Blog do Edir Veiga. Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar: http//bilhetimdeanalises.blogspot.com
O novo reitorável: Luiz Carlos Silveira
As colunas dos grandes jornais anunciaram e a comunidade comenta nos corredores a emergência de um novo nome na corrida para a reitoria da UFPa, seria o médico e prof. Dr. do núcleo de medicina tropical Luiz Carlos Silveira. Sem dúvida este professor tem um excelente currículo acadêmico e tem todo o direito de postular uma candidatura à reitoria. Eu me pergunto o que será que o professor e pró-reitor de pesquisa Roberto Dalagnoll estará pensando deste movimento pró Silveira? Será que Silveira tem algum tributo que diferencie em muito dos atributos do atual pró-reitor de pesquisa?
SINTUFPA: PSOL/PSTU devem ganhar...e bem
Dias dezoito e dezenove de junho tem eleição para o sintufpa. A atual diretoria afinada com a política do PSOL/PSTU deve ganhar bem. Afirmo esta tendência porque grande parte dos eleitores da tribo e cia. foram induzido a desfiliar-se do sindicato nos últimos doze meses. Esta política deu certo principalmente na reitoria e no meio físico. Podemos dizer que esta tática de combater os radicais do sindicato foi um verdadeiro tiro no pé.
Perguntei ao sindicalista José Miguel porque participar de um pleito onde 1/3 de sua potencial base estava desfiliada do sindicato. Zé Miguel respondeu que participar seria uma forma de não deixar totalmente dispersa uma base que sempre mostrou-se coerente e responsável com a universidade e com a categoria técnico administrativa.
Este é mais um sinal de alerta para as disputas que se avizinham para a reitoria.
Perguntei ao sindicalista José Miguel porque participar de um pleito onde 1/3 de sua potencial base estava desfiliada do sindicato. Zé Miguel respondeu que participar seria uma forma de não deixar totalmente dispersa uma base que sempre mostrou-se coerente e responsável com a universidade e com a categoria técnico administrativa.
Este é mais um sinal de alerta para as disputas que se avizinham para a reitoria.
Candidata do PSOL/PSTU pode ganhar reitoria na UFPA
O cálculo eleitoral é simples. Se o candidato apoiado pela administração rachar votos com Maneschy nas categorias docentes, ténico-administrativo e estudantil, estará aberta a possibilidade histórica da vitória da candidata a ser apoiada pelo PSOL/PSTU.
Explico: a candidata Ana Tancredi ou Olgaizes, terá apoio das diretorias do DCE, ADUFPA e SINTUFPA. Esta candidatura dificilmente perderá, em qualquer circustância, as eleições na categoria estudantil. Se as candidaturas acadêmicas dividirem votos nas categorias docentes e técnico-administrativa, estarão abertas todas as possibilidades para que a candidatura partidária ganhe as eleições para a reitoria da UFPA.
É chegado o momento dos maiores atores da Universidade ( reitor, diretores de centro e grupos de pesquisa) realizarem esta avaliação. Verificarem qual o melhor candidato, aquele que tem as maiores possibilidades eleitorais e acadêmicas frente à candidatura partidária e fecharem em torno deste nome.
É isto que a academia espera destes atores.
Explico: a candidata Ana Tancredi ou Olgaizes, terá apoio das diretorias do DCE, ADUFPA e SINTUFPA. Esta candidatura dificilmente perderá, em qualquer circustância, as eleições na categoria estudantil. Se as candidaturas acadêmicas dividirem votos nas categorias docentes e técnico-administrativa, estarão abertas todas as possibilidades para que a candidatura partidária ganhe as eleições para a reitoria da UFPA.
É chegado o momento dos maiores atores da Universidade ( reitor, diretores de centro e grupos de pesquisa) realizarem esta avaliação. Verificarem qual o melhor candidato, aquele que tem as maiores possibilidades eleitorais e acadêmicas frente à candidatura partidária e fecharem em torno deste nome.
É isto que a academia espera destes atores.
Maneschy conquistou parte do movimento social acadêmico da UFPa.
E o professor Maneschy conquistou o apoio dos grupos políticos ligados aos servidores que historicamente apoiaram Lourenço, Nilson, Ximenes e Alex. Neste momento é grande o avanço deste professor nas organizações da esquerda acadêmica no interior do movimento estudantil.
Só a candidatura apoiada pelo PSOL e PSTU está rivalizando com Maneschy na conquista de apoio perante os grupos organizados na UFPA.
Se Maneschy conquistar apoio de um bom número de grupos de pesquisadores e de professores representativos nos colegiados acadêmicos terá potencializado em muito sua candidatura.
Só a candidatura apoiada pelo PSOL e PSTU está rivalizando com Maneschy na conquista de apoio perante os grupos organizados na UFPA.
Se Maneschy conquistar apoio de um bom número de grupos de pesquisadores e de professores representativos nos colegiados acadêmicos terá potencializado em muito sua candidatura.
Eleições em Tome-açú.
Aqui Eudes do PSDB parece muito difícil de ser batido. Só uma ampla frente de centro esquerda poderia mudar a tendência destas eleições.
Eleições em Acará.
Parece que Francisca Martins (PP) é imbatível nestas eleições. Aqui caberia um frentão de centro esquerda.
A pesquisa de opinião influencia o eleitor?
A teoria política, fundada em pesquisas empíricas, afirma que sim. Claro estamos falando das eleições majoritárias. Como seria possível que o cidadão fizesse valer seu voto num eleitorado de um milhão de eleitores, como ocorre em Belém? Simples. Somente com base em informações contidas nas pesquisas de opinião o eleitor saberia como anda sua primeira escolha. No Brasil a massa de eleitores se liga no debate eleitoral, nos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita, principalmente via televisão. A equação, segundo a teoria política, seria a seguinte:
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
1-O eleitor faz a sua primeira escolha (escolhe o candidato A).
2-Nos dias que antecedem o primeiro turno o eleitor médio - ou seja, não ideológico (95% do eleitorado), verifica o desempenho do candidato A.
3- O candidato A está virtualmente sem condições de passar ao segundo turno.
4- As candidaturas B, C e D estão disputando palmo a palmo a passagem ao segundo turno.
5- O eleitor médio vê com preocupação que podem passar ao segundo turno os candidatos B e C que serão terríveis para os seus interesses pessoais ou corporativos.
6- Então o eleitor médio tende a abandonar sua primeira escolha (candidato A) e descarregará seu voto no candidato D, que não é a melhor opção, mas é menos ruim do que as opções B e C. Esta decisão é chamada pela teoria política de voto estratégico.
7- Este fenômeno pode ocorrer com grande frequência em segundos turnos, quando os eleitores de candidatos derrotados em primeiro turno, migram para candidaturas, menos ruim, para seus interesses imediatos.
Portanto as pesquisas de opinião são instrumentos muito importantes como veículos informacionais, pois diminuem a incerteza e melhoram o poder decisório do eleitor médio.
A existência de pesquisas de opinião oriundas de diversos institutos permite o auto controle das pesquisas por parte dos diversos intitutos, sob pena de desmoralização para quem tentar manipular resultados de pesquisas.
Paulo de Tarso e o Hospital Betina Ferro
Militante histórico do movimento sanitário brasileiro, o prof. Dr. Paulo de Tarso assumiu há quatro meses como diretor geral, o desafio de certificar o hospital Betina Ferro frente ao Ministério da Saúde, além logicamente de buscar contribuir com o aperfeiçoamento administrativo gerencial deste hospital.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
A história de Paulo de Tarso é de um enorme compromisso com a saúde pública e com o republicanismo na gestão pública. Então ninguém estranhe, mas todas as contas do hospital, a expansão física e administrativa estarão seguramente ao alcance de todos, não só da comunidade interna ao Betina, como também ao alcance de toda UFPA assim como de toda a sociedade paraense.
Acredito que a grande revolução a ser feita nos serviços públicos é a revolução de gestão. Acredito piamente que no Betina, Paulo de Tarso focará sua gestão na melhoria do atendimento ao usuário cidadão e como tal, indicadores de desempenho deverão emergir naturalmente naquele hospital. Quem estiver focado apenas em intereresses particulares e esquecer as finalidades maiores dos serviços públicos não gostará de trabalhar na gestão Paulo de Tarso no Betina.
Mário é o melhor nome do PT.
Se tomarmos as últimas eleições estaduais para medirmos a densidade eleitoral dos prováveis candidatos do PT às eleições na capital em 2008, não teremos dúvida de afirmar que o prof. Mário é o nome com maior densidade eleitoral. A avaliação do desempenho deste professor na SEDUC está circunscrita a círculos de vanguarda e é controversa, pois o referido professor tem outra versão para a avaliação de seu desempenho frente à secretaria de educação.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
Portanto o PT deveria escolher o nome mais competitivo para a eleição na capital e o único referencial objetivo que temos é o desempenho eleitoral nas eleições de 2006 no Pará, e naquele pleito Mário obteve um desempenho excepcional, para uma competição majoritária, onde seu desafiante ( Mário Couto) contava com a máquina da ALEPA, do governo estadual e com enormes recursos financeiros.
Mário pode até ser derrotado nas eleições de 2008 na capital, mas o PT, diferente do PSDB, estará escolhendo seu candidato que em 2006, teve um grande desempenho eleitoral e se apresenta como o melhor candidato do PT para as disputas de 2008 na capital.
PSDB- Quando o partido é de notáveis.
O PSDB é o maior exemplo de quando o projeto individual pesa mais do que o projeto coletivo. Algum analista tem alguma dúvida de que qualquer partido deveria contar com seus quadros mais competitivo em uma eleição importante, como nas capitais? Alguém tem alguma dúvida de que Simão Jatene e Mário Couto são os nomes de maior visibilidade do PSDB hoje, tanto em Belém como no Pará?
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Então porque o PSDB não aposta nestes nomes para as eleições de 2008 em Belém? A resposta é simples, estas personalidades não querem correr o risco de serem derrotados nestas eleições, o que os colocaria em situação menos favorável frente o pleito estadual de 2010.
Ou seja, o que vale mais são os projetos pessoais, as vaidades incontidas. Não é admissível que numa eleição de dois turnos, os maiores atores políticos (os grandes partidos) não apresentem sua cara, seu projeto, o resgaste de sua atuação na gestão de governos, enfim se reafirme como uma legenda respeitada no cenário político.
As alianças majoritárias são importantes e necessárias, mas no contexto de um segundo turno, onde os partidos derrotados buscarão evitar que seus adversários mais arraigados sejam eleitos.
Portanto o PSDB, que como a maioria dos partidos brasileiros surgiu dentro do congresso nacional, se reafirma como um partido de notáveis, onde as definições pessoais pesam mais do que o interesse global do partido.
Cristovam Buarque, Mário Cardoso e Belém.
Nos primeiros meses de 1994 tive a honra de acompanhar o então professor Cristovam Buarque em um debate promovido pelo NUMA-UFPa em castanhal. Na ocasião Cristovam me falava que seria candidato em Brasília a governador em 1994. Afirmava também que só possuia 6% percentuais nas intenções de votos, porém o PT era o partido melhor avaliado de BSB, e complementava... se eu colar meu nome ao PT (que possuia 20% de aceitação) estarei entre os dois mais votados. Resultado, Cristovam elegeu-se governador.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Hoje Mário Cardoso vive uma situação muito semelhante a aquela vivida por Cristovam nas eleições de 1994. Mário tem 5% de intenções de votos e o PT 18%. Mário ainda conta com duas variáveis de peso que Cristovam não contava ( Os governos estadual efederal). Portanto se Mário repetir seu bom desempenho televiso das eleições senatoriais de 2006 e contar com o empenho pessoal e político da governadora e de seu governo, Mário poderá estar em outra situação em relações às pesquisas de opinião nos próximos 90 dias.
Os bairros de classe média e o PT.
Entre 1985 e 1996 uma boa parte dos moradores dos bairros de classe média votavam no PT. A reforma do IPTU executado por Edmilson em seu primeiro mandato (1996/2000) deslocou renda deste segmento em direção aos bairros mais pobres, sem nenhum debate público em torno desta acertada opção, resultado: desde 2000 a maioria dos moradores destes bairros abandonaram o PT eleitoralmente.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Os votos que reelegeram Edmilson em 2000 vieram majoritariamente dos bairros proletarizados da cidade, porém Dudu, mesmo acusado de falsário, deitou e rolou nas urnas de bairros como nazaré, reduto, campina e batista campos.
Ápós quase seis anos de governo Lula esta tendência manifesta-se a nível nacional. As classes médias sentem-se subtraida pelo governo, que vem melhorando as condições de vida dos mais pobres as custas do arrocho dos setores médios, ou seja, o governo federal vem fazendo uma ponte entre os segmentos mais pobres e os mais ricos...sobrando para as classes médias assalariadas, seja no setor privado (centro-sul), seja no setor público (norte e nordeste).
A teoria da revolução socialista mandava que a aliança fosse executada entre os proletariado e os seguimentos das classes médias(pequeno burguesia).
Mas aí surge uma nova questão: Existiria condições políticas e institucionais (leia-se base parlamentar) para romper com os setores burgueses para um enfrentamento radical tendo na pequena burguesia e nas massas populares a base de sustenção de um governo popular como querem Chavez e Morales? No governo Lula a esquerda não possui mais do que 130 parlamentares num universo de 513 deputados.
Dudu Já está no segundo turno?.
Perguntas que não podem ser espondidas antecipadamente:
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
1- Edmilson será candidato? Se a resposta for positiva, pergunto: este professor terá pernas para manter a liderança inicial num contexto de falta de estrutura partidária, tempo na TV, recursos econômicos e militância em números necessários?.
2- Será que o PFL(DEM) da Valéria repetirá a estratégia do Vic nas eleições de de 2000, onde as promessas foram tão descabidas que desmoralizaram o candidato?
3- Será que o governo (DS) colocará a estrutura necessária nas mãos do PT para viabilizar a candidatura do prof. Mário?
4- Dudu saiu há um ano de 54% de rejeição para 28%. Neste pique Dudu está quase certo no segundo turno e sonha em ter um adversário da governadora como desafiante. Dudu acha que frente à Valéria e ou Edmilson a governadora não titubearia em ve-lo como o nome menos problemático em relação as eleições de 2010.
Sem dúvida nenhuma são grandes atores nesta disputa: A governadora, o atual prefeito, Edmilson e Valéria.
O caso UEPA.
A partir do parecer da procuradoria geral do estado o governo tentará anular as eleições para a reitoria da UEPA. Parece-me que estas eleições são inanuláveis por direito precluso. Ou seja, qualquer pedido de anulação só poderia ter sido protocolado no ato das eleições e constado em ata no momento das apurações.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Estas eleições sairam do âmbito jursdicional da UEPA e do executivo, neste momento a bola está com a justiça e só ela dirá o que deve ser feito em relação ao caso UEPA. Creio que em breve a justiça emitirá seu parecer, resolverá a polêmica e mandará o CONSUN da UEPA confirmar ou alterar a lista tríplice e então a caneta será devolvida à governadora para nomear o reitor dentre os componentes da lista tríplice. Possivelmente a governadora terá de escolher entre os professores: Augusto (presidente do sindicato docente e do PSTU), prof. Sílvio Gusmão e a professora Ana Cláudia Hage. Este rito sequencial só não ocorrerá se os atuais membros da lista tríplice e ou o próprio judiciário ou o ministério público se omitirem de enfrentar juridicamente esta tentativa de anulação do processo. Caso o governo decida por uma tática de confronto talvez a UEPA permaneça paralisada por um longo período, que supere o primeiro mandato da governadora. Afinal caberia recurso até ao superior tribunal de justiça.
Sinais de Crise.
A base não petista do governo na ALEPA, insatisfeita, começa a engavetar projetos importantes do executivo. Os governos anteriores sempre priorizaram políticos experientes e respeitados pelos legisladores para realizarem a mediação entre os interesses do executivo e a base parlamentar. Parece que os deputados continuam a ter baixa receptividade no cotidiano da agenda da maioria dos secretários de estado. Seria falta de coordenação política, preconceito com a ação parlamentar ou ato deliberado ingênuo a partir de uma visão facciosa?
Saúde e Educação- Os dilemas de Ana Júlia.
Historicamente a educação, saúde e participação popular têm sido os pontos altos das administrações petistas, a nível municipal, estadual e federal. Nos primeiros 18 meses apenas a participação popular, através do PTP, mostrou a sua bela cara. As melhorias esperadas nas áreas de saúde e educação ainda não se fazem visíveis no cotidiano dos usuários destes sistemas no estado.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A secretaria de saúde para funcionar de acordo com os princípios do SUS precisa de executivos republicanos e comprometidos com a filosofia do nosso sistema de saúde, e parece que esta não foi a marca do ex-secretário de saúde. A nova secretária de saúde tem boa reputação entre os sanitaristas da gema, porém os gestores regionais e municipais precisariam ter o mesmo perfil. Enquanto isso as políticas de saúde inovadoras e eficazes não se fazem presentes na vida do paraense pobre. Ana terá que enfrentar e resolver este dilema. Eu acredito que a forma mais eficaz seria oferecer outra secretaria de peso ao PMDB e entregar a SESPA aos velhos militantes da reforma sanitária no Pará e quem têm os melhores quadros nesta área é o PT e o PPS.
Já a educação precisa de um choque de gestão. Billa Galo foi uma excelente escolha da governadora. A SEDUC padece de excessiva centralização política e administrativa, gigantismo e da enorme burocracia que emperra a celeridade administrativa. Verificamos que em um mesmo bairro temos escolas de nível médio premiadas convivendo com a maioria das escolas com performance sofrível. Parece que o pacto corporativo entre um razoável número de diretores das escolas com parte de professores medíocres e anti-republicanos explica uma boa parte das péssimas avaliações auferidas nas escolas públicas no Pará. Ou se moderniza a gestão escolar, implanta-se indicadores de desempenho por escola ou de nada adiantará aumentar salários e melhorar a infra-estrutura física das escolas. Ou a comunidade escolar enfrenta o pacto de mediocridade ou será impossível evitar a terceirização da gestão escolar, como uma forma radical de combater o compadrio (anti-educacional) que envolve parte de diretores e professores em um bom número de escolas públicas do Pará.
A disputa municipal em marituba.
O prefeito Antônio Armando será um péssimo eleitor em marituba, pois conta com uma avaliação negativa em torno de 80%. A escolha de Mário Filho do PTB como seu candidato rachou sua base política e agora o seu vice ameaça apoiar o candidato do PPS Bertholdo. Enquanto isso o deputado Anaice do PMDB se cacifa a cada dia buscando ampliar sua intenção de votos para tentar a cabeça de chapa em uma desejável aliança com o PT em sua vice. O governo do estado (leia-se DS) inclina-se pelo apoio ao candidato do PPS Bertholdo. Neste momento o candidato do PPS lidera as intenções de voto neste município. As articulações políticas em marituba estão longe de estarem definidas.
O novo editor do blog
Como nossos leitores puderam perceber, o blog ganhou novo editor. Para quem não o conhece, segue um breve resumo:
Edir Veiga iniciou sua militância política na esquerda no início da década de 1980. Foi dirigente estadual do Partido Revolucionário Comunista e do Partido dos Trabalhadores, Secretário Geral da CUT Pará e da direção nacional da CUT. Na universidade foi do Centro Acadêmico Livre de Odontologia-CALO e do Centro Acadêmico de História-CAHIS e do Diretório Central dos Estudantes. Pós-graduado em Saúde Coletiva, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro-IUPERJ, com especialização em instituições políticas, sistema eleitoral e partidário e competição eleitoral. É professor concursado da UFPA, exercendo a docência no curso de graduação da Faculdade de Ciências Sociais, na especialização e no mestrado do Programa de pós-graduação em Ciência Política.
Edir Veiga iniciou sua militância política na esquerda no início da década de 1980. Foi dirigente estadual do Partido Revolucionário Comunista e do Partido dos Trabalhadores, Secretário Geral da CUT Pará e da direção nacional da CUT. Na universidade foi do Centro Acadêmico Livre de Odontologia-CALO e do Centro Acadêmico de História-CAHIS e do Diretório Central dos Estudantes. Pós-graduado em Saúde Coletiva, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro-IUPERJ, com especialização em instituições políticas, sistema eleitoral e partidário e competição eleitoral. É professor concursado da UFPA, exercendo a docência no curso de graduação da Faculdade de Ciências Sociais, na especialização e no mestrado do Programa de pós-graduação em Ciência Política.
Waldolí pode se reeleger em cametá.
Notícias de cametá indicam que Waldoli Valente já fechou uma gigantesca coligação eleitoral com oito partidos. Até o candidato do PMDB Pompeu está ameaçando aceitar a vice do PFL(DEM) de Waldolí. O PT de Quaresma não aceita abrir mão da cabeça de chapa. Já a novidade fantástica de cametá é que até o PSOL teria aceitado entrar na coligação do DEM, inclusive participando de coligação proporcional. O professor Fortunato seria o grande coordenador desta política pragmática dos psolistas neste município. Eu tenho me recusado a acreditar que o PSOL comece a trair seu discurso em torno da independência de classe e de só se aliar com partidos operários. Não me parece que o DEM seja um partido operário.
Sucessão em ananindeua
As pesquisas de opinião colocam a questão do asfalto na sétima colocação dentre as preocupações da população. Mas seguramente esta não é a realidade dos bairros mais periféricos da cidade. Enquanto isso o prefieto Helder inventou o a revitalização micro-asfáltica na cidade nova, que significa: capear com uma fina camada de asfalto as ruas já pavimentada deste bairro. Enquanto isso o atual prefeito patina nas intenções de votos e não consegue superar o ex-prefeito Manoel Pioneiro. Parece que teremos as eleições mais disputadas do estado em Ananin. Corre a língua solta que já estão preparando 70.000 bocas de urnas a R$50,00(cinquenta reais). Parece que o TRE e o ministério público terão muito trabalho em Ananindeua.
Os corruptos e as eleições
Como evitar que políticos condenados em primeiras instâncias sejam impedidos de competir em eleições? Seguramente o caminho não será pela justiça eleitoral, nem pelo supremo tribunal federal.Ninguém em sã consciência defenderia que o princípio da inocência presumida seja esquecida pela ordem jurídica nacional. Ou seja, enquanto alguém estiver recorrendo de alguma decisão judicial não poder ser condenado a priori, senão passaríamos a exercitar o princípio de todos são culpados até que se prove o contrário.
Mas também sabemos que o código do processo brasileiro privilegia o direito de recurso e como tal, os processos tendem a ser tortuosos e longos, enquanto isso os políticos corruptos demoram mais de uma década para que seu processo chegue a uma decisão definitiva.
Qual seria o caminho mais rápido para enfrentarmos este câncer da política eleitoral e partidária brasileira? Bastaria que os partidos negassem legenda aos políticos com este tipo de histórico. Mas alguém poderia retrucar: os partidos, em sua maioria não passam de legenda de aluguel. Eu responderia- então que façamos uma mini-reforma política, que estabeleçamos critérios mais rígidos para a fundação, funcionamento e sobrevivência dos partidos, abrindo caminho para a eliminação das legendas de aluguéis. Enfim, no curto prazo só os partidos podem eliminar os corruptos da vida política brasileira.
Neste modelo de sistema eleitoral de lista aberta, onde em cada eleição apresentam-se milhares de candidatos disputando cargos proporcionais, dificilmente a grande massa terá condições de eliminar eleitoralmente os candidatos envolvidos em corrupção. Afinal, os custos de informação são muito altos, e o acesso aos jornais escritos são muito restrito, e como a atividade política é abominada pela grande maioria do eleitorado ninguém perde tempo buscando informações sobre as atividades políticas de vereadores e deputados.Fiscalizar os detentores dos cargos majoritários como prefeitos, senadores, governadores e presidente torna-se menos custoso devido ao baixo numero de detentores deste tipo de cargo.
Mas também sabemos que o código do processo brasileiro privilegia o direito de recurso e como tal, os processos tendem a ser tortuosos e longos, enquanto isso os políticos corruptos demoram mais de uma década para que seu processo chegue a uma decisão definitiva.
Qual seria o caminho mais rápido para enfrentarmos este câncer da política eleitoral e partidária brasileira? Bastaria que os partidos negassem legenda aos políticos com este tipo de histórico. Mas alguém poderia retrucar: os partidos, em sua maioria não passam de legenda de aluguel. Eu responderia- então que façamos uma mini-reforma política, que estabeleçamos critérios mais rígidos para a fundação, funcionamento e sobrevivência dos partidos, abrindo caminho para a eliminação das legendas de aluguéis. Enfim, no curto prazo só os partidos podem eliminar os corruptos da vida política brasileira.
Neste modelo de sistema eleitoral de lista aberta, onde em cada eleição apresentam-se milhares de candidatos disputando cargos proporcionais, dificilmente a grande massa terá condições de eliminar eleitoralmente os candidatos envolvidos em corrupção. Afinal, os custos de informação são muito altos, e o acesso aos jornais escritos são muito restrito, e como a atividade política é abominada pela grande maioria do eleitorado ninguém perde tempo buscando informações sobre as atividades políticas de vereadores e deputados.Fiscalizar os detentores dos cargos majoritários como prefeitos, senadores, governadores e presidente torna-se menos custoso devido ao baixo numero de detentores deste tipo de cargo.
A crise da educação básica no Pará.
Hoje a agenda da grande mídia local trata da problemática dos baixos níveis atingidos pelo Pará no que tange aos indicadores de desempenho educacional em relação ao ensino infantil, fundamental e médio.
Os especialistas no assunto aparecem apresentando seus diagnósticos e as possíveis soluções a médio e longo prazo. Não há dúvida que os métodos de ensino e aprendizagem devem ser sempre revitalizados e ou mesmo transformados. Esta roda já foi inventada e nossas autoridades precisam realizar experimentos a partir das boas experiências tanto local, nacional como internacional.
Uma coisa salta aos olhos, existem escolas de nível médio e fundamental premiadas convivendo no mesmo bairro com outras escolas de qualidade sofrível. Nestas escolas habitam o mesmo professor e o mesmo funcionário com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho. Quais seriam as variáveis explicativas para estabelecer as diferenciações qualitativas entre estas escolas? Será que esta não seria uma questão central para o diagnóstico da educação infantil, fundamental e média em nosso estado? Com a palavra nossas autoridades educacionais.
Os especialistas no assunto aparecem apresentando seus diagnósticos e as possíveis soluções a médio e longo prazo. Não há dúvida que os métodos de ensino e aprendizagem devem ser sempre revitalizados e ou mesmo transformados. Esta roda já foi inventada e nossas autoridades precisam realizar experimentos a partir das boas experiências tanto local, nacional como internacional.
Uma coisa salta aos olhos, existem escolas de nível médio e fundamental premiadas convivendo no mesmo bairro com outras escolas de qualidade sofrível. Nestas escolas habitam o mesmo professor e o mesmo funcionário com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho. Quais seriam as variáveis explicativas para estabelecer as diferenciações qualitativas entre estas escolas? Será que esta não seria uma questão central para o diagnóstico da educação infantil, fundamental e média em nosso estado? Com a palavra nossas autoridades educacionais.
Quem serão os candidatos a reitor?
De acordo com informações de bastidores teremos os seguintes candidatos a reitor:
1- Do corpo da administração superior o mais cotado é o pró-reitor de ensino Licurgo.
2- Correndo por fora e contra o tempo temos a ex-vice reitora Marlene Freitas, que será candidata caso conclua o doutorado em tempo hábil que não a fragilize politicamente para as disputas.
3- Temos ainda o ex- candidato a reitor de 2001 e que perdeu a eleição para o prof. Alex por apenas um voto docente, temos o prof. Maneschy.
4- Representando a oposição à reitoria e impulsionada pela oposição de extrema esquerda temos a possível candidatura da prof. Ana Tancredi.
São grandes atores nesta disputa: O reitor da ufpa, os diretores de centro, os sindicatos e os movimentos organizados, além dos candidatos.
1- Do corpo da administração superior o mais cotado é o pró-reitor de ensino Licurgo.
2- Correndo por fora e contra o tempo temos a ex-vice reitora Marlene Freitas, que será candidata caso conclua o doutorado em tempo hábil que não a fragilize politicamente para as disputas.
3- Temos ainda o ex- candidato a reitor de 2001 e que perdeu a eleição para o prof. Alex por apenas um voto docente, temos o prof. Maneschy.
4- Representando a oposição à reitoria e impulsionada pela oposição de extrema esquerda temos a possível candidatura da prof. Ana Tancredi.
São grandes atores nesta disputa: O reitor da ufpa, os diretores de centro, os sindicatos e os movimentos organizados, além dos candidatos.
Quem deve ser o novo reitor da UFPa? - I
1- Deve ser um(a) doutor(a)
2- Deve já ter administrado alguma instituição pública.
3- Ter trânsito acadêmico, administrativo e político nas esferas municipal, estadual e federal.
4- Ter perfil pluralista, ou seja, saber se relacionar institucionalmente com todas as esferas de governo e da iniciativa privada, independente das opções políticas, partidárias e ideológicas destes gestores.
5- Ter independência e autonomia política para poder gerir a equipe, sem ser capturado por grupos, ideologias e ou partidos.
6- Apresentar uma visão estratégica da universidade inserida no mundo, na amazônia e no Pará.
7- Escolher sua equipe baseada na excelência acadêmica e administrativa, respeitando os acordos com os grupos e correntes acadêmicas. Ou seja, não deve possuir preconceito em relação aos grupos organizados, porém só admitirá membros na equipe que tenham os pré-requesitos acadêmicos e administrativos, de acordo com critérios visíveis e verificáveis.
8- Ter sensibilidade política. A era dos técnicos deixou rastros de intolerância e cisão no interior da comunidade universitária.
9- Apresentar critérios republicanos para a avaliação anual do desempenho de sua equipe de trabalho. O assessor que apresentar desempenho abaixo do mínimo desejado deverá ser substituido por outro quadro administrativo/acadêmico, obedecendo os acordos institucionais e políticos previamente estabelecidos.
10- Ter relacionamento respeitoso com os segmentos corporativos da instituição.
2- Deve já ter administrado alguma instituição pública.
3- Ter trânsito acadêmico, administrativo e político nas esferas municipal, estadual e federal.
4- Ter perfil pluralista, ou seja, saber se relacionar institucionalmente com todas as esferas de governo e da iniciativa privada, independente das opções políticas, partidárias e ideológicas destes gestores.
5- Ter independência e autonomia política para poder gerir a equipe, sem ser capturado por grupos, ideologias e ou partidos.
6- Apresentar uma visão estratégica da universidade inserida no mundo, na amazônia e no Pará.
7- Escolher sua equipe baseada na excelência acadêmica e administrativa, respeitando os acordos com os grupos e correntes acadêmicas. Ou seja, não deve possuir preconceito em relação aos grupos organizados, porém só admitirá membros na equipe que tenham os pré-requesitos acadêmicos e administrativos, de acordo com critérios visíveis e verificáveis.
8- Ter sensibilidade política. A era dos técnicos deixou rastros de intolerância e cisão no interior da comunidade universitária.
9- Apresentar critérios republicanos para a avaliação anual do desempenho de sua equipe de trabalho. O assessor que apresentar desempenho abaixo do mínimo desejado deverá ser substituido por outro quadro administrativo/acadêmico, obedecendo os acordos institucionais e políticos previamente estabelecidos.
10- Ter relacionamento respeitoso com os segmentos corporativos da instituição.
A CSS e o massacre da mídia.
A nova CPMF, agora denominada de CSS, terá enorme dificuldade de ser aprovada no senado. Esta contribuição sofre o dilema de ter seus custos financiados por 10% de brasileiros e seus benefícios serem dispersos por 85% da população mais pobre. Em síntese, segundo a teoria de políticas públicas, quando encontramos situações onde os custos são concentrados e os benefícos dispersos, as possibilidades desta política ser vetada são enormes, afinal os segmentos fianciadores (classes A e B), tem muitos recursos políticos, organizativos, financeiros e ideológicos. Neste momento não deveria ser o governo e ou a base governista que deveriam estar lutando pela CSS, mais aquela maioria de 70% do povo brasileiro, que detém apenas 25% da riqueza nacional. Ao tempo da CPMF, eu como trabalhador especializado (docente do ensino superior) pagava R$ 10,00 (dez reais) ao mês de CPMF ou R$120,00(cento e vinte reais anuais), na CSS eu pagaria R$ 2,50(dois e cinquenta) ao mês de CSS ou R$30,00( trinta reais) ao ano. Parece que a chamada classe média, desavisada, desinformada, pega corda desta minoria de milionários e bilionários brasileiros e passam a fazer coro com uma campanha que visa diminuir a distribuição de renda no Brasil. E depois reclamam da distribuição de renda forçada nas esquinas de nossa cidade. Quando o Estado não atua para diminuir as distorções sociais provocada pelo mercado, a sociedade se barbariza e o hobbesianismo social entra em ação. A criminalidade é uma produção social, que no Brasil é o resultado de 300 anos de ausência de Estado na vida da população mais pobre. Só a partir de 1930 o Estado nacional começou a mudar seu perfil. Saindo da proteção oligárquica e iniciando a proteção social. Ainda precisaremos de décadas de governos inclusivos para superarmos nossas chagas sociais.
O dilema tucano em Belém.
Qual a melhor estratégia tucana para 2010 tendo em conta as eleições de 2008 em Belém e nos grandes centros urbanos do estado?
1- Apoiar Duciomar sem contar com a candidatura a vice: Esta sem dúvida nenhuma é a decisão de maior incerteza para os tucanos. Primeiro porque Dudu já sinalizou que não optará por nenhuma decisão que a priori o isole do PT. Dudú , o indesejável perante as bases petistas, sabe que precisa de recursos do governo federal e que seu nome é a menos pior opção para o governo estadual frente as alternativas Edmilson e Valéria num eventual segundo turno em Belém. Daí Dudú recusar a priori a presença do PSDB na sua vice. Nesta alternativa os tucanos, se vierem a apoiar Dudu, direta ou indiretamente, viverão um enorme constrangimento político.
2- Apoiar Valéria: Nesta alternativa o PSDB daria o vice da candidata DEM. A chapa ganharia um grande peso político e eleitoral, porém o PSDB deixaria de ser o partido polarizador nestas eleições no Pará. Numa eventual vitória DEM e num provável desastre do PSDB nos principais centros urbanos do estado, o PSDB poderia ter de enfrentar a possibilidade de ter a bela jornalista como postulante ao cargo máximo do estado, caso o governo ana Júlia não decole à frente do governo do Pará. Claro, o PSDB teria de estar fracionado entre Jatene e Mário Couto em luta fraticida pela indicação partidária ao governo estadual de 2010.
3- Lançar candidatura própria: Sem dúvida nenhuma, esta alternativa colocaria o PSDB no centro do debate político na capital, resgatando os 12 anos de governos tucanos, realizando a crítica a eventual ineficácia do governo estadual e se apresentando como a alternativa visível ao governo do Pará em 2010. Neste contexto, caso o PSDB não passe ao segundo turno, poderia apoiar qualquer candidato que se contraponha ao governo estadual ou que lhe seja distante ideologicamente. E o que é interessante, negociando participação no governo municipal da capital em condições autônoma e dígna.
1- Apoiar Duciomar sem contar com a candidatura a vice: Esta sem dúvida nenhuma é a decisão de maior incerteza para os tucanos. Primeiro porque Dudu já sinalizou que não optará por nenhuma decisão que a priori o isole do PT. Dudú , o indesejável perante as bases petistas, sabe que precisa de recursos do governo federal e que seu nome é a menos pior opção para o governo estadual frente as alternativas Edmilson e Valéria num eventual segundo turno em Belém. Daí Dudú recusar a priori a presença do PSDB na sua vice. Nesta alternativa os tucanos, se vierem a apoiar Dudu, direta ou indiretamente, viverão um enorme constrangimento político.
2- Apoiar Valéria: Nesta alternativa o PSDB daria o vice da candidata DEM. A chapa ganharia um grande peso político e eleitoral, porém o PSDB deixaria de ser o partido polarizador nestas eleições no Pará. Numa eventual vitória DEM e num provável desastre do PSDB nos principais centros urbanos do estado, o PSDB poderia ter de enfrentar a possibilidade de ter a bela jornalista como postulante ao cargo máximo do estado, caso o governo ana Júlia não decole à frente do governo do Pará. Claro, o PSDB teria de estar fracionado entre Jatene e Mário Couto em luta fraticida pela indicação partidária ao governo estadual de 2010.
3- Lançar candidatura própria: Sem dúvida nenhuma, esta alternativa colocaria o PSDB no centro do debate político na capital, resgatando os 12 anos de governos tucanos, realizando a crítica a eventual ineficácia do governo estadual e se apresentando como a alternativa visível ao governo do Pará em 2010. Neste contexto, caso o PSDB não passe ao segundo turno, poderia apoiar qualquer candidato que se contraponha ao governo estadual ou que lhe seja distante ideologicamente. E o que é interessante, negociando participação no governo municipal da capital em condições autônoma e dígna.
UFPa- O reitor Alex sairá da vida pública?.
Em julho de 2009 o reitor Alex Fiúza deixa o mais longo reitorado, obtido através de consulta democrática na UFPa. Sem dúvida nenhuma o reitor conseguiu obter excelentes relacionamentos políticos com os governos estadual e federal, o que lhe permitiu ampliar, em muito, a infra-estrutura física, administrativa, financeira e acadêmica da UFPa. Só um novo reitor que consiga permanecer na função pelo mesmo período e que tenha a mesma capaidade executiva e de articulação política poderá repetir o desempenho do atual reitor . Alex deve sair ungido como o reitor mais realizador da história recente da universidade. Aliás o ciclo de doutores que passaram pela UFPa. nos últimos 24 anos deram grande contribuição à nossa universidade. No pós reitoria o cidadão Alex Fiúza seguirá uma carreira técnico/executiva no governo federal, entrará na política partidária ou reafirmará sua vida acadêmica na UFPa? Se eu fosse dirigente de um grande partido de esquerda ou de centro faria de tudo para conquistar um executivo deste porte. O Pará e Belém precisam muito formar uma camada republicana de políticos, coisa raríssima no Pará.
Escola quase parando.
A comunidade da Escola Estadual Luiz Nunes Direito de Ananindeua está preocupada com o andamento das obras de reforma que estão sendo realizadas. Estas começaram em 14 de janeiro de 2008 para serem concluidas em 90 dias, porém até o momento não acabaram e pela lentidão que estão caminhando as obras talvez estas só terminem no final de agosto. Esta constatação está deixando esta comunidade à beira de um ataque de nervos. O período letivo começou em 15 de abril e a escola opera em sistema de rodízio. Neste ambiente em obras alunos e professores têm de circular em meio de materiais de construção e entulhos, sem banheiros para os alunos, sem água de qualidade e sem espaço adequado para o exercício da docência. Uma equipe de pais e professores já procuraram a rede física da SEDUC, a assessoria política e o secretário adjunto na figura do assessor Sr. Otávio, porém, até o momento não obtiveram resposta sobre o aditivo de serviços urgentes e necessários que não constam da planilha inicial. Já se cogita até a possibilidade dos representantes da comunidade procurarem o ministério público para ver se é garantido celeridade nestes serviços. Os fiscais da rede física há muito que não atendem às seguidas solicitações dos representantes da comunidade escolar para se fazerem presentes, periodicamente, na escola.
A questão PMDB.
O PMDB é indispensável à governabilidade parlamentar do governo do Estado. O PT foca dogmaticamente contra um ator que deverá sair anêmico das disputas de 2008, o PSDB. Enquanto isso o PMDB por ser o partido mais estruturado no estado deverá ter a cabeça da maioria das alianças municipais com o PT. O PT, por outro lado, vem operando nas disputas municipais a partir da lógica de crescimento de cada tendência interna. Os petistas parecem que só pensam na luta interna, e como tal, buscam nestes acordos pragmáticos garantir vice-prefeituras e ou secretarias. O PMDB poderá sair hipertrofiado das eleições de 2008 e o governo ampliar ainda mais sua dependência da família Barbalho. Ninguém no governo parece refletir sobre este taticismo hobbesiano dos agrupamentos internos do PT. A questão que se coloca é: como manter o PMDB na base política do governo, inflar criteriosamente outros partidos da base aliada e evitar a possível obesidade política deste partido? Só a engenharia política poderá ajudar a dar respostas a este complexo problema.
Dudu e a Tecnologia de informação.
Nos próximos dias, se depender da opinião de um doutor em sociologia, que faz parte da assessoria política da prefeitura de Belém, deverá começar um detalhado e profundo diagnóstico político dos bairros de Belém. O objetivo é obter informações visando produzir políticas localizadas e setoriais emergenciais visando diminuir a rejeição do atual alcaide. A alta rejeição é vista como principal inimiga do prefeito num eventual segundo turno.
Doutor é igual a mestre.
no campus universitário da UFPa, localizado em Marabá, temos uma situação inusitada, no concurso para a disciplina de Metodologia da pesquisa o colegiado deliberou que o diploma de doutor e de mestre tem o mesmo peso. Disputa este concurso a esposa do vice-coordenador, que é mestra. O coordenador é membro da banca examinadora. Com a palavra a academia.
Comentários suscintos
A partir de hoje inicio um estágio no Tiquin. Farei comentários breves sobre a conjuntura política local e nacional e sobre as disputas de 2008.
Mais uma greve ameça o governo: trabalhadores da Cosanpa podem parar dia 10/06
Greve por tempo indeterminado. É esta a resposta dos trabalhadores e trabalhadoras da Cosanpa à proposta feita pela empresa, que ofereceu apenas 3% de reajuste a salários e tíquete-alimentação. A decisão foi tomada na última terça-feira (3/06) nas assembléias realizadas em Belém e nas unidades da empresa no interior do Estado. A decisão da categoria é deflagrar a greve por tempo indeterminado a partir do dia 10/06.
“Durante as assembléias os trabalhadores demonstraram grande insatisfação com a postura da Cosanpa nesta data-base. Uma empresa que mantém cerca de 120 comissionados recebendo salários que variam entre R$ 1.000,00 e R$ 4.800,00 não tem moral para vir choramingar na mesa de negociação, oferecendo mixaria alegando que está em dificuldades financeiras”, argumenta Ronaldo Romeiro, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará. A data-base dos trabalhadores da Cosanpa é 1º de maio.
Os trabalhadores da Cosanpa reivindicam 4,70%, conforme Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de maio do ano passado a abril deste ano, além de ganho real de 5%. A proposta de 3%, apresentada durante a oitava rodada de negociação, realizada no dia 29/05, foi rejeitada imediatamente pelos sindicalistas. “No ano passado conseguimos reajuste e aumento real, não aceitaremos retrocesso”, conta Romeiro.
A proposta da empresa nega reajuste às demais cláusulas econômicas, como anuênio, adicional de penosidade, seguro de vida, reembolso creche/ensino fundamental, auxílio-educação e piso salarial. “A empresa ainda quer excluir itens e cláusulas do acordo atual, como o ganho de resultado”, informa o sindicalista. O Sindicato diz ainda que está aberto às negociações e aguarda uma posição da empresa até a data decidida em assembléia para o início da greve. “Não fechamos os canais de negociação. Depende da empresa marcar nova reunião”, diz Romeiro.
Sucateamento – O Sindicato dos Urbanitários do Pará denuncia o uso político da empresa e a precarização à qual está sendo submetida. Segundo a denúncia, nos últimos anos, a Cosanpa foi submetida a um processo de sucateamento. “Equipamentos foram deteriorados, peças deixaram de ser repostas, o quadro de pessoal foi reduzido em cerca de 700 trabalhadores nos últimos dez anos”.
Para o Sindicato, esse quadro reflete o déficit de arrecadação atual. “A empresa precisa de R$ 14 milhões mensais para dar conta de suas despesas. Mas a arrecadação é de aproximadamente R$ 9 milhões, precisando portanto do aporte dado pelo governo de cerca de R$ 6 milhões hoje”, informa o dirigente. “Cabe a pergunta, de quem é a culpa por essa situação caótica? Com certeza não é dos trabalhadores. Esses sempre trabalharam duro para dar conta da missão da Cosanpa. E conseguem fazer isso em condições precárias de trabalho, a peso de improvisos e de boa vontade”, assegura.
Conselhos – Para os sindicalistas, a precariedade está ligada à forma de gerir a empresa, “que não pode ser administrada somente sob a ótica da política. Precisamos ter os interesses dos trabalhadores, da população e da própria empresa resguardados”, avalia. “Por isso a luta também abrange nossa participação nos conselhos de administração e fiscal da empresa”, reivindica.
Os urbanitários da Cosanpa se dizem discriminados em relação aos demais trabalhadores da máquina estatal. “O governo do Estado divulgou que todos os servidores, inclusive da administração indireta, estariam recebendo reajuste com aumento real - os percentuais variam entre 6,5% e 10,71%. Os empregados da Cosanpa também merecem aumento real. Ou será que a Cosanpa só é incluída na máquina estatal na hora de fazer propaganda do Água para Todos e do PAC?”, questiona Romeiro.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Urbanitários do Pará
“Durante as assembléias os trabalhadores demonstraram grande insatisfação com a postura da Cosanpa nesta data-base. Uma empresa que mantém cerca de 120 comissionados recebendo salários que variam entre R$ 1.000,00 e R$ 4.800,00 não tem moral para vir choramingar na mesa de negociação, oferecendo mixaria alegando que está em dificuldades financeiras”, argumenta Ronaldo Romeiro, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará. A data-base dos trabalhadores da Cosanpa é 1º de maio.
Os trabalhadores da Cosanpa reivindicam 4,70%, conforme Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de maio do ano passado a abril deste ano, além de ganho real de 5%. A proposta de 3%, apresentada durante a oitava rodada de negociação, realizada no dia 29/05, foi rejeitada imediatamente pelos sindicalistas. “No ano passado conseguimos reajuste e aumento real, não aceitaremos retrocesso”, conta Romeiro.
A proposta da empresa nega reajuste às demais cláusulas econômicas, como anuênio, adicional de penosidade, seguro de vida, reembolso creche/ensino fundamental, auxílio-educação e piso salarial. “A empresa ainda quer excluir itens e cláusulas do acordo atual, como o ganho de resultado”, informa o sindicalista. O Sindicato diz ainda que está aberto às negociações e aguarda uma posição da empresa até a data decidida em assembléia para o início da greve. “Não fechamos os canais de negociação. Depende da empresa marcar nova reunião”, diz Romeiro.
Sucateamento – O Sindicato dos Urbanitários do Pará denuncia o uso político da empresa e a precarização à qual está sendo submetida. Segundo a denúncia, nos últimos anos, a Cosanpa foi submetida a um processo de sucateamento. “Equipamentos foram deteriorados, peças deixaram de ser repostas, o quadro de pessoal foi reduzido em cerca de 700 trabalhadores nos últimos dez anos”.
Para o Sindicato, esse quadro reflete o déficit de arrecadação atual. “A empresa precisa de R$ 14 milhões mensais para dar conta de suas despesas. Mas a arrecadação é de aproximadamente R$ 9 milhões, precisando portanto do aporte dado pelo governo de cerca de R$ 6 milhões hoje”, informa o dirigente. “Cabe a pergunta, de quem é a culpa por essa situação caótica? Com certeza não é dos trabalhadores. Esses sempre trabalharam duro para dar conta da missão da Cosanpa. E conseguem fazer isso em condições precárias de trabalho, a peso de improvisos e de boa vontade”, assegura.
Conselhos – Para os sindicalistas, a precariedade está ligada à forma de gerir a empresa, “que não pode ser administrada somente sob a ótica da política. Precisamos ter os interesses dos trabalhadores, da população e da própria empresa resguardados”, avalia. “Por isso a luta também abrange nossa participação nos conselhos de administração e fiscal da empresa”, reivindica.
Os urbanitários da Cosanpa se dizem discriminados em relação aos demais trabalhadores da máquina estatal. “O governo do Estado divulgou que todos os servidores, inclusive da administração indireta, estariam recebendo reajuste com aumento real - os percentuais variam entre 6,5% e 10,71%. Os empregados da Cosanpa também merecem aumento real. Ou será que a Cosanpa só é incluída na máquina estatal na hora de fazer propaganda do Água para Todos e do PAC?”, questiona Romeiro.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Urbanitários do Pará
Novas postagens
As novas postagens com informações dos bastidores da política estão prejudicadas em decorrência de compromissos profissionais e pessoais inadiáveis. Minhas desculpas aos leitores.
Marido traído ganha direito a indenização por danos morais no DF
da Folha Online
A Justiça do Distrito Federal condenou uma mulher a pagar indenização por danos morais ao ex-marido. Ela foi flagrada por ele mantendo quando mantinha relação sexual em sua própria casa, na cama do casal. Inicialmente, a indenização foi fixada em R$ 14 mil, mas foi reduzida para R$ 7.000.
O autor da ação entrou com um pedido de indenização após a separação. Na ocasião, a Justiça comprovou a culpa da mulher que, segundo a sentença, "incorreu em quebra do dever de fidelidade, previsto no artigo 1.566 do Código Civil". Testemunhas ouvidas em juízo confirmaram o flagrante, segundo o TJ (Tribunal de Justiça).
Insatisfeita com a condenação, a mulher entrou com recurso, que não foi concedido. A Justiça concedeu somente a diminuição do valor da indenização.
Segundo o acórdão da Justiça, "a possibilidade de haver indenização deriva de mandamento constitucional que diz ser inviolável a honra das pessoas, sendo assegurado o direito à indenização pelo dano moral decorrente de sua violação.
Desde março de 2005, a lei 11.106 alterou diversos dispositivos do Código Penal Brasileiro. Dentre as mudanças, houve a descriminalização do adultério, antes considerado crime com previsão de pena de 15 dias a seis meses de detenção. Não cabe mais recurso da decisão.
O processo tramita sob segredo de Justiça, por isso o órgão não forneceu datas e nomes dos envolvidos.
A Justiça do Distrito Federal condenou uma mulher a pagar indenização por danos morais ao ex-marido. Ela foi flagrada por ele mantendo quando mantinha relação sexual em sua própria casa, na cama do casal. Inicialmente, a indenização foi fixada em R$ 14 mil, mas foi reduzida para R$ 7.000.
O autor da ação entrou com um pedido de indenização após a separação. Na ocasião, a Justiça comprovou a culpa da mulher que, segundo a sentença, "incorreu em quebra do dever de fidelidade, previsto no artigo 1.566 do Código Civil". Testemunhas ouvidas em juízo confirmaram o flagrante, segundo o TJ (Tribunal de Justiça).
Insatisfeita com a condenação, a mulher entrou com recurso, que não foi concedido. A Justiça concedeu somente a diminuição do valor da indenização.
Segundo o acórdão da Justiça, "a possibilidade de haver indenização deriva de mandamento constitucional que diz ser inviolável a honra das pessoas, sendo assegurado o direito à indenização pelo dano moral decorrente de sua violação.
Desde março de 2005, a lei 11.106 alterou diversos dispositivos do Código Penal Brasileiro. Dentre as mudanças, houve a descriminalização do adultério, antes considerado crime com previsão de pena de 15 dias a seis meses de detenção. Não cabe mais recurso da decisão.
O processo tramita sob segredo de Justiça, por isso o órgão não forneceu datas e nomes dos envolvidos.
Partidos se comprometem a negar legenda a candidatos acusados de crimes
Por Jorge Wamburg Repórter, da Agência Brasil
Seis partidos políticos se comprometeram, por escrito, a orientar seus diretórios municipais a recusar legenda, nas convenções municipais deste ano, a candidatos acusados da prática de crimes graves ou de atos de improbidade administrativa ou ainda aos que tenham renunciado a mandatos políticos para evitar eventuais punições por atos contrários à Constituição. O documento foi assinado dia 19/05, na abertura Seminário Nacional de Juízes, Promotores e Advogados Eleitorais (Senaje), atendendo a convite formulado pelo Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
O documento foi assinado pelos representantes do PMN, PV, PTB, PHS, PCB e PRB, que também se comprometeram a orientar os seus congressistas a cumprir o disposto no art. 14, § 9°, da CF, aprovando lei complementar que estabeleça hipóteses de inelegibilidade que considerem a vida pregressa dos candidatos.
O evento foi realizado na sede do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Brasília, uma das entidades que participam do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A palestra de abertura foi proferida pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) José Delgado, ex-corregedor-geral eleitoral, que falou sobre a Lei 9840, aprovada pelo Congresso em 1999 para combater a corrupção eleitoral e que é a primeira lei de iniciativa popular da história do país.
No dia 20, o seminário prosseguiu com palestra do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Fernando Neves, sobre a Jurisprudência Consolidada; do procurador regional eleitoral no Estado de São Paulo Mario Bonsaglio, sobre As Eleições de 2008 em Perspectiva; do procurador regional da República Nicolao Dino, sobre Fidelidade Partidária e Corrupção Eleitoral; do vice-procurador-geral eleitoral Francisco Xavier Pinheiro Filho sobre Registro de Candidatura e Vida Pregressa dos Candidatos.
Seis partidos políticos se comprometeram, por escrito, a orientar seus diretórios municipais a recusar legenda, nas convenções municipais deste ano, a candidatos acusados da prática de crimes graves ou de atos de improbidade administrativa ou ainda aos que tenham renunciado a mandatos políticos para evitar eventuais punições por atos contrários à Constituição. O documento foi assinado dia 19/05, na abertura Seminário Nacional de Juízes, Promotores e Advogados Eleitorais (Senaje), atendendo a convite formulado pelo Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
O documento foi assinado pelos representantes do PMN, PV, PTB, PHS, PCB e PRB, que também se comprometeram a orientar os seus congressistas a cumprir o disposto no art. 14, § 9°, da CF, aprovando lei complementar que estabeleça hipóteses de inelegibilidade que considerem a vida pregressa dos candidatos.
O evento foi realizado na sede do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Brasília, uma das entidades que participam do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A palestra de abertura foi proferida pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) José Delgado, ex-corregedor-geral eleitoral, que falou sobre a Lei 9840, aprovada pelo Congresso em 1999 para combater a corrupção eleitoral e que é a primeira lei de iniciativa popular da história do país.
No dia 20, o seminário prosseguiu com palestra do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Fernando Neves, sobre a Jurisprudência Consolidada; do procurador regional eleitoral no Estado de São Paulo Mario Bonsaglio, sobre As Eleições de 2008 em Perspectiva; do procurador regional da República Nicolao Dino, sobre Fidelidade Partidária e Corrupção Eleitoral; do vice-procurador-geral eleitoral Francisco Xavier Pinheiro Filho sobre Registro de Candidatura e Vida Pregressa dos Candidatos.
Criação da Unasul muda geopolítica da América do Sul, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (26) que a criação da União Sul-americana de Nações (Unasul) muda a geopolítica da América do Sul, tornando os países-membros “mais fortes e mais soberanos”. Para Lula, o feito representa a realização de um sonho.
“Parecia uma coisa impossível porque aqui, na América do Sul, fomos doutrinados para acreditar que não daríamos certo em nada, que somos pobres, que brigamos muito e que temos que depender dos Estados Unidos e da União Européia”, afirmou.
Chefes de Estado sul-americanos se reuniram na última sexta-feira (23), em Brasília, para uma reunião de cúpula extraordinária da Unasul. O marco legal já havia sido estabelecido pela diplomacia dos países envolvidos e os últimos detalhes foram definidos em maio.
Em seu programa de rádio semanal Café com o Presidente, Lula ressaltou que o tratado que cria a Unasul vai facilitar negociações com outros blocos, além de possibilitar a construção de ferrovias, rodovias, pontes e linhas de transmissão. “Acho que foi a realização de um sonho. Mas ainda vamos ter que trabalhar muito para consolidar as coisas práticas”.
Diante do ceticismo por parte de alguns países sul-americanos e da possibilidade de que a Unasul fique apenas no papel, Lula se mostrou otimista e reforçou que a América do Sul apresenta um quadro de “evolução extraordinária”. Para ele, é preciso que o Brasil invista em países como Paraguai, Uruguai e Bolívia – nações consideradas “economicamente mais frágeis".
“Temos obrigação de ajudá-los porque, quanto mais forte economicamente forem os países da América do Sul, mais tranquilidade, paz, democracia, comércio, empresas, empregos, renda e desenvolvimento”.
Lula reconheceu que "na verdade muita coisa ainda não se concretizou" e lembrou que outra iniciativas estão em andamento, como o Banco da América do Sul. "Vamos caminhar para, no futuro, termos um Banco Central único e moeda única. Isso é um processo, não é uma coisa rápida".
Já em relação à proposta brasileira de criação de um Conselho Nacional de Defesa Sul-americano – que acabou derrubada durante a reunião de chefes de Estado – Lula acredita que, caso o Brasil possa “elaborar melhor a proposta e tirar algumas convergências” nos próximos 90 dias, a idéia poderá ser aprovada.
“A verdade é que, dos doze países, apenas a Colômbia colocou objeção. Depois, conversei com o presidente Uribe [da Colômbia]. Vamos voltar a conversar. Estou viajando à Colômbia no dia 20 de julho. E acho que as coisas vão se acertar”.
A proposta será analisada nos próximos 90 dias por um grupo de trabalho da Unasul. A iniciativa foi anunciada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, na última sexta-feira, em coletiva no Palácio do Itamaraty.
Fonte: Agência Brasil (Paula Laboissière)
“Parecia uma coisa impossível porque aqui, na América do Sul, fomos doutrinados para acreditar que não daríamos certo em nada, que somos pobres, que brigamos muito e que temos que depender dos Estados Unidos e da União Européia”, afirmou.
Chefes de Estado sul-americanos se reuniram na última sexta-feira (23), em Brasília, para uma reunião de cúpula extraordinária da Unasul. O marco legal já havia sido estabelecido pela diplomacia dos países envolvidos e os últimos detalhes foram definidos em maio.
Em seu programa de rádio semanal Café com o Presidente, Lula ressaltou que o tratado que cria a Unasul vai facilitar negociações com outros blocos, além de possibilitar a construção de ferrovias, rodovias, pontes e linhas de transmissão. “Acho que foi a realização de um sonho. Mas ainda vamos ter que trabalhar muito para consolidar as coisas práticas”.
Diante do ceticismo por parte de alguns países sul-americanos e da possibilidade de que a Unasul fique apenas no papel, Lula se mostrou otimista e reforçou que a América do Sul apresenta um quadro de “evolução extraordinária”. Para ele, é preciso que o Brasil invista em países como Paraguai, Uruguai e Bolívia – nações consideradas “economicamente mais frágeis".
“Temos obrigação de ajudá-los porque, quanto mais forte economicamente forem os países da América do Sul, mais tranquilidade, paz, democracia, comércio, empresas, empregos, renda e desenvolvimento”.
Lula reconheceu que "na verdade muita coisa ainda não se concretizou" e lembrou que outra iniciativas estão em andamento, como o Banco da América do Sul. "Vamos caminhar para, no futuro, termos um Banco Central único e moeda única. Isso é um processo, não é uma coisa rápida".
Já em relação à proposta brasileira de criação de um Conselho Nacional de Defesa Sul-americano – que acabou derrubada durante a reunião de chefes de Estado – Lula acredita que, caso o Brasil possa “elaborar melhor a proposta e tirar algumas convergências” nos próximos 90 dias, a idéia poderá ser aprovada.
“A verdade é que, dos doze países, apenas a Colômbia colocou objeção. Depois, conversei com o presidente Uribe [da Colômbia]. Vamos voltar a conversar. Estou viajando à Colômbia no dia 20 de julho. E acho que as coisas vão se acertar”.
A proposta será analisada nos próximos 90 dias por um grupo de trabalho da Unasul. A iniciativa foi anunciada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, na última sexta-feira, em coletiva no Palácio do Itamaraty.
Fonte: Agência Brasil (Paula Laboissière)
EUA vão permitir o envio de celulares a Cuba
da Reuters, em Washington
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou na quarta-feira (21) que o país vai permitir que os emigrantes cubanos possam enviar celulares a familiares em Cuba. O objetivo é, supostamente, acelerar as reformas na ilha.
O presidente cubano Raúl Castro, que assumiu em fevereiro, liberou em abril a venda de telefones celulares a particulares. Castro autorizou também a venda livre de computadores, DVDs e microondas, além de liberar o acesso a hotéis e o aluguel de carros, direitos antes concedidos apenas a estrangeiros.
Apesar de esses serviços custarem caro em um país em que o salário médio é de aproximadamente US$ 18, muitos têm acesso a dólares por meio do mercado negro, remessas de seus familiares no exterior, por trabalhar para uma empresa estrangeira ou receber estímulos de entidades estatais.
Raúl Castro, que prometeu "mudanças" dentro do socialismo, assumiu o lugar de seu irmão Fidel, que deixou o cargo após quase meio século no poder, devido a seu estado de saúde debilitado.
"Se Raúl leva a sério as chamadas reformas, terá que permitir que esses telefones cheguem aos cubanos", disse Bush, em evento na Casa Branca para comemorar o primeiro Dia da Solidariedade com o Povo Cubano. Washington mantém um embargo contra a ilha há mais de 45 anos e resistiu várias vezes a suavizá-lo.
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou na quarta-feira (21) que o país vai permitir que os emigrantes cubanos possam enviar celulares a familiares em Cuba. O objetivo é, supostamente, acelerar as reformas na ilha.
O presidente cubano Raúl Castro, que assumiu em fevereiro, liberou em abril a venda de telefones celulares a particulares. Castro autorizou também a venda livre de computadores, DVDs e microondas, além de liberar o acesso a hotéis e o aluguel de carros, direitos antes concedidos apenas a estrangeiros.
Apesar de esses serviços custarem caro em um país em que o salário médio é de aproximadamente US$ 18, muitos têm acesso a dólares por meio do mercado negro, remessas de seus familiares no exterior, por trabalhar para uma empresa estrangeira ou receber estímulos de entidades estatais.
Raúl Castro, que prometeu "mudanças" dentro do socialismo, assumiu o lugar de seu irmão Fidel, que deixou o cargo após quase meio século no poder, devido a seu estado de saúde debilitado.
"Se Raúl leva a sério as chamadas reformas, terá que permitir que esses telefones cheguem aos cubanos", disse Bush, em evento na Casa Branca para comemorar o primeiro Dia da Solidariedade com o Povo Cubano. Washington mantém um embargo contra a ilha há mais de 45 anos e resistiu várias vezes a suavizá-lo.
Problemas globais, problemas locais

A primeira imagem ilustra o problema na cidade de Nápoles (Itália). A segunda publicada no jornal O Liberal (21/05/08), mostra rua na Cidade Nova V (Ananindeua).
Confira O Liberal
Confira Estadão
Agressão no Pará não vai atrapalhar discussão sobre Belo Monte, avalia Eletrobrás
A agressão a um engenheiro da Eletrobrás no município de Altamira, no Pará, ocorrida na terça-feira (20), foi classificada como um caso pontual pelo diretor de tecnologia da empresa, Ubirajara Rocha Meira. Segundo ele, o episódio não irá atrapalhar a discussão sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). De acordo com o diretor, a Eletrobrás “lamenta veementemente” o ocorrido e está tomando todas as providências para identificar e punir os culpados.
“A Eletrobrás espera que haja bom senso por parte de todos e que entendam que a empresa, mais que ninguém, está preocupada com o meio ambiente”, disse Meira, que participa, em Foz do Iguaçu (PR), do Fórum Global de Energias Renováveis.
O diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, minimizou o episódio. “Os excessos sempre são ruins, mas sempre ocorreram, não podemos achar que isso é o fim do mundo”, avaliou. Para ele, as hidrelétricas são fundamentais para possibilitar o crescimento do país, mas devem ser construídas procurando respeitar o meio ambiente.
O engenheiro Paulo Fernando Rezende, coordenador dos estudos de Belo Monte, foi ferido com um golpe de facão no braço por índios da etnia Caiapó, durante um evento em Altamira que discutia a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Índios divulgam documento contra as barragens
Representantes dos 24 povos indígenas da bacia do Xingu foram recebidos na Justiça Federal de Altamira nesta quarta-feira (21/05) pelo juiz federal Antonio Carlos Campelo. “A Justiça Federal considera os povos indígenas como irmãos e compreendemos os anseios de vocês, porque a Constituição garantiu seus direitos e isso não pode ser ignorado”, disse o juiz ao recepcioná-los. O encontro foi acompanhado pelos procuradores da República Felício Pontes Jr e Marco Antonio de Almeida e fazia parte da agenda do Encontro Xingu Vivo para Sempre, promovido por organizações não governamentais, movimentos sociais e pelos próprios índios.
As lideranças se revezaram falando ora em sua própria língua, ora em português, mas pedindo unanimemente para que o rio Xingu não sofra barramento em nenhum ponto. “Não somos contra o desenvolvimento do país, somos contra projetos que vão dar lucro apenas para algumas empresas, alguns empresários e deixar índios e ribeirinhos na miséria. Isso está errado e contamos com a justiça do nosso país para não deixar violar os direitos indígenas, como brasileiros que somos”, resumiu Gercinaldo Sateré-Maué, coordenador da Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
Os indígenas entregaram um documento ao juiz, que se comprometeu a encaminhá-lo ao Presidente da República, ao Vice-presidente da República, ao Presidente do Congresso Nacional e à Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os índios também presentearam ao juiz uma borduna - espécie de porrete feito artesanalmente. “É uma grande satisfação conhecê-los, vocês são pessoas gentis e muito inteligentes, são brasileiros que todos os brasileiros deveriam conhecer”, despediu-se Campelo.
Inquérito
O Ministério Público Federal acompanha o inquérito, instaurado a pedido do procurador Marco Antonio Almeida, em que se apura o incidente da terça (20), quando o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, foi ferido depois de uma confusão com índios de várias aldeias. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído e deve ser acompanhado por antropólogos.
Fonte: Pará Negócios (com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Pará)
“A Eletrobrás espera que haja bom senso por parte de todos e que entendam que a empresa, mais que ninguém, está preocupada com o meio ambiente”, disse Meira, que participa, em Foz do Iguaçu (PR), do Fórum Global de Energias Renováveis.
O diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, minimizou o episódio. “Os excessos sempre são ruins, mas sempre ocorreram, não podemos achar que isso é o fim do mundo”, avaliou. Para ele, as hidrelétricas são fundamentais para possibilitar o crescimento do país, mas devem ser construídas procurando respeitar o meio ambiente.
O engenheiro Paulo Fernando Rezende, coordenador dos estudos de Belo Monte, foi ferido com um golpe de facão no braço por índios da etnia Caiapó, durante um evento em Altamira que discutia a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Índios divulgam documento contra as barragens
Representantes dos 24 povos indígenas da bacia do Xingu foram recebidos na Justiça Federal de Altamira nesta quarta-feira (21/05) pelo juiz federal Antonio Carlos Campelo. “A Justiça Federal considera os povos indígenas como irmãos e compreendemos os anseios de vocês, porque a Constituição garantiu seus direitos e isso não pode ser ignorado”, disse o juiz ao recepcioná-los. O encontro foi acompanhado pelos procuradores da República Felício Pontes Jr e Marco Antonio de Almeida e fazia parte da agenda do Encontro Xingu Vivo para Sempre, promovido por organizações não governamentais, movimentos sociais e pelos próprios índios.
As lideranças se revezaram falando ora em sua própria língua, ora em português, mas pedindo unanimemente para que o rio Xingu não sofra barramento em nenhum ponto. “Não somos contra o desenvolvimento do país, somos contra projetos que vão dar lucro apenas para algumas empresas, alguns empresários e deixar índios e ribeirinhos na miséria. Isso está errado e contamos com a justiça do nosso país para não deixar violar os direitos indígenas, como brasileiros que somos”, resumiu Gercinaldo Sateré-Maué, coordenador da Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
Os indígenas entregaram um documento ao juiz, que se comprometeu a encaminhá-lo ao Presidente da República, ao Vice-presidente da República, ao Presidente do Congresso Nacional e à Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os índios também presentearam ao juiz uma borduna - espécie de porrete feito artesanalmente. “É uma grande satisfação conhecê-los, vocês são pessoas gentis e muito inteligentes, são brasileiros que todos os brasileiros deveriam conhecer”, despediu-se Campelo.
Inquérito
O Ministério Público Federal acompanha o inquérito, instaurado a pedido do procurador Marco Antonio Almeida, em que se apura o incidente da terça (20), quando o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, foi ferido depois de uma confusão com índios de várias aldeias. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído e deve ser acompanhado por antropólogos.
Fonte: Pará Negócios (com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Pará)
Nos bastidores da Juventude... (parte II)
Na UFPA, estas são as chapas que disputam o DCE:
Chapa 1 - "ARRAIAL DOS ESTUDANTES - OPOSIÇÃO", com 1.089 membros (UJS/PCdoB, Campo Majoritário/PT, BEC/PT, PDT, PPS)
Chapa 2 - "SEMPRE EM FRENTE", com 225 membros (PSTU/Conlute)
Chapa 3 - "APENAS COMEÇAMOS...", com 1.621 membros (PSOL)
Chapa 4 - "O MOVIMENTO - OPOSIÇÃO", com 104 membros (DS/PT e Marcha Mundial das Mulheres)
A atual gestão do Diretório é, majoritariamente, composta por membros do PSOL. A maioria desses militantes, segundo os próprios, vivem lutando, pois só aparecem nas salas de aula da UFPA durante as eleições (CA's e DCE). Será que eles seguem a risca a frase "não deixe a escola atrapalhar seus estudos", ou será mera confusão?
A Democracia Socialista (DS), tendência do PT, segue isolada nessas eleições. Será que existe esperança?
Eis as questões...
Chapa 1 - "ARRAIAL DOS ESTUDANTES - OPOSIÇÃO", com 1.089 membros (UJS/PCdoB, Campo Majoritário/PT, BEC/PT, PDT, PPS)
Chapa 2 - "SEMPRE EM FRENTE", com 225 membros (PSTU/Conlute)
Chapa 3 - "APENAS COMEÇAMOS...", com 1.621 membros (PSOL)
Chapa 4 - "O MOVIMENTO - OPOSIÇÃO", com 104 membros (DS/PT e Marcha Mundial das Mulheres)
A atual gestão do Diretório é, majoritariamente, composta por membros do PSOL. A maioria desses militantes, segundo os próprios, vivem lutando, pois só aparecem nas salas de aula da UFPA durante as eleições (CA's e DCE). Será que eles seguem a risca a frase "não deixe a escola atrapalhar seus estudos", ou será mera confusão?
A Democracia Socialista (DS), tendência do PT, segue isolada nessas eleições. Será que existe esperança?
Eis as questões...
Nos bastidores da Juventude...
Cássio Nogueira, 23 anos, estudante de ciências sociais na UNAMA, diretor de Políticas Públicas de Juventude na UNE, é o novo secretário da juventude no PT. Este, membro da tendência PT Pra Valer - Juventude da Revolução Democrática, venceu seu adversário (de mesma tendência - Juventude Cabocla Socialista do Pará) sob diferença de 16 votos (88 x 72).
Enquanto isto na UFPA, os movimentos (todos separados) continuam na batalha por votos para o Diretório Central dos Estudantes. Dizem que isto PODE significar as prévias para a eleição à reitoria. Será?
Enquanto isto na UFPA, os movimentos (todos separados) continuam na batalha por votos para o Diretório Central dos Estudantes. Dizem que isto PODE significar as prévias para a eleição à reitoria. Será?
Marituba é a primeira Cidade Digital do Pará
Da Redação
Agência Pará
Com a implantação da Cidade Digital, mais de 30 pontos estão interligados em Marituba
Marituba, na Região Metropolitana de Belém, é a primeira Cidade Digital do Pará. A instalação de dois infocentros, a interligação, por cabos de fibra óptica, dos principais serviços públicos nas áreas de educação, saúde e segurança, e a instalação de um sistema que possibilitará o acesso gratuito à internet em plena praça pública são ações do Navegapará, programa de inclusão digital que deverá beneficiar mais de 2 milhões de pessoas até o fim deste ano.
A governadora Ana Júlia Carepa inaugurou, na manhã deste sábado (17), o Infocentro Mãe da Divina Providência, no bairro Novo Horizonte, onde moram mais de duas mil famílias. De lá, ela seguiu para o Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), onde conheceu a base da rede que possibilitou a implantação da Cidade Digital em Marituba. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, são mais de 30 pontos interligados em Marituba.
“A instalação dos infocentros é um marco, porque garante acesso gratuito e irrestrito da população à internet e, por conseguinte, todos os serviços que hoje em dia podem ser utilizados por meio dela, sem contar a quantidade de informação disponível na rede. Jovens poderão usar os computadores dos centros e aprender tudo sobre informática e as ferramentas da tecnologia da informação”, disse o secretário.
Cada infocentro tem três monitores, pessoas da própria comunidade, treinadas pela Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). O outro infocentro de Marituba fica na comunidade Marituba 1. “São comunidades que têm direito de acesso a essa tecnologia, que ansiavam por melhores condições de comunicação e acessibilidade”, completou o secretário.
Inaugurando o novo serviço, Ana Júlia Carepa pôde conversar, diretamente do Iesp, em Marituba, com o delegado geral de Polícia Civil, Justiniano Alves, que estava na sede da Polícia Civil, em Belém. A conversa em tempo real, explicou Maurílio Monteiro, é apenas um dos recursos de que poderá dispor qualquer pessoa em Marituba com um computador e os equipamentos necessários.
Eqüidade - Para uma platéia de líderes comunitários e autoridades, a governadora lembrou que a instalação da primeira Cidade Digital do Navegapará em Marituba, município cujo prefeito, Antônio Armando (PSDB), é de oposição ao governo do Estado, é a prova de que “esta administração atua em parceria com todas as prefeituras, sem discriminação de partido, credo ou filosofia”. Disputas políticas, lembrou, não podem penalizar o povo.
A instalação dos infocentros, destacou ainda a governadora, gera oportunidade de emprego e renda para as comunidades carentes, já que os monitores recebem qualificação profissional e uma bolsa no valor de um salário mínimo. As Cidades Digitais, ressaltou, também trazem ferramentas que são poderosos aliados da educação. “Teleconferências, telecursos, educação à distância, palestras, tudo isso vai ser somado às atividades na escola e nos centros de formação”, acentuou.
Para a saúde, os avanços também são enormes. Será possível, por exemplo, nos mais longínquos lugares do Estado, conseguir para um paciente uma segunda opinião médica, por intermédio da comunicação on-line. Exames e outros procedimentos médicos poderão ser processados digitalmente.
Ampliação - O governo do Estado vai inaugurar, até agosto deste ano, mais 13 Cidades Digitais, dentro do programa Navegapará, executado em parceria com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) e a Rede Metrobel. São mais de 1,8 mil quilômetros de fibra óptica da estatal e outros 30 quilômetros da rede. No interior do Estado, desprovido de diversos órgãos, as Cidades Digitais terão telecentros de negócios e centros para teleconferências. Além disso, serão inaugurados mais de 100 infocentros.
Graças a um convênio com o Ministério da Educação (MEC), mais 39 municípios serão beneficiados com o uso de um sinal de rádio que cobrirá de Santa Maria do Pará a Bragança, totalizando mais de 600 escolas interligadas ainda este ano.
Texto: Luiz Carlos Santos - Secom
Agência Pará
Com a implantação da Cidade Digital, mais de 30 pontos estão interligados em Marituba
Marituba, na Região Metropolitana de Belém, é a primeira Cidade Digital do Pará. A instalação de dois infocentros, a interligação, por cabos de fibra óptica, dos principais serviços públicos nas áreas de educação, saúde e segurança, e a instalação de um sistema que possibilitará o acesso gratuito à internet em plena praça pública são ações do Navegapará, programa de inclusão digital que deverá beneficiar mais de 2 milhões de pessoas até o fim deste ano.
A governadora Ana Júlia Carepa inaugurou, na manhã deste sábado (17), o Infocentro Mãe da Divina Providência, no bairro Novo Horizonte, onde moram mais de duas mil famílias. De lá, ela seguiu para o Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), onde conheceu a base da rede que possibilitou a implantação da Cidade Digital em Marituba. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, são mais de 30 pontos interligados em Marituba.
“A instalação dos infocentros é um marco, porque garante acesso gratuito e irrestrito da população à internet e, por conseguinte, todos os serviços que hoje em dia podem ser utilizados por meio dela, sem contar a quantidade de informação disponível na rede. Jovens poderão usar os computadores dos centros e aprender tudo sobre informática e as ferramentas da tecnologia da informação”, disse o secretário.
Cada infocentro tem três monitores, pessoas da própria comunidade, treinadas pela Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). O outro infocentro de Marituba fica na comunidade Marituba 1. “São comunidades que têm direito de acesso a essa tecnologia, que ansiavam por melhores condições de comunicação e acessibilidade”, completou o secretário.
Inaugurando o novo serviço, Ana Júlia Carepa pôde conversar, diretamente do Iesp, em Marituba, com o delegado geral de Polícia Civil, Justiniano Alves, que estava na sede da Polícia Civil, em Belém. A conversa em tempo real, explicou Maurílio Monteiro, é apenas um dos recursos de que poderá dispor qualquer pessoa em Marituba com um computador e os equipamentos necessários.
Eqüidade - Para uma platéia de líderes comunitários e autoridades, a governadora lembrou que a instalação da primeira Cidade Digital do Navegapará em Marituba, município cujo prefeito, Antônio Armando (PSDB), é de oposição ao governo do Estado, é a prova de que “esta administração atua em parceria com todas as prefeituras, sem discriminação de partido, credo ou filosofia”. Disputas políticas, lembrou, não podem penalizar o povo.
A instalação dos infocentros, destacou ainda a governadora, gera oportunidade de emprego e renda para as comunidades carentes, já que os monitores recebem qualificação profissional e uma bolsa no valor de um salário mínimo. As Cidades Digitais, ressaltou, também trazem ferramentas que são poderosos aliados da educação. “Teleconferências, telecursos, educação à distância, palestras, tudo isso vai ser somado às atividades na escola e nos centros de formação”, acentuou.
Para a saúde, os avanços também são enormes. Será possível, por exemplo, nos mais longínquos lugares do Estado, conseguir para um paciente uma segunda opinião médica, por intermédio da comunicação on-line. Exames e outros procedimentos médicos poderão ser processados digitalmente.
Ampliação - O governo do Estado vai inaugurar, até agosto deste ano, mais 13 Cidades Digitais, dentro do programa Navegapará, executado em parceria com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) e a Rede Metrobel. São mais de 1,8 mil quilômetros de fibra óptica da estatal e outros 30 quilômetros da rede. No interior do Estado, desprovido de diversos órgãos, as Cidades Digitais terão telecentros de negócios e centros para teleconferências. Além disso, serão inaugurados mais de 100 infocentros.
Graças a um convênio com o Ministério da Educação (MEC), mais 39 municípios serão beneficiados com o uso de um sinal de rádio que cobrirá de Santa Maria do Pará a Bragança, totalizando mais de 600 escolas interligadas ainda este ano.
Texto: Luiz Carlos Santos - Secom
Procuradoria quer regularização ambiental de assentamentos no Pará
da Folha Online
O Ministério Público Federal no Pará quer que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) tome providências imediatas para a regularização ambiental dos 473 projetos de assentamento localizados no sudeste do Estado. Além disso, recomendou que não sejam assentadas mais famílias enquanto as medidas não forem realizadas.
O procurador da República Marco Mazzoni, que atua em Marabá, estabeleceu um prazo de dez dias para que o Incra informe quais medidas vêm sendo adotadas e um prazo de 45 dias para que a documentação seja apresentada.
Os prazos começaram a valer na última terça-feira, quando a recomendação foi protocolada no Incra de Marabá. Na recomendação, Mazzoni informa que o descumprimento das requisições resultará em ação judicial contra o instituto e seus dirigentes.
"Além da necessidade de atender as normas ambientais, o Incra não pode financiar, por meio de créditos aos assentados, atividades degradantes como a pecuária e o extrativismo madeireiro", afirmou Mazzoni. "Quem financia atividades efetiva ou potencialmente violadoras das normas ambientais é responsável pelos danos ambientais causados", reiterou.
Para a Procuradoria, ao disponibilizar terra aos assentados sem indicar e instruir a forma de uso do terreno e sem delimitar as áreas de preservação e demarcar as reservas legais, o Incra está estimulando os trabalhadores rurais a utilizarem os lotes da forma que melhor lhes convier, sem importar se essa exploração implicará em degradação.
O Ministério Público Federal no Pará quer que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) tome providências imediatas para a regularização ambiental dos 473 projetos de assentamento localizados no sudeste do Estado. Além disso, recomendou que não sejam assentadas mais famílias enquanto as medidas não forem realizadas.
O procurador da República Marco Mazzoni, que atua em Marabá, estabeleceu um prazo de dez dias para que o Incra informe quais medidas vêm sendo adotadas e um prazo de 45 dias para que a documentação seja apresentada.
Os prazos começaram a valer na última terça-feira, quando a recomendação foi protocolada no Incra de Marabá. Na recomendação, Mazzoni informa que o descumprimento das requisições resultará em ação judicial contra o instituto e seus dirigentes.
"Além da necessidade de atender as normas ambientais, o Incra não pode financiar, por meio de créditos aos assentados, atividades degradantes como a pecuária e o extrativismo madeireiro", afirmou Mazzoni. "Quem financia atividades efetiva ou potencialmente violadoras das normas ambientais é responsável pelos danos ambientais causados", reiterou.
Para a Procuradoria, ao disponibilizar terra aos assentados sem indicar e instruir a forma de uso do terreno e sem delimitar as áreas de preservação e demarcar as reservas legais, o Incra está estimulando os trabalhadores rurais a utilizarem os lotes da forma que melhor lhes convier, sem importar se essa exploração implicará em degradação.
Campanha contra violência ganha as ruas de Belém no domingo
O ato realizado pela OAB-PA integra a campanha "Brasil Contra Violência", coordenado pela OAB em parceria com CNBB e uma série de entidades engajadas a luta contra a violência
Mobilizar a sociedade brasileira e suas instituições públicas para combater a violência e promover a cultura de paz. É a proposta da campanha coordenada nacionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Pará, a campanha "Brasil Contra Violência" ganhará as ruas no próximo domingo (18), às 10h, com um ato público na Praça da República, em Belém. A coordenação da campanha é da OAB-PA e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Defensoria Pública, Ministério Público, Judiciário, Câmara Municipal, Assembléia Legislativa, sindicatos e entidades de vários segmentos da sociedade.
Em reunião realizada no último dia 5, a coordenação da campanha definiu as estratégias de lançamento da campanha. Na ocasião, a presidente da OAB-PA, Angela Sales, esclareceu que esse movimento não é só da OAB, mas sim de todos os órgãos parceiros e de toda a sociedade. "É necessário frear a violência, a exemplo de outras campanhas bem sucedidas já realizadas com o apoio da sociedade, como a das Diretas Já e a campanha de combate ao Nepotismo", afirmou ela. A campanha prevê a realização de conferências em todas as Seccionais da OAB durante o mês de julho, assim como no Conselho Federal da entidade, no mês de setembro.
Fonte: OAB
Mobilizar a sociedade brasileira e suas instituições públicas para combater a violência e promover a cultura de paz. É a proposta da campanha coordenada nacionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Pará, a campanha "Brasil Contra Violência" ganhará as ruas no próximo domingo (18), às 10h, com um ato público na Praça da República, em Belém. A coordenação da campanha é da OAB-PA e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Defensoria Pública, Ministério Público, Judiciário, Câmara Municipal, Assembléia Legislativa, sindicatos e entidades de vários segmentos da sociedade.
Em reunião realizada no último dia 5, a coordenação da campanha definiu as estratégias de lançamento da campanha. Na ocasião, a presidente da OAB-PA, Angela Sales, esclareceu que esse movimento não é só da OAB, mas sim de todos os órgãos parceiros e de toda a sociedade. "É necessário frear a violência, a exemplo de outras campanhas bem sucedidas já realizadas com o apoio da sociedade, como a das Diretas Já e a campanha de combate ao Nepotismo", afirmou ela. A campanha prevê a realização de conferências em todas as Seccionais da OAB durante o mês de julho, assim como no Conselho Federal da entidade, no mês de setembro.
Fonte: OAB
Tarso diz que reclamações da Vale devem ser endereçadas ao governo do Pará
Folha Online
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse hoje que as críticas da Vale à suposta deficiência na segurança da Estrada de Ferro Carajás, em Paraupebas (PA), devem ser endereçadas ao governo do Pará. Segundo ele, o governo federal não pode ser responsabilizado pela invasão da estrada de ferro por um grupo de garimpeiros.
"Se a Vale direcionou [as críticas] para governo federal, está completamente equivocada. Porque a Polícia Federal não atende requisições de empresas privada", disse Tarso.
Segundo ele, as reivindicações da Vale pela ampliação do reforço policial na região devem ser enviadas ao governo do Pará.
A Vale informou nesta quarta-feira que houve tentativa de sabotagem na ocupação de garimpeiros a Estrada de Ferro Carajás, em Paraupebas (PA). A companhia acusou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de ter orquestrado a ação, que a Vale classificou como a mais grave invasão em suas propriedades. Esta é a 11ª invasão do MST a propriedades da Vale em 13 meses, segundo a companhia.
O diretor de relações institucionais e sustentabilidade da Vale, Walter Cover, cobrou ainda uma força policial fornecida pelo governo do Pará para impedir a ocupação de garimpeiros nas ferrovias da companhia no Estado. "Não queremos que as desocupações sejam violentas, mas queríamos que a polícia agisse mais rápido. Sempre tivemos no setor jurídico a certeza de que essas invasões eram ilegais, com liminares. Com a polícia, ficamos lançados à própria sorte", disse.
Segundo Cover, a invasão de terça-feira do grupo de garimpeiros mostra que as ações do MST em ferrovias da Vale estão "cada vez mais organizadas e menos improvisadas".
Segundo a Vale, em um trecho de 300 metros de ferrovia, o grupo retirou 1.200 grampos que fixam os trilhos, utilizaram um macaco hidráulico para levantar os trilhos, atearam fogo em pneus e cortaram cabos de fibra ótima que passam pela ferrovia, interrompendo a comunicação por celular. "São atos gravíssimos de sabotagem com logística profissionalizada", afirmou Cover.
MST nega autoria
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) negou autoria sobre a ocupação de parte da Estrada de Ferro Carajás, da Vale, em Parauapebas, no Pará. O grupo afirma, em nota, que o MTM (Movimento dos Trabalhadores na Mineração) comandou a ação, para reivindicar a retirada da Vale de uma área em Serra Pelada (PA) e a criação de um estatuto e de aposentadoria para os garimpeiros da região.
A Vale apontou o MST como responsável pela ação e acusou o grupo de sabotar suas operações.
Embora negue participação no ato, o MST disse apoiar a ação porque "a Vale é a empresa campeã em multas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)".
"A Vale, infelizmente, continua com sua política de criminalização dos movimentos populares e faz apologia à violência contra todos os setores que denunciam os efeitos nocivos da sua atuação em protestos", diz a nota.
O ministro Tarso Genro (Justiça) disse hoje que as críticas da Vale à suposta deficiência na segurança da Estrada de Ferro Carajás, em Paraupebas (PA), devem ser endereçadas ao governo do Pará. Segundo ele, o governo federal não pode ser responsabilizado pela invasão da estrada de ferro por um grupo de garimpeiros.
"Se a Vale direcionou [as críticas] para governo federal, está completamente equivocada. Porque a Polícia Federal não atende requisições de empresas privada", disse Tarso.
Segundo ele, as reivindicações da Vale pela ampliação do reforço policial na região devem ser enviadas ao governo do Pará.
A Vale informou nesta quarta-feira que houve tentativa de sabotagem na ocupação de garimpeiros a Estrada de Ferro Carajás, em Paraupebas (PA). A companhia acusou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de ter orquestrado a ação, que a Vale classificou como a mais grave invasão em suas propriedades. Esta é a 11ª invasão do MST a propriedades da Vale em 13 meses, segundo a companhia.
O diretor de relações institucionais e sustentabilidade da Vale, Walter Cover, cobrou ainda uma força policial fornecida pelo governo do Pará para impedir a ocupação de garimpeiros nas ferrovias da companhia no Estado. "Não queremos que as desocupações sejam violentas, mas queríamos que a polícia agisse mais rápido. Sempre tivemos no setor jurídico a certeza de que essas invasões eram ilegais, com liminares. Com a polícia, ficamos lançados à própria sorte", disse.
Segundo Cover, a invasão de terça-feira do grupo de garimpeiros mostra que as ações do MST em ferrovias da Vale estão "cada vez mais organizadas e menos improvisadas".
Segundo a Vale, em um trecho de 300 metros de ferrovia, o grupo retirou 1.200 grampos que fixam os trilhos, utilizaram um macaco hidráulico para levantar os trilhos, atearam fogo em pneus e cortaram cabos de fibra ótima que passam pela ferrovia, interrompendo a comunicação por celular. "São atos gravíssimos de sabotagem com logística profissionalizada", afirmou Cover.
MST nega autoria
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) negou autoria sobre a ocupação de parte da Estrada de Ferro Carajás, da Vale, em Parauapebas, no Pará. O grupo afirma, em nota, que o MTM (Movimento dos Trabalhadores na Mineração) comandou a ação, para reivindicar a retirada da Vale de uma área em Serra Pelada (PA) e a criação de um estatuto e de aposentadoria para os garimpeiros da região.
A Vale apontou o MST como responsável pela ação e acusou o grupo de sabotar suas operações.
Embora negue participação no ato, o MST disse apoiar a ação porque "a Vale é a empresa campeã em multas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)".
"A Vale, infelizmente, continua com sua política de criminalização dos movimentos populares e faz apologia à violência contra todos os setores que denunciam os efeitos nocivos da sua atuação em protestos", diz a nota.
Ipea: 10% dos mais ricos detêm 75% da riqueza
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elaborou um levantamento que aponta as desigualdades no Brasil. Um dos dados mostra que os 10% mais ricos concentram 75,4% da riqueza do país
Os dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) (http://www.cdes.gov.br/) . O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.
Ainda segundo a pesquisa a concentração é maior em três capitais brasileiras. A concentração é maior em São Paulo, onde 10% detém 73,4% de toda a riqueza. Esse número cai, em Salvador, para 67% e, no Rio, para 62,9%. Segundo Pochmann, um dos principais responsáveis pela distorção é o sistema tributário em vigor.
Na história brasileira, segundo Pochmann, pouco mudou desde o século 18, quando os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza, no Rio de Janeiro, capital do país. Este é o único dado disponível, no Instituto, anterior à atual pesquisa."Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", disse.
Na contramão do equilíbrio fiscal pretendido por qualquer nação civilizada, no Brasil os pobres chegam a pagar 44,5% a mais de impostos do que os ricos, conforme mostra a pesquisa a ser apresentada ao CDES. O economista sugere que os ricos tenham uma tributação exclusiva, para conter esse regime de desigualdade, por meio de uma reforma tributária que calcule a contribuição de cada brasileiro conforme sua classe social.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.
A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.
Fonte: Vermelho (com agências)
Os dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) (http://www.cdes.gov.br/) . O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.
Ainda segundo a pesquisa a concentração é maior em três capitais brasileiras. A concentração é maior em São Paulo, onde 10% detém 73,4% de toda a riqueza. Esse número cai, em Salvador, para 67% e, no Rio, para 62,9%. Segundo Pochmann, um dos principais responsáveis pela distorção é o sistema tributário em vigor.
Na história brasileira, segundo Pochmann, pouco mudou desde o século 18, quando os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza, no Rio de Janeiro, capital do país. Este é o único dado disponível, no Instituto, anterior à atual pesquisa."Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", disse.
Na contramão do equilíbrio fiscal pretendido por qualquer nação civilizada, no Brasil os pobres chegam a pagar 44,5% a mais de impostos do que os ricos, conforme mostra a pesquisa a ser apresentada ao CDES. O economista sugere que os ricos tenham uma tributação exclusiva, para conter esse regime de desigualdade, por meio de uma reforma tributária que calcule a contribuição de cada brasileiro conforme sua classe social.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.
A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.
Fonte: Vermelho (com agências)
Novo ministro deve agilizar as licenças ambientais
Uma das reclamações do presidente Lula poderá ser solucionada pelo novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Justamente a lentidão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na liberação de projetos.
Em abril de 2007, para agilizar o licenciamento ambiental no estado do Rio de Janeiro, Minc assinou protocolos para simplificar e descentralizar procedimentos administrativos. O tempo para constituir grupos de trabalho para estudos de impacto ambiental, por exemplo, chegava a 120 dias e foi reduzido para 8. O prazo de análise técnica diminuiu em até 50 dias.
“A letargia das entidades estaduais de licenciamento escondia certo comprometimento de algumas pessoas, que foram alijadas”, afirma o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Manuel Sanches, especialista em gerenciamento costeiro. Ele ressalva que é preciso ser ágil também para dizer não.
Licenças
A Secretaria do Ambiente do Estado do Rio concedeu 2.068 licenças ambientais no período de 16 meses e meio da gestão de Carlos Minc, anunciado na quarta (14) como novo ministro do Meio Ambiente.
De acordo com informações da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), vinculada à secretaria, é o mesmo número de licenças concedidas nos três últimos anos da gestão antecessora - 2004, 2005 e 2006. Na comparação divulgada pela Feema, Minc reduziu pela metade o tempo para aprovar certificações e licenças de instalação e operação.
“Endurecer, mas sem perder o cronograma virou lema da gestão de Minc na secretaria”, avalia o consultor ambiental Armando Brito. “Funciona como combate à corrupção, porque perder o prazo é a forma com que se faz a extorsão", acrescenta. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Perfil
Aos 15 anos Carlos Minc iniciou suas atividades políticas como líder estudantil do grêmio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um ano mais tarde, assumiu a vice-presidência da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Ames). Assim como outros ministros do Governo Lula - Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social), e o ex-ministro José Dirceu - Minc também e se engajou na resistência à ditadura, integrando o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
Fundador do Partido Verde com o atual deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ), foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, em coligação com o PT. Reeleito, já pelo PT, em 1990, 1994 e 1998, está no sexto mandato consecutivo, que deixou para assumir a Secretaria do Meio Ambiente do Rio a convite do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ, tem mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorado em Economia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I - Sorbonne. Em 1989, recebeu o prêmio Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) aos que se destacam mundialmente nas lutas em defesa do meio ambiente.
Fonte: Diap (André Santos, com G1)
Em abril de 2007, para agilizar o licenciamento ambiental no estado do Rio de Janeiro, Minc assinou protocolos para simplificar e descentralizar procedimentos administrativos. O tempo para constituir grupos de trabalho para estudos de impacto ambiental, por exemplo, chegava a 120 dias e foi reduzido para 8. O prazo de análise técnica diminuiu em até 50 dias.
“A letargia das entidades estaduais de licenciamento escondia certo comprometimento de algumas pessoas, que foram alijadas”, afirma o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Manuel Sanches, especialista em gerenciamento costeiro. Ele ressalva que é preciso ser ágil também para dizer não.
Licenças
A Secretaria do Ambiente do Estado do Rio concedeu 2.068 licenças ambientais no período de 16 meses e meio da gestão de Carlos Minc, anunciado na quarta (14) como novo ministro do Meio Ambiente.
De acordo com informações da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), vinculada à secretaria, é o mesmo número de licenças concedidas nos três últimos anos da gestão antecessora - 2004, 2005 e 2006. Na comparação divulgada pela Feema, Minc reduziu pela metade o tempo para aprovar certificações e licenças de instalação e operação.
“Endurecer, mas sem perder o cronograma virou lema da gestão de Minc na secretaria”, avalia o consultor ambiental Armando Brito. “Funciona como combate à corrupção, porque perder o prazo é a forma com que se faz a extorsão", acrescenta. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Perfil
Aos 15 anos Carlos Minc iniciou suas atividades políticas como líder estudantil do grêmio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um ano mais tarde, assumiu a vice-presidência da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Ames). Assim como outros ministros do Governo Lula - Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social), e o ex-ministro José Dirceu - Minc também e se engajou na resistência à ditadura, integrando o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
Fundador do Partido Verde com o atual deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ), foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, em coligação com o PT. Reeleito, já pelo PT, em 1990, 1994 e 1998, está no sexto mandato consecutivo, que deixou para assumir a Secretaria do Meio Ambiente do Rio a convite do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ, tem mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorado em Economia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I - Sorbonne. Em 1989, recebeu o prêmio Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) aos que se destacam mundialmente nas lutas em defesa do meio ambiente.
Fonte: Diap (André Santos, com G1)
Inserções Vermelhas
No Quinta Emenda
No site do PT.
As bandeiras históricas do PT e suas realizações no governo Lula são os destaques das inserções nacionais do partido no rádio e na TV, que vão ao ar nesta e na próxima semana em spots de 15 segundos. As inserções passarão nos dias 15, 17, 20 e 22 de maio e serão disponibilizadas no Portal do PT. O programa nacional de 10 minutos do partido vai ao ar em 5 de junho.
A criação é da Vanguarda Propaganda (Francisco Cavalcante e Vera Paoloni). É a primeira vez em 28 anos do PT, que uma agência do Norte faz a propaganda nacional do partido. A Vanguarda concorreu com agências do sul e sudeste.
Duas produtoras assinam os vts: Digital Produções (paroara) e Kilo Filmes (de Curitiba). O roteiro de rádio, também criado pela Vanguarda foi produzido por Kleber Barros, da KL Multimidia, com locução de Valter Bandeira.
----------------------------------
Veja aqui os VT's:
http://www.youtube.com/watch?v=hujcXWUVEA4
http://www.youtube.com/watch?v=hujcXWUVEA4
http://www.youtube.com/watch?v=nBOneMSi1Ng
http://www.youtube.com/watch?v=JLEdSjCXKio
http://www.youtube.com/watch?v=GgbY2WTtR2A
No site do PT.
As bandeiras históricas do PT e suas realizações no governo Lula são os destaques das inserções nacionais do partido no rádio e na TV, que vão ao ar nesta e na próxima semana em spots de 15 segundos. As inserções passarão nos dias 15, 17, 20 e 22 de maio e serão disponibilizadas no Portal do PT. O programa nacional de 10 minutos do partido vai ao ar em 5 de junho.
A criação é da Vanguarda Propaganda (Francisco Cavalcante e Vera Paoloni). É a primeira vez em 28 anos do PT, que uma agência do Norte faz a propaganda nacional do partido. A Vanguarda concorreu com agências do sul e sudeste.
Duas produtoras assinam os vts: Digital Produções (paroara) e Kilo Filmes (de Curitiba). O roteiro de rádio, também criado pela Vanguarda foi produzido por Kleber Barros, da KL Multimidia, com locução de Valter Bandeira.
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Veja aqui os VT's:
http://www.youtube.com/watch?v=hujcXWUVEA4
http://www.youtube.com/watch?v=hujcXWUVEA4
http://www.youtube.com/watch?v=nBOneMSi1Ng
http://www.youtube.com/watch?v=JLEdSjCXKio
http://www.youtube.com/watch?v=GgbY2WTtR2A
Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, pede demissão
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua carta de demissão. Segundo informação da assessoria de imprensa do Ministério, o caráter do pedido é irrevogável.
A assessoria de imprensa confirmou que a ministra pediu demissão, mas não revelou os motivos pelos quais ela decidiu deixar o cargo. Marina reassume agora sua vaga como senadora no lugar de Sibá Machado (PT/AC), que é seu suplente e ocupava o cargo desde que a ministra assumiu o posto, em 2003. O Palácio do Planalto ainda não confirma a informação.
Fonte: Diap/AE
A assessoria de imprensa confirmou que a ministra pediu demissão, mas não revelou os motivos pelos quais ela decidiu deixar o cargo. Marina reassume agora sua vaga como senadora no lugar de Sibá Machado (PT/AC), que é seu suplente e ocupava o cargo desde que a ministra assumiu o posto, em 2003. O Palácio do Planalto ainda não confirma a informação.
Fonte: Diap/AE
Consciência de classe
Comentário de um anônimo na postagem Sintufpa efetua desconto indevido
Que o movimento sindical tava em crise, isso eu sabia. Mas que estava falido... E esse sindicatozinho é a maior prova disso. O sintufpa tá falido e isso é um reflexo do movimento sindical atual... Deixaram-se engolir pelo capitalismo selvagem do patronado... E o mais impressionante é que o Sintufpa passou a sugar aqueles quem deveria alimentar.Alimentar de consciência de classe, dizendo que ações isoladas (como de alguns trabalhadores dos hospitais universitários) não levam à nada em se tratando de luta contra os poderosos... Mas o sindicatozinho tá fazendo exatamente o inverso... tá desmoralizando a classe trabalhadora.
Que o movimento sindical tava em crise, isso eu sabia. Mas que estava falido... E esse sindicatozinho é a maior prova disso. O sintufpa tá falido e isso é um reflexo do movimento sindical atual... Deixaram-se engolir pelo capitalismo selvagem do patronado... E o mais impressionante é que o Sintufpa passou a sugar aqueles quem deveria alimentar.Alimentar de consciência de classe, dizendo que ações isoladas (como de alguns trabalhadores dos hospitais universitários) não levam à nada em se tratando de luta contra os poderosos... Mas o sindicatozinho tá fazendo exatamente o inverso... tá desmoralizando a classe trabalhadora.
Inflação volta a assustar Lula
Na Kennedy Alencar, Na Folha
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) perdeu para o risco de inflação o primeiro lugar entre as preocupações principais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente continua em suas viagens para "inaugurar" ordens de serviço do PAC, telefona para ministros quando é informado de que algum projeto anda mal das pernas e fala todo dia com Dilma sobre "a menina de ouro" de seus olhos, como disse na sexta-feira (09/05), na Bahia.
No entanto, nas últimas semanas, Lula teve de dar o braço a torcer ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A turma do BC já vinha dizendo fazia tempo que havia risco de alta dos preços e que essa ameaça não era nada desprezível. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebatia a tese do BC. Minimizava tal risco. Pois bem.
A inflação acumulada nos últimos dozes meses pelo IPCA ficou acima de 5%. O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é a taxa usada como referência no sistema de metas de inflação. O centro da meta é de 4,5% ao ano. O índice real, portanto, está se afastando do centro.
Há uma margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo a fim de acomodar choques etc. Mas, no sistema de metas de inflação, mira-se no centro. O BC agiu como de costume. Elevou os juros na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A Selic, a taxa básica de juros da economia, passou de 11,25% para 11,75%. A subida de meio ponto percentual foi uma pancada. Surpreendeu Lula.
O presidente, então, passou a cobrar de Mantega medidas contra a inflação que fugissem da receita tradicional de aperto monetário (subir os juros para conter o consumo e segurar os preços). É nesse contexto que o governo passou a estudar a elevação do superávit primário dos atuais 3,8% para até 5% do PIB (Produto Interno Bruto). O superávit primário é a economia do setor público para pagar os juros de sua dívida.
Na proposta em estudo por Lula, essa elevação teria um modelo diferente. O valor excedente a 3,8% seria destinado ao chamado fundo soberano _mecanismo que ficaria sob controle da Fazenda para compra de dólares, que seriam usados em projetos de investimento do Brasil no exterior.
Como haveria maior aperto fiscal, a demanda interna não seria estimulada. Ou seja, ocorreria menos pressão inflacionária. O BC, então, poderia ser menos rigoroso ao elevar os juros. A cada aumento da Selic, há estímulo à entrada de dólar, porque a taxa real brasileira já é a mais alta do mundo e vale a pena o investidor trocar dólares por reais. Além disso, aumenta o custo da dívida pública.
O fundo soberano necessitaria de dólares para financiar projetos no exterior, o que não aqueceria a economia a ponto de gerar mais pressão inflacionária. O Tesouro compraria a moeda americana e ajudaria, ainda que levemente, a reduzir a quantidade de dólares no mercado.
Lula estuda com atenção a proposta, feita pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, identificado com os chamados desenvolvimentistas. O presidente sabe que a força de sua popularidade vem da economia. Inflação baixa é um ativo político. Lula está bastante preocupado com o aumento do preço dos alimentos de consumo popular.
*
A política como ela é
Dilma Rousseff marcou um golaço na quarta-feira (07/05) ao depor no Senado. Contou com o misto de deselegância e conservadorismo do senador José Agripino Maia (DEM-RN) para se sair bem no confronto com a oposição a respeito do dossiê contra tucanos feito na Casa Civil. A reação de euforia de petistas e aliados foi imediata: nascia ali uma grande candidata à Presidência.
Menos, menos.
A candidata já nasceu faz tempo. Tem sido levada a tiracolo por Lula em todas as viagens da caravana do PAC. Por ora, é a principal aposta do presidente.
No entanto, Dilma ainda tem um longo percurso pela frente. No Senado, demonstrou calma e segurança. Mas mentiu. Ela já sabia que José Aparecido Nunes Pires, o chefe do Controle Interno da Casa Civil, era o vazador do dossiê.
Esse episódio dificilmente derrubará Dilma. Mas pode lhe deixar uma mancha incômoda no caminho da candidatura ao Palácio do Planalto. Muito forte, seu padrinho político tem cacife para insistir na empreitada. Mas convém aguardar os próximos capítulos da novela. A alegria do depoimento no Senado se transformou em preocupação com a identificação pública no dia seguinte de que um militante histórico do PT e assessor da Casa Civil tinha vazado o dossiê para a oposição.
*
Casablanca
Como diria o inspetor Louie Renault, "prendam-se os suspeitos de sempre". O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu está virando uma espécie de culpado de plantão. Daqui a pouco vão relacioná-lo ao caso Isabela.
O vazador do dossiê, José Aparecido, é um assessor do governo que foi próximo a Dirceu. Achar que essa ligação legitima a suspeita de fogo amigo de Dirceu contra Dilma é desinformação. Dirceu e Dilma são amigos. O ex-ministro embarcou no projeto presidencial dela até o pescoço. Dirceu atua noutro sentido. Está empenhado na operação "Segura Zé Aparecido".
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) perdeu para o risco de inflação o primeiro lugar entre as preocupações principais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente continua em suas viagens para "inaugurar" ordens de serviço do PAC, telefona para ministros quando é informado de que algum projeto anda mal das pernas e fala todo dia com Dilma sobre "a menina de ouro" de seus olhos, como disse na sexta-feira (09/05), na Bahia.
No entanto, nas últimas semanas, Lula teve de dar o braço a torcer ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A turma do BC já vinha dizendo fazia tempo que havia risco de alta dos preços e que essa ameaça não era nada desprezível. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebatia a tese do BC. Minimizava tal risco. Pois bem.
A inflação acumulada nos últimos dozes meses pelo IPCA ficou acima de 5%. O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é a taxa usada como referência no sistema de metas de inflação. O centro da meta é de 4,5% ao ano. O índice real, portanto, está se afastando do centro.
Há uma margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo a fim de acomodar choques etc. Mas, no sistema de metas de inflação, mira-se no centro. O BC agiu como de costume. Elevou os juros na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A Selic, a taxa básica de juros da economia, passou de 11,25% para 11,75%. A subida de meio ponto percentual foi uma pancada. Surpreendeu Lula.
O presidente, então, passou a cobrar de Mantega medidas contra a inflação que fugissem da receita tradicional de aperto monetário (subir os juros para conter o consumo e segurar os preços). É nesse contexto que o governo passou a estudar a elevação do superávit primário dos atuais 3,8% para até 5% do PIB (Produto Interno Bruto). O superávit primário é a economia do setor público para pagar os juros de sua dívida.
Na proposta em estudo por Lula, essa elevação teria um modelo diferente. O valor excedente a 3,8% seria destinado ao chamado fundo soberano _mecanismo que ficaria sob controle da Fazenda para compra de dólares, que seriam usados em projetos de investimento do Brasil no exterior.
Como haveria maior aperto fiscal, a demanda interna não seria estimulada. Ou seja, ocorreria menos pressão inflacionária. O BC, então, poderia ser menos rigoroso ao elevar os juros. A cada aumento da Selic, há estímulo à entrada de dólar, porque a taxa real brasileira já é a mais alta do mundo e vale a pena o investidor trocar dólares por reais. Além disso, aumenta o custo da dívida pública.
O fundo soberano necessitaria de dólares para financiar projetos no exterior, o que não aqueceria a economia a ponto de gerar mais pressão inflacionária. O Tesouro compraria a moeda americana e ajudaria, ainda que levemente, a reduzir a quantidade de dólares no mercado.
Lula estuda com atenção a proposta, feita pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, identificado com os chamados desenvolvimentistas. O presidente sabe que a força de sua popularidade vem da economia. Inflação baixa é um ativo político. Lula está bastante preocupado com o aumento do preço dos alimentos de consumo popular.
*
A política como ela é
Dilma Rousseff marcou um golaço na quarta-feira (07/05) ao depor no Senado. Contou com o misto de deselegância e conservadorismo do senador José Agripino Maia (DEM-RN) para se sair bem no confronto com a oposição a respeito do dossiê contra tucanos feito na Casa Civil. A reação de euforia de petistas e aliados foi imediata: nascia ali uma grande candidata à Presidência.
Menos, menos.
A candidata já nasceu faz tempo. Tem sido levada a tiracolo por Lula em todas as viagens da caravana do PAC. Por ora, é a principal aposta do presidente.
No entanto, Dilma ainda tem um longo percurso pela frente. No Senado, demonstrou calma e segurança. Mas mentiu. Ela já sabia que José Aparecido Nunes Pires, o chefe do Controle Interno da Casa Civil, era o vazador do dossiê.
Esse episódio dificilmente derrubará Dilma. Mas pode lhe deixar uma mancha incômoda no caminho da candidatura ao Palácio do Planalto. Muito forte, seu padrinho político tem cacife para insistir na empreitada. Mas convém aguardar os próximos capítulos da novela. A alegria do depoimento no Senado se transformou em preocupação com a identificação pública no dia seguinte de que um militante histórico do PT e assessor da Casa Civil tinha vazado o dossiê para a oposição.
*
Casablanca
Como diria o inspetor Louie Renault, "prendam-se os suspeitos de sempre". O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu está virando uma espécie de culpado de plantão. Daqui a pouco vão relacioná-lo ao caso Isabela.
O vazador do dossiê, José Aparecido, é um assessor do governo que foi próximo a Dirceu. Achar que essa ligação legitima a suspeita de fogo amigo de Dirceu contra Dilma é desinformação. Dirceu e Dilma são amigos. O ex-ministro embarcou no projeto presidencial dela até o pescoço. Dirceu atua noutro sentido. Está empenhado na operação "Segura Zé Aparecido".
Agripino diz que foi mal interpretado e que Dilma usou 'esperteza emocional' no Senado
Em O Globo
BRASÍLIA - O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que foi mal interpretado por sua abordagem de lembrar que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), assumiu em uma entrevista de 2003 que mentia durante seus tempos de guerrilheira no regime militar. Agripino tentou traçar um paralelo entre as mentiras que Dilma contava sob tortura e a possibilidade de que faltasse com a verdade em depoimento no Senado, onde esteve nesta quarta-feira.
- A ministra adotou uma postura de esperteza emocional para desviar do assunto principal, que é a truculência na elaboração do dossiê com elementos de um Estado policialesco. Tudo o que eu queria era esclarecer o assunto. Se algo que coloquei desviou o foco, eu não hesitaria em retirar - disse o senador.
Mas nem mesmo no próprio DEM, a intervenção de Agripino foi bem recebida. Depois de ensaiar uma defesa pública do colega, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fez um desabafo com os colegas.
- O Agripino me perguntou se a fala dele tinha sido ruim. Eu respondi que foi péssima. Ele só podia estar dopado. O que é isso de falar de mentira sob tortura! - lamentou Demóstenes.
Já a base governista comemorou a intervenção de Agripino Maia:
- A fala da ministra Dilma possibilitou resgatar o seu histórico, seu compromisso com a democracia e o seu lado humano - disse Aloizio Mercadante (PT-SP).
BRASÍLIA - O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que foi mal interpretado por sua abordagem de lembrar que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), assumiu em uma entrevista de 2003 que mentia durante seus tempos de guerrilheira no regime militar. Agripino tentou traçar um paralelo entre as mentiras que Dilma contava sob tortura e a possibilidade de que faltasse com a verdade em depoimento no Senado, onde esteve nesta quarta-feira.
- A ministra adotou uma postura de esperteza emocional para desviar do assunto principal, que é a truculência na elaboração do dossiê com elementos de um Estado policialesco. Tudo o que eu queria era esclarecer o assunto. Se algo que coloquei desviou o foco, eu não hesitaria em retirar - disse o senador.
Mas nem mesmo no próprio DEM, a intervenção de Agripino foi bem recebida. Depois de ensaiar uma defesa pública do colega, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fez um desabafo com os colegas.
- O Agripino me perguntou se a fala dele tinha sido ruim. Eu respondi que foi péssima. Ele só podia estar dopado. O que é isso de falar de mentira sob tortura! - lamentou Demóstenes.
Já a base governista comemorou a intervenção de Agripino Maia:
- A fala da ministra Dilma possibilitou resgatar o seu histórico, seu compromisso com a democracia e o seu lado humano - disse Aloizio Mercadante (PT-SP).
Lula e ministros palacianos se dizem satisfeitos com depoimento de Dilma
Em O Globo
BRASÍLIA - Depois de mais de nove horas de depoimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo respirou aliviado. A avaliação no Palácio do Planalto foi que a ministra se saiu muito bem no depoimento, mostrando os principais projetos e números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e respondendo às perguntas sobre o dossiê contra o governo Fernando Henrique Cardoso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não assistiu ao depoimento, mas recebeu relatos de ministros e assessores, e reagiu sem surpresa às avaliações do bom desempenho de Dilma.
- Era isso o esperado. Já fiquei sabendo que ela se saiu muito bem. O que para mim não é surpresa - disse Lula, segundo interlocutores do presidente.
O presidente não acompanhou o depoimento de Dilma porque passou boa parte da manhã em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e economistas. À tarde, Lula tratou do conflito entre índios e arrozeiros na reserva Raposa Serra do Sol, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e também do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia com vários ministros, entre eles Marina Silva (Meio Ambiente), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Reinhold Stephanes (Agricultura), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).
Para o Palácio do Planalto, o dossiê não é um assunto primordial para o país. Segundo essa avaliação, o objetivo da oposição ao convocar a ministra e insistir nesse tema era fazer disputa política, mas a ministra conseguiu impor o seu estilo e falar basicamente só sobre o PAC. O governo insiste que o importante é encontrar quem vazou os dados do governo passado e que, para isso, a Polícia Federal está investigando.
Os colegas palacianos de Dilma também disseram ter assistido a trechos do depoimento. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, responsável pela articulação política do governo passou o dia no Planalto recebendo parlamentares. No final do dia, Múcio esteve com Lula.
- Se a oposição queria desgastar a ministra, foi um tiro no pé. A ministra se saiu muito bem, e a oposição mostrou que não sabia o que fazer - disse o ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins.
O ministro da Secretaria Geral, Luiz Dulci, afirmou ter assistido apenas à introdução do depoimento, mas elogiou a colega:
- Eu só vi o começo e a ministra foi muito honesta, digna e capaz.
BRASÍLIA - Depois de mais de nove horas de depoimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo respirou aliviado. A avaliação no Palácio do Planalto foi que a ministra se saiu muito bem no depoimento, mostrando os principais projetos e números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e respondendo às perguntas sobre o dossiê contra o governo Fernando Henrique Cardoso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não assistiu ao depoimento, mas recebeu relatos de ministros e assessores, e reagiu sem surpresa às avaliações do bom desempenho de Dilma.
- Era isso o esperado. Já fiquei sabendo que ela se saiu muito bem. O que para mim não é surpresa - disse Lula, segundo interlocutores do presidente.
O presidente não acompanhou o depoimento de Dilma porque passou boa parte da manhã em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e economistas. À tarde, Lula tratou do conflito entre índios e arrozeiros na reserva Raposa Serra do Sol, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e também do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia com vários ministros, entre eles Marina Silva (Meio Ambiente), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Reinhold Stephanes (Agricultura), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).
Para o Palácio do Planalto, o dossiê não é um assunto primordial para o país. Segundo essa avaliação, o objetivo da oposição ao convocar a ministra e insistir nesse tema era fazer disputa política, mas a ministra conseguiu impor o seu estilo e falar basicamente só sobre o PAC. O governo insiste que o importante é encontrar quem vazou os dados do governo passado e que, para isso, a Polícia Federal está investigando.
Os colegas palacianos de Dilma também disseram ter assistido a trechos do depoimento. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, responsável pela articulação política do governo passou o dia no Planalto recebendo parlamentares. No final do dia, Múcio esteve com Lula.
- Se a oposição queria desgastar a ministra, foi um tiro no pé. A ministra se saiu muito bem, e a oposição mostrou que não sabia o que fazer - disse o ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins.
O ministro da Secretaria Geral, Luiz Dulci, afirmou ter assistido apenas à introdução do depoimento, mas elogiou a colega:
- Eu só vi o começo e a ministra foi muito honesta, digna e capaz.
Governo tira da pauta projeto de propaganda de bebidas
Agencia Estado (Denise Madueño)
O lobby da propaganda de bebidas alcoólicas prevaleceu e o governo retirou da pauta de votação do plenário da Câmara o projeto que restringe a publicidade de cervejas, proibindo a sua veiculação entre 6 horas e 21 horas. Os líderes de oposição e da base pressionaram para que o governo retirasse o projeto de votação em reunião hoje com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O projeto estava em regime de urgência e bloqueava a pauta do plenário.O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), cuja família é proprietária de TV, ameaçou votar contra o projeto, se ele não fosse retirado da pauta.
A posição do líder contraria a do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também do PMDB, que apóia o projeto. "A Casa não está amadurecida para votar (o projeto)", argumentou o líder do PMDB, maior partido na Casa.
Informações de representantes de empresas de TV que pressionavam na Câmara para a retirada do projeto de votação dão conta de que a publicidade de cervejas representa 30% das receitas das emissoras. O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), também de família dona de TV na Bahia, insistia para a retirada do projeto da pauta desde a sessão de ontem.
O líder do PSDB, José Aníbal (SP), disse ser favorável à proposta, mas defendeu a retirada do projeto de votação.O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), ficou praticamente sozinho na defesa da votação do projeto. "Trata-se de um mercado publicitário muito poderoso", afirmou Fontana. Ele lembrou que, há alguns anos, houve restrição à propaganda de cigarros e que esse fato representou um avanço na modernização da legislação.
"A maior parte dos países do mundo tem uma legislação mais moderna no caso da publicidade de bebidas alcoólicas", disse Fontana."Temos de melhorar a legislação do País para impedir propaganda de bebida em horário inadequado", continuou Fontana.
O líder afirmou que o governo estuda fazer uma regra de transição para a entrada em vigor da restrição da propaganda. "Temos de criar condições para aprovar o projeto. A Saúde pública e a segurança pública vão ganhar", afirmou Fontana.Com a retirada do regime de urgência, o projeto voltará para análise das comissões permanentes da Câmara sem prazo para votação.
Sem o projeto na pauta, os líderes acertaram votar na sessão de hoje as duas medidas provisórias e outros dois projetos de lei em regime de urgência que estão trancando a pauta.
O lobby da propaganda de bebidas alcoólicas prevaleceu e o governo retirou da pauta de votação do plenário da Câmara o projeto que restringe a publicidade de cervejas, proibindo a sua veiculação entre 6 horas e 21 horas. Os líderes de oposição e da base pressionaram para que o governo retirasse o projeto de votação em reunião hoje com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O projeto estava em regime de urgência e bloqueava a pauta do plenário.O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), cuja família é proprietária de TV, ameaçou votar contra o projeto, se ele não fosse retirado da pauta.
A posição do líder contraria a do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também do PMDB, que apóia o projeto. "A Casa não está amadurecida para votar (o projeto)", argumentou o líder do PMDB, maior partido na Casa.
Informações de representantes de empresas de TV que pressionavam na Câmara para a retirada do projeto de votação dão conta de que a publicidade de cervejas representa 30% das receitas das emissoras. O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), também de família dona de TV na Bahia, insistia para a retirada do projeto da pauta desde a sessão de ontem.
O líder do PSDB, José Aníbal (SP), disse ser favorável à proposta, mas defendeu a retirada do projeto de votação.O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), ficou praticamente sozinho na defesa da votação do projeto. "Trata-se de um mercado publicitário muito poderoso", afirmou Fontana. Ele lembrou que, há alguns anos, houve restrição à propaganda de cigarros e que esse fato representou um avanço na modernização da legislação.
"A maior parte dos países do mundo tem uma legislação mais moderna no caso da publicidade de bebidas alcoólicas", disse Fontana."Temos de melhorar a legislação do País para impedir propaganda de bebida em horário inadequado", continuou Fontana.
O líder afirmou que o governo estuda fazer uma regra de transição para a entrada em vigor da restrição da propaganda. "Temos de criar condições para aprovar o projeto. A Saúde pública e a segurança pública vão ganhar", afirmou Fontana.Com a retirada do regime de urgência, o projeto voltará para análise das comissões permanentes da Câmara sem prazo para votação.
Sem o projeto na pauta, os líderes acertaram votar na sessão de hoje as duas medidas provisórias e outros dois projetos de lei em regime de urgência que estão trancando a pauta.
Presidente do TSE defende que eleitor escolha vice e suplentes nas eleições
Folha Online, em Brasília (Renata Giraldi)
A menos de cinco meses das eleições municipais, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, defendeu nesta quarta-feira (7/05) que os eleitores passem a ter direito de escolher os candidatos a suplente e também aos cargos de vice-presidente da República, vice-governador e vice-prefeito.
"[Será que] não é chegada a hora de informar aos eleitores [sobre quem são os candidatos a vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito e também a suplentes]?", questionou Ayres Britto, em sua primeira entrevista coletiva como presidente do TSE.
Para o ministro, é fundamental ainda que os partidos políticos sejam mais rigorosos na filiação de seus candidatos para evitar que aqueles com "ficha suja" sejam eleitos. No seu discurso de posse, Ayres Britto apelou para todos se esforcem para evitar que "maus" políticos ocupem cargos públicos.
"[Será que isso] não começa com um juízo mais rigoroso no registro de um candidato [no partido político]?", reagiu o ministro. "Eu apenas estou questionando".
Ayres Britto defendeu ainda o respeito à fidelidade partidária tanto por parte dos políticos como também daqueles que comandam as legendas para que sejam fiéis aos seus programas. "Como é que os partidos exigem fidelidade de seus eleitos e não são fiéis a si mesmos?", questionou.
O ministro disse que a realização das eleições municipais é a prioridade do TSE neste ano. Entusiasmado com a organização do Tribunal e do sistema informatizado, Ayres Britto garantiu que as eleições não terão erros.
"A eleição municipal é a prioridade número um. É a prioridade das prioridades. É uma tarefa que não pode dar errado e vai dar certo. Vamos envidar o melhor dos esforços para que a eleição transcorra em um clima de transparência, democracia e eficiência do processo apuratório", disse.
A menos de cinco meses das eleições municipais, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, defendeu nesta quarta-feira (7/05) que os eleitores passem a ter direito de escolher os candidatos a suplente e também aos cargos de vice-presidente da República, vice-governador e vice-prefeito.
"[Será que] não é chegada a hora de informar aos eleitores [sobre quem são os candidatos a vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito e também a suplentes]?", questionou Ayres Britto, em sua primeira entrevista coletiva como presidente do TSE.
Para o ministro, é fundamental ainda que os partidos políticos sejam mais rigorosos na filiação de seus candidatos para evitar que aqueles com "ficha suja" sejam eleitos. No seu discurso de posse, Ayres Britto apelou para todos se esforcem para evitar que "maus" políticos ocupem cargos públicos.
"[Será que isso] não começa com um juízo mais rigoroso no registro de um candidato [no partido político]?", reagiu o ministro. "Eu apenas estou questionando".
Ayres Britto defendeu ainda o respeito à fidelidade partidária tanto por parte dos políticos como também daqueles que comandam as legendas para que sejam fiéis aos seus programas. "Como é que os partidos exigem fidelidade de seus eleitos e não são fiéis a si mesmos?", questionou.
O ministro disse que a realização das eleições municipais é a prioridade do TSE neste ano. Entusiasmado com a organização do Tribunal e do sistema informatizado, Ayres Britto garantiu que as eleições não terão erros.
"A eleição municipal é a prioridade número um. É a prioridade das prioridades. É uma tarefa que não pode dar errado e vai dar certo. Vamos envidar o melhor dos esforços para que a eleição transcorra em um clima de transparência, democracia e eficiência do processo apuratório", disse.
Dilma nega dossiê anti-FHC e diz que Casa Civil montou banco de dados
Folha Online, em Brasília (Gabrila Guerreiro)
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta quarta-feira (7/05), durante depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que a Casa Civil tenha preparado um dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com cartões corporativos e as chamadas "contas B".
Dilma reiterou que a Casa Civil apenas montou um "banco de dados" com informações sobre o suprimento de fundos do governo depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) considerou insatisfatório o modelo anterior de controle de gastos.
"Não há dossiê. O que há, o que existe e está à disposição da própria CPI [dos Cartões Corporativos]. São dados, todos os dados, relativos ao período de cartões corporativos e suprimentos de fundos. (...) O banco de dados não tem nada demais. O TCU fez uma reclamação criticando a metodologia da Casa Civil e do governo, pediu para a gente tornar mais transparente e moderno. Qual a forma de fazer isso? É por meio da informática", justificou.
Dilma admitiu, porém, que houve vazamento de informações sigilosas da Casa Civil --que segundo a oposição resultaram na confecção do dossiê-- referentes aos gastos da gestão FHC. "Consideramos que foram vazadas informações absolutamente privativas da Casa Civil. Está sob investigação quem vazou, porque vazou isto. Não há dossiê, há banco de dados, por isso temos que investigar quem vazou. E quem vazou usou prerrogativa que é da Casa Civil, com o vazamento indevido", enfatizou.
A ministra disse que o Congresso Nacional foi informado sobre a montagem do banco de dados em 2005, quando o governo respondeu a questionamento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) sobre os gastos de alguns ministros.
"A Casa Civil, na época, respondeu para o senador que a Presidência da República aderiu ao cartão corporativo só no dia 13 de março de 2002, e que não havia gastos com suprimentos de fundos com os cartões. Mas que havia outros gastos com suprimento de fundos. E que esses gastos estavam sendo objeto de banco de dados confeccionado pela Casa Civil", afirmou.
Dilma disse que, no ofício a Virgílio, explicou que seria trabalhoso montar o banco de dados com gastos entre 1995 e 2002 porque as despesas sigilosas e abertas estavam reunidas.
"Está claro em todas as respostas que havia uma intenção da Casa Civil de alimentar os dados dos períodos anteriores de 2003. A quantidade de serviços, por ter que olhar processo a processo, exigia mais tempo. Nós também fazíamos misturados e fomos separando. Com a chegada do cartão, mudamos completamente a forma de organizar os dados", disse a ministra.
Virgílio afirmou, porém, que na época recebeu somente informações "vagas" da Casa Civil sem que o órgão deixasse claro que havia um banco de dados em elaboração pelo governo. "Os dados que solicitei foram para as mãos até de vazadores, mas não do senador requerente", reagiu o tucano.
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta quarta-feira (7/05), durante depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que a Casa Civil tenha preparado um dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com cartões corporativos e as chamadas "contas B".
Dilma reiterou que a Casa Civil apenas montou um "banco de dados" com informações sobre o suprimento de fundos do governo depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) considerou insatisfatório o modelo anterior de controle de gastos.
"Não há dossiê. O que há, o que existe e está à disposição da própria CPI [dos Cartões Corporativos]. São dados, todos os dados, relativos ao período de cartões corporativos e suprimentos de fundos. (...) O banco de dados não tem nada demais. O TCU fez uma reclamação criticando a metodologia da Casa Civil e do governo, pediu para a gente tornar mais transparente e moderno. Qual a forma de fazer isso? É por meio da informática", justificou.
Dilma admitiu, porém, que houve vazamento de informações sigilosas da Casa Civil --que segundo a oposição resultaram na confecção do dossiê-- referentes aos gastos da gestão FHC. "Consideramos que foram vazadas informações absolutamente privativas da Casa Civil. Está sob investigação quem vazou, porque vazou isto. Não há dossiê, há banco de dados, por isso temos que investigar quem vazou. E quem vazou usou prerrogativa que é da Casa Civil, com o vazamento indevido", enfatizou.
A ministra disse que o Congresso Nacional foi informado sobre a montagem do banco de dados em 2005, quando o governo respondeu a questionamento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) sobre os gastos de alguns ministros.
"A Casa Civil, na época, respondeu para o senador que a Presidência da República aderiu ao cartão corporativo só no dia 13 de março de 2002, e que não havia gastos com suprimentos de fundos com os cartões. Mas que havia outros gastos com suprimento de fundos. E que esses gastos estavam sendo objeto de banco de dados confeccionado pela Casa Civil", afirmou.
Dilma disse que, no ofício a Virgílio, explicou que seria trabalhoso montar o banco de dados com gastos entre 1995 e 2002 porque as despesas sigilosas e abertas estavam reunidas.
"Está claro em todas as respostas que havia uma intenção da Casa Civil de alimentar os dados dos períodos anteriores de 2003. A quantidade de serviços, por ter que olhar processo a processo, exigia mais tempo. Nós também fazíamos misturados e fomos separando. Com a chegada do cartão, mudamos completamente a forma de organizar os dados", disse a ministra.
Virgílio afirmou, porém, que na época recebeu somente informações "vagas" da Casa Civil sem que o órgão deixasse claro que havia um banco de dados em elaboração pelo governo. "Os dados que solicitei foram para as mãos até de vazadores, mas não do senador requerente", reagiu o tucano.
Servidor público: comissão da Câmara aprova direito de greve com negociação dos dias parados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), o PL 4.497/01, da deputada Rita Camata (PMDB/ES), que dispõe sobre o direito de greve do servidor. A matéria foi aprovada com um destaque que prevê a negociação do pagamento dos dias parados dos servidores em razão de greve.
No parecer do relator, deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), o pagamento de salário de grevista estava vetado, como previa o artigo 9º de seu substitutivo com complementação de voto.
De acordo com o deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), o único ponto que não houve acordo no projeto foi a questão do pagamento dos dias parados dos servidores. “Não é tudo que eu queria, mas já avançamos muito”, comentou Zimmermann, que atuou como interlocutor dos servidores com o relator.
Destaque
Após a aprovação do substitutivo do relator, foi apreciado um requerimento de supressão, ou seja, para a retirada do artigo 9º do projeto. O deputado Roberto Santiago (PV/SP) foi o autor da proposta. Para o parlamentar, a manutenção deste artigo fazia com que o movimento de greve já se iniciasse com um outro conflito, além dos já existentes.
Após amplo debate um acordo foi possível, devido à tolerância do presidente da Comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB/MA), permitindo que o destaque apresentado tivesse seu texto modificado, desde que, isso fosse um acordo unânime no colegiado.
Os deputados votaram em seguida a inclusão no texto que “os dias parados em razão de greve serão objetos de negociação de cada categoria”. Desse modo, o texto foi modificado e aprovado por unanimidade na Comissão.
Agora, a matéria será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e depois segue para votação no plenário da Casa, em turno único.
Fonte: Diap (André Santos)
No parecer do relator, deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), o pagamento de salário de grevista estava vetado, como previa o artigo 9º de seu substitutivo com complementação de voto.
De acordo com o deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), o único ponto que não houve acordo no projeto foi a questão do pagamento dos dias parados dos servidores. “Não é tudo que eu queria, mas já avançamos muito”, comentou Zimmermann, que atuou como interlocutor dos servidores com o relator.
Destaque
Após a aprovação do substitutivo do relator, foi apreciado um requerimento de supressão, ou seja, para a retirada do artigo 9º do projeto. O deputado Roberto Santiago (PV/SP) foi o autor da proposta. Para o parlamentar, a manutenção deste artigo fazia com que o movimento de greve já se iniciasse com um outro conflito, além dos já existentes.
Após amplo debate um acordo foi possível, devido à tolerância do presidente da Comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB/MA), permitindo que o destaque apresentado tivesse seu texto modificado, desde que, isso fosse um acordo unânime no colegiado.
Os deputados votaram em seguida a inclusão no texto que “os dias parados em razão de greve serão objetos de negociação de cada categoria”. Desse modo, o texto foi modificado e aprovado por unanimidade na Comissão.
Agora, a matéria será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e depois segue para votação no plenário da Casa, em turno único.
Fonte: Diap (André Santos)
Bispo diz que há 300 pessoas "marcadas para morrer" no Pará
da Agência Brasil Com Folha Online
O bispo da Diocese da Ilha de Marajó (PA), dom José Luiz Azcona, disse hoje que 300 pessoas que vivem no interior do estado do Pará estão sendo ameaçadas de morte por terem denunciado casos de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia.
O número foi apresentado hoje em reunião extraordinária do CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana).
Azcona é um dos quatro religiosos ameaçados de morte no Estado. "Não me preocupa tanto a minha segurança pessoal. Se existem 300 homens e mulheres marcados para morrer, isso indica uma sociedade doente, pobre e moribunda", criticou.
Azcona afirmou que o governo do Pará, apesar de ter conhecimento do número, ainda não tomou providências para reduzir os casos.
Dos 300 ameaçados de morte, apenas 100 estão sob proteção do governo federal, segundo o bispo. "Tem que ter uma mudança de mentalidade, uma conversão. [É preciso] Olhar para a Amazônia como a Amazônia é, não com os olhos de Brasília."
O bispo disse ainda que há conivência de autoridades locais em casos de "prostituição, tráfico e consumo de drogas e uso de bebidas alcoólicas entre os jovens".
No mês passado, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) informou que iria denunciar internacionalmente as ameaças de morte que bispos vem recebendo no Pará. A CNBB pede que as autoridades protejam os ameaçados e investiguem as denúncias.
"Exigimos investigações sérias e proteção para os ameaçados. Suas vidas são preciosas para o povo que defendem e para nós que lhes somos solidários", informou a CNBB em nota oficial.
A declaração de Azcona acontece no mesmo dia em que os acusados de participar do planejamento da morte da missionária Dorothy Stang voltam a ser julgados no Pará. Vitalmiro Bastos de Moura e Rayfran das Neves Sales já foram julgados e condenados. Como as penas ultrapassaram 20 anos, os advogados de defesa dos réus apelaram por novo julgamento.
Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ela foi morta aos 73 anos com seis tiros quando se dirigia a uma reunião com agricultores no interior de Anapu. Ela era americana naturalizada brasileira e atuava havia 40 anos na organização de trabalhadores no Pará.
De acordo com a Promotoria, a morte dela foi encomendada porque a missionária defendia a criação de assentamentos para sem-terra na região, o que desagrava fazendeiros.
Sua morte foi encomendada por fazendeiros pelo valor de R$ 50 mil, segundo as investigações da polícia.
O bispo da Diocese da Ilha de Marajó (PA), dom José Luiz Azcona, disse hoje que 300 pessoas que vivem no interior do estado do Pará estão sendo ameaçadas de morte por terem denunciado casos de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia.
O número foi apresentado hoje em reunião extraordinária do CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana).
Azcona é um dos quatro religiosos ameaçados de morte no Estado. "Não me preocupa tanto a minha segurança pessoal. Se existem 300 homens e mulheres marcados para morrer, isso indica uma sociedade doente, pobre e moribunda", criticou.
Azcona afirmou que o governo do Pará, apesar de ter conhecimento do número, ainda não tomou providências para reduzir os casos.
Dos 300 ameaçados de morte, apenas 100 estão sob proteção do governo federal, segundo o bispo. "Tem que ter uma mudança de mentalidade, uma conversão. [É preciso] Olhar para a Amazônia como a Amazônia é, não com os olhos de Brasília."
O bispo disse ainda que há conivência de autoridades locais em casos de "prostituição, tráfico e consumo de drogas e uso de bebidas alcoólicas entre os jovens".
No mês passado, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) informou que iria denunciar internacionalmente as ameaças de morte que bispos vem recebendo no Pará. A CNBB pede que as autoridades protejam os ameaçados e investiguem as denúncias.
"Exigimos investigações sérias e proteção para os ameaçados. Suas vidas são preciosas para o povo que defendem e para nós que lhes somos solidários", informou a CNBB em nota oficial.
A declaração de Azcona acontece no mesmo dia em que os acusados de participar do planejamento da morte da missionária Dorothy Stang voltam a ser julgados no Pará. Vitalmiro Bastos de Moura e Rayfran das Neves Sales já foram julgados e condenados. Como as penas ultrapassaram 20 anos, os advogados de defesa dos réus apelaram por novo julgamento.
Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ela foi morta aos 73 anos com seis tiros quando se dirigia a uma reunião com agricultores no interior de Anapu. Ela era americana naturalizada brasileira e atuava havia 40 anos na organização de trabalhadores no Pará.
De acordo com a Promotoria, a morte dela foi encomendada porque a missionária defendia a criação de assentamentos para sem-terra na região, o que desagrava fazendeiros.
Sua morte foi encomendada por fazendeiros pelo valor de R$ 50 mil, segundo as investigações da polícia.
Novas regras sobre tarifas bancárias não beneficiam consumidor
Estão em vigor, desde o dia 30 de abril, algumas regras editadas pelo Banco Central (BC) para regulamentar a divulgação e a cobrança de tarifas bancárias para todas as instituições financeiras do País.
Mesmo que a obrigação de informar claramente o consumidor já exista desde que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) passou a vigorar, em 1991, os bancos sempre relutaram em cumprir tais obrigações- tentaram até escapar do CDC, mas finalmente se viram forçados pela Justiça a seguir a lei.
Com uma arrecadação proveniente de tarifas que ultrapassou os R$ 40 bilhões no ano passado e o contínuo desrespeito do direito à informação, o setor financeiro levou a sociedade a tal descontentamento que o próprio BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) resolveram editar medidas que supostamente facilitariam a vida do consumidor bancário.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) analisou tais medidas e chegou a conclusão que elas pouco ajudam; mesmo assim o instituto preparou informações que auxiliarão o consumidor/cliente a exigir mais clareza por parte dos bancos.
Também foi realizada uma avaliação do impacto que essas medidas terão no dia-a-dia e a comparação entre alguns pacotes ou "cestas" de serviços oferecidos pelos dez maiores bancos do País.
Fonte: Idec
Mesmo que a obrigação de informar claramente o consumidor já exista desde que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) passou a vigorar, em 1991, os bancos sempre relutaram em cumprir tais obrigações- tentaram até escapar do CDC, mas finalmente se viram forçados pela Justiça a seguir a lei.
Com uma arrecadação proveniente de tarifas que ultrapassou os R$ 40 bilhões no ano passado e o contínuo desrespeito do direito à informação, o setor financeiro levou a sociedade a tal descontentamento que o próprio BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) resolveram editar medidas que supostamente facilitariam a vida do consumidor bancário.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) analisou tais medidas e chegou a conclusão que elas pouco ajudam; mesmo assim o instituto preparou informações que auxiliarão o consumidor/cliente a exigir mais clareza por parte dos bancos.
Também foi realizada uma avaliação do impacto que essas medidas terão no dia-a-dia e a comparação entre alguns pacotes ou "cestas" de serviços oferecidos pelos dez maiores bancos do País.
Fonte: Idec
Marcha pela descriminalização da maconha divide especialistas
Em O Globo
BRASÍLIA - Proibida na maior parte das capitais em que estava programada, a Marcha da Maconha divide opiniões de especialistas em direito. Os seus organizadores alegam o movimento nacional faz parte de uma campanha internacional pela descriminalização do uso da maconha.
Para o jurista Pedro Estevam Serrano, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a Marcha da Maconha é um movimento legítimo. Segundo ele, participar do movimento não significa praticar o crime de apologia as drogas.
- Debater ou se manifestar publicamente pela descriminalização de uma conduta não significa estimular o cometimento dessa conduta - argumentou Serrano, em entrevista à Agência Brasil.
Nem todos concordam com Serrano.
- A autoridade policial não pode permitir uma coisa dessas [Marcha da Maconha] nunca - disse em entrevista à Agência Brasil o professor de direito penal da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Frederico de Oliveira. Para ele, a passeata incentiva o uso de drogas e por isso se constitui em crime.
De acordo com Carlos Frederico, discussões como essa não podem ocorrer em via pública, devendo ser debatidas em ambientes acadêmicos e legislativos. Já Serrano acha que "pedir a mudança de uma lei é algo que pode e deve ser feito de público e esse debate deve ser posto em público".
BRASÍLIA - Proibida na maior parte das capitais em que estava programada, a Marcha da Maconha divide opiniões de especialistas em direito. Os seus organizadores alegam o movimento nacional faz parte de uma campanha internacional pela descriminalização do uso da maconha.
Para o jurista Pedro Estevam Serrano, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a Marcha da Maconha é um movimento legítimo. Segundo ele, participar do movimento não significa praticar o crime de apologia as drogas.
- Debater ou se manifestar publicamente pela descriminalização de uma conduta não significa estimular o cometimento dessa conduta - argumentou Serrano, em entrevista à Agência Brasil.
Nem todos concordam com Serrano.
- A autoridade policial não pode permitir uma coisa dessas [Marcha da Maconha] nunca - disse em entrevista à Agência Brasil o professor de direito penal da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Frederico de Oliveira. Para ele, a passeata incentiva o uso de drogas e por isso se constitui em crime.
De acordo com Carlos Frederico, discussões como essa não podem ocorrer em via pública, devendo ser debatidas em ambientes acadêmicos e legislativos. Já Serrano acha que "pedir a mudança de uma lei é algo que pode e deve ser feito de público e esse debate deve ser posto em público".
Denúncia contra Paulinho preocupa PDT
No Estadão
SÃO PAULO - A denúncia de suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) em um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já preocupa o PDT no que diz respeito a eventuais prejuízos ao partido na disputa eleitoral em São Paulo. A ordem, por enquanto, é esperar o desenrolar dos acontecimentos para ver se o caso tende a esfriar ou complicar a situação do deputado.
"Sem dúvida que essas denúncias criam um prejuízo à candidatura do Paulinho e ao trabalho de composição de alianças", disse o deputado Brizola Neto (PDT-RJ). "Enquanto pesar uma suspeição o candidato fica enfraquecido", considerou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Apesar da preocupação, integrantes do partido dizem que, por enquanto, as denúncias não abalaram o cacife eleitoral do deputado ou o poder de negociação da sigla nas conversas com partidos como o PT, o PSDB e o "bloquinho" - grupo formado por PDT, PSB, PC do B e PRB.
O partido tem grande expectativa de que a reunião pedida pelo próprio Paulinho para dar sua versão dos fatos investigados à Executiva Nacional do PDT e às bancadas do partido na Câmara e no Senado na próxima terça-feira ajude a evitar um movimento de resistência dos aliados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
SÃO PAULO - A denúncia de suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) em um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já preocupa o PDT no que diz respeito a eventuais prejuízos ao partido na disputa eleitoral em São Paulo. A ordem, por enquanto, é esperar o desenrolar dos acontecimentos para ver se o caso tende a esfriar ou complicar a situação do deputado.
"Sem dúvida que essas denúncias criam um prejuízo à candidatura do Paulinho e ao trabalho de composição de alianças", disse o deputado Brizola Neto (PDT-RJ). "Enquanto pesar uma suspeição o candidato fica enfraquecido", considerou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Apesar da preocupação, integrantes do partido dizem que, por enquanto, as denúncias não abalaram o cacife eleitoral do deputado ou o poder de negociação da sigla nas conversas com partidos como o PT, o PSDB e o "bloquinho" - grupo formado por PDT, PSB, PC do B e PRB.
O partido tem grande expectativa de que a reunião pedida pelo próprio Paulinho para dar sua versão dos fatos investigados à Executiva Nacional do PDT e às bancadas do partido na Câmara e no Senado na próxima terça-feira ajude a evitar um movimento de resistência dos aliados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Dilma será ouvida na quarta em comissão do Senado
No Estadão
BRASÍLIA - Depois de passar dez dias no exterior e desembarcar em Brasília na véspera do feriado de primeiro de maio, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, volta aos holofotes do caso dossiê. Na quarta-feira, Dilma será ouvida pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. O depoimento de Dilma acontece depois de uma operação desencadeada pelo governo de descriminalização do dossiê. De forma sincronizada, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência divulgaram a versão de que os gastos de Fernando Henrique não estavam protegidos por sigilo e, portanto, que não haveria crime em reuni-los e divulgá-los.
Na semana passada, o delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito que investiga o caso, Sérgio Menezes, recebeu ofício do GSI no qual o ministro da pasta, Jorge Félix, informa que os dados contidos no dossiê não eram sigilosos.
No ofício, Félix argumenta que, em tese, o vazamento do dossiê não configuraria crime, já que os dados não seriam secretos. Por sua vez, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que nem a montagem do dossiê seria crime. "Fazer coletânea de dados para fins lícitos não é crime nem aqui nem no Japão ou qualquer lugar do mundo", disse na ocasião.
Oficialmente, Dilma foi convocada para falar na comissão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas os senadores de oposição avisaram que vão aproveitar a ocasião para questionar a ministra sobre a sua suposta participação na elaboração e no vazamento do dossiê.
O requerimento de convocação de Dilma Rousseff, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), foi aprovado na comissão no último dia 3 de abril, num momento de cochilo da base aliada, que não tinha na reunião nenhum representante. No dia 15 de abril, a mesma comissão aprovou um novo requerimento convocando Dilma Rousseff para uma audiência pública, desta vez para falar especificamente sobre o dossiê. A data dessa audiência, entretanto, ainda não foi marcada.
BRASÍLIA - Depois de passar dez dias no exterior e desembarcar em Brasília na véspera do feriado de primeiro de maio, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, volta aos holofotes do caso dossiê. Na quarta-feira, Dilma será ouvida pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. O depoimento de Dilma acontece depois de uma operação desencadeada pelo governo de descriminalização do dossiê. De forma sincronizada, o Ministério da Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência divulgaram a versão de que os gastos de Fernando Henrique não estavam protegidos por sigilo e, portanto, que não haveria crime em reuni-los e divulgá-los.
Na semana passada, o delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito que investiga o caso, Sérgio Menezes, recebeu ofício do GSI no qual o ministro da pasta, Jorge Félix, informa que os dados contidos no dossiê não eram sigilosos.
No ofício, Félix argumenta que, em tese, o vazamento do dossiê não configuraria crime, já que os dados não seriam secretos. Por sua vez, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que nem a montagem do dossiê seria crime. "Fazer coletânea de dados para fins lícitos não é crime nem aqui nem no Japão ou qualquer lugar do mundo", disse na ocasião.
Oficialmente, Dilma foi convocada para falar na comissão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas os senadores de oposição avisaram que vão aproveitar a ocasião para questionar a ministra sobre a sua suposta participação na elaboração e no vazamento do dossiê.
O requerimento de convocação de Dilma Rousseff, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), foi aprovado na comissão no último dia 3 de abril, num momento de cochilo da base aliada, que não tinha na reunião nenhum representante. No dia 15 de abril, a mesma comissão aprovou um novo requerimento convocando Dilma Rousseff para uma audiência pública, desta vez para falar especificamente sobre o dossiê. A data dessa audiência, entretanto, ainda não foi marcada.
Blog do Josias: Para PSDB, presidenciável de Lula vai ao 2º turno
Na Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não indicou o seu candidato para a eleição de 2010, mas para o PSDB, o candidato nomeado à sucessão de Lula estará no segundo turno da disputa, revela o blog do Josias de Souza.
Pesquisas feitas a pedido do PSDB, a maior legenda da oposição, apontam para uma súbita ascensão do prestígio da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O índice de intenção de votos subiu de até 3% para a casa dos 10%.
No partido oposicionista, a falta de unidade interna e a ausência de um discurso sólido para se contrapor, até 2010, à mensagem oficial causa temor. Líderes tucanos temem que a disputa entre os presidenciáveis José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) custe caro se mal administrada.
Para usar uma expressão do governador mineiro, falta ao tucanato uma novidade que possa ser vendida ao eleitor na fase "pós-Lula." O partido entende que criticar programas sociais como o Bolsa Família não dá votos e vender a estabilidade da moeda como um feito da era FHC já não surte efeitos eleitorais.
Leia a matéria completa no blog do Josias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não indicou o seu candidato para a eleição de 2010, mas para o PSDB, o candidato nomeado à sucessão de Lula estará no segundo turno da disputa, revela o blog do Josias de Souza.
Pesquisas feitas a pedido do PSDB, a maior legenda da oposição, apontam para uma súbita ascensão do prestígio da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O índice de intenção de votos subiu de até 3% para a casa dos 10%.
No partido oposicionista, a falta de unidade interna e a ausência de um discurso sólido para se contrapor, até 2010, à mensagem oficial causa temor. Líderes tucanos temem que a disputa entre os presidenciáveis José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) custe caro se mal administrada.
Para usar uma expressão do governador mineiro, falta ao tucanato uma novidade que possa ser vendida ao eleitor na fase "pós-Lula." O partido entende que criticar programas sociais como o Bolsa Família não dá votos e vender a estabilidade da moeda como um feito da era FHC já não surte efeitos eleitorais.
Leia a matéria completa no blog do Josias.