Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
Papão: a pantera terá suas garras decepadas
Gripe suina: as máscaras estão acabando
SINTUFPA: o conto da terceirização em saúde bucal
Os serviços grátis serão diminuidos e encarecidos. Colegas servidores, Mandem e.mails, entrem no site do SINTUFPA, telefonem à diretoria pedindo reversão desta decisão.
DCE: os ET's e os estudantes
Quando os estudantes vêem a turma lunática entrando em sala e inciando a intervenção pela análise do Oriente Médio, depois Europa, EUA e América Latina. Quando chegam as macroanálises do governo Lula, já passaram-se mais de 30 minutos. Enquanto isso... faltam docentes em sala de aula, os laboratórios precisam ser instalados e ou melhorados, o ônibus circular é secular e assim por diante.
Quem refundará o ME na UFPA....seria o Chapolin Colorado?
Governo Ana: deputados secundarizados?
R.U. parado
Uma aluna que estuda no período da manhã tem que solicitar aos professores, diariamente, para sair mais cedo (11h), pois precisa ir para Icoaraci, almoçar e retornar para seu estágio no campus.
Quanto a esta situação no R.U. ainda não vimos nenhuma manifestação do DCE.
L.G.
Unidos Venceremos
L.G.
Falando em Centro Acadêmico
L.G.
IFCH: Ciências Sociais quer a direção do Instituto
Institutos e a sucessão
Imoral pregando moralidade
!5- 05- Ministro do MEC em Belém
Eleição para o DCE/UFPA
As inscrições de chapas, que deverão ter no mínimo 39 e no máximo 158 pessoas, já estão abertas e o prazo encerrará dia 8 de maio de 2009.
As campanhas iniciam no dia 9 de maio e seguem até a votação, que será realizada nos dias 8 e 9 de junho de 2009.
L.G.
Desentendimento entre parceiros?
O PSTU argumentou pela mudança de datas, pois no período de 11 a 14 de junho realizar-se-á no Rio de Janeiro, o Congresso Nacional dos Estudantes, promovido pela Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes (CONLUTE), organização que faz oposição à UNE e que compõe à CONLUTAS.
Já o PSOL, maioria das cadeiras no DCE, utilizou como argumento o fato das eleições para o DCE ocorrerem, tradicionalmente, no primeiro semestre no mês de junho e que uma mudança neste período acarretaria em grandes prejuízos para outras atividades, como o Congresso dos Estudantes da UFPA.
As datas foram aprovadas e com a eleição marcada para os dias 08 e 09 de junho, os militantes do PSTU deverão escolher entre ficar em Belém ou partir para o Rio.
Quem assistiu ficou com a “pulga atrás da orelha” e questionou-se: Será que PSOL e PSTU virão juntos na eleição para o DCE?
Pois vamos aguardar até o dia 8 de maio...
L.G.
Balanço da Gestão
L.G.
Eleições municipais e eleição para reitor
L.G.
Gripe suína: o terror vem pelo ar.
José Júlio e Faleiros: governo desencontrado?
Alôo: finalmente a ficha caiu no núcleo de governo
De Fadesp, responsabilidades e oportunismos
1- Parto do pressupostos de que todos os citados tem o direito de receber a presunção da inocência, até que se prove o contrário. Portanto não agirei de forma leviana e não condenarei de forma irresponsável nenhuma das pessoas citadas na reportagem, sobre a FADESP que foi publicada em O Liberal, no domingo passado.
2- Maneschy está afastado da FADESP desde 2001.
3- A reportagem fala de um processo de apuração de denúncias na FADESP a partir de 2005.
4- A funcionária Eliana foi chamada para trabalhar na FADESP através de uma seleção pública, conduzida por uma comissão idônea e foi escollhida dentre cinco candidatos. Todo este processo foi iniciado a partir de anúncio do recrutamento em jornal de grande circulação.
4- A funcionária Eliana estava lotada na PROPESP em 2001 e foi convidada para cargo de chefia na FADESP pelo então Diretor Acácio Centeno, nomeado em 2001. Eliana trabalhava até esta época com o prof. Acácio na PROPESP
5- O Funcionário Tabosa foi conduzido a situação de Diretor Financeiro da FADESP pelo Diretor da FADESP Acácio Centeno.
6- Esta informação deve servir de alerta para informações mentirosas que tentam se aproveitar deste momento lastimável de denúncias na FADESP para tentar vincular, contra os fatos, o nome do reitor eleito Carlos Maneschy.
Congresso da FASUBRA: golpe na UFPA
Pois bem, a diretoria do SINTUFPA se recusou a apresentar a lista dos servidores que votaram nesta assembléia da discórdia. A oposição está recorrendo à FASUBRA. A direção do SINTUFPA se recusou a atender um pedido formal de liberação dos nomes dos votantes nesta assembléia, nunca tinha se visto isso na história dos congressos ds FASUBRA e do SINTUFPA. Aliás nunca mais tivemos os famosos congressos anuais do SINTUFPA. Velhos tempos aqueles da "Luta Continua", onde havia , de fato, movimento sindical na UFPA.
A oposição deve convocar uma nova assembléia geral para os próximos dias. Na FASUBRA chegarão duas listagens de delegados da UFPA. Será uma baixaria nacional a ser patrocinada pela direção imobilista do SINTUFPA DURANTE O CREDENCIAMENTO DOS DELEFGADO NO CONFASUBRA.
A solução mediada seria a distribuição dos delegados de forma proporcional e ponto final nesta crise. Se a situação (PSOL-PSTU) radicalizar, a UFPA não terá delegado no CONFASUBRA, pois a turma da TRIBO é maioria na FASUBRA.
Técnicos Administrativos: três chapas na disputa
O Liberal: Fadesp denunciada no domingo
Remo perde e... Vinicinho vai hoje ao psicanalista com depressão
Bilhetim tem novo editor
DCE com três chapas?
Com a perda de espaço nas instituições do Estado é muito natural que os partidos de centro e direita se voltem para as instituições da sociedade civil. E isto é muito bom para a democracia. Precisamos aprofundar a construção de uma esquerda e de uma direita democrática no Brasil. Nós sempre tivemos direita e esquerda, nos momentos de polarização política e ideológica no Brasil, sonhando em implantar projetos políticos globais com base em golpe de Estao. O exemplo mais candente foi a crise que levou ao golpe de 1964. A esquerda e os nacionalistas radicais apelavam a Jango para usar o governo para dar o golpe e a direita (UDN) apela ao exército pelo golpe, usando o fantasma do comunismo, em plena guerra fria.
Governo do Pará: data decisiva
Os arranjos para o DCE
Vamos ver no que isto vai dar...
L.G.
Unidade Estudantil
Iniciou hoje um novo movimento estudantil na Universidade Federal do Pará. Um grupo plural e democrático que reúne diversas lideranças e forças políticas, promete novos tempos para o Movimento Estudantil e para a UFPA. O nome deste grupo é Unidade Estudantil.
L.G.
CEB: cancelado ou boicotado?
Até representantes dos campi do interior vieram, mas não houve reunião. Por que será? Ao que parece, os coordenadores do DCE não estavam preparados.
L.G.
Maneschy compromete-se com estudantes
Mas, quando os estudantes chegaram nesta reitoria tiveram a informação de que o então reitor, Alex Fiúza de Mello, já havia saído. Dessa forma, os estudantes foram até o reitor eleito, Dr. Calos Edilson Maneschy, que os acolheu muito bem e assinou este compromisso para sua gestão.
Governo Ana e crise agrária: a lentidão nas respostas às crises
Protógenes: o poder dos ricos
Yes: os Ministros do STF são humanos
Flexa Ribeiro quer continuar no Senado
SEDUC: Precisa-se de Professores
CONSAD, CONSEP, CONSUN: Nova bancada dos Técnicos
Nomeação de Maneschy
DCE-UFPA: as chapas se articulam
Ausência de postagem
O governo estadual, a ALEPA e os partidos
Senado 2010: O sonho de Jáder
Sucessão estadual: PSDB. Paz só para inglês ver
Tiradentes e o Patriotismo
São Raimundo, campeão do Pará?
Àfrica do Sul elege hoje Presidente
Posse de Maneschy: a transição segue a todo vapor
Águia X Flu: luta de desiguais
A Judicialização da política
Ora, não existe espaço vazio que não seja ocupado. No Brasil o poder legislativo vem demonstrando incapacidade política estruturante para realizar a reforma polítca, capaz de diminuir os custos decisórios no Brasil. Explico: cada política pública estruturante no Brasil demanda grandes negociações e trocas coletivas e individuais, envolvendo o executivo e o legislativo nacional e estaduais.
Na raiz do problema está a formação da representação parlamentar com base no personal vote ou voto personalizado e na lista aberta partidária, na fraqueza orgânica dos partidos, na multiplicação de legendas para todos os gostos, construidas com base em projetos personalistas e não coletivos, no financiamento privado de campanha que coloca no mesmo barco corruptos e não corruptos, no orçamento anual autorizativo que coloca o parlamento nas mãos do executivo.
O parlamento está numa sinuca de bico insanável. Os parlamentares com mandatos não mudam as regras do jogo, porque estão no exercício do mandato que lhes dá determinado tipo de acesso ao poder político e acumulam grande incerteza, acerca de seu destino político, num contexto de ampliação do poder dos partidos políticos. Eles confundem ampliação do poder do partido com o aumento do poder da burocracia partidária.
Neste contexto de paralisia decisória do parlamento, relacionada à reforma política, o poder judiciário vem tomando decisões que o parlamento nacional não se digna a tomar.
Só a convocação de uma Assembléia Constituinte, formada por delegados com mandatos específicos para este fim, poderia fugir ao corporativsmo parlamentar e aprovar as reformas polítcas, precedida de um amplo debate nacional. Seriam pauta desta Constituinte exclusiva: 1-Reforma Política e Institucional, que discutiria, inclusive, as relações entre os poderes executivo e legislativo, 2- Reforma tributária, reconstruindo o pacto federativo em busca da equidade estratégica entre os estados membros da federação.
Na conjuntura estrutural global das relações entre os poderes do Estado, sempre um poder tem a prerrogativa de intervir em outro poder, esta é a base da doutrina ( Freios e contrapesos) ou check and balance, que garante o equilíbrio entre os poderes, onde um poder tem o direito de iniciativa e veto sobre o outro.
A doméstica, Vanessa e financiamento de mandatos
logicamente que este acordo era feito com empregados ativamente comprometidos com estes mandatos, faziam estes acordos e jamais deduravam este tipo de acerto.
No fundo da questão está o modelo de sistema eleitoral, partidário, parlamentar e de mandatos no Brasil. No cotidiano de um mandato personalizado, como o brasileiro, o parlamentar é demandado diariamente pelos seus eleitores: assim o pagamento de conta de energia elétrica, água, gás de cozinha, remédios, fazem parte das despesas diárias dos mandatos parlamentares, principalmente os cargos municipais.
No Brasil os orçamentos anuais são autorizativos, ou seja, só são executados com a autorização dos executivos. Os executivos aproveitam a execução orçamentária anual, especialmente as emendas parlamentares, para garantir as maiorias nos parlamentos, inclusive o municipal. Assim as emendas são executadas em "contagotas" e o parlamentar não pode, no cotidiano, atender as demandas coletivas de suas bases eleitorais: estas demandas normalmente se materializam com o atendimento de solicitações, como: melhoria de escolas, construções de postos de saúde, construção de pontes e estradas vicinais, além de aterros e asfaltamentos de ruas, apoio para blocos carnavalescos e para as festas juninas e esportes de uma forma geral.
Os eleitores, independente da teoria política, vêem os parlamentares, principalmente os vereadores, como executivos e esperam os atendimentos de suas demandas concretas. O parlamento brasileiro não tem poder de execução orçamentária, e como tal, não podem atender demandas coletivas de suas bases, como ocorre, por exemplo nos EUA, onde o orçamento é impositivo e o legislativo não depende do executivo para fazer valer o orçamento anual, inclusive com as emendas parlamentares. Uma das bases explicativa da credibilidade do parlamentar americano, está no atendimentos (concreto) das demandas dos distritos eleitorais, de cada parlamentar. O parlamento é altamento credibilizado neste país e o povo tem fé na democracia. O que não ocorre no Brasil.
Então os parlamentares, buscam recursos, onde eles existam, para atender estas demandas diárias e parte da verba dos cargos comissionados são usados para o atendimento das demandas individuais dos eleitores.
Estas são as razões de fundos deste pragmatismo dos mandatos parlamentares. Logicamente que este pragmatismo envolve risco: porque todo pragmatismo ocorre na informalidade da lei, ou como chamamos em ciência política "informal constrange".
Como a vereadora Vanessa fez este acordo com uma pessoa não militante, está passando por este terrível constrangimento público, com risco de perder o mandato.
Governo do Pará: Os blocos se formam
Dizem que caminha a passos largos a construção de dois blocos para o governo do Pará em 2010. Um bloco comandado por PT e PTB e outro bloco formado por PSDB e PMDB.
Movimento Estudantil: o retorno
Inicia hoje o processo de articulação pró-DCE, composto por forças e lideranças políticas estudantis da UFPA, ávidas pela construção de uma Universidade melhor para se estudar e conviver.
Esta articulação pró-DCE vem com a bagagem da vitória no Centro Acadêmico Edson Luis, do curso de direito e promete re-movimentar a UFPA como no passado.
Depois das eleições, agora é hora de ocupar cargos
Durante assembléia cuja pauta foi o Regimento eleitoral, ficou decidido que apenas aqueles que se inscreveram na chapa poderiam fazer parte da gestão do centro acadêmico. Nesta mesma assembléia também foi decidido que o arranjo da gestão deveria ser proporcional, ao invés de majoritário, ou seja, maioria de cadeiras de diretores para aqueles que receberam maior votação e minoria para os que receberam menor quantidade.
Como o Centro Acadêmico não possui estatuto, muitas dúvidas, questionamentos e discussões estão em pauta, inclusive, a principal para o momento que diz respeito à composição desta gestão, pois ainda não há um consenso a respeito do número de diretorias que existirá neste CA. Uns querem 10 e outros querem 20 diretorias.
Vamos ver no que vai dar...
Falando em cargo de diretoria...
Ao que parece, uma assembléia está sendo convocada para discutir se este aluno poderá ou não ocupar cargo de diretor neste CA. Desse jeito este Centro Acadêmico vai possuir a maior diretoria da Universidade, pois uma série de apoiadores deverá reivindicar cargos de diretorias.
Escola Estadual Luis Nunes Direito: SEDUC desmonta o programa aceleração da aprendizagem:
Pois bem, estes alunos, acabaram de encerrar um módulo, neste final de mês, mas não viram o conteúdo de geografia da sétima série, porque simplesmente a SEDUC não atendeu o pedido de enviar um professor para este programa.
No dia 15 de abril em curso, o governo distratou os professores de matemática, ciências e artes. A SEDUC somente deveria distratar os docentes no exercício do trabalho temporário mediante a apresentação de um novo docente para substitui-lo, mas a SEDUC não está agindo assim. Agora o programa aceleração do aprendizado será paralisado nesta escola.
A direção da escola se dirigiu ontem (quinta) à SEDUC e foi informada de que este problema está ocorrendo em quase todas as escolas da região metropolitana e ninguém pode resolver de forma imediata. A secretária de educação, que poderia tomar uma decisão emergencial, está em viagem.
A estudantada deste programa se desesperou ontem com o distrato de mais três professores.
Ou se toma uma decisão rápida ou se perderá este fantástico programa de recuperação de séries perdidas.Estes alunos estão acima da idade para cursar estes períodos letivos.
Eleição de Ananin de 2008
Candidato do PSDB ao governo do Pará
SINTUFPA: terceirização dos serviços de saúde
UFPA: Micro zoneamento econômico e acadêmico
Por que não existe mais o ME?
Governo estadual e opinião pública
Crise econômica mundial: Lula sob ataque da oposição
A oposição liberal ( DEM e PSDB), de forma oportunista culpa o governo pela crise que chegou ao Brasil, exigem repressão ao salário e investimento no capital... é o típico discurso liberal.
Foi a política liberal dos EUA que levou o mundo capitalista a esta crise em curso. E são os liberais brasileiros que acusam o governo Lula pela crise brasileira.
É muita cara de pau. Se tivéssemos na ALCA como queriam os liberais brasileiros estaríamos frito, pela dependência ampliada dos EUA, que adviria desta decisão (como queriam PSDB e DEM).
E os mais surpreendente é que nem o governo Lula e muito menos o PT e a esquerda não estão aproveitando a crise para fazer um embate ideológico com os liberais radicais brasileiros e aproveitar a crise para liga-los aos causadores da polítca que detonou esta situação de desemprego. Haja falta de debate político no governo.
As motos e os acidentes
Chuvas, rios, enchentes e ausência de cultura cívica
Jobin: mal exemplo para a estratégia de negociação salarial do governo
Defesa da Ditadura Militar
O Parlamento e os escândalos midiáticos.
Gestão Maneschy: Schneider e uma política multicampi
Hoje (14) não pude fazer postagens
Nomeação de Maneschy em poucos dias
Casa Civil e a base parlamentar
Queda de arrecadação e a grita por reajuste salarial
Prefeitos com FPM em queda
Leão fatura Papão: Vinicinho feliz
Métricas Acadêmicas
Desembargador Federal do Trabalho
http://blogdoalencar.blogspot.com/
Recebi de Flávio Nassar, Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Coordenador do Fórum Landi da Universidade Federal do Pará - UFPA, um artigo em que propõe a refundação da nossa Alma Mater.
Em certa passagem, ele afirma que o professor comprometido com as causas sociais e coletivas, que aliava atividade intelectual com uma práxis política, foi sendo substituído pelo atual do padrão MEC-Capes-CNPQ que, a despeito da grande especialização e títulos, é muitas vezes analfabeto político, como definiu Brecht. Correndo atrás dos índices de produtividade exigidos pelo modelo atual "publish or perish" (publicar ou perecer) - continua Flávio - perde-se o compromisso crítico e exacerbam-se os egos e o individualismo. Neste universo - arremata Flávio - a preservação do status quo é sempre uma tendência.
Respondi com uma mensagem despretensiosa, com cópia para os demais destinatários, e como recebi retorno positivo e incentivo de um deles, resolvi reescrevê-la e publicá-la aqui.
Começo dizendo que concordo com o programa proposto por Flávio Nassar para refundar a nossa Universidade.
Mas penso, ainda que provisoriamente, que o uso de indicadores de desempenho, por si só, não é algo malsão.
Talvez tenha que haver um aprimoramento das - e nas - métricas, que é o grande problema delas todas. Quem adota métricas nunca está satisfeito com elas e sempre busca melhorá-las. O que é impossível é não tê-las. Uma comunidade acadêmica é um bem de todos, um enorme capital intelectual e tem que ser bem administrado. Tem que haver uma gestão do conhecimento acadêmico. Por isso tem que existir métricas. Quem não mede não administra.
Se o modelo MEC-CAPES-CNPQ não é o melhor, tem que ser aperfeiçoado, mas não podemos prescindir das métricas.
Pelo que pude perceber da crítica de Flávio Nassar, ele não se conforma com o foco - talvez excessivo e exclusivista - na publicação de trabalhos. Também tenho críticas a esses rituais de validação do saber acadêmico, que podem estar levando a um publicar por publicar e ao surgimento de curriolas acadêmicas. Na minha área - direito - se publica muita coisa ruim - e muita coisa boa também, é claro - e os mecanismos de validação acadêmica deixam muito a desejar, pelos resultados que constato no nosso dia a dia forense. O direito é uma técnica relativamente decadente, quando comparada com outras técnicas em clara ascensão, mas os juristas não percebemos isso. E os circuitos de validações acadêmicas continuam produzindo estrelas e luminares que, na verdade, podem muito bem estar levando o direito para um buraco negro, com força gravitacional forte o bastante para não deixar que a luz saia dele. Técnicas bem mais jovens - administração e economia, para dar dois exemplos - passaram na frente do direito, bem mais antigo. Mas os juristas não percebemos isso e continuamos produzindo títulos e artigos indexados, que em boa parte servem para pouca coisa ou quase nada. Assim, o progresso da ciência e da humanidade prescindirá de nós, juristas, da academia ou de fora dela, mas ainda assim fingimos estar dando uma contribuição relevante para uma e outra.
Imagino que algo parecido acontece em outros ramos do conhecimento.
Por isso tendo a concordar com Flávio Nassar, ainda que parcialmente. As métricas atuais estão produzindo distorções e por isso precisam ser aperfeiçoadas. Talvez para incorporar indicadores de desempenho dos acadêmicos vinculados ao resultado efetivo de seus artigos, dissertações, teses, monografias e ensaios. Por exemplo: qual o impacto de um artigo de um doutor em medicina sobre a taxa de mortalidade infantil? Qual o impacto de uma tese de direito penal sobre os índices de violência urbana? Qual o impacto de uma dissertação de mestrado de um agrônomo para o aumento da produção e produtividade agrícola regional?
Talvez assim a produção acadêmica passasse a ter uma direção e um centro que não fosse o próprio umbigo dos orientadores e orientandos.
Se o que estou dizendo está fora da realidade, por favor, desconsiderem tudo o que eu disse, pois estou fora da academia e posso estar simplesmente equivocado. E com direito, por isso mesmo, ao benefício da dúvida. Metódica inclusive.
RE-FLA: Vinicinho abalado
CACS-UFPA: chapão mantém Centro Acadêmico
CADEL : DS derrotada
SEDUC: fraude nas reformas das escolas
1- As empresas executam obras e serviços com materiais distintos das plantas previamente aprovadas na SEDUC: exemplo, pisos de banheiros previstos e pagos pela SEDUC para serem de porcelanato são executados com azulejo tipo C. A direção da escola não tem acesso a planta das reformas e como tal, não pode fiscalizar.
2- Longarinas de sustentação das telhas são substituidas por flexais, o que leva ao vergamento precoce de telhados.
3- As tabelas das cestas de basquetebol são feitas com compensados. Imaginem a consequência deste tipo de serviço.
4- Lajotas diferentes em um mesmo piso do banheiro e com tonalidades diferentes.Forro de PVC, no momento da entrega, já está em estado de decomposição.
5- Os serviços de acabamentos, previstos na planta, para serem de primeira qualidade são executados da pior maneira possível.
6- Em 90% das escolas as empresas se recusam a fornecer à direção das escolas a descrição(memorial) da obra. Com esta atitude a escola não pode exercer a fiscalização.
7- O fato mais grave: o fiscal da SEDUC (do meio físico) dá o OK para todas estas obras.
8- Água empossada nos banheiros. Ou seja, não foram dados a inclinação necessária para o escoamento da água.
Querem um exemplo: procurem a direção e o conselho escolar da ESCOLA LUIZ NUNES DIREITO , no conjunto Cidade Nova 4. Esta realidade se repete em toda a região metropolitana de Belém.
A GOVERNADORA E O NÚCLEO DE GOVERNO DEVEM CONSTITUIR UM GRUPO DE TRABALHO, SÉRIO, QUE DEVE AUDITAR IMEDIATAMENTE AS OBRAS EXECUTADAS NAS ESCOLAS , DE ACORDO COM AS PLANTAS PREVIAMENTE APROVADAS. É O GOVERNO QUE DEVE DETONAR ESTAS ABERRAÇÕES, DENUNCIA-LAS E CORRIGI-LAS, IMEDIATAMENTE.
COSANPA: queimando a terceirização
1- Acompanhei minha esposa à uma aventura que envolvia o abastecimento de água.
2- Fui tentar resolver, na COSANPA, o problema de falta de água numa casa de uma cunhada na cremação.
3- Fomos primeiramente informados que a COSANPA só poderia resolver o problema dentro de duas a três semanas.
4- Perguntamos o porque disso. Resposta: 1- a empresa terceirizada tem sete dias para ir ao local e fazer o orçamento, 2- Em seguida a COSANPA tem mais 07 dias para enviar um fiscal especializado para ver se o orçamento reflete a necessidade do trabalho, 3- Executado esta fase a COSANPA autoriza ou não o orçamento, 4- Após a autorização do orçamento a empresa está autorizada a executar o trabalho, obedecendo a um calendário a ser executado de acordo com as demandas da cidade.
Aí perguntamos. Como fica a família durante 3 semanas sem água? Aí, não nos contivemos e perguntamos ao funcionário da COSANPA: Podemos contratar um serviço privado para resolver emergencialmente o problema? Resposta, não. E em seguida a informação: quando a terceirizada chegar (dentro de 3 semanas) para executar o trabalho demandado e encontrar o serviço feito, esta informa prontamente à COSANPA, que manda imediatamente uma equipe desfazer tudo o que foi feito. Então todo o processo recomeça.
NB: Dentro do capitalismo não é possível à uma família resolver PRIVADAMENTE um problema simples por causa da burocracia do estado.
Uma informação que obtivemos é que as empresas terceirizadas tem olheiros que as informam caso alguém faça serviços por conta própria. Não , não é por causa de proteção aos interesses públicos. É por causa dos interesses deste tipo de empresa terceirizada. Cada conserto que alguém faz em sua tubulação é um trabalho a menos que a empresa vai executar.
Como diria o juninho play: E ai como nós ficamos? A quem recorrer?
TENHO ABSOLUTA CERTEZA QUE NESTES TIPOS DE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS A COSANPA E SEUS SERVIÇOS DIRETOS SERIAM MAIS EFICAZES DO QUE OS TRABALHOS TERCEIRIZADOS. PORQUE ELIMINARIA UMA SÉRIE DE ATITUDES DE CONTROLE SOBRE TERCEIROS.
Este modelo de gestão privilegia o meio(burocracia) e secundariza os fins (os usuários) e isto é péssimo no contexto de eleições competitivas.
Para além das aparências: Dudu, o calvário e o senado
Triste cidadania que vive a ilusão de estar de frente com uma imprensa cidadã.
Apolinário Alves : o esquecido
Quem é Jefferson Galvão?
Jatene não voltou às salas de aulas
08-04-2009: Bilhetim chega aos cem mil acessos
Uma pena que eu não tenho tempo e nem dinheiro para profissionaliza-lo. Por isso sempre as sextas nunca posso postar. Trabalho de sol a sol.
Equipe de transição indicada por Maneschy
Eleições no CADEL: DS versus chapão
Jatene: retorno à sala de aula
Economia Solidária quer eleger deputado
08 de abril: Remo x Flamengo
Novo reitor: iniciou a transição
UFPA aguarda nomeação de Maneschy
PT costura unidade interna
O jantar de Jatene e a avaliação do gov. Ana
Neste jantar Jatene teria comparado seu governo com o atual, presenteando-se com um amplo ativo em relação ao governo Ana Júlia.
De como evitando o golpe se pode refundar a UFPA
Se quisermos, o dia 30 de março de 2009 poderá vir a ser o dia da refundação da Universidade Federal do Pará.
O início da UFPA 2.0. Da UFPA Ubuntu, palavra de origem sul africana que significa "uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas", ou numa outra tradução "a crença no compartilhamento que conecta toda a humanidade". É por isso que um dos distribuidores de software livre baseados no Linux escolheu o nome Ubuntu para denominar o seu sistema operacional. A Comunidade Ubuntu ajuda-se mutuamente, não havendo distinção de novatos ou veteranos; a informação deve ser compartilhada para que se possa ajudar quem quer que seja, independentemente do nível de dificuldade.
Mas o que de tão importante aconteceu neste dia 30 de março?
Neste dia o CONSUN detonou definitivamente o golpe que se armava contra a autonomia da universidade.
Em ação previamente orquestrada conselheiros diretamente ligados ao Reitor apresentaram ao Conselho a proposta de mudar, depois do pleito, as regras previamente acordadas e aprovadas por unanimidade.
Apostavam em uma reunião tumultuada. O tumulto não veio e as manifestações contrárias à posição da administração foram demonstrando que os golpistas estavam perdidos. A pá de cal veio quando os sindicatos dos professores e dos servidores, juntamente com a representação estudantil, repudiaram o golpe.
Esperavam os golpistas um posicionamento sectário dos estudantes e sindicalistas, esperavam que apostassem no "quanto pior melhor" e que se retirassem da sala de votação quando tivessem que cumprir o ritual da votação uninominal. Contavam como certo que os "radicais" do PSOL e PSTU não manchariam suas bocas pronunciando o nome "Maneschy".
Quando chegou a hora da verdade o interesse universitário prevaleceu contra a minoria golpista. Foram 53 votos contra o golpe e 32 a favor.
As manifestações das entidades representativas da comunidade universitária demonstraram o compromisso destas com a democracia. As entidades haviam apresentado propostas diferentes de regimento eleitoral do que foi aprovado, e mesmo tendo sido elas derrotadas, se submeteram às regras acordadas e agora exigiam que elas fossem respeitadas.
Diferente do que presenciei várias vezes na história recente da UFPA, quando sindicalistas de resultados e estudantes oportunistas deixaram de lado as tradições libertárias de seus movimentos em troca de facilidades, o que vi no CONSUN foi uma demonstração de coerência.
O debate de como deve ser o processo de escolha dos dirigentes das IFES ainda não terminou. A legislação atual dá prevalência ao voto do professor em 70% o que é considerado exagerado por muitos.
A atual eleição veio demonstrar o quanto o modelo brasileiro de escolha dos dirigentes das IFES, com consulta direta à comunidade, tem que ser respeitado e aprimorado.
Nos últimos anos mudou profundamente o perfil do quadro docente. O professor comprometido com as causas sociais e coletivas, que aliava atividade intelectual com uma práxis política, foi sendo substituído pelo atual do padrão MEC-Capes-CNPQ que, a despeito da grande especialização e títulos, é muitas vezes analfabeto político, como definiu Brecht. Correndo atrás dos índices de produtividade exigidos pelo modelo atual "publish or perish" (publicar ou perecer) perde-se o compromisso crítico e exacerbam-se os egos e o individualismo. Neste universo a preservação do status quo é sempre uma tendência.
Nesta eleição ficou claro que a se a escolha do próximo dirigente da UFPA tivesse sido feita dentro do que a legislação atual prevê, prevaleceria a força da caneta e o resultado seria a manutenção da equipe atual.
A eleição direta, o debate, a participação, o controle social pela mídia, colocaram a roda a girar e este movimento possibilitou a manutenção da saúde civil da instituição contra a acomodação e a transferência burocrática do poder dentro do mesmo grupo.
É por isso que o 30 de março foi, em certo sentido, heróico.
Para ser coerente na presente análise é importante que se diga que alguns fatores anteriores ao processo eleitoral contribuíram para esta convergência de resultados: a postura belicosa do atual reitor em relação às entidades representativas da comunidade universitária; o fato de Maneschy não ser vinculado aos principais partidos políticos com interesse na Universidade; a maneira como foi encaminhada a política de redimensionamento do pessoal técnico.
Mas a realidade é resultado de "múltiplas determinações" e dependendo da forma como agimos os resultados podem variar.
Felizmente, aí a fortuna, o resultado favoreceu a "boa causa" da UFPA.
É por isso que se soubermos aproveitar este momento histórico, se assim o quisermos podemos refundar a UFPA.
Para isso seria necessário:
- Firmar um compromisso pela universidade pública, gratuita e de qualidade.
- Garantir que não haja ingerência da nova administração nos processos eleitorais internos de cada unidade acadêmica.
- Garantir que não haja ingerência da nova administração nos processos eleitorais internos das entidades representativas da comunidade universitária.
- Buscar um posicionamento suprapartidário focado nos interesses da universidade.
- Respeito à diversidade de idéias e posicionamentos políticos.
- Pacto contra a mediocridade: que os professores ensinem e pesquisem; que os estudantes estudem e aprendam e que os servidores cumpram com seus deveres no serviço público.
- Focar no papel histórico e no interesse social da instituição para além dos corporativismos.
- Que se coloque em ação um programa de mobilização cultural e de cidadania como forma de vencer a maré baixa da alienação e da superficialidade.
