Interferências ambientais podem ter causado um aquecimento localizado que contribuiu para a extinção desses povos
Publicação: 22/01/2010 07:01
Os efeitos nocivos do aquecimento global não são novidade para ninguém. O que poucos sabem, porém, é que o problema pode ser muito mais antigo do que se acredita, tendo início séculos antes da Revolução Industrial. Estudo do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP), indica que muito antes da construção da primeira fábrica alimentada por combustíveis fósseis, problemas climáticos já faziam vítimas.
A pesquisa, resultado da dissertação de mestrado da advogada Aretha Sanchez e intitulada Atividades humanas e mudanças climático-ambientais: uma relação inevitável, indica que algumas civilizações — como os maias, das Américas do Norte e Central; os mochicas, do Peru; e os acádios, do Oriente Médio — tiveram sua decadência e extinção relacionadas a mudanças climáticas nos ambientes em que viviam. “O homem, para se desenvolver, teve de remanejar e interferir no meio ambiente. Essa interferência ocorreu por meio do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do desflorestamento, o que liberou gases poluentes na atmosfera”, afirma Aretha.
Embora em escala bem menor, essas civilizações utilizaram práticas comuns e difundidas nos dias de hoje, como o desmatamento e a alteração dos cursos de água. A superpopulação de certas áreas também contribuiu decisivamente para as alterações ambientais, que trouxeram consequências negativas no clima de suas regiões (veja quadro). Além disso, nos locais onde as três civilizações viveram, o solo é considerado pobre, o que estimulou a busca por novas áreas agricultáveis. “Na época das primeiras interferências, as populações não tinham consciência de que essas ações pudessem levá-las à extinção”, explica a estudiosa.
Estima-se que, devido à ação dessas e de outras civilizações, a temperatura média na Europa e na América do Norte tenha sofrido elevação de 4ºC. “Apesar de o aumento de temperatura ter sido regional, podemos falar que foi causado pela interferência do homem no meio ambiente. Evidentemente, trata-se de um ‘aquecimento global’ em escala menor, se comparado aos problemas climáticos atuais”, argumenta Aretha.
Cautela
A professora do departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Navarro-Swain ressalta que é preciso cautela ao analisar as causas do desaparecimento dessas culturas. “Sobre os maias, por exemplo, ainda sabemos muito pouco. Começamos agora a desvendar sua escrita, assim não é possível ter certeza de que as teorias que ligam o seu desaparecimento às questões ambientais estejam corretas”, pondera.
A historiadora lembra ainda que a maneira como eles se relacionavam com a natureza pode ser muito diferente da nossa. “Eles não tinham a agressividade no uso dos recursos naturais como hoje. Ainda há muito por estudar e descobrir antes de se chegar a alguma conclusão mais consistente”, afirma.
Mesmo que as teorias da pesquisadora do Ipen estejam corretas, isso não significa que a civilização atual esteja certamente condenada ao mesmo fim. “A grande vantagem da população atual é o conhecimento que existe sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima”, avalia Aretha. “Assim, mudanças de hábitos de consumo e a alteração da legislação ambiental são pontos que devem ser postos em prática, visando a um futuro sustentável”, completa.
Leia a íntegra do estudo de Aretha Sanchez
» Três perguntas para Aretha Sanchez, pesquisadora
Algumas civilizações (Maias, Acádios, Mochicas) teriam entrado em colapso por causa de mudanças climáticas. Como isso teria acontecido?
As civilizações, para se desenvolverem, remanejaram o meio ambiente localmente. Na época, ocorreram mudanças climáticas regionais, que se acreditava terem sido ocasionadas por fatores naturais. No entanto, determinadas mudanças ocorreram em momentos específicos de desenvolvimento do homem. Os maias, os mochicas e os acádios, entre outros, desapareceram exatamente quando o clima local foi alterado. Como os problemas enfrentados eram regionais, essas alterações não foram levadas, até o momento, em consideração.
A senhora acredita que, diferentemente dessas civilizações, podemos nos desenvolver e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente?
A civilização atual tem o conhecimento de que nossas atitudes podem contribuir com alterações climáticas catastróficas. Então, acredito que mudanças de hábitos buscando um futuro melhor, como a redução do consumo e do uso de água e energia elétrica, poderemos continuar nos desenvolvendo. Os governantes têm de tomar consciência de que, se não houver mudanças na forma como vivemos, a Terra pode entrar em colapso.
Na opinião da senhora, o conhecimento que temos atualmente pode influenciar positivamente para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas?
A grande vantagem da população atual é o conhecimento que temos sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima. Assim, mudanças de hábitos de consumo individual, alteração da legislação ambiental, controle dos abusos contra o meio ambiente, educação ambiental, política ambiental, entre outros, são pontos que devem ser pensados e desenvolvidos visando a um futuro sustentável.
Fonte: Correio Braziliense
Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Especial 40 anos do AI-5: Entrevista - Jarbas Passarinho
Ex-ministro do Trabalho revela os bastidores, nos dias que antecederam a promulgação do ato, das decisões tomadas pelo governo militar
Publicação: 13/12/2008 07:02 Atualização: 13/12/2008 09:18
Ministro do Trabalho no governo do general Costa e Silva, o coronel reformado Jarbas Passarinho, 88 anos, ainda hoje é o principal defensor da edição do Ato Institucional nº 5, que completa 40 anos neste sábado, 13 de dezembro. Segundo ele, o ato de força da cúpula do regime militar foi uma decorrência inevitável de dois fatores: o ambiente de guerra fria, na qual se defrontavam os Estados Unidos e a União Soviética, e a necessidade de combater com mais eficiência a oposição ao regime, principalmente as organizações clandestinas que haviam aderido à luta armada. “Antes de votar, houve uma conversa entre nós. E o Rondon Pacheco teve um pensamento a que eu aderi. Ele disse que o Pedro Aleixo iria votar pelo estado de sítio. Mas, no estado de sítio, permanece o habeas corpus. E o Lyra Tavares disse: prendemos, por exemplo, o Marighella, que passou 21 dias preso e saiu com habeas corpus. Assim, não poderíamos garantir a ordem interna. O Partido Comunista tem uma grande experiência de clandestinidade. Para encontrar um já é difícil. E encontrar um líder e depois sai? Precisamos de um ato forte”, relata Passarinho.
Respeitado por muitos de seus adversários por sua combatividade e capacidade intelectual, ainda hoje Passarinho defende em artigos e palestras a intervenção dos militares na vida política do país, da qual foi um dos expoentes ao abandonar a caserna e se dedicar exclusivamente à política, seja como governador do Pará, seja como ministro de Estado ou senador da República. É célebre a frase que proferiu na reunião que decidiu baixar o ato: “Às favas os escrúpulos de consciência, presidente”, declarou. Segundo ele, a proposta do Gama e Silva era ainda mais radical, pois pretendia fechar o Supremo Tribunal Federal. A opção foi caçar os ministros que mais resistiam aos militares utilizando o AI-5. Passarinho conta que o presidente Costa e Silva ficou num dilema: ou aprovava, ou acabaria deposto pelos colegas do Alto Comando.
Pretextos
O Márcio Moreira Alves fez o discurso em setembro e os militares ficaram tão indignados que queriam uma punição ao Márcio. O Gama e Silva (ministro da Justiça), para mim o mais radical de todos, decidiu entrar com uma representação ao STF. E o presidente aceitou. E a mim, dizia Costa e Silva: posso perder no STF, não posso perder na Câmara, onde tenho dois terços do plenário. No momento em que termina a votação na Câmara, ele foi encontrado pelos chefes militares na Base Aérea no Rio. Quando chegou em Botafogo, viu o final da votação. O que fez o Costa e Silva? Entrou para o Palácio. Aí o Alto Comando já disse que era preciso uma reação imediata. E lá chegando, ele chama o Jayme Portella e pede para chamar o ministro Lyra Tavares (Exército). Quando desceu o Tavares, ele chamou de novo o Portella e disse: “Estou sabendo que há rumores de pressão”. Ele disse: “Você vai receber os que vão chegar”. “Não diga que estou dormindo, diga que não recebo. Já falei com quem precisava”, respondeu Costa e Silva.
Pressões
Ele (Costa e Silva) quase foi deposto na noite de 12 para 13. E um homem por quem tinha e tenho grande admiração, general Muniz Aragão, diz: “Já que o chefe vacila, ultrapassamos o chefe”. O que foi isso? O Portella me disse que naquela noite, sem ordem do Costa e Silva, o grupo mais exaltado censurou jornais, rádios, etc. e tal. Eu estava em Brasília e um avião da FAB veio buscar a mim e a Pedro Aleixo (vice-presidente). E o Portella me disse que o Médici avisou ao presidente que ele só não caiu porque era o senhor. Na manhã do dia 13, vocês já sabem. Houve uma reunião em que poucos participaram. Eu não participei. O Costa e Silva já havia preparado um esboço do que ele queria para o AI-5, que acho que foi feito por um companheiro da Aeronáutica. E o Gama e Silva chegou com outro. E o presidente disse que já tinha um texto, mas pediu para o ministro ler. O Rondon Pacheco disse a mim que parecia o Código de Constantino, pegava até a quinta geração. O Costa e Silva botou em votação. E a proposta do Gama e Silva foi rejeitada.
Ditadura
Quando começou a reunião, o presidente mandou um texto a todos nós para votar na ordem republicana de criação dos ministérios. Começamos a votação. E o presidente deu a palavra ao Pedro Aleixo. Quando chegou no Magalhães Pinto, ele disse que receava que se aproximasse de uma ditadura. E começam as outras votações. Me lembro da do Delfim, que achava pouco, porque achava que deveria ter regras para a economia. Depois veio o Tarso Dutra, que fez uma ressalva. E chega a minha vez. Numa determinada passagem, eu disse que a mim repugna enveredar pelo caminho da ditadura, mas se eu não tenho alternativas, as favas meus escrúpulos de consciência, porque eu tinha entrado no 31 de março para garantir a democracia e agora eu assinava a ditadura. Havia uma divergência sobre ser ou não ser ditadura. Surge aí uma história que ouvi dizer, que foi tão falada que acredito ser verdade. O Gama e Silva teve um bate-boca com o Pedro Aleixo, acho que na sala ainda: ‘Vossa Excelência não respeita a posição do Presidente, não acredita na Justiça com que ele vai conduzir isso?’ E a resposta dele é antológica: “Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”. No dia primeiro de agosto de 69, menos de um ano depois, o Costa e Silva me chamou no Palácio da Alvorada e me disse que iria outorgar uma Constituição em setembro daquele ano e afirmou claramente: eu marcho sob as baionetas, mas o farei. Basta de cassações.
Linha dura
Sim, tenho impressão de que seria pior para o Costa e Silva. Eu, por exemplo, fui vencido em 73. O Costa Cavalcanti entra lá para sondar a candidatura do Geisel. Eu disse que não tinha nada contra, mas disse que era a favor de outra solução. Ninguém tinha mais popularidade em Medici, então ele deveria indicar uma pessoa dele e vai se fazer o “seteanato francês”. Sete anos para o presidente e quatro para o parlamento. E eu prefiro isso. E ele disse: “E o AI-5?” Eu disse que para mim era o primeiro que acabou, mas eu estava falando isoladamente. Era o momento de entregar.
Guerrilha
As guerrilhas começam antes do AI-5. Tenho livros deles, contando suas histórias. Nas cronologias, está que em 1967 começam as ações armadas contra a ditadura. Não se pode dizer que o AI-5 alimentou as guerrilhas. As guerrilhas foram parte do que se levou em consideração para fazer o AI-5. Eu repito sempre isso: se as circunstâncias fossem as mesmas, eu assinaria (novamente). Acho que ele foi inevitável a partir da agressão à hierarquia e a disciplina das Forças Armadas. No momento do AI-5, pesam as duas coisas: a linha dura e a guerrilha. A linha dura achava que não poderia entregar o poder depois de elevar o país ao patamar de primeiro mundo. Estávamos com o mundo dividido em dois hemisférios.
Tortura
Por que o Prestes disse que a luta armada só trouxe um efeito: prorrogar o tempo do regime autoritário? Por que houve, como primeira reação ao poder autoritário, a bomba explodida no aeroporto de Guararapes no Recife? Era um ato que o Marighella defendia por escrito, o terrorismo como arma desejável para o êxito da guerrilha. Isso se você confronta com Che Guevara, ele condena, porque dizia que a opinião pública ficaria contra. Depois, com esse mesmo tipo de terrorismo, mataram um major a mão por engano pensando que era aluno da Escola de Estado Maior. Tudo isso era considerado um conceito de terrorismo, como seqüestro. Isso foi levado em consideração do lado de cá. O Castelo dizia: não se pode fazer uma revolução sem os radicais, e não se pode governar com eles. E aí começava: mataram lá, vamos matar aqui também. Você conhece alguma guerra em que não tenha havido tortura? Eu era ministro da Educação, e o presidente da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito) chega para mim e diz que uma colega deles foi presa e torturada. E eu disse: não sou mais ministro do Trabalho. E ele disse que ela era estudante da UnB. Eu fui vê-la e ela estava em coma. A enfermeira era irmã. E me contaram a história de que pensaram que era seqüestradora, e a levaram. Mas ela não tinha nada com isso, estava pichando, a primeira fase do revolucionário. Cada vez que ela diz que não sabia de nada, aumentava a violência, dava um choque magnético, ela tinha uma arritmia cerebral, não sabiam e ela entrou em coma. Pedi e o Médici me recebeu imediatamente e disse: “Presidente, trouxe agora um caso real”. E o Falcão guardou muito essa frase: nem o senhor merece passar como presidente torturador nem seu ministro da Educação. E o presidente mandou punir. Disse “apure e quero punição”. Se esse homem tomou essa posição, a partir daí não acreditava que a tortura fosse senão o resultado de exacerbação dessa área que o Castelo dizia que não se pode governar com eles.
Adaptação para a internet: Abelardo Mendes Jr
Autor: otavio guimaraes
"Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros". (Orwell)
Autor: jarbas lima
Naquela época,tínhamos GENERAIS, hoje, temos "generais". Concedemos a anistia(perdão), para pessoas velhacas e sem caráter. Foi o nosso maior erro. Como consequencia, hoje, as FFAA, são tratadas com desprezo e humilhação. Os bandidos, venceram os moçinhos !!!!! Querem o fim das FFAA. É a derrocada.
Autor: Paulo Silva
Quem sabe bem desta história de bomba no aeroporto de recife, É DILMA
Autor: Paulo Silva
Este Sr, nunca fez nada pelo exército no qual, é coronel, sempre esteve no governo.
Fonte: Correio Braziliense.
Publicação: 13/12/2008 07:02 Atualização: 13/12/2008 09:18
Ministro do Trabalho no governo do general Costa e Silva, o coronel reformado Jarbas Passarinho, 88 anos, ainda hoje é o principal defensor da edição do Ato Institucional nº 5, que completa 40 anos neste sábado, 13 de dezembro. Segundo ele, o ato de força da cúpula do regime militar foi uma decorrência inevitável de dois fatores: o ambiente de guerra fria, na qual se defrontavam os Estados Unidos e a União Soviética, e a necessidade de combater com mais eficiência a oposição ao regime, principalmente as organizações clandestinas que haviam aderido à luta armada. “Antes de votar, houve uma conversa entre nós. E o Rondon Pacheco teve um pensamento a que eu aderi. Ele disse que o Pedro Aleixo iria votar pelo estado de sítio. Mas, no estado de sítio, permanece o habeas corpus. E o Lyra Tavares disse: prendemos, por exemplo, o Marighella, que passou 21 dias preso e saiu com habeas corpus. Assim, não poderíamos garantir a ordem interna. O Partido Comunista tem uma grande experiência de clandestinidade. Para encontrar um já é difícil. E encontrar um líder e depois sai? Precisamos de um ato forte”, relata Passarinho.
Respeitado por muitos de seus adversários por sua combatividade e capacidade intelectual, ainda hoje Passarinho defende em artigos e palestras a intervenção dos militares na vida política do país, da qual foi um dos expoentes ao abandonar a caserna e se dedicar exclusivamente à política, seja como governador do Pará, seja como ministro de Estado ou senador da República. É célebre a frase que proferiu na reunião que decidiu baixar o ato: “Às favas os escrúpulos de consciência, presidente”, declarou. Segundo ele, a proposta do Gama e Silva era ainda mais radical, pois pretendia fechar o Supremo Tribunal Federal. A opção foi caçar os ministros que mais resistiam aos militares utilizando o AI-5. Passarinho conta que o presidente Costa e Silva ficou num dilema: ou aprovava, ou acabaria deposto pelos colegas do Alto Comando.
Pretextos
O Márcio Moreira Alves fez o discurso em setembro e os militares ficaram tão indignados que queriam uma punição ao Márcio. O Gama e Silva (ministro da Justiça), para mim o mais radical de todos, decidiu entrar com uma representação ao STF. E o presidente aceitou. E a mim, dizia Costa e Silva: posso perder no STF, não posso perder na Câmara, onde tenho dois terços do plenário. No momento em que termina a votação na Câmara, ele foi encontrado pelos chefes militares na Base Aérea no Rio. Quando chegou em Botafogo, viu o final da votação. O que fez o Costa e Silva? Entrou para o Palácio. Aí o Alto Comando já disse que era preciso uma reação imediata. E lá chegando, ele chama o Jayme Portella e pede para chamar o ministro Lyra Tavares (Exército). Quando desceu o Tavares, ele chamou de novo o Portella e disse: “Estou sabendo que há rumores de pressão”. Ele disse: “Você vai receber os que vão chegar”. “Não diga que estou dormindo, diga que não recebo. Já falei com quem precisava”, respondeu Costa e Silva.
Pressões
Ele (Costa e Silva) quase foi deposto na noite de 12 para 13. E um homem por quem tinha e tenho grande admiração, general Muniz Aragão, diz: “Já que o chefe vacila, ultrapassamos o chefe”. O que foi isso? O Portella me disse que naquela noite, sem ordem do Costa e Silva, o grupo mais exaltado censurou jornais, rádios, etc. e tal. Eu estava em Brasília e um avião da FAB veio buscar a mim e a Pedro Aleixo (vice-presidente). E o Portella me disse que o Médici avisou ao presidente que ele só não caiu porque era o senhor. Na manhã do dia 13, vocês já sabem. Houve uma reunião em que poucos participaram. Eu não participei. O Costa e Silva já havia preparado um esboço do que ele queria para o AI-5, que acho que foi feito por um companheiro da Aeronáutica. E o Gama e Silva chegou com outro. E o presidente disse que já tinha um texto, mas pediu para o ministro ler. O Rondon Pacheco disse a mim que parecia o Código de Constantino, pegava até a quinta geração. O Costa e Silva botou em votação. E a proposta do Gama e Silva foi rejeitada.
Ditadura
Quando começou a reunião, o presidente mandou um texto a todos nós para votar na ordem republicana de criação dos ministérios. Começamos a votação. E o presidente deu a palavra ao Pedro Aleixo. Quando chegou no Magalhães Pinto, ele disse que receava que se aproximasse de uma ditadura. E começam as outras votações. Me lembro da do Delfim, que achava pouco, porque achava que deveria ter regras para a economia. Depois veio o Tarso Dutra, que fez uma ressalva. E chega a minha vez. Numa determinada passagem, eu disse que a mim repugna enveredar pelo caminho da ditadura, mas se eu não tenho alternativas, as favas meus escrúpulos de consciência, porque eu tinha entrado no 31 de março para garantir a democracia e agora eu assinava a ditadura. Havia uma divergência sobre ser ou não ser ditadura. Surge aí uma história que ouvi dizer, que foi tão falada que acredito ser verdade. O Gama e Silva teve um bate-boca com o Pedro Aleixo, acho que na sala ainda: ‘Vossa Excelência não respeita a posição do Presidente, não acredita na Justiça com que ele vai conduzir isso?’ E a resposta dele é antológica: “Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”. No dia primeiro de agosto de 69, menos de um ano depois, o Costa e Silva me chamou no Palácio da Alvorada e me disse que iria outorgar uma Constituição em setembro daquele ano e afirmou claramente: eu marcho sob as baionetas, mas o farei. Basta de cassações.
Linha dura
Sim, tenho impressão de que seria pior para o Costa e Silva. Eu, por exemplo, fui vencido em 73. O Costa Cavalcanti entra lá para sondar a candidatura do Geisel. Eu disse que não tinha nada contra, mas disse que era a favor de outra solução. Ninguém tinha mais popularidade em Medici, então ele deveria indicar uma pessoa dele e vai se fazer o “seteanato francês”. Sete anos para o presidente e quatro para o parlamento. E eu prefiro isso. E ele disse: “E o AI-5?” Eu disse que para mim era o primeiro que acabou, mas eu estava falando isoladamente. Era o momento de entregar.
Guerrilha
As guerrilhas começam antes do AI-5. Tenho livros deles, contando suas histórias. Nas cronologias, está que em 1967 começam as ações armadas contra a ditadura. Não se pode dizer que o AI-5 alimentou as guerrilhas. As guerrilhas foram parte do que se levou em consideração para fazer o AI-5. Eu repito sempre isso: se as circunstâncias fossem as mesmas, eu assinaria (novamente). Acho que ele foi inevitável a partir da agressão à hierarquia e a disciplina das Forças Armadas. No momento do AI-5, pesam as duas coisas: a linha dura e a guerrilha. A linha dura achava que não poderia entregar o poder depois de elevar o país ao patamar de primeiro mundo. Estávamos com o mundo dividido em dois hemisférios.
Tortura
Por que o Prestes disse que a luta armada só trouxe um efeito: prorrogar o tempo do regime autoritário? Por que houve, como primeira reação ao poder autoritário, a bomba explodida no aeroporto de Guararapes no Recife? Era um ato que o Marighella defendia por escrito, o terrorismo como arma desejável para o êxito da guerrilha. Isso se você confronta com Che Guevara, ele condena, porque dizia que a opinião pública ficaria contra. Depois, com esse mesmo tipo de terrorismo, mataram um major a mão por engano pensando que era aluno da Escola de Estado Maior. Tudo isso era considerado um conceito de terrorismo, como seqüestro. Isso foi levado em consideração do lado de cá. O Castelo dizia: não se pode fazer uma revolução sem os radicais, e não se pode governar com eles. E aí começava: mataram lá, vamos matar aqui também. Você conhece alguma guerra em que não tenha havido tortura? Eu era ministro da Educação, e o presidente da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito) chega para mim e diz que uma colega deles foi presa e torturada. E eu disse: não sou mais ministro do Trabalho. E ele disse que ela era estudante da UnB. Eu fui vê-la e ela estava em coma. A enfermeira era irmã. E me contaram a história de que pensaram que era seqüestradora, e a levaram. Mas ela não tinha nada com isso, estava pichando, a primeira fase do revolucionário. Cada vez que ela diz que não sabia de nada, aumentava a violência, dava um choque magnético, ela tinha uma arritmia cerebral, não sabiam e ela entrou em coma. Pedi e o Médici me recebeu imediatamente e disse: “Presidente, trouxe agora um caso real”. E o Falcão guardou muito essa frase: nem o senhor merece passar como presidente torturador nem seu ministro da Educação. E o presidente mandou punir. Disse “apure e quero punição”. Se esse homem tomou essa posição, a partir daí não acreditava que a tortura fosse senão o resultado de exacerbação dessa área que o Castelo dizia que não se pode governar com eles.
Adaptação para a internet: Abelardo Mendes Jr
Autor: otavio guimaraes
"Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros". (Orwell)
Autor: jarbas lima
Naquela época,tínhamos GENERAIS, hoje, temos "generais". Concedemos a anistia(perdão), para pessoas velhacas e sem caráter. Foi o nosso maior erro. Como consequencia, hoje, as FFAA, são tratadas com desprezo e humilhação. Os bandidos, venceram os moçinhos !!!!! Querem o fim das FFAA. É a derrocada.
Autor: Paulo Silva
Quem sabe bem desta história de bomba no aeroporto de recife, É DILMA
Autor: Paulo Silva
Este Sr, nunca fez nada pelo exército no qual, é coronel, sempre esteve no governo.
Fonte: Correio Braziliense.
E no blog do Parsifal...mais peia no governo
Veja no blog do líder do PMDB na ALEPA mais peia no governo: http://pjpntes.blogspot.com
ITEC:4 candidatos na luta pela direção
No Instituto de Tecnologia da UFPA temos já 4 candidatos declarados à direção deste Instituto: 1- O atual Diretor Barreiros (Civil), opositor declarado de Maneschy. Maria Emília Tostes (Elétrica) afinada com o reitor, Adalberto Silva (Civil) afinado com Licurgo, e Dênio Raman ( Civil) que é produto de um grande grupo docente de Civil, possuindo ramificações por outros cursos, é totalmente Maneschy.
O PNDH, o aborto, o direito de propriedade, os torturadores e a censura.
Em o jornal O Liberal de hoje, o editorial e o articulista Benedito Wilson Sá discutem o Programa Nacional dos Direitos Humanos. Sá condena praticamente todo o conteúdo do PNDH, acusando-o de autoritário, anti-humano, revanchista contra a Ditadura e cassador da liberdade de imprensa, o editorial de O Liberal defende os direitos humanos dos proprietários.
Por certo não dá para debater em profundidade estes temas no Blog, que não venha torná-lo enfadonho e cansativo, mas mesmo assim gostaria de pontuar, brevemente meus pontos de vista sobre esta importante temática:
1-O PNDH e a descriminação do aborto: Em nome do conceito de vida e dos valores católicos Wilson Sá faz veemente condenação a esta lei, presente no interior do PNDH. Creio que ninguém em sã consciência tem na defesa do aborto uma causa digna de defesa. Acontece que mais de 300 mil brasileiras pobres morrem anualmente em conseqüência de aborto mal feito. As classes A e B fazem esta prática em clínicas clandestinas aparelhadas e correm pouquíssimos riscos, enquanto as pobres morrem como num açougue, em mãos de leigos, sendo a agulha de tricô e abortivos os instrumentos mais presentes neste ginecídio.
Ora quando se fala em descriminação do aborto, não está se defendendo sua prática, está, isso sim, permitindo que deixe de ser um crime e que o SUS possa ser aparelhado para vir a socorrer as mulheres pobres, em síntese, transformar o aborto em problema de saúde pública. Em contraposição, o Estado deve aprofundar políticas públicas para prevenir a gravidez indesejada. Por certo com o tempo, esta prática diminuirá no Brasil, num contexto do fim da hipocrisia moral, com debate aberto com as famílias e a juventude. Até na Itália, que acolhe o micro estado do Vaticano o aborto já foi descriminado.
2- O PNDH e o direito de propriedade.
O editorial de O Liberal critica o PNDH pela exigência de audiência pública entre as partes antes da reintegração de posse. Na opinião deste jornal, as audiências respeitariam mais os Direitos Humanos dos Invasores do que o Direito Humano dos produtores rurais. Este é o argumento central do editor e romperia com princípio basilar do direito de propriedade.
O PNDH é uma produção da sociedade brasileira produzido em conferência nacional, não é uma iniciativa de governo, e pretende ser uma política de Estado. No cerne desta questão está os 13 milhões de brasileiros deserdados historicamente que vivem a vagar, como fantasmas pelo interior do Brasil, que são os brancos, livres e pobres, cunhado pela historiografia como a “ralé dos 400 anos”.
Ora, creio que a proposta de audiência prévia entre as partes, é um mecanismo para evitar invasões continuadas e repetitivas de uma mesma propriedade. Pois numa audiência pública todos teriam direito à palavra: o fazendeiro, seus proletários, a sociedade civil do entorno e os ocupantes ou sem terra. Uma sentença judicial fundada em uma audiência pública, por si só já vem eivada de legitimidade e por certo tirará qualquer discurso em torno da legitimidade da parte que resolver partir para o confronto físico após a sentença ser prolatada.
Não tenhamos dúvida, o caminho para a construção da paz nos campos brasileiros será longa, e mais ou menos dolorosa, dependendo de iniciativas como esta, presente no PNDH. Será através de desapropriações progressivas que se fará a redistribuição de terras no Brasil e na Amazônia, que é marcada pela grilagem e pelo latifúndio. Qualquer defesa do dogma do direito à propriedade não passará de discriminação contra a “ralé dos 400 anos”. A própria constituição garante o predomínio da função social da propriedade em detrimento da individual. Por certo existe uma cambada de oportunista neste processo, mas não passam de uma ínfima minoria.
Ou a “ralé” fica no campo, onde pode se instalar, produzir e criar sua família, ou estará a assombrar as grandes cidades, fundando diuturnamente novas favelas e servindo de cultura pra o recrutamento pelo banditismo e pelo narcotráfico.
3- O PNDH e o revanchismo contra a Ditadura.
Wilson Sá também acusa o PNDH de praticar revanchismo contra os autores maiores da Ditadura militar brasileira de 1964. Wilson Sá crê que os acordos que os liberais da redemocratização fizeram, via Lei da Anistia de 1979, apaziguou o Brasil e não pode ser mais “remexida”.
No acordo de final da Ditadura, os militares ainda eram a força política e administrativa do governo central e igualaram conceitualmente os torturadores com os guerrilheiros como se estes fossem a mesma coisa que terroristas. Os liberais condutores da redemocratização, pela via da conciliação, não tinham, naquele momento outro caminho a seguir, e aceitaram aquele acordo.
Ora, os estudiosos da teoria do Estado sabem que foi John Locke, o principal teórico do liberalismo inglês que afirmou peremptoriamente em sua obra seminal, o Segundo tratado sobre o Governo Civil: a sociedade na luta contra os usurpadores do poder política tem o direito legítimo e deve recorrer às armas contra os golpistas. Foi o que ocorreu no Brasil após a imposição do AI 5 em 1968, onde ficou impossível fazer a oposição pacífica aos governos militares de Costa e Silva, Médice e Geisel, dando origem às guerrilhas urbanas e rural.
Uma luta guerrilheira é considera uma guerra justa, porque as partes em conflitos sabem que estão em guerra e normalmente se trava um combate entre exércitos militar e civil. A luta guerrilheira em nada se parece com o terrorismo que tem suas baterias voltadas indiscriminadamente e de forma planejada para alvos militares e civis, é portanto covarde, porque faz chantagem com os governos matando civis inocentes.
Diferentemente dos torturadores, que são verdadeiros animais, que massacram através do castigo físico, prisioneiros à disposição do Estado, sem nenhuma possibilidade de autodefesa. A prática da tortura deve ser considerada um crime inafiançável, hediondo e imprescritível e que a sociedade brasileira, a exemplo da sociedade argentina, deveria tirar a limpo, para que nunca mais se repeta no Brasil. O acordo de 1979 (anistia) deveria ser superado e os torturadores e comandantes, mesmos mortos, deveriam ser execrados pela sociedade brasileira, para todo o sempre.
4- O PNDH e a censura à imprensa .
Creio que neste ponto o PNDH é indefensável, aqui não dá para controlar a produção editorial e fazer um julgamento sumário do que agride ou não os Direitos Humanos, através de um órgão, qualquer que seja ele. Creio que neste caso, aqueles órgãos de imprensa, por exemplo, que vivem a ganhar audiência expondo cadáveres à mídia ou promovendo o discurso da barbárie no combate ao crime deveriam sofrer um acompanhamento de organismo auto-regulares, como ocorre com a prática médica, por exemplo, e estando todos à disposição do enquadramento criminal presente nas leis do país que trata deste assunto.
Por outro lado os movimentos dos Direitos Humanos e os governos, a exemplo do que acontece no combate ao vício do fumo ou das drogas, deveriam fazer uma campanha, perante à sociedade, contra àquelas práticas jornalísticas que ganham audiência às custas da construção de uma cultura da barbárie e anti-humana.Portanto o tema do controle às práticas anti-humanas, presentes no cotidiano da imprensa estadual e nacional, deveria sair do PNDH, devido aos riscos que representaria para a liberdade de expressão no contexto de governos futuros que não sejam afeitos aos valores do Estado democrático de Direito.
Por certo não dá para debater em profundidade estes temas no Blog, que não venha torná-lo enfadonho e cansativo, mas mesmo assim gostaria de pontuar, brevemente meus pontos de vista sobre esta importante temática:
1-O PNDH e a descriminação do aborto: Em nome do conceito de vida e dos valores católicos Wilson Sá faz veemente condenação a esta lei, presente no interior do PNDH. Creio que ninguém em sã consciência tem na defesa do aborto uma causa digna de defesa. Acontece que mais de 300 mil brasileiras pobres morrem anualmente em conseqüência de aborto mal feito. As classes A e B fazem esta prática em clínicas clandestinas aparelhadas e correm pouquíssimos riscos, enquanto as pobres morrem como num açougue, em mãos de leigos, sendo a agulha de tricô e abortivos os instrumentos mais presentes neste ginecídio.
Ora quando se fala em descriminação do aborto, não está se defendendo sua prática, está, isso sim, permitindo que deixe de ser um crime e que o SUS possa ser aparelhado para vir a socorrer as mulheres pobres, em síntese, transformar o aborto em problema de saúde pública. Em contraposição, o Estado deve aprofundar políticas públicas para prevenir a gravidez indesejada. Por certo com o tempo, esta prática diminuirá no Brasil, num contexto do fim da hipocrisia moral, com debate aberto com as famílias e a juventude. Até na Itália, que acolhe o micro estado do Vaticano o aborto já foi descriminado.
2- O PNDH e o direito de propriedade.
O editorial de O Liberal critica o PNDH pela exigência de audiência pública entre as partes antes da reintegração de posse. Na opinião deste jornal, as audiências respeitariam mais os Direitos Humanos dos Invasores do que o Direito Humano dos produtores rurais. Este é o argumento central do editor e romperia com princípio basilar do direito de propriedade.
O PNDH é uma produção da sociedade brasileira produzido em conferência nacional, não é uma iniciativa de governo, e pretende ser uma política de Estado. No cerne desta questão está os 13 milhões de brasileiros deserdados historicamente que vivem a vagar, como fantasmas pelo interior do Brasil, que são os brancos, livres e pobres, cunhado pela historiografia como a “ralé dos 400 anos”.
Ora, creio que a proposta de audiência prévia entre as partes, é um mecanismo para evitar invasões continuadas e repetitivas de uma mesma propriedade. Pois numa audiência pública todos teriam direito à palavra: o fazendeiro, seus proletários, a sociedade civil do entorno e os ocupantes ou sem terra. Uma sentença judicial fundada em uma audiência pública, por si só já vem eivada de legitimidade e por certo tirará qualquer discurso em torno da legitimidade da parte que resolver partir para o confronto físico após a sentença ser prolatada.
Não tenhamos dúvida, o caminho para a construção da paz nos campos brasileiros será longa, e mais ou menos dolorosa, dependendo de iniciativas como esta, presente no PNDH. Será através de desapropriações progressivas que se fará a redistribuição de terras no Brasil e na Amazônia, que é marcada pela grilagem e pelo latifúndio. Qualquer defesa do dogma do direito à propriedade não passará de discriminação contra a “ralé dos 400 anos”. A própria constituição garante o predomínio da função social da propriedade em detrimento da individual. Por certo existe uma cambada de oportunista neste processo, mas não passam de uma ínfima minoria.
Ou a “ralé” fica no campo, onde pode se instalar, produzir e criar sua família, ou estará a assombrar as grandes cidades, fundando diuturnamente novas favelas e servindo de cultura pra o recrutamento pelo banditismo e pelo narcotráfico.
3- O PNDH e o revanchismo contra a Ditadura.
Wilson Sá também acusa o PNDH de praticar revanchismo contra os autores maiores da Ditadura militar brasileira de 1964. Wilson Sá crê que os acordos que os liberais da redemocratização fizeram, via Lei da Anistia de 1979, apaziguou o Brasil e não pode ser mais “remexida”.
No acordo de final da Ditadura, os militares ainda eram a força política e administrativa do governo central e igualaram conceitualmente os torturadores com os guerrilheiros como se estes fossem a mesma coisa que terroristas. Os liberais condutores da redemocratização, pela via da conciliação, não tinham, naquele momento outro caminho a seguir, e aceitaram aquele acordo.
Ora, os estudiosos da teoria do Estado sabem que foi John Locke, o principal teórico do liberalismo inglês que afirmou peremptoriamente em sua obra seminal, o Segundo tratado sobre o Governo Civil: a sociedade na luta contra os usurpadores do poder política tem o direito legítimo e deve recorrer às armas contra os golpistas. Foi o que ocorreu no Brasil após a imposição do AI 5 em 1968, onde ficou impossível fazer a oposição pacífica aos governos militares de Costa e Silva, Médice e Geisel, dando origem às guerrilhas urbanas e rural.
Uma luta guerrilheira é considera uma guerra justa, porque as partes em conflitos sabem que estão em guerra e normalmente se trava um combate entre exércitos militar e civil. A luta guerrilheira em nada se parece com o terrorismo que tem suas baterias voltadas indiscriminadamente e de forma planejada para alvos militares e civis, é portanto covarde, porque faz chantagem com os governos matando civis inocentes.
Diferentemente dos torturadores, que são verdadeiros animais, que massacram através do castigo físico, prisioneiros à disposição do Estado, sem nenhuma possibilidade de autodefesa. A prática da tortura deve ser considerada um crime inafiançável, hediondo e imprescritível e que a sociedade brasileira, a exemplo da sociedade argentina, deveria tirar a limpo, para que nunca mais se repeta no Brasil. O acordo de 1979 (anistia) deveria ser superado e os torturadores e comandantes, mesmos mortos, deveriam ser execrados pela sociedade brasileira, para todo o sempre.
4- O PNDH e a censura à imprensa .
Creio que neste ponto o PNDH é indefensável, aqui não dá para controlar a produção editorial e fazer um julgamento sumário do que agride ou não os Direitos Humanos, através de um órgão, qualquer que seja ele. Creio que neste caso, aqueles órgãos de imprensa, por exemplo, que vivem a ganhar audiência expondo cadáveres à mídia ou promovendo o discurso da barbárie no combate ao crime deveriam sofrer um acompanhamento de organismo auto-regulares, como ocorre com a prática médica, por exemplo, e estando todos à disposição do enquadramento criminal presente nas leis do país que trata deste assunto.
Por outro lado os movimentos dos Direitos Humanos e os governos, a exemplo do que acontece no combate ao vício do fumo ou das drogas, deveriam fazer uma campanha, perante à sociedade, contra àquelas práticas jornalísticas que ganham audiência às custas da construção de uma cultura da barbárie e anti-humana.Portanto o tema do controle às práticas anti-humanas, presentes no cotidiano da imprensa estadual e nacional, deveria sair do PNDH, devido aos riscos que representaria para a liberdade de expressão no contexto de governos futuros que não sejam afeitos aos valores do Estado democrático de Direito.
UFPA: Cadê o certificado latu senso?
Estão chegando postagens de internautas que concluiram a especialização em história há três anos na UFPA e até agora NADA de certificado. Parece que este fenômeno negativo vem atingindo grande parte da UFPA. Com a palavra os órgãos responsáveis.
Pedofilia: Magno Malta em Belém
Dia 28-01-2010 o Senador Magno Malta estará em Belém, em pauta o aprofundamento das investigações sobre pedofilia.
Conheça o perfil dos candidatos do PSS 2010 da UFPA
Eles são solteiros, têm entre 18 e 25 anos, moram com os pais, integram grandes famílias, estudaram em escola pública, já concluíram o ensino médio e fazem cursinho. Dados do Questionário Socioeconômico, preenchido pelos candidatos ao se inscreverem no Processo Seletivo Seriado 2010 da UFPA (PSS), mostram o perfil dos estudantes que sonham em entrar na Instituição este ano. Aproximadamente, 17% dos candidatos a calouro 2010 têm mais de 26 anos e outros 17%, menos de 18.
Entre os 50.444 candidatos que se inscreveram para o certame, 84,10% deles são solteiros; 59,53% moram com os pais e têm casa própria. 65,44% dos estudantes têm entre 18 e 25 anos de idade; outros 17,26% estão com menos de 18 anos e 17,30% têm a partir de 26 anos de idade. “Este grupo de candidatos mais velhos que vemos nos dias de prova também é um reflexo da transição de Processo Seletivo na UFPA. No PSS 2010, todos os candidatos inscritos, a priori, concorrem a vagas”, explica Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS).
Entre os cursos mais procurados por candidatos acima dos 25 anos, estão “Biblioteconomia”, “Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagem” e “Pedagogia”. Respectivamente, 62%, 57% e 49% dos candidatos estão nessa faixa etária. Logo abaixo, estão Ciências Sociais (47%); Pedagogia, ofertado em Altamira, e Serviço Social (ambos com 44%) e Física (43%).
Já os alunos com menos de 18 anos têm preferência pelos cursos de Comunicação Social, com habilitação em publicidade e propaganda, e Engenharia de Materiais, sediado em Marabá, nos quais, 33% dos candidatos ainda não atingiram a maioridade. A seguir, há Engenharia Civil e Direito, em que 31% das pessoas inscritas ainda não completaram 18 anos. A lista segue com os cursos de Sistema de Informação (30%) e Engenharia de Minas e Meio Ambiente (29%), que funcionam em Marabá.
“Tivemos, ainda, 115 alunos do 1º e 197, do 2º ano do ensino médio (0,23 e 0,39% do total, respectivamente) inscritos no concurso. Por não terem concluído o ensino médio, mesmo que venham a ser aprovados, esses candidatos não poderão assumir as vagas na Universidade e farão a seleção apenas por experiência”, pondera Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS). Outros 1.309 alunos, atualmente, já estão cursando uma graduação e 981 pessoas já possuem um diploma universitário.
No que diz respeito à renda dos candidatos, 66,15% dos estudantes não trabalham e entre os que desenvolvem alguma atividade profissional, 20,31% recebem, no máximo, dois salários mínimos. A renda familiar de 37,97% dos candidatos fica entre um e dois salários mínimos mensais e 10,53% das famílias que possuem candidatos inscritos no PSS 2010 ganham menos que R$ 510 reais por mês, o que as qualificaria para pedir a isenção das taxas de inscrição no concurso. Em 42,33% dos casos, apenas uma pessoa é a responsável pela renda total de famílias formadas por quatro (27,92%), cinco (21,75%), seis ou mais pessoas (19,02%).
GÊNERO: As informações sobre gênero, por sua vez, revelam quais os cursos que atraem mais mulheres e quais os que são preteridos pelos homens. Elas são 59,54% do total de candidatos e são 95,28% dos candidatos ao curso de Serviço Social diurno; 93,1% ao curso de Pedagogia ofertado em Marabá e 92,53% dos candidatos ao curso de Pedagogia sediado em Belém. Nutrição (92,37%), Pedagogia, em Castanhal (91,11%), e Serviço Social noturno (90,86%) completam a lista das graduações, cujas vagas são disputadas majoritariamente por pessoas do sexo feminino.
Os 40,46% dos candidatos do sexo masculino são unânimes em optar por cursos da área de exatas e de Engenharia. Cem por cento dos candidatos ao curso de Física, sediado em Marabá, são homens. O segundo curso cuja demanda é mais masculina é o de Engenharia Mecânica vespertino (91,28%). O terceiro lugar fica com Engenharia Mecânica matutino (87,05%). A lista segue com o curso de Física (86%), Engenharia Elétrica (85,76%), Engenharia da Computação (82,08%) e com a Licenciatura em Matemática, localizada em Breves (80,18%).
FORMAÇÃO: Sobre a formação educacional dos candidatos, 57,82% deles cursaram todo o ensino médio em escolas da rede pública de ensino, portanto, estavam aptos para concorrer pelo sistema de cotas da Universidade. Apesar disso, 3,56% preferiram se inscrever como não-cotistas, daí o motivo por que apenas 54,26% dos candidatos no concurso disputam a reserva de 50% das vagas. A grande maioria dos candidatos (57% deles) já concluiu o ensino médio e 27,65% concluíram o terceiro ano em 2009.
PREPARAÇÃO: Como eles se preparam para o concurso? 37,31% deles dizem que nunca estudaram em cursinhos; 22,38% estudaram em cursos preparatórios por um semestre; 22,40%, por um ano; 8,26%, por mais tempo que isso e outros 9,65% preferiram não responder à questão.
UNIVERSIDADE: Quando indagados sobre o que esperam do curso universitário, 68,56% dos concorrentes informaram que buscam “formação voltada para o mercado de trabalho” e 12,05%, queriam “melhorar sua condição financeira atual”. E por que eles gostariam de estudar na UFPA? 30,23% deles escolheram esta opção porque “a Universidade oferta o curso de sua preferência”; 27,22% escolhem a Instituição “por ser gratuita” e 20,64%, porque a UFPA “desfruta de um bom conceito”.
Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Mácio Ferreira
Entre os 50.444 candidatos que se inscreveram para o certame, 84,10% deles são solteiros; 59,53% moram com os pais e têm casa própria. 65,44% dos estudantes têm entre 18 e 25 anos de idade; outros 17,26% estão com menos de 18 anos e 17,30% têm a partir de 26 anos de idade. “Este grupo de candidatos mais velhos que vemos nos dias de prova também é um reflexo da transição de Processo Seletivo na UFPA. No PSS 2010, todos os candidatos inscritos, a priori, concorrem a vagas”, explica Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS).
Entre os cursos mais procurados por candidatos acima dos 25 anos, estão “Biblioteconomia”, “Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagem” e “Pedagogia”. Respectivamente, 62%, 57% e 49% dos candidatos estão nessa faixa etária. Logo abaixo, estão Ciências Sociais (47%); Pedagogia, ofertado em Altamira, e Serviço Social (ambos com 44%) e Física (43%).
Já os alunos com menos de 18 anos têm preferência pelos cursos de Comunicação Social, com habilitação em publicidade e propaganda, e Engenharia de Materiais, sediado em Marabá, nos quais, 33% dos candidatos ainda não atingiram a maioridade. A seguir, há Engenharia Civil e Direito, em que 31% das pessoas inscritas ainda não completaram 18 anos. A lista segue com os cursos de Sistema de Informação (30%) e Engenharia de Minas e Meio Ambiente (29%), que funcionam em Marabá.
“Tivemos, ainda, 115 alunos do 1º e 197, do 2º ano do ensino médio (0,23 e 0,39% do total, respectivamente) inscritos no concurso. Por não terem concluído o ensino médio, mesmo que venham a ser aprovados, esses candidatos não poderão assumir as vagas na Universidade e farão a seleção apenas por experiência”, pondera Arquimimo Almeida, integrante da Coordenação Pedagógica do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS). Outros 1.309 alunos, atualmente, já estão cursando uma graduação e 981 pessoas já possuem um diploma universitário.
No que diz respeito à renda dos candidatos, 66,15% dos estudantes não trabalham e entre os que desenvolvem alguma atividade profissional, 20,31% recebem, no máximo, dois salários mínimos. A renda familiar de 37,97% dos candidatos fica entre um e dois salários mínimos mensais e 10,53% das famílias que possuem candidatos inscritos no PSS 2010 ganham menos que R$ 510 reais por mês, o que as qualificaria para pedir a isenção das taxas de inscrição no concurso. Em 42,33% dos casos, apenas uma pessoa é a responsável pela renda total de famílias formadas por quatro (27,92%), cinco (21,75%), seis ou mais pessoas (19,02%).
GÊNERO: As informações sobre gênero, por sua vez, revelam quais os cursos que atraem mais mulheres e quais os que são preteridos pelos homens. Elas são 59,54% do total de candidatos e são 95,28% dos candidatos ao curso de Serviço Social diurno; 93,1% ao curso de Pedagogia ofertado em Marabá e 92,53% dos candidatos ao curso de Pedagogia sediado em Belém. Nutrição (92,37%), Pedagogia, em Castanhal (91,11%), e Serviço Social noturno (90,86%) completam a lista das graduações, cujas vagas são disputadas majoritariamente por pessoas do sexo feminino.
Os 40,46% dos candidatos do sexo masculino são unânimes em optar por cursos da área de exatas e de Engenharia. Cem por cento dos candidatos ao curso de Física, sediado em Marabá, são homens. O segundo curso cuja demanda é mais masculina é o de Engenharia Mecânica vespertino (91,28%). O terceiro lugar fica com Engenharia Mecânica matutino (87,05%). A lista segue com o curso de Física (86%), Engenharia Elétrica (85,76%), Engenharia da Computação (82,08%) e com a Licenciatura em Matemática, localizada em Breves (80,18%).
FORMAÇÃO: Sobre a formação educacional dos candidatos, 57,82% deles cursaram todo o ensino médio em escolas da rede pública de ensino, portanto, estavam aptos para concorrer pelo sistema de cotas da Universidade. Apesar disso, 3,56% preferiram se inscrever como não-cotistas, daí o motivo por que apenas 54,26% dos candidatos no concurso disputam a reserva de 50% das vagas. A grande maioria dos candidatos (57% deles) já concluiu o ensino médio e 27,65% concluíram o terceiro ano em 2009.
PREPARAÇÃO: Como eles se preparam para o concurso? 37,31% deles dizem que nunca estudaram em cursinhos; 22,38% estudaram em cursos preparatórios por um semestre; 22,40%, por um ano; 8,26%, por mais tempo que isso e outros 9,65% preferiram não responder à questão.
UNIVERSIDADE: Quando indagados sobre o que esperam do curso universitário, 68,56% dos concorrentes informaram que buscam “formação voltada para o mercado de trabalho” e 12,05%, queriam “melhorar sua condição financeira atual”. E por que eles gostariam de estudar na UFPA? 30,23% deles escolheram esta opção porque “a Universidade oferta o curso de sua preferência”; 27,22% escolhem a Instituição “por ser gratuita” e 20,64%, porque a UFPA “desfruta de um bom conceito”.
Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Mácio Ferreira
Controle de acesso ao campus: Boa idéia vem da USP
ADAPTAÇÃO - para coordenador do câmpus, medida vai diminuir conflitos entre ciclista e motorista
A Universidade de São Paulo (USP) pretende delimitar, a partir do próximo mês, dia, hora e local reservados para corredores e ciclistas utilizarem a Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Todos deverão se cadastrar e ganharão uma carteirinha com foto, nome e número de RG para poder circular no câmpus. Com a medida, a prefeitura do câmpus pretende pôr fim às brigas entre esportistas, alunos, docentes e motoristas.
"Se eu cadastrar as pessoas, fico sabendo quem está aqui", justificou o coordenador do câmpus, professor Antonio Marcos Massola. A mudança, segundo ele, passou a ser discutida no mês passado, após um ciclista atropelar outro. "O ciclista foi embora e deixou o outro caído no chão. E não sabíamos quem era o atropelador."
O cadastro terá início depois do carnaval e será gratuito. O espaço e os horários reservados aos esportistas ainda estão sendo estudados. As pistas de corrida deverão ocupar canteiros. E a ciclovia, de cerca de 6 km de extensão, deve ser construída numa das avenidas do câmpus. O desrespeito às regras implicará penalidades, ainda não divulgadas.
ASSALTO NO CÂMPUS
Seis homens, dois deles armados com metralhadoras, invadiram o câmpus da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) em Sorocaba, renderam os quatro vigilantes e assaltaram um caixa eletrônico, na madrugada de ontem.
O câmpus fica na rodovia que liga Sorocaba a Salto de Pirapora, na zona rural, e dois dos ladrões se dirigiram à portaria com o pretexto de pedir uma informação. Logo em seguida, saíram do carro os homens que empunhavam as metralhadoras e renderam os dois vigilantes que estavam no local. Eles foram levados para o interior do prédio, onde outros dois vigias também foram tomados como reféns.
Os bandidos usaram maçaricos para arrombar o cofre do caixa automático de um banco. Eles permaneceram cerca de duas horas no prédio. O valor roubado não foi informado. A Polícia Civil fez perícia no local. Até a tarde de ontem não havia pista dos ladrões.
Estadão: COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA
A Universidade de São Paulo (USP) pretende delimitar, a partir do próximo mês, dia, hora e local reservados para corredores e ciclistas utilizarem a Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Todos deverão se cadastrar e ganharão uma carteirinha com foto, nome e número de RG para poder circular no câmpus. Com a medida, a prefeitura do câmpus pretende pôr fim às brigas entre esportistas, alunos, docentes e motoristas.
"Se eu cadastrar as pessoas, fico sabendo quem está aqui", justificou o coordenador do câmpus, professor Antonio Marcos Massola. A mudança, segundo ele, passou a ser discutida no mês passado, após um ciclista atropelar outro. "O ciclista foi embora e deixou o outro caído no chão. E não sabíamos quem era o atropelador."
O cadastro terá início depois do carnaval e será gratuito. O espaço e os horários reservados aos esportistas ainda estão sendo estudados. As pistas de corrida deverão ocupar canteiros. E a ciclovia, de cerca de 6 km de extensão, deve ser construída numa das avenidas do câmpus. O desrespeito às regras implicará penalidades, ainda não divulgadas.
ASSALTO NO CÂMPUS
Seis homens, dois deles armados com metralhadoras, invadiram o câmpus da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) em Sorocaba, renderam os quatro vigilantes e assaltaram um caixa eletrônico, na madrugada de ontem.
O câmpus fica na rodovia que liga Sorocaba a Salto de Pirapora, na zona rural, e dois dos ladrões se dirigiram à portaria com o pretexto de pedir uma informação. Logo em seguida, saíram do carro os homens que empunhavam as metralhadoras e renderam os dois vigilantes que estavam no local. Eles foram levados para o interior do prédio, onde outros dois vigias também foram tomados como reféns.
Os bandidos usaram maçaricos para arrombar o cofre do caixa automático de um banco. Eles permaneceram cerca de duas horas no prédio. O valor roubado não foi informado. A Polícia Civil fez perícia no local. Até a tarde de ontem não havia pista dos ladrões.
Estadão: COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA
Democratas perdem vantagem no Senado
A vitória do azarão republicano Scott Brown na eleição para o Senado de Massachusetts foi um balde de água fria nos planos do presidente Barack Obama.
A eleição de Brown, para a vaga deixada por Ted Kennedy, que morreu em agosto, faz os democratas perderem a maioria de 60 senadores - eles passam a ter 59 cadeiras, diante das 41 que têm agora os republicanos. Os democratas precisam da maioria de 60 para derrotar manobras legislativas dos republicanos para bloquear a aprovação de legislações. A vitória de Brown ameaça a aprovação da reforma do sistema de saúde, por exemplo.
Além disso, perder a vaga que Kennedy ocupou por 46 anos é simbolicamente horrível. Massachusetts é um Estado muito democrata, o único que votou em George McGovern quando Richard Nixon se elegeu, em 1972. Para os republicanos, a vitória de Brown sobre a democrata Martha Coakley representa um repúdio às políticas do governo Obama, principalmente à reforma da saúde. Também seria uma manifestação da insatisfação profunda com a crise econômica. Brown teve 52% dos votos e a candidata democrata, 47%.
"Esse pode ser um sinal do que está por vir; a eleição legislativa (em novembro) não será boa para os democratas", diz Julian Zelizer, professor de história na Universidade Princeton. Segundo ele, os independentes que ajudaram a eleger Obama desencantaram-se com o presidente. Os conservadores ganharam mais ânimo com os protestos contra a reforma da saúde, e os mais à esquerda estão frustrados com a decisão de Obama de escalar a guerra do Afeganistão.
Brown teve uma candidatura anti-establishment, contestando o direito natural dos democratas à vaga ocupada por 46 anos por Kennedy. E fez campanha contra as mudanças no sistema de saúde. "A reforma de saúde vai elevar os impostos, prejudicar o Medicare, destruir empregos e aumentar a dívida do país", disse Brown em seu discurso da vitória.
Os democratas retratam a derrota de outra maneira. Para eles, Martha Coakley se acomodou, achando que ia ganhar, e fez uma campanha pouco eficiente. Além disso, Massachusetts não pode ser visto como um voto dos eleitores contra a reforma de saúde porque o Estado é um dos únicos que já aprovou uma reforma estadual que dá aos cidadãos acesso universal ao setor.
De qualquer maneira, a perda da maioria ameaça a aprovação de várias prioridades da agenda de Obama. O presidente terá de ficar mais centrista e fazer mais concessões para aprovar suas legislações - no caso da reforma de saúde, abandonando de vez a polêmica opção pública, o plano de saúde estatal.
E alguns democratas começam a repensar seu apoio à agenda do presidente. "Se perdemos Massachusetts e isso não é um alerta, não vai ter como acordarmos para a realidade", disse o senador democrata Evan Baih.
Estadão: Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington
A eleição de Brown, para a vaga deixada por Ted Kennedy, que morreu em agosto, faz os democratas perderem a maioria de 60 senadores - eles passam a ter 59 cadeiras, diante das 41 que têm agora os republicanos. Os democratas precisam da maioria de 60 para derrotar manobras legislativas dos republicanos para bloquear a aprovação de legislações. A vitória de Brown ameaça a aprovação da reforma do sistema de saúde, por exemplo.
Além disso, perder a vaga que Kennedy ocupou por 46 anos é simbolicamente horrível. Massachusetts é um Estado muito democrata, o único que votou em George McGovern quando Richard Nixon se elegeu, em 1972. Para os republicanos, a vitória de Brown sobre a democrata Martha Coakley representa um repúdio às políticas do governo Obama, principalmente à reforma da saúde. Também seria uma manifestação da insatisfação profunda com a crise econômica. Brown teve 52% dos votos e a candidata democrata, 47%.
"Esse pode ser um sinal do que está por vir; a eleição legislativa (em novembro) não será boa para os democratas", diz Julian Zelizer, professor de história na Universidade Princeton. Segundo ele, os independentes que ajudaram a eleger Obama desencantaram-se com o presidente. Os conservadores ganharam mais ânimo com os protestos contra a reforma da saúde, e os mais à esquerda estão frustrados com a decisão de Obama de escalar a guerra do Afeganistão.
Brown teve uma candidatura anti-establishment, contestando o direito natural dos democratas à vaga ocupada por 46 anos por Kennedy. E fez campanha contra as mudanças no sistema de saúde. "A reforma de saúde vai elevar os impostos, prejudicar o Medicare, destruir empregos e aumentar a dívida do país", disse Brown em seu discurso da vitória.
Os democratas retratam a derrota de outra maneira. Para eles, Martha Coakley se acomodou, achando que ia ganhar, e fez uma campanha pouco eficiente. Além disso, Massachusetts não pode ser visto como um voto dos eleitores contra a reforma de saúde porque o Estado é um dos únicos que já aprovou uma reforma estadual que dá aos cidadãos acesso universal ao setor.
De qualquer maneira, a perda da maioria ameaça a aprovação de várias prioridades da agenda de Obama. O presidente terá de ficar mais centrista e fazer mais concessões para aprovar suas legislações - no caso da reforma de saúde, abandonando de vez a polêmica opção pública, o plano de saúde estatal.
E alguns democratas começam a repensar seu apoio à agenda do presidente. "Se perdemos Massachusetts e isso não é um alerta, não vai ter como acordarmos para a realidade", disse o senador democrata Evan Baih.
Estadão: Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington
Obama limitará tamanho e complexidade dos bancos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará nesta quinta-feira, 21, medidas para limitar o tamanho e a complexidade das instituições financeiras, com o objetivo de reduzir os riscos. A proposta precisará ser aprovada pelo Congresso. As informações estão publicadas nos principais jornais financeiros, como o norte-americano Wall Street Journal e o britânico Financial Times.
O diário nova-iorquino lembra que, nos últimos dez anos, o sistema financeiro passou por uma consolidação, com a formação de “imensos titãs bancários”. Segundo o WSJ, o plano, se aprovado, deve afetar principalmente o Bank of America, o Wells Fargo e o JP Morgan Chase, “por controlarem grande quantidade de depósitos nos EUA”, e também o Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, “que têm uma ampla presença em Wall Street”.
Uma autoridade disse ao FT que Obama já vinha discutindo nos últimos meses a necessidade de fazer provisões “mais fortes e específicas” para “limitar o tamanho e a abrangência das instituições financeiras e cortar riscos excessivos”.
Trata-se do segundo anúncio neste mês de medidas de aperto ao sistema financeiro. Na semana passada, Obama anunciou uma taxa sobre operações bancárias para recuperar parte do dinheiro usado para socorrer a economia. A previsão é arrecadar em torno de US$ 90 bilhões.
Estadão- Por Sílvio Guedes Crespo
O diário nova-iorquino lembra que, nos últimos dez anos, o sistema financeiro passou por uma consolidação, com a formação de “imensos titãs bancários”. Segundo o WSJ, o plano, se aprovado, deve afetar principalmente o Bank of America, o Wells Fargo e o JP Morgan Chase, “por controlarem grande quantidade de depósitos nos EUA”, e também o Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, “que têm uma ampla presença em Wall Street”.
Uma autoridade disse ao FT que Obama já vinha discutindo nos últimos meses a necessidade de fazer provisões “mais fortes e específicas” para “limitar o tamanho e a abrangência das instituições financeiras e cortar riscos excessivos”.
Trata-se do segundo anúncio neste mês de medidas de aperto ao sistema financeiro. Na semana passada, Obama anunciou uma taxa sobre operações bancárias para recuperar parte do dinheiro usado para socorrer a economia. A previsão é arrecadar em torno de US$ 90 bilhões.
Estadão- Por Sílvio Guedes Crespo
O Papa, A Irlanda e a proteção de abusadores
O Papa convocou o episcopado da Irlanda para discutir no Vaticano a proteção do alto clero aos padres abusadores, veja mais detalhes aqui- http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100121/not_imp499040,0.php
A fumaça invade a reitoria
Os internautas pedem que os fumantes do prédio da reitoria parem de fumar em lugares proibidos. Até os banheiros são diariamente infestados, principalmente no terceiro andar.
UFPA: Nova Convocação para Técnico-Administrativo
CONVOCAÇÃO
O Pró-Reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal da Universidade Federal do Pará CONVOCA os candidatos abaixo relacionados a comparecerem a esta Pró-Reitoria, no período de 05 a 08/01/2010, no horário das 8 h às 12 h, no Prédio da Reitoria - 1º andar, para tratarem de assunto referente as suas nomeações.
– CAMPUS DE ABAETETUBA:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: JOÃO BATISTA RISUENHO DE OLIVEIRA, GLAILSON AUGUSTO ROCHA DOS SANTOS.
Técnico de Laboratório/ Área Física: FABRÍCIO AUGUSTO DOS SANTOS RODRIGUES
Técnico de Laboratório/ Área Informática: JONNE CLEY DE CARVALHO SILVA
•Cargos da Classe E (nível superior)
Analista de Tecnologia de Informação: TACIO VINICIUS BERNARDES RIBEIRO.
Contador: ADRIANO SILVA MONTEIRO.
Técnico em Assuntos Educacionais: MARCOS FERREIRA BARBOSA, LADYANA DOS SANTOS LOBATO.
Secretário Executivo: ANDREA SIMONE BRITO DE MIRANDA.
– CAMPUS DE ALTAMIRA:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: NÁDIA GRINGS BATISTA, PETRINI GIRARDELI.
Técnico de Laboratório/ Área Biologia: DILAILSON ARAUJO DE SOUZA.
Técnico de Laboratório/ Área Floresta: LUIZ CARLOS BASTOS SANTOS
Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MACIEL FERREIRA.
Técnico de Tecnologia da Informação: JACKSON ALMEIDA DE QUEIROZ
• Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: VERÔNICA PEREIRA MIRANDA.
Técnico em Assuntos Educacionais: RHOBERTA SANTANA DE ARAÚJO.
Engenheiro Agrônomo: AILTON ARAÚJO.
Secretário Executivo: CLAUDIA SOARES BELO DE BARROS.
– CAMPUS DE BELÉM:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico em Tecnologia da Informação: MÁRCIO RODRIGUES DE SOUZA
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: ROSEANE SOUZA OLIVEIRA, ROSEMBERG BATISTA DE ARAÚJO, TÂNIA CLAUDINE MENEZES DO VALE, WALZENE CARDOSO COSTA, JAQUELINE FERREIRA DA MOTA.
Secretário Executivo: VANESSA DE FÁTIMA SANTANA TAVARES, DIELLY DEBORA FARIAS FONSECA.
Contador: RAIMUNDO RODRIGUES ROSA NETO
Redator: ANSELMO DE SOUSA GOMES
– CAMPUS DE BRAGANÇA:
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: MARCELO DO VALE OLIVEIRA.
– CAMPUS DE BREVES:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico de Tecnologia da Informação: CARLOS ALBERTO MIRANDA DOS REIS.
Assistente em Administração: MICHELL COSTA BAIA, CARLOS MAGNO DE LIMA LOPES.
Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MARQUES DE OLIVEIRA.
•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: MATHUSALEM MACEDO BEZERRA.
Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO MARCELINO PANTOJA RODRIGUES.
Secretário Executivo: DENISE ALVES RAMOS.
– CAMPUS DE CAMETÁ:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: ROMULO EVERTON DE CARVALHO MOIA, LUIS ALBERTO RIBEIRO CORDEIRO, JODILSON ROCHA MONTEIRO.
Técnico de Tecnologia da Informação: EDILSON PRAZERES RODRIGUES.
Técnico de Laboratório/ Área Biologia: JAZON PANTOJA QUARESMA
Técnico de Laboratório/ Área Química: LILIANE VIEIRA DO ESPÍRITO SANTO.
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO BATISTA DO CARMO SILVA.
Secretário Executivo: FERNANDA NILVEA POMPEU VARELA.
– CAMPUS DE MARABÁ:
•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: SCHIRLEI STOCK RAMOS.
Belém, 30 de dezembro de 2009.
João Cauby de Almeida Junior
Pró-Reitor
O Pró-Reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal da Universidade Federal do Pará CONVOCA os candidatos abaixo relacionados a comparecerem a esta Pró-Reitoria, no período de 05 a 08/01/2010, no horário das 8 h às 12 h, no Prédio da Reitoria - 1º andar, para tratarem de assunto referente as suas nomeações.
– CAMPUS DE ABAETETUBA:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: JOÃO BATISTA RISUENHO DE OLIVEIRA, GLAILSON AUGUSTO ROCHA DOS SANTOS.
Técnico de Laboratório/ Área Física: FABRÍCIO AUGUSTO DOS SANTOS RODRIGUES
Técnico de Laboratório/ Área Informática: JONNE CLEY DE CARVALHO SILVA
•Cargos da Classe E (nível superior)
Analista de Tecnologia de Informação: TACIO VINICIUS BERNARDES RIBEIRO.
Contador: ADRIANO SILVA MONTEIRO.
Técnico em Assuntos Educacionais: MARCOS FERREIRA BARBOSA, LADYANA DOS SANTOS LOBATO.
Secretário Executivo: ANDREA SIMONE BRITO DE MIRANDA.
– CAMPUS DE ALTAMIRA:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: NÁDIA GRINGS BATISTA, PETRINI GIRARDELI.
Técnico de Laboratório/ Área Biologia: DILAILSON ARAUJO DE SOUZA.
Técnico de Laboratório/ Área Floresta: LUIZ CARLOS BASTOS SANTOS
Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MACIEL FERREIRA.
Técnico de Tecnologia da Informação: JACKSON ALMEIDA DE QUEIROZ
• Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: VERÔNICA PEREIRA MIRANDA.
Técnico em Assuntos Educacionais: RHOBERTA SANTANA DE ARAÚJO.
Engenheiro Agrônomo: AILTON ARAÚJO.
Secretário Executivo: CLAUDIA SOARES BELO DE BARROS.
– CAMPUS DE BELÉM:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico em Tecnologia da Informação: MÁRCIO RODRIGUES DE SOUZA
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: ROSEANE SOUZA OLIVEIRA, ROSEMBERG BATISTA DE ARAÚJO, TÂNIA CLAUDINE MENEZES DO VALE, WALZENE CARDOSO COSTA, JAQUELINE FERREIRA DA MOTA.
Secretário Executivo: VANESSA DE FÁTIMA SANTANA TAVARES, DIELLY DEBORA FARIAS FONSECA.
Contador: RAIMUNDO RODRIGUES ROSA NETO
Redator: ANSELMO DE SOUSA GOMES
– CAMPUS DE BRAGANÇA:
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: MARCELO DO VALE OLIVEIRA.
– CAMPUS DE BREVES:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Técnico de Tecnologia da Informação: CARLOS ALBERTO MIRANDA DOS REIS.
Assistente em Administração: MICHELL COSTA BAIA, CARLOS MAGNO DE LIMA LOPES.
Técnico de Laboratório/ Área Química: ADRIANA MARQUES DE OLIVEIRA.
•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: MATHUSALEM MACEDO BEZERRA.
Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO MARCELINO PANTOJA RODRIGUES.
Secretário Executivo: DENISE ALVES RAMOS.
– CAMPUS DE CAMETÁ:
•Cargos da Classe D (nível médio)
Assistente em Administração: ROMULO EVERTON DE CARVALHO MOIA, LUIS ALBERTO RIBEIRO CORDEIRO, JODILSON ROCHA MONTEIRO.
Técnico de Tecnologia da Informação: EDILSON PRAZERES RODRIGUES.
Técnico de Laboratório/ Área Biologia: JAZON PANTOJA QUARESMA
Técnico de Laboratório/ Área Química: LILIANE VIEIRA DO ESPÍRITO SANTO.
•Cargos da Classe E (nível superior)
Técnico em Assuntos Educacionais: JOÃO BATISTA DO CARMO SILVA.
Secretário Executivo: FERNANDA NILVEA POMPEU VARELA.
– CAMPUS DE MARABÁ:
•Cargos da Classe E (nível superior)
Administrador: SCHIRLEI STOCK RAMOS.
Belém, 30 de dezembro de 2009.
João Cauby de Almeida Junior
Pró-Reitor
UFPA recebe primeiros candidatos indígenas em 2010
No próximo domingo, dia 24 de janeiro, a Universidade Federal do Pará aplicará uma prova diferente. Paralelamente à realização da 2ª fase do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade (PSS), 194 candidatos indígenas farão uma redação. A primeira avaliação para ingresso na Instituição, por meio dessas ações afirmativas, acontece das 8h às 13h, horário de Belém.
54 pessoas de oito etnias farão a prova no Bloco A do Campus Básico da Universidade, localizado na capital; 44 candidatos de seis etnias prestarão o exame em Altamira; 34 estudantes indígenas pertencentes a sete etnias diferentes deverão se dirigir ao Campus II da Universidade, em Marabá, no próximo domingo, e 62 pessoas de 16 etnias distintas farão a prova no Campus da UFPA, em Santarém.
Este ano, os indígenas disputam 112 vagas criadas, especificamente, para eles nos cursos em que houve inscrições. Ou seja, além dos 6.082 calouros que a UFPA receberá em 2010 pelo PSS, a Universidade terá, ainda, um número a mais de novos alunos que serão aprovados por meio de um Processo Seletivo Diferenciado, criado para se ajustar às especificidades dos povos indígenas, composto por uma redação e uma entrevista.
A antropóloga Jane Beltrão, coordenadora da Comissão de Avaliação do Processo de Seleção Diferenciada da UFPA (CAPSDU), aponta, nas diferenças existentes entre o sistema de ingresso e o tradicional, a atenção para a diversidade educacional e cultural deste grupo de candidatos. “Entendemos que esses estudantes possuem especificidades em relação aos outros porque são melhores oradores que escritores. E tanto a oralidade, quanto a expressividade são características culturais de que a Universidade tentará se apropriar para criar mecanismos de seleção mais acessíveis para o ingresso dessas populações na Instituição. Não podemos esquecer, também, as limitações e os desafios que a educação indígena, mesmo assegurada por lei, enfrenta”.
A pesquisadora lembra que ainda são poucas as aldeias que possuem escola e, em todo o sul e o sudeste do Pará, por exemplo, apenas duas acompanham os alunos da 1ª série ao fim do ensino médio, o que obriga os estudantes a se deslocarem para os povoados e núcleos urbanos para concluir seus estudos.
“A educação não pode estar separada da ‘cosmovisão’ indígena da realidade e não pode ameaçar a língua indígena, nos casos em que eles ainda falam o idioma materno. Porém, por uma série de limitações, eles acabam tendo de frequentar uma escola não-indígena e de enfrentar os vários impasses e dificuldades que isso representa. A criação dessas vagas é uma tentativa de corrigir e adaptar regras que não estão adequadas para uma parcela dos nossos candidatos”, defende a presidente da Comissão.
UMA AVALIAÇÃO DIFERENCIADA
A prova de Redação a ser realizada no dia 24 não terá um número mínimo ou máximo de linhas. “Partimos da perspectiva de que o português apropriado pelos indígenas é produzido sob a interferência de um idioma e uma cultura materna diferente da nossa. Por isso temos uma comissão de correção formada por especialistas em analisar esses marcadores que interferem na língua”, revela Jane Beltrão.
A correção da prova de Redação deve durar, no máximo, três dias. “Temos uma equipe experiente na parte de antropologia e de linguagem indígena, a qual conhece bem os marcadores linguísticos e os critérios criados para avaliar esses candidatos de forma diferente”, assegura a presidente da Comissão. Se todos os 194 candidatos inscritos passarem para a próxima fase do concurso, as entrevistas individuais deverão ser feitas em dois dias e, aproximadamente, no mesmo período da realização da última fase do PSS 2010, na segunda semana de fevereiro. O resultado final com a lista de calouros 2010 da UFPA está previsto para o dia 27 de fevereiro e já incorporará os candidatos indígenas aprovados.
“Durante a entrevista, vamos ver a capacidade de expressão associada ao que eles conheceram no ensino médio. Não vamos avaliar conteúdos porque eles têm outra percepção das disciplinas. Vamos, na verdade, discutir a possibilidade de, estando na UFPA, que tipo de transição eles vão fazer em relação ao conhecimento obtido na escola, seus conhecimentos tradicionais e culturais e ainda a perspectiva política deles em estar na Universidade. Indígenas com formação acadêmica são uma via para que esses povos tenham mais acesso aos seus direitos”, defende a antropóloga.
Para Jane Beltrão, “após o ingresso no ensino superior, a questão seguinte é como nós, a Universidade, vamos favorecer a possibilidade deles permanecerem nos cursos preteridos. O projeto financiado pela Fundação Ford e pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UFPA (PROEG) deverá se estender para a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) com a criação de uma política de assistência estudantil específica, com bolsas e outros auxílios para os candidatos indígenas. Por isso a Comissão também será responsável por acompanhar esses futuros universitários em sua vida acadêmica”.
VAGAS PARA INDÍGENAS: Qualquer indígena brasileiro pode disputar as duas vagas ofertadas, especificamente para eles, em cada curso de graduação da UFPA. O Processo Seletivo Diferenciado acontece sempre paralelo ao PSS com inscrições abertas, geralmente, no segundo semestre.
SERVIÇO:
Clique aqui e veja o Edital do Concurso
Veja a lista de candidatos indígenas que farão a redação neste domingo
Descubra a concorrência entre os candidatos indígenas.
Candidato indígena, imprima aqui seu cartão de inscrição.
Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
54 pessoas de oito etnias farão a prova no Bloco A do Campus Básico da Universidade, localizado na capital; 44 candidatos de seis etnias prestarão o exame em Altamira; 34 estudantes indígenas pertencentes a sete etnias diferentes deverão se dirigir ao Campus II da Universidade, em Marabá, no próximo domingo, e 62 pessoas de 16 etnias distintas farão a prova no Campus da UFPA, em Santarém.
Este ano, os indígenas disputam 112 vagas criadas, especificamente, para eles nos cursos em que houve inscrições. Ou seja, além dos 6.082 calouros que a UFPA receberá em 2010 pelo PSS, a Universidade terá, ainda, um número a mais de novos alunos que serão aprovados por meio de um Processo Seletivo Diferenciado, criado para se ajustar às especificidades dos povos indígenas, composto por uma redação e uma entrevista.
A antropóloga Jane Beltrão, coordenadora da Comissão de Avaliação do Processo de Seleção Diferenciada da UFPA (CAPSDU), aponta, nas diferenças existentes entre o sistema de ingresso e o tradicional, a atenção para a diversidade educacional e cultural deste grupo de candidatos. “Entendemos que esses estudantes possuem especificidades em relação aos outros porque são melhores oradores que escritores. E tanto a oralidade, quanto a expressividade são características culturais de que a Universidade tentará se apropriar para criar mecanismos de seleção mais acessíveis para o ingresso dessas populações na Instituição. Não podemos esquecer, também, as limitações e os desafios que a educação indígena, mesmo assegurada por lei, enfrenta”.
A pesquisadora lembra que ainda são poucas as aldeias que possuem escola e, em todo o sul e o sudeste do Pará, por exemplo, apenas duas acompanham os alunos da 1ª série ao fim do ensino médio, o que obriga os estudantes a se deslocarem para os povoados e núcleos urbanos para concluir seus estudos.
“A educação não pode estar separada da ‘cosmovisão’ indígena da realidade e não pode ameaçar a língua indígena, nos casos em que eles ainda falam o idioma materno. Porém, por uma série de limitações, eles acabam tendo de frequentar uma escola não-indígena e de enfrentar os vários impasses e dificuldades que isso representa. A criação dessas vagas é uma tentativa de corrigir e adaptar regras que não estão adequadas para uma parcela dos nossos candidatos”, defende a presidente da Comissão.
UMA AVALIAÇÃO DIFERENCIADA
A prova de Redação a ser realizada no dia 24 não terá um número mínimo ou máximo de linhas. “Partimos da perspectiva de que o português apropriado pelos indígenas é produzido sob a interferência de um idioma e uma cultura materna diferente da nossa. Por isso temos uma comissão de correção formada por especialistas em analisar esses marcadores que interferem na língua”, revela Jane Beltrão.
A correção da prova de Redação deve durar, no máximo, três dias. “Temos uma equipe experiente na parte de antropologia e de linguagem indígena, a qual conhece bem os marcadores linguísticos e os critérios criados para avaliar esses candidatos de forma diferente”, assegura a presidente da Comissão. Se todos os 194 candidatos inscritos passarem para a próxima fase do concurso, as entrevistas individuais deverão ser feitas em dois dias e, aproximadamente, no mesmo período da realização da última fase do PSS 2010, na segunda semana de fevereiro. O resultado final com a lista de calouros 2010 da UFPA está previsto para o dia 27 de fevereiro e já incorporará os candidatos indígenas aprovados.
“Durante a entrevista, vamos ver a capacidade de expressão associada ao que eles conheceram no ensino médio. Não vamos avaliar conteúdos porque eles têm outra percepção das disciplinas. Vamos, na verdade, discutir a possibilidade de, estando na UFPA, que tipo de transição eles vão fazer em relação ao conhecimento obtido na escola, seus conhecimentos tradicionais e culturais e ainda a perspectiva política deles em estar na Universidade. Indígenas com formação acadêmica são uma via para que esses povos tenham mais acesso aos seus direitos”, defende a antropóloga.
Para Jane Beltrão, “após o ingresso no ensino superior, a questão seguinte é como nós, a Universidade, vamos favorecer a possibilidade deles permanecerem nos cursos preteridos. O projeto financiado pela Fundação Ford e pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UFPA (PROEG) deverá se estender para a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) com a criação de uma política de assistência estudantil específica, com bolsas e outros auxílios para os candidatos indígenas. Por isso a Comissão também será responsável por acompanhar esses futuros universitários em sua vida acadêmica”.
VAGAS PARA INDÍGENAS: Qualquer indígena brasileiro pode disputar as duas vagas ofertadas, especificamente para eles, em cada curso de graduação da UFPA. O Processo Seletivo Diferenciado acontece sempre paralelo ao PSS com inscrições abertas, geralmente, no segundo semestre.
SERVIÇO:
Clique aqui e veja o Edital do Concurso
Veja a lista de candidatos indígenas que farão a redação neste domingo
Descubra a concorrência entre os candidatos indígenas.
Candidato indígena, imprima aqui seu cartão de inscrição.
Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
UFPA preza pela saúde psicossocial de seus servidores
Contribuir com o bem-estar físico, mental e social do servidor no âmbito profissional e familiar. Esse é objetivo do serviço de atendimento psicossocial ofertado pela Coordenadoria de Assistência Psicossocial (CAPS), da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida, pertencente à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoal da UFPA (PROGEP). O serviço existe há cerca de 11 anos e, em 2010, está disponibilizando-se para contatos e parcerias a fim de articular a realização de oficinas e palestras. O objetivo é tornar mais conhecidas as ações do projeto e, este, mais procurado pela comunidade universitária.
O Programa de Atendimento Psicossocial do Servidor (PAPS) é resultado de um convênio entre a UFPA e o Hospital de Clínicas do Pará (HC). Os servidores podem procurar o atendimento espontaneamente ou ser indicados por seus gestores. Quem procura pelo serviço encontra, no Programa, um espaço de escuta para compartilhar e buscar soluções para problemas de cunho emocional. A meta da CAPS para 2010 é, inclusive, criar um cronograma de visita para dar assistência, também, aos servidores dos campi da UFPA no interior.
De acordo com Josefa Quadros, diretora de Qualidade de Vida da PROGEP, somente em 2009, foram realizados 2.286 atendimentos psicossociais, considerando um universo de cerca de 5 mil servidores em exercício na UFPA. Os atendimentos envolvem situações de conflitos familiares, conflitos conjugais, depressão, ansiedade, dentre outras. Os servidores indicados ou interessados no serviço podem entrar em contato com a CAPS, na UFPA, ou com o PAPS, no HC, onde serão acolhidos, passarão por uma triagem e, em seguida, orientados ou encaminhados para tratamento.
Além de consultas terapêuticas individuais, de casal, de grupo ou familiar, atendimento psicológico e/ou psiquiátrico, os participantes do projeto e familiares podem participar de oficinas de relações interpessoais, capacitações e rodas de conversa. A maioria dos servidores atendidos tem entre 40 e 60 anos e é do sexo feminino. Em 2009, 622 servidores que procuraram o atendimento receberam alta em tratamentos diversos e foram reabilitados. “O retorno que temos de tudo isso é a melhoria do desempenho do servidor e o mais importante, a melhoria na sua qualidade de vida”, conclui Josefa Quadros.
Serviço:
Para mais informações, os contatos da Coordenadoria de Assistência Psicossocial – CAPS são: (91) 3201-7208 / 7531 / 7846.
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação Institucional
O Programa de Atendimento Psicossocial do Servidor (PAPS) é resultado de um convênio entre a UFPA e o Hospital de Clínicas do Pará (HC). Os servidores podem procurar o atendimento espontaneamente ou ser indicados por seus gestores. Quem procura pelo serviço encontra, no Programa, um espaço de escuta para compartilhar e buscar soluções para problemas de cunho emocional. A meta da CAPS para 2010 é, inclusive, criar um cronograma de visita para dar assistência, também, aos servidores dos campi da UFPA no interior.
De acordo com Josefa Quadros, diretora de Qualidade de Vida da PROGEP, somente em 2009, foram realizados 2.286 atendimentos psicossociais, considerando um universo de cerca de 5 mil servidores em exercício na UFPA. Os atendimentos envolvem situações de conflitos familiares, conflitos conjugais, depressão, ansiedade, dentre outras. Os servidores indicados ou interessados no serviço podem entrar em contato com a CAPS, na UFPA, ou com o PAPS, no HC, onde serão acolhidos, passarão por uma triagem e, em seguida, orientados ou encaminhados para tratamento.
Além de consultas terapêuticas individuais, de casal, de grupo ou familiar, atendimento psicológico e/ou psiquiátrico, os participantes do projeto e familiares podem participar de oficinas de relações interpessoais, capacitações e rodas de conversa. A maioria dos servidores atendidos tem entre 40 e 60 anos e é do sexo feminino. Em 2009, 622 servidores que procuraram o atendimento receberam alta em tratamentos diversos e foram reabilitados. “O retorno que temos de tudo isso é a melhoria do desempenho do servidor e o mais importante, a melhoria na sua qualidade de vida”, conclui Josefa Quadros.
Serviço:
Para mais informações, os contatos da Coordenadoria de Assistência Psicossocial – CAPS são: (91) 3201-7208 / 7531 / 7846.
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação Institucional
Proex oferece vagas gratuitas para Cursos de Língua Estrangeira
Até as 23h59 do dia 24 de janeiro, os estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) que ingressaram por cotas, moram em casas de estudante ou possuem renda familiar de até três salários mínimos têm uma excelente oportunidade para aprender uma língua estrangeira: o Programa de Acesso a Cursos de Língua Estrangeira da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da UFPA.
O Programa é organizado pela Diretoria de Assistência e Integração Estudantil (DAIE) da PROEX, em parceria com a Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM) e os Cursos Livres de Língua Estrangeira do Instituto de Letras e Comunicação (ILC). Serão ofertadas 200 bolsas para o primeiro nível dos cursos de Inglês, Francês e Espanhol. As vagas estão abertas desde o dia 12 deste mês.
Segundo o Edital, só poderão participar estudantes que não estejam cursando ou que ainda não tenham concluído um Curso de Língua Estrangeira na UFPA ou em outra instituição de ensino, sendo respeitado o limite de um curso por aluno e por semestre. Aqueles que forem selecionados receberão, gratuitamente, o material didático. No caso de ser classificado, mas não selecionado, o nome do estudante fará parte do Cadastro de Reserva.
Os interessados deverão enviar um e-mail para daie_proex@ufpa.br contendo o nome completo do aluno e o número de matrícula na UFPA, com o assunto: CLL/PROEX. É necessário que estejam anexos a Ficha de Solicitação de Cadastro para o Programa de Acesso a Cursos de Línguas Estrangeiras e o Questionário Socioeconômico, ambos devidamente preenchidos. O resultado da seleção será divulgado no dia 1° de fevereiro, no site da PROEX (http://proex.ufpa.br/).
O Programa é organizado pela Diretoria de Assistência e Integração Estudantil (DAIE) da PROEX, em parceria com a Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM) e os Cursos Livres de Língua Estrangeira do Instituto de Letras e Comunicação (ILC). Serão ofertadas 200 bolsas para o primeiro nível dos cursos de Inglês, Francês e Espanhol. As vagas estão abertas desde o dia 12 deste mês.
Segundo o Edital, só poderão participar estudantes que não estejam cursando ou que ainda não tenham concluído um Curso de Língua Estrangeira na UFPA ou em outra instituição de ensino, sendo respeitado o limite de um curso por aluno e por semestre. Aqueles que forem selecionados receberão, gratuitamente, o material didático. No caso de ser classificado, mas não selecionado, o nome do estudante fará parte do Cadastro de Reserva.
Os interessados deverão enviar um e-mail para daie_proex@ufpa.br contendo o nome completo do aluno e o número de matrícula na UFPA, com o assunto: CLL/PROEX. É necessário que estejam anexos a Ficha de Solicitação de Cadastro para o Programa de Acesso a Cursos de Línguas Estrangeiras e o Questionário Socioeconômico, ambos devidamente preenchidos. O resultado da seleção será divulgado no dia 1° de fevereiro, no site da PROEX (http://proex.ufpa.br/).
23 mil perdem Bolsa Família
Os jornais de hoje noticiam que 23 mil famílias perderam a bolsa família. O motivo foi que as famílias deixaram de cumprir com sua parte no acordo de concessão deste benefício. Para as famílias acessarem este programa as crianças são obrigadas a terem frequência escolar e esta ação depende dos responsáveis. O programa visa retirar as crianças da situação de risco, nas ruas, e induz a presença em sala de aula. Para quem acha que este programa é assistencialista, esta decisão de governo cala a boca dos críticos. No Pará 221 famílias foram penalizadas.
O Brasil e a repetência escolar
A UNESCO informa hoje que o Brasil ostenta o primeiro lugar em repetência e abandono escolar na América Latina. Por certo existem causas estruturais deste fenômeno como: concentração de renda, desagregação familiar e desempprego. Porém existem soluções de curto e médio prazo a serem enfrentados por ações intersetoriais e pelos próprios profissionais de educação.
Como enfrentar de maneira criativa a repetência e o abandono escolar? onde estão as pesquisas em educação em torno de novas metodologias de ensino? existia um mito de que aluno desnutrido não teria cpacidade de aprendizado. Uma invenção experimentada em terras gaúcha demonstrou que alunos desnutridos podem aprender com a mesma qualidade dos nutridos, basta que sejam submetidos à metodologias diferenciadas.
Esta é uma dívida que o governo popular deixará, não tenho conhecimento de nenhuma inovação metodológica que vem sendo implementada nas salas de aulas das escolas públicas.
Veja o ranking da região em repetência e abandono escolar:
Cuba 1,9%, Bolívia 2.4%, Chile 2.4%, Nicarágua 4.7%, Colômbia 5.2%, Argentina 5.9%, México 6.6%, Venezuela 7.0%, Uruguai 7.9%, Peru 10.2%, Guatemala 14.9% e BRASIL 24.0%
Fonte: Agência Estado.
Como enfrentar de maneira criativa a repetência e o abandono escolar? onde estão as pesquisas em educação em torno de novas metodologias de ensino? existia um mito de que aluno desnutrido não teria cpacidade de aprendizado. Uma invenção experimentada em terras gaúcha demonstrou que alunos desnutridos podem aprender com a mesma qualidade dos nutridos, basta que sejam submetidos à metodologias diferenciadas.
Esta é uma dívida que o governo popular deixará, não tenho conhecimento de nenhuma inovação metodológica que vem sendo implementada nas salas de aulas das escolas públicas.
Veja o ranking da região em repetência e abandono escolar:
Cuba 1,9%, Bolívia 2.4%, Chile 2.4%, Nicarágua 4.7%, Colômbia 5.2%, Argentina 5.9%, México 6.6%, Venezuela 7.0%, Uruguai 7.9%, Peru 10.2%, Guatemala 14.9% e BRASIL 24.0%
Fonte: Agência Estado.
Remo 6 X 0: Vinicinho de sapato alto
Com a chinelada do Remo sobre o Ananindeua (6x0), Vinicinho está de sapato alto.
Juan de volta à UFPA
O professor MSc Juan Hoyos acaba de deixar a Assessoria de Relações Internacionais da UNAMA. Esta saída deixará bastante fragilizada a arquitetura das articulações internacionais da Universidade da Amazônia.
A SEDUC, os Doutores e as Bolsas
Segundo fontes bem informadas, no ano orçamentário de 2009 a Secretaria de Estado de Educação -SEDUC- ampliou o número de bolsas de doutorado, sem ter recursos garantidos em orçamento. O resultado desta ação é que hoje temos doutores em São Paulo e em outros estados que estariam sem receber estas bolsas durante todo o ano de 2009.A turma acadêmica estaria matando cachorro a grito e indignada com a Seduc.
Aproveito para pedir desculpa à FAPESPA, pelo erro na informação. Na verdade a informação veio como sendo a SEDUC que cometeu este erro orçamentário em relação as bolsas de doutorado. Foi meu "piloto automático" que na hora de digitar, escreveu FAPESPA.
Aproveito para pedir desculpa à FAPESPA, pelo erro na informação. Na verdade a informação veio como sendo a SEDUC que cometeu este erro orçamentário em relação as bolsas de doutorado. Foi meu "piloto automático" que na hora de digitar, escreveu FAPESPA.
Governo Ana: Missão impossível
Uma missão que é central para que o governo Ana sonhe em ter uma reeleição menos difícil seria reunificar internamente o PT e reatrair a sociedade civil petista histórica, que hoje se encontra esgarçada e reaproximar a base parlamentar e de prefeitos.
Esta missão se torna muito difícil hoje devido à falta de credibilidade do núcleo duro que transita em torno da governadora. O trio Puty, Maurílio e Marcílio consagraram-se como inseguros e ciumentos do entorno da governadora e como tal trucidaram e excluiram politicamente velhos companheiros e as tendências majoritárias que poderiam ter ajudado na condução da nau governista.
Ana teria de tomar medidas, que não tomará, ou seja, a governadora teria de recriar um conselho político pessoal, formado a partir do próprio PT e de seus grupos majoritários, claro, sem excluir a DS. Este núcleo teria que mudar toda a dinâmica de tomada de decisão, conformando um núcleo duro partidário, com legitimidade interna, superando o núcleo duro particularista, que hoje é comandado pela clã dos Monteiro, tendo como operadores Puty e Botelho.
O segundo momento seria formular uma política de curtíssimo prazo para reaglutinar internamente o PT e sua vasta sociedade civil petista/socialista. O terceiro momento, seria nomear um secretário com a missão e poder político para articular a ALEPA e os prefeitos. O perfil deste secretário teria de ser de centro, capaz de ostentar uma maciça aceitação da base parlamentar e de prefeitos.
Estas medidas tirariam Ana do isolamento com sua base de sustentação, recolocaria as tendências em campanha para o executivo e remotivaria a sociedade civil petista/socialista. Mas Ana não tomará estas medidas, pois tem dependência psicológica e emocional do PMM do B.
Esta missão se torna muito difícil hoje devido à falta de credibilidade do núcleo duro que transita em torno da governadora. O trio Puty, Maurílio e Marcílio consagraram-se como inseguros e ciumentos do entorno da governadora e como tal trucidaram e excluiram politicamente velhos companheiros e as tendências majoritárias que poderiam ter ajudado na condução da nau governista.
Ana teria de tomar medidas, que não tomará, ou seja, a governadora teria de recriar um conselho político pessoal, formado a partir do próprio PT e de seus grupos majoritários, claro, sem excluir a DS. Este núcleo teria que mudar toda a dinâmica de tomada de decisão, conformando um núcleo duro partidário, com legitimidade interna, superando o núcleo duro particularista, que hoje é comandado pela clã dos Monteiro, tendo como operadores Puty e Botelho.
O segundo momento seria formular uma política de curtíssimo prazo para reaglutinar internamente o PT e sua vasta sociedade civil petista/socialista. O terceiro momento, seria nomear um secretário com a missão e poder político para articular a ALEPA e os prefeitos. O perfil deste secretário teria de ser de centro, capaz de ostentar uma maciça aceitação da base parlamentar e de prefeitos.
Estas medidas tirariam Ana do isolamento com sua base de sustentação, recolocaria as tendências em campanha para o executivo e remotivaria a sociedade civil petista/socialista. Mas Ana não tomará estas medidas, pois tem dependência psicológica e emocional do PMM do B.
Financiamento de campanha e o sigilo dos beneficiários
A queda de braço da hora entre o TSE e o o congresso gira em torno do sigilo para quem é beneficiado pelas doações de campanha. Atualmente as empresas doam ao partido de forma transparente e este ( o partido) redistribui aos candidatos, sem ser obrigado a tornar público o nome dos beneficiários.
O TSE está tornando obrigatória a identificação do candidato beneficiado pela redistribuição partidária. Caso prevaleça a decisão do TSE, as doações de empresas ficarão mais difíceis. A lógica é a seguinte: a empresa tem receio de "doar" e depois vir a ser flagrada sendo beneficiada, seja por emenda parlamentar, seja prestando serviço a um governo que teve o impulso desta empresa, quando das disputas eleitorais.
As empresas estão corretas em seu temor, afinal ninguém doa nada, tudo é uma troca. As empresas financiam os candidatos melhores posicionados nas pesquisas e depois tem o retorno em forma de execução de obras e serviços, através de licitações dirigidas.
A primeira medida que o TSE deveria tomar seria proibir doações por parte de pessoa jurídica nas campanhas eleitorais. Caso o TSE tomasse esta medida, haveria grande probabilidade do congresso aprovar o financiamento público de campanha, até porque o financiamento individual, jamais cobriria as despesas eleitorais.
Caso o TSE mantenha a medida isolada de obrigar os partidos a revelar o nome dos candidatos beneficiados pela doação das empresas, estas doações deixarão de ser formalizadas e então serão feitas doações clandestinas. Ou seja o TSE induzirá, definitivamente o caixa 2 de campanha.
O TSE, ao judicializar a reforma política, em conta gotas, está forçando o congresso a enfrentar a questão da reforma política. A história recente tem demonstrado que o status quo presente no congresso não vai alterar as regras pelas quais os deputados e senadores foram eleitos. E ponto final.
O TSE está tornando obrigatória a identificação do candidato beneficiado pela redistribuição partidária. Caso prevaleça a decisão do TSE, as doações de empresas ficarão mais difíceis. A lógica é a seguinte: a empresa tem receio de "doar" e depois vir a ser flagrada sendo beneficiada, seja por emenda parlamentar, seja prestando serviço a um governo que teve o impulso desta empresa, quando das disputas eleitorais.
As empresas estão corretas em seu temor, afinal ninguém doa nada, tudo é uma troca. As empresas financiam os candidatos melhores posicionados nas pesquisas e depois tem o retorno em forma de execução de obras e serviços, através de licitações dirigidas.
A primeira medida que o TSE deveria tomar seria proibir doações por parte de pessoa jurídica nas campanhas eleitorais. Caso o TSE tomasse esta medida, haveria grande probabilidade do congresso aprovar o financiamento público de campanha, até porque o financiamento individual, jamais cobriria as despesas eleitorais.
Caso o TSE mantenha a medida isolada de obrigar os partidos a revelar o nome dos candidatos beneficiados pela doação das empresas, estas doações deixarão de ser formalizadas e então serão feitas doações clandestinas. Ou seja o TSE induzirá, definitivamente o caixa 2 de campanha.
O TSE, ao judicializar a reforma política, em conta gotas, está forçando o congresso a enfrentar a questão da reforma política. A história recente tem demonstrado que o status quo presente no congresso não vai alterar as regras pelas quais os deputados e senadores foram eleitos. E ponto final.
Revista Época e corrupção no Pará
A revista Época desta semana traz denúncias de propinoduto envolvendo as relações promíscuas entre setores do governo estadual,PT e PMDB. Mais detalhes veja em: http://blogdoespacoaberto.blogspot.com
Parsifal: mais sopapos no governo
Quer ver mais sopapos do Líder do PMDB na ALEPA, Parsifal Pontes no governo Ana Júlia? então veja em http://pjpontes.blogspot.com
Dudu e o governo: sonho pouco provável
Quem acreditar que Dudu juntando PTB, PR e PDT, a partir do indicador de controle de máquina administrativa (38 prefeituras), controlará, apriori, 1/3 do voto estadual, está redondamente enganado. Caso esta matemática fôsse verdade, Ulisses Guimarães teria sido eleito presidente em 1989. Naquela eleição o PMDB controlava 26 governadores de estado e a maioria das prefeituras municipais do Brasil. Ulisses obteve 3% de votos naquela disputa presidencial.
Todos sabemos que a maioria dos prefeitos das pequenas cidades do Pará, com baixo poder orçamentário, passam por enormes desgastes após o primeiro ano de mandato. Pensar que estas pequenas prefeituras poderiam alavancar, por si só, uma candidatura ao governo, não passa de ilusão política. Por certo estes prefeitos têm o controle de 20 a 25 % dos votos municipais, numa eleição estadual, não mais do que isso. Não creio que Anivaldo Vale ou Tião Miranda (PTB,PR, PDT) sejam páreo para Ana ou Jatene no primeiro turno das eleições no Pará. No segundo turno pesará muito na redefinição das alianças no Pará o desempenho no primeiro turno de Dilma e Serra nas eleições presidenciais.
Não se municipaliza uma eleição estadual, muito menos presidencial. Uma eleição estadual possui dinâmica própria, sendo fundamental o capital político e eleitoral do candidato, a coalizão eleitoral e os recursos financeiros e organizacionais.
Portanto, o cenário das possibilidades de cada candidato e das coalizões começa a clarificar e com boas perspectivas para o governo de plantão, se continuar a melhorar a comunicação política, por outro lado e começa a se materializar uma boa dose de dificuldade para Jatene e Jáder. O potencial de Jatene em atrair aliados no segundo turno será diretamente proporcional ao seu desempenho eleitoral no primeiro turno, e as expectativas quanto às possibilidades de vitória de Serra no plano nacional.
Todos sabemos que a maioria dos prefeitos das pequenas cidades do Pará, com baixo poder orçamentário, passam por enormes desgastes após o primeiro ano de mandato. Pensar que estas pequenas prefeituras poderiam alavancar, por si só, uma candidatura ao governo, não passa de ilusão política. Por certo estes prefeitos têm o controle de 20 a 25 % dos votos municipais, numa eleição estadual, não mais do que isso. Não creio que Anivaldo Vale ou Tião Miranda (PTB,PR, PDT) sejam páreo para Ana ou Jatene no primeiro turno das eleições no Pará. No segundo turno pesará muito na redefinição das alianças no Pará o desempenho no primeiro turno de Dilma e Serra nas eleições presidenciais.
Não se municipaliza uma eleição estadual, muito menos presidencial. Uma eleição estadual possui dinâmica própria, sendo fundamental o capital político e eleitoral do candidato, a coalizão eleitoral e os recursos financeiros e organizacionais.
Portanto, o cenário das possibilidades de cada candidato e das coalizões começa a clarificar e com boas perspectivas para o governo de plantão, se continuar a melhorar a comunicação política, por outro lado e começa a se materializar uma boa dose de dificuldade para Jatene e Jáder. O potencial de Jatene em atrair aliados no segundo turno será diretamente proporcional ao seu desempenho eleitoral no primeiro turno, e as expectativas quanto às possibilidades de vitória de Serra no plano nacional.
Novamente: o dilema de Jáder!
Com as análises de Raul (16-01) No Jornal O Liberal, o cenário vai ficando menos nublado. Jáder dificilmente se coligará com os tucanos no primeiro turno, a partir dos indicadores de controle de máquina administrativa, Jatene, a priori, só contaria com treze máquinas municipais. Com Dudu, seria um suicídio político. Portanto Jáder só tem dois caminhos: O PMDB lança Juvenil ou Luis Otávio ao governo, atrás dos clássicos 12% de votos e se reelege deputado federal, e negocia pesado o segundo turno. Ou Jáder fecha com Ana e garante sua eleição ao senado. Neste último cenário, Jáder entraria na aliança com o PT em situação bem desfavorável, pois quanto mais se aproxima o mês de junho, mais Jáder vai revelando suas dificuldades em viabilizar seu projeto para o senado, sem o PT. Ana deverá ter Jáder no colo. Ou Jáder será deputado federal novamente.
Aliança Dudu e Jáder: quando 3 + 3 é = a 2
Não podemos ver a política como uma equação matemática, caso contrário a Ciência Política seria exata. Senão vejamos: O PMDB e o seu jornal O Diário do Pará vêm estampando manchetes há um ano chamando o prefeito de Belém e sua administração de corruptos. São licitações, acusações de abuso de poder econômico nas eleições de 2008 e agora a cassação. Ora, alguém acha que sobreviveria perante ao eleitorado uma aliança Jáder e Dudu? só se outras candidaturas não lembrassem ao eleitorado, através de reprodução destas acusações, nos programas eleitorais de rádio e TV. Portanto uma aliança Jáder e Dudu, não somará, mais subtrairá votos.
Dudu e Jáder juntos para o governo?
Segundo análise de Raul Meireles (hoje em O Liberal), o prefeito de Belém Duciomar Costa pode vir a emergir como a terceira via para o governo do Estado. Neste intricado cenário imaginado por Raul, o PMDB e Jáder poderiam estar nesta coalizão. Segundo Raul, é praticamente descartada a aliança, no primeiro turno, de Jáder tanto com Ana Júlia como com Jatene. Caso o PMDB saia com uma candidatura solo, de 12% de votos, Jáder só teria chance à Câmara dos Deputados, arremata Raul.
14-01-2010: Jarbas na OAB
Hoje Jarbas Vasconcelos toma posse como presidente da OAB/Pará. Conheço Jarbas há 30anos. Jarbinha formou-se em Direito com 20 anos, era um menino prodígio, muito inteligente e da esquerda revolucionária, aos tempos da Ditadura de 1964. Fomos camaradas de militância.Em 1990 convidamos Jarbas e Geraldo para assessorar a ASUFPA/SINTUFPA e neste período conquistamos o pagamento dos planos econômicos do FGTS e os juros da isonomía. Tenho certeza que Jarbas saberá honrar o nome da OAB nos próximos anos. Parabéns Jarbas.
12-01-2010: Aniversário de Maneschy- Mais fotos
Edir, Marquinho e Paulo Ribeiro


Leal e Maneschy

F.Arthur, Jordy e Maneschy

Deputado Nilson, Lena (esposa) e amigos da UFPA.


Leal e Maneschy

F.Arthur, Jordy e Maneschy

Deputado Nilson, Lena (esposa) e amigos da UFPA.
E o Papão já trouxe 40 jogadores
Será que o paysandu pretende imitar o Remo e vai vender seu estádio nos próximos 24 meses? pelo andar da carruagem, sim.
Haiti: de miserável passa a indigente
A partir desta terrível catástrofe que ora atinge o Haiti os economistas terão dificuldade em qualificar a situação de probreza naquele infeliz país. Até o presidente revelou, ontem à noite, que estava desabrigado.O Haiti já era classificado como um Estado falido , e agora como será qualificado?
Os presos, as algemas e o delegado
Caso prevaleça a versão oficial da polícia civil, o delegado que chamou a imprensa para mostrar os presos algemados nas grades e cadeiras está frito. Segundo a delegacia do interior nenhuma ordem superior foi expedida no sentido de algemar presos em condições sub-humanas. Ou seja, o delegado espetaculoso teria cometido o crime contra os direitos humanos e feito a denúncia com a finalidade incriminar o governo perante a opinião pública e ao poder judiciário. Neste escabroso episódio parece que finalmente a governo começa a aprender a lidar em condições adversas.
Líder do PMDB defende rompimento com o governo Ana
Parsifal Pontes líder do PMDB na ALEPA defende explicitamente o lançamento de candidatura própria ao Palácio dos Despachos. Mais detalhes leia em: http://pjpontes.blogspot.com/
12-01-2010: A Festa para Maneschy bombou
Em uma festa patrocinada pela contribuição individual dos homenageadores em homenagem ao aniversário de Maneschy, vimos a UFPA em peso. Foi uma festa em que a comunidade se congraçou, estavam lá autoridades acadêmicas, administrativas, deputados e pessoas simples, que fazem o cotidiano da vida da UFPA, inclusive uma bancada de alunos. Sem dúvida uma festa de reaglutinação da UFPA, até ex opositores estavam presente. Sem dúvida uma homenagem da comunidade para um professor reitor, simples como a maioria de nossa comunidade.
Encontre o amor no teatro
Fernando Arthur de Freitas neves
Shakeaspere é inesgotável como fonte de inspiração e conflito, mas sobretudo como divertimento com as muitas mazelas morais de nossa condição humana tantas vezes propalado em suas peças como “Sonho de uma noite de verão, Megera indomada,.Tudo Bem Quando Termina Bem, A Comédia dos Erros, Medida por Medida, O Mercador de Veneza, Muito Barulho por Nada, A Tempestade, Noite de Reis, Os Dois Cavalheiros de Verona, Os Dois Nobres Parentes”. Sem dúvida quando este adentra a comédia somos deliciados com o prazer da declamação sobre os tipos humanos forjados por uma argúcia da observação de nossas fraquezas transformadas em vilanias ainda piores quando assobradas pelo gigantismo da rotina ou dos desafios.
O teatro fica mais rico quando encenado e não apenas lido, sem duvida a imprecação do autor tem sua anima pulsada no instante da apresentação na ribalta. Ali, a relação votiva vai aos píncaros devido ao encontro das gorduras e ossos dos atores com o alinho do autor, mediado pela integração da cenografia, marcação, iluminação cujo fim último é o espetáculo. Esta experiência é vivenciada com mais fervor quando na escolha do texto há uma simbiose com o grupo que o escolheu. O Teatro Universitário Claudio Barradas tem uma temporada feliz até o dia 22/12, com a execução de “Trabalhos de Amores Perdidos” da lavra de Sheakespeare em suas primeiras comédias, porém sofrendo uma inflexão muito feliz ao incorporar intertextualidade com o “rapp” e as inflexões locais sem cair no regionalismo barato, às vezes responsável por tantos desastres na montagem dos espetáculos.
Composto por jovens atores do curso de teatro da UFPA, a peça foi magistralmente apresentada, pena que a platéia assistente fosse pequena. Ninguém chega a farfalhar, há equilíbrio com os pontos de maior riso sem alterar o ritmo do conjunto da obra. Alguns poucos traços picantes não irão criar rubor ao expectador conservador, pois o próprio Shakespeare era dado as pandegas e deboches com os pequenos membros masculinos. O improviso também foi um ponto vigoroso dos jovens atores, eles não se perderam por um instante sequer; a fala coloquial não atravessou a cadencia do britânico, antes teve uma feliz solução com a explicitação da emoção em cada palavra do texto, sem tender a verborragia.
Aprender a fazer teatro é um ofício dos mais nobres, ao vê-las e vê-los tão vigorosos e ciosos de sua arte pudemos testemunhar uma realização de vida. Enquanto esperávamos do lado de fora, ouvíamos os últimos ensaios, até que fomos surpreendidos com o brado coletivo - meeeeerda, logo em seguida, os portais foram abertos e iniciou-se o espetáculo. Esta é uma saudação comum no teatro, não advêm de uma inspiração presidencial como tentam sugerir os jornais burgueses. Os americanos gostam de expressão “quebre a perna”, tem o mesmo sentido de saudação embora mais contido. Em Trabalhos de Amores Perdidos vemos como um decreto insano encontra felicidade na insanidade. Explico - o personagem o Rei de Navarra decreta a reclusão da pessoa do rei e sua corte masculina aos prazeres banais como o refestelo nos banquetes e na luxuria e cedam vez ao estudo, introspecção e espiritualidade. Um tanto a contragosto seus nobres afiançam o valor do rei jurando lhe seguir na empreitada quando são informados da visita das damas de França em companhia da princesa. Obviamente as tentações não demoram a postasse no primeiro plano ensejando muitos ardis para obliterar o decreto sem tornar-se perjure. Esses arranjos são exercitados nesta poética. Shakespeare é ótimo no cinema, no teatro então..., só quem for ver poderá dizer.
Um bservador no teatro
Shakeaspere é inesgotável como fonte de inspiração e conflito, mas sobretudo como divertimento com as muitas mazelas morais de nossa condição humana tantas vezes propalado em suas peças como “Sonho de uma noite de verão, Megera indomada,.Tudo Bem Quando Termina Bem, A Comédia dos Erros, Medida por Medida, O Mercador de Veneza, Muito Barulho por Nada, A Tempestade, Noite de Reis, Os Dois Cavalheiros de Verona, Os Dois Nobres Parentes”. Sem dúvida quando este adentra a comédia somos deliciados com o prazer da declamação sobre os tipos humanos forjados por uma argúcia da observação de nossas fraquezas transformadas em vilanias ainda piores quando assobradas pelo gigantismo da rotina ou dos desafios.
O teatro fica mais rico quando encenado e não apenas lido, sem duvida a imprecação do autor tem sua anima pulsada no instante da apresentação na ribalta. Ali, a relação votiva vai aos píncaros devido ao encontro das gorduras e ossos dos atores com o alinho do autor, mediado pela integração da cenografia, marcação, iluminação cujo fim último é o espetáculo. Esta experiência é vivenciada com mais fervor quando na escolha do texto há uma simbiose com o grupo que o escolheu. O Teatro Universitário Claudio Barradas tem uma temporada feliz até o dia 22/12, com a execução de “Trabalhos de Amores Perdidos” da lavra de Sheakespeare em suas primeiras comédias, porém sofrendo uma inflexão muito feliz ao incorporar intertextualidade com o “rapp” e as inflexões locais sem cair no regionalismo barato, às vezes responsável por tantos desastres na montagem dos espetáculos.
Composto por jovens atores do curso de teatro da UFPA, a peça foi magistralmente apresentada, pena que a platéia assistente fosse pequena. Ninguém chega a farfalhar, há equilíbrio com os pontos de maior riso sem alterar o ritmo do conjunto da obra. Alguns poucos traços picantes não irão criar rubor ao expectador conservador, pois o próprio Shakespeare era dado as pandegas e deboches com os pequenos membros masculinos. O improviso também foi um ponto vigoroso dos jovens atores, eles não se perderam por um instante sequer; a fala coloquial não atravessou a cadencia do britânico, antes teve uma feliz solução com a explicitação da emoção em cada palavra do texto, sem tender a verborragia.
Aprender a fazer teatro é um ofício dos mais nobres, ao vê-las e vê-los tão vigorosos e ciosos de sua arte pudemos testemunhar uma realização de vida. Enquanto esperávamos do lado de fora, ouvíamos os últimos ensaios, até que fomos surpreendidos com o brado coletivo - meeeeerda, logo em seguida, os portais foram abertos e iniciou-se o espetáculo. Esta é uma saudação comum no teatro, não advêm de uma inspiração presidencial como tentam sugerir os jornais burgueses. Os americanos gostam de expressão “quebre a perna”, tem o mesmo sentido de saudação embora mais contido. Em Trabalhos de Amores Perdidos vemos como um decreto insano encontra felicidade na insanidade. Explico - o personagem o Rei de Navarra decreta a reclusão da pessoa do rei e sua corte masculina aos prazeres banais como o refestelo nos banquetes e na luxuria e cedam vez ao estudo, introspecção e espiritualidade. Um tanto a contragosto seus nobres afiançam o valor do rei jurando lhe seguir na empreitada quando são informados da visita das damas de França em companhia da princesa. Obviamente as tentações não demoram a postasse no primeiro plano ensejando muitos ardis para obliterar o decreto sem tornar-se perjure. Esses arranjos são exercitados nesta poética. Shakespeare é ótimo no cinema, no teatro então..., só quem for ver poderá dizer.
Um bservador no teatro
Projeto UFPA 2.0
O Projeto UFPA 2.0 é primeiro desse gênero a ser implantado em uma universidade pública brasileira. Inovador, estabelece novos conceitos e paradigmas.
O UFPA 2.0 é uma das principais metas da atual gestão da Universidade Federal do Pará, tendo a frente o reitor Carlos Maneschy.
Nosso objetivo é desenvolver uma estratégia completa de ações, que envolve comunicação, tecnologias, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade.
Na sua opinião, quais pontos devem ser prioritários nesse projeto.
Mande sua opinião e colaboração.
Já estamos no
Twitter: twitter.com/ufpa20 ;
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home ;
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?ref=name&id=100000584851533 ;
MSN: ufpa2.0@ufpa.br
Atenciosamente,
UFPA 2.0
O UFPA 2.0 é uma das principais metas da atual gestão da Universidade Federal do Pará, tendo a frente o reitor Carlos Maneschy.
Nosso objetivo é desenvolver uma estratégia completa de ações, que envolve comunicação, tecnologias, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade.
Na sua opinião, quais pontos devem ser prioritários nesse projeto.
Mande sua opinião e colaboração.
Já estamos no
Twitter: twitter.com/ufpa20 ;
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home ;
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MSN: ufpa2.0@ufpa.br
Atenciosamente,
UFPA 2.0
Curso de capacitação para os servidores dos Campi
PROGEP OFERECE CURSO DE CAPACITAÇÃO EM QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO,
POR MEIO DA METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, PARA ATENDER DEMANDA
DOS SERVIDORES LOTADOS NOS CAMPI DA UFPA.
Objetivos: Fornecer subsídios ao servidor público para que ele seja
ético, perspicaz, autoconfiante e com habilidade no trato com o público.
Número de Vagas: 40 vagas
Período de inscrição: 21 de dezembro de 2009 a 08 de janeiro de 2010.
Período de realização: 18 de janeiro a 16 de abril de 2010.
Local: Ambiente Virtual da Rede de Colaboração e Aprendizagem das IFE
– RCI *
* A Rede é composta por seis universidades federais signatárias, dentre
as quais a UFPA, e tem por objetivo implementar ações de capacitação e
qualificação, especialmente na execução da política de desenvolvimento
de servidores técnico-administrativos, utilizando os recursos de
Educação à Distancia;
POR MEIO DA METODOLOGIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, PARA ATENDER DEMANDA
DOS SERVIDORES LOTADOS NOS CAMPI DA UFPA.
Objetivos: Fornecer subsídios ao servidor público para que ele seja
ético, perspicaz, autoconfiante e com habilidade no trato com o público.
Número de Vagas: 40 vagas
Período de inscrição: 21 de dezembro de 2009 a 08 de janeiro de 2010.
Período de realização: 18 de janeiro a 16 de abril de 2010.
Local: Ambiente Virtual da Rede de Colaboração e Aprendizagem das IFE
– RCI *
* A Rede é composta por seis universidades federais signatárias, dentre
as quais a UFPA, e tem por objetivo implementar ações de capacitação e
qualificação, especialmente na execução da política de desenvolvimento
de servidores técnico-administrativos, utilizando os recursos de
Educação à Distancia;
PSS 2010: geografia de novo?
A UFPA retificou o gabarito em duas questões de geografia do PSS 2010. A turma de geografia precisa tomar um banho de água salgada, urgente, para expiar os maus olhados.
O Bilhetim, a UFPA e critérios de postagens
Neste Blog é proibido proibir. Como diria Karl Marx, nada que é humano me é estranho. As pessoas têm que ser por trás o que aparentam ser pela frente.
Pensamentos do coordenador geral do CAL
De: Fábio Carneiro
Para:edirveiga@uol.com.br
Assunto:Pensamentos do coordenado geral do CAL
Data:11/01/2010 1
Caro Edir,
Mediante fatos ocorridos ultimamente, como denuncias de agressão e plágio infundadas envio-lhe o pensamento altamente "politizado e culto" do Coodenador Geral do CAL veja que o e-mail é o original enviado pelo mesmo comentando o resultado das eleições para o CAL.
Desde já agradeço pela publicação
Fábio Carneiro
De: Rafael Saldanha phaellmarreiros@hotmail.com
Para: Romper Primavera
Enviadas: Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009 23:50:31
Assunto: RE: [romperodia_pa] Eleições CAL UFPA 2009
Gente,
Esse foi o resultado. Dá um certo aperto ver que apenas 4 votos nos distanciaram do grupo Maneschysta que compôs a chapa 1 "Pra Fazer Melhor em Letras". Os fatores que levaram a esses números são vários: iniciamos a campanha depois deles, em um período de provas e apresentação de trabalhos finais, deixando de passar em salas importantes, curto espaço para campanha (1 semana), o discurso apelativo, oportunista e despolitizado de que dariam carteirinha de graça e comprariam lixeiras, além de telefone para o CAL, denúncias infundadas de que desviamos dinheiro pelo C.A. e não prestávamos contas, apoio aberto e declarado de professores do Mestrado e das Línguas Estrangeiras(privatistas, pelegos filhos da puta!) etc. (...)
LETRAS SEGUE NAS LUTAS! O CAL A DISPOSIÇÃO DOS ESTUDANTES E NÃO DO REITOR!
Saudações Estudantis e Ensolaradas!
Rafael Saldanha
"Salsa"
Para:edirveiga@uol.com.br
Assunto:Pensamentos do coordenado geral do CAL
Data:11/01/2010 1
Caro Edir,
Mediante fatos ocorridos ultimamente, como denuncias de agressão e plágio infundadas envio-lhe o pensamento altamente "politizado e culto" do Coodenador Geral do CAL veja que o e-mail é o original enviado pelo mesmo comentando o resultado das eleições para o CAL.
Desde já agradeço pela publicação
Fábio Carneiro
De: Rafael Saldanha phaellmarreiros@hotmail.com
Para: Romper Primavera
Enviadas: Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009 23:50:31
Assunto: RE: [romperodia_pa] Eleições CAL UFPA 2009
Gente,
Esse foi o resultado. Dá um certo aperto ver que apenas 4 votos nos distanciaram do grupo Maneschysta que compôs a chapa 1 "Pra Fazer Melhor em Letras". Os fatores que levaram a esses números são vários: iniciamos a campanha depois deles, em um período de provas e apresentação de trabalhos finais, deixando de passar em salas importantes, curto espaço para campanha (1 semana), o discurso apelativo, oportunista e despolitizado de que dariam carteirinha de graça e comprariam lixeiras, além de telefone para o CAL, denúncias infundadas de que desviamos dinheiro pelo C.A. e não prestávamos contas, apoio aberto e declarado de professores do Mestrado e das Línguas Estrangeiras(privatistas, pelegos filhos da puta!) etc. (...)
LETRAS SEGUE NAS LUTAS! O CAL A DISPOSIÇÃO DOS ESTUDANTES E NÃO DO REITOR!
Saudações Estudantis e Ensolaradas!
Rafael Saldanha
"Salsa"
12-01-2010: Parabéns Belém
Viva Belém e seu povo que sobrevive apesar de não ter conhecido estadistas na prefeitura nos últimos 30 anos. Quem vive a realidade econômica da cidade, seu espaço urbano, suas vias públicas e o sistema de saúde básica, sabe do que eu estou falando. Não temos vias alternativas de saída e acesso à cidade, não temos metrô de superfície e muito menos o metrô aquático, mesmo Belém sendo semi-insular e sendo ladeada por caudalosos rios. Nossa Belém de cada dia, que o século XXI te dê governantes que não conhecestes nos últimos 30 aos do século XX.
12-01-10: Parabéns Maneschy
Passados seis meses do início do reitorado Maneschy demonstra que é trabalhador e dedicado às causas da UFPA, conseguiu acessar todo o orçamento de 2009, não foi uma tarefa fácil. Parabéns por não ser sectário e vingativo e continuar simples e aberto às sugestões. Parabéns por estar sendo reitor de toda a comunidade universitária. Espero em 2011 renovar este tipo de constatação.
Eleições na UFPA: ITEC esquenta as baterias
Pelo menos três candidaturas animarão as eleições no ITEC. O atual Diretor pretende demonstrar ao novo reitor quem controla as bases do ITEC.
E o Líder do PMDB continua batendo no governo Ana
O Líder do PMDB na ALEPA Parsifal Pontes continua a tirar casquinha cotidiana do governo Ana Júlia, para mais detalhes leia: http://pjpontes.blogspot.com.
Governo, DS, Puty e o Zum Zum Zum
Blogs e até as colunas dos grandes jornais do estado divulgaram que é iminente a substituição de Puty por Marcílio Monteiro na disputa por uma cadeira de deputado federal pela DS. Onde há fumaça há fogo. Puty pode até não ser substituido, mas que os partidos da base aliada não o querem usando a Casa Civil para articular a sua candidatura, é um fato. Há muito que a relação do executivo com a base aliada na ALEPA não tem, na credibilidade e confiança, a base de sua relação.
Os Direitos Humanos, Tortura e Censura
Foi a maior bola fora do governo juntar no mesmo decreto a tortura e a censura. O controle da imprensa é indefensável. Esta bola fora permitiu que a extrema direita civil e militar equiparasse a tortura à luta guerrilheira contra a Ditadura Militar.
John Locke no Segundo Tratado sobre o Governo Civil é claro: é legítimo que a sociedade recorra às armas contra aqueles que se apossam de governo de forma ilegítima e ilegal. Não, não estamos falando de nenhum teórico de esquerda. Locke é o principal teórico do liberalismo e suas teses consagraram-se na Revolução Inglesa de 1688.
A Guerrilha é considerada uma guerra justa, porque as partes (ditadura e opositores) estão em guerra declarada. A guerrilha em nada se parece com o terrorismo, que é covarde e mata inocentes sem aviso prévio. Já a tortura é inominável, é covarde e agride o opositor manietado. É o pior dos crimes e é imprescritível e imperdoável, perante à justiça dos homens.
Ouço o deputado direitista Jair Bolsonaro, quase todo dia, igualando torturadores e guerrilheiros. Este foi o desserviço promovido por este decreto que juntou alhos com bugalhos.
John Locke no Segundo Tratado sobre o Governo Civil é claro: é legítimo que a sociedade recorra às armas contra aqueles que se apossam de governo de forma ilegítima e ilegal. Não, não estamos falando de nenhum teórico de esquerda. Locke é o principal teórico do liberalismo e suas teses consagraram-se na Revolução Inglesa de 1688.
A Guerrilha é considerada uma guerra justa, porque as partes (ditadura e opositores) estão em guerra declarada. A guerrilha em nada se parece com o terrorismo, que é covarde e mata inocentes sem aviso prévio. Já a tortura é inominável, é covarde e agride o opositor manietado. É o pior dos crimes e é imprescritível e imperdoável, perante à justiça dos homens.
Ouço o deputado direitista Jair Bolsonaro, quase todo dia, igualando torturadores e guerrilheiros. Este foi o desserviço promovido por este decreto que juntou alhos com bugalhos.
Novo vestibular: O plágio que custou 1 milhão
A sociedade paraense espera que a UFPA demonstre transparência no episódio do plágio nas questões de geografia. Este triste fato custou 1 milhão aos cofres públicos.. Nunca nas histórias dos vestibulares na UFPA havia ocorrido episódio semelhante. É preciso apuração e punição exemplar. A credibilidade e a transparência precisam ser recuperadas.
Lourenço leva experiência à UFOPA
O prof. Dr. Seixas Lourenço, o mesmo que iniciou o trabalho de interiorização da UFPA em 1984, é visto trabalhando duro para a implantação da UFOPA. Lourenço é reitor nomeado por Lula para esta importante tarefa. A UFOPA não poderia estar em melhores mãos.
João Dergan é professor concursado da UFPA
João Dergan, campeão brasileiro e sul americano de dança acaba de ser nomeado professor de dança da UFPA. Parabens ao Dergan pela conquista.
12/01/10: Maneschy no berço
No dia 12 de jaeiro o reitor Carlos Maneschy completa mais um ano de idade. Muitas homenagens estão sendo preparadas.
Oficina de Pesquisa eleitoral e Opinião Pública
O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPA estará oferecendo aos seus alunos uma oficina de pesquisa eleitoral e opinião pública. A oficina se inicia em março e vai até o segundo turno das eleições de 2010. Ou seja, o povo do Pará terá informações confiáveis para acompanhar o desempenho dos candidatos ao palácio dos despachos.
Relação executivo-legislativo em 2009
Segundo informes do Presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, 2009 registrou um ano em que a maioria dos projetos aprovados foram de iniciativa dos deputados. Historicamente são os projetos de inciativa do executivo que dominam a aprovação na Casa. Agora precisamos ver a qualidade dos projetos aprovados pelos deputados. Temer atribui este desempenho dos deputados à sua interpretação em relação as MP que podem trancar a pauta.
Dilma e a Síndrome do rabo de cavalo
Os estrategistas do planalto devem estar torcendo para que o PMDB arranje um palanque mais palatável para Dilma no Pará. A alta rejeição de Ana está deixando todo mundo de cabelo em pé. Daqui a pouco Lula pede para Jáder ser candidato ao governo. Jáder apresenta a metade da rejeição da governadora.
2010: o abraço da morte
Depois que Mário Cardoso teve um desempenho nas eleições de 2008 para prefeito de Belém inferior ao seu desempenho eleitoral nas eleições de 2006, na capital, na disputa para o senado, muita gente aposta que Mário foi vítima do abraço da morte realizado pela imagem negativa da governadora. Agora muitos observadores acreditam que se persistir alta a rejeição de Ana, quem se juntar a esta sofrerá a síndrome do rabo de cavalo: só crescerá para baixo.
Semestre de eleições na UFPA
Neste semestre serão renovados as direções de diversos Institutos na UFPA, como: ITEC, ICA, IFCH, ILC, ICSA, ICJ, ICG. Está em jogo o colégio eleitoral que comandará a sucessão para 2013 na nossa universidade. A esquerda leninista/trotskista pode ainda levar o IFCH, o ICL e o ICSA.
Santa Casa e os neonatologistas
Faltam médicos neonatologistas na Santa Casa, este percentual chegaria a 40%. O valor do pantão extra está aquém do exigido pelos médicos. Não existe cadastro de reserva construido em concursos públicos anteriores. Já começam a se renovar as notícias negativas no setor saúde, relacionadas ao governo estadual em 2010.
Vou processar o Secretario de Urbanismo de Ananin
a 100 metros de minha casa, uma vizinha resolveu se apropriar de uma passagem e murou as entradas desta. Fiz Boletim de Ocorrência, o delegado se recusou a mandar paralisar as obras. Notificamos a Secretaria de Serviços Urbanos, e nada. Agora vou entrar no Ministério Público contra o Secretário de Serviços Urbanos de Ananin, por prevaricação na função pública. E por último, caso o MP não seja eficaz...entrarei na justiça.
Arrombamento e ação da polícia
Esta madrugada uma residência no quarteirão de minha residência quase foi arrombada. As 4 da manhã a polícia foi acionada. Até as 8 hs ninguém apareceu no endereço. Ahh, a delegacia fica a 3 km do endereço.
Pobreza e Direitos Civis
Os Direitos Civis continuam sendo uma utopia nas periferias das grandes cidades. As invasões de domicílios sem ordem judicial ainda é praticada pelos agentes do Estado. Ontem encapuçados invadiram uma residência na periferia para vingar um cabo. A mídia minimizou a invasão de domicílio.
Lula o filho do Brasil e Dilma.
Qual o grau de influência deste filme nas eleições presidenciais de 2010?
Álcool, publicidade e cinismo público
10% da população é dependente do álcool. 85 por cento das internações por dependência nas casas especializadas do governo é em consequência do uso do álcool. E venho assistindo um comercial cínico da Brahma, com um discurso que lembra muito as campanhas publicitárias do cigarro nas décadas de 50,60 e 70 do século XX. É um apelo nojento, correlacionando luta, conquista e sucesso ao uso de cerveja. Papão e Leão agora são instrumentos de propaganda da cerpa. Quantas famílias não são destruidas pela dependência do álcool.
366: o número da besta
Este número promete fazer a festa do PMDB nos primeiros dias do ano legislativo de 2010.
IFPA: Edson Ary dá show de bola
É grande o prestígio do atual reitor do IFPA junto ao MEC. Novos campi estão sendo implantados pelo interior, com a garantia antecipada de vagas para docentes e técnico-administrativos.
ITEC-UFPA: Barreira versus Maneschy
O atual Diretor Barreira do ITEC desafiará o poderio da administração central da UFPA.
Junho: o mês fatídico na política
Até o mês de junho saberemos como se desenharão as alianças para 2010. É do desempenho nas pesquisas de opinião pública que o governo estadual demonstrará ou não fôlego para agregar alianças. Uma coisa é certa, com o grau de rejeição, que hoje chega a 55% Ana Júlia dificilmente atrairá o PMDB no primeiro turno. Luis Otávio já aquece as turbinas.
Feliz 2010 na política
O que eu gostaria de ver em 2010:
1- Uma mídia série e comprometida com as informações
2- Que a classe média baixa e a classe trabalhadora pobre não trocasse seu voto por boca de urna, em eleições proporcionais
3- Que o governo não monopolizasse todas as mídias em ano eleitoral
4- Que fosse aprovada uma lei que endurecesse contra o crime de colarinho branco
5- Que os Ministérios Públicos fossem independentes
6- Que fosse expropriado todos os bens públicos apropriados pelos corruptos.
7- Que cargos técnicos não fosse ocupado por despreparados
8- Que o financiamento de campanha eleitoral fosse público
9- Lista fechada em eleições proporcionais
10- Que os candidatos majoritários à reeleição saissem dos cargos 6 meses antes do pleito
11- Que houvesse controle de obras e serviços in loco com a participação da oposição.
12- Que fosse aprovado o recall para remover governantes e parlamentares corruptos ou irresponsáveis, a qualquer momento.
13- Que fosse aprovado o orçamento impositivo, acabando com a tutela orçamentária do executivo sobre o legislativo.
O congresso jamais aprovaria muitas destas medidas. A incerteza dos detentores de cargos eletivos proporcionais os conduzem ao conservadorismo institucional. Só uma constituinte exclusiva poderia alçar estes vôos.
1- Uma mídia série e comprometida com as informações
2- Que a classe média baixa e a classe trabalhadora pobre não trocasse seu voto por boca de urna, em eleições proporcionais
3- Que o governo não monopolizasse todas as mídias em ano eleitoral
4- Que fosse aprovada uma lei que endurecesse contra o crime de colarinho branco
5- Que os Ministérios Públicos fossem independentes
6- Que fosse expropriado todos os bens públicos apropriados pelos corruptos.
7- Que cargos técnicos não fosse ocupado por despreparados
8- Que o financiamento de campanha eleitoral fosse público
9- Lista fechada em eleições proporcionais
10- Que os candidatos majoritários à reeleição saissem dos cargos 6 meses antes do pleito
11- Que houvesse controle de obras e serviços in loco com a participação da oposição.
12- Que fosse aprovado o recall para remover governantes e parlamentares corruptos ou irresponsáveis, a qualquer momento.
13- Que fosse aprovado o orçamento impositivo, acabando com a tutela orçamentária do executivo sobre o legislativo.
O congresso jamais aprovaria muitas destas medidas. A incerteza dos detentores de cargos eletivos proporcionais os conduzem ao conservadorismo institucional. Só uma constituinte exclusiva poderia alçar estes vôos.
SETRAN: PT pra Valer rifado?
Corre nos círculos mais fechados da política que o governo Ana estaria oferecendo a SETRAN ao PMDB a partir da saída de Ganzer para a disputa eleitoral de 2010. Com as pesquisas que Jáder têm nas mãos a turma da DS tem de oferecer muito mais. Nada como um dia atrás do outro. Definitivamente, o governo estadual não depende mais de sí próprio para garantir a reeleição.
AS IFES e a cobrança nos cursos de especializações
Acho uma confusão teórica alguém achar que os cursos de especializações nas IFES devem ser gratuitos. Defender a gratuidade na pós-graduação strictu senso, tudo bem, é para formar pesquisadores. As especializações se dirigem à capacitação do graduado para a atuação individual no mercado. Observem que os especialistas são os profissionais mais caros no mercado. Seria complicado a universidade pública capacitar estes profissionais gratuitamente e depois vê-los longe da prestação de serviços públicos e gratuitos, ou da oferta de serviços a baixo preço. Creio que o governo poderia oferecer cursos gratuitos de especializações em saúde coletiva a profissionais do ministérios da Saúde, das Secretarias de Saúde estaduais e Municipais. Este raciocínio serve para pensarmos outras modalidades de especializações, mas sempre conectados ao interesse da população mais pobre ou excluida do mercado econômico.
Creio que a defesa da gratuidade nas especializações, de forma generalizada, é confundir alhos com bugalhos.
Creio que a defesa da gratuidade nas especializações, de forma generalizada, é confundir alhos com bugalhos.
DINTER em Odonto
Está em processo final a estruturação o doutorado inter-institucional em Odontologia da UFPA/USP. Maneschy e Armando Chermont estão na proa desta iniciativa.
Emendas Federais 2007/2008/2009: Incompetência generalizada
Fontes bem informadas do mundo da política dão conta de que o governo estadual não conseguiu gastar as emendas parlamentares federais nos anos de 2007/2008/2009. Para gasta-las o governo deve apresentar projetos específicos para garantir os convênios para viabilizar os repasses junto aos respectivos ministérios. A oposição nada falou mas guardou toda a munição para uma minuciosa prestação de contas em 2010. O R70 de ontem já deu o primeiro toque. Em 2010 todas as emendas coletivas foram destinadas a rubrica 90 (é o próprio governo federal quem executa as obras), ninguém mais confia em destinar as verbas à rubrica 40 (que é destinada para o governo do estado acessar e executar). Quanta incapacidade gerencial.
Google Blogspot fora do ar
Não conseguí alimentar o Bilhetim entre os dias 25 e 29 de dezembro. Deu tilt no cyberspace.

























