de fato, não está na disputa.
Debate da RBA: Linchamento de Ana
Parecia um linchamento político o debate da RBA. Era Juvenil, Jatene e F.Carneiro batendo na Ana Júlia. Não houve aprofundamento das propostas de curto e médio alcance, enfim, Ana tentou prestar contas de seu governo e os oposicionistas buscaram maximizar os pontos negativos do governo petista.
SINTUFPA: chapa 1 vence
Por uma diferença de 79 votos, a chapa dirigida pelo PSTU/PSOL ganhou as eleições para o SINTUFPA. Neste biênio, a turma trosca completará oito anos à frente do sindicato. Nossa entidade vem perdendo sócio de forma acelerada, e este movimento fortalece o controle partidário repetido de nosso sindicato. O caos está a caminho.
Rejeição: a sinuca de bico de Ana
Os marqueteiros de Ana Júlia estão numa sinuca de bico: precisam diminuir a rejeição da governadora e precisam, ao mesmo tempo, aumentar a rejeição de Simão Jatene perante o eleitorado. Acontece que no momento em que a candidatura Ana começar a bater em Jatene, receberá como resposta, de um lado, o aumento da rejeição de Jatene, e de outro, terá de troco automático uma boa parcela de rejeição, pelo simles fato de bater. E para quem já está com uma rejeição nas nuvens, vive diante de...uma escolha trágica.
A única solução, seria Ana usar uma outra candidatura para baixar o sarrafo em Jatene. Mas custaria...muito caro. Ou seja, Ana não depende de sí só para criar rejeição em Jatene.
A única solução, seria Ana usar uma outra candidatura para baixar o sarrafo em Jatene. Mas custaria...muito caro. Ou seja, Ana não depende de sí só para criar rejeição em Jatene.
Ana na TV: parece que está na frente
A tranquilidade e o ufanismo da campanha de Ana Júlia na TV, tenta passar a imagem de uma situação política sob controle. Esta postura tende a afundar ainda mais a campanha, do que reverter o grave quadro de rejeição da governadora. Mais parece o sorriso de aeromoça, para tranqulizar os passageiros, quando o avião está em queda. Este comportamento poderia ser resumido na seguinte frase: "Vamos fingir para o eleitorado que tudo está bem, que tudo ficará maravilhoso". Enquanto Jatene, na TV, está esmurrando o governo Ana e o PT , por outro lado, a candidatura Ana Júlia nada faz para relembrar aspectos negativos dos governos tucanos de 1994/2006.
Quem está fazendo pesquisas no interior das coligações sabe da rejeição estratosférica de Ana Júlia (58% no estado e 52% em Belém) e que Jatene vem liderando com folga, de pelo menos 15 pontos esta corrida governamental.
Então, a campanha de TV de Ana deveria centrar em duas direções simultâneas: de um lado resgatando a imagem pessoal da governadora que foi detonada pelo acúmulo de alguns escândalos, como: Os assessores da beleza, A menina presa com 20 homens na mesma cela em Abaeté, o namorado nomeado para dirigir o setor de aeronaves do estado, os kits escolares, o aluguel de 450 palios por 20 milhões e o relatório da Auditoria geral do estado. E de outro, divulgando, como prestação de contas, o que o governo fez e o que a governadora conquistou junto ao governo Lula, para nosso estado.
O problema da campanha na TV de Ana, é que seus marqueteiros acham que divulgar as obras federais no estado, capitalizando-as, removerá, teleologicamente, a rejeição da governadora. Ontem foi divulgado o investimento federal no nordeste do Pará, segundo o programa, a pedido de Ana, porém os marqueteiros não relacionaram a criação de ocupação produtiva de 13 mil famílias com a dinamização da economia no comércio, no emprego, na indústria das cidades do entorno, diminuindo o potencial de fazer a população urbana da região sentir-se contemplada com a iniciativa.
Caso a direção de marqueting de Ana continue ignorando esta altíssima rejeição, como se ela não existisse, a rejeição cairá muito pouco nas próximas semanas. Quem tem mais de 45% de rejeição nunca ganhou eleição, em segundo turno, numa disputa para governo estadual, principalmente no Pará, aonde 2/3 do eleitorado se concentra no interior.
Ahh... nenhuma candidatura está discutindo um projeto de médio e longo alcance para o estado, relacionado a: segurança, saúde, interiorização do desenvolvimento, infraestrutura para o desenvolvimento industrial como: ferrovia, rodovia, aeroportos, energia, transporte urbano, etc.
Quem está fazendo pesquisas no interior das coligações sabe da rejeição estratosférica de Ana Júlia (58% no estado e 52% em Belém) e que Jatene vem liderando com folga, de pelo menos 15 pontos esta corrida governamental.
Então, a campanha de TV de Ana deveria centrar em duas direções simultâneas: de um lado resgatando a imagem pessoal da governadora que foi detonada pelo acúmulo de alguns escândalos, como: Os assessores da beleza, A menina presa com 20 homens na mesma cela em Abaeté, o namorado nomeado para dirigir o setor de aeronaves do estado, os kits escolares, o aluguel de 450 palios por 20 milhões e o relatório da Auditoria geral do estado. E de outro, divulgando, como prestação de contas, o que o governo fez e o que a governadora conquistou junto ao governo Lula, para nosso estado.
O problema da campanha na TV de Ana, é que seus marqueteiros acham que divulgar as obras federais no estado, capitalizando-as, removerá, teleologicamente, a rejeição da governadora. Ontem foi divulgado o investimento federal no nordeste do Pará, segundo o programa, a pedido de Ana, porém os marqueteiros não relacionaram a criação de ocupação produtiva de 13 mil famílias com a dinamização da economia no comércio, no emprego, na indústria das cidades do entorno, diminuindo o potencial de fazer a população urbana da região sentir-se contemplada com a iniciativa.
Caso a direção de marqueting de Ana continue ignorando esta altíssima rejeição, como se ela não existisse, a rejeição cairá muito pouco nas próximas semanas. Quem tem mais de 45% de rejeição nunca ganhou eleição, em segundo turno, numa disputa para governo estadual, principalmente no Pará, aonde 2/3 do eleitorado se concentra no interior.
Ahh... nenhuma candidatura está discutindo um projeto de médio e longo alcance para o estado, relacionado a: segurança, saúde, interiorização do desenvolvimento, infraestrutura para o desenvolvimento industrial como: ferrovia, rodovia, aeroportos, energia, transporte urbano, etc.
SINTUFPA: Sede "socializada" à marambaia
Andando pelas ruas da cidade hoje ouví um carro som noticiando uma grande festa, neste sábado, na séde do SINTUFPA. A festa será comandada pelo Tupinambá e custará a entrada de R$ 3,00 (três reais). Além da séde ter sido expropriada dos servidores, parece que vem sendo usada para fazer arrecadação financeira. Quem tentar entrar deve pagar. Note, qualquer festa semelhante custa pelo menos R$15,00 (quinze reais) a entrada.
Será que nossa séde está sendo transformada em local para agradar o proletariado da marambaia? seria para ganhar votos e de quebra fazer uma finançazinha? Uma coisa é certa, há muito os servidores deixaram de frequentar a outrora desejada séde campestre.
Dia 26 tem eleições, será a hora de ajuste de contas.
Será que nossa séde está sendo transformada em local para agradar o proletariado da marambaia? seria para ganhar votos e de quebra fazer uma finançazinha? Uma coisa é certa, há muito os servidores deixaram de frequentar a outrora desejada séde campestre.
Dia 26 tem eleições, será a hora de ajuste de contas.
Enquete sobre o desempenho da diretoria do SINTUFPA
Os internautas da UFPA foram desafiados a concederem uma nota à diretoria do SINTUFPA neste final de seis anos de mandatos consecutivos. O resultado fala por sí mesmo:
9- 10 (nota Excelente) 14%
7- 8,9( nota BOM) 3%
5- 6,9 (nota Regular) 1%
0- 4,9 (nota Insuficiente) 80%.
9- 10 (nota Excelente) 14%
7- 8,9( nota BOM) 3%
5- 6,9 (nota Regular) 1%
0- 4,9 (nota Insuficiente) 80%.
Eleição de 2010: A imagem de Ana
Quer ver uma interessante análise do perfil da governadora Ana Júlia segundo os eleitores paraenses? então leia o texto do marqueteiro Dornélio Silva, aqui
IBOPE/VOX POPULI e o PPGCP e as pesquisas no Pará
Esta semana o IBOPE está fazendo pesquisa eleitoral no Pará. No dia 01 de setembro será a vez do VOX POPULI. Como checador destas duas pesquisas está a pesquisa do PPGCP que estará nas ruas a partir do dia 02 de setembro. O PPGCP/UFPA com esta postura estará contribuindo para minar com pesquisas que venham a ser manipuladas nas margens de erros, a custas de milhões. É nossa maneira de contribuir com a democracia no Pará.
PPGCP: Política em foco
O programa política em foco que pretendia ser uma ação multidisciplinar entre o Programa de Pós Graduação em Ciência Política (PPGCP) e a Faculdade de Comunicação da UFPA , não contará mais com a FACOM. O colegiado da faculdade decidiu não entrar nessa. As conversas estavam avançadas e só faltava o - sim- do colegiado.
Agora o "Política em Foco" deverá ser patrocinado somente pelo PPGCP.
Agora o "Política em Foco" deverá ser patrocinado somente pelo PPGCP.
SINTUFPA: 78% arrasam com diretoria cansada
Depois de seis anos consecutivos, solitariamente dirigindo o Sintufpa, os militantes do PSTU/PSOL parecem cansados. O sindicato está imobilizado perante a categoria, a séde campestre terceirizada para a marambaia e o serviço médico quase desativado. A enquente que está finalizando no Bilhetim revela que 78% de nossos internautas dão nota entre 0 - 4,9 à diretoria em ocaso. É reprovação pura. será que a enquete refletirá as urnas no dia 26 de agosto?
FACOM/PPGCP: Política em Foco
A partir do dia 14 de setembro deve estrear na TV paraense um programa chamado Política em foco. Esta é uma iniciativa da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós Graduação em Ciênica Política da UFPA. No primeiro programa está previsto a presença dos candidatos ao governo apresentando suas propostas sobre segurança pública. Nos programas os doutores do PPGCP debaterão as propostas destes candidatos. O programa deverá ir ao ar na terça feira à noite(14). Os convites aos candidatos estão sendo expedidos. As entrevistas individuais serão previamente gravadas nos comitês de cada candidato.
UFPA nas eleições 2010
Dia 02 de setembro o Laboratório de Ciência Política colocará nas ruas a pesquisa de opinião estadual sobre as disputas para o governo estadual. Os resultados serão divulgados para todo a estado do Pará. Acabaremos com a caixa preta das informações eleitorais.
Eleições 2010: a surpresa chamada Juvenil
Ninguém parece acreditar que Juvenil está começando a corrida eleitoral com 13% das intenções de votos. Todos, espantados, me perguntam: mas o Priante terminou as eleições de 2006 com 12%, como o Juvenil está iniciando com 13%? Pois é, Juvenil surpreende a todos com este desempenho inicial. Caso Juvenil cresça mais 5 pontos percentuais nas próximas duas semanas, o negócio pode vir a esquentar para a candidatura Ana.
Mestrado: Humbertinho (Cunha) defende dissertação nesta quinta (26)
Nesta quinta feira (26) no auditório do IFCH as 15 hs o mestrando em ciência política da UFPA Humberto Lopes Cunha defende sua dissertação de Mestrado denominada: O Sistema Partidário Eleitoral do Pará: fragmentação e volatilidade nas Micro-regiões do Pará: 1990/1994/1998/2002/2006. Humbertinho é meu orientando e revela interessantes aspectos das disputas partidárias pelo interior do Pará. É estudo inovador.
Pará: Quem chegará ao senado?
Creio que o favorito ao senado, pelo Pará, neste momento à primeira vaga é Jáder. A segunda vaga está neste momento, com Paulo Rocha. Mas se Flexa Ribeiro vir a surfar na alta e longa onda Jatene em gestação, Paulo Rocha pode vir a ser supreendido na reta final desta disputa senatorial.
Paulo Rocha, ao deixar em aberto a segunda vaga de sua chapa ao senado, corre um sério risco. Este risco se conforma devido ao perfil ideológico dos eleitores do PMDB e do PSDB. De um lado o segundo voto de Flexa e de Jáder, tendem a ser conservador, ou seja, tendem a evitar Paulo Rocha e se auto-completar. Já o segundo voto de Paulo Rocha seguirá a orientação partidária, ou seja, na direção de Jáder. O PMDB de Jáder não tem organização política e ideológica suficiente para centralizar o segundo voto ao senado em Paulo Rocha.
Assim, Jáder sairá locupletado de votos, e Flexa possivelmente herdará a maioria do segundo voto dos eleitores de Jáder, devido ao perfil ideológico semelhante entre os eleitores de Jáder e Flexa.
Portanto, faz falta a Paulo Rocha uma aliança fechada à segunda vaga ao senado, de ideologia de centro direita, como F. Yamada, que teria um potencial enorme de votos, tendo como ponto de partidas, suas empresas e o ramo supermercadista.
Em síntese, se a eleição fosse hoje, seriam nossos representantes no senado: Jáder e Paulo Rocha. Mas no dia 03 de outubro, a provável onda Jatene pode puxar a candidatura de Flexa.
Paulo Rocha, ao deixar em aberto a segunda vaga de sua chapa ao senado, corre um sério risco. Este risco se conforma devido ao perfil ideológico dos eleitores do PMDB e do PSDB. De um lado o segundo voto de Flexa e de Jáder, tendem a ser conservador, ou seja, tendem a evitar Paulo Rocha e se auto-completar. Já o segundo voto de Paulo Rocha seguirá a orientação partidária, ou seja, na direção de Jáder. O PMDB de Jáder não tem organização política e ideológica suficiente para centralizar o segundo voto ao senado em Paulo Rocha.
Assim, Jáder sairá locupletado de votos, e Flexa possivelmente herdará a maioria do segundo voto dos eleitores de Jáder, devido ao perfil ideológico semelhante entre os eleitores de Jáder e Flexa.
Portanto, faz falta a Paulo Rocha uma aliança fechada à segunda vaga ao senado, de ideologia de centro direita, como F. Yamada, que teria um potencial enorme de votos, tendo como ponto de partidas, suas empresas e o ramo supermercadista.
Em síntese, se a eleição fosse hoje, seriam nossos representantes no senado: Jáder e Paulo Rocha. Mas no dia 03 de outubro, a provável onda Jatene pode puxar a candidatura de Flexa.
Eleições no Pará: ser cientista é ter a ética da convicção.
Segundo weber, o cientista deve ter a ética da convicção e procurar expressar o mundo como ele é. Minhas informações sobre a corrida eleitoral de 2010 no Pará tem machucado muitos amigos que sempre torceram pelo PT.
Neste contexto de desinformação dolosa, os blogs tem de romper o silêncio da grande mídia e oferecer uma luz aos eleitores paraense. Da mesma forma que antecipei em 10 dias a grande chance de Dilma vir a ser eleita no primeiro turno, estou, aqui no Pará, informando há seis meses a enorme rejeição da governadora do estado, que vem oscilando entre 55 e 60%. Creio que após três semanas de horário eleitoral gratuito, começa a cair a rejeição de Ana, devido as prestações de contas de seu governo que vem sendo realizada.
Quando Ana começar a crescer nas pesquisas e diminuir sua rejeição, não tenham dúvida, eu darei a devida divulgação, aqui. Mas neste momento, Jatene tem as maiores chances de chegar ao palácio dos despachos. Dentro de duas semanas, informarei se Juvenil tem potencial de disputar a passagem ao segundo turno.
Neste contexto de desinformação dolosa, os blogs tem de romper o silêncio da grande mídia e oferecer uma luz aos eleitores paraense. Da mesma forma que antecipei em 10 dias a grande chance de Dilma vir a ser eleita no primeiro turno, estou, aqui no Pará, informando há seis meses a enorme rejeição da governadora do estado, que vem oscilando entre 55 e 60%. Creio que após três semanas de horário eleitoral gratuito, começa a cair a rejeição de Ana, devido as prestações de contas de seu governo que vem sendo realizada.
Quando Ana começar a crescer nas pesquisas e diminuir sua rejeição, não tenham dúvida, eu darei a devida divulgação, aqui. Mas neste momento, Jatene tem as maiores chances de chegar ao palácio dos despachos. Dentro de duas semanas, informarei se Juvenil tem potencial de disputar a passagem ao segundo turno.
SINTUFPA: Queda na 4a. reeleição?
A diretoria que está na direção do SINTUFPA há 06 anos, quer mais dois. Seria a quarta reeleição consecutiva. Não estaria na hora dos "continuistas" descansarem de controlar o aparelho para uso partidário? hoje nosso sindicato não mobiliza, dá poquíssima assistência médica e de lazer e administra o sindicato como se este fôsse um cemitério público, ou seja, o que marca é o silêncio pelegoso e o abandono da séde campestre.
Creio que os servidores da UFPA deverão trocar a atual direção continuista. Não tenho pesquisa, é pura intuição política. A eleição será no dia 26 de agosto (próxima quinta).
Creio que os servidores da UFPA deverão trocar a atual direção continuista. Não tenho pesquisa, é pura intuição política. A eleição será no dia 26 de agosto (próxima quinta).
Desespero eleitoral:Serra quer se "colar" em Lula
Ontem,19, Serra, no horário eleitoral gratuito, colou em Lula e se colocou como continuador da obra do "sapo barbudo". O PT está entrando no TSE contra o uso de Lula no horário eleitoral do PSDB. É o desespero batendo nos arraiais tucano nacional.
As pesquisas e o Pará
Parece que todos apostam em esconder o que está acontecendo no Pará. Neste momento os resultados das pesquisas não agradam ao governo. Na última semana de agosto, o Laboratório de Pós graduação em Ciência Política estará promovendo uma pesquisa estadual sobre as intenções de votos para governador, presidente e senador. Esta pesquisa será registrada no TRE e divulgada para toda a população do Pará. Assim a UFPA estará contribuindo com informação eleitoral à população.
Juvenil decola
Domingos Juvenil, a que tudo indica, se mantiver o desempenho até os dias de hoje, deverá disputar palmo a palmo com Ana Júlia a segunda vaga ao segundo turno das eleições no Pará. Juvenil está chegando aos 15 pontos. Ana empacou próximo entre 23 e 25 pontos percentuais. Jatene está disparado. Ana Júlia só vence na região de Carajás e Lago de Tucurui. Ana continua disparada na rejeição, chega a 60 na região metropolitana e 52 no estado.
Ana Júlia melhora em Belém
Últimos dados de pesquisa indicam que Ana Júlia vem melhorando seu desempenho na cidade de Belém. Seria o Pork de Dudu que está começando a funcionar?
Vox Populi: Dilma 46 - Serra 29
IBOPE, em sua última pesquisa e agora o Vox já apontam vitória de Dilma em primeiro turno. Serra buscará, via programa eleitoral na TV, mudar esta tendência.
Jatene tem 1/3 dos eleitores Dilmistas
O candidato Simão Jatene vem abocanhando 1/3 dos eleitores de Dilma. Creio que Jatene, se for pragmático, deixará, em breve, de ser defensor integral da candidatura Serra.
Pesquisa reconfirma achado: 50% do eleitorado troca de deputado se este apoiar Ana
Pois é, pesquisas atuais vêm reafirmando um achado feito há 60 dias. Quando o eleitor é perguntado da correlação de seu candidato a deputado com o(a) candidato(a) ao governo estadual, a resposta é clara: se aquele candidato estiver vinculado à candidatura Ana Júlia, 50% dos entrevistados trocam o nome do deputado.
Deveremos em breve vermos os candidatos a cargos proporcionais, da base governista, fazendo vôo solo na disputa eleitoral. A candidatura Ana Júlia só tem um caminho: derrubar a alta rejeição.
Deveremos em breve vermos os candidatos a cargos proporcionais, da base governista, fazendo vôo solo na disputa eleitoral. A candidatura Ana Júlia só tem um caminho: derrubar a alta rejeição.
SINTUFPA: Oposição se junta contra o partidarismo impetrado no sindicato
Todos os grupos de servidores descontentes com a atual diretoria do SINTUFPA se juntaram numa ampla chapa de oposição para ver se retira o nosso sindicato das mãos dos partidaristas e aparelhistas que pouca capacidade de mobilização e negociação vem demonstrando à frente de nosso sindicato. Hoje o SINTUFPA está completamente isolado da categoria e das mobilizações. Enfim, hoje o nosso sindicato vive sob o sígno do imobilismo político e apelegado frente à reitoria. A turma do sindicato só vive em conchavo atrás de passagens rodoviárias e aéreas. Luta que é bom, nada. Talvez agora eles inventem alguma invasão ou assemelhado para tentarem se resgatar perante a nossa categoria.
As eleições serão no dia 26/08/2010
As eleições serão no dia 26/08/2010
SINTUFPA: PSOL e PSTU querem mais 2 anos
Há pelo menos seis anos à frente do SINTUFPA, o PSOL e o PSTU com seus velhos dirigentes querem mais dois anos à frente do nosso sindicato. Caberá aos servidores da universidade avaliarem como está nosso sindicato e darem uma nota à diretoria que se repete há quase uma década à frente do sindicato. Como está os debates cotidianos que deveriam existir nas unidades administrativas? como está a nossa séde campestre e o serviço médico odontológico? respondendo a estas perguntas estaremos dando a nota merecida a esta diretoria continuista que monopoliza o nosso sindicato há pelo menos seis anos consecutivos.
43 X 32: Dilma dispara
O IBOPE admitiu ontem à noite a vantagem expressiva que Dilma impôs sobre José Serra na última pesquisa de intenções de votos. Onze pontos sinalizam uma tendência que vem se desenhando há pelo menos 8 semanas. Agora Serra buscará mudar esta tendência via TV. Serra propõe mudanças num momento que o eleitorado quer continuidade. Em 2002 Serra propôs continuidade num momento em que o eleitorado queria mudanças. Parece que Serra sempre está no lugar errado e no momento errado.
Horário eleitoral na TV e as eleições
O horário eleitoral gratuito no rádio e TV é muito importante para a democracia brasileira. São nestes 45 dias que a grande maioria da população confirma suas tendências iniciais a respeito de sua intenção de voto nas eleições majoritárias: presidente, governador e senador.
O embate: neste momento o marketing mentiroso é dissolvido, pois só se sustentam as informações fundadas em dados reais e perceptíveis, ou seja, é o embate entre os contendores que clareia a visão do eleitorado em uma eleição majoritária.
Mas também é neste momento em que governos realizadores, mas sem uma política de comunicação competente, podem a vir a se redimir com informações fundadas em realizações concretas que farão com que o eleitorado mude a sua percepção inicial sobre o governo. Grande parte das rejeições de governantes fundam-se em desinformação ou informação incompleta que chegam ao desatento eleitor no cotidiano de um quadriênio.
Por outro lado, as eleições para os cargos proporcionais: deputados federais e estaduais possuem outras dimensões no horário eleitoral gratuito. São milhares de candidatos desfilando entre 10 e 20 segundos na TV e rádio. O eleitorado não consegue discernir suas histórias passadas e seus projetos presentes e futuros, enfim, os custos informacionais são altos e o nosso sistema eleitoral e partidário não ajuda neste sentido.
Parlamentos e deputados tem a pior das imagens construídos no cotidiano por uma jornalismo que tem na espetacularização das informações a alma para ganhar audiência. A exceção se torna a regra e uma minoria de "deputados escândalos" acabam por construir a imagem global de nosso congresso é a chamada falácia ecológica, ou seja, se uma dúzia de deputados são corruptos, então todo o parlamento é corrupto.
Então o horário na TV e rádio pouco acrescenta em matéria de conquista de votos em eleições proporcionais, o máximo que o candidato proporcional conquista de positivo é a notoriedade, jamais o voto. O voto se conquista, nesta circunstância, através do corpo a corpo.
O embate: neste momento o marketing mentiroso é dissolvido, pois só se sustentam as informações fundadas em dados reais e perceptíveis, ou seja, é o embate entre os contendores que clareia a visão do eleitorado em uma eleição majoritária.
Mas também é neste momento em que governos realizadores, mas sem uma política de comunicação competente, podem a vir a se redimir com informações fundadas em realizações concretas que farão com que o eleitorado mude a sua percepção inicial sobre o governo. Grande parte das rejeições de governantes fundam-se em desinformação ou informação incompleta que chegam ao desatento eleitor no cotidiano de um quadriênio.
Por outro lado, as eleições para os cargos proporcionais: deputados federais e estaduais possuem outras dimensões no horário eleitoral gratuito. São milhares de candidatos desfilando entre 10 e 20 segundos na TV e rádio. O eleitorado não consegue discernir suas histórias passadas e seus projetos presentes e futuros, enfim, os custos informacionais são altos e o nosso sistema eleitoral e partidário não ajuda neste sentido.
Parlamentos e deputados tem a pior das imagens construídos no cotidiano por uma jornalismo que tem na espetacularização das informações a alma para ganhar audiência. A exceção se torna a regra e uma minoria de "deputados escândalos" acabam por construir a imagem global de nosso congresso é a chamada falácia ecológica, ou seja, se uma dúzia de deputados são corruptos, então todo o parlamento é corrupto.
Então o horário na TV e rádio pouco acrescenta em matéria de conquista de votos em eleições proporcionais, o máximo que o candidato proporcional conquista de positivo é a notoriedade, jamais o voto. O voto se conquista, nesta circunstância, através do corpo a corpo.
Jatene: uma tsunami em gestação?
A agenda eleitoral no estado aponta para um desejo de mudança. O contexto da disputa nacional fatalmente incidirá sobre as decisões de Jáder em relação ao segundo turno no Pará. Creio que esta eleição será o mais poderoso teste em torno do potencial da opinião pública em relação ao desempenho objetivo do governo incumbente (atual) e o poder da máquina administrativa e orçamentária do governo de plantão.
A rejeição da governadora Ana, que era de 60% há seis meses atrás hoje está oscilando entre 53 e 55%, ou seja, está nas alturas, e consolida uma enorme probabilidade de derrota em segundo turno. A questão é: a opinião negativa da maioria do povo sobre o desempenho da atual governadora se imporá sobre a máquina clientelística num cenário onde 2/3 do eleitorado vive no interior e a metade do eleitorado ganha tão somente até dois salários mínimo? Creio, e fica no campo da intuição, que uma tsunami pode emergir no Pará no segundo turno e vir a derrubar o governo, como ocorreu em 2006 com a candidatura Almir Gabriel. Seria o fim de qualquer inferência sobre o controle clientelístico do voto em eleições majoritários no Pará, ou seja, uma bela descoberta da ciência política.
A rejeição da governadora Ana, que era de 60% há seis meses atrás hoje está oscilando entre 53 e 55%, ou seja, está nas alturas, e consolida uma enorme probabilidade de derrota em segundo turno. A questão é: a opinião negativa da maioria do povo sobre o desempenho da atual governadora se imporá sobre a máquina clientelística num cenário onde 2/3 do eleitorado vive no interior e a metade do eleitorado ganha tão somente até dois salários mínimo? Creio, e fica no campo da intuição, que uma tsunami pode emergir no Pará no segundo turno e vir a derrubar o governo, como ocorreu em 2006 com a candidatura Almir Gabriel. Seria o fim de qualquer inferência sobre o controle clientelístico do voto em eleições majoritários no Pará, ou seja, uma bela descoberta da ciência política.
Ana Júlia e Dudu: o pork superará a sinergia negativa?
Será que a política de porkbarrel que faz com que Ana Júlia caminhe junto com Dudu pelas ruas da capital, distribuindo asfaltos, superará a sinergia de somatórias de rejeições? é uma aposta de alto risco da direção política da candidatura oficial. A questão é simples: a rua asfaltada agradará centenas de pessoas porém a imagem na TV atingirá milhões e esta imagem juntará o desgastado com o odiado,segundo as rejeições que aparecem nas pesquisas, o resultado final desta exposição será positivo ou negativo para os objetivos eleitorais de Ana?
A gestão com pessoas no serviço público
O Pró-Reitor de Desenvolvimento e gestão de pessoal João Cauby, em artigo, analisa a política de pessoal em curso na UFPA. Quer ver a análise em questão? então clique aqui
Universidade Lusófona de Portugal com Mestrado e doutorado em Belém
Vai até o dia 25 de agosto as inscrições ao doutorado em ciência política da Universidade Lusófona de Lisboa. Também está em curso as inscrições para mestrado em Direito patrocinada pela mesma universidade. A instituição que organiza estes eventos no Pará chama-se Conhecimento e Ciência que é dirigida pelo Prof. Dr. Ricardo Pinto. Qualquer informação deve-se buscar no endereço da "Conhecimento e Ciência" que fica na avenida Apinagés entre tamóios e mundurucus, bem ao lado la séde do PPS. O celular do Dr. Ricardo Pinto é 8151-5444.
Postagens assistemáticas
Minha agenda acadêmica está hipertrofiada daí as postagens não estarem acontecendo diariamente. Tentarei aos poucos ir atualizando as informações.
Eleições 2010: o racha nas Assembléia de Deus e a ilusão de Puty
A cúpula estadual da igreja Assembléia de Deus negou apoio ao deputado federal Zequinha Marinho e fechou apoio ao candidato Puty da DS (PT). Segundo pastores de terceiro e quarto escalão existe dentre os membros da igreja em questão a tradição de só dar voto a um candidato evangélico. Portanto, segundo este pastor, o candidato Puty pode já ir colocando a barba de molho, mas dentro da Assembléia de Deus, dificilmente receberá todos aqueles votos negociados com a cúpula da igreja. Quem viver verá.
Campanha proporcional: os micos dos marqueteiros
É impressionante, mas todo dia vejo verdadeiras aberrações em campanhas proporcionais que agridem os mais elementares conhecimentos da teoria do voto em eleições proporcionais, senão vejamos:
1- candidatos a deputados pagando formiguinhas para massificar seus nomes entre o eleitorado. Quem disse que o eleitor lê os textos e decora nomes presentes em panfletos distribuidos por centenas de candidatos que diariamente circulam nas esquinas da cidade.
2- Número de candidato do tipo: 22222, ou 25666, ou 166666. Este é o mais primário dos erros, provavelmente 40% destes votos vão para a legenda do partido e não para o candidato.
3- A presença de carro som, agredindo a audição do eleitorado. Será que alguém acha que este candidato auferirá alguma vantagem perante a vítima de poluição sonora. Os marqueteiros pensam que estão massificando um determinado nome.
1- candidatos a deputados pagando formiguinhas para massificar seus nomes entre o eleitorado. Quem disse que o eleitor lê os textos e decora nomes presentes em panfletos distribuidos por centenas de candidatos que diariamente circulam nas esquinas da cidade.
2- Número de candidato do tipo: 22222, ou 25666, ou 166666. Este é o mais primário dos erros, provavelmente 40% destes votos vão para a legenda do partido e não para o candidato.
3- A presença de carro som, agredindo a audição do eleitorado. Será que alguém acha que este candidato auferirá alguma vantagem perante a vítima de poluição sonora. Os marqueteiros pensam que estão massificando um determinado nome.
Sucessão no Pará: o sigilo das informações
Finalmente o jornal Valor Econômico vazou a notícia de que a rejeição da governadora Ana Júlia chega a 53%. A rejeição é preditora do desempenho de um candidato em segundo turno. Portanto o grande desafio do sulistas que dirigem a campanha de Ana é diminuir urgentemente esta rejeição.
Por que não está sendo divulgando as pesquisas de intenções de votos no Pará? Nas informações extra oficiais a vantagem do candidato tucano sobre a petista é considerável. Em breve darei informações mais objetivas sobre este assunto.
Por que não está sendo divulgando as pesquisas de intenções de votos no Pará? Nas informações extra oficiais a vantagem do candidato tucano sobre a petista é considerável. Em breve darei informações mais objetivas sobre este assunto.
ABCP/2010: Cientistas políticos projetam vitória de Dilma no primeiro turno
Os cientistas políticos Marcus Figueiredi (IUPERJ) e Alberto Carlos Almeida do Instituto Análise, utilizando um conjunto de informações baseadas em pesquisas de opiniões públicas, no curso dos últimos 12 mêses prognosticaram a vitoria de Dilma Roussef já no primeiro turno. Só uma catástrofe poderia mudar as tendencias eleitorais hoje presente na disputa eleitoral. Para estes cientistas o povo brasileiro já decidiu em quem votar em 2010.
Estes cientistas são insuspeitos, ou seja, não são ligados a partidos políticos, inclusive o prof. Dr. Marcus Figueirede trabalhou profissionalmente na campanha de FHC em 1998.
Estes cientistas são insuspeitos, ou seja, não são ligados a partidos políticos, inclusive o prof. Dr. Marcus Figueirede trabalhou profissionalmente na campanha de FHC em 1998.
Associação Brasileira de Ciência Política- 06;07 de 08 em fotos
Primeira foto-Prof.Dra. Maria Regina (IUPERJ) na mesa redonda sobre as eleições e suas dimensões internacionais.
Segunda foto: Prof. Dr. Fabiano Santos Presidente da ABCP
Terceira Foto: Prof. Dr. Jairo Nicolau coordenando o debate sobre os prognósticos para as eleições presidenciais de 2010.
Quarta foto: Plenária da ABCP durante a conferência do prof. Dr. Fernando Limonge.
Quinta foto: Prof. Dr. Roberto Corrêa apresentando seu trabalho nos grupos temáticos da ABCP.




Segunda foto: Prof. Dr. Fabiano Santos Presidente da ABCP
Terceira Foto: Prof. Dr. Jairo Nicolau coordenando o debate sobre os prognósticos para as eleições presidenciais de 2010.
Quarta foto: Plenária da ABCP durante a conferência do prof. Dr. Fernando Limonge.
Quinta foto: Prof. Dr. Roberto Corrêa apresentando seu trabalho nos grupos temáticos da ABCP.




ABCP em fotos de 05-08-2010: Mesas redondas, participação com apresentação de trabalho
Primeira foto: Prof. Dr. Edir Veiga apresentando trabalho em grupo temático
Segunda foto: Profs. Drs. Roberto Corrêa e Edir Veiga durante mesa redonda na ABCP
Terceira foro: Profa. Dra. Mara Teles coordenando mesa redonda sobre mídia e eleições, neste debate vemos também os profs. Drs. Antônio Lavareda e Marcus Figueiredo.
Quarta foto: Faixa alusiva ao Sétimo Encontro da ABCP.



Segunda foto: Profs. Drs. Roberto Corrêa e Edir Veiga durante mesa redonda na ABCP
Terceira foro: Profa. Dra. Mara Teles coordenando mesa redonda sobre mídia e eleições, neste debate vemos também os profs. Drs. Antônio Lavareda e Marcus Figueiredo.
Quarta foto: Faixa alusiva ao Sétimo Encontro da ABCP.



Hoje (06-08) ABCP
No terceiro dia de ABCP, assisto as seguintes mesas redondas:
09 as 10:45 -(In) seguranças na guerra e na paz com: Elena Martinez Barahona (Universidade de Salamanca), Tatiana Moura (Universidade de Coimbra).
Debatedores: Elena Martinez e Sebastián Linares (Salamanca), Rita Santos (Universidade de Coimbra, Sílvia Roque (Coimbra)Gláucio Dilon ( IUPERJ).
11- 12:45- A dimensão internacional da questão eleitoral
Coordendores: Marcelo Medeiros (UFPE), Olivier Dabéne (Sciences Po Paris).
Debatedores: Christophe Jaffrelot e Olivier Dabéne, Maria Regina Soares (IUPERJ), Tulo Viganni (UNESP).
AS 14 hs, o prof. Roberto Corrêa apresenta um trabaho sobre: Dimensões e desafios do desenvolvimento regional sustentável na amazônia.
09 as 10:45 -(In) seguranças na guerra e na paz com: Elena Martinez Barahona (Universidade de Salamanca), Tatiana Moura (Universidade de Coimbra).
Debatedores: Elena Martinez e Sebastián Linares (Salamanca), Rita Santos (Universidade de Coimbra, Sílvia Roque (Coimbra)Gláucio Dilon ( IUPERJ).
11- 12:45- A dimensão internacional da questão eleitoral
Coordendores: Marcelo Medeiros (UFPE), Olivier Dabéne (Sciences Po Paris).
Debatedores: Christophe Jaffrelot e Olivier Dabéne, Maria Regina Soares (IUPERJ), Tulo Viganni (UNESP).
AS 14 hs, o prof. Roberto Corrêa apresenta um trabaho sobre: Dimensões e desafios do desenvolvimento regional sustentável na amazônia.
ABCP e os debates em 05-08-2010
Hoje pela manhã (9hs) assisto conferências sobre continuidades e descontinuidades métodos e temas do pensamento social brasileiro, na mesa Luis Carlos Bresser Pereira(FGV-SP, Marcelo Jasmin(IUPERJ) e Marco Aurélio Nogueira(UNESP).
As 11 hs assisto conferencia: Comportamento eleitoral e opinião pública: como o eleitor decide seu voto, na mesa- Antônio Lavareda(Ipespe), Marcus Figueiredo(IUPERJ).
A partir das 14 hs apresento meu paper sobre as disputas para o governo do Pará nos pós Ditadura de 1964.
As 11 hs assisto conferencia: Comportamento eleitoral e opinião pública: como o eleitor decide seu voto, na mesa- Antônio Lavareda(Ipespe), Marcus Figueiredo(IUPERJ).
A partir das 14 hs apresento meu paper sobre as disputas para o governo do Pará nos pós Ditadura de 1964.
DS e Dudu: bens clientelísticos e seus candidatos proporcionais "escolhidos"
O fogo da discórdia deve chegar rapidamente aos arraiais petistas e petebistas. Muito gente já sabe que Dudu e a DS estão com 40 milhões para o asfalto pré-eleitoral. Os candidatos privilegiados de Dudu e os da DS (Puty, Edilson Moura e Suely) já estão de posse das ruas que serão asfaltados pelo governo Ana. A tática é a seguinte: os privilegiados candidatos a deputados de Dudu e da DS, de posse da agenda das ruas a serem asfaltadas, passam dois dias antes nestas artérias públicas e prometem "lutar" pelo asfalto. Dois dias depois passam Ana e Dudu, cada um em seu território, previamente escolhidos, e anunciam o imediato asfalto daquelas ruas, como prometidas pelos candidatos proporcionais privilegiados, e no dia seguinte a rua é asfaltada. Todos os privilegiados ganham, Ana ganha, e quem perde é a competição eleitoral isonômica.
Dudu/Dilma/Ana e o asfalto eleitoral
Dudu promete 400 km de asfalto para fazer frente a enorme rejeição que enfrenta em Belém. Em matéria de rejeição Ana não fica atrás. Em assunto relacionado ao porkbarrel, Dudu é o maioral. David Mayhil aprenderia muito com o alcaide de Belém. Mayhil é um dos maiores especialistas em matéria de conexão eleitoral.
Luta pelo senado: a irritação de Yamada
Após o TRE ter indeferido a candidatura de F.Yamada ao senado ocorreu um áspero diálogo entre Yamada e Paulo Rocha. O candidato petista ao senado teria dito a Yamada: " a forma mais rápida para teres chegado ao senado seria na minha suplência, como eu te aconselhei. Fostes pegar corda do Duciomar e te destes mal". De resto, podemos inferir que diminuiu as posssibilidades de acesso petista ao financiamento de campanha no segmento supermercadista.
PUTY: Adeus à ideologia
Segundo as informações fresquinhas que chegam a respeito dos gastos de campanha indicam que o candidato a deputado federal Cláudio Puty mantem um equipe de 250 formiguinhas em Belém, cada um recebendo R$100,00 (cem reais) por semana. No total seriam R$ 100.000,00 (cem mil reais por mês). Podemos afirmar que Puty e a DS deram adeus à ideologia. Quem precisa de ideologia pra viver?...ahh, o Cazuza.
De fato Puty precisaria de uma consultoria eleitoral especializada. Alguém precisa dizer ao Puty que em eleições proporcionais não se ganha votos planfleteando.
De fato Puty precisaria de uma consultoria eleitoral especializada. Alguém precisa dizer ao Puty que em eleições proporcionais não se ganha votos planfleteando.
ABCP: Blog só voltará a partir do dia 10-08
Entre os dias 04 e 08 de agosto estarei participando e apresentando um trabalho no encontro bi-anual da Associação Brasileira de Ciência Política que se realizará em Recife-PE. Até lá o blog fica assistemático. As postagens deverão voltar sem interrupções a partir do dia 10 de agosto.
02/08/2010: o eleitor se volta para as eleições
Após a copa do mundo e as férias de julho o eleitorado deve voltar-se para o processo eleitoral. Naturalmente que a partir de 17 de agosto, quando começa a campanha na TV e rádio é que a grande massa do eleitorado começará, de fato, a decidir seu voto para governador e presidente.
As eleições proporcionais (deputados) continuará expressando um momento irresponsável do eleitor. Seguramente 70% deste voto é dado de qualquer jeito, para estes eleitores o voto é um momento de troca particularista: por emprego, por aterro, por asfalto ou por dinheiro ou dado para um conhecido ou para um membro da família, sem um "olhar" crítico em torno do candidato e do partido.
No fundo desta questão está o modelo institucional do sistema eleitoral e partidário brasileiro, baseado no multipartidarismo e no voto proporcional em lista aberta que induz o voto personalizado. É impossível a massa do eleitorado escolher coerentemente entre mais de 500 candidatos a deputados estaduais em cada estado, ou entre mais de 200 candidatos a deputado federal.
Não basta apelar para que cada eleitor estude a história anterior de cada candidato e ou de seu candidato e o programa de seu partido. Concomitantemente a este apelo "idealista" é necessário uma reforma política que dê mais racionalidade ao sistema eleitoral e partidário, onde seja combinado: financiamento público das campanhas eleitorais, voto em lista fechada e flexível, e formação das listas partidárias através de eleições primárias internas a cada partido para impedir a oligarquização destas listas.
As eleições proporcionais (deputados) continuará expressando um momento irresponsável do eleitor. Seguramente 70% deste voto é dado de qualquer jeito, para estes eleitores o voto é um momento de troca particularista: por emprego, por aterro, por asfalto ou por dinheiro ou dado para um conhecido ou para um membro da família, sem um "olhar" crítico em torno do candidato e do partido.
No fundo desta questão está o modelo institucional do sistema eleitoral e partidário brasileiro, baseado no multipartidarismo e no voto proporcional em lista aberta que induz o voto personalizado. É impossível a massa do eleitorado escolher coerentemente entre mais de 500 candidatos a deputados estaduais em cada estado, ou entre mais de 200 candidatos a deputado federal.
Não basta apelar para que cada eleitor estude a história anterior de cada candidato e ou de seu candidato e o programa de seu partido. Concomitantemente a este apelo "idealista" é necessário uma reforma política que dê mais racionalidade ao sistema eleitoral e partidário, onde seja combinado: financiamento público das campanhas eleitorais, voto em lista fechada e flexível, e formação das listas partidárias através de eleições primárias internas a cada partido para impedir a oligarquização destas listas.
Campanha na TV, rejeição de Ana e os 366
O primeiro grande objetivo da campanha de Ana Júlia na TV é diminuir a rejeição de 55% para 30% até o dia 3 de outubro. Não bastará esta "mexida de pedra", o governo precisará fazer os 51% dos 366 chegar aos prefeitos. Dizem que o BNDES não terá como fazer este dinheiro chegar até o dia 03/10. Caso esta previsão se confirme, a eleição ficará mais equilibrada entre Ana e Jatene.
Traição contra "PT pra Valer": Paulo Rocha acalma Ganzer
Paulo Rocha visitou Ganzer na quarta feira passada (28) três horas antes da plenária do "PT pra Valer" em Belém (no Monte Líbano) que iria discutir a traição que a DS cometeu contra esta tendência política, ao retirar-lhe a SETRAN e negar-lhe a SEDURB, com estava previamente combinado. Após a demorada visita de Rocha, a tranquilidade alcançou a plenária do "PT pra Valer" e sobrou declaração de amor ao PT e a vontade de reeleger Ana Júlia. Qual será o milagre operado por Paulo Rocha? saberemos nos próximos dias. Um rearranjo administrativo e político deve estar a caminho.
A eleição e a baixa escolaridade
Lí na semana passada (em ajuruteua) muitas opiniões de especialistas a respeito da correlação entre escolaridade e qualidade da decisão do voto. Tal debate instalou-se após o TSE ter revelado que no Pará quase 70% do eleitorado possui até a oitava série, incluindo 8% de analfabetos e 25% de analfabetos funconais.
Na minha humilde opinião, com base nas teorias da decisão do voto e nas experiências internacionais das revoluções democráticas e proletárias, afirmo que a educação tem correlação direta com o nível de renda da população e não com a qualidade do voto.
Quanto à questão da correlação entre nível educacional e qualidade do voto, posso afirmar que a educação é uma condição necessária para o exercício da cidadania, inclusive a eleitoral, mas não é uma condição suficiente para a qualidade do voto. Explico, em minhas pesquisas empíricas sobre a decisão do voto, para o executivo e para o legislativo, comprovei que a alienação política e eleitoral transversaliza todas as classes sociais, do mais rico ao mais pobre, do letrado ao analfabeto. Por exemplo, dois anos após as eleições de 2006, 70% do eleitorado não lembrava em quem votou nas últimas eleições para deputado estadual ou federal, e este percentual não variava entre os eleitores de nível superior , ou entre os de baixa escolaridade ou analfabetos.
Na verdade o que explicaria o maior ou o menor envolvimento de uma sociedade democrática com as decisões eleitorais e partidárias seria o nível de cultura cívica de uma população, tendo como ponto de partida a cultura associativista, que conduz os indivíduos do universo particularista ao universo mais coletivo, ou seja, da alienação ao altruismo, sendo o lócus para este "engatinhar" na política a vida associativa nas escolas, nas universidades e nas comunidades.
Portanto, ser despolitizado não é uma característica dos eleitores com baixa escolaridade, mas de todo um país que viveu a maior parte de sua história sob a égide de oligarquias (Império e República Velha) ou das Ditaduras ( Vargas e Militar). Não esqueçamos de que todas as revoluções proletárias do século XX foram baseadas na popução analfabeta ou de baixíssima escolaridade como na Rússia, China e Cuba.Voce pode politizar com a mesma eficácia tanto um letrado como um analfabeto. Um pescador semi-analfabeto de Cametá inscrito na colônia de pescadores discute política nacional e estadual com mais desenvoltura do que um eleitor de nível superior que nunca participou de atividades associativistas e correlatas.
A cultura cívica deveria fazer parte das preocupações estratégicas do Estado brasileiro, para servir como um antídoto contra as aventuras golpistas no Brasil.
Na minha humilde opinião, com base nas teorias da decisão do voto e nas experiências internacionais das revoluções democráticas e proletárias, afirmo que a educação tem correlação direta com o nível de renda da população e não com a qualidade do voto.
Quanto à questão da correlação entre nível educacional e qualidade do voto, posso afirmar que a educação é uma condição necessária para o exercício da cidadania, inclusive a eleitoral, mas não é uma condição suficiente para a qualidade do voto. Explico, em minhas pesquisas empíricas sobre a decisão do voto, para o executivo e para o legislativo, comprovei que a alienação política e eleitoral transversaliza todas as classes sociais, do mais rico ao mais pobre, do letrado ao analfabeto. Por exemplo, dois anos após as eleições de 2006, 70% do eleitorado não lembrava em quem votou nas últimas eleições para deputado estadual ou federal, e este percentual não variava entre os eleitores de nível superior , ou entre os de baixa escolaridade ou analfabetos.
Na verdade o que explicaria o maior ou o menor envolvimento de uma sociedade democrática com as decisões eleitorais e partidárias seria o nível de cultura cívica de uma população, tendo como ponto de partida a cultura associativista, que conduz os indivíduos do universo particularista ao universo mais coletivo, ou seja, da alienação ao altruismo, sendo o lócus para este "engatinhar" na política a vida associativa nas escolas, nas universidades e nas comunidades.
Portanto, ser despolitizado não é uma característica dos eleitores com baixa escolaridade, mas de todo um país que viveu a maior parte de sua história sob a égide de oligarquias (Império e República Velha) ou das Ditaduras ( Vargas e Militar). Não esqueçamos de que todas as revoluções proletárias do século XX foram baseadas na popução analfabeta ou de baixíssima escolaridade como na Rússia, China e Cuba.Voce pode politizar com a mesma eficácia tanto um letrado como um analfabeto. Um pescador semi-analfabeto de Cametá inscrito na colônia de pescadores discute política nacional e estadual com mais desenvoltura do que um eleitor de nível superior que nunca participou de atividades associativistas e correlatas.
A cultura cívica deveria fazer parte das preocupações estratégicas do Estado brasileiro, para servir como um antídoto contra as aventuras golpistas no Brasil.
Crise interna no PT: Após receber o "passa perna" Ganzer e Zé Geraldo preparam troco à DS
Nesta quarta feira, a partir das 19hs, no auditório do clube Monte Líbano, estarão reunidos 700 militantes da tendência interna "PT pra Valer" liderada pelos deputados Ganzer, Zé Geraldo, Bernadete Ten e Airton Faleiros para discutir uma resposta "bélica" ao golpe da Sedurb, que a DS,tendência petista a serviço exclusivo da candidatura de Cláudio Puty, apicou em Ganzer e cia, quando da entrega da SETRAN ao PR.
A questão é simples, o governo estadual é dirigido pelas principais tendências petistas, sob a batuta da DS, que apesar de minúscula, dentro do partido, conta com a governadora do estado. Recentemente a SETRAN, que era dirigida por Ganzer e cia. foi negociada com o PR, e a DS informou que daria a Sedurb em permuta ao "PT pra Valer". Após entregar a SETRAN ao PR, a DS não entregou a SEDURB a Ganzer e cia, pelo contrário, se assenhorou desta secretaria e deu uma "banana" a Ganzer e cia.
Considerando que o poder político se traduz em força partidária e eleitoral, neste momento o grupo de Ganzer, Zé Geraldo e cia. preparam uma resposta coletiva ao golpe desferido pela DS contra o "PT pra Valer". Esta resposta virá provavelmente na forma de fazer a campanha eleitoral de 2010 e nas próximas disputas internas do PT e nas coalizões partidárias internas para 2012 e 2014.
E pensar que foram Zé Geraldo e Ganzer que comandaram a articulação com o planalto para a retirada da candidatura governamental de Mário Cardoso em 2006 e para garantir a entrada em cena da candidatura Ana Júlia. Dizem que muitos podres poderão surgir nesta luta fraticida que ameaça irromper no interior do PT, em vésperas das eleições de 2010.
Dizem os informantes de bastidores que no lá no fundinho deste golpe da DS(Puty)contra Ganzer e cia. estaria uma ação para conter o crescimento da candidatura Ganzer e do "PT pra Valer" nestas eleições. Na agenda desta mesquinharia política estaria a disputa interna para a candidatura a prefeito em 2012, na qual Puty, sonharia desde já, e a disputa para o senado em 2014,na qual Ana Júlia temeria uma póssível disputa interna com Zé Geraldo ou Ganzer. Haja paranóia política.
A questão é simples, o governo estadual é dirigido pelas principais tendências petistas, sob a batuta da DS, que apesar de minúscula, dentro do partido, conta com a governadora do estado. Recentemente a SETRAN, que era dirigida por Ganzer e cia. foi negociada com o PR, e a DS informou que daria a Sedurb em permuta ao "PT pra Valer". Após entregar a SETRAN ao PR, a DS não entregou a SEDURB a Ganzer e cia, pelo contrário, se assenhorou desta secretaria e deu uma "banana" a Ganzer e cia.
Considerando que o poder político se traduz em força partidária e eleitoral, neste momento o grupo de Ganzer, Zé Geraldo e cia. preparam uma resposta coletiva ao golpe desferido pela DS contra o "PT pra Valer". Esta resposta virá provavelmente na forma de fazer a campanha eleitoral de 2010 e nas próximas disputas internas do PT e nas coalizões partidárias internas para 2012 e 2014.
E pensar que foram Zé Geraldo e Ganzer que comandaram a articulação com o planalto para a retirada da candidatura governamental de Mário Cardoso em 2006 e para garantir a entrada em cena da candidatura Ana Júlia. Dizem que muitos podres poderão surgir nesta luta fraticida que ameaça irromper no interior do PT, em vésperas das eleições de 2010.
Dizem os informantes de bastidores que no lá no fundinho deste golpe da DS(Puty)contra Ganzer e cia. estaria uma ação para conter o crescimento da candidatura Ganzer e do "PT pra Valer" nestas eleições. Na agenda desta mesquinharia política estaria a disputa interna para a candidatura a prefeito em 2012, na qual Puty, sonharia desde já, e a disputa para o senado em 2014,na qual Ana Júlia temeria uma póssível disputa interna com Zé Geraldo ou Ganzer. Haja paranóia política.
Férias de julho: estrada de ajuruteua é uma vergonha
Passei quatro dias na praia de ajuruteua. Todos os pescadores e veranistas são unânimes em criticar o asfalto recentemente inaugurado da estarada que dá acesso a este balneário. É uma vergonha. Passaram uma leve camada de asfalto e realizaram a sinalização manual(horrível) de toda a pista. O asfalto é tão fino sobre a piçarra que a trepidação é tanta que todo mundo vai ter que mandar apertar os parafusos dos carros. Será que nos documentos de pretações de contas oficiais deste investimento público esta estrada de R$1,99, estaria registrada com o valor de R$1.000,00? Ahh... a praia está totalmente esquecida pela prefeitura de Bragança.
Crise dentro do PT? DS passa a perna no PT pra Valer
Parece que as coisas estão ficando cada vez mais complicada na nau governista. A DS, a que tudo indica, acaba de passar a perna na segunda maior tendência interna do PT. Explico, o governo (leia-se DS) precisou entregar a SETRAN ao PR para garantir a presença deste partido na coligação encabeçada pela governadora Ana Júlia. Quem administrava a SETRAN era a segunda maior tendência petista ( leia-se: Zé Geraldo, Waldir Ganzer, Berbadete Ten Caten, Airton Faleiros, dezenas de diretórios municipais, incluindo Belém, vários prefeitos e centenas de sindicatos e colônias de pescadores).
Pois bem, foi prometido ao PT prá Valer a secretaria de desenvolvimento urbano (SEDURB) em troca da SETRAN. O PT prá Valer já tinha até escolhido um nome para a referida secretaria.
Qual foi a surpresa quando apareceu no Diário Oficial o nome de José Rayol, indicado por segmentos da DS, em especial Suely Oliveira e novamente Cláudio Puty.
O PT prá Valer ficou a ver navios. Alguém tem alguma dúvida de que,pelo menos 30% do PT Pará ficará engessado enquanto esta querela não for resolvida?
Parece que os assessores diretos de Ana e donos de governo, estão efetivamente pensando em projetos pessoais em detrimento da reeleição de Ana. Se a DS faz isso com seus grande "parceiros", o que não faria com o PMDB, PP e companhia?
Pois bem, foi prometido ao PT prá Valer a secretaria de desenvolvimento urbano (SEDURB) em troca da SETRAN. O PT prá Valer já tinha até escolhido um nome para a referida secretaria.
Qual foi a surpresa quando apareceu no Diário Oficial o nome de José Rayol, indicado por segmentos da DS, em especial Suely Oliveira e novamente Cláudio Puty.
O PT prá Valer ficou a ver navios. Alguém tem alguma dúvida de que,pelo menos 30% do PT Pará ficará engessado enquanto esta querela não for resolvida?
Parece que os assessores diretos de Ana e donos de governo, estão efetivamente pensando em projetos pessoais em detrimento da reeleição de Ana. Se a DS faz isso com seus grande "parceiros", o que não faria com o PMDB, PP e companhia?
Eleições 2010: Por que a juventude não quer votar?
Hoje os principais jornais do país estampam manchetes acerca da queda da participação dos adolescentes entre 16 e 17 anos nas eleições de 2010. Efetivamente, em 2006 tínhamos 2.566 milhões de adolescentes alistados para as eleições enquanto em 2010 temos somente 2.391 milhões de jovens, ou seja, uma queda de 6,81%.
Quais as causas que podemos alinhavar deste fenômeno constatado quanto à queda da participação dos novíssimos eleitores no Brasil? Como faria Alexis de Tocqueville, Passo a citar causas mais gerais e causas mais específicas que poderiam estar levando parte da juventude à alienação política.
Causas mais geral:
1- Boa situação econômica do país, diminuindo os conflitos entre sociedade civil organizada e o governo, gerando a falsa percepção de que as mobilizações deixaram de ser uma estratégia importante no contexto social e econômico e como tal, mais pessoas deixam de se envolver em lutas sociais e políticas, minando possíveis arenas de disputas e de politizações da sociedade como um todo, incluindo a juventude.
2- Rotinização das eleições: Com a sociedade se acostumando com o exercício da democracia através das eleições, o sufrágio bi-anual que acontece no Brasil deixa de ser novidade e como tal pouco mobiliza, num contexto de calmaria econômica. Enquanto mais avança e se estabiliza a vida democrática mais os grupos partidários e os grupos de pressão assumem o protagonismo político e menos sindicatos e movimentos estudantis aparecem nas grandes disputas nacionais.
3- O enorme descrédito nos políticos e nos partidos, atestado através de pesquisas de opinião pública, é mais um fator que afasta a população das atividades políticas e partidárias, em especial a juventude.
4- A ausência histórica de uma cultura associativista (nos grêmios livres, centros acadêmicos, ONGS, etc) na sociedade brasileira, reduz as possibilidades de construção de uma consciência altruísta em nosso eleitores, desde a fase adolescente, diminuindo por conseguinte as probabilidades de envolvimento dos jovens nas atividades políticas e partidárias. Os partidos como mobilizadores da sociedade parecem que não como prioridade investir nos locais onde os futuros eleitores estão crescendo, como nas escolas, nos bairros e nas universidades.
5- A presença da corrupção, transversalizando todos os partidos políticos, provavelmente vem causando grande ceticismo e desesperança na juventude, e como tal, é um importante fator de afastamento e antipatia às atividades políticas e partidárias.
6- Estas são algumas pinceladas que dou para iniciarmos este profícuo debate.
Quais as causas que podemos alinhavar deste fenômeno constatado quanto à queda da participação dos novíssimos eleitores no Brasil? Como faria Alexis de Tocqueville, Passo a citar causas mais gerais e causas mais específicas que poderiam estar levando parte da juventude à alienação política.
Causas mais geral:
1- Boa situação econômica do país, diminuindo os conflitos entre sociedade civil organizada e o governo, gerando a falsa percepção de que as mobilizações deixaram de ser uma estratégia importante no contexto social e econômico e como tal, mais pessoas deixam de se envolver em lutas sociais e políticas, minando possíveis arenas de disputas e de politizações da sociedade como um todo, incluindo a juventude.
2- Rotinização das eleições: Com a sociedade se acostumando com o exercício da democracia através das eleições, o sufrágio bi-anual que acontece no Brasil deixa de ser novidade e como tal pouco mobiliza, num contexto de calmaria econômica. Enquanto mais avança e se estabiliza a vida democrática mais os grupos partidários e os grupos de pressão assumem o protagonismo político e menos sindicatos e movimentos estudantis aparecem nas grandes disputas nacionais.
3- O enorme descrédito nos políticos e nos partidos, atestado através de pesquisas de opinião pública, é mais um fator que afasta a população das atividades políticas e partidárias, em especial a juventude.
4- A ausência histórica de uma cultura associativista (nos grêmios livres, centros acadêmicos, ONGS, etc) na sociedade brasileira, reduz as possibilidades de construção de uma consciência altruísta em nosso eleitores, desde a fase adolescente, diminuindo por conseguinte as probabilidades de envolvimento dos jovens nas atividades políticas e partidárias. Os partidos como mobilizadores da sociedade parecem que não como prioridade investir nos locais onde os futuros eleitores estão crescendo, como nas escolas, nos bairros e nas universidades.
5- A presença da corrupção, transversalizando todos os partidos políticos, provavelmente vem causando grande ceticismo e desesperança na juventude, e como tal, é um importante fator de afastamento e antipatia às atividades políticas e partidárias.
6- Estas são algumas pinceladas que dou para iniciarmos este profícuo debate.