Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
EGPA inaugura Centro de convivências
Estive na sexta feira na inauguração do espaço de convivência da Escola de Governo do Estado. É uma área confortável destinada aos servidores com o objetivo de recarregar as baterias, nos horários de intervalos. São várias salas mobiliadas, espaços para relaxamento físico, sala de estar, sala para vídeos etc. O dia em que as instituições públicas e privadas começarem a tratar seu maior patrimônio, que são os servidores , como atores estratégicos para atingir os fins institucionais, a produtividade explodirá, naturalmente.
Pesquisa do governo estadual: EGPA bem na foto
A EGPA ( Escola de Governo do Estado) foi a única instituição lembrada, dentre as diversas secretarias, em uma pesquisa de opinião estadual. Depois da avaliação da governadora, em curva crescente, a Prof. Dra. Edilza Fontes foi a mais lembrada nominalmente como um nome para disputar um cargo nas próximas eleições. É, parece que a EGPA está interiorizando suas atividades
Santarém: Tucanos otimistas
Segundo fontes tucanas bem informadas, Alexandre Von vem em ascenção nas últimas pesquisas em Santarém.
A ALEPA, A jornalista e a Análise legislativa
A matéria publicada neste domingo(15) no jornal O Liberal conclui peremptoriamente que o parlamento paraense é improdutivo. O fato de os deputados terem baixa iniciativa na produção de projetos de lei não é necessariamente sinônimo de improdutividade da instituição. Na mesma matéria a jornalista nforma que o poder executivo é campeão no envio de projetos de lei ao legislativo. Para a jornalista produzir uma análise fundada em critérios científicos sérios a mesma teria de pelo menos levar em conta as seguintes variáveis: Números de projetos que receberam parecer favoráveis nas comissões temáticas, números de projetos aprovados em plenária, tempo médio do trâmite dos projetos dos deputados e de iniciativa do poder executivo, números de plenárias realizadas, números de comparecimentos às plenárias. Obtido este resultado seria necessário comparar com as ALEPAS do Brasil, da América Latina e da Ásia, que são regiões do planeta que parecem que tem democracias mais ou menos parecidas com as nossas. Só a pesquisa em política comparada poderá nos informar se somos produtivos ou improdutivos, o resto é pirotecnia, que acaba por desmoralizar gratuitamento um dos pilares da democracia que é o poder legislativo.
Reitoria: transparência já
Anônimo disse...
Edir,Sobre esse caso do contrato de limpeza que está depondo contra a competência da atual equipe dirigente da Prefeitura, poderíamos tentar amenizar as críticas se houvessem "entraves" orçamentários para a normalidade da contratação. Contudo, já estamos no dia 14 de fevereiro e a versão preliminar do Plano de Gestão Orçamentária deste ano, que normalmente é publicada na página da Proplan até novembro, nada. O que estão querendo ocultar? Qual a configuração do orçamento de 2009? E mais: -como foram aplicados os recursos previstos para as obras de 2008? PRESTAÇÃO DE CONTAS JÁ!!!
Edir,Sobre esse caso do contrato de limpeza que está depondo contra a competência da atual equipe dirigente da Prefeitura, poderíamos tentar amenizar as críticas se houvessem "entraves" orçamentários para a normalidade da contratação. Contudo, já estamos no dia 14 de fevereiro e a versão preliminar do Plano de Gestão Orçamentária deste ano, que normalmente é publicada na página da Proplan até novembro, nada. O que estão querendo ocultar? Qual a configuração do orçamento de 2009? E mais: -como foram aplicados os recursos previstos para as obras de 2008? PRESTAÇÃO DE CONTAS JÁ!!!
Redimensionamento e seus efeitos psicológicos
Conversando com uma amiga, que é filha de um ex-reitor, me informou que sua mãe, funcionária da UFPA e redimensionada, sofre hoje as consequências do redimensionamento humilhante e sem critérios. A insônia e a depressão chegou àquela chefe de família.
Redimensionamento: a vida desmente as calúnias
Uma funcionária de nível superior, que foi superhumilhada pelos autores do redimensionamento, dois meses após chegar ao seu novo destino já acumula duas coordenações: coordenação do ensino de graduação, coordenação da especialização. É uma pessoa que já conquistou a confiança da direção.
Onde estão as nossas entidades?
Adufpa, Sintufpa e DCE precisam exigir que o reitor represente a posição do CONSUN. Reunião extaordinária urgente do CONSUN.
Lista tríplice: falta de transparência
A gestão "ético-republicana" está conduzindo o episódio do erro na instrução processual da lista tríplice ao MEC de forma completamente obscura. Esta postura está levando a uma onda de incerteza e boatos na UFPA.
Vestibular UFPA: confirmado a saída do listão
Neste dábado, as 8.00 hs da manhã sai o listão de aprovados no vestibular da UFPA.
UFPA: Prefeitura em paralisia
Segundo informações que chegam da prefeitura, o atual prefeito não conseguiu emplacar nenhuma obra e nem plantar os milhões em grama, até agora. Captar recursos em Brasília? até agora nada. Ahh houve a primeira grande obra: a demissão dos terceirizados, os dirigentes intermediários estariam uma fera, falta gente para limpar as unidades.
PMDB tromba com o PT e acaricia tucanos
O PMDB reutiliza a velha tática de chantagem política, tromba com o PT e namora com os tucanos. Os estrategistas do governo ficam loucos. Dois grupos se embatem: os afoitos pelo rompimento e os racionais e experientes que sabem que o PMDB apenas está jogando politicamente.
Tucano em visita ao PMDB
O dirigente tucano Paulo Elcídio vem sendo visto constantemente na séde do PMDB.
Golpe em marcha: acorda Comunidade
DCE, ADUFPA E SINTUFPA acordem, a panelinha quer permanecer no poder a todo custo. Que tal exigir a reuniâo emergencial do CONSUN para colocar tudo em pratos limpos e acabar com esse disse me disse?
Reitoria: os argumentos pró-golpe
O argumento central pró golpe que estaria sendo usado seria a defesa de uma tese com os seguintes pressupostos: 1- Regina ganhou nos docentes e estudantes, 2- Regina ganhou nos 70%. Este argumento desconsideraria as regras do jogo. O Objetivo é não perder o controle da reitoria, miserável poder, tão criticado e tão desejado.
Reitor remarca a reunião do CONSUN para março.
Notícias que chegam da reitoria indicam que o reitor da UFPA teria remarcado a reunião do CONSUN para março. Será que a nova lista já foi enviada? esta lista respeita o resultado eleitoral? ninguém sabe.
Terça (10) Reitor em Brasília
Nesta terça 10 de fevereiro, as 13hs, o reitor da UFPA foi visto, em trajes esporte embarcando para Brasília. Em baixo dos braços era visto um envelope amarelo com o timbre da UFPA. Seria a lista tríplice, agora encaminhada corretamente? E a ata do CONSUN homologatório quando será aprovada?
Reitoria: as fantasias dos amantes do poder
O sonho da turma da reitoria, é desmoralizar o governo Lula e fazer nomear, pela primeira vez neste executivo, um segundo colocado em uma eleição universitária. A veemeência é tanto, que teriam contratado um detetive para investigar Maneschy, desde o tempo da juventude. Todas as alunas de Maneschy dos últimos 20 anos estão na lista dos investigadores. Eles sonham em estourar um escândalo por assédio. Segundo psicanalistas especializados, este comportamento já configura um estágio avançado de fantasia mental.
Casa Brasil África: A resposta de Apolinário
Apolinário, após ser esquecido institucionalmente na direção da Casa Brasil África, vem sendo visto em grandes articulações com as lideranças do movimento Negro. Vem chumbo grosso por aí.
Reitoria: pé na bunda dos ex-inquilinos
Dezenas de postagens estão defendendo um grande ato pé na bunda da turma que sai da reitoria. Seria um repúdio à ressaca eleitoral vingativa patricinada pelos "donos" do mini poder na UFPA. Esta turma toda será simples docentes a partir do dia 02 de julho. Aí veremos a empáfia. As honrosas excessões ficam por conta da postura ética de Dallagnol e Sinfrônio.
O corretivo da reitoria
Considerados traidores porque votaram em defesa do resultado eleitoral no CONSUN, estes dirigentes poderão ver as portas reitoria fechadas nos próximos 120 dias: os diretores do ICED,ICEX,ICS, o vice do IFCH, ICJ. A reação imediata é que a turma da cúpula do gabinete deixa de falar com todo mundo.
Lista Tríplice: como o CONSUN tratará esta questão?
Como a plenária do CONSUN tratará o equívoco na formalização do processo da lista tríple ao MEC? entenderá como deslize, má fé ou incompetência?
Exclusão da Casa Brasil África: Porque da secundarização?
Seria apenas retaliação política contra Apolinário a exclusão desta unidade do acesso à gratificação para o Diretor? Estão dizendo que além das organizações dos negros, que devem chiar, muitos protestos advirão nos próximos dias. Falam até de racismo.
Assessor jurídico do reitor manda compartimentalizar a gráfica
No regimento da gráfica, democraticamento discutido com a comunidade local, o termo divisão foi substituido pela denominação- gerência. Quando o regimento chegou à assessoria jurídica do gabinete do reitor, o assessor jurídico, que é ex-diretor da ICJ, mandou mudar a denominação da estrutura administrativa daquela unidade, ou seja, mandou retirar o termo gerência e fez retornar o termo- divisão. O assessor jurídico seguramente não sabe que o Diretor da gráfica é concluinte do mestrado em Administração Pública pela FGV, e que a denominação divisão, expressa uma visão compartimentalizada e burocratimente hierarquizada da gestão, e já não expressa a nova concepção de gestão compartilhada. onde o chefe é acima de tudo um líder e não um mandão unilateral. Bom, deve prevalecer a visão do advogado.
Jefferson Galvão: o próximo da lista
Quando optou pela candidatura Maneschy, Jefferson decidiu entregar seu cargo ao reitor, para evitar constrangimento político. O atual reitor não aceitou os motivos alegados pelo diretor da gráfica e o manteve no cargo. Pelo andar da carruagem em breve estarei publicando a chegada da guilhotina na gráfica da UFPA. O diálogo com o reitor não existe mais. É ver para crer.
ITEC: Diretora financeira despachada para PROGEP
A Diretora financeira do ITEC Elian acaba de ser colocada à disposição da PROGEP. Elian é reconhecida como excelente profissional, porém cometeu um erro grave na UFPA: apoiou Maneschy. Este tipo de perseguição aos comunistas nos EUA, na década de 1930 chamava-se de Mcarthismo, e aqui na UFPA, como deveria se chamar este fenômeno de perseguição política?
os CD's e as Casas Internacionais da UFPA: África de fora
Finalmente chegaram à UFPA os CD's para as Casas e Assessorias Internacionais da UFPA. Das seis Casas ufepeanas apenas uma foi preterida: a Casa de Estudos Brasil-África. O coordenador é Apolinário Alves. Polí (como é chamado carinhosamente pelos amigos) coincidentemente apoiou Maneschy. Eta festival de intolerância. Esta prática em nada difere dos coronéis de barranco particularistas do nordeste. Triste fim de um "republicano".
Asseio e conservação: a decisão da UFPA e as 100 demissões
Esta foi a denúncia encaminhada por um anônimo no dia 03 de fevereiro de 2009.
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA III
Uma outra licitação está chamando a atenção na UFPA, já tendo causado, inclusive, reação de dirigentes de alguns institutos. É a licitação de limpeza e conservação. Segundo um respeitável informante, as áreas dos prédios citadas no termo de referência estão muito aquém das quantidades verdadeiras, inclusive já licitadas anteriormente. É como se a área construída de prédios administrativos, de laboratórios e de salas de aula tivessem sido reduzidas. Como todos sabem isso não aconteceu. O número de serventes depende dessa área e, dessa forma, será reduzido mais ainda que o atual número que, em alguns casos já é insuficiente. Mas a confusão maior ocorrerá apenas daqui a seis meses quando findar o prazo do atual contrato. Ou seja, o problema ficará para os dirigentes dos institutos e para os próximos gestores, uma vez que em julho o atual prefeito e seus assessores já estarão longe da UFPA.
3/2/09 9:47 AM
100 demissões por causa da incompetência ou má fé?
Pois bem, foram demitidos 100 trabalhadores da empresa de asseio e conservação. Muitas unidades da UFPA estão sofrendo as consequências desta decisão "racionalizadora" da administração superior. Após as denúncias publicadas no Bilhetim, um novo contrato está sendo elaborado, porém os efeitos desta primeira decisão de diminuir o tamanho do contrato com a empresa de asseio e conservação já estão se fazendo sentir. A empresa terceirizada teve de se adequar ao novo orçamento em relação ao quantitativo de pessoal. É impressionante a insensibilidade da administração da UFPA. No momento em que os governos estadual e federal, injetam recursos nas empresas produtivas e de crédito, e apelam à iniciativa privada para manter os empregos, a administração da UFPA induz demissões entre os trabalhadores terceirizados. Com parceiros como estes é melhor se relacionar com adversários.
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA III
Uma outra licitação está chamando a atenção na UFPA, já tendo causado, inclusive, reação de dirigentes de alguns institutos. É a licitação de limpeza e conservação. Segundo um respeitável informante, as áreas dos prédios citadas no termo de referência estão muito aquém das quantidades verdadeiras, inclusive já licitadas anteriormente. É como se a área construída de prédios administrativos, de laboratórios e de salas de aula tivessem sido reduzidas. Como todos sabem isso não aconteceu. O número de serventes depende dessa área e, dessa forma, será reduzido mais ainda que o atual número que, em alguns casos já é insuficiente. Mas a confusão maior ocorrerá apenas daqui a seis meses quando findar o prazo do atual contrato. Ou seja, o problema ficará para os dirigentes dos institutos e para os próximos gestores, uma vez que em julho o atual prefeito e seus assessores já estarão longe da UFPA.
3/2/09 9:47 AM
100 demissões por causa da incompetência ou má fé?
Pois bem, foram demitidos 100 trabalhadores da empresa de asseio e conservação. Muitas unidades da UFPA estão sofrendo as consequências desta decisão "racionalizadora" da administração superior. Após as denúncias publicadas no Bilhetim, um novo contrato está sendo elaborado, porém os efeitos desta primeira decisão de diminuir o tamanho do contrato com a empresa de asseio e conservação já estão se fazendo sentir. A empresa terceirizada teve de se adequar ao novo orçamento em relação ao quantitativo de pessoal. É impressionante a insensibilidade da administração da UFPA. No momento em que os governos estadual e federal, injetam recursos nas empresas produtivas e de crédito, e apelam à iniciativa privada para manter os empregos, a administração da UFPA induz demissões entre os trabalhadores terceirizados. Com parceiros como estes é melhor se relacionar com adversários.
Perseguição Política na PROEG
A prof. Luthetana, Diretora da Proeg foi "gentilmente convidada pelo prof. Licurgo a entregar o cargo. A justificativa foi um apressado planejamento que Licurgo está conduzindo na Proeg e que Luthetana estaria "secundarizando". Que justificativa mais mesquinha, que planejamento é este há 90 dias da posse de Maneschy? O que Licurgo não disse é que a prof. Luthetana está sendo retirada da função porque apoiou a candidatura Maneschy. A prática é o critério da verdade e mais uma vez o discurso do reitor, de não retaliar, cai por terra. Ahh, o substituto foi visto no antigo DERCA pedindo ajuda técnica para um funcionário graduado para tocar a nova função.
Erro na formalização da lista ao MEC: incompetência ou má fé?
Imaginem uma nova reunião do CONSUN para formalizar corretamente a lista tríplice ao MEC. Todos perguntarão à Administração Superior, esta "falha" foi incompetência ou má fé? alguém duvida que DCE, SINTUFPA, ADUFPA e conselheiros cairão de pau no reitor?
Sucessão para reitor: como o reitor Daniel Coelho formalizou a lista de 1983
Eu estva no CONSUN quando foi legalizado a consulta direta para reitor de 1983, era representante do DCE. Quando estávamos em plenária, o chefe de gabinete Dr. Jurací Neto (falecido) se apresentou e leu a ata, que formalizaria a lista sêxtupla ao MEC, sem nenhum tipo de eleição no CONSUN. Neste decumento era informado todos os passos legais, da eleição uninominal dos seis nomes que compuseram aquela lista. No final todos assinaram a ata e o processo, na UFPA, encerrou-se naquele dia. É assim que se articula o legal com o legítimo, quando todos estão de acordo com as regras pactuados do jogo democrático, em respeito à vontade da comunidade. Na verdade deveria seguir apenas um nome para Brasília. Mas como a lei exige lista tríplice, a comunidade tem de mediar com estes fatos. Afinal o Estado de Direito Democrático, é uma "ditadura do jurídico", como diria um conhecido reitor, criticando o legalismo burocrático.
Sucessão na UFPA: lista da UFPA será devolvida na terça(10-02)
A lista tríplice, enviada ao MEC, dolosamente instruida de forma errada, será devolvida à UFPA nesta terça (10) para ser adequada às formalidades legais. Imaginem que alguém que é escolado em sucessão para reitor, iria errar a instrução de um processo legal. Conta outra.
Sucessão na UFPA: resistência antidemocrática de pirro
Todos esperavam que o atual reitor fosse levar pessoalmente a lista tríplice, acompanhado do reitor eleito à Brasília. Isto não ocorreu, e mais, todas as postagens que chegam ao Bilhetim dão conta de que o atual reitor estaria lutando para inviabilizar, via qeimação, o nome de maneschy em Brasília. Não creio que Alex faria isto. Esta não é sua história. Todos afirmam que o atual reitor seria o chefe pessoal da conspiração contra a democracia na UFPA.
Sucessão na UFPA: quem com ferro fere com ferro será ferido
Atenção aos caluniadores, na UFPA nunca houve caça as bruxas, em 24 anos de sucessão para reitor. Não queiram inaugurar esta prática agora, em final de mandato. A governadora e o ministro da justiça, sabem tudo que está acontecendo na UFPA, inclusive têm o relatório do TCU. Quem com ferro ferir, com ferro será ferido.
Diretor do DAVES é garoto de recado?
Em todos os encontros com os professores que estão corrigindo as provas do PSS, o diretor do DAVES, estaria afirmando e reafirmando que Maneschy é apenas mais um candidato que postula nomeação. Ou seja, Maneschy não é tratado como o reitor eleito da UFPA. A sorte é que a democracia não depende das boas intenções dos homens. São as instituições é que garantem as regras do jogo. Na UFPA não existe clima para golpe,
Sucessão na UFPA o vale tudo na política
A nova tática do "ético-republicano" é enxovalhar o nome de Maneschy com a decisão do TCU sobre os gastos com o encontro do reitores na UFPA. No relatório do TCU, o ministro é claro ao afirmar de que não tem indícios de aplicação irregular dos recursos. Nos bastidores o "ético-republicano" trabalha outra versão e constrói uma versão enxovalhatória da imagem e da honra do reitor eleito e homologado.
Sucessão na UFPA: postagens defendem o golpe
Tenho recebido várias postagens defendendo o direito do atual reitor lutar pela nomeação da segunda colocada na sucessão da UFPA. Maquiavel tinha razão. A ética na política é apenas um discurso para dourar as relações abstratas com a política. Na real politiqué, o que vale mesmo é ter o controle da máquina, o resto é conversa para otário engolir.
Posse no NAEA: Maneschy esteve presente
O reitor eleito Maneschy abrilhantou a posse do novo Diretor do NAEA. Assim como no NAEA, toda a UFPA reconhece que a questão sucessória está encerrada na UFPA. Maneschy é o reitor eleito e homologado pelo CONSUN, foi 47 a 30. Alguém ainda duvida da firmeza democrática do CONSUN?.
Sucessão na UFPA
A comunidade está assistindo um espetáculo de conspiração subterrânea. É quela velha prática: joga a pedra e esconde a mão.
Governo do Pará e a prevenção das crises políticas
Somente uma secretaria estadual de segurança institucional, poderia evitar crises polítcas do tipo: Um Novo Eldorado de Carajás, Um Novo escândalo do tipo de Abaeté, escândalos de corrupção, conflitos agudos com os movimentos sociais camponeses, e assim por diante. Teria de ser uma equipe de experts em antecipação de crise e de caráter multidisciplinar.
Crise financeira: Governo estadual começa a reagir
Finalmente o governo do estado começa a sair da inércia frente aos impactos da crise financeira nos estado do Pará. A ausência de avaliação estrutural de conjuntura faz com que um governo aja como se fosse um elefante se arrastando. É necessário o governo criar uma asssesoria de assuntos políticos estratégicos, capaz de dar subsídio analítico para temas que, apesar de não ter aterrizagem imediata na agenda pública estadual, chega no curto-médio prazo. Querem um exemplo? a legalização fundiária nos municípios paraenses.
Pedofilia, CPI e valores machistas
Tem muita autoridade se pelando com a CPI da pedofilia. Afinal muitos machões já avançaram este sinal perigoso. No passado recente esta prática sofria indulgência. Com o avanço político e ético de nossa sociedade, esta questão virou um crime inafiançável e é amplamente repudiada pela sociedade. Caso algum político seja pego por este delito cometido há mais de dez anos, só a filosofia moral poderia vir em seu recurso. O debate seria mais entre a relação costumes tolerados e legalidade, do quem propriamente entre a abrangência temporal da própria lei.
Governadora se expõe pela Copa
A exposição da governadora na luta pela copa tem uma mensagem política clara: mostrar ao povo paraense que não ficou de braços cruzados. É uma faca de dois "legumes" pois se vier a perder a indicação será vista como fraca políticamente, se não se expor sairá como omissa politicamente. Só tem um resultado que interessa à governadora, vencer e vencer esta disputa. Mas é melhor perder lutando do que perder se omitindo.
Copa do Mundo entre Belém e Manaus
Caso valham os critérios técnicos e de infraestrutura, Belém vencerá a disputa. Prevalecendo critérios políticos podemos afirmar que o jogo está empatado.
Crise financeira: duas táticas para enfrentar a crise
Existem duas táticas para enfrentar a crise, pode-se optar pelo enfrentamento da crise aprofundando os investimentos sociais, injetando recursos na produção e apostando no consumo, esta é a tática de esquerda. Existe outra tática, a liberal, que se materializaria no corte de gastos, flexibilização dos direitos trabalhistas e investimento no mercado financeiro.
Abaixo reproduzo uma matéria do jornal Diário do Pará de hoje e o discurso dos tucanos acerca da ampliação dos recursos do PAC. Os tucanos não falam que esta crise , iniciada nos EUA, é consequência direta da frouxidão com que o Estado americano tratou o mercado financeiro, ou seja, a culpa é do modelo neoliberal de "comandar" a economia.
Oposição critica aumento de verbas do PAC
Líderes da oposição criticaram hoje (4) o anúncio de aumento das verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para R$ 1,1 trilhão. De acordo com o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, deputado José Aníbal (PSDB-SP), esse aumento tem um caráter eleitoreiro e propagandístico."Quem houve isso acha que esse governo está nadando em dinheiro e vai fazer um programa de obras como nunca se viu na história desse país. Quando olhamos os números reais vemos que o PAC no ano passado tinha R$ 19 bilhões e foram pagos 20% disso, R$ 3,8 bilhões, ou seja, não tem projeto, não tem execução, não tem dinheiro", criticou.Ele disse ainda que algumas empresas que estão executando as obras do programa reclamam de demora de pagamento de até seis meses. "Das duas uma, ou o governo é profundamente desorganizado, ou o PAC é uma coisa na boca do presidente, na propaganda, e outra na realidade", disse.O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que nem na maior crise econômica um país como os Estados Unidos foi capaz de fazer tantos investimentos para recuperar a economia."Precisamos colocar os pés no chão, dizer a verdade, e não ficar aceitando esses factóides que são criados para iludir a anestesiar a sociedade brasileira", disse.Ele questionou ainda o fato de o governo ter gasto em dois anos R$18 bilhões e querer em dois anos gastar R$ 1,1 trilhão. "Ele [o governo] vai destinar mais um trilhão e isso não é possível. Ele está fazendo conta com o dinheiro alheio. [Na verdade] o governo está dizendo que quem vai fazer esse investimento são os empresários", afirmou.Hoje, o governo fez um balanço sobre o andamento das obras do PAC em dois anos. De acordo esse levantamento, grande parte das obras estão sendo executadas em ritmo adequado. (Agência Brasil)
Abaixo reproduzo uma matéria do jornal Diário do Pará de hoje e o discurso dos tucanos acerca da ampliação dos recursos do PAC. Os tucanos não falam que esta crise , iniciada nos EUA, é consequência direta da frouxidão com que o Estado americano tratou o mercado financeiro, ou seja, a culpa é do modelo neoliberal de "comandar" a economia.
Oposição critica aumento de verbas do PAC
Líderes da oposição criticaram hoje (4) o anúncio de aumento das verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para R$ 1,1 trilhão. De acordo com o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, deputado José Aníbal (PSDB-SP), esse aumento tem um caráter eleitoreiro e propagandístico."Quem houve isso acha que esse governo está nadando em dinheiro e vai fazer um programa de obras como nunca se viu na história desse país. Quando olhamos os números reais vemos que o PAC no ano passado tinha R$ 19 bilhões e foram pagos 20% disso, R$ 3,8 bilhões, ou seja, não tem projeto, não tem execução, não tem dinheiro", criticou.Ele disse ainda que algumas empresas que estão executando as obras do programa reclamam de demora de pagamento de até seis meses. "Das duas uma, ou o governo é profundamente desorganizado, ou o PAC é uma coisa na boca do presidente, na propaganda, e outra na realidade", disse.O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que nem na maior crise econômica um país como os Estados Unidos foi capaz de fazer tantos investimentos para recuperar a economia."Precisamos colocar os pés no chão, dizer a verdade, e não ficar aceitando esses factóides que são criados para iludir a anestesiar a sociedade brasileira", disse.Ele questionou ainda o fato de o governo ter gasto em dois anos R$18 bilhões e querer em dois anos gastar R$ 1,1 trilhão. "Ele [o governo] vai destinar mais um trilhão e isso não é possível. Ele está fazendo conta com o dinheiro alheio. [Na verdade] o governo está dizendo que quem vai fazer esse investimento são os empresários", afirmou.Hoje, o governo fez um balanço sobre o andamento das obras do PAC em dois anos. De acordo esse levantamento, grande parte das obras estão sendo executadas em ritmo adequado. (Agência Brasil)
Sucessão na UFPa: Tarso crê que o mais votado será nomeado
O Ministro da Justiça Tarso Genro é objetivo, quando questionado sobre as consultas democráticas nas IFES: " A tradição do governo Lula, iniciada por mim e mantida pelo Ministro Haddad é clara: o primeiro da lista é o nomeado".
SINTUFPA: Séde campestre abandonada
Quem foi recentemente à séde campestre do SINTUFPA revela o abandono de que é vítima este espaço de lazer. Até quem vai nos banheiros não tem como lavar as mãos. As torneiras das pias não funcionam.
NPI rumo ao fim do ensino fundamental
O NPI surgido como local de aplicação dos conhecimentos das licenciaturas e como prestação de serviços aos filhos de professores e funcionários, ou seja, salário indireto, não existe mais. Qual o futuro do NPI? ou IFET ou estadualização. Ensino infantil e fundamental vai dsparecer. É esperar para conferir. Há muito a qualidade do ensino médio no NPI vem sendo questionado pelos pais. O melhor que o NPI tem, que é o ensino fundamental está ameaçado.
NPI: a volta às aulas
No NPI pais reclamam de lista de material para o ensino infantil e fundamental que deveriam ser adquiridos com o dinheiro do PDDE, como pincéis para quadro magnético e resma de papel, mesmo quando os alunos já entregaram este material no ato da matrícula.
CUT: João Felício avalia ascensão da luta
Escrito por Leonardo Wexell Severo
04/02/2009
"Saímos do Fórum de Belém com uma agenda unificada para enfrentar os efeitos da crise da globalização neoliberal"
Felício, no FSM
Veterano de Fóruns Sociais Mundiais, o professor João Antonio Felício, secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores, faz um balanço da participação cutista no FSM, que reuniu 150 mil pessoas, em Belém do Pará, e da agenda unificadora aprovada pelo Comitê Mundial na última segunda-feira (2). Na avaliação de João Felício, o crescimento do número de centrais sindicais e a determinação da militância em debater temas que dizem respeito à soberania e à democracia, ao emprego, ao salário e aos direitos, foram essenciais para a aprovação da jornada mundial de luta - proposta pela Confederação Sindical Internacional (CSI) -, de 28 de março a 4 de abril, em defesa de uma Nova Ordem Econômica Mundial, com controle do sistema financeiro e profundas mudanças do modelo econômico, contra a guerra e pela paz.
Qual a sua avaliação sobre o Fórum Social Mundial de Belém?
O Fórum de Belém manteve a característica dos anteriores de ser um espaço de diálogo e debate entre os movimentos sindical e social, ONGs, setores progressistas e de esquerda, com questionamentos e denúncias contra a arrogância dos que se crêem donos do mundo. Mas, devido ao agravamento da crise, à postura dos governos progressistas e ao crescimento do número de centrais e da militância sindical, conseguimos colocar com ênfase, no centro da pauta, o combate à globalização neoliberal, a crítica do sistema financeiro e das instituições multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, cujos modelos afundaram completamente, caindo no descrédito. O Fórum de Davos que o diga, pois fracassou junto com a empáfia de ideólogos do mercado, economistas e grandes executivos de corporações que faliram, literalmente. Com 150 mil pessoas, e expressiva participação de jovens, mulheres, trabalhadores rurais e indígenas da Amazônia, o Fórum Social Mundial demonstrou ter muito mais competência e razão nas suas críticas a esse modelo excludente, pronunciando-se também de forma solidária ao povo palestino, contra o criminoso bloqueio a Cuba e em favor das grandes causas da humanidade.
Belém ganhou destaque e realce com o naufrágio de Davos.
Desde os seus primórdios, o Fórum Social Mundial se afirmou como espaço de críticas, sugestões e análises que denunciavam com contundência e riqueza de dados a perversão deste modelo concentrador de renda e multiplicador de injustiças. Um sistema financeiro sem qualquer controle, que se aproveitou da desregulamentação, privatização e ausência do Estado para expandir a sua dominação sobre o conjunto da economia, asfixiando o setor produtivo e trazendo graves conseqüências para a vida dos nossos países e povos, para o emprego, o salário e dos direitos. Tudo o que estamos vendo hoje é decorrência da aplicação da cartilha neoliberal, entoada em prosa e verso pela mídia brasileira, que sempre serviu de caixa de ressonância contra os interesses nacionais. Esta postura desinformativa, acrítica e submissa dos grandes meios de comunicação fez com que entrasse na ordem do dia a necessidade da sua democratização, para que não fiquemos mais reféns de verdades produzidas em estúdio para satisfazer, mercadologicamente, patrocinadores. Para além dos impactos negativos da crise, estamos vivendo um momento de ofensiva, pois nossa crítica vai à raiz deste modelo, que se esgotou. A construção de alternativas está na ordem do dia.
De que forma a presença dos cinco presidentes contribuiu para o êxito do evento?
A participação dos presidentes Lula, Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa e Fernando Lugo ajudou o conjunto dos participantes do Fórum a ter uma dimensão mais real, palpável, do processo de integração, e as iniciativas que vêm sendo tomadas para a superação do atraso, resgatando o papel dos Estados nacionais, dos serviços públicos, dos programas sociais. Todos esses presidentes, é bom que se diga, foram eleitos com o apoio dos movimentos sociais, de lideranças e militantes que participam do Fórum e comungam com seus ideais. Cada um desses presidente, do seu jeito, com as suas características e peculiaridades, está criando alternativas que são o embrião do novo mundo possível e necessário. Que bom seria se todos os presidentes estivessem dispostos a se pronunciar e se comprometer com público tão expressivo.
A reunião do Comitê Mundial do Fórum, na última segunda-feira, apontou para mobilizações. De que forma os sindicalistas vão atuar?
Para começar, a CUT realiza no próximo dia 11 de fevereiro, um Dia Nacional de Luta pelo emprego e pelo salário, onde nossa orientação é que devemos ir às ruas ao lado dos movimentos sociais, numa grande frente pelo desenvolvimento e contra a retirada de direitos e redução de salários. O fato do Comitê Mundial ter aprovado uma jornada mundial de mobilização - proposta pela Confederação Sindical Internacional - de 28 de março a 4 de abril, já é um reflexo deste novo momento do Fórum Social Mundial, mais articulado com os movimentos sindical e social, que passaram a ter maior proeminência. Vamos às ruas do planeta em defesa de uma Nova Ordem Econômica Internacional, pelo controle do sistema financeiro e profundas mudanças no modelo econômico, contra a guerra e pela paz. O sindicalismo cutista atuará de forma coordenada com a CSI e a CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas), que tiveram uma atuação destacada no Espaço do Mundo do Trabalho, durante o Fórum. Em defesa do trabalho decente e contra a precarização, a CSI comanda nova jornada de mobilizações no dia 7 de outubro.
Há uma nova correlação de forças pró-movimentos sociais em relação ao chamado "onguismo"?
Diria que está havendo maior pressão para que os movimentos sociais tenham uma influência no Comitê Mundial do Fórum à altura da sua representatividade e poder de mobilização. Isso não é uma contraposição às ONGs, mas uma afirmação de que os movimentos sociais não podem continuar sendo secundarizados, servindo apenas para levar gente ao evento. Felizmente, os tempos são outros.
A realização do Fórum Sindical Mundial ajudou neste passo?
É inegável que a realização do VIII Fórum Sindical em Belém contribuiu e fez com que o Fórum Social registrasse uma visível ampliação do número de sindicatos e centrais, cujo comportamento unitário repercutiu muito positivamente. Além disso, a escolha dos temas eminentemente conjunturais, assim como a qualidade dos debatedores e as propostas aprovadas, jogaram a nosso favor. A CSI, que teve atuação destacada no evento, com a companheira Mamunata Cissé inclusive tendo uma intervenção privilegiada no encontro com os presidentes, reflete este avanço.
O Fórum volta agora ao continente negro?
Em março acontecerá uma reunião do Comitê Mundial no Marrocos, onde se decidirá entre a África do Sul e o Senegal, a Líbano ou os Estados Unidos. Da nossa parte, vamos ampliar a mobilização para que até lá tenhamos um mundo melhor, com paz, soberania, justiça e desenvolvimento social.
extraido de www.cut.org.br
04/02/2009
"Saímos do Fórum de Belém com uma agenda unificada para enfrentar os efeitos da crise da globalização neoliberal"
Felício, no FSM
Veterano de Fóruns Sociais Mundiais, o professor João Antonio Felício, secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores, faz um balanço da participação cutista no FSM, que reuniu 150 mil pessoas, em Belém do Pará, e da agenda unificadora aprovada pelo Comitê Mundial na última segunda-feira (2). Na avaliação de João Felício, o crescimento do número de centrais sindicais e a determinação da militância em debater temas que dizem respeito à soberania e à democracia, ao emprego, ao salário e aos direitos, foram essenciais para a aprovação da jornada mundial de luta - proposta pela Confederação Sindical Internacional (CSI) -, de 28 de março a 4 de abril, em defesa de uma Nova Ordem Econômica Mundial, com controle do sistema financeiro e profundas mudanças do modelo econômico, contra a guerra e pela paz.
Qual a sua avaliação sobre o Fórum Social Mundial de Belém?
O Fórum de Belém manteve a característica dos anteriores de ser um espaço de diálogo e debate entre os movimentos sindical e social, ONGs, setores progressistas e de esquerda, com questionamentos e denúncias contra a arrogância dos que se crêem donos do mundo. Mas, devido ao agravamento da crise, à postura dos governos progressistas e ao crescimento do número de centrais e da militância sindical, conseguimos colocar com ênfase, no centro da pauta, o combate à globalização neoliberal, a crítica do sistema financeiro e das instituições multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, cujos modelos afundaram completamente, caindo no descrédito. O Fórum de Davos que o diga, pois fracassou junto com a empáfia de ideólogos do mercado, economistas e grandes executivos de corporações que faliram, literalmente. Com 150 mil pessoas, e expressiva participação de jovens, mulheres, trabalhadores rurais e indígenas da Amazônia, o Fórum Social Mundial demonstrou ter muito mais competência e razão nas suas críticas a esse modelo excludente, pronunciando-se também de forma solidária ao povo palestino, contra o criminoso bloqueio a Cuba e em favor das grandes causas da humanidade.
Belém ganhou destaque e realce com o naufrágio de Davos.
Desde os seus primórdios, o Fórum Social Mundial se afirmou como espaço de críticas, sugestões e análises que denunciavam com contundência e riqueza de dados a perversão deste modelo concentrador de renda e multiplicador de injustiças. Um sistema financeiro sem qualquer controle, que se aproveitou da desregulamentação, privatização e ausência do Estado para expandir a sua dominação sobre o conjunto da economia, asfixiando o setor produtivo e trazendo graves conseqüências para a vida dos nossos países e povos, para o emprego, o salário e dos direitos. Tudo o que estamos vendo hoje é decorrência da aplicação da cartilha neoliberal, entoada em prosa e verso pela mídia brasileira, que sempre serviu de caixa de ressonância contra os interesses nacionais. Esta postura desinformativa, acrítica e submissa dos grandes meios de comunicação fez com que entrasse na ordem do dia a necessidade da sua democratização, para que não fiquemos mais reféns de verdades produzidas em estúdio para satisfazer, mercadologicamente, patrocinadores. Para além dos impactos negativos da crise, estamos vivendo um momento de ofensiva, pois nossa crítica vai à raiz deste modelo, que se esgotou. A construção de alternativas está na ordem do dia.
De que forma a presença dos cinco presidentes contribuiu para o êxito do evento?
A participação dos presidentes Lula, Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa e Fernando Lugo ajudou o conjunto dos participantes do Fórum a ter uma dimensão mais real, palpável, do processo de integração, e as iniciativas que vêm sendo tomadas para a superação do atraso, resgatando o papel dos Estados nacionais, dos serviços públicos, dos programas sociais. Todos esses presidentes, é bom que se diga, foram eleitos com o apoio dos movimentos sociais, de lideranças e militantes que participam do Fórum e comungam com seus ideais. Cada um desses presidente, do seu jeito, com as suas características e peculiaridades, está criando alternativas que são o embrião do novo mundo possível e necessário. Que bom seria se todos os presidentes estivessem dispostos a se pronunciar e se comprometer com público tão expressivo.
A reunião do Comitê Mundial do Fórum, na última segunda-feira, apontou para mobilizações. De que forma os sindicalistas vão atuar?
Para começar, a CUT realiza no próximo dia 11 de fevereiro, um Dia Nacional de Luta pelo emprego e pelo salário, onde nossa orientação é que devemos ir às ruas ao lado dos movimentos sociais, numa grande frente pelo desenvolvimento e contra a retirada de direitos e redução de salários. O fato do Comitê Mundial ter aprovado uma jornada mundial de mobilização - proposta pela Confederação Sindical Internacional - de 28 de março a 4 de abril, já é um reflexo deste novo momento do Fórum Social Mundial, mais articulado com os movimentos sindical e social, que passaram a ter maior proeminência. Vamos às ruas do planeta em defesa de uma Nova Ordem Econômica Internacional, pelo controle do sistema financeiro e profundas mudanças no modelo econômico, contra a guerra e pela paz. O sindicalismo cutista atuará de forma coordenada com a CSI e a CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas), que tiveram uma atuação destacada no Espaço do Mundo do Trabalho, durante o Fórum. Em defesa do trabalho decente e contra a precarização, a CSI comanda nova jornada de mobilizações no dia 7 de outubro.
Há uma nova correlação de forças pró-movimentos sociais em relação ao chamado "onguismo"?
Diria que está havendo maior pressão para que os movimentos sociais tenham uma influência no Comitê Mundial do Fórum à altura da sua representatividade e poder de mobilização. Isso não é uma contraposição às ONGs, mas uma afirmação de que os movimentos sociais não podem continuar sendo secundarizados, servindo apenas para levar gente ao evento. Felizmente, os tempos são outros.
A realização do Fórum Sindical Mundial ajudou neste passo?
É inegável que a realização do VIII Fórum Sindical em Belém contribuiu e fez com que o Fórum Social registrasse uma visível ampliação do número de sindicatos e centrais, cujo comportamento unitário repercutiu muito positivamente. Além disso, a escolha dos temas eminentemente conjunturais, assim como a qualidade dos debatedores e as propostas aprovadas, jogaram a nosso favor. A CSI, que teve atuação destacada no evento, com a companheira Mamunata Cissé inclusive tendo uma intervenção privilegiada no encontro com os presidentes, reflete este avanço.
O Fórum volta agora ao continente negro?
Em março acontecerá uma reunião do Comitê Mundial no Marrocos, onde se decidirá entre a África do Sul e o Senegal, a Líbano ou os Estados Unidos. Da nossa parte, vamos ampliar a mobilização para que até lá tenhamos um mundo melhor, com paz, soberania, justiça e desenvolvimento social.
extraido de www.cut.org.br
Programação do Café Tiquin
4ª-feira (28/01): 20h - Tito Coutinho
5ª-feira (29/01): 21h - Alexandre Souza
6ª-feira (30/01): 22h - Adilson Alcântara
Sábado (31/01): 13h - Feijoada (R$ 10,00 por pessoa)
Sábado (31/01): 15h - Yuri Guedelha e Sarau Brasil
Sábado( 31/01): 21h - Creedence
O Café Tiquin fica na Rua Municipalidade, 1757 - entre Soares Carneiro e Manoel Evaristo. Fone: 3233-9009
5ª-feira (29/01): 21h - Alexandre Souza
6ª-feira (30/01): 22h - Adilson Alcântara
Sábado (31/01): 13h - Feijoada (R$ 10,00 por pessoa)
Sábado (31/01): 15h - Yuri Guedelha e Sarau Brasil
Sábado( 31/01): 21h - Creedence
O Café Tiquin fica na Rua Municipalidade, 1757 - entre Soares Carneiro e Manoel Evaristo. Fone: 3233-9009
Santarém: As regras e as disputas eleitorais
Que do episódio eleitoral de Santarém fique a lição a todos os políticos e partidos, independente de Maria reverter ou não esta situação de impedimento eleitoral: as regras que organizam qualquer disputa eleitoral são fundamentais, não só para o posicionamento dos contendores como para o resultado do próprio jogo. A justiça pode ser lenta, mas ela dá resposta quando é provocada.
Lista tríplice: seguiu dia 13 de janeiro
Desde o dia 13 de janeiro a lista tríplice seguiu para o MEC. Esta lista foi protocolada no MEC no dia 19 de janeiro. Quem leu o que está escrito jura que o encaminhamento é dúbio e foi feito para a lista ser mandado de volta à UFPA. O reitor eleito não foi comunicado de nada.
Eleições para reitor: financiamento de campanha
R$200.000,00(duzentos mil reais) foram retirados no cash, no BB, dois dias antes das eleições para reitor. Quem são os protagonistas? uma doutora política e um acadêmico tucano. Qual a fonte? ninguém imagina?
Lista tríplice: o desabafo do anônimo Júnior
Recebí postagem anônima de Júnior. Como expressa uma análise dos fatos relativo à çlista tríplice , achei relevante publica-la.
Prezado Editor.
O assunto a seguir trata-se diretamente sobre a nomeação do Professor Maneschy que Alex Fiuza, o Reitor em fim de mandato, tenta complicar o seu desenrolar em Brasilia,acompanhe a tramóia ou pelo menos a má fé:
1)Em 22/12/2008 o CONSUN homologa em sessão ordinaria e com pauta unica o resultado das eleições na UFPA indicando como vitorioso a chapa encabeçada pelo professor Maneschy e o resultado sendo reconhecido de publico pelo então presidente do CONSUN Alex Fiuza inclusive perante a imprensa presente em grande numero na dita sessão.
2)Em 09/01/2009 Alex Fiuza concede audiência ao prof.Maneschy e jura de pé junto que seguira a risca o que o CONSUN votou e determinou na sessão de 22/12/2008,diz tambem a Maneschy que irá preparar a documentação para seguir para Brasilia mais que antes de envia-la convidará Maneschy para aprecia-la em conjunto e só posterior a isso enviará ao MEC através de expediente normal da UFPA, até o final do mês em curso.
3)Tomado de total surpresa o professor Maneschy em expediente oficial do gabinete é comunicado hoje que a documentação de sua nomeação seguiu para o MEC no dia 13/01/2009,através de malote da UFPA ou seja três dias após a audiência concedida por Alex à Maneschy. Relatados os fatos nota-se prezado jornalista que o Reitor em fim de mandato mais uma vez mente diante de sua propria afirmação perante ao Conselho Superior Universitario e tambem ao novo Reitor eleito democraticamente pela maioria da comunidade Acadêmica, portanto o que nós que participamos ativamente deste processo sucessorio podemos esperar de Alex Fiuza, que no invólucro de Pseudo Republicano, assume a condição de pouco confiável e a poucos passos do patibulo da desmoralização total perante a sociedade Academica e Paraense.Será que Alex Fiuza consegue ainda ser verdadeiro para o proprio Alex Fiuza!
Junior
Prezado Editor.
O assunto a seguir trata-se diretamente sobre a nomeação do Professor Maneschy que Alex Fiuza, o Reitor em fim de mandato, tenta complicar o seu desenrolar em Brasilia,acompanhe a tramóia ou pelo menos a má fé:
1)Em 22/12/2008 o CONSUN homologa em sessão ordinaria e com pauta unica o resultado das eleições na UFPA indicando como vitorioso a chapa encabeçada pelo professor Maneschy e o resultado sendo reconhecido de publico pelo então presidente do CONSUN Alex Fiuza inclusive perante a imprensa presente em grande numero na dita sessão.
2)Em 09/01/2009 Alex Fiuza concede audiência ao prof.Maneschy e jura de pé junto que seguira a risca o que o CONSUN votou e determinou na sessão de 22/12/2008,diz tambem a Maneschy que irá preparar a documentação para seguir para Brasilia mais que antes de envia-la convidará Maneschy para aprecia-la em conjunto e só posterior a isso enviará ao MEC através de expediente normal da UFPA, até o final do mês em curso.
3)Tomado de total surpresa o professor Maneschy em expediente oficial do gabinete é comunicado hoje que a documentação de sua nomeação seguiu para o MEC no dia 13/01/2009,através de malote da UFPA ou seja três dias após a audiência concedida por Alex à Maneschy. Relatados os fatos nota-se prezado jornalista que o Reitor em fim de mandato mais uma vez mente diante de sua propria afirmação perante ao Conselho Superior Universitario e tambem ao novo Reitor eleito democraticamente pela maioria da comunidade Acadêmica, portanto o que nós que participamos ativamente deste processo sucessorio podemos esperar de Alex Fiuza, que no invólucro de Pseudo Republicano, assume a condição de pouco confiável e a poucos passos do patibulo da desmoralização total perante a sociedade Academica e Paraense.Será que Alex Fiuza consegue ainda ser verdadeiro para o proprio Alex Fiuza!
Junior
Anônimo informa: lista tríplice já foi, com erros e sorrateira
Anônimo disse...
A lista já saiu e de forma sorrateira. Foi encaminhada por meio de um ofício confuso, assinado pelo magnânimo. O expediente faz menção a uma resolução que não existe e afirma que essa mesma resolução homologou a lista tríplice, o que não é verdade, pois a lista foi homologada pelo CONSUN. A intenção da Reitoria é invalidar o processo de consulta - um total desrespeito à vontade da comunidade Universitária - e fazer com que a lista volte para a UFPA, para ser votada no CONSUN, o que criará um fato político tendente a ressussitar a candidata do magnânimo.O Reitor se acha o máximo e pensa que a comunidade universitária é composta por um bando de acéfalos.
3/2/09 9:56 PM
A lista já saiu e de forma sorrateira. Foi encaminhada por meio de um ofício confuso, assinado pelo magnânimo. O expediente faz menção a uma resolução que não existe e afirma que essa mesma resolução homologou a lista tríplice, o que não é verdade, pois a lista foi homologada pelo CONSUN. A intenção da Reitoria é invalidar o processo de consulta - um total desrespeito à vontade da comunidade Universitária - e fazer com que a lista volte para a UFPA, para ser votada no CONSUN, o que criará um fato político tendente a ressussitar a candidata do magnânimo.O Reitor se acha o máximo e pensa que a comunidade universitária é composta por um bando de acéfalos.
3/2/09 9:56 PM
Obras na UFPA: Anônimo denuncia descalabro e má fé na gerência dos serviços na UFPA
Recebí três postagens anônimas de gente bem informada que dá detalhes dos descalabros que estariam sendo cometidos na prefeitura da UFPA. Desde falta de obras estratégicas que comprometeram boa parte da infraestrutura do FSM, tomada de preços no lugar de licitações públicas e até contratos irreais com empresas de asseio e conservação. Esta última seria uma dolosa bomba relógio para o próximo reitor que assumir a partir do dia 02 de julho de 2009.
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA I
Um respeitável integrante do comitê local da organização do FSM lamentou que a Prefeitura da UFPA não tenha aceito a sugestão do comitê, de asfaltamento da antiga “Rua do Bosquinho” que interligaria o POEMA ao Laboratório do MADAN e a UFPA à UFRA, pela beira do rio, por dentro. O recurso seria garantido pelo Governo Federal. Segundo o informante, um assessor do Prefeito atribuiu à segurança a negativa em aceitar a melhoria. Perguntada sobre a situação, a direção da segurança da UFPA opinou que, muito pelo contrário, o asfaltamento da via facilitaria a ronda e permitiria que muitos optassem pela saída da UFPA por área menos insegura.É lamentável que o prefeito e seus assessores não se entendam em temática tão importante para a circulação das pessoas e veículos e para a integração física com os campi de outras instituições de ensino ou pesquisa, como a UFRA, o Museu Goeldi e a Embrapa.A Faculdade de Engenharia Naval que implantará sua sede naquela via e todos aqueles que integrarão o Parque Tecnológico não vão gostar da notícia.
3/2/09 9:46 AM
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA II
No último dia útil de dezembro, foi aberta uma licitação para a conclusão do Auditório da UFPA, estimada em mais de R$ 1 milhão. Chamou a atenção de alguns licitantes o fato de a modalidade escolhida ter sido a Tomada de Preços e não a Concorrência, uma vez que para a 1ª fase da obra a modalidade fora a Concorrência. Mas isso não é nada. Segundo o representante de uma das licitantes a maior parte dos serviços ali “licitados” já estavam concluídos, conforme é possível verificar ainda hoje, apenas 30 dias após a data de abertura e, ainda, sem a devida contratação.
3/2/09 9:47 AM
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA III
Uma outra licitação está chamando a atenção na UFPA, já tendo causado, inclusive, reação de dirigentes de alguns institutos. É a licitação de limpeza e conservação. Segundo um respeitável informante, as áreas dos prédios citadas no termo de referência estão muito aquém das quantidades verdadeiras, inclusive já licitadas anteriormente. É como se a área construída de prédios administrativos, de laboratórios e de salas de aula tivessem sido reduzidas. Como todos sabem isso não aconteceu. O número de serventes depende dessa área e, dessa forma, será reduzido mais ainda que o atual número que, em alguns casos já é insuficiente. Mas a confusão maior ocorrerá apenas daqui a seis meses quando findar o prazo do atual contrato. Ou seja, o problema ficará para os dirigentes dos institutos e para os próximos gestores, uma vez que em julho o atual prefeito e seus assessores já estarão longe da UFPA.
3/2/09 9:47 AM
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA I
Um respeitável integrante do comitê local da organização do FSM lamentou que a Prefeitura da UFPA não tenha aceito a sugestão do comitê, de asfaltamento da antiga “Rua do Bosquinho” que interligaria o POEMA ao Laboratório do MADAN e a UFPA à UFRA, pela beira do rio, por dentro. O recurso seria garantido pelo Governo Federal. Segundo o informante, um assessor do Prefeito atribuiu à segurança a negativa em aceitar a melhoria. Perguntada sobre a situação, a direção da segurança da UFPA opinou que, muito pelo contrário, o asfaltamento da via facilitaria a ronda e permitiria que muitos optassem pela saída da UFPA por área menos insegura.É lamentável que o prefeito e seus assessores não se entendam em temática tão importante para a circulação das pessoas e veículos e para a integração física com os campi de outras instituições de ensino ou pesquisa, como a UFRA, o Museu Goeldi e a Embrapa.A Faculdade de Engenharia Naval que implantará sua sede naquela via e todos aqueles que integrarão o Parque Tecnológico não vão gostar da notícia.
3/2/09 9:46 AM
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA II
No último dia útil de dezembro, foi aberta uma licitação para a conclusão do Auditório da UFPA, estimada em mais de R$ 1 milhão. Chamou a atenção de alguns licitantes o fato de a modalidade escolhida ter sido a Tomada de Preços e não a Concorrência, uma vez que para a 1ª fase da obra a modalidade fora a Concorrência. Mas isso não é nada. Segundo o representante de uma das licitantes a maior parte dos serviços ali “licitados” já estavam concluídos, conforme é possível verificar ainda hoje, apenas 30 dias após a data de abertura e, ainda, sem a devida contratação.
3/2/09 9:47 AM
Anônimo disse...
Prefeitura da UFPA III
Uma outra licitação está chamando a atenção na UFPA, já tendo causado, inclusive, reação de dirigentes de alguns institutos. É a licitação de limpeza e conservação. Segundo um respeitável informante, as áreas dos prédios citadas no termo de referência estão muito aquém das quantidades verdadeiras, inclusive já licitadas anteriormente. É como se a área construída de prédios administrativos, de laboratórios e de salas de aula tivessem sido reduzidas. Como todos sabem isso não aconteceu. O número de serventes depende dessa área e, dessa forma, será reduzido mais ainda que o atual número que, em alguns casos já é insuficiente. Mas a confusão maior ocorrerá apenas daqui a seis meses quando findar o prazo do atual contrato. Ou seja, o problema ficará para os dirigentes dos institutos e para os próximos gestores, uma vez que em julho o atual prefeito e seus assessores já estarão longe da UFPA.
3/2/09 9:47 AM
Fasubra, MEC e autonomia universitária
Rumo à autonomia nas universidades No dia 21 de janeiro a Coordenação Geral e os Diretores do Plantão Nacional da FASUBRA estiveram reunidos com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, a convite deste. O Ministro apresentou à Federação a proposta do MEC de construir instrumentos legais que possibilitem o exercício da Autonomia Administrativa e Financeira nas Universidades. Segundo o Ministro, com base no Acórdão do TCU,“as Universidades possuem todas as condições para publicarem seus Editais, utilizando seus recursos orçamentários, diretamente, via Universidade, sem necessidade das Fundações de Apoio Privadas”. Outra questão enfocada pelo Ministro - reposição automática do quadro de pessoal. Segundo ele, as Universidades estarão autorizadas a contratar, via concurso público, nos casos de exoneração, falecimento.
fonte: www.fasubra.org.br
fonte: www.fasubra.org.br
Circular na UFPA: é preciso melhorar
Nos próximos meses, até final de junho, a chuva deve cair forte em Belém. Que tal a reitoria melhorar a circulação de ônibus interno ao campus do guuamá? os estudantes e funcionários adorariam. Principalmente a turma que estuda e trabalha no tecnológico e na área de saúde.
Trânsito: o horror do entrocamento
Porque o governo do estado não constrói um elevado que sairia da Almirante Barroso até a Augusto Montenegro? Minimizaria em muito o inferno que é passar pelo entroncamento no horário de pico.
NPI aberto a toda a sociedade rumo ao IFET
A partir deste semestre o NPI está aberto à toda a sociedade. Segundo Walter, diretor do NPI, foi o novo regimento da UFPA que tomou esta decisão. Agora os alunos do ensino pré-escolar passarão por sorteio e os de ensino fundamental e médio, passam por concurso, as provas serão de português e matemática. O sonho de Walter é transforma ro NPI num IFET (Instituto Federal de Ensino Tecnológico). Seria a melhor forma de manter o NPI federalizado.
UFPA: a lista tríplice já foi para o MEC?
Este questionamento tomou conta dos comentários ontem na UFPA. Um dos "analista bem informado" dizia em alto em bom som:" a lista ainda não foi, porque o reitor prometeu a Maneschy comunica-lo quando tomasse esta iniciativa, inclusive seria relatado a redação da ata, e o nosso reitor é homem de palavra". Hoje devemos confirmar ou não esta informação.
FIFA na cidade: Para onde vai a séde da copa do mundo no norte?
Na quinta feira (05) estará em Belém a comissão da FIFA que analisará as condições de infraestrutura esportiva e urbanística de Belém. Caso Belém perca a indicação virará questão eleitoral em 2010.
Trabalhadores Europeus: Greve Geral contra a recessão
Trabalhadores europeus tomam às ruas em protesto contra a crise
Atendendo ao chamado de 47 organizações sindicais, políticas e de diversas associações, um movimento de greve geral começou no mês de janeiro, em Guadalupe, na França. A manifestação, que reuniu mais de 25 mil pessoas, expressou o descontentamento geral das massas. Os patrões e os parlamentares, em nome da crise, já manifestaram sua vontade de não satisfazer essas reivindicações antes mesmo de abrirem negociações. Eles pedem aos trabalhadores que “sejam razoáveis e retomem o trabalho”. Além disso, se preparam para fechar empresas, pensando assim em esfomear a população para criar confrontos e pedir ao poder colonial que reprima. É assim que várias centenas de membros de forças de repressão chegaram a Guadalupe há alguns dias, armadas até os dentes. As reivindicações: - Aumento imediato e conseqüente dos salários, do mínimo velhice, dos mínimos sociais. Saibam que em Guadalupe mais de 100 mil pessoas vivem abaixo do nível de pobreza sobre uma população de cerca de 450 mil habitantes.
- Defesa e criação de empregos, formação particularmente para a juventude. - Defesa e desenovolvimento da produção. - Defesa e melhoria do direito e das liberdades sindicais. - Diminuição do preço do aluguel.
extraido de : http://www.cut.org.br/
Atendendo ao chamado de 47 organizações sindicais, políticas e de diversas associações, um movimento de greve geral começou no mês de janeiro, em Guadalupe, na França. A manifestação, que reuniu mais de 25 mil pessoas, expressou o descontentamento geral das massas. Os patrões e os parlamentares, em nome da crise, já manifestaram sua vontade de não satisfazer essas reivindicações antes mesmo de abrirem negociações. Eles pedem aos trabalhadores que “sejam razoáveis e retomem o trabalho”. Além disso, se preparam para fechar empresas, pensando assim em esfomear a população para criar confrontos e pedir ao poder colonial que reprima. É assim que várias centenas de membros de forças de repressão chegaram a Guadalupe há alguns dias, armadas até os dentes. As reivindicações: - Aumento imediato e conseqüente dos salários, do mínimo velhice, dos mínimos sociais. Saibam que em Guadalupe mais de 100 mil pessoas vivem abaixo do nível de pobreza sobre uma população de cerca de 450 mil habitantes.
- Defesa e criação de empregos, formação particularmente para a juventude. - Defesa e desenovolvimento da produção. - Defesa e melhoria do direito e das liberdades sindicais. - Diminuição do preço do aluguel.
extraido de : http://www.cut.org.br/
Propaganda do governo do estado
Finalmente a propaganda do governo do estado apareceu em densidade e objetividade. Marketing sem obras é roubada e obras sem marketing é suicídio político.
Eleição da presidência do Senado e Câmara: quem ganhou?
Ganhou o PMDB que terá peso decisivo na construção da agenda congressual. Já o governo não enfrentará rebelião dentro do congresso, o que aconteceria, se o planalto tivesse se envolvido diretamente na sucessão legislativa. Tião manteve a candidatura devido a longevidade da articulação de seu nome, e ao fato de que Sarney sempre negou a possibilidade de sua candidatura. Foi uma questão de honra para o senador acreano.
Comando do Congresso: Sarney e Temer vencem
A vitória de Sarney e Temer consagra o regimento interno. Segundo o regimento das Casas a mesa diretora deve ser composta de acordo com a proporcionalidade entre os partidos. O partido com maior bancada deve indicar o presidente. Esta prática foi m uito usual até há oito anos atrás, quando os acordos interpartidário, viabilizado pela divisão interna do PMDB, garantiu a eleição de presidentes com bancadas minoritárias no Senado e na Câmara dos Deputados. Agora o PMDB unificou e levou.
XVIII Seminário Nacional De Segurança das IPES
PAUTA DO XVIII SEMINÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA DAS IPES- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINAPERÍODO: DE 10 À 13 DE FEVEREIRO DE 2009
ProgramaçãoDia 10 08h - Credenciamento e Abertura do Seminário;10h - Aprovação do Regimento Interno;12h - Almoço;14h - Conjuntura Nacional;15h - Apresentação do sistema de segurança da UFSC; Estruturas e diretrizes de segurança para as IPEs;16h:30min - Discussão sobre a situação do risco de vida.Dia 11 08h - Segurança Pública no Brasil e o Impacto nas IPEs10h - Vigilância nas IPEs: Gerenciamento de crise12h - Almoço 14h - Trabalho de grupoDia 12 08h - Contradição na legislação vigente sobre segurança nas IPEs10h - Atuação dos diferentes órgãos de segurança nas IPEs12h - Almoço 14h - Trabalho de grupo
Dia 13 08h - Saúde do Trabalhador10h - Plenária final 12h - Almoço 14h - Plenária Final 16h - Eleição das coordenações Nacional e Regional e,Confraternização dos Participantes do Seminário.Observação: A entidade de base e a organização local do evento estarão realizando credenciamento a partir do dia 09/02, para as delegações que chegarem nessa data.
ProgramaçãoDia 10 08h - Credenciamento e Abertura do Seminário;10h - Aprovação do Regimento Interno;12h - Almoço;14h - Conjuntura Nacional;15h - Apresentação do sistema de segurança da UFSC; Estruturas e diretrizes de segurança para as IPEs;16h:30min - Discussão sobre a situação do risco de vida.Dia 11 08h - Segurança Pública no Brasil e o Impacto nas IPEs10h - Vigilância nas IPEs: Gerenciamento de crise12h - Almoço 14h - Trabalho de grupoDia 12 08h - Contradição na legislação vigente sobre segurança nas IPEs10h - Atuação dos diferentes órgãos de segurança nas IPEs12h - Almoço 14h - Trabalho de grupo
Dia 13 08h - Saúde do Trabalhador10h - Plenária final 12h - Almoço 14h - Plenária Final 16h - Eleição das coordenações Nacional e Regional e,Confraternização dos Participantes do Seminário.Observação: A entidade de base e a organização local do evento estarão realizando credenciamento a partir do dia 09/02, para as delegações que chegarem nessa data.
Entrevista com o Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira
Brasília, 29/1/2009 - 1. O que o senhor pode dizer aos servidores em relação aos aumentos neste cenário de crise mundial?
Duvanier Paiva - A nossa preocupação com o equilíbrio fiscal e com a previsibilidade de gastos de pessoal é anterior à crise e isso fica claro quando, no ano passado, enviamos ao Congresso Nacional o PLP 01, que limitava os gastos de pessoal.
Toda essa revisão das estruturas remuneratórias é resultado de um grande processo de negociação com as entidades que representam os servidores públicos federais. As remunerações foram revistas com duas preocupações: a primeira foi fazer acordos de longo prazo - a maioria deles vai até 2010; a segunda foi ter preocupação com o equilíbrio fiscal. Foi um trabalho de mais de um ano, que resultou nas quatro medidas provisórias.
O Governo pretende manter os reajustes da forma que foram acordados. As categorias que contam com parcelas em janeiro de 2009 já estão com os reajustes na folha de pagamento. Agora, é claro que, se houver um agravamento da crise, novas medidas poderão ser tomadas em todos os campos de atuação do Governo e, se os reajustes precisarem ser revistos, chamaremos as entidades para negociarmos e acertarmos o que for preciso.
2. O Governo vai continuar negociando reajustes? Quais os objetivos a serem cumpridos até o final do mandato?
Duvanier Paiva - Todo o processo de negociação salarial e todos os reajustes que este Governo programou conceder estão encerrados. A SRH tem pautas que vão além dos reajustes. A ideia é trabalhar na construção do processo de negociação permanente e as quatro últimas MPs já apresentaram vários elementos novos.
Nós alteramos a modalidade da remuneração de todas as carreiras chamadas de Estado. Essa é uma alteração importante por vários motivos, mas o principal deles é que passa a ser uma remuneração transparente. A sociedade tem o direito de saber a remuneração de um agente público.
Outro elemento importante é a criação de novos processos e critérios de avaliação de desempenho na administração pública, com o objetivo de aumentar a qualidade do serviço. Nós temos 26 grupos de trabalho com os sindicatos, envolvendo várias carreiras. Esses grupos começarão a funcionar em breve e vão discutir várias questões relacionadas ao desenvolvimento das carreiras, e os assuntos não terão a ver com aumento de salário, mas sim com como melhorar o ambiente de trabalho.
3. Entidades alegam que entre a conclusão das negociações e a publicação das MPs o Governo deixou de cumprir partes do acordo. Isso aconteceu de fato?
Duvanier Paiva - Eu desafio qualquer sindicato a provar que nós não estamos cumprindo. O que há é que alguns sindicatos fazem a leitura de medidas que estão na MP e não foram objeto da negociação. Por outro lado, podem ocorrer imprecisões, que, em vários casos, nós reconhecemos e buscamos corrigir. A MP 431 tinha mais de 530 artigos, exigiu um trabalho técnico muito difícil.
4. Como os novos mecanismos da avaliação de desempenho vão favorecer ao servidor?
Duvanier Paiva - Vamos criar os comitês de avaliação. O próprio servidor se auto avalia, a equipe avalia o indivíduo e as chefias também serão avaliadas pelas equipes. Isso é um elemento importante, quem tem atribuição de comando tem que passar por um processo de avaliação pelos seus comandados. Não será só o chefe que vai avaliar.
Historicamente sempre foi assim, o chefe avalia, dá uma nota e pronto. A avaliação será individual, coletiva e multiinstitucional. É importante ter várias opiniões e o foco é a qualidade do serviço, que é feito de forma coletiva. Haverá mecanismos para perceber quem se destacar. A avaliação de desempenho tem duas dimensões. 20% individual e 80% institucional.
A avaliação será, pelo menos, semestral - o prazo pode ser menor dependendo da carreira. Ainda este ano, vamos chamar os sindicatos para fazer uma rodada de negociação e definir os critérios para a aplicação desse sistema - critérios que vão levar em conta as características de cada órgão.
Não queremos que o servidor veja esta avaliação como uma punição. A avaliação tem uma interface com a política de desenvolvimento de pessoas. Portanto, um servidor mal avaliado tem que ter um mecanismo de reciclagem, de capacitação, e a SRH já trabalha para proporcionar esta capacitação a estes servidores.
5. A Secretaria de Recursos Humanos está discutindo a Lei de Greve? Existe um prazo para que esta lei seja enviada ao Congresso?
Duvanier Paiva - Existem vários projetos sendo discutidos no Congresso, mas nenhum de iniciativa do Executivo. A SRH conta hoje com um grupo de trabalho específico para tratar da negociação coletiva e o direito de greve. Ainda não estamos trabalhando com prazo de envio.
A ideia é que esta lei seja específica para regulamentar a questão no âmbito do Executivo Federal, mas que sirva de base para Estados e municípios. Estamos chamando de Lei de Tratamento dos Conflitos na Relação de Trabalho entre Servidor e Estado.
Ao mesmo tempo em que regulamenta o direito de greve, a lei deve estabelecer responsabilidades e garantias no exercício de um mandato sindical, além dos limites do exercício do direito de greve, que é um direito coletivo, mas que não pode se sobrepor aos direitos da coletividade.
Na nossa opinião, o exercício do direito de greve não pode causar prejuízo à população consumidora dos serviços públicos, não se pode comprometer direitos maiores. O maior deles é o da sociedade como um todo. Se uma corporação tem direito à greve, isso não pode comprometer a prestação do serviço.
Uma outra necessidade é a discussão da forma que esse direito será estendido aos setores que são considerados de serviços essenciais, como, por exemplo, escolas e hospitais. É incoerente determinar um percentual mínimo de funcionamento para setores que, mesmo com 100% dos servidores trabalhando, não conseguem atender à demanda da população. Isso tudo precisa ser discutido.
Esse direito terá que ser exercido com muita responsabilidade. A opção de se tornar servidor não é impensada. Na maioria das vezes, é uma opção única na vida, ele sabe que vai ser servidor até se aposentar. Isso significa que ele tem responsabilidade, tem vocação.
Ao exercer o direito da greve, que é constitucional, ele tem que pensar nisso. Ele fez uma opção por uma área, que não por acaso se chama serviço público, que é para prestar um serviço para a coletividade. Eu acho que pode haver setores que possam ficar impedidos de fazer greve. Mas a lei deve prever outros mecanismos para que eles possam se manifestar, senão seria inconstitucional.
6. O senhor acredita que a Previdência Complementar do Servidor será aprovada ainda este ano?
Duvanier Paiva - A nossa expectativa é que ela seja votada ainda este ano. Estamos preparando também o projeto de lei do regime próprio de previdência do servidor.
O sistema será construído com base no que já está votado em termos de emenda constitucional. Isso vai acontecer, obviamente, respeitando o direito adquirido de quem já entrou nas carreiras. Só valerá para os novos, após a implementação do regime. Nós esperamos que todo esse processo esteja concluído em 2009.
7. O Governo ainda luta pela aprovação do PLP 01? O projeto pode ser um inibidor dos aumentos e de novas contratações?
Duvanier Paiva - O PLP 01 demonstra claramente a nossa preocupação com o equilíbrio fiscal. O projeto trata da previsibilidade com a evolução dos gastos de pessoal ao longo do tempo. Vamos esperar para saber qual a decisão do Congresso sobre o assunto.
Desde que o Governo propôs o PLP 01, as negociações e as contratações têm sido pautadas pelos parâmetros propostos pelo projeto. Vários segmentos, notadamente o sindical, colocaram que seria uma trava, que iria significar arrocho salarial, mas o processo de negociação mostrou exatamente o contrário, pois houve reajustes importantes.
Nós achamos que a administração pública federal precisa ser recomposta. No primeiro mandato do presidente Lula, houve o ingresso de 100 mil novos servidores por concurso, foi uma clara prova de recomposição da força de trabalho, que precisa continuar. Se compararmos com uma década ou uma década e meia atrás, o número de servidores ainda não atingiu o número suficiente.
Pretendemos continuar contratando, mas dentro da necessidade e da realidade, com a cautela que o momento de crise exige.
8. Existe alguma possibilidade do Governo unificar carreiras como forma de simplificar o quadro de pessoal?
Duvanier Paiva - Não, o Governo não estuda essa possibilidade. O que deverá acontecer é a criação de novas carreiras transversais. Nós já criamos duas. Uma é a de infra-estrutura, analistas e especialistas. São engenheiros e geólogos.
A carreira é transversal porque permite que o servidor esteja em uma autarquia como o Dnit -que cuida de infra-estrutura de transportes -, no Ministério de Minas e Energia, ou em qualquer outro que precise de um engenheiro ou geólogo. Tem um processo de lotação, mas a gestão disso será centralizada no Ministério do Planejamento, facilitando a cessão.
O Ministério da Agricultura, por exemplo, pode precisar de uma equipe de engenheiros por seis meses, para um trabalho por tempo determinado. A administração pública precisa cada vez mais dessa dinâmica.
Hoje temos cerca de 70 carreiras, esse número tem que diminuir. O Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), que é uma carreira transversal, precisa ser revisto. Nos últimos anos, novas carreiras foram sendo criadas e não foi dado tratamento para elas.
9. O Governo estaria preparando uma aposentadoria especial para a área de Segurança?
Duvanier Paiva - Sim, a Segurança é a nossa prioridade das aposentadorias especiais e estes servidores terão prioridade por uma questão evidente. Poderemos, depois, estender para outras áreas em que haja risco. Estamos estudando internamente quais seriam estas áreas.
O princípio das aposentadorias especiais tem a ver com o tempo. Se o exercício da atividade coloca em perigo a integridade física e a saúde mental do servidor, isso significa que ele deve estar exposto a esse risco por um tempo menor. Essa é a base. Temos expectativa de ter isso funcionando o quanto antes, este ano.
É importante lembrar que os servidores que contarem com esta modalidade de aposentadoria poderão ter regras especiais para a adesão ao fundo de previdência complementar, também levando em consideração a regra do tempo menor.
10. A paridade é uma reivindicação constante dos servidores e há projetos sobre o tema no Congresso. Qual é a posição do governo?
Duvanier Paiva - Essa é uma questão superada desde a Reforma da Previdência: não há mais paridade. O que existe é a Justiça reconhecer casos específicos.
O debate que fazemos atualmente é relativo aos casos das aposentadorias por invalidez e a ideia é que tenhamos uma legislação específica adequada. A aposentadoria por invalidez pode acontecer em vários casos e pode, inclusive, ser revertida, se o dano à saúde for superado.
E isso não é uma punição, é uma medida socialmente correta para a vida do trabalhador. Afastado do trabalho, ele pode ter problemas. Esse tipo de aposentadoria pode até não ser integral, mas pode se aproximar.
Esse tipo de cobertura pode ser dado por algo que não seja a aposentadoria. Pode ter, por exemplo, um fundo específico para cobrir esses casos.
11. Há a possibilidade de o Governo aumentar as contribuições do plano de saúde de acordo com a idade?
Duvanier Paiva - Isso é com as operadoras. Mas para nós o mais importante foi a ampliação do acesso à saúde complementar para o servidor.
Esse era um direito que não estava universalizado. Havia grandes contingentes de servidores sem acesso. Todos os servidores das universidades, por exemplo, estavam fora até o ano passado. A forma como a gestão desses recursos vinha sendo feita acabava excluindo alguns servidores.
O valor era a contribuição da União somado à contribuição individual do servidor. Se esse plano for muito caro, o servidor tem que pagar mais. Nesse esquema, dos cem servidores do órgão, 50 aderem ao plano e os outros ficam de fora. O órgão pegava o valor da União para os cem servidores e pagava. Era uma forma de diminuir a contribuição dos 50 que aderiram.
Esse tipo de gestão da saúde complementar é que nós estamos mudando, para assegurar que todos os servidores tenham direito. Nós estamos aumentando o valor da União para R$ 72, até 2010. De cara, nós aumentamos de R$ 42 para R$ 50, desde janeiro de 2008.
Fonte: Ministério do Planejamento
fonte:www.fasubra.org.br
Duvanier Paiva - A nossa preocupação com o equilíbrio fiscal e com a previsibilidade de gastos de pessoal é anterior à crise e isso fica claro quando, no ano passado, enviamos ao Congresso Nacional o PLP 01, que limitava os gastos de pessoal.
Toda essa revisão das estruturas remuneratórias é resultado de um grande processo de negociação com as entidades que representam os servidores públicos federais. As remunerações foram revistas com duas preocupações: a primeira foi fazer acordos de longo prazo - a maioria deles vai até 2010; a segunda foi ter preocupação com o equilíbrio fiscal. Foi um trabalho de mais de um ano, que resultou nas quatro medidas provisórias.
O Governo pretende manter os reajustes da forma que foram acordados. As categorias que contam com parcelas em janeiro de 2009 já estão com os reajustes na folha de pagamento. Agora, é claro que, se houver um agravamento da crise, novas medidas poderão ser tomadas em todos os campos de atuação do Governo e, se os reajustes precisarem ser revistos, chamaremos as entidades para negociarmos e acertarmos o que for preciso.
2. O Governo vai continuar negociando reajustes? Quais os objetivos a serem cumpridos até o final do mandato?
Duvanier Paiva - Todo o processo de negociação salarial e todos os reajustes que este Governo programou conceder estão encerrados. A SRH tem pautas que vão além dos reajustes. A ideia é trabalhar na construção do processo de negociação permanente e as quatro últimas MPs já apresentaram vários elementos novos.
Nós alteramos a modalidade da remuneração de todas as carreiras chamadas de Estado. Essa é uma alteração importante por vários motivos, mas o principal deles é que passa a ser uma remuneração transparente. A sociedade tem o direito de saber a remuneração de um agente público.
Outro elemento importante é a criação de novos processos e critérios de avaliação de desempenho na administração pública, com o objetivo de aumentar a qualidade do serviço. Nós temos 26 grupos de trabalho com os sindicatos, envolvendo várias carreiras. Esses grupos começarão a funcionar em breve e vão discutir várias questões relacionadas ao desenvolvimento das carreiras, e os assuntos não terão a ver com aumento de salário, mas sim com como melhorar o ambiente de trabalho.
3. Entidades alegam que entre a conclusão das negociações e a publicação das MPs o Governo deixou de cumprir partes do acordo. Isso aconteceu de fato?
Duvanier Paiva - Eu desafio qualquer sindicato a provar que nós não estamos cumprindo. O que há é que alguns sindicatos fazem a leitura de medidas que estão na MP e não foram objeto da negociação. Por outro lado, podem ocorrer imprecisões, que, em vários casos, nós reconhecemos e buscamos corrigir. A MP 431 tinha mais de 530 artigos, exigiu um trabalho técnico muito difícil.
4. Como os novos mecanismos da avaliação de desempenho vão favorecer ao servidor?
Duvanier Paiva - Vamos criar os comitês de avaliação. O próprio servidor se auto avalia, a equipe avalia o indivíduo e as chefias também serão avaliadas pelas equipes. Isso é um elemento importante, quem tem atribuição de comando tem que passar por um processo de avaliação pelos seus comandados. Não será só o chefe que vai avaliar.
Historicamente sempre foi assim, o chefe avalia, dá uma nota e pronto. A avaliação será individual, coletiva e multiinstitucional. É importante ter várias opiniões e o foco é a qualidade do serviço, que é feito de forma coletiva. Haverá mecanismos para perceber quem se destacar. A avaliação de desempenho tem duas dimensões. 20% individual e 80% institucional.
A avaliação será, pelo menos, semestral - o prazo pode ser menor dependendo da carreira. Ainda este ano, vamos chamar os sindicatos para fazer uma rodada de negociação e definir os critérios para a aplicação desse sistema - critérios que vão levar em conta as características de cada órgão.
Não queremos que o servidor veja esta avaliação como uma punição. A avaliação tem uma interface com a política de desenvolvimento de pessoas. Portanto, um servidor mal avaliado tem que ter um mecanismo de reciclagem, de capacitação, e a SRH já trabalha para proporcionar esta capacitação a estes servidores.
5. A Secretaria de Recursos Humanos está discutindo a Lei de Greve? Existe um prazo para que esta lei seja enviada ao Congresso?
Duvanier Paiva - Existem vários projetos sendo discutidos no Congresso, mas nenhum de iniciativa do Executivo. A SRH conta hoje com um grupo de trabalho específico para tratar da negociação coletiva e o direito de greve. Ainda não estamos trabalhando com prazo de envio.
A ideia é que esta lei seja específica para regulamentar a questão no âmbito do Executivo Federal, mas que sirva de base para Estados e municípios. Estamos chamando de Lei de Tratamento dos Conflitos na Relação de Trabalho entre Servidor e Estado.
Ao mesmo tempo em que regulamenta o direito de greve, a lei deve estabelecer responsabilidades e garantias no exercício de um mandato sindical, além dos limites do exercício do direito de greve, que é um direito coletivo, mas que não pode se sobrepor aos direitos da coletividade.
Na nossa opinião, o exercício do direito de greve não pode causar prejuízo à população consumidora dos serviços públicos, não se pode comprometer direitos maiores. O maior deles é o da sociedade como um todo. Se uma corporação tem direito à greve, isso não pode comprometer a prestação do serviço.
Uma outra necessidade é a discussão da forma que esse direito será estendido aos setores que são considerados de serviços essenciais, como, por exemplo, escolas e hospitais. É incoerente determinar um percentual mínimo de funcionamento para setores que, mesmo com 100% dos servidores trabalhando, não conseguem atender à demanda da população. Isso tudo precisa ser discutido.
Esse direito terá que ser exercido com muita responsabilidade. A opção de se tornar servidor não é impensada. Na maioria das vezes, é uma opção única na vida, ele sabe que vai ser servidor até se aposentar. Isso significa que ele tem responsabilidade, tem vocação.
Ao exercer o direito da greve, que é constitucional, ele tem que pensar nisso. Ele fez uma opção por uma área, que não por acaso se chama serviço público, que é para prestar um serviço para a coletividade. Eu acho que pode haver setores que possam ficar impedidos de fazer greve. Mas a lei deve prever outros mecanismos para que eles possam se manifestar, senão seria inconstitucional.
6. O senhor acredita que a Previdência Complementar do Servidor será aprovada ainda este ano?
Duvanier Paiva - A nossa expectativa é que ela seja votada ainda este ano. Estamos preparando também o projeto de lei do regime próprio de previdência do servidor.
O sistema será construído com base no que já está votado em termos de emenda constitucional. Isso vai acontecer, obviamente, respeitando o direito adquirido de quem já entrou nas carreiras. Só valerá para os novos, após a implementação do regime. Nós esperamos que todo esse processo esteja concluído em 2009.
7. O Governo ainda luta pela aprovação do PLP 01? O projeto pode ser um inibidor dos aumentos e de novas contratações?
Duvanier Paiva - O PLP 01 demonstra claramente a nossa preocupação com o equilíbrio fiscal. O projeto trata da previsibilidade com a evolução dos gastos de pessoal ao longo do tempo. Vamos esperar para saber qual a decisão do Congresso sobre o assunto.
Desde que o Governo propôs o PLP 01, as negociações e as contratações têm sido pautadas pelos parâmetros propostos pelo projeto. Vários segmentos, notadamente o sindical, colocaram que seria uma trava, que iria significar arrocho salarial, mas o processo de negociação mostrou exatamente o contrário, pois houve reajustes importantes.
Nós achamos que a administração pública federal precisa ser recomposta. No primeiro mandato do presidente Lula, houve o ingresso de 100 mil novos servidores por concurso, foi uma clara prova de recomposição da força de trabalho, que precisa continuar. Se compararmos com uma década ou uma década e meia atrás, o número de servidores ainda não atingiu o número suficiente.
Pretendemos continuar contratando, mas dentro da necessidade e da realidade, com a cautela que o momento de crise exige.
8. Existe alguma possibilidade do Governo unificar carreiras como forma de simplificar o quadro de pessoal?
Duvanier Paiva - Não, o Governo não estuda essa possibilidade. O que deverá acontecer é a criação de novas carreiras transversais. Nós já criamos duas. Uma é a de infra-estrutura, analistas e especialistas. São engenheiros e geólogos.
A carreira é transversal porque permite que o servidor esteja em uma autarquia como o Dnit -que cuida de infra-estrutura de transportes -, no Ministério de Minas e Energia, ou em qualquer outro que precise de um engenheiro ou geólogo. Tem um processo de lotação, mas a gestão disso será centralizada no Ministério do Planejamento, facilitando a cessão.
O Ministério da Agricultura, por exemplo, pode precisar de uma equipe de engenheiros por seis meses, para um trabalho por tempo determinado. A administração pública precisa cada vez mais dessa dinâmica.
Hoje temos cerca de 70 carreiras, esse número tem que diminuir. O Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), que é uma carreira transversal, precisa ser revisto. Nos últimos anos, novas carreiras foram sendo criadas e não foi dado tratamento para elas.
9. O Governo estaria preparando uma aposentadoria especial para a área de Segurança?
Duvanier Paiva - Sim, a Segurança é a nossa prioridade das aposentadorias especiais e estes servidores terão prioridade por uma questão evidente. Poderemos, depois, estender para outras áreas em que haja risco. Estamos estudando internamente quais seriam estas áreas.
O princípio das aposentadorias especiais tem a ver com o tempo. Se o exercício da atividade coloca em perigo a integridade física e a saúde mental do servidor, isso significa que ele deve estar exposto a esse risco por um tempo menor. Essa é a base. Temos expectativa de ter isso funcionando o quanto antes, este ano.
É importante lembrar que os servidores que contarem com esta modalidade de aposentadoria poderão ter regras especiais para a adesão ao fundo de previdência complementar, também levando em consideração a regra do tempo menor.
10. A paridade é uma reivindicação constante dos servidores e há projetos sobre o tema no Congresso. Qual é a posição do governo?
Duvanier Paiva - Essa é uma questão superada desde a Reforma da Previdência: não há mais paridade. O que existe é a Justiça reconhecer casos específicos.
O debate que fazemos atualmente é relativo aos casos das aposentadorias por invalidez e a ideia é que tenhamos uma legislação específica adequada. A aposentadoria por invalidez pode acontecer em vários casos e pode, inclusive, ser revertida, se o dano à saúde for superado.
E isso não é uma punição, é uma medida socialmente correta para a vida do trabalhador. Afastado do trabalho, ele pode ter problemas. Esse tipo de aposentadoria pode até não ser integral, mas pode se aproximar.
Esse tipo de cobertura pode ser dado por algo que não seja a aposentadoria. Pode ter, por exemplo, um fundo específico para cobrir esses casos.
11. Há a possibilidade de o Governo aumentar as contribuições do plano de saúde de acordo com a idade?
Duvanier Paiva - Isso é com as operadoras. Mas para nós o mais importante foi a ampliação do acesso à saúde complementar para o servidor.
Esse era um direito que não estava universalizado. Havia grandes contingentes de servidores sem acesso. Todos os servidores das universidades, por exemplo, estavam fora até o ano passado. A forma como a gestão desses recursos vinha sendo feita acabava excluindo alguns servidores.
O valor era a contribuição da União somado à contribuição individual do servidor. Se esse plano for muito caro, o servidor tem que pagar mais. Nesse esquema, dos cem servidores do órgão, 50 aderem ao plano e os outros ficam de fora. O órgão pegava o valor da União para os cem servidores e pagava. Era uma forma de diminuir a contribuição dos 50 que aderiram.
Esse tipo de gestão da saúde complementar é que nós estamos mudando, para assegurar que todos os servidores tenham direito. Nós estamos aumentando o valor da União para R$ 72, até 2010. De cara, nós aumentamos de R$ 42 para R$ 50, desde janeiro de 2008.
Fonte: Ministério do Planejamento
fonte:www.fasubra.org.br
O Debate sobre a construção de usinas hidrelétricas: Uma antinomia
Ví uma antinomia nos debates sobre a construção das usinas hidrelétricas: de um lado as comunidades ribeirinhas querendo energia elétrica em suas vilas e ilhas e de outro, estes mesmos ribeirinhos, querem energia, desde que as usinas não sejam construidas em seus rios e regiões.
FSM: encontro de redes virtuais
O FSM revelou como a revolução nas comunicações e informação pode ser bem aproveitada para uma articulação global. Ví muitas organizações nacionais e internacionais promovendo oficinas, debates e encontros isolados, dentro desta macro articulação. Ví baixo capital intelectual dentre a maioria dos delegados participantes. O que predominou foi a manifestação cultural, artística e política. Creio que poderíamos combinar tudo isso com uma pitada, mais articulada, de debates consistentes e plurais sobre os diversos temas. Assistí um debate sobre a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, promovido pla Federação Nacional dos Urbanitários, onde quem estava na mesa era a Eletronorte e a FNU. Ambos defensores apaixonados da Usina de Belo Monte.
FSM: Muitos debates, muita diversidade, pouca orientação central
Um dos problemas a ser enfrentado pelo conselho mundial do FSM é a ausência absoluta de um centro formulador e deliberador dos grandes temas que polarizam o mundo. Neste momento é a questão da insolvência do sistema financeiro americano e europeu que está no centro dos debates mundiais. Qual as principais teses sobre a temática aprovadas no FSM? Existem diversos intelectuais que opinam sobre o tema, mas posição oficial do Fórum, nada.
Presidência do Senado
Jogo empatado entre Sarney e Tião Vianna, com uma leve tendência para Sarney. Tião promete surpreender. A decisão é hoje.
Presidência da Câmara dos Deputados
Michel Temer deve ser eleito presidente da Casa. A eleição está acontecendo agora.
Reitor da UFPA: tradição é nomear o primeiro da lista
Segundo o Ministro da Justiça Tarso Genro, o governo Lula jamais nomeou o número dois ou três da lista tríplice, nas eleições para reitor. Para o ministro, é a própria comunidade universitária que é o melhor árbitro para indicar quem deve ser o reitor de uma universidade.
Eleição para reitor na UFRA
O atual vice-reitor e o prof. Cordeiro devem disputar as eleições para reitor da UFRA.
Alberto Teixeira: Crise planetária
Alberto Teixeira da Silva
Doutor em Ciências Sociais e professor de Ciência Política
Ondas de sucessivas crises estão desencadeando instabilidades, conflitos e choques: étnicos, geopolíticos, ecológicos e civilizacionais. Não são crises separadas. São manifestações sistêmicas e multidimensionais de uma crise planetária complexa que expõe contradições e assimetrias entre modos de vida, valores e modelos de desenvolvimento. A intensificação das turbulências contemporâneas desnuda processos dinâmicos e estruturais da (ir)racionalidade capitalista em escala global: busca desenfreada pelo lucro, especulação financeira, reprodução de desigualdades locais, nacionais e continentais, ampliação de nichos de pobreza e degradação ambiental sem precedentes. No coração da acumulação capitalista, as crises produzem externalidades (impactos e destruição ambiental, miséria) e constrangimentos (subdesenvolvimento, guerras) que geram padrões insustentáveis de convivência.A tríade financeira, climática e energética retrata o quadro caótico e agudo da globalização de risco, líquida e excludente. A crise financeira deflagrada pelo mercado imobiliário dos EUA que atingiu o âmago dos circuitos internacionais (produção e circulação de bens e serviços) reflete o fracasso dos fundamentos da economia neoliberal, impondo inevitável criação de regras e regulamentações relativas aos mercados como sugere o G-20. As mudanças climáticas forjam um impasse societário de caráter multicivilizacional, que ignora fronteiras, territorialidades, culturas e raças. A resolução da crise energética passa pelo redirecionamento e modernização das forças produtivas na transição para o aproveitamento eficiente e limpo de fontes renováveis (biocombustíveis, energia solar, eólica, marítima). As crises sinalizam mudanças e visões paradigmáticas, apontando projetos societários, movimentos e identidades sociais para além do pensamento único, imposto pelas grandes corporações e legitimado por um grupo seleto de países, o G-8. As crises atuais estão desafiando a imaginação e criatividade das forças hegemônicas no âmbito transnacional. A governança do sistema global não pode ser conduzida por um condomínio elitista de governos sob a égide da racionalidade econômica mercantil. Neste sentido, a reforma da Organização das Nações Unidas é decisiva e urgente.O Governo Barack Obama tem a chance de representar uma guinada nas relações globais. A vitória do democrata significou o repúdio da filosofia conservadora do Governo Bush, abrindo um leque de expectativas e possibilidades de projetar e reinventar novas configurações de poder e diálogo entre povos e nações. Para além da questão racial – o fato histórico de ser o primeiro negro a chegar a Casa Branca - Obama ascende ao poder sob o signo da paz e utopia de um mundo melhor, num momento de incertezas e desesperanças, mas com forte apelo político na promoção de relações internacionais menos belicosas e mais seguras. Obama vai se defrontar com cenários convulsivos e críticos (Afeganistão, Iraque, África, Oriente Médio, Gaza), recrudescimento da tensão nuclear (Irã, Coréia do Norte), além da inevitável responsabilidade de liderar o compromisso pós-Kyoto (os EUA são responsáveis por 30% das emissões globais de gases de Efeito Estufa). Países que mais se beneficiaram com o padrão produtivista e destruíram suas florestas deveriam assumir custos financeiros bem maiores e reduzir suas emissões de forma mais agressiva.São questões imperativas que transcendem as lógicas territoriais dos Estados, requerendo ações coordenadas entre blocos de países, cooperação intergovernamental e participação da sociedade civil mundial. A verdade é que a ideologia desenvolvimentista ainda é hegemônica e os países parecem não querer abdicar de padrões de bem-estar ditados pelos valores da pós-modernidade capitalista, ainda que todos saibam o tamanho do débito com a vida na biosfera. No tabuleiro das negociações estão em jogo sociedades portadoras de futuros, avanços científicos, saberes milenares, enfim, a sustentabilidade da aventura dos humanos no Planeta Terra.
Doutor em Ciências Sociais e professor de Ciência Política
Ondas de sucessivas crises estão desencadeando instabilidades, conflitos e choques: étnicos, geopolíticos, ecológicos e civilizacionais. Não são crises separadas. São manifestações sistêmicas e multidimensionais de uma crise planetária complexa que expõe contradições e assimetrias entre modos de vida, valores e modelos de desenvolvimento. A intensificação das turbulências contemporâneas desnuda processos dinâmicos e estruturais da (ir)racionalidade capitalista em escala global: busca desenfreada pelo lucro, especulação financeira, reprodução de desigualdades locais, nacionais e continentais, ampliação de nichos de pobreza e degradação ambiental sem precedentes. No coração da acumulação capitalista, as crises produzem externalidades (impactos e destruição ambiental, miséria) e constrangimentos (subdesenvolvimento, guerras) que geram padrões insustentáveis de convivência.A tríade financeira, climática e energética retrata o quadro caótico e agudo da globalização de risco, líquida e excludente. A crise financeira deflagrada pelo mercado imobiliário dos EUA que atingiu o âmago dos circuitos internacionais (produção e circulação de bens e serviços) reflete o fracasso dos fundamentos da economia neoliberal, impondo inevitável criação de regras e regulamentações relativas aos mercados como sugere o G-20. As mudanças climáticas forjam um impasse societário de caráter multicivilizacional, que ignora fronteiras, territorialidades, culturas e raças. A resolução da crise energética passa pelo redirecionamento e modernização das forças produtivas na transição para o aproveitamento eficiente e limpo de fontes renováveis (biocombustíveis, energia solar, eólica, marítima). As crises sinalizam mudanças e visões paradigmáticas, apontando projetos societários, movimentos e identidades sociais para além do pensamento único, imposto pelas grandes corporações e legitimado por um grupo seleto de países, o G-8. As crises atuais estão desafiando a imaginação e criatividade das forças hegemônicas no âmbito transnacional. A governança do sistema global não pode ser conduzida por um condomínio elitista de governos sob a égide da racionalidade econômica mercantil. Neste sentido, a reforma da Organização das Nações Unidas é decisiva e urgente.O Governo Barack Obama tem a chance de representar uma guinada nas relações globais. A vitória do democrata significou o repúdio da filosofia conservadora do Governo Bush, abrindo um leque de expectativas e possibilidades de projetar e reinventar novas configurações de poder e diálogo entre povos e nações. Para além da questão racial – o fato histórico de ser o primeiro negro a chegar a Casa Branca - Obama ascende ao poder sob o signo da paz e utopia de um mundo melhor, num momento de incertezas e desesperanças, mas com forte apelo político na promoção de relações internacionais menos belicosas e mais seguras. Obama vai se defrontar com cenários convulsivos e críticos (Afeganistão, Iraque, África, Oriente Médio, Gaza), recrudescimento da tensão nuclear (Irã, Coréia do Norte), além da inevitável responsabilidade de liderar o compromisso pós-Kyoto (os EUA são responsáveis por 30% das emissões globais de gases de Efeito Estufa). Países que mais se beneficiaram com o padrão produtivista e destruíram suas florestas deveriam assumir custos financeiros bem maiores e reduzir suas emissões de forma mais agressiva.São questões imperativas que transcendem as lógicas territoriais dos Estados, requerendo ações coordenadas entre blocos de países, cooperação intergovernamental e participação da sociedade civil mundial. A verdade é que a ideologia desenvolvimentista ainda é hegemônica e os países parecem não querer abdicar de padrões de bem-estar ditados pelos valores da pós-modernidade capitalista, ainda que todos saibam o tamanho do débito com a vida na biosfera. No tabuleiro das negociações estão em jogo sociedades portadoras de futuros, avanços científicos, saberes milenares, enfim, a sustentabilidade da aventura dos humanos no Planeta Terra.
FSM: Rede debate com Tarso Genro
O Ministro da Justiça Tarso Genro debateu ontem (30), no Hilton Hotel com uma série de lideranças políticas, acadêmicas e sociais. O tema central sobre a renovação teórica, filosófica e estratégica do PT. Este encontro foi promovido pela REDE, que uma nova forma de articulação e organização política, que no Pará é coordenada pelo prof. João Arroyo, que é ex-chefe de gabinete da governadora. A nível nacional a Rede faz parte da Mensagem, que é uma articulação pluralista que atua dentro do PT e tem em Tarso Genro, um de seus fundadores. Arroyo é candidato a deputado estadual nas eleições de 2010 e será sangue novo na disputa parlamentar. Arroyo quer trazer a intelectualidade universitária para a luta política partidária por dentro do PT. Acima alguns momentos do encontro com Tarso Genro
Café Tiquin: Hoje tem feijoada
A partir das 12:00 hs estarei degustando uma gostosa feijoada no Café Tiquin.
FSM: Debate sobre a Crise foi um sucesso
As consequências da crise financeira sobre a Amazônia foi debatida ontem (30) no auditório do Colégio Universo, situado na Mundurucus. Com a participação do ex-prefeito do Rio de Janeiro Saturnino Braga, e dos professores da UFPA Xiquito do NAEA e eu, além do prof. Cordeiro da UFRA. O evento teve casa cheia e prolongou-se das 9:00 até as 13:30.
Sucessão de 2010 no Pará: uma supercoligação
Tudo indica que uma supercoligação está sendo costurada para garantir, com baixa taxa de risco, a reeleição da governadora Ana. Só em obras federais a serem inauguradas até final de 2010, Ana já teria um grande capital político para requerer perante os eleitores, um novo mandato. Estas obras só seriam inauguradas devido o grande prestígio que Ana tem com Lula. Mas setores do governo garantem que entre 2009 e 2010, o atual governo inaugurará uma avalanche de obras, além do grande investimento nas pessoas pobres do Pará, como apoio orçamentário (bolsa trabalho), saneamento nas periferias e municípios interioranos, asfaltamento de estradas vicinais, combate ao analfabetismo, aperfeiçoamento da descentralização do atendimento terciário em saúde pública, apoio à requalificação profissional, e política de geração de emprego e renda para os desempregados. Esta supercoligação dará muito que falar, inclusive dentro do PT.
FSM: Hoje tem debate sobre a Crise
A partir das 9.30, na sala do Colégio Universo, que se situa na mundurucus com a castelo, ocorrerá um debate sobre as consequências da crise financeira na Amazônia. A programação faz parte do FSM e foi proposto pelo ISSAR. Dentre outros debatedores teremos a presença de Saturnino Braga, ex-prefeito e ex-senador pelo rio de Janeiro, além de acadêmicos.
FSM: Ana Júlia aplaudida
A governadora Ana foi muito aplaudida em seu discurso de recepção aos presidentes. Ana colocou novamente Belém à disposição das organizações internacionais que coordenam o FSM para a próxima edição do FSM.
FSM: Dilma Muito aplaudida
A entrada no Hangar da Ministra Chefe da Casa Civil Dilma foi muito aplaudida pelos militantes do FSM. Dilma é candidata de Lula à presidência em 2010.
Discurso dos Presidentes no FSM
A exigência de que os países centrais paguem a crise, por eles criadas, foram a tônica dos discursos de Morales, Correa e Chavez.
Encontro com os Presidentes: PCdoB foi a organização mais disciplinada e atuante
Foram os comunistas do PCdoB, sindicalistas e estudantes que relembraram os velhos tempos dos movimentos de esquerda. Palavras de ordem bem articuladas com repercussão em todo Hangar, marcaram a presença do PCdoB no evento. As demais organizações de esquerda passaram despercebidas.
FSM: ultra-esquerda questiona presidentes
Houve tumulto no decorrer do ato presidencial no FSM quando um grupo de militantes exibiu uma faixa e gritou palavras de ordem contra o reformismo estrutural, a frase da faixa: " Lula, Chaves e Obama- O capitalismo fracassou, administra-lo é barbárie". Esta frase demonstra claramente como o doutrinalismo não medía com a realidade concreta das lutas sociais e políticas no mundo. É a ideologia, dominando a política. É puro dogmatismo.
FSM: o show dos presidentes
Lula. Chavez, Lugo, Correa e Morales deram um show para os militantes do FSM presentes em um Hangar superlotado. Foi apenas um show de política porque não houve debates, apenas quatro discursos de recepções, comandados pela governadora Ana, mais as representates dos movimentos sociais.
Sábado, feijoada completa a R$ 10,00 no Tiquin
Agora todos os sábados, a partir das 13h, o Tiquin oferece uma deliciosa feijoada por R$ 10,00. A partir das 15h você curte o som de Yuri Guedelha e Sarau Brasil.
O FSM e os intelectuais
Aqueles intelectuais que tentam usar a ciência para a mnelhoria das condições de vida da maioria da população estão no FSM observando tudo, anotando, sentindo o pulsar de uma sociedade civil anticapitalista e firmadora de valores humano-universais. O FSM é uma autêntica miniatura de um mundo plural e que não se conforma com a exploração do homem pelo homem.
FSM: Fantástico para os participantes
Uma pena que a sociedade que circunda o FSM, na capital e no interior, não está tendo a possibilidade de acompanhar o clima de confraternização universal, entre os povos oprimidos, que vêm ocorrendo nos territórios do FSM. São denúncias locais de cada país, apresentação de propostas para o enfrentamento destes problemas, manifestações culturais em escala mundial. à noite a cidade está vivendo um clima de festival cultural, de alcance fenomenal. Tudo grátis. É uma experiência real de socialização da política e da cultura.
FSM: grandes temas não são pautados pela mídia local
Os telejornais matinais, vespertinos e noturnos tem se dedicado a dar notícias pontuais sobre o FSM. Não estamos assistindo grandes entrevistas com os intelectuais sobre as grandes questões que tomam conta do debate mundial, como a crise financeira iniciada nos EUA, o massacre da Faixa de Gaza, os Direitos Humanos e a problemática ambiental global. Enfim a mídia paraense está perdendo a chance de dar sua contribuição para uma tomada de consciência cosmopolita por parte da sociedade paraense, acerca dos macroproblemas vividos pela humanidade neste início de século.
FSM: sufoco para voltar para os hotéis e alojamentos
Os telejornais matinais mostraram o sofrimento dos foristas para voltar para casa após um dia todo de debates e atividades sócio-culturais. Eram os coletivos insuficientes, muito engarrafamento e sofrimento geral. O que vem polarizando o noticiário local é mais o problema de transporte do que os grandes debates travados no fórum.
FSM: como sofrem os militantes do mundo
Tentei ontem e não consegui almoçar dentro do campus da UFPA. Ví filas kilométricas de foristas querendo almoçar, era um cansaço geral, temperado com um calor fantástico.
Hoje tem debate presidencial no Hangar
A partir das 19hs no Hangar, Lula, Chavez, Morales, Corrêa e Lugo discutem a crise econômica global. Um espetáculo, onde dez mil pessoas são esperadas. Só entrarão pessoas previamente credenciadas. Neste evento, os delegados de polícia deverão fazer manifestação em defesa de seus direitos.
FSM e Davos
O FSM foi criado como um contraponto ao fórum dos ricos. A conjuntura global expressa a derrota da doutrina da mão invisível do mercado. Todos, inclusive o megainvestidor George Sóros, defende a intervenção do Estado para a recuperação do mercado global. Creio que o FSM de 2009 não está polarizando este debate como deveria. Quando caiu o muro de Berlim, os capitalistas capitalizaram até o limite. Hoje, nem a esquerda mundial, muito menos a esquerda brasileira tem aprofundado a discussão pública sobre a derrota do modelo neoliberal na gestão do sistema financeiro. Neste momento há um consenso sobre o perigo que significa deixar o sistema financeiro e econômico nas mãos prioritárias do mercado. Até Greespan reconheceu, chorando em entrevista coletiva, o seu equívoco em "adorar" o mercado.