Três novos cursos de doutorado serão oferecidos, em Belém, a docentes da UFPA e a médicos dos Hospitais Universitários, por instituições com pós-graduação consolidada nas respectivas áreas: Ciências Médicas (pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Oncologia (pelo Instituto Nacional do Câncer) e Odontologia (pela Universidade de São Paulo). Os cursos integram a lista de propostas de Doutorados Interinstitucionais (Dinters) aprovados pela CAPES no Edital 05/2009, cujo resultado foi divulgado no último dia 12.
A modalidade de Doutorado Interinstitucional consiste na oferta de uma turma única de um curso de doutorado, ministrado fora da sede por Programa de Pós-Graduação com excelente avaliação na CAPES, para capacitar docentes de universidades que ainda não possuem o doutorado local. Para a implantação dos doutorados na UFPA, a Capes concederá 1,5 milhão de reais para o custeio das despesas. Os cursos integram um planejamento mais abrangente da UFPA, voltado à qualificação do ensino de Medicina na Instituição e à capacitação de seus docentes. Os cursos atendem, também, docentes de outras instituições da Região Norte, que se associaram à UFPA na apresentação das propostas à CAPES: UEPA (Oncologia),UNIFAP (Ciências Médicas e Oncologia), UFMA (Oncologia) e UFPI (Odontologia).
Os cursos aprovados terão início em março. No futuro, com os novos doutores que se formarão nessas turmas, a UFPA poderá planejar a oferta de mestrados e doutorados com corpo docente próprio e em caráter permanente. Docentes da Faculdade de Odontologia da UFPA podem candidatar-se ao Doutorado em Odontologia . Docentes médicos do Instituto de Ciências da Saúde e Médicos dos Hospitais Universitários da UFPA poderão realizar os Dinters em Ciências Médicas e em Oncologia .
Texto: Divulgação PROPESP
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
ITEC: Civil mostra força
A Faculdade de Engenharia Civil é o fiel da balança na sucessão do ITEC. Para onde Civil "cambar" decide as eleições. São 41 docentes fechados em único bloco que se reproduzem em votos nas salas de aulas e dentre o corpo técnico administrativo. Civil é maior faculdade do ITEC.
DILMA É PARA DOIS MANDATOS, DIZ LULA
Em entrevista ao Estado, o presidente afirma que não vai tentar voltar ao poder em 2014.
"Eu não iria escolher alguém para ser vaca de presépio", diz Lula sobre Dilma.
BRASÍLIA - Na véspera de participar do 4.° Congresso Nacional do PT, que amanhã sacramentará a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que a herdeira do espólio petista, se eleita, deverá ficar dois mandatos no cargo. Em entrevista ao Estado, Lula negou que tenha escolhido Dilma com planos de voltar ao poder lá na frente, disputando as eleições de 2014.
leia a íntegra da entrevista
"Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio", afirmou o presidente. "Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara." A dez meses da despedida no Palácio do Planalto, Lula disse que o ideal é deixar as "corredeiras da política" seguirem o seu caminho. "Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição", insistiu. "Eu tive a graça de Deus de governar este país oito anos."
Uma eventual gestão Dilma, no seu diagnóstico, não será mais à esquerda do que seu governo. Ele admite, no entanto, que, no governo, ela vai imprimir "o ritmo dela, o estilo dela". Na sua avaliação, porém, diretrizes do programa de governo de Dilma, que o PT aprovará nesta sexta-feira, 19, podem conter um tom mais teórico do que prático.
"Não há nenhum crime ou equívoco no fato de um partido ter um programa mais progressista do que o governo", argumentou. "O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender." Questionado se concorda com a ampliação do papel do Estado na economia, proposta na plataforma de Dilma, Lula abriu um sorriso. "Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão", disse, numa referência ao jornal. Mais tarde, no entanto, destacou a importância de investimentos estratégicos por parte do Estado. "Quero criar uma megaempresa de energia no País."
O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde o PT e o PMDB até agora não conseguiram selar uma aliança. "Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível", comentou. "O que vai acontecer é que em alguns Estados ela não vai poder ir."
Bem-humorado, Lula tomou uma xícara pequena de café e afirmou que Dilma não vai sentir sua falta como cabo eleitoral quando deixar o governo, em março. "Eu estarei espiritualmente com ela", brincou. Ele defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu estocadas no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falou da chuva em São Paulo, mas poupou o governador José Serra (PSDB), provável adversário de Dilma.
Nem mesmo a língua afiada do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), porém, fez Lula desistir de convencer o antigo aliado a não concorrer à Presidência. "É preciso provar que o santo Lula está errado", provocou.
Na entrevista ao Estado, em agosto de 2007, perguntamos se o sr. já pensava em lançar uma mulher como candidata à sua sucessão. Sua resposta foi: ‘No momento em que eu disser isso, uma flecha estará apontada para esse nome, seja ele qual for.’ Naquela época, o sr. já tinha decidido que seria a ministra Dilma? Quando o sr. decidiu?
Quando aconteceram todos os problemas que levaram o companheiro José Dirceu a sair do governo, eu não tinha dúvida de que a Dilma tinha o perfil para assumir a Casa Civil e ajudar a governar o País. Na Casa Civil ela se transformou na grande coordenadora das políticas do governo. Foi quase uma coisa natural a indicação da Dilma. A dedicação, a capacidade de trabalho e de aprender com facilidade as coisas foram me convencendo que estava nascendo ali mais do que uma simples tecnocrata. Estava nascendo ali uma pessoa com potencial político extraordinário, até porque a vida dela foi uma vida política importante.
Mas a escolha da ministra só ocorreu porque houve um "vazio" no PT, como disse o ex-ministro Tarso Genro, com os principais candidatos à sua cadeira dizimados pela crise do mensalão, não?
Não concordo. Não tinha essa coisa de ‘principais candidatos’. Isso é coisa que alguém inventou.
José Dirceu, Palocci...
Na minha cabeça não tinha "principais candidatos". Estou absolutamente convencido de que ela é hoje a pessoa mais preparada, tanto do ponto de vista de conhecimento do governo quanto da capacidade de gerenciamento do Brasil.
Naquele momento em que sr. chamou a ministra de "mãe do PAC", na Favela da Rocinha (Rio), ali não foi apresentada a vontade prévia para fazer de Dilma a candidata?
Se foi, foi sem querer. Eu iria lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), na verdade, antes da eleição (de 2006). Mas fui orientado a não utilizar o PAC em campanha porque a gente não precisaria dele para ganhar as eleições. Olha o otimismo que reinava no governo! E o PAC surgiu também pelo fato de que eu tinha muito medo do segundo mandato.
Por quê?
Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca gostei de um segundo mandato. Eu sempre achei que o segundo mandato poderia ser um desastre. Então, eu ficava pensando: se no segundo mandato o presidente não tiver vontade, não tiver disposição, garra e ficar naquela mesmice que foi no primeiro mandato, vai ser uma coisa tão desagradável que é melhor que não tenha.
O sr. está enfrentando isso?
Não porque temos coisas para fazer ainda, de forma excepcional, e acho que o PAC foi a grande obra motivadora do segundo mandato.
O sr. não está desrespeitando a Lei Eleitoral, antecipando a campanha?
Não há nenhum desrespeito à Lei Eleitoral. Agora, o que as pessoas não podem é proibir que um presidente da República inaugure as obras que fez. Ora, qual é o papel da oposição? É criticar as coisas que nós não fizemos. Qual é o nosso papel? Mostrar coisas que nós fizemos e inaugurar.
Mas quem partilha dessa tese diz que o sr. praticamente pede votos para Dilma nas inaugurações...
Eu dizer que vou fazer meu sucessor é o mínimo que espero de mim. A grande obra de um governo é ele fazer seu sucessor. Não faz seu sucessor quem está pensando em voltar quatro anos depois. Aí prefere que ganhe o adversário, o que não é o meu caso.
Há quem diga que o sr. só escolheu a ministra Dilma, cristã nova no PT, com apenas nove anos de filiação ao partido, porque, se eleita, ela será fiel a seu criador. Isso deixaria a porta aberta para o sr. voltar em 2014. O sr. planeja concorrer novamente?
Olha, somente quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas. Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio. Não faz parte da minha vida nem no PT nem na CUT. Eu já tive a graça de Deus de governar este país oito anos. Minha tese é a seguinte: rei morto, rei posto. A Dilma tem de criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela. E a mim cabe, como torcedor da arquibancada, ficar batendo palmas para os acertos dela. E torcendo para que dê certo e faça o melhor. Não existe essa hipótese .
O sr. não pensa mesmo em voltar à Presidência?
Não penso. Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição. Ponto pacífico. Essa é a prioridade número 1.
O sr. não vai defender a mudança dessa regra, de fim da reeleição com mandato de cinco anos?
Não vou porque quando quis defender ninguém quis. Eu fui defensor da ideia de cinco anos sem reeleição. Hoje, com a minha experiência de presidente, eu queria dizer uma coisa para vocês: ninguém, nenhum presidente da República, num mandato de quatro anos, concluirá uma única obra estruturante no País.
Então o sr. mudou de ideia...
Mudei de ideia. Veja quanto tempo os tucanos estão governando São Paulo e o Rio Tietê continua do mesmo jeito. É draga dali, tira terra, põe terra. Eu lembro do entusiasmo do Jornal da Tarde quando, em 1982, o banco japonês ofereceu US$ 500 milhões para resolver aquilo. A verdade é que, para desgraça do povo de São Paulo, as enchentes continuam. Eu não culpo o Serra, não culpo o Kassab e nenhum governante. Eu acho que a chuva é demais. No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora. Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: "Pai, estou com dois baldes de água cheios." Eu fui a São Paulo no dia do aniversário da cidade e disse que o governo federal está disposto a sentar com o governo do Estado, com o prefeito, e discutir uma saída para ver se consegue resolver o problema, que é gravíssimo. Não queremos ficar dizendo: "Ah, é meu adversário, deu enchente, que ótimo". Quem está falando isso para vocês viveu muitas enchentes dentro de casa.
‘Quero criar no País uma megaempresa de energia’
Pelas diretrizes do programa do PT, um eventual governo Dilma Rousseff parece que será mais à esquerda que o seu...
Eu ainda não vi o programa, eu sei que tem discussão. Mas conheço bem a Dilma e, como acho que ela deve imprimir o ritmo dela, se ela tomar uma decisão mais à esquerda do que eu, eu tenho que encarar com normalidade. E, se tomar uma posição mais à direita do que eu, tenho que encarar com normalidade. Tenho total confiança na Dilma, de que ela saberá fazer as coisas corretas para este país. Uma mulher que passou a vida que a Dilma passou - e é sem ranço, sem mágoa, sem preconceito - venceu o pior obstáculo.
A experiência de poder distanciou o sr. do pensamento mais utópico do PT, não?
Veja, o PT que chegou ao poder comigo, em 2002, não era mais o PT de 1980, de 1982.
Não era porque houve a Carta ao Povo Brasileiro...
Não é verdade. Num Congresso do PT aparecem 20 teses. Tem gosto para todo mundo. É que nem uma feira de produtos ideológicos. As pessoas compram o que querem e vendem o que querem. O PT, quando chegou à Presidência, tinha aprendido com dezenas de prefeituras, já tínhamos as experiências do governo do Acre, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso do Sul... O PT que chegou ao governo foi o PT maduro. De vez em quando, acho que foi obra de Deus não permitir que eu ganhasse em 1989. Se eu chego em 1989 com a cabeça do jeito que eu pensava, ou eu tinha feito uma revolução no País ou tinha caído no dia seguinte. Acho que Deus disse assim: "Olha, baixinho, você vai perder várias eleições, mas, quando chegar, vai chegar sabendo o que é tango, samba, bolero." O PCI italiano passou três décadas sendo o maior partido comunista do mundo ocidental, mas não passava de 30%. Eu não tinha vocação para isso. E onde eu fui encontrar (a solução)? Na Carta ao Povo Brasileiro e no Zé Alencar. Essa mistura de um sindicalista com um grande empresário e um documento que fosse factível e compreensível pela esquerda e pela direita, pelos ricos e pelos pobres, é que garantiu a minha chegada à Presidência.
Mesmo assim, o sr. teve de funcionar como fator moderador do seu governo em relação ao partido...
E vou continuar sendo. Eu não morri.
Mas a Dilma poderá fazer isso?
Ah, muito. Hipoteticamente, vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa.
As diretrizes do PT, que pregam o fortalecimento do Estado na economia, não atrapalham?
Quero crer que a sabedoria do PT é tão grande que o partido não vai jogar fora a experiência acumulada de ter um governo aprovado por 72% na opinião pública depois de sete anos no poder. Isso é riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder.
Os críticos do programa do PT dizem que o Estado precisa ter limites como empreendedor. Por que mais Estado na economia?
Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão (risos). Não existe hipótese, na minha cabeça, de você ter um governo que vire um governo gerenciador. O governo tem dois papéis e a crise reforçou a descoberta deste papel. O governo tem, de um lado, de ser o regulador e o fiscalizador; do outro lado, tem de ser o indutor, o provocador do investimento, que discute com o empresário e pergunta por que ele não investe em tal setor.
Por que é preciso ressuscitar empresas estatais para fazer programas como a universalização da banda larga? O governo toca o Luz Para Todos com uma política pública que contrata serviços junto às distribuidoras e não ressuscita a Eletrobrás.
Mas nós estamos ressuscitando a Eletrobrás. O Luz Para Todos só deu certo porque o Estado assumiu. As empresas privadas executam sob a supervisão do governo, que é quem paga.
Não pode fazer a mesma coisa com a banda larga?
Pode. Não temos nenhum problema com a empresa privada que cumpre as metas. Mas tem empresa privada que faz menos do que deveria. Então, eu quero, sim, criar uma megaempresa de energia no País. Quero empresa que seja multinacional, que tenha capacidade de assumir empréstimos lá fora, de fazer obras lá fora e fazer aqui dentro. Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer "se vocês não forem, eu vou", a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado. Então, nós queremos uma Eletrobrás forte, para construir parceria com outras empresas. Não queremos ser donos de nada.
A banda larga precisa de uma Telebrás?
Se as empresas privadas que estão no mercado puderem oferecer banda larga de qualidade nos lugares mais longínquos, a preço acessível, por que não?
Mas precisa de uma Telebrás?
Depende. O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.
O sr. teme que o PSDB venha na campanha com o discurso de gastança, de inchaço da máquina, que o seu governo contratou 100 mil novos servidores?
Vou dar um número, pode anotar aí: cargos comissionados no governo federal, para uma população de 191 milhões de habitantes. Por cada 100 mil habitantes, o governo tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 e a Prefeitura de São Paulo tem 45.
Deixar o governo de Minas para o PMDB de Hélio Costa facilita a vida de Dilma junto à base aliada?
A aliança com o PMDB de Minas independe da candidatura ao governo de Estado. O Hélio Costa tem me dito publicamente que a candidatura dele não é problema. Ele propõe o óbvio, que se faça no momento certo um estudo e veja quem tem mais condições e se apoie esse candidato. Acho que os companheiros de Minas, tanto o Patrus Ananias quanto o Fernando Pimentel se meteram em uma enrascada. Estava tudo indo muito bem até que eles transformaram a disputa entre eles em uma fissura muito ruim para o PT. Como a política é a arte do impossível, quem sabe até março eles conseguem resolver o problema deles.
A desistência da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) facilitaria a vida de Dilma?
O Ciro é um companheiro por quem tenho o mais profundo respeito. Eu já gostava do Ciro e aprendi a respeitá-lo. Um político com caráter. E, portanto, eu não farei nada que possa prejudicar o companheiro Ciro Gomes. Eu pretendo conversar com ele, ver se chegamos à conclusão sobre o melhor caminho.
Ele diz que o "santo Lula" está errado.
É preciso provar que o santo está errado. É por isso que eu quero discutir.
O sr. ainda quer que ele seja candidato ao governo de São Paulo?
Se eu disser agora, a minha conversa ficará prejudicada.
O senador Mercadante pode ser o plano B?
Não sei. Alguém terá de ser candidato.
O Ciro tem dito que a aliança da ministra Dilma com o PMDB é marcada pela frouxidão moral.
Todo mundo conhece o Ciro por essas coisas. Mas acho que ele não disse nada que impeça uma conversa com o presidente.
O que se teme no Temer? Ele é o nome para vice?
O Michel Temer, neste período todo que temos convivido com ele, que ele resolveu ficar na base e foi eleito presidente da Câmara, tem sido um companheiro inestimável. A questão da vice é uma questão a ser tratada entre o PT, a Dilma e o PMDB.
O sr. não teme que Dilma caia nas pesquisas após sair do governo?
Ela vai crescer.
Mas sozinha?
Ela nunca estará sozinha. Eu estarei espiritualmente ao lado dela (risos).
Há quem tenha ficado assustado com a foto do sr. abraçando o Collor, depois de tudo o que passou na campanha de 1989.
O exercício da democracia exige que você faça política em função da realidade que vive. O Collor foi eleito senador pelo voto livre e direto do povo de Alagoas, tanto quanto foi eleito qualquer outro parlamentar. Ele está exercendo uma função institucional e merece da minha parte o mesmo respeito que eu dou ao Pedro Simon, que de vez em quando faz oposição, ao Jarbas Vasconcelos, que faz oposição. Se o Lula for convidado para determinadas coisas, não irá. Mas o presidente tem função institucional. Portanto, cumpre essa função para o bem do País e, até agora, tem dado certo. Fui em uma reunião com a bancada do PT em que eles queriam cassar o Sarney. Eu disse: muito bem, vocês cassam o Sarney e quem vem para o lugar?
O sr. acha que o eleitor entende?
O eleitor entende, pode entender mais. Agora, quem governa é que sabe o tamanho do calo que está no seu pé quando quer aprovar uma coisa no Senado.
O governo depende do Sarney no Senado? O único punido até agora foi o Estado, que está sob censura.
O Sarney foi um homem de uma postura muito digna em todo esse episódio. Das acusações que vocês (o jornal) fizeram contra o Sarney, nenhuma se sustenta juridicamente e o tempo vai provar. O exercício da democracia não permite que a verdade seja absoluta para um lado e toda negativa para o outro lado. Perguntam: você é contra a censura? Eu nasci na política brigando contra a censura. Exerço um governo em que eu duvido que alguém tenha algum resquício de censura. Mas eu não posso censurar que os Poderes exerçam suas funções. Eu não posso censurar a imprensa por exercer a sua função de publicar as coisas, nem posso censurar um tribunal ou uma Justiça por dar uma decisão contrária. Deve ter instância superior, deve ter um órgão para recorrer.
O sr. e o PT lideraram o processo de impeachment de Collor e nada, então, se sustentou juridicamente porque o STF absolveu o ex-presidente. O sr. está dizendo que o jornal não deveria publicar as notícias porque não se sustentariam juridicamente? Os jornais publicam fatos...
Não quero que vocês deixem de publicar nada. Minha crítica é esta: uma coisa é publicar a informação, outra coisa é prejulgar. Muitas vezes as pessoas são prejulgadas. Todos os casos que eu vi do Sarney, de emprego para a neta, daquela coisa, eu ficava lendo e a gente percebia que eram coisas muito frágeis. Você vai tirar um presidente do Senado porque a neta dele ligou para ele pedindo um emprego?
O caso da neta é o corporativismo, o fisiologismo, os atos secretos...
O que eu acho é o seguinte: o DEM governou aquela Casa durante 14 anos e a maioria dos atos secretos era deles. E eles esconderam isso para pedir investigação do outro lado. É uma coisa inusitada na política.
O sr. acha que os fatos do "mensalão do DEM", no Distrito Federal, são fatos inverídicos também?
No DEM tem um agravante: tem gravação, chegaram a gravar gente cheirando dinheiro.
No mensalão do PT tinha uma lista na porta do banco com o registro dos políticos indo pegar a mesada...
Vamos pegar aquela denúncia contra o companheiro Silas Rondeau, que foi ministro das Minas e Energia. De onde se sustenta aquela reportagem dizendo que tinha dinheiro dentro daquele envelope? Como se pode condenar um cara por uma coisa que não era possível provar?
O sr. tem dito, em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o sr. quer dizer?
Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a Presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.
Quem o traiu?
Quando eu deixar a Presidência, eu posso falar.
Por que é que o seu governo intercede em favor do governo do Irã?
Porque eu acho que essa coisa está mal resolvida. E o Irã não é o Iraque e todos nós sabemos que a guerra do Iraque foi uma mentira montada em cima de um país que não tinha as armas químicas que diziam que ele tinha. A gente se esqueceu que o cara que fiscalizava as armas químicas era um brasileiro, o embaixador Maurício Bustani, que foi decapitado a pedido do governo americano, para que não dissesse que não havia armas químicas no Iraque.
O sr. continua achando que a Venezuela é uma democracia?
Eu acho que a Venezuela é uma democracia.
E o seu governo aqui é o quê?
É uma hiper-democracia. O meu governo é a essência da democracia.
Fonte o Estadão: Vera Rosa, Tânia Monteiro, Rui Nogueira, João Bosco Rabello e Ricardo Gandour .
"Eu não iria escolher alguém para ser vaca de presépio", diz Lula sobre Dilma.
BRASÍLIA - Na véspera de participar do 4.° Congresso Nacional do PT, que amanhã sacramentará a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que a herdeira do espólio petista, se eleita, deverá ficar dois mandatos no cargo. Em entrevista ao Estado, Lula negou que tenha escolhido Dilma com planos de voltar ao poder lá na frente, disputando as eleições de 2014.
leia a íntegra da entrevista
"Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio", afirmou o presidente. "Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara." A dez meses da despedida no Palácio do Planalto, Lula disse que o ideal é deixar as "corredeiras da política" seguirem o seu caminho. "Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição", insistiu. "Eu tive a graça de Deus de governar este país oito anos."
Uma eventual gestão Dilma, no seu diagnóstico, não será mais à esquerda do que seu governo. Ele admite, no entanto, que, no governo, ela vai imprimir "o ritmo dela, o estilo dela". Na sua avaliação, porém, diretrizes do programa de governo de Dilma, que o PT aprovará nesta sexta-feira, 19, podem conter um tom mais teórico do que prático.
"Não há nenhum crime ou equívoco no fato de um partido ter um programa mais progressista do que o governo", argumentou. "O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender." Questionado se concorda com a ampliação do papel do Estado na economia, proposta na plataforma de Dilma, Lula abriu um sorriso. "Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão", disse, numa referência ao jornal. Mais tarde, no entanto, destacou a importância de investimentos estratégicos por parte do Estado. "Quero criar uma megaempresa de energia no País."
O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde o PT e o PMDB até agora não conseguiram selar uma aliança. "Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível", comentou. "O que vai acontecer é que em alguns Estados ela não vai poder ir."
Bem-humorado, Lula tomou uma xícara pequena de café e afirmou que Dilma não vai sentir sua falta como cabo eleitoral quando deixar o governo, em março. "Eu estarei espiritualmente com ela", brincou. Ele defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu estocadas no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falou da chuva em São Paulo, mas poupou o governador José Serra (PSDB), provável adversário de Dilma.
Nem mesmo a língua afiada do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), porém, fez Lula desistir de convencer o antigo aliado a não concorrer à Presidência. "É preciso provar que o santo Lula está errado", provocou.
Na entrevista ao Estado, em agosto de 2007, perguntamos se o sr. já pensava em lançar uma mulher como candidata à sua sucessão. Sua resposta foi: ‘No momento em que eu disser isso, uma flecha estará apontada para esse nome, seja ele qual for.’ Naquela época, o sr. já tinha decidido que seria a ministra Dilma? Quando o sr. decidiu?
Quando aconteceram todos os problemas que levaram o companheiro José Dirceu a sair do governo, eu não tinha dúvida de que a Dilma tinha o perfil para assumir a Casa Civil e ajudar a governar o País. Na Casa Civil ela se transformou na grande coordenadora das políticas do governo. Foi quase uma coisa natural a indicação da Dilma. A dedicação, a capacidade de trabalho e de aprender com facilidade as coisas foram me convencendo que estava nascendo ali mais do que uma simples tecnocrata. Estava nascendo ali uma pessoa com potencial político extraordinário, até porque a vida dela foi uma vida política importante.
Mas a escolha da ministra só ocorreu porque houve um "vazio" no PT, como disse o ex-ministro Tarso Genro, com os principais candidatos à sua cadeira dizimados pela crise do mensalão, não?
Não concordo. Não tinha essa coisa de ‘principais candidatos’. Isso é coisa que alguém inventou.
José Dirceu, Palocci...
Na minha cabeça não tinha "principais candidatos". Estou absolutamente convencido de que ela é hoje a pessoa mais preparada, tanto do ponto de vista de conhecimento do governo quanto da capacidade de gerenciamento do Brasil.
Naquele momento em que sr. chamou a ministra de "mãe do PAC", na Favela da Rocinha (Rio), ali não foi apresentada a vontade prévia para fazer de Dilma a candidata?
Se foi, foi sem querer. Eu iria lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), na verdade, antes da eleição (de 2006). Mas fui orientado a não utilizar o PAC em campanha porque a gente não precisaria dele para ganhar as eleições. Olha o otimismo que reinava no governo! E o PAC surgiu também pelo fato de que eu tinha muito medo do segundo mandato.
Por quê?
Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca gostei de um segundo mandato. Eu sempre achei que o segundo mandato poderia ser um desastre. Então, eu ficava pensando: se no segundo mandato o presidente não tiver vontade, não tiver disposição, garra e ficar naquela mesmice que foi no primeiro mandato, vai ser uma coisa tão desagradável que é melhor que não tenha.
O sr. está enfrentando isso?
Não porque temos coisas para fazer ainda, de forma excepcional, e acho que o PAC foi a grande obra motivadora do segundo mandato.
O sr. não está desrespeitando a Lei Eleitoral, antecipando a campanha?
Não há nenhum desrespeito à Lei Eleitoral. Agora, o que as pessoas não podem é proibir que um presidente da República inaugure as obras que fez. Ora, qual é o papel da oposição? É criticar as coisas que nós não fizemos. Qual é o nosso papel? Mostrar coisas que nós fizemos e inaugurar.
Mas quem partilha dessa tese diz que o sr. praticamente pede votos para Dilma nas inaugurações...
Eu dizer que vou fazer meu sucessor é o mínimo que espero de mim. A grande obra de um governo é ele fazer seu sucessor. Não faz seu sucessor quem está pensando em voltar quatro anos depois. Aí prefere que ganhe o adversário, o que não é o meu caso.
Há quem diga que o sr. só escolheu a ministra Dilma, cristã nova no PT, com apenas nove anos de filiação ao partido, porque, se eleita, ela será fiel a seu criador. Isso deixaria a porta aberta para o sr. voltar em 2014. O sr. planeja concorrer novamente?
Olha, somente quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas. Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio. Não faz parte da minha vida nem no PT nem na CUT. Eu já tive a graça de Deus de governar este país oito anos. Minha tese é a seguinte: rei morto, rei posto. A Dilma tem de criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela. E a mim cabe, como torcedor da arquibancada, ficar batendo palmas para os acertos dela. E torcendo para que dê certo e faça o melhor. Não existe essa hipótese .
O sr. não pensa mesmo em voltar à Presidência?
Não penso. Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição. Ponto pacífico. Essa é a prioridade número 1.
O sr. não vai defender a mudança dessa regra, de fim da reeleição com mandato de cinco anos?
Não vou porque quando quis defender ninguém quis. Eu fui defensor da ideia de cinco anos sem reeleição. Hoje, com a minha experiência de presidente, eu queria dizer uma coisa para vocês: ninguém, nenhum presidente da República, num mandato de quatro anos, concluirá uma única obra estruturante no País.
Então o sr. mudou de ideia...
Mudei de ideia. Veja quanto tempo os tucanos estão governando São Paulo e o Rio Tietê continua do mesmo jeito. É draga dali, tira terra, põe terra. Eu lembro do entusiasmo do Jornal da Tarde quando, em 1982, o banco japonês ofereceu US$ 500 milhões para resolver aquilo. A verdade é que, para desgraça do povo de São Paulo, as enchentes continuam. Eu não culpo o Serra, não culpo o Kassab e nenhum governante. Eu acho que a chuva é demais. No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora. Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: "Pai, estou com dois baldes de água cheios." Eu fui a São Paulo no dia do aniversário da cidade e disse que o governo federal está disposto a sentar com o governo do Estado, com o prefeito, e discutir uma saída para ver se consegue resolver o problema, que é gravíssimo. Não queremos ficar dizendo: "Ah, é meu adversário, deu enchente, que ótimo". Quem está falando isso para vocês viveu muitas enchentes dentro de casa.
‘Quero criar no País uma megaempresa de energia’
Pelas diretrizes do programa do PT, um eventual governo Dilma Rousseff parece que será mais à esquerda que o seu...
Eu ainda não vi o programa, eu sei que tem discussão. Mas conheço bem a Dilma e, como acho que ela deve imprimir o ritmo dela, se ela tomar uma decisão mais à esquerda do que eu, eu tenho que encarar com normalidade. E, se tomar uma posição mais à direita do que eu, tenho que encarar com normalidade. Tenho total confiança na Dilma, de que ela saberá fazer as coisas corretas para este país. Uma mulher que passou a vida que a Dilma passou - e é sem ranço, sem mágoa, sem preconceito - venceu o pior obstáculo.
A experiência de poder distanciou o sr. do pensamento mais utópico do PT, não?
Veja, o PT que chegou ao poder comigo, em 2002, não era mais o PT de 1980, de 1982.
Não era porque houve a Carta ao Povo Brasileiro...
Não é verdade. Num Congresso do PT aparecem 20 teses. Tem gosto para todo mundo. É que nem uma feira de produtos ideológicos. As pessoas compram o que querem e vendem o que querem. O PT, quando chegou à Presidência, tinha aprendido com dezenas de prefeituras, já tínhamos as experiências do governo do Acre, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso do Sul... O PT que chegou ao governo foi o PT maduro. De vez em quando, acho que foi obra de Deus não permitir que eu ganhasse em 1989. Se eu chego em 1989 com a cabeça do jeito que eu pensava, ou eu tinha feito uma revolução no País ou tinha caído no dia seguinte. Acho que Deus disse assim: "Olha, baixinho, você vai perder várias eleições, mas, quando chegar, vai chegar sabendo o que é tango, samba, bolero." O PCI italiano passou três décadas sendo o maior partido comunista do mundo ocidental, mas não passava de 30%. Eu não tinha vocação para isso. E onde eu fui encontrar (a solução)? Na Carta ao Povo Brasileiro e no Zé Alencar. Essa mistura de um sindicalista com um grande empresário e um documento que fosse factível e compreensível pela esquerda e pela direita, pelos ricos e pelos pobres, é que garantiu a minha chegada à Presidência.
Mesmo assim, o sr. teve de funcionar como fator moderador do seu governo em relação ao partido...
E vou continuar sendo. Eu não morri.
Mas a Dilma poderá fazer isso?
Ah, muito. Hipoteticamente, vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa.
As diretrizes do PT, que pregam o fortalecimento do Estado na economia, não atrapalham?
Quero crer que a sabedoria do PT é tão grande que o partido não vai jogar fora a experiência acumulada de ter um governo aprovado por 72% na opinião pública depois de sete anos no poder. Isso é riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder.
Os críticos do programa do PT dizem que o Estado precisa ter limites como empreendedor. Por que mais Estado na economia?
Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão (risos). Não existe hipótese, na minha cabeça, de você ter um governo que vire um governo gerenciador. O governo tem dois papéis e a crise reforçou a descoberta deste papel. O governo tem, de um lado, de ser o regulador e o fiscalizador; do outro lado, tem de ser o indutor, o provocador do investimento, que discute com o empresário e pergunta por que ele não investe em tal setor.
Por que é preciso ressuscitar empresas estatais para fazer programas como a universalização da banda larga? O governo toca o Luz Para Todos com uma política pública que contrata serviços junto às distribuidoras e não ressuscita a Eletrobrás.
Mas nós estamos ressuscitando a Eletrobrás. O Luz Para Todos só deu certo porque o Estado assumiu. As empresas privadas executam sob a supervisão do governo, que é quem paga.
Não pode fazer a mesma coisa com a banda larga?
Pode. Não temos nenhum problema com a empresa privada que cumpre as metas. Mas tem empresa privada que faz menos do que deveria. Então, eu quero, sim, criar uma megaempresa de energia no País. Quero empresa que seja multinacional, que tenha capacidade de assumir empréstimos lá fora, de fazer obras lá fora e fazer aqui dentro. Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer "se vocês não forem, eu vou", a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado. Então, nós queremos uma Eletrobrás forte, para construir parceria com outras empresas. Não queremos ser donos de nada.
A banda larga precisa de uma Telebrás?
Se as empresas privadas que estão no mercado puderem oferecer banda larga de qualidade nos lugares mais longínquos, a preço acessível, por que não?
Mas precisa de uma Telebrás?
Depende. O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.
O sr. teme que o PSDB venha na campanha com o discurso de gastança, de inchaço da máquina, que o seu governo contratou 100 mil novos servidores?
Vou dar um número, pode anotar aí: cargos comissionados no governo federal, para uma população de 191 milhões de habitantes. Por cada 100 mil habitantes, o governo tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 e a Prefeitura de São Paulo tem 45.
Deixar o governo de Minas para o PMDB de Hélio Costa facilita a vida de Dilma junto à base aliada?
A aliança com o PMDB de Minas independe da candidatura ao governo de Estado. O Hélio Costa tem me dito publicamente que a candidatura dele não é problema. Ele propõe o óbvio, que se faça no momento certo um estudo e veja quem tem mais condições e se apoie esse candidato. Acho que os companheiros de Minas, tanto o Patrus Ananias quanto o Fernando Pimentel se meteram em uma enrascada. Estava tudo indo muito bem até que eles transformaram a disputa entre eles em uma fissura muito ruim para o PT. Como a política é a arte do impossível, quem sabe até março eles conseguem resolver o problema deles.
A desistência da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) facilitaria a vida de Dilma?
O Ciro é um companheiro por quem tenho o mais profundo respeito. Eu já gostava do Ciro e aprendi a respeitá-lo. Um político com caráter. E, portanto, eu não farei nada que possa prejudicar o companheiro Ciro Gomes. Eu pretendo conversar com ele, ver se chegamos à conclusão sobre o melhor caminho.
Ele diz que o "santo Lula" está errado.
É preciso provar que o santo está errado. É por isso que eu quero discutir.
O sr. ainda quer que ele seja candidato ao governo de São Paulo?
Se eu disser agora, a minha conversa ficará prejudicada.
O senador Mercadante pode ser o plano B?
Não sei. Alguém terá de ser candidato.
O Ciro tem dito que a aliança da ministra Dilma com o PMDB é marcada pela frouxidão moral.
Todo mundo conhece o Ciro por essas coisas. Mas acho que ele não disse nada que impeça uma conversa com o presidente.
O que se teme no Temer? Ele é o nome para vice?
O Michel Temer, neste período todo que temos convivido com ele, que ele resolveu ficar na base e foi eleito presidente da Câmara, tem sido um companheiro inestimável. A questão da vice é uma questão a ser tratada entre o PT, a Dilma e o PMDB.
O sr. não teme que Dilma caia nas pesquisas após sair do governo?
Ela vai crescer.
Mas sozinha?
Ela nunca estará sozinha. Eu estarei espiritualmente ao lado dela (risos).
Há quem tenha ficado assustado com a foto do sr. abraçando o Collor, depois de tudo o que passou na campanha de 1989.
O exercício da democracia exige que você faça política em função da realidade que vive. O Collor foi eleito senador pelo voto livre e direto do povo de Alagoas, tanto quanto foi eleito qualquer outro parlamentar. Ele está exercendo uma função institucional e merece da minha parte o mesmo respeito que eu dou ao Pedro Simon, que de vez em quando faz oposição, ao Jarbas Vasconcelos, que faz oposição. Se o Lula for convidado para determinadas coisas, não irá. Mas o presidente tem função institucional. Portanto, cumpre essa função para o bem do País e, até agora, tem dado certo. Fui em uma reunião com a bancada do PT em que eles queriam cassar o Sarney. Eu disse: muito bem, vocês cassam o Sarney e quem vem para o lugar?
O sr. acha que o eleitor entende?
O eleitor entende, pode entender mais. Agora, quem governa é que sabe o tamanho do calo que está no seu pé quando quer aprovar uma coisa no Senado.
O governo depende do Sarney no Senado? O único punido até agora foi o Estado, que está sob censura.
O Sarney foi um homem de uma postura muito digna em todo esse episódio. Das acusações que vocês (o jornal) fizeram contra o Sarney, nenhuma se sustenta juridicamente e o tempo vai provar. O exercício da democracia não permite que a verdade seja absoluta para um lado e toda negativa para o outro lado. Perguntam: você é contra a censura? Eu nasci na política brigando contra a censura. Exerço um governo em que eu duvido que alguém tenha algum resquício de censura. Mas eu não posso censurar que os Poderes exerçam suas funções. Eu não posso censurar a imprensa por exercer a sua função de publicar as coisas, nem posso censurar um tribunal ou uma Justiça por dar uma decisão contrária. Deve ter instância superior, deve ter um órgão para recorrer.
O sr. e o PT lideraram o processo de impeachment de Collor e nada, então, se sustentou juridicamente porque o STF absolveu o ex-presidente. O sr. está dizendo que o jornal não deveria publicar as notícias porque não se sustentariam juridicamente? Os jornais publicam fatos...
Não quero que vocês deixem de publicar nada. Minha crítica é esta: uma coisa é publicar a informação, outra coisa é prejulgar. Muitas vezes as pessoas são prejulgadas. Todos os casos que eu vi do Sarney, de emprego para a neta, daquela coisa, eu ficava lendo e a gente percebia que eram coisas muito frágeis. Você vai tirar um presidente do Senado porque a neta dele ligou para ele pedindo um emprego?
O caso da neta é o corporativismo, o fisiologismo, os atos secretos...
O que eu acho é o seguinte: o DEM governou aquela Casa durante 14 anos e a maioria dos atos secretos era deles. E eles esconderam isso para pedir investigação do outro lado. É uma coisa inusitada na política.
O sr. acha que os fatos do "mensalão do DEM", no Distrito Federal, são fatos inverídicos também?
No DEM tem um agravante: tem gravação, chegaram a gravar gente cheirando dinheiro.
No mensalão do PT tinha uma lista na porta do banco com o registro dos políticos indo pegar a mesada...
Vamos pegar aquela denúncia contra o companheiro Silas Rondeau, que foi ministro das Minas e Energia. De onde se sustenta aquela reportagem dizendo que tinha dinheiro dentro daquele envelope? Como se pode condenar um cara por uma coisa que não era possível provar?
O sr. tem dito, em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o sr. quer dizer?
Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a Presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.
Quem o traiu?
Quando eu deixar a Presidência, eu posso falar.
Por que é que o seu governo intercede em favor do governo do Irã?
Porque eu acho que essa coisa está mal resolvida. E o Irã não é o Iraque e todos nós sabemos que a guerra do Iraque foi uma mentira montada em cima de um país que não tinha as armas químicas que diziam que ele tinha. A gente se esqueceu que o cara que fiscalizava as armas químicas era um brasileiro, o embaixador Maurício Bustani, que foi decapitado a pedido do governo americano, para que não dissesse que não havia armas químicas no Iraque.
O sr. continua achando que a Venezuela é uma democracia?
Eu acho que a Venezuela é uma democracia.
E o seu governo aqui é o quê?
É uma hiper-democracia. O meu governo é a essência da democracia.
Fonte o Estadão: Vera Rosa, Tânia Monteiro, Rui Nogueira, João Bosco Rabello e Ricardo Gandour .
O Congresso do PT e a Mensagem
Nesta véspera de abertura do IV Congresso do PT, a única atividade foram as plenárias dos campos políticos internos, além do credenciamento.
A plenária da Mensagem foi de 15 às 21hs e debateu emendas aos documentos que serão aprovados no Congresso no sentido de puxar à esquerda as resoluções e para radicalizar as reformas no PED..
A grande marca do Congresso é a unidade no lançamento festivo da Candidatura de Dilma a presidente. No entanto, o debate é a grande vítima.
As lideranças da Mensagem apontam os avanços econômicos do governo Lula, mas criticam a timidez ideológica em pautar a sociedade com valores socialistas.
A plenária teve como destaque a sempre polêmica participação da economista Maria da Conceição Tavares, 80 anos, que questionou “E pra que serve a porra da Mensagem”, o que fez com que os organizadores tentassem explicar a necessidade de avançar a organização e estruturação da vida política do campo.
A propósito, a Mensagem ficou com 13 no diretório nacional, 3 na executiva(Cardozo, Árabe e Arlete Sampaio). Do Pará, o único nome é o da governadora Ana Júlia.
A plenária da Mensagem foi de 15 às 21hs e debateu emendas aos documentos que serão aprovados no Congresso no sentido de puxar à esquerda as resoluções e para radicalizar as reformas no PED..
A grande marca do Congresso é a unidade no lançamento festivo da Candidatura de Dilma a presidente. No entanto, o debate é a grande vítima.
As lideranças da Mensagem apontam os avanços econômicos do governo Lula, mas criticam a timidez ideológica em pautar a sociedade com valores socialistas.
A plenária teve como destaque a sempre polêmica participação da economista Maria da Conceição Tavares, 80 anos, que questionou “E pra que serve a porra da Mensagem”, o que fez com que os organizadores tentassem explicar a necessidade de avançar a organização e estruturação da vida política do campo.
A propósito, a Mensagem ficou com 13 no diretório nacional, 3 na executiva(Cardozo, Árabe e Arlete Sampaio). Do Pará, o único nome é o da governadora Ana Júlia.
A Casa Civil chama-se Secretaria de Articulação Institucional
A casa Civil assume um novo caráter após a posse de Everaldinho, será na prática uma secretaria de articulação institucional, será o elo de ligação do governo estadual com a ALEPA, os prefeitos e toda a classe política. Na verdade a Casa Civil deveria continuar com a missão política e administrativa mais ampla e a secretaria de Assuntos Institucionais cuidaria das relações executivo-legislativo-partidos, como ocorre na área federal, e de preferência esta secretária deveria ter uma pessoa com amplo acesso aos partidos de centro direito, que são a grande maioria ds deputados e dos prefeitos.
Meu carnaval in family
Martha, Mayaní e Rebeca
Mayaní a a prima suiça Rebeca
Rebeca, Mayaní,Teka, Bianca e Nanaíra
Martha (mãe) Rohuanhí e Anouí
As primas Rebeca, Mayaní, Teca, Nanaíra e a amiga Bianca
Rohuanhí e anouí
Edir, Rohuanhi e Anouí na pracinha de Mosqueiro
Carnaval e as postagens
No decorrer do carnaval as postagens poderão vir a ocorrer, mas serão irregulares. Estarei com my family descansando. Aproveitarei para fazer um artigo científico junto com a prof. Dolores sobre as eleições de 2008 em Belém. Este esforço deverá fazer parte de um livro a ser editado na UFMG sobre as eleições de 2008 nas capitais brasileiras.Devo fechar também o último capítulo de meu livro que devo lançar ainda este ano.
Arruda preso: fim da impunidade de políticos corruptos?
O governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o Superior Tribunal de Justiça acabam de entrar para a história da corrupção brasileira. Arruda por ser o primeiro governador preso, no execício do mandato, sob acusação de corrupção e o STJ por termandato o primeiro governante corrupto para a cadeia no Brasil.
Será que estamos vendo uma luz no fim? do túnel? será que finalmente a impunidade dos criminosos de colarinho branco começa a chegar ao fim em nosso Paìs?
É a justiça que está redimindo as instituições democráticas brasileiras, após o papelão que vem sendo exercido pela Câmara Legislativa do DF, neste escandaloso episódio.
Vamos ver agora o que o Juiz do STF, primo de Collor, fará com o pedido de Habeas Corpus impetrado pelos advogados de Arruda. O combate à impunidade exige que o pedido seja negado.
Será que estamos vendo uma luz no fim? do túnel? será que finalmente a impunidade dos criminosos de colarinho branco começa a chegar ao fim em nosso Paìs?
É a justiça que está redimindo as instituições democráticas brasileiras, após o papelão que vem sendo exercido pela Câmara Legislativa do DF, neste escandaloso episódio.
Vamos ver agora o que o Juiz do STF, primo de Collor, fará com o pedido de Habeas Corpus impetrado pelos advogados de Arruda. O combate à impunidade exige que o pedido seja negado.
Programa de Proteção a Testemunhas sem recursos do governo Ana Júlia?
Com esta assessoria econômica e orçamentária que a governadora tem, ela não precisa de inimigos. O Programa de Proteção a Testemunhas teve suas verbas contingenciadas em 2009. O valor bloqueado seria na ordem de R$ 600.000,00 (seissentos mil reais) A notícia explode hoje nos noticiários televisivos e o secretário da SEJUDH aparece na mídia e justifica o contingenciamento: "foi por causa da crise econômica de 2009".
No mesmo noticiário aparece as pessoas enquadradas no PPT afirmando que não vem recebendo a irrisória ajuda de custa no valor de R$ 600,00 (seissentos reais). O governo federal contribui com 60% dos recursos e o estado com 40%. O estado do Pará não honrou sua parte em 2009.
Parece que o governo criou uma equipe de antimarketing para ferrar a imagem do governo e da governadora na opinião pública as vésperas das eleições de 2010.
No mesmo noticiário aparece as pessoas enquadradas no PPT afirmando que não vem recebendo a irrisória ajuda de custa no valor de R$ 600,00 (seissentos reais). O governo federal contribui com 60% dos recursos e o estado com 40%. O estado do Pará não honrou sua parte em 2009.
Parece que o governo criou uma equipe de antimarketing para ferrar a imagem do governo e da governadora na opinião pública as vésperas das eleições de 2010.
CEPS: tem de haver acerto de contas
Passado o vestibular, divulgado os resultados, o reitor tem de fazer um duro acerto de contas com quem de direito na PROEG e no CEPS. Não dá para enxovalhar tanto a imagem da UFPA e da gestão iniciante. Maneschy para prevenir-se de falhas não mexeu nas equipes técnicas do CEPS neste vestibular. Agora vemos este lamentável episódio de incompetência.
Vestibular da UFPA: PSS 3 vai até as 15 hs
A terceira fase do PSS da UFPA vai até as 15 hs. O motivo é que em torno de 400 provas foram entregues aos alunos sem os textos de português. Agora para evitar que nenhum aluno seja prejudicado, os alunos quase prejudicados poderão fazer as provas até as 15:00 hs. Estes erros elementares estão cheirando a sabotagem. Será que alguém estará querendo derrubar alguém no CEPS?
O Patrimonialismo que persiste na política brasileira
O Liberal de hoje traz a enorme lista de municípios paraense que mantém temporários em suas fileiras. Raimundo Faoro em "Os Donos do Poder" fala do Patrimonialismo como a marca mais presente do Estado brasileiro desde a descoberta até o fim da República Velha. Este comportamento dos governantes que transpõem os limites entre a esfera pública e a esfera privada, é evidenciada hoje através da corrupção e no trato da coisa pública como se privada fosse. A contratação de afilhados políticos, os temporários, sem a presença da seleção pública, é mais uma demonstração de que esta cultura predatória e anti-republicana ainda está muita viva no Brasil do século XXI. Até quando?
Casa Civil: Pasta esvaziada
Muita gente pensou que a cessão da Casa Civil às correntes majoritárias do PT iria, finalmente, apaziguar o PT e tranquilizar aos partidos da base aliada, afinal todos já sabem: a DS jamais cumpriu os acordos firmados com a base aliada e inclusive com os deputados petistas. Nem se fale das correntes emergentes do PT, como o BED.
Agora todos já sabem que a entrega da Casa Civil foi de "faz de contas", Everaldinho recerá a "Casa" arrombada. Como o novo titular da C.Civil poderá firmar acordos com o PT e com a base aliada, se não tem poder político: sua caneta não terá tinta. E mais, o irmão de Everaldinho é candidato a federal pelo PT. Parece que o CNB não pensou o nome para suceder Puty sob todos os ângulos que a questão exigia... mais impasses à vista.
Agora todos já sabem que a entrega da Casa Civil foi de "faz de contas", Everaldinho recerá a "Casa" arrombada. Como o novo titular da C.Civil poderá firmar acordos com o PT e com a base aliada, se não tem poder político: sua caneta não terá tinta. E mais, o irmão de Everaldinho é candidato a federal pelo PT. Parece que o CNB não pensou o nome para suceder Puty sob todos os ângulos que a questão exigia... mais impasses à vista.
CAPACIT recebe currículos para candidatos a facilitadores da ENAP
O CAPACIT/UFPA recebe, até 19/02/2010 (sexta-feira), currículos para candidatos a facilitadores da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP/DF) nas seguintes áreas:
# A gerência e seus desafios
# Gerenciamento de projetos - PMBOK
# Planejamento na administração pública com o método balanced scorecard
# Gestão de materiais e planejamento da logística de suprimentos
# Elaboração de planos de capacitação
# Gestão de pessoas: fundamentos e tendências
# Gestão por competências
# Gestão de convênios e de contratos de repasse
Para se candidatar, os interessados deverão possuir domínio na área do curso e experiência no serviço público e em sala de aula como professor. Para inscrições, enviar currículo para o email capacit@ufpa.br sob o título "FACILITADOR DA ENAP" e mencionando, na mensagem, a área de interesse de atuação.
Atenção: A seleção será feita pela equipe da ENAP durante as oficinas temáticas que ocorrerão em Brasília/DF no período de 22 a 26/03/2010. Para os pré-selecionados pelo CAPACIT será disponibilizado alojamento, almoço e coffee break. As passagens e demais refeições deverão ser custeadas pelo participante.
Mais informações: 3201.7910 / 3201.8092 (Carmen ou Simone).
Calendário
# Recebimento de currículos: 09 a 19/02/2010
# Entrevista com pré-selecionados: 22/02/2010
# Encaminhamento da lista dos pré-selecionados para Brasília: 26/02/2010
# Realização da Seleção em Brasília - Oficinas Temáticas: 22 a 26/03/2010
Fonte: divulga
# A gerência e seus desafios
# Gerenciamento de projetos - PMBOK
# Planejamento na administração pública com o método balanced scorecard
# Gestão de materiais e planejamento da logística de suprimentos
# Elaboração de planos de capacitação
# Gestão de pessoas: fundamentos e tendências
# Gestão por competências
# Gestão de convênios e de contratos de repasse
Para se candidatar, os interessados deverão possuir domínio na área do curso e experiência no serviço público e em sala de aula como professor. Para inscrições, enviar currículo para o email capacit@ufpa.br sob o título "FACILITADOR DA ENAP" e mencionando, na mensagem, a área de interesse de atuação.
Atenção: A seleção será feita pela equipe da ENAP durante as oficinas temáticas que ocorrerão em Brasília/DF no período de 22 a 26/03/2010. Para os pré-selecionados pelo CAPACIT será disponibilizado alojamento, almoço e coffee break. As passagens e demais refeições deverão ser custeadas pelo participante.
Mais informações: 3201.7910 / 3201.8092 (Carmen ou Simone).
Calendário
# Recebimento de currículos: 09 a 19/02/2010
# Entrevista com pré-selecionados: 22/02/2010
# Encaminhamento da lista dos pré-selecionados para Brasília: 26/02/2010
# Realização da Seleção em Brasília - Oficinas Temáticas: 22 a 26/03/2010
Fonte: divulga
Campus de Altamira: Administração do Campus é transferida
Em virtude da ocupação dos indígenas no Campus I de Altamira, a Administração do Campus funcionará temporariamente na Faculdade de Engenharia Agronômica do Campus II. Telefone para contato: (93) 3515.7316, E-mail: altamira@ufpa.br
Fonte: Divulga
Fonte: Divulga
Comunica 194 da PROGEP: reajuste do auxílio-alimentação
A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (PROGEP), comunica que, conforme Portaria do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão Nº 42, de 09/02/2010, publicada no DOU de 10/02/2010, o valor mensal do auxílio-alimentação passa a ser de R$ 304,00 (trezentos e quatro reais), com efeitos financeiros a partir de 1º de fevereiro de 2010.
Governo tenta segurar Dirceu
o ex Ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu vem ajudando as negociações petistas por todo o Brasil. Quando passou pelo Pará, ajudou ao governo estadual a limpar as lentes embassadas da miopia política. Agora o presidente nacional do PT tenta desautorizar as andanças de Dirceu pelo Brasil. Não adianta. Dirceu ainda é o maior líder das organizações internas ao ex campo majoritário e também é membro da direção nacional petista. Dirceu é o líder de fato da estrutura organizacional petistas...aliás sempre manteve este status.
PT, PSDB e DEM: uma aliança contra a transparência
Quem diria: PT, PSDB e DEM juntos contra a transparência na prestação de contas dos gastos de campanha. O TSE está finalizando uma regulamentação que deixa mais claro quem doa e quem recebe as doações de campanha. Atualmente as empresas repassam dinheiro, carimbado, aos partidos em direção aos candidatos. Ou seja, quando os candidatos prestam contas de campanha, a origem dos recursos vem especificada como doação partidária. Não aparece o nome do candidato que foi beneficiado pela empresa doadora de recursos.
Agora o TSE está normatizando estas situações visando deixar claro as relações entre candidatos e empresas, e com isso tornar absolutamente transparente as relações entre doadores e candidatos receptores.
Claro, as empresas são contra, pois poderemos conectar as empresas doadoras e candidatos eleitos e como isso fica mais difícil, depois, esta mesma empresa "ganhar" todas as licitações nos governos onde, anteriormente, financiou a campanha. Os políticos e os partidos, claro, estão apavorados. Caso esta ação do TSE prospere as empresas se recusarão a "doar" recursos às campanhas eleitorais.
Esta situação deixa claro que quem na verdade vem financiando as campanhas é o dinheiro público, pois cada centavo que uma empresa doa a um candidato, retorna em dobro via a execução de obras públicas, através de licitações manipuladas.
Está na hora de tirar as mácaras da hipocrisia e aprovar o fianciamento público de campanha, que além de ser mais barato para o erário público, tornar a competição eleitoral mais isonômica. Hoje só recebem as grandes doações os candidatos mais bem cotados nas pesquisas de opinião pública, e no Brasil, é o PMDB, PSDB, PT, PTB, PR e DEM, quem monopolizam 90% destes recursos.
Agora o TSE está normatizando estas situações visando deixar claro as relações entre candidatos e empresas, e com isso tornar absolutamente transparente as relações entre doadores e candidatos receptores.
Claro, as empresas são contra, pois poderemos conectar as empresas doadoras e candidatos eleitos e como isso fica mais difícil, depois, esta mesma empresa "ganhar" todas as licitações nos governos onde, anteriormente, financiou a campanha. Os políticos e os partidos, claro, estão apavorados. Caso esta ação do TSE prospere as empresas se recusarão a "doar" recursos às campanhas eleitorais.
Esta situação deixa claro que quem na verdade vem financiando as campanhas é o dinheiro público, pois cada centavo que uma empresa doa a um candidato, retorna em dobro via a execução de obras públicas, através de licitações manipuladas.
Está na hora de tirar as mácaras da hipocrisia e aprovar o fianciamento público de campanha, que além de ser mais barato para o erário público, tornar a competição eleitoral mais isonômica. Hoje só recebem as grandes doações os candidatos mais bem cotados nas pesquisas de opinião pública, e no Brasil, é o PMDB, PSDB, PT, PTB, PR e DEM, quem monopolizam 90% destes recursos.
Governo corta Bolsa Família de recalcitrantes
Quem não cumpre sua parte no Bolsa Família perde o benefício. O beneficiário precisa manter os filhos na escola, estar em dias com a vacinação e fazer a atualização cadastral. Os jornais de hoje noticiam que 31.283 mil famílias foram desligadas do programa no Pará por ausência de atualização cadastral, mesmo após serem advertidas e terem suspensas temporariamente estes recursos. Estas características institucionais do Bolsa Família deixam claro que este programa é mais do que assistencialista.
Jogo pesado: Edilza contra Puty
Edilza e seu blog, que vem crescendo em acessos não dá descanso ao seu algoz político Puty. A última da baixinha foi expor a ação de Puty no clássico Re X Pa no mangueirão, ridicularizando-o.
Cremação: o drama da falta de segurança
Neste final de semana o Carlos Siqueira foi assaltado na porta de casa na cremação. Carlos logo descobriu a casa dos assaltantes. Não encontrou na seccional da área ninguém disposto a fazer diligência. Com certeza se Carlos tiver amizades na hierarquia da Polícia Civil ou da PM poderá ver presos os malfeitores. É assim que está nossa cidade em relação à segurança.
Clube de amigos da UFPA: almoço foi um sucesso
Neste domingo no TIQUIN tivemos açai com jabá. Foi a primeira iniciativa de um conjunto de amigos que fazem a política universitária juntos. O próximo almoço será no primeiro sábado, ápós o pagamento, do mês de março. O único prblema que quase que eu tive uma indigestão, tomei três tigelas de açaí.
Dudu casado com a estratégia do PMDB?
circulou neste final de semana pelos bares "políticos" da cidade o "aprisionamento" de Dudu à estratégia do PMDB. Tudo passaria pela entrega da prefeitura ao PR em troca da diminuição da pilha em torno da cassação de dudu. O prefeito seria candidato a federal. Naturalmente que PTB e PR estariam dentro da articulação majoritária do PMDB, que poderia apoiar Ana, desde o primeiro turno.Quem comandaria o jogo regional seria o planalto e quem negociaria com Jáder seria o PT e não o governo da DS.
PMDB: governistas levam a melhor
a estratégia dos governistas do PMDB foi vitoriosa na convenção nacional deste final de semana. A ala pró-Serra comandada por Quércia foi amplamente derrotada. Agora Temer tem tudo para impor seu nome como companheiro de Dilma na coligação chapa branca.
Carlos Augusto Montenegro, do Ibope: PT não vence
Depois do PMDB, ele voltou à carga em um encontro com o DEM, ontem, sustentando que o eleitor sabe que Dilma é o PT no poder mais quatro anos, só que dessa vez, sem Lula.
“Não é a mesma coisa e faz toda a diferença”, explica. Pelo seu raciocínio, o PT deixou o governo no mensalão e Lula deixou o PT antes disso. Esse quadro ficará claro quando Dilma trocar o governo pela campanha.
Ele minimiza a vantagem de Dilma no Nordeste, que representa 28% do eleitorado nacional: a vitória do PT lá não será de 100%, ao contrário, passa apertada, e não compensará a derrota no resto do País, diz convicto.
Ele também afirma que Dilma começará a perder a corrida na medida em que a campanha chegar à fase dos palanques, programas gratuitos e debates.
Seus ouvintes acham cedo para tantas certezas, mas ficam impressionados com a decisão de Montenegro em expô-las. Afinal, para um dirigente do mais tradicional instituto de pesquisas soa, no mínimo, temerário.
“Não é a mesma coisa e faz toda a diferença”, explica. Pelo seu raciocínio, o PT deixou o governo no mensalão e Lula deixou o PT antes disso. Esse quadro ficará claro quando Dilma trocar o governo pela campanha.
Ele minimiza a vantagem de Dilma no Nordeste, que representa 28% do eleitorado nacional: a vitória do PT lá não será de 100%, ao contrário, passa apertada, e não compensará a derrota no resto do País, diz convicto.
Ele também afirma que Dilma começará a perder a corrida na medida em que a campanha chegar à fase dos palanques, programas gratuitos e debates.
Seus ouvintes acham cedo para tantas certezas, mas ficam impressionados com a decisão de Montenegro em expô-las. Afinal, para um dirigente do mais tradicional instituto de pesquisas soa, no mínimo, temerário.
Lula já transferiu o que podia a Dilma, diz Montenegro
Por João Bosco Rabello - ESTADÃO
Para o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, os 30% da ministra Dilma Rousseff registrados na recente pesquisa Sensus/CNT, esgotam o poder de transferência de votos do Presidente Lula para sua candidata.
Montenegro tem repetido a platéias de políticos de Brasília, como um mantra, que o PT não vence a eleição presidencial.
Para o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, os 30% da ministra Dilma Rousseff registrados na recente pesquisa Sensus/CNT, esgotam o poder de transferência de votos do Presidente Lula para sua candidata.
Montenegro tem repetido a platéias de políticos de Brasília, como um mantra, que o PT não vence a eleição presidencial.
O Filme sobre Lula e a sucessão presidencial
Querem acompanhar um debate acirrado acerca desta questão? então acesse a revista eletrônica de ciência política da UFMG, em www.opiniaopublica.ufmg.br/emdebate.php
Esta revista vem trazendo artigos de diversos cientistas políticos, inclusive de três paraenses, eu, Bob Corrêa e Carlos Augusto.
Em Debate / Janeiro 2010
Por Mara Teles (UFMG)
O impacto do filme “Lu la, o filho do Brasil” na eleição presidencial de 2010 é o tema da sessão temática do EM DEBATE de janeiro. A cinebiografia do presidente da República, dirigida por Fábio Barreto, é analisada em seis ensaios, incluindo o texto do ling�?ista Bruno Dallari, que ganha nova edição no Opinião deste mês.
Dallari apresenta os possíveis efeitos colaterais que a mitificação do presidente Lula pode trazer para a candidatura da ministra Dilma Rousseff. O autor também analisa a influência do filme “Lula, o filho do Brasil” em diferentes clivagens do eleitorado.
Já o cientista político Edir Veiga inicia sua argumentação tratando da transferência de votos: segundo o autor, o histórico eleitoral brasileiro não é positivo para Lula, afinal, nunca um presidente brasileiro conseguiu eleger seu sucessor. Ele aponta ainda que as chances de êxito da pré-candidata governista, Dilma Rousseff, dependem mais da percepção popular acerca de
suas estratégias eleitorais e de seu desempenho no Horário Eleitoral do que da mitificação do presidente.
Ao contrário de Edir Veiga, que defende a insignificância da obra de Fábio Barreto para a sucessão presidencial deste ano, Roberto Corrêa destaca o impacto do filme na decisão do voto, principalmente entre os mais pobres e com menor grau de instrução, ou seja, entre aqueles que têm uma história de vida semelhante à do presidente.
É também a proximidade entre a narrativa retratada na película e o cotidiano de uma parcela de seus espectadores que vai garantir o impacto emocional da obra, segundo o sociólogo Rudá Ricci. Por sua vez, o autor associa diretamente o efeito das políticas públicas desenvolvidas pelo governo Lula com a leitura que os espectadores fazem do filme. Em seu artigo, ele defende que a superação da pobreza pela nova classe média, durante a atual gestão, representa o ponto de encontro dessa parcela do povo brasileiro com a história do retirante que vence as adversidades e chega à presidência.
Já o cientista político Carlos Augusto Souza afirma que a identificação dos pobres com a trajetória do presidente Lula não seria capaz de determinar o comportamento do eleitor, enquadrando a aceitação de tal possibilidade à adesão ao modelo sociológico de decisão do voto. O autor faz, dessa forma, um breve apanhado das principais vertentes teóricas que tratam do comportamento eleitoral e traz outras eleições para ajudar na análise da conjuntura política de 2010. Souza cita especificamente a situação do Chile,onde a presidente Michele Bachelet, mesmo contando com cerca de 80% de aprovação popular, não conseguiu transferir votos suficientes para eleger o candidato de sua coalizão, Eduardo Frei.
Na seção Opinião, a narrativa cinematográfica da vida de Lula divide espaço com artigo do sociólogo Claudio Penteado et al , que trata da importância de outro mídia nos processos eleitorais: a internet. Os autores analisam os sites dos principais candidatos a prefeito de São Paulo em 2008 para pensar o papel das novas tecnologias na ação política contemporânea.
Em Debate, Belo Horizonte, v.1, n.5, pp. 4-5, jan. 2010.
Esta revista vem trazendo artigos de diversos cientistas políticos, inclusive de três paraenses, eu, Bob Corrêa e Carlos Augusto.
Em Debate / Janeiro 2010
Por Mara Teles (UFMG)
O impacto do filme “Lu la, o filho do Brasil” na eleição presidencial de 2010 é o tema da sessão temática do EM DEBATE de janeiro. A cinebiografia do presidente da República, dirigida por Fábio Barreto, é analisada em seis ensaios, incluindo o texto do ling�?ista Bruno Dallari, que ganha nova edição no Opinião deste mês.
Dallari apresenta os possíveis efeitos colaterais que a mitificação do presidente Lula pode trazer para a candidatura da ministra Dilma Rousseff. O autor também analisa a influência do filme “Lula, o filho do Brasil” em diferentes clivagens do eleitorado.
Já o cientista político Edir Veiga inicia sua argumentação tratando da transferência de votos: segundo o autor, o histórico eleitoral brasileiro não é positivo para Lula, afinal, nunca um presidente brasileiro conseguiu eleger seu sucessor. Ele aponta ainda que as chances de êxito da pré-candidata governista, Dilma Rousseff, dependem mais da percepção popular acerca de
suas estratégias eleitorais e de seu desempenho no Horário Eleitoral do que da mitificação do presidente.
Ao contrário de Edir Veiga, que defende a insignificância da obra de Fábio Barreto para a sucessão presidencial deste ano, Roberto Corrêa destaca o impacto do filme na decisão do voto, principalmente entre os mais pobres e com menor grau de instrução, ou seja, entre aqueles que têm uma história de vida semelhante à do presidente.
É também a proximidade entre a narrativa retratada na película e o cotidiano de uma parcela de seus espectadores que vai garantir o impacto emocional da obra, segundo o sociólogo Rudá Ricci. Por sua vez, o autor associa diretamente o efeito das políticas públicas desenvolvidas pelo governo Lula com a leitura que os espectadores fazem do filme. Em seu artigo, ele defende que a superação da pobreza pela nova classe média, durante a atual gestão, representa o ponto de encontro dessa parcela do povo brasileiro com a história do retirante que vence as adversidades e chega à presidência.
Já o cientista político Carlos Augusto Souza afirma que a identificação dos pobres com a trajetória do presidente Lula não seria capaz de determinar o comportamento do eleitor, enquadrando a aceitação de tal possibilidade à adesão ao modelo sociológico de decisão do voto. O autor faz, dessa forma, um breve apanhado das principais vertentes teóricas que tratam do comportamento eleitoral e traz outras eleições para ajudar na análise da conjuntura política de 2010. Souza cita especificamente a situação do Chile,onde a presidente Michele Bachelet, mesmo contando com cerca de 80% de aprovação popular, não conseguiu transferir votos suficientes para eleger o candidato de sua coalizão, Eduardo Frei.
Na seção Opinião, a narrativa cinematográfica da vida de Lula divide espaço com artigo do sociólogo Claudio Penteado et al , que trata da importância de outro mídia nos processos eleitorais: a internet. Os autores analisam os sites dos principais candidatos a prefeito de São Paulo em 2008 para pensar o papel das novas tecnologias na ação política contemporânea.
Em Debate, Belo Horizonte, v.1, n.5, pp. 4-5, jan. 2010.
IFCH: Geografia, mesmo sob escândalo, quer ter o diretor
No IFCH continuam as articulações do curso de geografia, com a apoio da atual direção, para a construção de uma coalizão eleitoral rumo à direção do Instituto. Quem se habilita a desafiar o status quo? A eleição deve ser em maio.
Ana Júlia e a imagem negativa
Não há dúvida, de acordo com a teoria política, está constituido um consenso contigente negativo em torno da imagem da governadora. Como reverter este quadro? só uma junta altamente especializada e experimentada poderá dar um veredicto abrangente para esta pergunta.
Uma série de acontecimentos negativos, a nível nacional e estadual, concatenados entre sí, atingiram a imagem pessoal da governadora. Ninguém no núcleo de governo soube dimensionar a repercussão estratégica destes acontecimentos. Agora, só uma superintervenção, quem será o cirurgião?
Uma série de acontecimentos negativos, a nível nacional e estadual, concatenados entre sí, atingiram a imagem pessoal da governadora. Ninguém no núcleo de governo soube dimensionar a repercussão estratégica destes acontecimentos. Agora, só uma superintervenção, quem será o cirurgião?
ITEC: Civil pode ir para Barreiros
A postura altamente arrogante da elétrica poderá levar Civil a compor com Barreiros. A turma de Civil foi apoiadora, desde a primeira hora, da candidatura vitoriosa de Maneschy no ITEC, na batalha de 2008. Não devemos esquecer que a disputa para a reitoria de 2001 foi decidida por 0,2% e a de 2008 por 0,26%, ou apenas 01 docente.
Sucessão estadual: Parsifal está cotado no PMDB
O líder do PMDB na ALEPA Parsifal Pontes é apontado por informantes bem credenciados como um dos nomes mais fortes do PMDB ao governo do estado, em caso de disputa solo ao governo do estado. O PMDB parece que conta, desde já, com o DEM, para esta empreitada.
Sucessão no ITEC: o capital eleitoral próprio da Civil
O curso de Engenharia Civil da UFPA controla de saída 40 votos docentes que se reproduzem nas salas de aulas e no corpo ténico-administrativo. Alguém duvida da força do maior curso do ITEC?
A obras de Lula e o governo Ana Júlia.
"Marketing sem obras e obras sem marketing tem o mesmo resultado: derrota eleitoral"
Vamos fazer um paralelo entre a propaganda tucana no primeiro governo Almir Gabriel (1994/98) e a proganda petista no governo Ana Júlia, sob o aspecto das obras federais.
1- O governo tucano sabia capitalizar cada obra federal no estado. Eram as visitas de ministros e presidente no estado, ciceroneadas pelos governadores tucanos e seus secretários.
2- Era a construção de um plano de mídia para a capitalização de cada ação federal no estado.
3- Cada inauguração de obras federais de grande repercussão eram plenamente apreendidas pela equipe de marketing. Ao final do primeiro governo (1998), Almir Gabriel ainda não tinha inaugurado nenhuma obra de grande visibilidade pública, mas Almir estava montada numa excelente avaliação da opinião pública. O capital eleitoral de Almir, na reeleição de 1998 ,foi totalmente extraído das obras federais inauguradas no estado pelo governo FHC.
Agora vejamos a situação do governo Ana Júlia em relação às obras federais:
4-O governo federal tem muitas obras executadas ou em execução o estado. Mas Ana Júlia, até o presente momento tem avaliação negativa do povo do Pará, abaixo de 40% de aceitação.
5-O governo federal tem obras relevante no Pará como: Eclusas de Tucurui, reínicio do asfaltamento da BR 163 e Transamazônica, garantia, a partir de cobrança pública de Lula, para que a Vale verticalize sua produção, a exemplo da siderúrgica de Marabá. A criação da UFOPA. Mas a população dá o crédito exclusivo destes resultados objetivos ao governo Lula. Ou seja, o governo do Pará não planejou uma ação de marketing, para capitalizar as obras federais no estado. Ninguém percebe a importância de Ana Júlia, para que Lula decidisse investir no Pará.
6-A propaganda recente do governo estadual melhorou, todos percebem que os técnicos do governo estadual estão copíando o modelo de propaganda do governo federal. Mas a propaganda estadual ainda peca em traduzir o conteúdo das obras e suas consequências para a vida atual e futura do povo do Pará, ou seja, falta conteúdo nas mensagens.
7-, quantitativamente, o governo Ana Júlia tem mais obras próprias a mostrar, do que o primeiro governo Almir (1994/98), porém todos sabemos, que Ana recebeu um Estado "enxuto" dos tucanos, ao contrário de Almir Gabriel em 1994, que recebu um Estado devendo três meses de salários ao funcionalismo, e com a folha de pagamento chegando a 95% da receita corrente.
Nota 0 para a estratégia do marketing do governo estadual.
8-Quem entrega a estratégia de divulgação e propaganda a marqueteiro está fadado ao fracasso. O marketing deve ser uma aplicação objetiva de uma estratégia política pensada e formulada por politicólogos especialistas em competição eleitoral juntamente com o comando político do governo. Não cabe ao marketing pensar a estratégia política. A teoria do comportamento político e eleitoral é fundamental nestas horas. O marketing econômico é fundamentalmente diferente do marketing político. Na economia existe o jogo de soma positiva(mais de um jogador pode ganhar) e na política, mas propriamente na disputa para o executivo, normalmente é um jogo de soma zero (um ganha e outro perde).
Vamos fazer um paralelo entre a propaganda tucana no primeiro governo Almir Gabriel (1994/98) e a proganda petista no governo Ana Júlia, sob o aspecto das obras federais.
1- O governo tucano sabia capitalizar cada obra federal no estado. Eram as visitas de ministros e presidente no estado, ciceroneadas pelos governadores tucanos e seus secretários.
2- Era a construção de um plano de mídia para a capitalização de cada ação federal no estado.
3- Cada inauguração de obras federais de grande repercussão eram plenamente apreendidas pela equipe de marketing. Ao final do primeiro governo (1998), Almir Gabriel ainda não tinha inaugurado nenhuma obra de grande visibilidade pública, mas Almir estava montada numa excelente avaliação da opinião pública. O capital eleitoral de Almir, na reeleição de 1998 ,foi totalmente extraído das obras federais inauguradas no estado pelo governo FHC.
Agora vejamos a situação do governo Ana Júlia em relação às obras federais:
4-O governo federal tem muitas obras executadas ou em execução o estado. Mas Ana Júlia, até o presente momento tem avaliação negativa do povo do Pará, abaixo de 40% de aceitação.
5-O governo federal tem obras relevante no Pará como: Eclusas de Tucurui, reínicio do asfaltamento da BR 163 e Transamazônica, garantia, a partir de cobrança pública de Lula, para que a Vale verticalize sua produção, a exemplo da siderúrgica de Marabá. A criação da UFOPA. Mas a população dá o crédito exclusivo destes resultados objetivos ao governo Lula. Ou seja, o governo do Pará não planejou uma ação de marketing, para capitalizar as obras federais no estado. Ninguém percebe a importância de Ana Júlia, para que Lula decidisse investir no Pará.
6-A propaganda recente do governo estadual melhorou, todos percebem que os técnicos do governo estadual estão copíando o modelo de propaganda do governo federal. Mas a propaganda estadual ainda peca em traduzir o conteúdo das obras e suas consequências para a vida atual e futura do povo do Pará, ou seja, falta conteúdo nas mensagens.
7-, quantitativamente, o governo Ana Júlia tem mais obras próprias a mostrar, do que o primeiro governo Almir (1994/98), porém todos sabemos, que Ana recebeu um Estado "enxuto" dos tucanos, ao contrário de Almir Gabriel em 1994, que recebu um Estado devendo três meses de salários ao funcionalismo, e com a folha de pagamento chegando a 95% da receita corrente.
Nota 0 para a estratégia do marketing do governo estadual.
8-Quem entrega a estratégia de divulgação e propaganda a marqueteiro está fadado ao fracasso. O marketing deve ser uma aplicação objetiva de uma estratégia política pensada e formulada por politicólogos especialistas em competição eleitoral juntamente com o comando político do governo. Não cabe ao marketing pensar a estratégia política. A teoria do comportamento político e eleitoral é fundamental nestas horas. O marketing econômico é fundamentalmente diferente do marketing político. Na economia existe o jogo de soma positiva(mais de um jogador pode ganhar) e na política, mas propriamente na disputa para o executivo, normalmente é um jogo de soma zero (um ganha e outro perde).
A Igreja e o PNDH: bloco em defesa da cristianização do espaço público
Os jornais de hoje noticiam a posição firme da igreja católica contra dois pontos do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH): a descriminação do aborto e a proibição de emoldurar o bens públicos com símbolos religiosos. A igreja está cumprindo o seu papel em garantir o espaço conquistado ao longo dos séculos no Brasil.
Porém o debate é outro: é democrático e plural utilizar símbolos de uma determinada relião nos bens públicos? Por certo onde tivermos relíqueas religioss históricas, tombadas pelo patrimônio histórico, estas serão "imexíveis". Porém não é esta questão que está em debate, mas: o direito de que o Estado seja, de fato, laico, e que não deva privilegiar esta ou aquela religião. O Estado brasileiro, constitucionalmente propugna pela liberdade religiosa.
Na verdade a constituição brasileira protege o direito de livre consciência religiosa. Todos têm o direito de praticar a sua religião, inclusive protege os brasileiros que não querem praticar nenhuma religião, que são os ateus. Portanto, o princípio do não aparelhamento religioso dos bens públicos está de acordo com o princípio da separação entre Estado e religião. Apesar da igreja estar certa em lutar para preservar a sua hegemonia nos espaços públicos brasileiros, a sociedade democrática e o Estado devem lutar para que o fenômeno religioso se dê no âmbito da esfera privada da consciência indivídual e que o Estado seja mantido longe das manifestações religiosas, ou alguém já esqueceu da noite de São Bartolomeu?
Porém o debate é outro: é democrático e plural utilizar símbolos de uma determinada relião nos bens públicos? Por certo onde tivermos relíqueas religioss históricas, tombadas pelo patrimônio histórico, estas serão "imexíveis". Porém não é esta questão que está em debate, mas: o direito de que o Estado seja, de fato, laico, e que não deva privilegiar esta ou aquela religião. O Estado brasileiro, constitucionalmente propugna pela liberdade religiosa.
Na verdade a constituição brasileira protege o direito de livre consciência religiosa. Todos têm o direito de praticar a sua religião, inclusive protege os brasileiros que não querem praticar nenhuma religião, que são os ateus. Portanto, o princípio do não aparelhamento religioso dos bens públicos está de acordo com o princípio da separação entre Estado e religião. Apesar da igreja estar certa em lutar para preservar a sua hegemonia nos espaços públicos brasileiros, a sociedade democrática e o Estado devem lutar para que o fenômeno religioso se dê no âmbito da esfera privada da consciência indivídual e que o Estado seja mantido longe das manifestações religiosas, ou alguém já esqueceu da noite de São Bartolomeu?
Clube de amigos prá fazer melhor: almoço todo primeiro domingo no TIQUIN
Após o shopinho de ontem (01-02) no Tiquin, toda a turma de amigos sentiu a necessidade de periodicamente bater um papinho regado a shopinho. Pensou-se até em um nome: clube de amigos prá fazer melhor, que congregaria aqueles amigos que apostam no sucesso da gestão Maneschy na UFPA.Então ficou combinado o seguinte:
1- Todo o primeiro domingo após o pagamento de cada mês vamos almoçar no TIQUIN, o shop será R$ 1,00( hum real) e o almoço a R$ 10,00 (dez reais), no próximo domingo (07-02) começaríamos com açaí com jabá.
2- Este é mecanismo para nos encontrarmos periodicamente, senão a roda da modernidade nos engole. A roda se caracteriza pela luta individual e familiar pela sobrevivência e o tempo livre é dedicado à família. Em síntese, não sobra mais tempo para conversar com os amigos e nem para discutir política, cultura e artes.
3- Para enfrentarmos a roda naturalista da modernidade ocidental, só planejando, também, um tempo para papearmos mensalmente. Todos que se identificarem com nossa turma "prá fazer melhor, estão convidados, inclusive quem não esteve com a gente na batalha de 2008, não vemos as relaçoes políticas e institucionais com retrovisor.Queremos ampliar. Não à secessão e nem ao sectarismo na UFPA.
1- Todo o primeiro domingo após o pagamento de cada mês vamos almoçar no TIQUIN, o shop será R$ 1,00( hum real) e o almoço a R$ 10,00 (dez reais), no próximo domingo (07-02) começaríamos com açaí com jabá.
2- Este é mecanismo para nos encontrarmos periodicamente, senão a roda da modernidade nos engole. A roda se caracteriza pela luta individual e familiar pela sobrevivência e o tempo livre é dedicado à família. Em síntese, não sobra mais tempo para conversar com os amigos e nem para discutir política, cultura e artes.
3- Para enfrentarmos a roda naturalista da modernidade ocidental, só planejando, também, um tempo para papearmos mensalmente. Todos que se identificarem com nossa turma "prá fazer melhor, estão convidados, inclusive quem não esteve com a gente na batalha de 2008, não vemos as relaçoes políticas e institucionais com retrovisor.Queremos ampliar. Não à secessão e nem ao sectarismo na UFPA.
01-02: recebí amigos para um shopinho I
Ontem, 01-02, recebí alguns amigos da UFPA para tomar um shopinho a R$1,00 (hum real) no TIQUIN, do nosso amigo Jef Galvão. Jef de forma ousada, passou alguns e.mails avisando de meu aniversário, e acabei encontrando muitos amigos e ficamos até as duas horas colocando os papos em dias. O encontro parecia mais uma conferência estadual do PRC, do que um encontro para saudar um amigo. Foi muito bacana. A máquina fotográfica não ajudou muito mas repasso alguns momentos da confraternização.










ITEC sob ordem unida?
A ordem é: sai Barreiros, que todos marchem sob um mesmo estandarte. Quem se meter na frente será atropelado. Agora só falta combinar com a Civil, senão vai dar m...
Lula, o governo e a auto-estima do povo nas alturas
Lula e seu governo continuam "arrebentando" na avaliação popular. Lula ultrapassa os 80% de aprovação. O povo está muito otimista em relação ao nosso Brasil. Parece que o governo da união, viverá um boom em 2010. Uma tissunami eleitoral ameaça se apossar do Brasil em favor da onda Lula/Dilma.
O desejo pela pena de morte e pelo aborto cresce no Brasil
Nos últimos dez anos creceu o desejo da população em ver transformado em lei no Brasil a pena de morte e o aborto. Estes dados estão presentes na pesquisa CNT/SENSUS, realizada no final de janeiro de 2010.
De um lado o desejo da mulher pela auto-tutela e de outro, o desejo da população em se vingar dos autores de crimes bárbaros.
E afinal, o Estado deve assumir, constitucionalmente a vingança como um método de produzir ordem?
De um lado o desejo da mulher pela auto-tutela e de outro, o desejo da população em se vingar dos autores de crimes bárbaros.
E afinal, o Estado deve assumir, constitucionalmente a vingança como um método de produzir ordem?
Pesquisa expontânea: Dilma passa Serra
A pesquisa expontânea (CNT/SENSUS) realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010, mostra Dilma pela primeira vez na frente de Serra, 9,5% a 9,3%. Já na pesquisa estimulada, há um empate técnico, na margem de erro entre Serra e Dilma, mas com uma tendência, ainda, pró-Serra.
A presença do nome de Ciro Gomes na pesquisa vem sendo fundamental para a aproximação entre Dilma e Serra. O nome de Ciro retira intenções de votos em Serra.
Ciro e o temor do planato: ora se é verdade que a presença de Ciro na pesquisa, retira intenções de votos de Serra, é verdade também, que num eventual segundo turno, a maioria de votos de Ciro deslizaria em direção a Serra. A questão é: como enfrentar esta antinomia?
Eu não gostaria de estar na pele do Serra caso a tendência de crescimento de Dilma se mantenha. Serra tem uma reeleição garantida ao governo de São Paulo e, Aécio não tem mais direito à reeleição em Minas Gerais. Aliás Aécio, provavelmente, desistiu precocemente da candidatura ao planalto, para forçar Serra a enfrentar este dilema.
Aécio quer demonstrar que não se move por projetos pessoais, enquanto Serra...agora terá de demonstrar o mesmo. O problema é que Serra ainda não se declarou candidato. Espera os meses de março e abril, e quem sabe até junho. A pressão está insustentável para Serra assumir a candidatura já. Foi um golpe de mestre de Aécio... é a velha sutileza mineira.
A presença do nome de Ciro Gomes na pesquisa vem sendo fundamental para a aproximação entre Dilma e Serra. O nome de Ciro retira intenções de votos em Serra.
Ciro e o temor do planato: ora se é verdade que a presença de Ciro na pesquisa, retira intenções de votos de Serra, é verdade também, que num eventual segundo turno, a maioria de votos de Ciro deslizaria em direção a Serra. A questão é: como enfrentar esta antinomia?
Eu não gostaria de estar na pele do Serra caso a tendência de crescimento de Dilma se mantenha. Serra tem uma reeleição garantida ao governo de São Paulo e, Aécio não tem mais direito à reeleição em Minas Gerais. Aliás Aécio, provavelmente, desistiu precocemente da candidatura ao planalto, para forçar Serra a enfrentar este dilema.
Aécio quer demonstrar que não se move por projetos pessoais, enquanto Serra...agora terá de demonstrar o mesmo. O problema é que Serra ainda não se declarou candidato. Espera os meses de março e abril, e quem sabe até junho. A pressão está insustentável para Serra assumir a candidatura já. Foi um golpe de mestre de Aécio... é a velha sutileza mineira.
Remo 2 X 0 Santa Rosa: a máquina azul voltou?
Após o Remo obeter três vitórias consecutivas no Parazão, Vinicinho está super arrogante. Vive dizendo que 2010 é o ano da redenção remista. Eu confesso, ando meio cabrero com o rugido do leão e os tropeços do papão. Não posso ainda peitar o Vinicinho, que aliás não perde nenhum jogo do azulão.
PT “assume” governo em estado desesperador
Há nove meses das eleições de 2010, a governadora Ana Júlia amplia o núcleo duro do governo para as tendências majoritárias do PT (Unidade na Luta, PT pra Valer e Articulação Socialista). A Casa Civil deverá ser coordenada pela Unidade na Luta ( Everaldo Martins).
O PT vai assumir ônus pelo sucesso ou insucesso eleitoral da reeleição da governadora Ana Júlia. O núcleo duro, formado durante 37 meses pelos amigos pessoais da governadora ( Maurílio, Marcílio, Botelho e Puty), deixará um governo em situação desesperadora, perante a opinião pública.
Com apenas 35% de aceitação na opinião pública paraense, diríamos que se dependesse apenas da avaliação das políticas de governo, Ana Júlia já estaria derrotada. Porém Ana contará com a máquina de patronagem dos governos federal e estadual, além de toda a grande mídia paraense, e possivelmente com o apoio de Jáder, ainda no primeiro turno. Após o salto de Dilma na última pesquisa de opinião nacional, esta tendência começa a se estabelecer.
Será que o povo do Pará não promoverá, a partir dos grandes centros urbanos, uma rebelião eleitoral contra os acordos das elites governantes estadual? Esta reeleição será um excelente laboratório para ver se o fenômeno Dudu, ocorrido em 2008, se repetirá em 2010? O fenômeno Dudu diz respeito à reeleição de um governante, apesar de estar pessimamente avaliado perante o eleitorado: neste caso, a máquina falou mais alto do que a opinião dos setores esclarecidos da sociedade.
O PT vai assumir ônus pelo sucesso ou insucesso eleitoral da reeleição da governadora Ana Júlia. O núcleo duro, formado durante 37 meses pelos amigos pessoais da governadora ( Maurílio, Marcílio, Botelho e Puty), deixará um governo em situação desesperadora, perante a opinião pública.
Com apenas 35% de aceitação na opinião pública paraense, diríamos que se dependesse apenas da avaliação das políticas de governo, Ana Júlia já estaria derrotada. Porém Ana contará com a máquina de patronagem dos governos federal e estadual, além de toda a grande mídia paraense, e possivelmente com o apoio de Jáder, ainda no primeiro turno. Após o salto de Dilma na última pesquisa de opinião nacional, esta tendência começa a se estabelecer.
Será que o povo do Pará não promoverá, a partir dos grandes centros urbanos, uma rebelião eleitoral contra os acordos das elites governantes estadual? Esta reeleição será um excelente laboratório para ver se o fenômeno Dudu, ocorrido em 2008, se repetirá em 2010? O fenômeno Dudu diz respeito à reeleição de um governante, apesar de estar pessimamente avaliado perante o eleitorado: neste caso, a máquina falou mais alto do que a opinião dos setores esclarecidos da sociedade.
Governo Ana: percepção do povo do Pará
Hoje finalizo as apresentações de informações a respeito da avaliação que o povo do Pará está fazendo a respeito de Ana Júlia e seu governo. A função do Bilhetim, também é de socializar informações com os formadores de opinião, este blog não está a serviço de nenhum partido, seguramente está a serviço da boa informação política. Em breve passarei informações sobre as chances da oposição.
Navegando pela percepção da população do Estado do Pará, pode-se detectar que:
• Existem profundas decepções, arrependimentos, frustrações com o governo que se instalou a três anos no Estado, um governo que, até então, não mostrou identidade, não tem uma cara em que a população possa se mirar e espelhar-se;
• Pelo quadro clínico apresentado e diagnosticado , Ana Júlia e seu governo passam à margem dos conceitos positivos no imaginário da população, proliferando aspectos negativos;
• A imagem pessoal à Ana Júlia é negativa, altíssima, 65%; a reprovação ao seu governo também é alta, 59%; a rejeição ao seu nome como candidata não é diferente, 62%. Diante desse quadro percebe-se a fragilidade no governo e no gestor;
• O ex-governador Simão Jatene ficaria com 29% dos que conhecem bem a Governadora.
• O ex-governador Simão Jatene pegaria, hoje, 18% dos votos dados a Ana Júlia na eleição passada;
• Simão Jatene pegaria 55% dos votos do ex-governador Almir Gabriel; Jader levaria 21%; Edmilson Rodrigues pegaria 6%;
O mercado do voto a apenas noves meses das próximas eleições é favorável às oposições, tendo em vista o diagnóstico apresentado pelos dados da pesquisa em todo o Estado do Pará.
Navegando pela percepção da população do Estado do Pará, pode-se detectar que:
• Existem profundas decepções, arrependimentos, frustrações com o governo que se instalou a três anos no Estado, um governo que, até então, não mostrou identidade, não tem uma cara em que a população possa se mirar e espelhar-se;
• Pelo quadro clínico apresentado e diagnosticado , Ana Júlia e seu governo passam à margem dos conceitos positivos no imaginário da população, proliferando aspectos negativos;
• A imagem pessoal à Ana Júlia é negativa, altíssima, 65%; a reprovação ao seu governo também é alta, 59%; a rejeição ao seu nome como candidata não é diferente, 62%. Diante desse quadro percebe-se a fragilidade no governo e no gestor;
• O ex-governador Simão Jatene ficaria com 29% dos que conhecem bem a Governadora.
• O ex-governador Simão Jatene pegaria, hoje, 18% dos votos dados a Ana Júlia na eleição passada;
• Simão Jatene pegaria 55% dos votos do ex-governador Almir Gabriel; Jader levaria 21%; Edmilson Rodrigues pegaria 6%;
O mercado do voto a apenas noves meses das próximas eleições é favorável às oposições, tendo em vista o diagnóstico apresentado pelos dados da pesquisa em todo o Estado do Pará.
ITEC: quem derrotará Barreiros
Quem deve derrota Barreiros( Elétrica) nas eleições do ITEC é Dênio Raman( CIVIL). Por que faço esta afirmação? Porque Dênio está sendo lançado pelo grupo da Civil, que é o maior curso do ITEC. O candidato Adalberto (Civil) é candidato de sí mesmo. Este candidato perdeu a indicação dentro da Civil e resolveu se auto-lançar, Adalberto é muito ligado ao prof. Licurdo e "não gosta dos xerimbabos do Maneschy", como ele mesmo disse. A prof. Emília, provavelmente dividirá votos em Elétrica com Barreiros. e morrerão ambos abraçados. O espectro de articulação de Dênio (Civil) se introjecta pelos demais curso do ITEC e está chegando aos alunos e funcionários.
Ana Júlia: troca e ampliação do Núcleo duro?
Parece que finalmente Ana foi convencida pelos números das pesquisas. Reformará e ampliará o núcleo duro, incluindo as poderosas tendências petistas (Unidade na Luta, PT pra Valer e Articulação Socialista). Com esta medida Ana quer ter um Chefe da Casa Civil mais acreditado pela base aliada, principalmente o PMDB. Será que ainda dá tempo para colher os efeitos desejados?
A mágica mesmo é reverter o quadro da propaganda governamental, que vem se mostrando ineficaz e ineficiente.
Lembro da reeleição de Alex para a reitoria em 2005. Alex vinha de um reitorado com grandes resultados objetivos. Fizemos as pesquisas e descobrimos que 50% do alunado rejeitava Alex. Perguntamos o Por quê? resposta... Alex não fez nada. Ou seja, os estudantes não tinham conhecimento das realizações alexianas no campo do ensino, pesquisa, extensão e infra-estrutura física na UFPA.
A partir daquela constatação, compreendemos que a comunicação à comunidade interna não tinha funcionado nos últimos 4 anos. Então elaboramos uma estratégia agressiva e em 90 dias a rejeição, entre os estudantes tinha caído para 25%, e no dia da eleição Alex obteria 70% dos votos estudantil. Derrotamos todos os comandantes do movimento estudantil, formado por PSOL e PSTU.
A mágica mesmo é reverter o quadro da propaganda governamental, que vem se mostrando ineficaz e ineficiente.
Lembro da reeleição de Alex para a reitoria em 2005. Alex vinha de um reitorado com grandes resultados objetivos. Fizemos as pesquisas e descobrimos que 50% do alunado rejeitava Alex. Perguntamos o Por quê? resposta... Alex não fez nada. Ou seja, os estudantes não tinham conhecimento das realizações alexianas no campo do ensino, pesquisa, extensão e infra-estrutura física na UFPA.
A partir daquela constatação, compreendemos que a comunicação à comunidade interna não tinha funcionado nos últimos 4 anos. Então elaboramos uma estratégia agressiva e em 90 dias a rejeição, entre os estudantes tinha caído para 25%, e no dia da eleição Alex obteria 70% dos votos estudantil. Derrotamos todos os comandantes do movimento estudantil, formado por PSOL e PSTU.
Poder Legislativo: a tentativa de extorsão em Curuçá.
Os jornais de hoje noticiam a vergonhosa tentativa de extorsão ocorrida em Curuçá contra o vereador Antônio Kzan. A DIOE armou o flagra e prendeu o presidente e o primeiro secretário da Câmara Municipal, que agora estão em presídio.
Esta prática, criminosa, radicaliza um comportamento predatório, que grande parte de vereadores das pequenas cidades vem cometendo contra as instituições democráticas . E que a cada escândalo conduzem a opinião pública local a duvidar do comportamento nada republicano da classe política municipal.
A população local há muito dá pouco crédito aos parlamentares municipais, este fato se comprova pela forma como é tomada a decisão de voto para os vereadores, e por que não dizer para o parlamento como um todo. O voto é decidido com base nas relações de amizade, familiares e ou de troca objetiva, como por exemplo, a obtenção de bens clientelístico para atender necessidades individuais ou familiares, como: telha, madeira e ou emprego nas empresas terceirizadas, que prestam serviços públicos municipais.
Enquanto nas eleições majoritárias, mas propriamente para prefeito, a população vem decapitando o mau prefeito, nas eleições legislativas, a população vê-se diante de centenas de candidatos a pedir, ou a paquerar indecentemente o seu voto. O prefeito é visto como alguém que tem o poder de tomar decisões e implementá-la, enquanto os vereadores são vistos como indivíduos sem poder político objetivo.
Em síntese: A Câmara Municipal das pequenas cidades, a partir do comportamento pragmático dos vereadores, há muito deixou de ser um espaço para a defesa dos interesses da sociedade local, e se transformou em uma arena para patrocinar os interesses particulares dos vereadores. Hoje estas Câmaras representam o braço avançado do chefe do executivo.
O caso da tentativa de extorsão do vereador de Curuçá, patrocinado pelo presidente e o primeiro secretário da Casa e mais quatro vereadores, sintetiza o nível de pragmatismo em que chegaram os vereadores em busca de se aproveitar de qualquer situação política, considerada “embaraçosa”, de um colega de legislativo, para visualizarem, imediatamente, a possibilidade ganhar um dinheiro extra.
Nestas pequenas cidades, inexiste uma clara separação entre o executivo e o legislativo. O prefeito controla completamente os vereadores, pela via da compra da “fidelidade”. Estes vereadores, na ausência de uma imprensa livre a nível local e na presença de uma sociedade civil completamente fragilizada perante o Estado, se transformam em “lobos tomando conta de ovelhas”. Ou seja, são estes senhores encarregados de fiscalizarem o prefeito e a aplicação dos recursos orçamentários em bases municipais.
Que fazer? Que a sociedade local seja mais responsável na tomada de decisão do voto nas eleições para vereadores, que a sociedade civil municipal crie observatórios do comportamento legislativo e que democratizemos os meios de comunicação, como as rádios e a TV, para que os políticos deixem de monopolizar os meio de comunicação a nível local. E que aprovemos a reforma política, aonde venhamos a acabar com o “personal vote” nas eleições proporcionais.
Esta prática, criminosa, radicaliza um comportamento predatório, que grande parte de vereadores das pequenas cidades vem cometendo contra as instituições democráticas . E que a cada escândalo conduzem a opinião pública local a duvidar do comportamento nada republicano da classe política municipal.
A população local há muito dá pouco crédito aos parlamentares municipais, este fato se comprova pela forma como é tomada a decisão de voto para os vereadores, e por que não dizer para o parlamento como um todo. O voto é decidido com base nas relações de amizade, familiares e ou de troca objetiva, como por exemplo, a obtenção de bens clientelístico para atender necessidades individuais ou familiares, como: telha, madeira e ou emprego nas empresas terceirizadas, que prestam serviços públicos municipais.
Enquanto nas eleições majoritárias, mas propriamente para prefeito, a população vem decapitando o mau prefeito, nas eleições legislativas, a população vê-se diante de centenas de candidatos a pedir, ou a paquerar indecentemente o seu voto. O prefeito é visto como alguém que tem o poder de tomar decisões e implementá-la, enquanto os vereadores são vistos como indivíduos sem poder político objetivo.
Em síntese: A Câmara Municipal das pequenas cidades, a partir do comportamento pragmático dos vereadores, há muito deixou de ser um espaço para a defesa dos interesses da sociedade local, e se transformou em uma arena para patrocinar os interesses particulares dos vereadores. Hoje estas Câmaras representam o braço avançado do chefe do executivo.
O caso da tentativa de extorsão do vereador de Curuçá, patrocinado pelo presidente e o primeiro secretário da Casa e mais quatro vereadores, sintetiza o nível de pragmatismo em que chegaram os vereadores em busca de se aproveitar de qualquer situação política, considerada “embaraçosa”, de um colega de legislativo, para visualizarem, imediatamente, a possibilidade ganhar um dinheiro extra.
Nestas pequenas cidades, inexiste uma clara separação entre o executivo e o legislativo. O prefeito controla completamente os vereadores, pela via da compra da “fidelidade”. Estes vereadores, na ausência de uma imprensa livre a nível local e na presença de uma sociedade civil completamente fragilizada perante o Estado, se transformam em “lobos tomando conta de ovelhas”. Ou seja, são estes senhores encarregados de fiscalizarem o prefeito e a aplicação dos recursos orçamentários em bases municipais.
Que fazer? Que a sociedade local seja mais responsável na tomada de decisão do voto nas eleições para vereadores, que a sociedade civil municipal crie observatórios do comportamento legislativo e que democratizemos os meios de comunicação, como as rádios e a TV, para que os políticos deixem de monopolizar os meio de comunicação a nível local. E que aprovemos a reforma política, aonde venhamos a acabar com o “personal vote” nas eleições proporcionais.
2010- Jáder governador?
A prof. Edilza, em seu blog (http://edilzafontes.blogspot.com), discute a distribuição do tempo entre os partidos no rádio e TV, a partir de prováveis coligações partidários ao governo do estado.
Coligação 1: PT, PC do B, PP, PR, PSC e PV- Ana Júlia encabeçaria
Coligação 2: PSDB, PPS - Jatene encabeçaria
Coligação 3: PSOL, PCB, PCO e PSTU- Araceli Lemos encabeçaria
coligação 4: PMDB, DEM, PTB, PR, PDT - Jáder ou Dudu encabeçariam
Com estes cenários para a conformação das coligações, a partir das informações privilegiadas de que dispõe, a prof. Edilza Fontes, nos faz exercitar um pouco futurologia eleitoral, bem consistente.
Caso se confirme a coligação número 4, esta seguramente chegará ao segundo turno, montada na máquina midiática do PMDB e em 80 prefeituras (incluindo Ananindeua e Marabá)e passará mais facilmente e com grande chance de vitória, se for encabeçada por Jáder.
Já Ana júlia e Jatene travarão uma luta entre sí, para ver quem passará em segundo lugar. Em qualquer dos cenários, passe Ana ou passe Jatene, Jáder teria maiores probabilidades de se tornar governador, pois Jatene jamais apoiaria o PT no segundo embate eleitoral de 2010 e vice versa.
Como não acredito que Dudu abra mão da cabeça de chapa. Esta coligação poderá ser destroçada pela campanha eletrônica (TV/rádio), a partir do bombardeio sofrido pela administração de Dudu, nos últimos dois anos, a partir do grupo RBA.
Dudu está muito frágil perante a opinião pública da região metropolitana. E Jáder e o PMDB poderão ser atingido pelo próprio veneno destilado contra Dudu. Ahh, Jáder seria eleito senador, ou governador por esta grande coligação.
Caso saia Dudu, creio que passaria ao segundo turno Ana e Jatene, e nestas circustâncias, Ana poderia ser reeleita, se contasse com o apoio de jáder e Dudu.
Ahhh, para aqueles que acham que Jáder terá uma rejeição ampliada a partir de seu histórico de denúncias de corrupção, quem estará livre deste tipo de ataque nestas eleições? Jáder, a exemplo do que aconteceu com Dudu em 2004, está blindado contra este tipo de acusação. Quanto mais baterem em Jáder, mais ele tufará...é o chamado efeito fermento.
Vivemos nos Pará a seguinte situação: numa noite escura...todos os gatos são pardos. E dentre os grandes competidores parece que ninguém se diferencia do ponto de vista ético-moral na condução da vida política...vivemos no tempo de vale tudo. Maquiavel, quando expôs o realismo na política, estava completamente certo. De fato a ética vem sendo tratada como um artigo de marketing para otário acreditar.
Seguramente Jatene é o menos exposto, na temática da corrupção. Mas todos têm rabo de palha. Quem terá a coragem de atirar a primeira pedra? O PSOL, mas Araceli não contará no jogo político, terá poucos votos e não deverá atingir o quociente eleitoral para eleger deputados, e ao final da disputa para o executivo, o PSOL deverá se abster no segundo turno.
Coligação 1: PT, PC do B, PP, PR, PSC e PV- Ana Júlia encabeçaria
Coligação 2: PSDB, PPS - Jatene encabeçaria
Coligação 3: PSOL, PCB, PCO e PSTU- Araceli Lemos encabeçaria
coligação 4: PMDB, DEM, PTB, PR, PDT - Jáder ou Dudu encabeçariam
Com estes cenários para a conformação das coligações, a partir das informações privilegiadas de que dispõe, a prof. Edilza Fontes, nos faz exercitar um pouco futurologia eleitoral, bem consistente.
Caso se confirme a coligação número 4, esta seguramente chegará ao segundo turno, montada na máquina midiática do PMDB e em 80 prefeituras (incluindo Ananindeua e Marabá)e passará mais facilmente e com grande chance de vitória, se for encabeçada por Jáder.
Já Ana júlia e Jatene travarão uma luta entre sí, para ver quem passará em segundo lugar. Em qualquer dos cenários, passe Ana ou passe Jatene, Jáder teria maiores probabilidades de se tornar governador, pois Jatene jamais apoiaria o PT no segundo embate eleitoral de 2010 e vice versa.
Como não acredito que Dudu abra mão da cabeça de chapa. Esta coligação poderá ser destroçada pela campanha eletrônica (TV/rádio), a partir do bombardeio sofrido pela administração de Dudu, nos últimos dois anos, a partir do grupo RBA.
Dudu está muito frágil perante a opinião pública da região metropolitana. E Jáder e o PMDB poderão ser atingido pelo próprio veneno destilado contra Dudu. Ahh, Jáder seria eleito senador, ou governador por esta grande coligação.
Caso saia Dudu, creio que passaria ao segundo turno Ana e Jatene, e nestas circustâncias, Ana poderia ser reeleita, se contasse com o apoio de jáder e Dudu.
Ahhh, para aqueles que acham que Jáder terá uma rejeição ampliada a partir de seu histórico de denúncias de corrupção, quem estará livre deste tipo de ataque nestas eleições? Jáder, a exemplo do que aconteceu com Dudu em 2004, está blindado contra este tipo de acusação. Quanto mais baterem em Jáder, mais ele tufará...é o chamado efeito fermento.
Vivemos nos Pará a seguinte situação: numa noite escura...todos os gatos são pardos. E dentre os grandes competidores parece que ninguém se diferencia do ponto de vista ético-moral na condução da vida política...vivemos no tempo de vale tudo. Maquiavel, quando expôs o realismo na política, estava completamente certo. De fato a ética vem sendo tratada como um artigo de marketing para otário acreditar.
Seguramente Jatene é o menos exposto, na temática da corrupção. Mas todos têm rabo de palha. Quem terá a coragem de atirar a primeira pedra? O PSOL, mas Araceli não contará no jogo político, terá poucos votos e não deverá atingir o quociente eleitoral para eleger deputados, e ao final da disputa para o executivo, o PSOL deverá se abster no segundo turno.
Ana Júlia: Uma avaliação individual desastrosa
Continuando a socialização de informação com os internautas, a partir de uma pesquisa realizada em dezembro, passo agora a expor a imagem que a população tem (hoje) da pessoa da governadora do estado.
E o que as pessoas falam negativamente quando se pronuncia o nome Ana Júlia? Como o índice é alto, 65%, os adjetivos atribuídos a governadora são dos piores possíveis. Existe um sentimento forte de revolta/decepção/arrependimento no seio da população que a percebe negativamente. Dos 65% de imagem negativa, 32% vêem Ana Júlia como “péssima/ruim/negativa/não presta/piorou/fracasso”. Há uma parcela de 7% desse universo que estão “decepcionados/frustrados/arrependidos” com Ana Júlia. Outros 5% quando falam em Ana Júlia, não vêem “nada/indiferente/um político comum”.
Para 5% a governadora “deixou a desejar/não fez muita coisa/esperava mais”. A “tristeza/o desgosto/a insatisfação” domina 4% dos que detém imagem negativa da governadora. O sentimento de “raiva/revolta” permeia, também, 5% desse universo negativo.
E o que as pessoas falam negativamente quando se pronuncia o nome Ana Júlia? Como o índice é alto, 65%, os adjetivos atribuídos a governadora são dos piores possíveis. Existe um sentimento forte de revolta/decepção/arrependimento no seio da população que a percebe negativamente. Dos 65% de imagem negativa, 32% vêem Ana Júlia como “péssima/ruim/negativa/não presta/piorou/fracasso”. Há uma parcela de 7% desse universo que estão “decepcionados/frustrados/arrependidos” com Ana Júlia. Outros 5% quando falam em Ana Júlia, não vêem “nada/indiferente/um político comum”.
Para 5% a governadora “deixou a desejar/não fez muita coisa/esperava mais”. A “tristeza/o desgosto/a insatisfação” domina 4% dos que detém imagem negativa da governadora. O sentimento de “raiva/revolta” permeia, também, 5% desse universo negativo.
Ten Caten em pé de guerra contra Puty
Puty continua com suas travessuras. Ignorando que é o Chefe da Casa Civil, Puty estaria acintosamente assediando Raimundo Oliveira, dirigente do INCRA-Marabá para uma dobradinha eleitoral via candidatura à deputança estadual. Oliveira teria sido indicação da deputada Bernadete Ten caten para o cargo e agora vê seu apadrinhado estar sendo assediado pelo candidato Puty, em suas barbas, ou melhor, no seu distrito eleitoral preferencial.
Ana Júlia: hoje, uma carente de intenção de votos
Continuando com a exposição de pesquisa realizada em dezembro de 2009, repasso dados atinentes à avaliação do desempenho da governado Ana Júlia. Após 36 meses de governo, venhamos e convenhamos, a turma que cuida da direção política do governo está sendo muito mal avaliada. Caso pudéssemos emitir uma nota para o núcleo duro, daríamos 1,0.
Para análise da composição do voto em Ana Júlia, procura-se identificar o nível de conhecimento da governadora. De acordo com os dados pesquisados, 57% Conhecem Bem; 22% a Conhecem Mais ou Menos; 19% a Conhecem só de nome.
Quando cruza-se estes dados com a intenção de voto, hoje, em Ana Júlia, verifica-se que dos 57% que conhecem Bem a governadora, apenas 25% votariam nela, o que significa dizer que ela teria, na verdade, 14% dos votos dos que a conhecem Bem. Simão Jatene pegaria o maior percentual de votos dos que conhecem Bem Ana Júlia, 29%. Em seguida Edmilson pegaria 16% desse segmento. Dos que conhecem Ana Mais ou Menos, apenas 13% votariam nela; dos que conhecem só de nome, 8% votariam nela.
Em se tratando de potencial e rejeição de votos, Ana Júlia tem um potencial de 31%, isto é, a somatória dos que votariam nela com certeza e aqueles que poderiam votar na governadora novamente. Agora, quando procura-se aferir o índice dos que não votariam nela de jeito nenhum, chega-se ao patamar de 62%. E o maior índice de rejeição à governadora é na região do Marajó que atinge 95% dos que não votariam nela. A segunda região que a rejeita mais é a Metropolitana com 68%; seguida do Nordeste com 62%; Sudoeste, 60%; Sudeste 55%. E a que menos rejeita Ana Júlia é a região do Baixo Amazonas, 40%.
Detalhando um pouco mais esta análise, cruzando-se o nível de conhecimento à governadora com o potencial e rejeição de votos. Chegamos a seguinte conclusão: dos que conhecem Bem a governadora (57%), apenas 22% votariam nela com certeza; 14% poderiam votar e 60% Não Votariam em Ana Júlia. A partir daí a rejeição vai aumentando vertiginosamente: dos que conhecem Mais ou Menos, 63% Não votaria nela; dos Conhecem Só de Nome, 71% não votariam na governadora; e aqueles que não a conhecem, 100% não votaria em Ana Júlia para governadora.
Para análise da composição do voto em Ana Júlia, procura-se identificar o nível de conhecimento da governadora. De acordo com os dados pesquisados, 57% Conhecem Bem; 22% a Conhecem Mais ou Menos; 19% a Conhecem só de nome.
Quando cruza-se estes dados com a intenção de voto, hoje, em Ana Júlia, verifica-se que dos 57% que conhecem Bem a governadora, apenas 25% votariam nela, o que significa dizer que ela teria, na verdade, 14% dos votos dos que a conhecem Bem. Simão Jatene pegaria o maior percentual de votos dos que conhecem Bem Ana Júlia, 29%. Em seguida Edmilson pegaria 16% desse segmento. Dos que conhecem Ana Mais ou Menos, apenas 13% votariam nela; dos que conhecem só de nome, 8% votariam nela.
Em se tratando de potencial e rejeição de votos, Ana Júlia tem um potencial de 31%, isto é, a somatória dos que votariam nela com certeza e aqueles que poderiam votar na governadora novamente. Agora, quando procura-se aferir o índice dos que não votariam nela de jeito nenhum, chega-se ao patamar de 62%. E o maior índice de rejeição à governadora é na região do Marajó que atinge 95% dos que não votariam nela. A segunda região que a rejeita mais é a Metropolitana com 68%; seguida do Nordeste com 62%; Sudoeste, 60%; Sudeste 55%. E a que menos rejeita Ana Júlia é a região do Baixo Amazonas, 40%.
Detalhando um pouco mais esta análise, cruzando-se o nível de conhecimento à governadora com o potencial e rejeição de votos. Chegamos a seguinte conclusão: dos que conhecem Bem a governadora (57%), apenas 22% votariam nela com certeza; 14% poderiam votar e 60% Não Votariam em Ana Júlia. A partir daí a rejeição vai aumentando vertiginosamente: dos que conhecem Mais ou Menos, 63% Não votaria nela; dos Conhecem Só de Nome, 71% não votariam na governadora; e aqueles que não a conhecem, 100% não votaria em Ana Júlia para governadora.
Ana Júlia: um governo sem marca, sem identidade
Continuando a publicação de uma série de avaliações sobre o governo Ana. Hoje apresentamos a avaliação que a população faz dos resultados de governo há nove meses das eleições estaduais.
A população do Estado do Pará desconhece em grande parte o que o governo de Ana Júlia vem fazendo de obras e serviços no Estado. É o que indica pesquisa realizada no Estado quando 72% dos entrevistados afirmam que Ana Júlia não fez nada ou nenhuma obra/serviço ou, ainda, não sabem informar. É um índice bastante elevado tendo em vista os três anos de administração. Significa que não existe nenhuma marca forte que possa identificar o governo Ana. É um governo sem identidade.
Das obras e serviços que são percebidos pela população destacam-se com índices acima de 3%: Bolsa Trabalho (4%), Pro Jovem (3,6%), Escola técnica/colégios/reformas (3,3%), Delegacia/PM Box/viaturas (3%).
A população do Estado do Pará desconhece em grande parte o que o governo de Ana Júlia vem fazendo de obras e serviços no Estado. É o que indica pesquisa realizada no Estado quando 72% dos entrevistados afirmam que Ana Júlia não fez nada ou nenhuma obra/serviço ou, ainda, não sabem informar. É um índice bastante elevado tendo em vista os três anos de administração. Significa que não existe nenhuma marca forte que possa identificar o governo Ana. É um governo sem identidade.
Das obras e serviços que são percebidos pela população destacam-se com índices acima de 3%: Bolsa Trabalho (4%), Pro Jovem (3,6%), Escola técnica/colégios/reformas (3,3%), Delegacia/PM Box/viaturas (3%).
2006: Ana Júlia e Almir Gabriel- a migração de votos hoje
Continuando a explanação de recente pesquisa de opinião pública, apresento a migração de votos, dados em 2006 a Ana Júlia e Almir Gabriel. Vejam que a situação de Ana é muito dificil.
E como está a migração de votos dados a governadora na última eleição para as intenções de voto, hoje? Qual o percentual dos que repetiriam o voto em Ana Júlia? E qual o percentual dos que não votariam mais nela, hoje?
Para respondermos a essas perguntas cruza-se a variável Voto no Segundo Turno da última eleição com a intenção de voto, hoje.
Quem disse que votou em Ana Júlia na última eleição, apenas 28% votariam nela novamente. E para onde iria o restante desses votos? O ex-governador Simão Jatene levaria 18% dos votos de Ana; o deputado federal Jader Barbalho pegaria 23%; o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues levaria 16% dos votos dados a Ana na última eleição.
E o votos de Almir Gabriel da última eleição como seriam distribuídos, hoje?
Ana Júlia pegaria 5%; Simão Jatene pegaria 55%; Jader Barbalho levaria 21% e Edmilson Rodrigues, 6%.
E como está a migração de votos dados a governadora na última eleição para as intenções de voto, hoje? Qual o percentual dos que repetiriam o voto em Ana Júlia? E qual o percentual dos que não votariam mais nela, hoje?
Para respondermos a essas perguntas cruza-se a variável Voto no Segundo Turno da última eleição com a intenção de voto, hoje.
Quem disse que votou em Ana Júlia na última eleição, apenas 28% votariam nela novamente. E para onde iria o restante desses votos? O ex-governador Simão Jatene levaria 18% dos votos de Ana; o deputado federal Jader Barbalho pegaria 23%; o ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues levaria 16% dos votos dados a Ana na última eleição.
E o votos de Almir Gabriel da última eleição como seriam distribuídos, hoje?
Ana Júlia pegaria 5%; Simão Jatene pegaria 55%; Jader Barbalho levaria 21% e Edmilson Rodrigues, 6%.
Sucessão de 2010: um balanço inicial do governo Ana Júlia
Para introduzir minha análise apresento alguns dados recentes acerca da imagem da governadora do Pará perante o eleitorado estadual.
Dêem uma olhada a quantas andam a imagem da governadora do Pará:as fontes são confiáveis e retrata uma pesquisa de dezembro de 2009.
2.Percepção da imagem da Governadora Ana Júlia
E como a Governadora Ana Júlia Carepa é vista pela população do Pará? O que vem a mente deste povo quando se fala o nome de Ana Júlia?
O tamanho da imagem Positiva é de apenas 23%. Agora, quando se trata de imagem Negativa o índice vai para 65%. Em relação às mesorregiões do Estado, a que se destaca com melhor percentual de imagem positiva é a mesorregião do Baixo Amazonas, 49%. As de piores desempenhos de imagem da governadora são: Marajó (93%), seguida da Metropolitana (75%), Sudoeste (71%) e Nordeste 60%).
A ANÁLISE:
1- Dediquei 17 anos de minha vida ao PT. Desfiliei-me politicamente no ano de 2002. Entre os anos de 1981 e 1984 fiquei transitando entre a convergência, DS, e a dissidência esquerda do PC do B , para finalmente ingressar com toda força no PRC até 1988. No PT, o PRC adentrou a partir de 1985 e lançou Humberto Cunha prefeito de Belém, alcançando o percentual histórico, para aquela época, de 10% do eleitorado.
Fui da direção municipal e estadual do PT e da direção estadual e nacional da CUT.
2- Saí do PT por motivos profissionais, já era mestre em Ciência Política e estava cursando o doutorado, aí eu teria dois caminhos, ou seria cientista do PT, ou um acadêmico da UFPA para discutir, sem o constrangimento de enfrentar a disciplina partidária, temas polêmicos como o mensalão, ou a avaliação de governo quando o PT fosse o partido incumbente. Optei pela segunda alternativa.
3- Hoje assisto com alegria o grande desempenho de um governo de centro esquerda no Brasil, o governo Lula, sem dúvida será lembrado como aquele que alçou vôo, levando consigo grande parte do povo brasileiro. Até recentemente o crescimento econômico não era acompanhado da distribuição de rendas, controle inflacionário e geração de novos empregos formais. Lula, pelos números ostentados em relação a: investimento em educação, nas universidades federais e no ensino técnico e tecnológico. Investimento no ensino fundamental e nos salários dos professores. Investimento na agricultura familiar, que gerará nos próximos 15 anos uma classe média rural. A política de cotas nas universidades que gerará uma nova classe média, baseada nos sem universidades de ontem. Enfim Lula tem indicadores em todas as áreas das políticas de Estado, incluindo a diminuição da dependência comercial com os EUA e ampliando o acesso ao comércio com a China, África do Sul, Rússia e Oriente médio. Então podemos afirmar com convicção, o governo Lula têm muito mais méritos do que deméritos, daí ser o presidente brasileiro campeão em popularidade.
E o governo Ana Júlia como vai?
4- Como ponto de partida posso afirmar que quando penso em Ana Júlia me sobressai, de início, imagens negativas: DAS para manicure, privilégio ao piloto namorado, a menor encarcerada de Abaetetuba, o escândalo do kit escolar, mortes de bebês na Santa Casa, o sucateamento do Ophir Loyola, e agora mais recentemente, denúncias em torno de propinas a partir de obras públicas.
5- Do ponto de vista político outras imagens negativas se sobressaem: concentração do núcleo de governos nas mãos de pouquíssimas pessoas de seu relacionamento pessoal, em detrimento do partido e da base de apoio partidário e parlamentar. Reclamações de toda a base aliada de que os acordos firmados com a Casa Civil nunca são cumpridos. Reclamações da bancada federal quanto às emendas orçamentárias para o estado, onde a governadora, prometeu e não cumpriu de que acrescentaria às emendas individuais o mesmo valor alocado pelo deputado federal ou senador, independente de partido. Incapacidade em gastar os recursos orçamentários alocados pelos deputados e senadores, através de emendas de bancada. Neste ano o governo do estado não teria tido a capacidade gastar em torno de 500 milhões, das verbas destinadas ao estado e esta teria sido devolvida.
6- Estes erros, que são crassos nas relações políticas, poderiam e deveriam ser superados a qualquer momento, principalmente relacionado à base aliada, bastando para isso que a chefe do executivo bata o martelo e altere as relações políticas e institucionais que vem estabelecendo com a base aliada.
Há nove meses das próximas eleições esta decisão ainda não foi tomada, e hoje tenho muitas dúvidas se as relações de parcerias e confiança ainda podem ser reestabelecidas com a base de centro direita no parlamento e nas prefeituras. Quanto ao PT, este não tem outro caminho de que não seja tentar viabilizar a candidatura Ana para que tenha reflexos eleitorais positivos, através do desempenho da legenda e na conquista de um quociente eleitoral favorável às bancadas federais, estaduais, e na disputa senatorial.
7- Mas neste mar de imagens negativas, o governo tem o que mostrar, mas passou 36 meses sem conseguir mostrá-los, ou quando o fez, o executou sem criatividade e com baixa capacidade convencimento, senão vejamos: O governo não capitalizou ostensivamente as iniciativas federais no estado como a criação da UFOPA, as eclusas de Tucurui, a retomada do asfaltamento da Transamazônica e da BR 163, a siderúrgica de Marabá, a extensão da ferrovia norte-sul à Barcarena.
8- O governo também tem boas iniciativas estaduais, e só agora começa a mostrar uma propaganda mais agressiva e consistente como: a bolsa trabalho, os parques Tecnológicos em construções, a ação metrópole, o navega Pará, pequenas obras de infra-estrutura municipal, como as construções de trapiches, estradas vicinais e construções de escolas, postos de saúde e equipamentos hospitalares.
9- A grande decepção do governo Ana Júlia foi sem dúvida a perda da marca registrada do PT nas áreas da saúde e educação. Têm sido paradigmática as revoluções silenciosas patrocinadas nas administrações municipais e estaduais comandas pelo PT nestas duas áreas. A partir de uma visão aparelhista do controle de áreas essenciais do Estado para fins de reeleição, deixou-se em segundo plano a questão de Saúde e Educação.
10- Não foi experimentada nenhuma ação articulada visando o estabelecimento de novos métodos de aprendizado e gestão escolar. Uma minoria de escolas funciona exemplarmente em detrimento da maioria atolada pelo compadrio entre diretores e professores. Não houve ações coordenadas que envolvessem tanto órgãos e dirigentes estaduais com as secretarias municipais, para superar problemas relacionados à gestão e às novas metodologias de aprendizado. Não houve o empoderamento orçamentário e político do espaço escolar. Além de se ter privilegiado a confiança política para a ocupação de cargos técnicos em detrimento da prioridade da competência específica aliada à confiança.
11- Em relação ao setor saúde, nem se fale. A saúde foi rifada para cumprir acordos eleitorais. Sem dúvida existiriam outras maneiras e cumprir acordos, mas a saúde e educação não deveriam ter sido secundarizadas pelo governo. Para os pragmáticos direi com toda a convicção: Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança não podem ser locais de barganha e onde não deve nem ser pensado a possibilidade de aparelhamento, porque são essenciais para armar a sociedade pobre para a competição na sociedade, patrimonializar estes setores de governo trará reflexos devastadores para toda àquelas pobres vidas, e por um longo tempo .
12- A gestão da saúde é um dos principais problemas a serem enfrentados pelos governos. Apesar dos recursos fluírem fundo a fundo, as coisas não acontecem na ponta. Os pacientes não são bem recebidos, as filas são intermináveis, a falta de médicos é uma constante, a Estratégia Saúde da Família está desvirtuada por causa do aparelhamento e apadrinhamento político municipal.
13- Mas Ana Júlia têm grandes chances de estar no segundo turno. A melhoria da comunicação política, as obras federais e estaduais bem capitalizadas, a aliança eleitoral com partidos e prefeituras e o grande poder da máquina estadual, dos recursos organizativos e financeiros, a fazem uma grande atriz política ao próximo processo sucessório.
14- A quebradeira estadual do PSDB, a partir das eleições municipais de 2008. O fato de Jáder Barbalho não querer arriscar perder mandato em 2010, numa disputa para o executivo. O desmonte moral que o Diário do Pará executou contra a gestão Dudu em Belém, nos últimos 3 anos, são fatores que deixam a possibilidade do governo Ana e o PT sonharem ainda em conseguir uma reeleição, num contexto de péssima gestão política, administrativa e orçamentária no estado do Pará nestes últimos 37 mêses. Imaginem, apesar desta análise, afirmo e reafirmo, Ana ainda tem chances de se reeleger. É... são coisas da política.
Dêem uma olhada a quantas andam a imagem da governadora do Pará:as fontes são confiáveis e retrata uma pesquisa de dezembro de 2009.
2.Percepção da imagem da Governadora Ana Júlia
E como a Governadora Ana Júlia Carepa é vista pela população do Pará? O que vem a mente deste povo quando se fala o nome de Ana Júlia?
O tamanho da imagem Positiva é de apenas 23%. Agora, quando se trata de imagem Negativa o índice vai para 65%. Em relação às mesorregiões do Estado, a que se destaca com melhor percentual de imagem positiva é a mesorregião do Baixo Amazonas, 49%. As de piores desempenhos de imagem da governadora são: Marajó (93%), seguida da Metropolitana (75%), Sudoeste (71%) e Nordeste 60%).
A ANÁLISE:
1- Dediquei 17 anos de minha vida ao PT. Desfiliei-me politicamente no ano de 2002. Entre os anos de 1981 e 1984 fiquei transitando entre a convergência, DS, e a dissidência esquerda do PC do B , para finalmente ingressar com toda força no PRC até 1988. No PT, o PRC adentrou a partir de 1985 e lançou Humberto Cunha prefeito de Belém, alcançando o percentual histórico, para aquela época, de 10% do eleitorado.
Fui da direção municipal e estadual do PT e da direção estadual e nacional da CUT.
2- Saí do PT por motivos profissionais, já era mestre em Ciência Política e estava cursando o doutorado, aí eu teria dois caminhos, ou seria cientista do PT, ou um acadêmico da UFPA para discutir, sem o constrangimento de enfrentar a disciplina partidária, temas polêmicos como o mensalão, ou a avaliação de governo quando o PT fosse o partido incumbente. Optei pela segunda alternativa.
3- Hoje assisto com alegria o grande desempenho de um governo de centro esquerda no Brasil, o governo Lula, sem dúvida será lembrado como aquele que alçou vôo, levando consigo grande parte do povo brasileiro. Até recentemente o crescimento econômico não era acompanhado da distribuição de rendas, controle inflacionário e geração de novos empregos formais. Lula, pelos números ostentados em relação a: investimento em educação, nas universidades federais e no ensino técnico e tecnológico. Investimento no ensino fundamental e nos salários dos professores. Investimento na agricultura familiar, que gerará nos próximos 15 anos uma classe média rural. A política de cotas nas universidades que gerará uma nova classe média, baseada nos sem universidades de ontem. Enfim Lula tem indicadores em todas as áreas das políticas de Estado, incluindo a diminuição da dependência comercial com os EUA e ampliando o acesso ao comércio com a China, África do Sul, Rússia e Oriente médio. Então podemos afirmar com convicção, o governo Lula têm muito mais méritos do que deméritos, daí ser o presidente brasileiro campeão em popularidade.
E o governo Ana Júlia como vai?
4- Como ponto de partida posso afirmar que quando penso em Ana Júlia me sobressai, de início, imagens negativas: DAS para manicure, privilégio ao piloto namorado, a menor encarcerada de Abaetetuba, o escândalo do kit escolar, mortes de bebês na Santa Casa, o sucateamento do Ophir Loyola, e agora mais recentemente, denúncias em torno de propinas a partir de obras públicas.
5- Do ponto de vista político outras imagens negativas se sobressaem: concentração do núcleo de governos nas mãos de pouquíssimas pessoas de seu relacionamento pessoal, em detrimento do partido e da base de apoio partidário e parlamentar. Reclamações de toda a base aliada de que os acordos firmados com a Casa Civil nunca são cumpridos. Reclamações da bancada federal quanto às emendas orçamentárias para o estado, onde a governadora, prometeu e não cumpriu de que acrescentaria às emendas individuais o mesmo valor alocado pelo deputado federal ou senador, independente de partido. Incapacidade em gastar os recursos orçamentários alocados pelos deputados e senadores, através de emendas de bancada. Neste ano o governo do estado não teria tido a capacidade gastar em torno de 500 milhões, das verbas destinadas ao estado e esta teria sido devolvida.
6- Estes erros, que são crassos nas relações políticas, poderiam e deveriam ser superados a qualquer momento, principalmente relacionado à base aliada, bastando para isso que a chefe do executivo bata o martelo e altere as relações políticas e institucionais que vem estabelecendo com a base aliada.
Há nove meses das próximas eleições esta decisão ainda não foi tomada, e hoje tenho muitas dúvidas se as relações de parcerias e confiança ainda podem ser reestabelecidas com a base de centro direita no parlamento e nas prefeituras. Quanto ao PT, este não tem outro caminho de que não seja tentar viabilizar a candidatura Ana para que tenha reflexos eleitorais positivos, através do desempenho da legenda e na conquista de um quociente eleitoral favorável às bancadas federais, estaduais, e na disputa senatorial.
7- Mas neste mar de imagens negativas, o governo tem o que mostrar, mas passou 36 meses sem conseguir mostrá-los, ou quando o fez, o executou sem criatividade e com baixa capacidade convencimento, senão vejamos: O governo não capitalizou ostensivamente as iniciativas federais no estado como a criação da UFOPA, as eclusas de Tucurui, a retomada do asfaltamento da Transamazônica e da BR 163, a siderúrgica de Marabá, a extensão da ferrovia norte-sul à Barcarena.
8- O governo também tem boas iniciativas estaduais, e só agora começa a mostrar uma propaganda mais agressiva e consistente como: a bolsa trabalho, os parques Tecnológicos em construções, a ação metrópole, o navega Pará, pequenas obras de infra-estrutura municipal, como as construções de trapiches, estradas vicinais e construções de escolas, postos de saúde e equipamentos hospitalares.
9- A grande decepção do governo Ana Júlia foi sem dúvida a perda da marca registrada do PT nas áreas da saúde e educação. Têm sido paradigmática as revoluções silenciosas patrocinadas nas administrações municipais e estaduais comandas pelo PT nestas duas áreas. A partir de uma visão aparelhista do controle de áreas essenciais do Estado para fins de reeleição, deixou-se em segundo plano a questão de Saúde e Educação.
10- Não foi experimentada nenhuma ação articulada visando o estabelecimento de novos métodos de aprendizado e gestão escolar. Uma minoria de escolas funciona exemplarmente em detrimento da maioria atolada pelo compadrio entre diretores e professores. Não houve ações coordenadas que envolvessem tanto órgãos e dirigentes estaduais com as secretarias municipais, para superar problemas relacionados à gestão e às novas metodologias de aprendizado. Não houve o empoderamento orçamentário e político do espaço escolar. Além de se ter privilegiado a confiança política para a ocupação de cargos técnicos em detrimento da prioridade da competência específica aliada à confiança.
11- Em relação ao setor saúde, nem se fale. A saúde foi rifada para cumprir acordos eleitorais. Sem dúvida existiriam outras maneiras e cumprir acordos, mas a saúde e educação não deveriam ter sido secundarizadas pelo governo. Para os pragmáticos direi com toda a convicção: Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança não podem ser locais de barganha e onde não deve nem ser pensado a possibilidade de aparelhamento, porque são essenciais para armar a sociedade pobre para a competição na sociedade, patrimonializar estes setores de governo trará reflexos devastadores para toda àquelas pobres vidas, e por um longo tempo .
12- A gestão da saúde é um dos principais problemas a serem enfrentados pelos governos. Apesar dos recursos fluírem fundo a fundo, as coisas não acontecem na ponta. Os pacientes não são bem recebidos, as filas são intermináveis, a falta de médicos é uma constante, a Estratégia Saúde da Família está desvirtuada por causa do aparelhamento e apadrinhamento político municipal.
13- Mas Ana Júlia têm grandes chances de estar no segundo turno. A melhoria da comunicação política, as obras federais e estaduais bem capitalizadas, a aliança eleitoral com partidos e prefeituras e o grande poder da máquina estadual, dos recursos organizativos e financeiros, a fazem uma grande atriz política ao próximo processo sucessório.
14- A quebradeira estadual do PSDB, a partir das eleições municipais de 2008. O fato de Jáder Barbalho não querer arriscar perder mandato em 2010, numa disputa para o executivo. O desmonte moral que o Diário do Pará executou contra a gestão Dudu em Belém, nos últimos 3 anos, são fatores que deixam a possibilidade do governo Ana e o PT sonharem ainda em conseguir uma reeleição, num contexto de péssima gestão política, administrativa e orçamentária no estado do Pará nestes últimos 37 mêses. Imaginem, apesar desta análise, afirmo e reafirmo, Ana ainda tem chances de se reeleger. É... são coisas da política.





















